sábado, 8 de junho de 2019

Com apenas 6 anos, menino com autismo fala oito idiomas

Rafael Mayer não falava nem Português até os dois anos e oito meses

Tisa Moraes

Instagram/Reprodução
Juli Mayer, mãe de Rafael, esteve ontem em Bauru para falar sobre Transtorno do Espectro Autista

O hiperfoco é uma das características de pessoas que possuem Transtorno do Espectro Autista, mais conhecido como autismo. E foi esta qualidade que fez com que Rafael, com apenas seis anos, conseguisse se comunicar em oito idiomas.

Quem conta a façanha é a mãe do garoto, Juli Lanser Mayer, que esteve em Bauru ontem para participar, com outros ativistas, de uma mesa-redonda sobre o tema na Inspirar. "Na verdade, até o diagnóstico, com dois anos e oito meses, ele não falava, não interagia com ninguém. Mesmo com terapia, não apresentava evolução", diz, lembrando que o autismo do filho foi classificado como severo, à época, por quatro neuropediatras.

Até que o garoto teve contato com equipamentos eletrônicos e descobriu o universo da Internet. Segundo Juli, foi como se tivesse apertado "um botão" que acionou, de uma hora para outra, o funcionamento do cérebro de Rafael para o aprendizado de idiomas.

Primeiro, foi Inglês, a primeira língua que ele começou a falar, antes mesmo do Português. Depois vieram Libras, Esperanto, Espanhol, Russo, Italiano e Alemão. "Em casa, a gente, por ser de Santa Catarina, fala Português e Alemão, mas ele prefere se comunicar em Inglês. Então, sempre conto com a ajuda de amigos para traduzir o que ele está falando", cita Juli, que mora com o marido e mais três filhos em Timbó, cidade próxima a Blumenau.

MÚSICA

Além da alta habilidade para aprender línguas, Rafael revelou uma grande vocação para a música, o que o ajuda a se comunicar com os pais e a superar situações de crise, que são próprias do autismo. "Ele tem ouvido absoluto e, na primeira vez que sentou diante de um piano, já conseguiu tocar. Agora, ele está fazendo aula de música e está começando a aprender a tocar vários instrumentos", comenta.

Hoje, com os estímulos que recebe para aperfeiçoar suas habilidades, Rafael segue evoluindo, já com diagnóstico de autismo moderado quanto à capacidade motora e grau leve no âmbito cognitivo. Sua história está sendo compartilhada por Juli, que é uma das fundadoras do Grupo de Apoio Educacional Autismos, no site http://www.julilansermayer.com.br e no Instagram julilansermayer.

Samantha Ciuffa
Pedro Serra Lopes descobriu autismo há apenas 3 anos

DIAGNÓSTICO AOS 29 ANOS

Assim como Juli Mayer, o ilustrador e professor de educação artística Pedro Serra Lopes analisa que, apesar de ainda haver bastante desconhecimento sobre o autismo, a maior divulgação sobre o transtorno na última década contribuiu para aumentar o volume de diagnósticos no País até mesmo entre pessoas adultas, que possuem manifestações de grau leve que passaram despercebidas ao longo do tempo.

É o caso do próprio Pedro, morador de Bauru formado em Arquitetura, que também participou do evento realizado ontem na cidade. "Sempre me senti diferente. Tinha, e ainda tenho, algumas manias, alguns costumes, que são considerados fora do padrão estabelecido como normal. Na infância, foi atendido por psicólogos e psiquiatras, mas nenhum deles conseguiu fazer um diagnóstico preciso", relembra, citando uma época em que pouco se falava sobre o transtorno.

A conclusão só veio aos 29 anos, por iniciativa dele e da família, que procuraram ajuda especializada quando passaram a suspeitar do diagnóstico, justamente pelas informações que se tornaram disponíveis sobre o autismo. Hoje, aos 32 anos, o ilustrador conta que descobrir-se com o transtorno trouxe alívio e maior conforto para conviver com as particularidades do seu modo de ser. "Passei a viver de maneira mais tranquila, por saber que havia uma explicação para tudo o que parecia diferente em mim", acrescenta.

Segundo Juli, entre os adultos, especialmente as mulheres podem enfrentar maior dificuldade para alcançar o diagnóstico preciso, já que as manifestações do autismo, historicamente, foram mais estudadas em meninos do que em meninas.

"Entre as mulheres, é muito comum ser detectado TOC, transtornos de ansiedade, depressão com tendência suicida, mas outro problema associado, como dificuldade para executar determinados movimentos mais precisos, passar despercebido. Ela pode não ter déficit no desenvolvimento da fala, por exemplo, mas ser autista", alerta, salientando que o diagnóstico correto é fundamental para buscar o tratamento adequado e melhorar a qualidade de vida dos autistas.


Pais levam duas horas para levar filha cadeirante de trem e metrô da Lapa ao Centro de SP

Família encontra falta de elevador e escadas rolantes para ir com a criança até posto da SPTrans.

Por Marcelo Poli, SP1

Pais não encontram elevador ou escada rolante na estação Barra Funda da CPTM — Foto: TV Globo/Reprodução
Pais não encontram elevador ou escada rolante na estação Barra Funda da CPTM — Foto: TV Globo/Reprodução

Os pais de uma criança cadeirante levam duas horas para conseguir ir da estação Lapa da CPTM, na Zona Oeste de São Paulo, até a Estação São Bento do Metrô, no Centro. A falta de acessibilidade prejudica o caminho para levar a menina Karla para tirar o cartão para passageiros com necessidades especiais no posto central da SPTrans.

Juliana Santana dos Santos tem que renovar o cartão das pessoas com necessidades especiais e provar que a filha tem a deficiência. Logo aparece o primeiro problema: na estação não tem escada rolante nem elevador.

“É todos os dias. Eles falam que vai ter mas nunca tem. A gente ainda consegue pegar a Karla e quando vem um cadeirante mais fortinho que não tem como passar?”, diz a mãe.

A primeira baldeação é na Estação Barra Funda onde uma grade e um aviso impedem o acesso ao elevador. No andar de cima a porta do elevador abre e tem uma grade impedindo a saída.

Na Estação Sé, o elevador está cheio de gente e a cadeira de rodas não cabe.

Na Estação São Bento o elevador não chega até o piso da Rua Boa Vista, onde é o destino final da família. O jeito é escadas rolantes, degraus e mais escadas rolantes.

Quase duas horas a família chega ao posto da SPTrans no Centro. O atendimento durou cerca de vinte minutos e o cartão foi renovado.

A CPTM disse que as estações são de uma época em que a acessibilidade não era uma preocupação e que tem projeto para modernizar e que sempre que requisitados, os funcionários atendem às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Sobre o elevador da Estação Barra Funda, informou que o equipamento foi destruído por vândalos e está sendo arrumado.

Fonte: g1.globo.com

App brasileiro promove paquera entre pessoas com deficiência

O "Devotee" já tem cerca de 1,5 mil usuários cadastrados


Aplicativo Devotee foi lançado em maio de 2018 e ganhará versão 2.0  (Foto: Reprodução)
APLICATIVO DEVOTEE FOI LANÇADO EM MAIO DE 2018 E GANHARÁ VERSÃO 2.0 (FOTO: REPRODUÇÃO)

Aplicativos como o Tinder fazem sucesso nos dias de hoje por facilitar relacionamentos e encontros românticos, mas não foram capazes de superar algumas barreiras, especialmente para pessoas com deficiência física.

Muitas vezes, ao descobrir que um possível parceiro ou parceira tem algum tipo de necessidade especial, o usuário acaba se afastando. Pensando nisso, Ricardo Alonso Jorge criou o app "Devotee", uma espécie de Tinder para pessoas com deficiência.

"A ideia surgiu na minha separação, porque sou deficiente físico. Queria um aplicativo de relacionamento para deficientes físicos e não tinha, aí resolvi criar [o Devotee]", contou Jorge, em entrevista à ANSA.

O app também é dedicado aos chamado "devotees", palavra que designa pessoas que se sentem atraídas por indivíduos com deficiência física. O aplicativo, ainda incipiente, conta atualmente com 972 homens e 522 mulheres cadastrados. "Essas pessoas já deram 100.002 likes e 2.369 matches", disse o criador e CEO do Devotee, com dados de 6 de junho.

O projeto estava em fase de testes desde maio de 2018, mas ganhará uma versão 2.0 na semana que vem, com algumas modificações para facilitar a experiência do usuário. "O aplicativo está crescendo cada vez mais", garantiu seu criador.

Tecnologia

A atualização do Devotee acontecerá na mesma semana da Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, a Reatech, que será realizada entre 13 e 16 de junho, no São Paulo Expo, zona sul da capital paulista.

O evento, organizado pela Cipa Fiera Milano, reunirá cerca de 300 expositores de diversos segmentos, de agências de emprego a empresas de veículos adaptados, para promover uma melhor e maior integração de pessoas com deficiência à sociedade.

Assistência jurídica gratuita é oferecida a pessoas com deficiência para conseguir benefícios - Veja o vídeo.

Programa Abrace oferece orientação e auxílio para conseguir acesso à gratuidade no transporte público e para dar entrada no Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Por Clarissa Góes, TV Globo

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Assistência jurídica gratuita é oferecida a pessoas carentes com deficiência

Pessoas de baixa renda com deficiência física e mental tem uma nova alternativa de assistência jurídica gratuita para ter acesso gratuito a transporte público e dar entrada no Benefício de Prestação Continuada (BPC). Os atendimentos acontecem na Universidade Católica de Pernambuco, na Boa Vista, área central do Recife. 

Clique AQUI para ver o vídeo 

O atendimento faz parte do Programa Abrace, parceria entre a Ordem dos Advogados do Brasil e a Assessoria de Atendimento, Pesquisa, Estágio e Extensão (Astepi), da Universidade Católica de Pernambuco.

A assistência abrange a atuação jurídica junto ao Grande Recife Consórcio de Transporte para requerer a gratuidade no uso de transporte público e a atuação junto ao INSS para solicitar o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

"O que não for resolvido de forma administrativa, passa para medidas judiciais", explica. Segundo Bruno Baptista, independente da atuação, as orientações são gratuitas.

Os atendimentos acontecem entre 8h e 21h e devem ser agendados pelo telefone (81) 2119-4157. De acordo com Bruno Baptista, presidenta da OAB-PE, os focos da ação são pessoas com síndrome de Down, microcefalia, paralisia cerebral, entre outros.

A Astepi faz parte da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e fornece atendimento jurídico à população, supervisionado por professores do curso de Direito. A sede fica na Rua Afonso Pena, número 249, no bairro da Boa Vista, na Zona Norte do Recife.

Fonte: g1.globo.com

Pai que lutou com ladrões por remédio do filho diz que não se arrepende: 'por ele faço de tudo' - Veja o vídeo

Mecânico de São Carlos (SP) foi agredido com socos e pontapés na quinta (6) e está com vários hematomas. Parte do medicamento foi recuperada em casa onde veículo era desmontado.

Por EPTV1

Pai luta com ladrões para impedir roubo de remédio do filho em São Carlos — Foto: Reprodução/EPTV
Pai luta com ladrões para impedir roubo de remédio do filho em São Carlos — Foto: Reprodução/EPTV

Mesmo com dores e muitos hematomas pelo rosto e pelo corpo, o mecânico Adex George Alves não se arrepende de  ter resistido a assaltantes que levaram o seu carro na quinta-feira (7), em São Carlos (SP), e impedido que eles entrassem na sua casa, onde estava a mulher e os dois filhos. Segundo ele, seu pensamento era evitar que levassem medicamentos do filho que estava no veículo.

“Por eles eu faço de tudo, família, filho é tudo. Eu não me arrependo, eu brigaria com uma boiada por eles”, afirmou.

Uma câmera de segurança flagrou parte da ação (confira o vídeo abaixo).

Clique AQUI para ver o vídeo

Ao lutar contra dois homens, ele também tentava manter o carro que estava sendo levado, mas a sua maior preocupação era com um remédio raro e de alto custo, essencial para um de seus filhos que estava no porta-luvas.

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Encontrado carro de pai agredido ao tentar impedir ladrões de levar remédio de alto custo

“Reagi porque tinha a medicação do meu menino dentro e ele não pode ficar sem. E a gente luta para ter uma coisa melhor, tudo o que eu faço é por ele, para dar certo conforto e vem certas pessoas tirar da gente”, lamenta.

Leia sobre o assunto: 

O carro roubado tinha sido comprado um mês antes antes justamente para dar conforto à família, e dentro dele, estavam documentos, dinheiro para pagar contas, que também estavam no veículo, e duas seringas de um medicamento de canabidiol, usado para controlar as crises convulsivas do filho João Vitor, de 11 anos, causadas pela Síndrome de Dravet.

Agredido em roubo a carro queria impedir que assaltantes levassem remédio de alto custo do filho em São Carlos — Foto: Reprodução/EPTV
Agredido em roubo a carro queria impedir que assaltantes levassem remédio de alto custo do filho em São Carlos — Foto: Reprodução/EPTV

Luta durou mais de 10 minutos

Era para ser uma quinta-feira como todas as outras, quando, de manhã, Alves abre o portão da sua casa no Jardim Medeiros e coloca o lixo na calçada, mas nesta quinta, pouco depois das 7h, ele foi surpreendido pelos dois ladrões.

“Para ajudar os lixeiros para eles não ficarem catando sacolinha por sacolinha, eu amarro uma nota outra e nisso que eu estava amarrando, os dois rapazes subiram, passaram por mim e eles voltaram e me pegaram pelas costas, me mandaram deitar no chão, eles queriam a chave do carro.”

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Dupla agride motorista e rouba carro em São Carlos

Ele percebeu que a arma usada por um dos homens era de brinquedo. O outro ladrão o golpeou com a arma e ele ouviu barulho de plástico, foi quando ele resolveu reagir.

“Eles queriam entrar em casa e eles queriam pegar a minha família aqui dentro e eu pensei: ‘minha família não’.”

Ele lutou com um dos ladrões enquanto o outro tirava o carro da garagem, mas quando os dois entraram no carro, ele também entrou.

Foi retirado do veículo pelas pernas, arrastado na rua e agredido com chutes e socos e abandonado na rua pelos homens que fugiram com o carro. Essa parte da briga foi gravada por uma câmera de segurança (veja vídeo acima), mas Alves, diz que ficou mais de dez minutos em atrito com os dois homens.

Remédio recuperado

Remédio feito com canabidiol foi recuperado em São Carlos  — Foto: Wilson Aiello/EPTV
Remédio feito com canabidiol foi recuperado em São Carlos — Foto: Wilson Aiello/EPTV


No local também encontraram uma das seringas do remédio intacta. A outra estava queimada junto com documentos e as contas.

A família lutou muito para conseguir na justiça o direito a usar o remédio e os pais de João Vitor foram os primeiros brasileiros a terem permissão para a sua importação, em 2015. A EPTV, afiliada da Rede Globo acompanhou o caso de perto.

EPTV mostrou o caso de João Vitor em 2015 em São Carlos — Foto: Arquivo/EPTV
EPTV mostrou o caso de João Vitor em 2015 em São Carlos — Foto: Arquivo/EPTV

A mãe de João Vitor, que preferiu não ser identificada, contou que o medicamento trouxe qualidade de vida para o menino.

“O João não andava, ele não falava, ele não frequentava uma escola , ela não tinha interação com outra criança, as crises deles eram diárias, de 80 até 130 crises no dia, dos médicos falarem que ele não ia sair vivo da UTI", disse.

Com a utilização do remédio as convulsões não acabaram, mas são raras. Segundo a mãe, ele tem uma a cada 15 ou 20 dias, e já chegou a ficar dois meses sem crises.

Ela comemorou a recuperação do medicamento. “Pelo menos 15 dias de tratamento a gente vai ter. Perdemos 15 dias, mas ganhamos 15 dias.”

Fonte: g1.globo.com

Brasil segura reação da Argentina e conquista mundial de futsal down pela 1ª vez - Veja o vídeo.

No interior de São Paulo, seleção brasileira supera hermanos e vence competição para atletas com síndrome de down - Veja o vídeo

Por João Fagiolo — Ribeirão Preto, SP

Com show de Renato, Brasil venceu Argentina na final do Mundial de Futsal Down — Foto: FL Piton/Prefeitura Municipal Ribeirão Preto
Com show de Renato, Brasil venceu Argentina na final do Mundial de Futsal Down — Foto: FL Piton/Prefeitura Municipal Ribeirão Preto

O Brasil conseguiu seu primeiro título mundial de futsal down nesta terça-feira ao vencer a arquirrival Argentina por 7 a 5, no ginásio da Cava do Bosque, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

O festival de diversidade, integração e inclusão foi bonito antes, durante e depois do jogo, mas a rivalidade Brasil x Argentina também esteve presente e a disputa foi acirrada até o segundo final da partida.

Brasil celebra conquista do Mundial de Futsal Down — Foto: F.L.Piton/Prefeitura Municipal Ribeirão Preto
Brasil celebra conquista do Mundial de Futsal Down — Foto: F.L.Piton/Prefeitura Municipal Ribeirão Preto

O Brasil chegou a abrir 5 a 1 no primeiro tempo e parecia que repetiria a goleada da primeira fase, quando fez 5 a 2 nos Hermanos. Porém, os argentinos mostraram muita disposição na etapa final. Eles levaram o sexto gol, mas conseguiram marcar quatro vezes, apesar da ótima atuação do goleiro Rafael, e encostaram no placar. A esperança só acabou quando o ala brasileiro Renato, melhor atleta do mundial, fez o sétimo da Seleção com menos de dez segundos para o término do jogo.

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Assista aos melhores momentos do jogo da conquista do Brasil

Clique AQUI para ver o vídeo

Renato comandou o Brasil durante toda a competição. Na decisão ele fez cinco gols e terminou o mundial como artilheiro – balançou as redes em 21 oportunidades em cinco partidas. Marcaram ainda para a seleção brasileira na final Caio e Júlio. Para a Argentina, Gastón fez dois gols, assim como Ignácio. Luca completou o placar.

Brasil e Argentina fizeram jogo acirrado na final do mundial — Foto: F.L.Piton/Prefeitura Municipal Ribeirão Preto
Brasil e Argentina fizeram jogo acirrado na final do mundial — Foto: F.L.Piton/Prefeitura Municipal Ribeirão Preto

Foi a segunda edição do Campeonato Mundial de Futsal para atletas com síndrome de down. A Itália venceu a primeira edição, em 2018, que aconteceu em Portugal.

O Brasil terminou sua campanha no mundial 2019 de forma invicta. Foram cinco vitórias: 5 a 2 na Argentina, 7 a 2 no Chile, 8 a 5 em Portugal. Na semifinal, goleou o México por 8 a 2 e encerrou o torneio de Ribeirão Preto com nova vitória sobre os Hermanos.

Cava do Bosque recebeu Mundial de Futsal Down de 29 de maio a 4 de junho — Foto: F.L.Piton/Prefeitura Municipal Ribeirão Preto
Cava do Bosque recebeu Mundial de Futsal Down de 29 de maio a 4 de junho — Foto: F.L.Piton/Prefeitura Municipal Ribeirão Preto

Carro de Damares trava vaga de deficiente em Brasília

Carro oficial da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos ficou estacionado obstruindo passagem a pessoas com deficiência na Câmara

R7 PLANALTO - Mariana Londres, de Brasília

                                 Reprodução
                                      Carro  trava vaga de deficiente
                                 Carro trava vaga de deficiente

O carro oficial usado pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos ficou estacionado em local impróprio na manhã desta quarta-feira (5) enquanto a ministra Damares Alves era ouvida na Comissão de Seguridade e Família da Câmara dos Deputados.

O veículo oficial, um Renault Fluence, não estava na vaga destinada à pessoa com deficiência, mas impedia o acesso dos usuários que têm direito ao local. A irregularidade foi flagrada por funcionários da Câmara.

Procurado, o MDH informou que lamenta o ocorrido e que a atitude do motorista é contrária ao que prega a pasta. Diz ainda que o motorista passará por treinamento.

Reprodução
Carro oficial usado pela ministra Damares Alves  trava vaga de deficiente
Carro oficial usado pela ministra Damares Alves trava vaga de deficiente

Leia a íntegra da nota do MDH:

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos lamenta o ocorrido. Tal atitude é contrária à política desta Pasta, que prega o respeito aos direitos e a inclusão das pessoas com deficiência. O motorista foi advertido e passará por novo treinamento para entender sobre a necessidade de rigorosa observância das leis de trânsito.


Artrite reumatoide: por que essa é uma dor que ninguém compreende

Closeup, mulher de negócios com dor no pulso

A incompreensão já começa pelo nome da especialidade que poderia aplacar o sofrimento: reumatologia. É sério, quando arrisco me intrometer na vida de alguém achando ser um caso para o reumatologista dar uma olhada, pela reação quase indignada parece que estou mandando a pessoa para os cafundós do planeta Medicina.

Tem também aquele que me devolve uma expressão de “ah, sim, sim, pois, pois, já estava pensando mesmo num reumatologista”. Seria capaz de apostar que a maioria não faz a menor ideia de que figura se trata.

Se você sabe bem de quem estou falando, desculpa aí. Só queria colocar todo mundo na mesma linha deste texto, então. Reumatologista é o clínico do aparelho locomotor. Não cuida do osso quebrado, tampouco pega no bisturi e opera.

Olha para o conjunto de esqueleto, músculos e articulações para entender tudo aquilo que atrapalha o movimento. E são mais de 150 doenças que fazem nosso corpo, ao tentar sair do lugar, ranger, estalar, emperrar, doer e travar de vez. Uma delas é a artrite reumatoide, que acomete de 0,6% a 1% dos brasileiros.

Não somos particularmente azarados. É assim por todos os cantos desse mundo que roda, ele próprio, aos trancos e barrancos. Artrite reumatoide não tem raça, nem endereço certo.

Dói em todos. Empaca todos. Costuma ter, isso sim, uma idade mais provável para dar as caras, já que há um pico de casos entre os 35 e os 45 anos e outro entre os 55 e 60. Mas há até episódios, mais raros, de bebês com artrite reumatoide.

Ou seja, o desconhecimento é de largada: e por que acontece? Não há resposta, sem contar o velho bater na tecla de que a genética está por trás.

Ninguém explica ainda por que, até a faixa dos 40 e poucos anos, a proporção é de três mulheres com a doença para cada homem. Essa preferência pelo feminino cai um pouco — duas para cada um — entre os sexagenários.

Tem algo que a gente faça para detonar o estrago? Fumar, quem sabe. O risco de desenvolver artrite reumatoide é três vezes maior entre fumantes. Estar acima do peso é outro fator. Sim, a doença é mais frequente entre os obesos — provavelmente porque eles têm um organismo, literalmente, inflamado, facilitando o mal. Ora, ele é uma inflamação, disparada por um ataque autoimune.

Ela começa pela membrana sinovial, que embala todo o pacote da articulação — cartilagem, tendões, tudo incluído. Inflamada, essa membrana ela cresce e se insinua para as extremidades dos ossos e começa uma erosão. Invade mesmo, sem dó.

É como se a extremidade óssea fosse sendo comida aos poucos, até que a junta inteira, tomada pela membrana agindo feito posseira, simplesmente para de se mexer. “Não faz tanto tempo, o destino de quem sofria de artrite reumatoide era acabar em uma cadeira de rodas”, lembra a médica Rina Neubarth Giorgi, chefe da reumatologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Primeira nacional do Circuito de Atletismo começa neste sábado, 8, no CT Paralímpico


Trezentos e quarenta e sete atletas de 24 estados estarão neste fim de semana, 8 e 9, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, para a disputa da primeira fase nacional do Circuito Brasil Loterias Caixa de Atletismo. A competição é uma das últimas oportunidades para os atletas registrarem marcas válidas classificatórias aos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019, de 23 de agosto a 1º de setembro.

Dezoito competidores já conseguiram garantir-se em Lima. O período de obtenção das marcas para o evento continental se estenderá até 16 de junho. Além desta nacional do Circuito Loterias Caixa, haverá ainda o Desafio CPB/CBAt, que também acontecerá no CT Paralímpico, justamente no dia final do prazo. O carioca Felipe Gomes e a paranaense Lorena Spoladore são exemplos de medalhistas paralímpicos que buscam marcas qualificatórias. Além deles, os recordistas mundiais Petrúcio Ferreira, da Paraíba, e a paulista Beth Gomes também estarão em ação.

"A primeira etapa nacional do Circuito Brasil Loterias Caixa de Atletismo tem um componente extra de motivação aos nossos atletas, uma vez que se trata de uma das últimas oportunidades de obtenção de vaga nos Jogos Parapan-Americanos. A expectativa da direção técnica do CPB é a mais alta possível, com atletas alcançando marcas expressivas no cenário internacional", disse Jonas Freire, diretor-técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro.

E MAIS


Os atletas que disputarão as etapas nacionais do Circuito alcançaram, nas fases regionais, os índices classificatórios estabelecidos pelo Departamento Técnico do CPB. Ao todo, foram realizados quatro estágios: São Paulo, no CT Paralímpico, em fevereiro; Norte-Nordeste, em João Pessoa (PB), em março; Centro-Leste, em Uberlândia (MG), e Rio-Sul, em Curitiba (PR), em abril.

A segunda etapa nacional do Circuito Brasil Loterias Caixa de Atletismo será nos dias 9 e 11 de agosto, no CT Paralímpico, em São Paulo. Já a terceira fase nacional receberá a denominação de Campeonato Brasileiro, que está programado para ocorrer nos dias 27 a 29 de setembro, também no CT, e reunirá os melhores do ano. O Mundial da modalidade encerrará o calendário do atletismo em 2019, de 7 a 15 de novembro, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Time São Paulo
A atleta Lorena Spoladore é integrante do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 62 atletas e quatro atletas-guia, de nove modalidades.

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir a primeira etapa nacional do Circuito Brasil Loterias Caixa de Atletismo não precisam de credenciamento prévio. Bastará dirigirem-se à sala de imprensa do CT Paralímpico para identificação.

O Circuito
O Circuito Brasil Loterias Caixa é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e patrocinado pelas Loterias Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, halterofilismo e natação. Composto por quatro fases regionais e duas nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidade para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país. Em 2019, as disputas das fases nacionais serão separadas por uma modalidade em cada fim de semana - haverá ainda um Campeonato Brasileiro de cada esporte.

Patrocínios
O paratletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.

Serviço
Data: 8 e 9 de junho
Cidade: São Paulo (SP)
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo - Rodovia dos Imigrantes, km 11,5 (ao lado do São Paulo Expo).

Programação*
Circuito Brasil Loterias Caixa de Atletismo
Sábado (8/6) - 8h às 12h e 14h às 18h
Domingo (9/6) - 8h às 12h
*Programação sujeita a alterações

Brasília sedia segunda etapa do Festival Tubarão Paralímpico neste sábado, 8

Crédito: Alê Cabral/CPB)
(Crédito: Alê Cabral/CPB)

Acontece neste sábado, 15, em Brasília, a segunda etapa do Festival Tubarão Paralímpico. O evento tem 153 nadadores inscritos, sendo 53 deles menores de 14 anos. A primeira etapa aconteceu em São Paulo, no Centro de Treinamento Paralímpico, no dia 1º de junho e contou com a participação de mais de 300 competidores.

O nome da competição é uma homenagem ao atleta Clodoaldo Silva, também conhecido como Tubarão Paralímpico, um dos grandes nomes do paradesporto nacional com 14 medalhas paralímpicas. O nadador estará presente no festival para a entrega das medalhas.

As provas serão disputadas nos quatro estilos (crawl, peito, costas e borboleta), nas distâncias de 25 e 50 metros. A próxima etapa será no dia 15 de junho, na Pontifícia Universidade Católica (PUC), em Curitiba. A quarta e última etapa será no dia 22 de junho em Natal, cidade de nascimento de Clodoaldo.

Goleiros do futebol de 5: os olhos da invicta defesa brasileira na Copa América

Crédito: Washington Alves/MPIX/CPB
Crédito: Washington Alves/MPIX/CPB

O futebol de 5, para cegos, é uma das três modalidades desenvolvidas especificamente para deficientes visuais. Mas apesar de ser feita para cegos, o goleiro enxerga, fato que gera muitas dúvidas naqueles que não conhecem bem o esporte. Durante o Campeonato das Américas de Futebol de 5, que acontece no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, o goleiro Matheus Bumussa estreou como titular na partida de quinta-feira, 6, pela Seleção Brasileira. Até agora, nesta competição, nenhum adversário balançou a rede do gol do Brasil.

Diferente do que muitos pensam, os goleiros do futebol de 5 não possuem deficiência visual."Sempre me perguntam se sou cego e eu explico sobre a modalidade", comentou Matheus, de 23 anos. Pelas regras da modalidade, o goleiro não pode ter participado de competições oficiais da Fifa nos últimos cinco anos. Além da defesa do gol, no futebol de 5, ele possui outra função: orientar verbalmente os jogadores e posicionar a barreira em caso de cobrança. O goleiro só poderar orientar os atletas dentro do espaço de 2m próximos ao gol.

"Para a orientação no futebol de 5, o campo é dividido em três partes e apenas três pessoas podem orientar os jogadores: o goleiro, o técnico e o chamador. Mas cada um tem seu momento de fazê-lo. Eu tenho 2m, na defesa, o Fábio [técnico] tem 2m no centro do campo e o chamador, que fica atrás do goleiro adversário, orienta o ataque. Se o goleiro falar com os atletas fora da área permitida, o juiz marca falta. Orientar é 50-60% do meu trabalho, então se ela for bem feita, a bola não chega em mim", explica Luan Gonçalves, campeão paralímpico nos Jogos do Rio e bicampeão mundial.

O Campeonato das Américas da modalidade começou na terça-feira, 4, e conta com a participação de seis seleções: Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, México e Peru. O Brasil lidera a classificação na primeira fase da competição que terá as duas melhores equipes na final, neste domingo, 9, às 11h. Partida com transmissão ao vivo pelo SporTV 3. O campeão garante vaga nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. O Brasil é o detentor do título mundial, conquistado em Madri, Espanha, em 2018, e já está confirmado no mega-evento na capital japonesa no próximo ano. Caso o Brasil confirme o favoritismo e conquiste o título continental no CT paralímpico o posto nos Jogos 2020 irá para o vice-campeão.

Maranhense marca três vezes, Brasil goleia o México e vai à final

Jardiel comemora gol contra o México no Campeonato das Américas. (Crédito: Alê Cabral/CPB)
Jardiel comemora gol contra o México no Campeonato das Américas. (Crédito: Alê Cabral/CPB)

A vitória por 6 a 0 da Seleção Brasileira de futebol de 5 sobre o México, na tarde desta sexta-feira, 8, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, foi muito mais suada do que o elástico placar pode sugerir. O jogo valeu pela quarta rodada da primeira fase do Campeonato das Américas da modalidade. Por mais de 30 minutos, dos 40 regulamentares, o Brasil vencia por apenas 1 a 0, e enfrentava a bem posicionada defesa visitante e a falta de sorte nas finalizações. Foi o maranhense Jardiel, 22, quem deu tranquilidade nos nove minutos finais, ao anotar três gols. Nonato, Cássio e Ricardinho completaram a goleada.

Foi a terceira vitória do time comandado por Fábio Vasconcelos em quatro rodadas. Neste sábado, a partir das 9h, encerra a primeira fase contra a jovem seleção do Chile, com transmissão ao vivo pelo SporTV 2. A partida serve apenas para cumprir tabela, uma vez que os anfitriões já estão garantidos na final, às 11h do domingo, 9, contra a arquirrival Argentina. As duas seleções somam 10 pontos de 12 possíveis, e empataram sem gols na primeira rodada da competição, na terça-feira, 4. Os argentinos jogam contra o México, às 17h30 deste sábado, e o resultado em nada interferirá na grande final do domingo, que será exibida pelo SporTV 3.

“Quanto mais o grupo for homogêneo melhor. Hoje o Jardiel entrou e fez os gols. A gente não pode ficar dependente o resto da vida de Ricardinho e Jefinho, precisamos da renovação. Ficamos felizes com a classificação, final é final e chegou o Brasil e Argentina. Amanhã colocarei os que jogaram menos para descansar os jogadores para a final de domingo”, explicou Vasconcelos.

Seis seleções disputam a Copa América no CT Paralímpico desde a terça-feira: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru. A competição dá uma vaga nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. O Brasil, por ser o atual detentor do título Mundial, já entrou em campo garantido. Com a classificação argentina à final do torneio continental, os hermanos carimbaram passaporte para o evento multidisciplinar que encerra o atual ciclo paralímpico, na capital japonesa.

No duelo desta sexta-feira, o Brasil entrou em campo com sua principal formação: Luan, Cássio, Nonato, Thiago Paraná e Ricardinho. O México, 10º colocado no ranking mundial da Associação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA,sigla em inglês), ofereceu pouca resistência logo no segundo minuto de partida. Nonato roubou a bola na direita, atravessou até a esquerda com a bola dominada e deu um toquinho para o gol para fazer 1 a 0.

A partir daí, o Brasil pressionou o time visitante por todos os lados. Em especial o avançado gaúcho Ricardinho, camisa 10 e melhor jogador do mundo entre os cegos. Ele protagonizou pelo menos sete oportunidades de gol. Duas delas foram na trave, as outras pararam no arqueiro centro-americano ou foram para fora.

Somente aos 11 do segundo tempo o Brasil conseguiu converter em gol toda força ofensiva até então pouco efetiva. O técnico Fabio Vasconcelos substituiu Thiago Paraná que cobraria uma falta e pôs Jardiel. Foi ele quem bateu e fez 2 a 0. A bola furou a barreira de mexicanos e não deu chances de reação ao goleiro.

Aos 14 minutos, Jardiel emendou um contra-ataque desde o campo brasileiro, levou sozinho até a meia direita, e, da entrada da área rival, fuzilou cruzado, anotando um golaço. Aos 16, ele fez movimento semelhante, mas para o lado inverso. Contra-atacou da esquerda para a direita, a defesa visitante não conseguiu acompanhá-lo, e deu um biquinho de fora da área. A bola ainda passou por debaixo das pernas de um defensor mexicano antes de surpreender o goleiro e morrer no fundo da rede: 4 a 0 para o Brasil.

Jardiel e Nonato são artilheiros do campeonato, cada qual com quatro gols, empatados com o argentino Max, que nesta sexta-feira anotou contra a Colômbia.

"Meu primeiro campeonato oficial com a Seleção, tem dado tudo certo, estou fazendo os gols e ajudando a equipe. A expectativa para os Jogos Parapan-Americanos está grande, estou fazendo a minha parte para ser convocado para o grupo dos dez que irão para a competição", afirmou Jardiel.

O quinto tento verde-amarelo veio de um tiro livre direto após falta em Ricardinho. O defensor Cássio chutou forte à meia altura, no canto esquerdo do goleiro, sem chances para defesa. Nos segundos finais, foi a vez de Ricardinho anotar o dele, o primeiro no campeonato. Em jogada individual, saiu da direita para a esquerda, dividiu com marcadores, puxou para o pé esquerdo e guardou: 6 a 0.

“Até aqui foram jogos duros, apesar do placar hoje, a equipe do México é muito aguerrida, mas tivemos mais sucesso nas finalizações e vencemos", disse Ricardinho.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Reflexão: mãe escreve sobre síndrome de Down e texto viraliza

A americana faz uma brilhante analogia entre a gravidez e a encomenda de um produto: "Quando fiz o meu pedido, eu disse: 'quantidade regular de cromossomos, por favor!'. Me ligaram logo depois informando: Incluímos um cromossomo extra de graça"

Por Crescer online


Mãe escreve sobre síndrome de down e texto viraliza (Foto: Reprodução Facebook)
Mãe escreve sobre a filha com síndrome de down e texto viraliza (Foto: Reprodução Facebook)

Receber a notícia de que o filho que você está esperando possui síndrome de Down nem sempre é fácil. A falta de informação e o preconceito ainda estão muito presentes na sociedade. Mas uma mãe, certamente está contribuindo para que o nascimento dessas crianças sejam tão bem recebidos quanto o de qualquer outra.

Veja, abaixo, o que texto de Jessica Young Egan, de Utah, nos Estados Unidos, mãe da pequena Gwen, com síndrome de Down:

"Quando fiz o meu pedido, eu disse: 'quantidade regular de cromossomos, por favor!' foi o que todos os outros conseguiram e o que eu queria também. Me ligaram logo depois que o meu pedido estava em produção e disseram: 'ótimas notícias, nós fomos em frente e incluímos um cromossomo extra de graça! Você receberá os cromossomos extra incluídos em seu pedido a em 9 meses'. O que?! Eu estava brava! Todas as outras encomendas que eu tinha visto exibidas através de publicações perfeitas do Instagram não tinham cromossomos extra. Bem, eu decidi que receber a minha encomenda com cromossomos extra foi melhor do que não receber uma encomenda de forma alguma, por isso eu me decidi esperar por este upgrade surpresa para chegar. Eu já tive minha encomenda por dois meses e estou escrevendo essa resenha para que outros saibam que o upgrade para cromossomos extra é incrível!! Se oferecido, definitivamente leve! Eu postei algumas fotos abaixo do produto acabado e você pode ver o cromossomo extra vale muito a pena - é extra fofo, extra especial, e extra-Comum! Tanta alegria extra. Iria comprar de novo com certeza."

A publicação rendeu mais de 80 mil compartilhamentos e 30 mil comentários. "Linda menina! Eu aprendi tanto sobre síndrome de Down desde que a minha bebê chegou, há 2 anos. Eu aprendi ainda mais sobre mim mesmo. Síndrome de Down é uma bela bênção", escreveu uma mãe. "Isto é o que torna o seu bebê tão especial. Deus a agraciou com um cromossomo extra. Tenho certeza que você já começou a ver essa bênção", completou outra.

    Jéssica e sua Gwen (Foto: Reprodução)
   Jéssica e sua Gwen (Foto: Reprodução)

A HISTÓRIA DE JESSICA

Depois de diversas tentativas e uma rodada fracassada de fertilização in vitro, Jessica Egan e o marido ficaram muito felizes quando souberam que seu primeiro filho estava a caminho. Quando ela completou 11 semanas de gestação, um exame de sangue deu positivo para síndrome de Down.

“No início, nós ficamos devastados, mas porque não tínhamos informação sobre o assunto e era algo que nós não estávamos esperando. Sofremos muito por cerca de três dias e, então, decidimos que queríamos nos educar para que pudéssemos ser felizes e aguardar o nascimento do nosso bebê ”, disse ela à Bored Panda. Foi aí que as coisas começaram a mudar. Jessica e o marido entraram em contato com uma fundação local e começaram a se informar.

"A educação foi o responsável por mudar nossos sentimentos sobre a síndrome de Down. Percebemos que simplesmente não entendíamos esse diagnóstico porque não conhecíamos ninguém com a condição. É natural temer coisas que não conhecemos ou entendemos, então contatamos pessoas da nossa comunidade que tiveram filhos com síndrome de Down. Nós começamos a ver que isso realmente não era nada para se ter medo e que, em vez disso, tivemos sorte de sermos escolhidos para ter uma filha tão especial e única", afirma. 

                             Gwen (Foto: oursweetgwendolyn)
                          Gwen (Foto: oursweetgwendolyn)

Sobre seu post nas redes sociais, ela diz: “O feedback foi tão cheio de positividade, amor e aceitação que fiquei impressionada. Eu ouvi de várias pessoas que também tiveram um  bebê com síndrome de Down que ainda estão aceitando o fato. Ouvir que o meu post os tocou tão completamente e ajudou a 'curá-los', é algo que eu honrarei pelo resto da minha vida”, declarou.

E termina deixando um recado: “Quando você recebe um diagnóstico de síndrome de Down, é assustador porque não é o que você esperava. É importante chorar e depois perceber que isso não é ruim, é apenas diferente. Mas todas as crianças são diferentes, e não há garantias de que qualquer criança que você tenha não sofra de algum tipo de doença ou diferenças. As crianças com síndrome de Down são mais parecidas com as outras crianças do que diferentes, e é importante não gastar muito tempo em luto, porque, no final, você estará tão apaixonado por seu filho!”.

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Quando eu coloquei a minha ordem eu disse: " quantidade regular de cromossomos, por favor!" foi o que todos os outros conseguiram e o que eu queria também. Me ligaram logo depois que a minha ordem estava em produção e disse " ótimas notícias, nós fomos em frente e atualizado você a cromossomos extra de graça! Você receberá os cromossomos extra com a sua ordem concluída em 9 meses." o que?! Eu estava brava! Todas as outras encomendas que eu tinha visto exibidas através de publicações perfeitas do Instagram não tinham cromossomos extra. Bem, eu decidi que receber a minha encomenda com cromossomos extra foi melhor do que não receber uma encomenda de forma alguma, por isso eu me decidi esperar por este upgrade surpresa para chegar. Eu já tive minha encomenda por dois meses e estou escrevendo essa resenha para que outros saibam que o upgrade para cromossomos extra é incrível!! Se oferecido, definitivamente leve! Eu postei algumas fotos abaixo do produto acabado e você pode ver o cromossomo extra vale muito a pena - é extra fofo, extra especial, e extra-Comum! Tanta alegria extra. Iria comprar de novo com  certeza 
 #sweetgwendolyn #t21#theluckyfew #upsyndrome #extrachromosome #nothingdownaboutit

Nina Barbosa pede ajuda para que o pequeno Enzo volte a andar - Veja o vídeo.

Menino sofre com sequelas de uma paralisia cerebral e precisa de equipamentos especiais como cadeira de rodas e andador

Por Mariana Nadaleto, TV Tribuna

Família do Enzo pede ajuda para conseguir comprar uma cadeira de rodas especial e um andador — Foto: Reprodução/TV Tribuna
Família do Enzo pede ajuda para conseguir comprar uma cadeira de rodas especial e um andador — Foto: Reprodução/TV Tribuna

Não é fácil ver um filho lutando pela vida desde pequeno. A jovem Kamila, de apenas 20 anos, precisou passar por isso com o Enzo. Ele é um menino muito alegre e determinado, mas que enfrenta sequelas de uma paralisia cerebral. Para realizar o sonho de voltar a andar, sua família pede ajuda para comprar uma cadeira de rodas especial e também um andador.

A repórter Nina Barbosa, da TV Tribuna, afiliada da Rede Globo, fez uma reportagem muito especial para o Jornal da Tribuna 1ª edição, com o objetivo de contar a história dessa família e, assim, abrir o coração das pessoas que podem contribuir. Como ele já está desenvolvendo suas habilidades na fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, os equipamentos darão a autonomia que ele tanto precisa.

A batalha do Enzo começou assim que nasceu. Prematuro, os médicos não demonstraram esperanças de uma melhora e disseram para a mãe que o pequeno não teria nem 24 horas de vida. Mas, ele resistiu e, um tempo depois, foi diagnosticado com paralisia cerebral. Agora, ele precisa de muitos cuidados para estimular seus músculos mais frágeis com exercícios.

Nina Barbosa fez reportagem muito especial com o pequeno Enzo — Foto: Arquivo Pessoal
Nina Barbosa fez reportagem muito especial com o pequeno Enzo — Foto: Arquivo Pessoal

Para Nina, cada passo que o Enzo dá durante o tratamento é um grande avanço para o seu futuro, mesmo com tanta dificuldade. E ele tem um futuro cheio de sonhos e realizações pela frente! De acordo com a avó do menino, sua maior paixão é o futebol, e ele está determinado a melhorar para um dia marcar um gol de cabeça em sua homenagem.

A jornalista reforça que a família está precisando de muita ajuda. Apesar de receber o apoio integral dos pais, Kamila não tem como trabalhar, pois precisa cuidar dele. Por isso, ela decidiu fazer uma rifa para comprar os equipamentos que ele precisa para voltar a andar e que custam cerca de R$ 15 mil. Quem puder ajudar, pode entrar em contato pelo telefone (13) 99133-6144.

"O Enzo é um menino cheio de vida. Nos inspira ver de perto a força de vontade que ele tem para conseguir realizar tarefas que são simples para muitas crianças da idade dele, mas que para o Enzo é sempre uma conquista alcançada com muito esforço. A Kamila precisa da colaboração de todos para realizar o sonho do pequeno de ter a cadeira especial e o andador", finaliza Nina.

Confira reportagem completa: Clique AQUI para ver o vídeo

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Criança que luta para superar paralisia cerebral precisa de ajuda