sábado, 1 de junho de 2019

Jovem com síndrome de Down se forma em Publicidade e Propaganda

                  

Aos 30 anos, a limeirense Marcela Fenga Ferraz entrou para uma estatística que deixa a família muito honrada. A jovem é uma das poucas pessoas com síndrome de Down a concluir um curso universitário no Brasil. Marcela se formou em Publicidade e Propaganda na Faculdade Anhanguera, em Limeira.

Foram quatro anos frequentando a faculdade no período noturno. Ela conciliava o trabalho na Santa Casa de Limeira, das 8h às 17h, com a faculdade, das 19h às 22h. No tempo que sobrava, Marcela frequentava a psicóloga e a psicopedagoga, que auxiliaram a enfrentar as questões inerente ao ensino superior. Os trabalhos e os estudos para as provas eram aos finais de semana.

O caminho até a formatura teve dificuldades. Quando Marcela informou que iria prestar vestibular, os pais se assustaram. “Foi um choque! A gente não esperava, mas concordamos e seguimos em frente”, lembra a mãe, Sueli Ferraz. Quando Marcela entrou para a faculdade, a família procurou a instituição para tratar das especificidades da nova aluna.

Marcela foi a primeira pessoa com síndrome de Down a frequentar a Faculdade Anhanguera, em Limeira. No começo, ela era submetida aos mesmos procedimentos que os demais alunos e enfrentou dificuldades. “Até as provas eram as mesmas e foi um período muito complicado para ela acompanhar”, recorda-se a mãe. Esse cenário só mudou quando a família procurou a instituição para discutir possíveis adaptações.

A faculdade então ouviu a psicóloga e a psicoterapeuta de Marcela e um núcleo interno, que se dedica às questões relativas às pessoas com deficiência, orientou os professores. “Foi um ensino por competências, por meio do qual o aluno é avaliado com base nas habilidades que ele consegue adquirir ao logo do curso”, explicou Cristiane Peixoto Nabarretti, coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda.

Entre os alunos, Marcela também passou por adaptações. Como a turma trabalhava em grupos que simulavam agências de publicidade, ela foi trocando de equipes até se adaptar. “A convivência com a Marcela foi um aprendizado para a coordenação, para os professores e para os alunos. Agregou bastante”, avalia a coordenadora.

Na cerimônia de colação de grau e no baile de formatura não houve nenhum destaque no cerimonial para a conquista de Marcela. “Ela foi tratada com igualdade, sem destaque algum em relação aos demais alunos, como deve ser”, elogiou a mãe, que trabalha com inclusão junto à Associação Amigos Especiais de Limeira (AEL).

Os casos de sucesso como o de Marcela são raros. Levantamento feito pelo Movimento Down mostra que há quase 80 jovens formados em cursos universitários por todo país. “O segredo é focar no estudo. Tem que esquecer das coisas da vida e do que passa na cabeça. É muito difícil, mas não pode desistir”, aconselha Marcela.

Ela agora quer trabalhar na área e já pensa na pós-graduação. “Quero estudar bastante ainda”, avisa a jovem que se diz apaixonada por criação, direção de arte e redação publicitária para TV e Rádio.

Grupo faz 195 mil tampinhas virarem cadeira de rodas

Ideia de juntar tampinhas contagiou toda a cidade: de catadores de lixo a dono de rede de restaurantes.

Grupo faz 195 mil tampinhas virarem cadeira de rodas

POR RIO DE BOAS NOTÍCIAS

A proposta é bem simples: juntar tampinhas para vender o plástico e, com o dinheiro, comprar cadeiras de rodas a serem doadas a quem precisa. A meta era ousada: são necessários 400kg de plástico, o que equivale a cerca de 195 mil tampas. Mas foi batida em 11 semanas. Tem mais: nas duas semanas seguintes o grupo, que só cresce a cada dia, já juntou mais tampinhas para comprar a segunda cadeira de rodas e a terceira está bem próxima.

O projeto Rodando com Tampinhas começou no dia 1° de janeiro deste ano, quando Márcia Dabul, 57 anos, conseguiu unir seu desejo de fazer algo pelo meio ambiente à vontade de ajudar os pacientes da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), que fica no Jardim Botânico, nas proximidades de onde ela mora.

Cadeira de rodas sobre milhares de tampinhas
Primeira cadeira de rodas foi doada à ABBR no ultimo domingo (7) – Foto: reprodução/Instagram

“Sempre passo por ali e vejo mães carregando crianças no colo já muito pesadas ou pessoas com muita dificuldade tentando se apoiar em bengalas. E sei que a ABBR tem uma fila de espera por cadeiras de rodas de mais de 300 pessoas”, diz Marcia.

Juntar tampinhas plásticas foi o mais simples que Marcia pôde pensar: a tampinha é um resíduo pronto, não precisa ser limpa e nem requer equipamentos para prensar ou empilhar. Além disso, qualquer pessoa é capaz de participar deste movimento de solidariedade, já que não é preciso ter dinheiro para comprar nada ou fazer doações. “Basta se abaixar e pegar uma tampinha na rua”, diz.

                  Dona Matilde, de 93 anos, com saco de tampinhas
Dona Matilde, de 93 anos, recolhe tampinhas em Madureira – Foto: reprodução/Instagram

E é justamente esta simplicidade que tem unido pessoas de diferentes realidades, de crianças a idosos, como Dona Matilde, de 93 anos, que não só guarda todas as tampinhas que usa em sua casa como recolhe do chão, com a agilidade de uma adolescente, as que encontra pelas ruas de Madureira.

O primeiro pedido para juntar tampinhas foi feito na Igreja São José da Lagoa, frequentada por Márcia. Padre Omar, responsável pela paróquia, gostou da ideia e aderiu ao projeto. A igreja passou então a ser o ponto central de coleta.

Uma pessoa foi contando para outra sobre a campanha e, desta forma, o movimento contagiou gente de toda a cidade. “Vejo que as pessoas são solidárias e querem ajudar. Muitas vezes não podem contribuir com vaquinhas ou doações, mas elas viram na coleta de tampinhas uma chance de também participar”, diz Márcia.

Xampu, hippie que coleta tampinhas em Ipanema
Xampu’, hippie que coleta tampinhas em Ipanema – Foto: reprodução/Instagram

Um exemplo é o lendário José ‘Xampu’, um hippie que vive no calçadão de Ipanema e sobrevive da venda de bijuterias, por ele confeccionadas. Vendo uma das voluntárias todos os dias recolhendo tampinhas ao fazer caminhada por ali, um dia ele a parou e entregou o primeiro saco que havia juntado.

Condomínios, escolas, quiosques, restaurantes, postos de gasolina. A coleta de tampinhas se espalhou de forma viral. A esta altura, já existem pontos de coleta em todas as regiões do Rio. Quer encontrar um deles e participar? Consulte os locais de arrecadação na página do Rodando com Tampinhas.

Pedala Junto ajuda deficientes visuais a andar de bicicleta - Veja o vídeo.

Pela primeira vez no Rio, projeto foi lançado na Lagoa e usou bicicletas adaptadas ODKV (‘o de cá vê’) e tandem – aquelas compridas, feitas para mais de uma pessoa pedalar ao mesmo tempo.

Voluntário do Pedala Junto ajuda deficiente visual a andar de bicicleta

POR RIO DE BOAS NOTÍCIAS

“Pude voltar a ter aquela sensação do vento batendo no rosto. Achei o máximo! Foi como se estivesse guiando a bicicleta de novo. Senti autonomia”, contou Alessandra Nogueira, 46 anos, ao Rio de Boas Notícias. Ela foi uma das 14 pessoas com deficiência visual que participaram do lançamento do Pedala Junto no Rio, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no domingo passado (19).

Voluntários da Bike Anjo e participantes que aprenderam a andar de bicicleta
Voluntários da Bike Anjo e participantes que aprenderam a andar de bicicleta no evento da Lagoa – Foto: arquivo pessoal

O projeto, que já existe em outras cidades, chegou ao Rio por meio da Escola Bike Anjo da Lagoa, que ajuda adultos e crianças a aprender a andar de bicicleta e a usá-la como meio de transporte seguro nas cidades, como já contamos em outra matéria (leia aqui). O Pedala Junto veio como uma forma de ampliar essa experiência para pessoas com mobilidade reduzida, autismo, cegas ou com baixa visão.

E, já no primeiro dia de evento, deu super certo! Além dos dez adultos e 20 crianças que foram à Lagoa aprender a andar em bicicletas comuns, outras 14 pessoas cegas ou com baixa visão se inscreveram para ter a experiência de pedalar com a ajuda de voluntários da Bike Anjo.

Confira no vídeo como foi a experiência:

Havia uma bicicleta adaptada ODKV, que significa “o de cá vê”. Nesse modelo, são emparelhadas e conectadas duas bicicletas de mesmo tamanho. A pessoa cega pedala ao lado do anjo que pode guiar orientando e fazendo a audiodescrição. Assim, o voluntário pode deixar a direção da bicicleta com a pessoa cega, apenas orientando pela descrição do ambiente.

Alessandra, que hoje não enxerga, mas já teve baixa visão e usava uma bicicleta inclusive como meio de transporte em Belém do Pará, pedalou a ODKV. “Graças ao Bike Anjo eu tive a oportunidade de voltar a andar de bicicleta de novo. A gente tem uma sensação de autonomia. E voltei a ter uma memória fotográfica, digamos assim”, disse.

Voluntário usa bicicleta tandem para ajudar um cego a pedalar
A bicicleta tandem, alugada na Lagoa para passeios conjuntos, também foi usada no Pedala Junto – Foto: arquivo pessoal

Ela também experimentou uma das bicicletas tandem alugadas pelo grupo na Lagoa. Na tandem, aquelas com o quadro mais comprido em que se pedala junto, no banco da frente vai o voluntário da Bike Anjo e, no banco de trás, vai a pessoa cega. Neste caso, quem está no banco de trás pedala também, mas não controla a direção.

Os planos são de ampliar o Pedala Junto e torná-lo regular, com eventos mensais no terceiro domingo do mês, acontecendo junto ao evento tradicional da Escola Bike Anjo da Lagoa que já cumpre este calendário.

Segundo a organização da Bike Anjo, para que o projeto cresça, o ideal seria conseguir um local para armazenar as bicicletas, talvez um container alugado. Mas, para isso acontecer, é necessário conseguir apoio.

Na página do grupo (clique aqui) será possível acompanhar os próximos eventos e – torcemos muito! – o sucesso do Pedala Junto.

Vasco vence CETEFE e é pentacampeão brasileiro de futebol de 7 paralímpico - Veja o vídeo.

Hegemônico na modalidade disputada por atletas com paralisia cerebral, Cruz-Maltino levanta mais um troféu ao triunfar por 4 a 1 em SP. Mundial acontece de 4 a 20 de julho, em Madri

Por GloboEsporte.com — São Paulo

Foto: Divulgação/CPB
Vasco vence CETEFE  e é pentacampeão brasileiro de futebol de 7 paralímpico

O Vasco segue hegemônico no futebol de 7, modalidade disputada por atletas com deficiência física oriunda de paralisia cerebral. Nesta sexta, o Cruz-Maltino faturou o pentacampeonato brasileiro ao vencer o CETEFE , do Distrito Federal, por 4 a 1, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo.

Clique AQUI para ver o vídeo.

A equipe carioca dominou as ações desde o princípio do confronto. Aos 18 minutos, Wesley recebeu na área e tocou com categoria para abrir o placar. Cinco minutos depois, Bira foi à linha de fundo e cruzou para o mesmo Wesley marcar o segundo. O CETEFE mal teve tempo de respirar. Após a saída de bola, Bira arrancou em velocidade e marcou o terceiro.

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Os gols de Vasco 4 x 1 Cetefe-DF pela final do Campeonato Brasileiro de futebol de 7 paralímpico

Com o título bem encaminhado, o Vasco tratou de marcar o quarto gol aos 20 minutos do segundo tempo. O autor foi Wesley, em mais uma tabela com Bira. O CETEFE ainda conseguiu descontar no final com Elliennay, em chute de fora da área. No entanto, já era tarde para buscar a virada. Festa vascaína em São Paulo.

Estudante deficiente visual de Guarapari é classificado para nova fase da Olimpíada Brasileira de Matemática

                                        

O aluno do 6º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental João Batista Celestino, Raí Loureiro dos Santos, foi classificado para a segunda fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), que irá acontecer em setembro deste ano.

Raí tem 12 anos e menos de 10% da visão. Ele começou a ter aulas de braile há um ano e vem evoluindo bastante, de acordo com a da professora de educação especial/braile, Leidiany Costa, que o acompanha nesse processo. “Em um ano ele já demonstrou que tem potencial e é esforçado. Sempre interessado e com facilidade de aprender. Nesse pouco tempo de ensino já vejo o Raí lendo, escrevendo e fazendo conta em braile”.

Leidiany acrescentou que o novo aprendizado ajudou o aluno a socializar mais e a vencer a timidez. “Ele está interagindo com outros estudantes e sendo parabenizado pelo feito nas olimpíadas. Com isso ele consegue mostrar a todos que nenhuma deficiência é empecilho para nada na vida. Essa parceria entre o colégio e família é fundamental no processo de aprendizagem e inclusão”.

O estudante mora no bairro Village do Sol, mesma localidade da escola que frequenta, com a mãe Luciana Loureiro e as quatro irmãs. Luciana contou que Raí nasceu com a visão 100% mas que por volta dos três anos começou a ter problemas. “Ele tem miopia, mas de uma forma degenerativa. Ele usou óculos e duas cirurgias formam feitas para tentar resolver, mas não tem solução. Ele não vai voltar a enxergar mesmo, sua visão vai só diminuindo com o passar do tempo. Ano passado ele enxergava uns 10%, esse ano já diminuiu essa porcentagem”.

Após a conquista, a mãe disse que sempre acreditou no filho, mas que nenhum dos dois achava possível chegar tão longe. “Foi emocionante, tenho muito orgulho do Raí. É um menino dedicado e que sempre gostou dos números. Depois da vitória ele afirmou que agora tem certeza que gosta de matemática e quer se dedicar cada vez mais”, finalizou Luciana.

Fontes: Folha Online do Espírito Santo = louisbraille.org.br

Deficiente visual, Moisés Santoro chega a primeiro do ranking mundial de parajiu-jítsu

Em casa. Na Praia de Itacoatiara, Moisés Santoro mostra as principais medalhas que já conquistou
Foto: Fábio Guimarães / Fábio Guimarães

Ao começar a perder a visão no auge dos seus 18 anos, o niteroiense Moisés Santoro achou que sua paixão pelas artes marciais teria que ser deixada de lado para sempre. Praticante demuay thai e taekwondo , teve que parar os esportes na época em que começou a sentir as consequências de uma retinose pigmentar bilateral irreversível, que lhe tirou a visão noturna e a periférica, pois já não enxergava mais os chutes dos adversários. Foi no final de 2017, com menos de 20% da visão central, que o funcionário público resolveu começar a praticar jiu-jítsuem busca de condicionamento físico. Desde então, o que seria apenas um hobby se transformou em títulos internacionais disputados em ambas as categorias: paradesportiva e tradicional. 

Há duas semanas, Santoro voltou de Abu Dhabi com os títulos de icampeão do parajiu-jítsu e vice-campeão convencional da competição World Pro 2019 , terminando a temporada em primeiro do ranking global de parajiu-jítsu e jiu-jítsu pela federação de Abu Dhabi e pela Federação de Jiu-Jítsu do Rio de Janeiro.

Falta de apoio

Apesar de colecionar títulos em pouco tempo, o atleta esbarra na falta de apoio para se dedicar melhor aos treinos e de recursos para participar dos campeonatos mundo afora.

— Nesse último campeonato, pedi para um amigo comprar a passagem no cartão contando que ganharia o prêmio de mil dólares para saldar o empréstimo. O prêmio veio, mas paguei a dívida e fiquei zerado. Ano passado ainda pude investir para participar de outros campeonatos. Nessa última temporada em Abu Dhabi dormi no chão do quarto de hotel de amigos — lembra o lutador, que compete na classe B3 no parajiu-jítsu e na faixa roxa no jiu-jítsu.

Refúgio em Itacoa

Morando atualmente no Rio, Santoro treina na academia carioca Rio Breda e, em Niterói, na Nova União, com Thales Leites. Funcionário público da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja), o lutador é o primeiro atleta da história do órgão.

— Costumo dizer que não me considero um atleta de fato, pois nos campeonatos enfrento atletas que têm todo o aparato necessário. Apesar de meus títulos serem contra profissionais e de eu fazer parte da Seleção Brasileira de Jiu-Jítsu Paradesportivo, não tenho a estrutura que os meus rivais têm. O que eu mais preciso hoje é de apoio para suplementação e de profissionais, como nutricionista e preparador físico. O dinheiro mesmo eu preciso para viajar. Para viver, o meu salário me banca — explica.

Na hora de recarregar as energias, a Praia de Itacoatiara é o destino certo do lutador. Pai de duas meninas, uma de 4 anos e outra de 14, é para lá que leva as filhas nos fins de semana.

— Vivi mais de 20 anos na Região Oceânica. Minha mãe mora em Itaipu, e aqui me sinto em casa — conta, ao ser reconhecido por amigos durante a sessão de fotos para O GLOBO-Niterói.

Com foco no World Master Jiu-Jítsu Championship, marcado para agosto em Las Vegas, Santoro afirma que tem total condições de estar entre os melhores:

— Estou me dedicando para isso.

Fontes: Jornal O Globo - louisbraille.org.br

Dispositivo acoplado ao smartphone facilita diagnóstico de doenças oculares.

Imagem: Divulgação
Divulgação
Empresa de São Carlos criou o Eyer, dispositivo acoplado a um smartphone que examina a retina e detecta retinopatias a um custo mais baixo do que os métodos convencionais

André Julião - Da Agência Fapesp

Um aparelho portátil ligado a um smartphone faz imagens precisas da retina, permitindo detectar retinopatias a um custo bem mais baixo do que os métodos convencionais. Criado pela Phelcom Technologies, o Eyer tem ainda a vantagem de possibilitar o diagnóstico por telemedicina, a quilômetros de um médico oftalmologista.

Atualmente, são produzidas 30 unidades do Eyer por mês, número que deve chegar a 100 até o fim do ano. O dispositivo já sai da fábrica acoplado a um smartphone de última geração e custa cerca de US$ 5 mil. O aparelho convencional mais usado hoje precisa ser ligado a um computador e custa em média R$ 120 mil.

Na frente da câmera do celular, fica um conjunto óptico projetado para iluminação e imageamento da retina. Quando as imagens são produzidas, o aplicativo que opera o aparelho as envia pela internet para um sistema web --chamado Eyer Cloud-- que permite armazenar e gerenciar os exames dos pacientes.

Caso não haja acesso a wi-fi ou rede 3G ou 4G no momento do exame, as imagens ficam salvas no aparelho e são enviadas para a nuvem assim que houver conexão com a internet.

"Houve um esforço grande na área de óptica. Um dos desafios foi fazer uma versão portátil de um equipamento que normalmente é bem grande. Outro foi habilitar a operação não midriática, permitindo capturar exames de retina de qualidade sem a necessidade de dilatação da pupila do paciente", disse José Augusto Stuchi, CEO da empresa.

O Eyer Cloud é uma inovação da equipe que vem se destacando por armazenar todas as informações adquiridas nos exames e organizar em um banco de dados. Os equipamentos atuais são, na maior parte, off-line, operando junto a um computador que salva as informações em um disco rígido.

O usuário do Eyer, por sua vez, deve criar uma conta, como a de email ou de rede social, na qual são salvas automaticamente as imagens adquiridas pelo dispositivo.

"Tivemos de garantir a segurança dessas informações e um meio de subi-las rapidamente para a nuvem, para que se pudesse fazer a imagem em um lugar e ela já aparecer on-line", explicou Stuchi.

Esse último fator é essencial para realizar a chamada telemedicina. O Eyer permite que um técnico treinado ou um médico generalista possa fazer as imagens, enquanto um oftalmologista especializado em retina as analisa e emite um laudo de outro lugar.

A empresa atualmente realiza parcerias com médicos oftalmologistas para a emissão de laudos da retina. Enviadas as imagens, o médico parceiro emite o parecer no próprio sistema. O pagamento se dá por meio de planos mensais. A depender da quantidade de laudos emitidos, cada um custará entre US$ 5 e US$ 10.

Inteligência artificial

Além de representarem um novo serviço, os laudos emitidos alimentam um banco de dados que pode ser usado para "ensinar" o computador a identificar padrões associados às principais doenças que afetam a retina, principalmente a retinopatia diabética.

Atualmente, a empresa tem mais de 10 mil retinas fotografadas e projeta ter, em pouco tempo, o maior banco de dados do gênero do mundo. Só para o próximo ano, os sócios projetam ter 50 mil pacientes examinados.

No ano passado, a Food and Drug Administration, agência que regula a venda de medicamentos, alimentos e equipamentos médicos nos Estados Unidos, aprovou pela primeira vez um algoritmo para diagnóstico de uma doença. A empresa IDx conseguiu autorização para usar um algoritmo que detecta justamente a retinopatia diabética, maior causa de diminuição da visão e de cegueira entre adultos norte-americanos.

No Brasil, estima-se que 7,6% da população urbana entre 30 e 69 anos tenha diabetes e, destes, metade tenha retinopatia diabética.

"O uso da inteligência artificial para diagnóstico ou para auxiliá-lo é uma tendência no mundo todo. Os computadores processam os dados, enquanto o médico atua na tomada de decisão", disse Stuchi.

O empreendedor afirmou que o sistema da empresa tem atualmente precisão próxima de 80% para detectar retinopatia diabética, sem a necessidade de intervenção humana.

Com o aumento de sua base de dados, em breve essa taxa deverá chegar a 95% de precisão, quando a aplicação poderá começar a ser comercializada. O algoritmo norte-americano tem atualmente até 89,5% de chances de dar um diagnóstico correto.

"Com o apoio do Pipe (Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas), conseguimos contratar um time e manter o foco no projeto, deixando nossos empregos", disse Stuchi.

Com projeções de colocar 150 Eyers no mercado brasileiro nos próximos 12 meses e obter R$ 3 milhões em lucros, a ideia dos sócios agora é expandir as vendas para outros países da América Latina e depois para os Estados Unidos e a Europa.

Dispositivo vestível

A Phelcom Technologies também tem o apoio do Pipe para desenvolver outro produto inovador. Trata-se de um par de óculos que, quando colocado pelo paciente, faz o exame da retina e também mede a refração, principal exame oftalmológico realizado hoje.

O exame de refração define o grau de miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia ("vista cansada"), define se o paciente precisa de óculos e determina o grau necessário.

Demoramos três anos do desenvolvimento à comercialização do nosso primeiro produto, o Eyer. Agora queremos fazer em menos tempo. Por isso, a ideia é criar pequenos módulos que possam ser acoplados ao Eyer ou a uma versão aprimorada dele. O ideal é que tenhamos, em alguns anos, óculos que façam de uma só vez a retinografia e meçam a refração e a pressão intraocular", explicou Stuchi.

Agregar todos esses dispositivos em um par de óculos pode ainda eliminar ou tornar menos crítica a figura do operador do equipamento e padronizar os exames. Mesmo com o treinamento on-line realizado pela empresa para operar o Eyer, ainda há fatores subjetivos, como a forma de posicionar o aparelho, que podem gerar uma imagem melhor ou pior.

"Seguindo a tendência atual de dispositivos vestíveis, o próprio paciente faria o exame simplesmente colocando os óculos por alguns minutos", disse.

Além do Pipe, a empresa credita seu desempenho à Eretz.bio, que, além de recursos, oferece mentoria em negócios e disponibiliza a estrutura do Hospital Albert Einstein para validação clínica dos aparelhos, e à Supera, incubadora de empresas de base tecnológica que funciona no Supera Parque, em Ribeirão Preto.

O parque tecnológico possui laboratórios de certificação para a indústria médica, fundamentais para o desenvolvimento do Eyer. Além dos suportes técnico e jurídico, a incubadora foi fundamental no direcionamento do produto para o mercado.

Mulheres filmadas agredindo garoto autista são indiciadas por tortura no PA - Veja o vídeo.

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Aliny Gama - Colaboração para o UOL, em Maceió

As duas mulheres que foram flagradas em um vídeo agredindo um menino de dez anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em uma clínica de terapia ocupacional no município de Castanhal (PA), região metropolitana de Belém, foram indiciadas ontem pelo crime de tortura. O caso agora sai das mãos da Polícia Civil e irá para o Ministério Público. Se condenadas, elas podem ficar presas de dois a oito anos.


Nas imagens que viralizaram nas redes sociais e chegaram até a polícia no último dia 22 de maio, a terapeuta ocupacional Manoela Caroline Pinheiro da Costa e sua mãe, Marcileia Pinheiro da Costa, dona da clínica A Fazendinha, aparecem agredindo, gritando e ameaçando o garoto com um cinto.

No dia 23, o inquérito foi instaurado pela delegada Lidiane Pinheiro, da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACA) de Castanhal e foi solicitada a perícia do vídeo.

Durante a investigação, foram ouvidas 14 pessoas, dentre as quais, as duas acusadas, o menino agredido e a mãe dele. "As acusadas admitiram as agressões, sob alegação de que pretendiam conter a criança", informou a polícia.

A delegada também pediu a fiscalização do centro terapêutico. Agora, o Ministério Público deverá analisar o inquérito de 150 páginas para denunciar ou não o caso à Justiça.

O UOL tentou contato com as acusadas na tarde de hoje, mas ninguém atendeu as ligações na clínica A Fazendinha. Após a divulgação do caso, a clínica suspendeu os atendimentos, segundo vizinhos do local.

As agressões

Nas imagens, o menino mexe em objetos e a terapeuta parece tentar tirá-lo das mãos do garoto. Ele dá um tapa. A profissional revida batendo nele e gritando.

Na sequência, a mãe da terapeuta, que estava sentada no chão, se levanta com um cinto na mão e vai em direção ao menino, pedindo que ele não bata mais em ninguém. Ele responde: "não, mãe. Não, mãe. Parou, parou", pede a criança.

A terapeuta volta a ameaçar a criança e diz: "não é para achar graça".

"Você acha que você é quem para bater nos outros? Você pensa que você é quem?", pergunta a mãe da terapeuta ao garoto.

A criança tenta se livrar, mas é encurralada pela terapeuta, que segura forte o braço do garoto.

A agressão seguida de ameaças teria sido filmada pela mãe de um outro paciente da clínica, que desconfiava do tratamento que o filho vinha recebendo.

Psoríase priva portadores da doença crônica de ter uma 'vida normal'

Pacientes reclamam do isolamento e médicos se preocupam com a relação da doença com a artrite e a síndrome metabólica por falta de tratamento

WikiMedia Commons
A psoríase é uma doença de pele, não contagiosa, que afeta 3% das pessoas
A psoríase é uma doença de pele, não contagiosa, que afeta 3% das pessoas

SAÚDE da EFE - *Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

Ainda sem cura e na corrida por aprovação de medicamentos adequados, a psoríase é uma doença crônica e inflamatória de pele que já atinge mais de cinco milhões de brasileiros em uma curva crescente ano a ano, mas o que vem preocupando pesquisadores e médicos são os impactos causados por ela, como outras complicações metabólicas e até mesmo o preconceito.

Pacientes reclamam do isolamento que sofrem devido à aparência da enfermidade, que causa coceiras, descamação e lesões na pele. No entanto, a preocupação da comunidade médica tem sido maior em relação à artrite e à sídrome metabólica, consequentes da falta de tratamento da psoríase.

"Se o paciente for tratado - e hoje temos vários tratamentos efetivos - ele não terá lesão de pele. Ter o controle da psoríase significa que os pacientes podem ter uma vida normal, sem serem isolados ou estigmatizados e irão esquecer que têm a doença", afirmou à Efe a médica Cacilda da Silva Souza, responsável pelo Ambulatório de Psoríase do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

A médica conta que muitas pessoas com a doença faltam ao trabalho, ou não conseguem um posto no mercado por causa das lesões na pele e passam por um "isolamento social destrutivo", o que pode ser somado às complicações da psoríase.

Souza coordenou um estudo brasileiro publicado no Journal of Dermatology, em novembro de 2018, que mostra que 50 % dos pacientes com psoríase apresentam também síndrome metabólica e 41,8 % têm sinais e sintomas de artrite psoriásica.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, a síndrome metabólica se caracteriza pela presença de ao menos três complicações como obesidade, hipertensão arterial, glicemia, triglicerídeos e colesterol alterados, que são os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.

A pesquisa Beyond, patrocinada pela biofarmacêutica AbbVie,também identificou que os pacientes deixam de realizar tarefas diárias, o que impactou na qualidade de vida, como apontaram 66,4 % dos pacientes observados.

Foram acompanhados 293 pacientes das regiões Norte, Sudeste e Sul do Brasil, com diagnóstico de psoríase moderada a grave, sendo 51,9 % homens com idade média de 52 anos, dos quais 31,4 % estavam empregados à época, 35,8 % consumiam pelo menos uma dose de álcool por semana e 33,4 % eram sedentários.

Os pacientes foram observados entre abril de 2014 e maio de 2015 por dermatologistas e reumatologistas em três visitas, com intervalo médio de 30 dias entre cada uma.

De acordo com a médica, estes sinais são estimulantes para pesquisadores, médicos e indústria a fim de acelerar a busca por novas medicações e tratamentos para amenizar os impactos da psoríase.

"Devemos atentar para o diagnóstico precoce e o tratamento adequado da artrite psoriásica, como também às morbidades que compreendem a síndrome metabólica. O estudo enfatiza a importância do cuidado global ao paciente com psoríase e a relevância da cooperação entre dermatologistas e demais especialistas para as medidas de prevenção e tratamentos efetivos", acrescentou.

Ainda não são totalmente conhecidas as razões da associação da psoríase com a síndrome metabólica; mas sabe-se que o risco pode ser de até cinco vezes maior entre os pacientes com psoríase do que entre os pacientes sem a doença, dependendo das características da população estudada.

Já a artrite psoriásica surge em associação às manifestações cutâneas da psoríase e pode afetar qualquer articulação do corpo, tanto as das extremidades como a coluna vertebral.

Especialistas e pesquisadores têm tentado impulsionar pesquisas clínicas que testem medicamentos e apresentem dados contundentes para possibilitar tratamentos a esta doença crônica.

No último dia 27, por exemplo, a Anvisa aprovou o risanquizumabe para o tratamento da psoríase em pacientes adultos com níveis moderado ou grave, candidatos à fototerapia ou ao tratamento sistêmico.

Estudos clínicos com a medicação identificaram que mais de 80% dos pacientes tiveram resposta positiva ao tratamento em 52 semanas de uso do remédio, diminuindo as lesões na pele, o que poderá ajudar no conforto e na inclusão dos pacientes no mercado de trabalho.

"A partir do desenvolvimento dessas medicações houve um entendimento maior sobre essa doença e, consequentemente, aumentou o acesso ao tratamento e às novas opções de medicamentos, o que beneficia os pacientes. O cenário futuro é bastante positivo aos diagnosticados no Brasil", acrescentou Souza.

Ela explica que foram necessários quase 20 anos de pesquisa para alcançar as aprovações que estão acontecendo no Brasil para a psoríase, o que vai resultar em dimunição de preconceito com os pacientes, porque os remédios são especialmente para conter as lesões na pele, melhorando a aparência.

Desde 2018, o Brasil está em segundo lugar no ranking das nações onde os pacientes relatam maior impacto da doença, atrás apenas da Arábia Saudita, segundo dados do estudo pela Hall and Partners e denominado Closer Together e realizado pela consultoria Hall and Partners.

De acordo com essa pesquisa divulgada ano passado, 72 % dos pacientes brasileiros mencionaram que a expectativa de tratamento foi atingida apenas parcialmente; 62 % relataram alto impacto da doença na vida social e 67 % desejavam voltar a ter uma vida normal.

"O desconhecimento é o que estigmatiza a doença, gerando o preconceito. Por ser uma doença de pele, as manchas ficam evidenciadas e muitas pessoas tem medo de contágio e contaminação, o que reforça o isolamento social", explicou à Efe o dermatologista Ricardo Romiti, responsável pelo Ambulatório de Psoríase do Hospital das Clínicas da USP (HC-FMUSP).

Para combater o desconhecimento, Romiti destacou o aumento de alternativas para tratamento, como os medicamentos biológicos que proporcionam maior segurança aos pacientes por serem seletivos para grupos da doenças e apresentarem menores efeitos colaterais.

No Brasil, a aprovação desses agentes tem acontecido e propiciado a presença dos tratamentos imunológicos no Sistema Único de Saúde (SUS), como destacou o dermatologista.

Saiba como controlar a psoríase, doença de pele que afeta vida social:

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                 A psoríase é uma doença de pele crônica, não contagiosa, que afeta 3% da população mundial. Sua principal característica é coceira e descamação. Segundo a dermatologista Gabriella Albuquerque, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD-RJ), é resultado da combinação da atuação do sistema imunológico, do ambiente e da genética. Ela explica que não há causa definida, mas a hipótese é que se desenvolva quando os linfócitos T, células responsáveis pela defesa do organismo, liberam substâncias inflamatórias e formadoras de vasos*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini
A psoríase é uma doença de pele crônica, não contagiosa, que afeta 3% da população mundial. Sua principal característica é coceira e descamação. Segundo a dermatologista Gabriella Albuquerque, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD-RJ), é resultado da combinação da atuação do sistema imunológico, do ambiente e da genética. Ela explica que não há causa definida, mas a hipótese é que se desenvolva quando os linfócitos T, células responsáveis pela defesa do organismo, liberam substâncias inflamatórias e formadoras de vasos.

Foto: Reprodução/Garota Beleza/Depositphotos
Como resposta a essas substâncias inflamatórias, os vasos sanguíneos da pele se dilatam, permitindo a infiltração de células de defesa, chamadas neutrófilos. Como as células da pele estão sendo atacadas pelo próprio corpo, sua produção cresce, evoluindo mais rapidamente. Com essa rapidez, a pele apresenta escamação devido à imaturidade das células. A impossibilidade de eliminação das células mortas resulta em manchas espessas e escamosas
Como resposta a essas substâncias inflamatórias, os vasos sanguíneos da pele se dilatam, permitindo a infiltração de células de defesa, chamadas neutrófilos. Como as células da pele estão sendo atacadas pelo próprio corpo, sua produção cresce, evoluindo mais rapidamente. Com essa rapidez, a pele apresenta escamação devido à imaturidade das células. A impossibilidade de eliminação das células mortas resulta em manchas espessas e escamosas.

Foto: PEXELS
A psoríase pode se manifestar em qualquer local do corpo. Os mais comuns são joelhos, cotovelos e couro cabeludo. Pode se manifestar como placas de poucos centímetros assim como atingir toda a pele. A dermatologista afirma que, embora a manifestação apareça apenas na pele, a psoríase pode acometer também as articulações. A inflamação ainda pode ter sintomas como manchas vermelhas com escamas secas, pele ressecada e rachada, às vezes, com sangramento, coceira, queimação e dor, unhas grossas, sulcadas, descoladas e com depressões, inchaço e dor nas articulações
A psoríase pode se manifestar em qualquer local do corpo. Os mais comuns são joelhos, cotovelos e couro cabeludo. Pode se manifestar como placas de poucos centímetros assim como atingir toda a pele. A dermatologista afirma que, embora a manifestação apareça apenas na pele, a psoríase pode acometer também as articulações. A inflamação ainda pode ter sintomas como manchas vermelhas com escamas secas, pele ressecada e rachada, às vezes, com sangramento, coceira, queimação e dor, unhas grossas, sulcadas, descoladas e com depressões, inchaço e dor nas articulações.

Foto: Pixabay
Segundo a dermatologista, a taxa de psoríase é a mesma entre homens e mulheres. Gabriella afirma que existem alguns fatores de risco para a condição, como o histórico familiar. De acordo com a médica, cerca de 40% dos pacientes têm familiares com psoríase, e sua manifestação, geralmente, acontece a partir dos 15 anos
Segundo a dermatologista, a taxa de psoríase é a mesma entre homens e mulheres. Gabriella afirma que existem alguns fatores de risco para a condição, como o histórico familiar. De acordo com a médica, cerca de 40% dos pacientes têm familiares com psoríase, e sua manifestação, geralmente, acontece a partir dos 15 anos.

Foto: Gabriella Albuquerque
Entre os tipos de psoríase, estão placas com manchas vermelhas e placas secas; a ungueal, que afeta unhas, com crescimento anormal, mudança de forma ou cor e descolamento; a de couro cabeludo, que cria placas vermelhas e descamação parecida com a a caspa; a psoríase invertida, que afeta áreas úmidas, como a axila, virilha e em baixo dos seios. Existem, também, psoríases que apresentam outras manifestações, como o pus, febre e dores nas articulações
Entre os tipos de psoríase, estão placas com manchas vermelhas e placas secas; a ungueal, que afeta unhas, com crescimento anormal, mudança de forma ou cor e descolamento; a de couro cabeludo, que cria placas vermelhas e descamação parecida com a a caspa; a psoríase invertida, que afeta áreas úmidas, como a axila, virilha e em baixo dos seios. Existem, também, psoríases que apresentam outras manifestações, como o pus, febre e dores nas articulações.

Foto: Pixabay
A dermatologista afirma que o quadro da psoríase afeta a autoestima, podendo levar o paciente, com vergonha do aspecto da doença de pele, ao isolamento. Ela afirma que um método para disfarçar o quadro é a aplicação de bases corretivas, quando as feridas não estiverem inflamadas. Entretanto, a maquiagem não impedirá coceira e dores
A dermatologista afirma que o quadro da psoríase afeta a autoestima, podendo levar o paciente, com vergonha do aspecto da doença de pele, ao isolamento. Ela afirma que um método para disfarçar o quadro é a aplicação de bases corretivas, quando as feridas não estiverem inflamadas. Entretanto, a maquiagem não impedirá coceira e dores.

Foto: PEXELS
Segundo a dermatologista, a psoríase tem graus de intensidade, classificados pelo tamanho, vermelhidão, inchaço, sintomas e quanto da pele foi acometida . Entretanto, ela explica que a condição pode ser agravada no inverno, pois o frio provoca o ressecamento da pele. Outros fatores que pioraram o quadro são o estresse, pois o nível elevado leva à diminuição da imunidade, obesidade, pois aumenta o risco de desenvolver a psoríase invertida, e tabagismo, que aumenta a chance de desenvolvimento da psoríase e agrava seus sintomas 
Segundo a dermatologista, a psoríase tem graus de intensidade, classificados pelo tamanho, vermelhidão, inchaço, sintomas e quanto da pele foi acometida . Entretanto, ela explica que a condição pode ser agravada no inverno, pois o frio provoca o ressecamento da pele. Outros fatores que pioraram o quadro são o estresse, pois o nível elevado leva à diminuição da imunidade, obesidade, pois aumenta o risco de desenvolver a psoríase invertida, e tabagismo, que aumenta a chance de desenvolvimento da psoríase e agrava seus sintomas.

Foto: Gabriella Albuquerque
Se a psoríase não for diagnosticada corretamente e rapidamente, o quadro pode piorar e gerar destruição das articulações. A inflamação, segundo a médica, ainda libera substâncias que prejudicam o coração. Gabriella afirma que, por tais consequências, é recomendado que o paciente tenha acompanhamento dermatológico, cardiológico e reumatológico
Se a psoríase não for diagnosticada corretamente e rapidamente, o quadro pode piorar e gerar destruição das articulações. A inflamação, segundo a médica, ainda libera substâncias que prejudicam o coração. Gabriella afirma que, por tais consequências, é recomendado que o paciente tenha acompanhamento dermatológico, cardiológico e reumatológico.

Foto: Crédito: Reprodução
A dermatologista afirma que, por muitas pessoas não conheceram a psoríase, consequentemente, elas não sabem lidar, pois podem achar que é contagiosa, isolando quem a tem. Gabriella afirma que é importante que o paciente que tenha psoríase receba cuidados e seja acolhidos pelos amigos e pela família, para que não sinta vergonha de estar descamando
A dermatologista afirma que, por muitas pessoas não conheceram a psoríase, consequentemente, elas não sabem lidar, pois podem achar que é contagiosa, isolando quem a tem. Gabriella afirma que é importante que o paciente que tenha psoríase receba cuidados e seja acolhidos pelos amigos e pela família, para que não sinta vergonha de estar descamando.

Foto: Flickr
Gabriella afirma que a psoríase pode ser confundida com outros problemas de pele, como micoses e alergias, pois ambas podem causar coceira e vermelhidão. No caso da micose, ela pode, também, apresentar algum tipo de descamação. A médica alerta que é necessário procurar orientação de um dermatologista para o diagnóstico e tratamento corretos
Gabriella afirma que a psoríase pode ser confundida com outros problemas de pele, como micoses e alergias, pois ambas podem causar coceira e vermelhidão. No caso da micose, ela pode, também, apresentar algum tipo de descamação. A médica alerta que é necessário procurar orientação de um dermatologista para o diagnóstico e tratamento corretos.

Foto: Pixabay
O banho de sol é recomendado para graus leves de psoríase, pois ajuda a reduzir a inflamação na pele. Já banhos quentes, por exemplo, não são indicados, segundo a dermatologista, pois removem a camada de proteção da pele, piorando o quadro. A médica orienta um estilo de vida saudável, pois também ajuda a controlar a doença
O banho de sol é recomendado para graus leves de psoríase, pois ajuda a reduzir a inflamação na pele. Já banhos quentes, por exemplo, não são indicados, segundo a dermatologista, pois removem a camada de proteção da pele, piorando o quadro. A médica orienta um estilo de vida saudável, pois também ajuda a controlar a doença.

Foto: PEXELS
A dermatologista afirma que os tratamentos vão desde hidratantes, cremes medicamentosos e protetores solares, cremes e protetores solares, medicamentos ou injeções de Metotrexato, e fototerapia, por meio da exposição à luz ultravioleta, que diminuem as manchas e evitam o surgimento de novas
A dermatologista afirma que os tratamentos vão desde hidratantes, cremes medicamentosos e protetores solares, cremes e protetores solares, medicamentos ou injeções de Metotrexato, e fototerapia, por meio da exposição à luz ultravioleta, que diminuem as manchas e evitam o surgimento de novas.























Brasil visa retomar a hegemonia no Campeonato das Américas de Fut 5 2019

Rodrigues/CPB/MPIX
Imagem
Final do Campeonato Mundial 2014, no Japão. Placar: Brasil 1 x 0 Argentina

Por CPB

O Brasil vai a partir da próxima terça-feira, 4, em busca do sexto título do Campeonato das Américas de Futebol de 5. Na edição 2019, que será realizada até 9 de junho, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, a Seleção Brasileira quer retornar ao lugar mais alto do pódio desta competição. Em 2017, no torneio ocorrido no Chile, o time verde e amarelo ficou com a prata ao ser superado pela Argentina, que venceu nos pênaltis (2 a 1) após o 0 a 0 no tempo normal.

A partida de abertura do 9º Campeonato das Américas será às 10h e apresentará, justamente, um duelo entre Brasil e Argentina. Os jogos do Brasil terão transmissão do SporTV. Confira abaixo a programação completa.

“As lembranças da final no Chile não são boas. Fizemos um bom jogo, considerando que atletas importantes estavam fora por lesão. Mas nós já superamos isso. Vencemos a Argentina no Mundial de 2018. Agora, será uma estreia com clima de final. Para mim, este é o maior clássico da modalidade. Treinamos bastante e vamos buscar mais um título para o Brasil”, comentou Ricardo Alves, tricampeão paralímpico.

Desde o primeiro Campeonato das Américas, em 1997, o Brasil e a Argentina se alternam no topo do pódio. A Seleção Brasileira conquistou o título nas edições de 1997 (Paraguai), 2001 (Brasil), 2003 (Colômbia), 2009 (Argentina¬) e 2013 (Argentina). Enquanto seu vizinho sul-americano faturou a taça em 1999 (Argentina), 2005 (Brasil) e 2017 (Chile). Nas três ocasiões em que os argentinos saíram vitoriosos, os brasileiros foram os vice-campeões.

Em 19 finais no formato mata-mata entre as equipes, o Brasil levou a melhor em 15. Perdeu apenas quatro, sendo as três decisões continentais já citadas mais o Campeonato Mundial de 2006, realizado em Buenos Aires, em que os donos da casa foram campeões.

O Brasil garantiu sua participação nos Jogos Paralímpicos de Tóquio ao ser campeão do Mundial de Madri, em junho de 2018. O Campeonato das Américas 2019 definirá mais um competidor para o maior evento do ciclo 2020.

Confira a relação dos jogos que serão transmitidos pelo SporTV:
  • Terça-feira (04/06) às 10h – Brasil x Argentina
  • Quarta-feira (05/06) às 10h – Brasil x Colômbia
  • Quinta-feira (06/06) às 16h30 – Brasil x Peru
  • Sexta-feira (07/06) às 16h30 – Brasil x México
  • Sábado (08/06) às 9h – Brasil x Chile
  • Domingo (09/06) às 11h – Final