sábado, 15 de junho de 2019

Luciano é acusado de expulsar intérprete de libras do palco por chamar atenção; entenda - Veja o vídeo.

Caso aconteceu em um show nesta quarta-feira (12)

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

Foto: Reprodução | Instagram

O cantor Luciano Camargo, da dupla com Zezé, foi acusado por uma intérprete de libras, de tê-la expulsado do palco durante um evento em Imperatriz no Maranhão na noite desta quarta-feira (12). De acordo com informações da blogueira Rainha Matos o motivo do pedido teria sido pela mesma estar chamando atenção mais do ele no show.

A mulher, que não teve identidade divulgada, teria sido contratada pelo governo da região para que os surdos também tivessem acessibilidade ao show. No post da blogueira é possível ver um stories supostamente postado pela intérprete onde ela desabafa sobre o acontecido.

"Fui contratada pela organização de um show em minha cidade para interpretar Zezé de Camargo e Luciano, pois na organização do evento o governo do estado, separou um local para pessoas especiais, e tem muitos surdos que vieram, na 3ª ou 4ª música o cantor Luciano mandou eu descer, que eu estava roubando muita atenção. É uma falta de respeito para com os surdos que vieram prestigiar o show", teria escrito ela.


O cantor sertanejo ainda não se pronunciou sobre o caso.

Fonte: www.ibahia.com

Benefício do café para tratamento de doença rara é comprovado por acidente

Erro na administração da bebida a um paciente comprovou a eficácia no tratamento de disfunção nervosa

Da AFP

El - Café. Pixabay Foto: Pixabay
El - Café. Pixabay Foto: Pixabay

A sorte pode ser um importante fator na medicina. É o caso da prescrição do café no tratamento da discinesia, doença rara que causa movimentos involuntários, cuja eficácia foi comprovada quando, por engano, foi fornecida uma variedade descafeinada.

O paciente é um menino de 11 anos diagnosticado com um tipo de discinesia , doença no sistema nervoso que causa movimentos involuntários ao atingir um gene chamado ADCY5. A história foi publicada na última segunda-feira por médico franceses em uma publicação especializada, a revista “Anales de Medicina Interna”.

— É uma doença rara, não conhecemos sequer o número de casos, mas deve ser na ordem de uma ocorrência em um milhão — explica o neurologista Emmanuel Flamand-Roze, um dos autores do artigo e médico do hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris.

Os doentes são vítimas de movimentos anormais, transtorno que os incapacita fisicamente. Não existe nenhum tratamento.

— Os braços, as pernas e o rosto começam a se mover de forma exacerbada. Aquele menino não podia andar de bicicleta, nem voltar andando da escola para casa, visto que uma crise poderia acontecer a qualquer momento — afima Flamand-Roze.

Os médicos prescreveram café, pois, segundo pacientes, a bebida era um método eficaz contra os movimentos. À primeira vista, oferecer café a uma criança pode parecer incoerente. No entanto, os pais do menino, que são naturais de Madagascar, aceitaram prontamente o tratamento . No país de origem dos pais, é comum a utilização da bebida para tratamentos alternativos. O menino passou a tomar dois expressos por dia. O café fez efeito rápido: durava 7 horas, e os movimentos desapareciam quase completamente.

Ensaio duplamente cego

Após algumas semanas de tratamento, os pais procuraram os médicos porque o café já não surtia mais efeito. Mas quando se deram conta de que haviam comprado café descafeinado , consertaram o erro, e os movimentos desapareceram novamente. Sem querer, eles forneceram a prova que faltava para comprovar cientificamente a eficácia do café.

Na verdade, eles realizaram o que cientificamente se chama “ensaio duplo-cego" , que permite comparar a eficácia de um medicamento com um placebo sem que o paciente e nem o administrador do tratamento saibam qual dos dois está sendo fornecido. Esta história faz parte dos “azares extraordinários da história da medicina ”, brinca o doutor Flamand-Roze.

À luz deste caso, os médicos envolvidos aconselham a ingestão de cafeína para todos que sofrem deste tipo de discinesia.

— Mesmo que se fosse um bebê com esta doença, eu daria café — afirma o neurologista, que cuida de uma dezena de pacientes de todas as idades portadores do transtorno.

A eficácia do café se explica pelo efeito da cafeína, que se fixa em receptores relacionados com a proteína ADCY5. Está muito presente em uma região profunda do cérebro que controla os movimentos.

— Nesta enfermidade, a proteína funciona em excesso, e a cafeína diminuiu sua atividad —, explica o médico.

O café só funciona, no entanto, para este tipo específico de discinesia.

Jovem com Síndrome de Down se destaca em projeto de jiu-jitsu na capital do Acre - Veja o vídeo.

Para André Santos não existem barreiras para praticar esportes. Jovem treina junto com grupo de 30 pessoas, quatro vezes por semana, e é visto como exemplo para os integrantes do projeto

Por GloboEsposporte.com — Rio Branco, AC

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Jovem com Síndrome de Down se destaca em projeto de jiu-jitsu na capital do Acre

No Acre, um projeto de jiu-jitsu que já beneficiou 600 pessoas e que atualmente atende 30 alunos, possui um adepto ao esporte dedicado, concentrado e atento a todas as instruções passadas pelos professores. André Santos, 19 anos, tem Síndrome de Down, mas para ele não existem barreiras que o impeçam de ser um atleta e praticar a arte suave.

Clique AQUI para ver o vídeo.

O jovem treina quatro vezes por semana na escola Glória Perez, em Rio Branco, capital do Acre, e a dedicação, disciplina e amor ao jiu-jitsu se destacam entre os praticantes, servindo de exemplo para os colegas de tatame.

Aulas do projeto são realizadas na escola Glória Perez, em Rio Branco, capital do Acre — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
Aulas do projeto são realizadas na escola Glória Perez, em Rio Branco, capital do Acre — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

– Eu sou um aluno obediente ao professor. Os alunos são legais comigo. Às vezes faço as minhas paradinhas, pego meu violão e aí canto – destaca o jovem.

Gislene Camil, mãe de André, conta que o interesse em praticar o esporte surgiu do próprio filho. Ela acompanha de perto os treinos e evolução do filho no esporte.

– Muito bom porque o jiu-jitsu é um esporte pelo que ele se interessou. Quando ele soube que ia ter aqui na escola, ele mesmo deu o nome dele e disse que queria fazer. Aí fiquei feliz porque ele está participando e está gostando – comenta a mãe.

Os colegas relatam que a presença dele é muito animadora e contagiante, pois sempre está sorrindo e animando o grupo — Foto: Reprodução Rede Amazônica Acre
Os colegas relatam que a presença dele é muito animadora e contagiante, pois sempre está sorrindo e animando o grupo — Foto: Reprodução Rede Amazônica Acre

De acordo com o professor, Joamerson Andrade, o jovem é um dos alunos mais aplicados do projeto, pois dificilmente falta as aulas e é uma pessoa com enorme vontade de aprender.

– Ele é contagiante, contagia os alunos. A presença dele é muito animadora. Ele está sempre animando, sempre cantando, sempre sorrindo. Ter o André como um dos meus alunos é uma sorte minha, uma sorte do projeto porque isso contagia os alunos – afirma.

*Colaboração Tálita Sabrina, Rede Amazônica Acre

Irmãos são presos suspeitos de estuprar criança com síndrome de down após oferecer pipocas e doces

Vítima tem 10 anos e teria sido atraída por um dos homens para dentro da casa. Outra criança, de 9 anos, presenciou um dos abusos.

Por G1 Tocantins

    Irmãos teriam estuprado a criança com síndrome de down — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Irmãos teriam estuprado a criança com síndrome de down — Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de Itacajá prendeu nesta sexta-feira (14) dois irmãos suspeitos de estuprar uma menina de 10 anos com síndrome de down. Os homens, que foram identificados pelas iniciais D.R.S e J.R.S, teriam atraído a criança utilizando doces, brinquedos e pipoca. Um dos abusos teria sido presenciado por outra criança, de 9 anos de idade.

A investigação começou após uma denúncia anônima. Segundo a Polícia, um dos episódios foi em 6 de agosto de 2018. A menina estava brincado com amigos no quintal de casa quando D.R.S. se aproximou, a puxou para trás da casa e tirou sua roupa. Ele teria introduzido o dedo nas partes íntimas da vítima e também a tocado nos seios. O homem só parou porque a outra criança apareceu.

A vítima foi submetida a exames que mostraram que ela já tinha sido abusada anteriormente. Ela foi ouvida pelo Conselho Tutelar e pelos policiais. De acordo com a investigação, alguns dos abusos ocorreram na cada de J.R.S.

A delegada responsável pelo caso, Jeanie Daier, pediu as prisões preventivas dos irmãos, que foram cumpridas nesta manhã no povoado Cantinho, zona rural de Itacajá. ele vão responder por estupro de vulnerável e ameaça.

Outro caso

A cidade é a mesma onde outro caso chocante foi registrado durante a semana. Um homem 31 anos foi preso nesta quinta-feira (13). De acordo com a Polícia Civil,  ele teria estuprado várias vezes uma criança de 10 anos. Além de pedir fotos íntimas para a vítima, o homem obrigava o irmão dela a enviar imagens da garota enquanto ela tomava banho.

A suspeita é de que os assédios sexuais começaram no final de 2018, quando o suspeito começou a trabalhar na propriedade rural. Segundo a polícia, o homem dizia que mataria toda a família dos irmãos se eles contassem sobre os abusos.

A polícia disse que denúncias nesta região podem ser feitas através dos números (63) 3439-1751 e (63) 99284-4232. A Polícia Civil garante o sigilo absoluto e a preservação da identidade dos denunciantes.

Cientistas criam macacos com autismo para testar novos medicamentos

Os animais poderão ser usados para testar novas drogas e tratamentos contra o autismo e outros transtornos neurológicos

FOTO: FÁBIO MASSALLI/AGÊNCIA BRASIL)
Segundo  pesquisadores,  o  vírus  da  zika  apareceu  originalmente  em  macacos  na  África  e,  esporadicamente,  saía  das  florestas  e  infectava  populações  humanas (Foto: Fábio  Massalli/Agência  Brasil)

Macacos programados geneticamente para expressar um gene ligado ao autismo acabam de ser criados em laboratório por pesquisadores americanos e chineses. Os animais apresentam traços comportamentais e padrões de conectividade cerebral similares aos registrados em humanos e poderão ser usados para testar novas drogas e tratamentos contra o autismo e outros transtornos neurológicos.

"O nosso objetivo era criar um modelo que nos permitisse entender melhor o mecanismo biológico do autismo e testar opções de tratamento que possam ser eficientes em humanos", explicou um dos principais autores do estudo, Guoping Feng, do Instituto McGovern para Pesquisa do Cérebro, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA.

Até agora, muitos testes de novos tratamentos e drogas eram feitos em camundongos geneticamente modificados, mas nenhum deles foi bem sucedido. Como os macacos são mais parecidos com os humanos, cientistas esperam que serão um modelo de testagem mais eficiente. "Nós precisamos urgentemente de opções de tratamento para desordens do espectro do autismo, e os tratamentos desenvolvidos com camundongos não foram bem sucedidos", disse o diretor do Instituto do Cérebro do MIT, Robert Desimone, que também é autor do estudo. "As pesquisas com os camundongos continuam sendo muito importantes, mas acreditamos que os primatas nos ajudarão a desenvolver medicamentos e, possivelmente, até terapias genéticas para as formas mais severas de autismo", complementou.

Huihui Zhou, do Instituto de Tecnologia Avançada de Shenzhen; Andy Peng Xlang, da Universidade Sun Yat-Sem; e pesquisadores da Universidade Agrícola de Shihua Yang, na China, também participaram do estudo, publicado esta semana na revista Nature, uma das mais importantes revistas científicas do mundo.

Variantes genéticas

Até hoje, os cientistas já identificaram centenas de variantes genéticas relacionadas ao espectro do autismo. No novo estudo, os pesquisadores usaram o gene Shank3, que tem uma forte relação com o transtorno e também está relacionado a uma desordem rara chamada síndrome de Phelan-McDermid - que provoca problemas de fala, interferência no sono e comportamentos repetitivos.

A proteína codificada pelo gene Shank3 é encontrada nas sinapses - a região de transmissão dos impulsos nervosos entre os neurônios. É particularmente ativa em uma parte do cérebro responsável pelo planejamento motor, a motivação e os comportamentos de hábito. Feng e outros cientistas já haviam trabalhado com camundongos que apresentavam mutações na expressão do Shank3 e constataram que eles revelavam algumas características associadas ao autismo, como evitar o contato social e apresentar comportamentos obsessivos e repetitivos.

Embora os trabalhos com camundongos tenham oferecido informação em nível molecular, o estudo sobre o desenvolvimento neuronal dos transtornos não foi bem sucedido. Isso acontece, em grande parte, porque os camundongos não têm o córtex pré-frontal muito desenvolvido - que é a região do cérebro responsável por traços característicos dos primatas, como a tomada de decisão, a atenção focada, a interpretação de dados sociais - todos eles relacionados ao transtorno.

Até o ano que vem, os cientistas esperam poder testar nos macacos tratamentos para os sintomas relacionados ao autismo. Eles querem também identificar biomarcadores - como, por exemplo, os padrões de conectividade cerebral detectados nos exames de ressonância magnética que poderiam ajudar a avaliar se os tratamentos estão fazendo efeito. "Dadas as limitações dos modelos com camundongos, os pacientes realmente precisam desse tipo de avanço para ter esperança", disse Feng. "Não sabemos se os novos modelos serão bem sucedidos no desenvolvimento de tratamentos, mas, nos próximos anos, veremos como eles podem nos ajudar a traduzir algumas das descobertas de laboratório para a clínica médica."

Cuidado materno

O pesquisador brasileiro Alysson Muotri, da Universidade da Califórnia, especialista em austismo, chama atenção para um outro aspecto do estudo dos americanos e dos chineses: o cuidado especial dispensado pela mãe macaca com o filhote autista.

"A maior parte do trabalho compara o filhote autista com os demais, mas a relação da mãe com os filhotes é bem interessante porque revela que ela dá muito mais atenção ao que apresenta o transtorno", afirma Muotri.

Para o especialista, o resultado é importante para contestar a explicação psicológica do autismo, segundo a qual o transtorno se manifestaria em crianças tratadas com mais distanciamento e frieza pelas mães.

"Acho que a explicação psicológica do autismo pode ser enterrada agora", disse o especialista. "O estudo mostra o esforço materno para cuidar daquele filhote."

MP aciona prefeito por improbidade administrativa em Carolina

Erivelton Teixeira Neves é alvo de Ação Civil Pública por improbidade administrativa; A falta de acessibilidade em escolas e prédios públicos municipais resultou no pedido da Ação.

Por G1 MA — São Luís

Fachada do Ministério Público do Maranhão — Foto: Divulgação/Ministério Público do Maranhão
Fachada do Ministério Público do Maranhão — Foto: Divulgação/Ministério Público do Maranhão

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) contra Erivelton Teixeira Neves, atual prefeito de Carolina, a 860 km de São Luís. De acordo com o MP, a falta de acessibilidade em escolas e prédios públicos municipais resultou no pedido de tutela contra o prefeito por improbidade administrativa.

Segundo o Procedimento Administrativo que tramita na Promotoria de Justiça de Carolina para investigar a ausência de acessibilidade, foi constatado que os prédios públicos do município não possuem as adaptações previstas na legislação.

O titular da Promotoria de Justiça Carolina, Marco Túlio Rodrigues Lopes, explicou que os locais estão em descumprimento da legislação. “Basta uma ida a qualquer escola ou prédio público municipal para observar o total descumprimento da legislação acerca do tema. Quase a totalidade dos prédios não possui a adequação necessária para o usufruto integral por pessoas com deficiência”, afirmou o promotor de justiça Marco Túlio.

Segundo a Promotoria de Justiça de Carolina, o caso está tentando ser solucionado de forma pacífica desde 2011. Entre março de 2015 e novembro de 2018, foram enviados 18 ofícios à Prefeitura e apenas três tiveram resposta dentro do prazo estabelecido. Antes de ajuizar a ACP, o MP-MA também expediu recomendação ao prefeito, mas ele não respondeu.

Diante das irregularidades, o Ministério Público solicitou a Justiça que o prefeito Erivelton Teixeira Neves se apresente em 120 dias com um projeto completo e cronograma de adaptação de todos os prédios públicos sob a responsabilidade do Município de Carolina, a disponibilização de profissional intérprete de Libras tanto nas escolas da zona urbana quanto nas da zona rural e a comprovação de que há adequação curricular das disciplinas e horários das aulas aos alunos com deficiência.

O MP afirma também que, em casos de descumprimento, a fixação de multa diária para o prefeito é no valor de R$10 mil a partir da data de decisão. Além disso, a condenação por improbidade administrativa pode resultar na perda da função pública, ressarcimento integral do dano, se houver, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa civil de até 100 vezes o valor da remuneração percebida pelo agente, proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de três anos.

O G1 entrou em contato com a Prefeitura de Carolina e aguarda um posicionamento do órgão sobre o assunto.

Jacareí ganha primeira academia ao ar livre adaptada para deficientes físicos

Academias ao Ar Livre são uma ótima opção para quem quer dar um ‘ponta pé’ inicial na atividade física e sair do sedentarismo

Por Prefeitura de Jacareí

Foto: Prefeitura de Jacareí
Jacareí ganha primeira academia ao ar livre adaptada para deficientes físicos

Na manhã desta segunda-feira (10), a Secretaria de Esportes e Recreação inaugurou mais uma academia ao ar livre em Jacareí. O novo equipamento esportivo é totalmente adaptado para deficientes físicos e foi instalado na rodovia Nilo Máximo, próximo a escadaria do bairro Vila Zezé.

Ao lado desta escadaria foi construída uma rampa acessível para a população, outra demanda dos moradores da região que também foi atendida.

De acordo com o secretário de Esportes e Recreação, a pasta tem buscado novas formas de promover inclusão e acessibilidade. “É importante que possamos democratizar o acesso ao esporte no município. Por isso, fico contente de inaugurar um espaço como este”, explicou.

O espaço conta com seis equipamentos. São eles: supino, giro vertical com diagonal, remador, desenvolvimento, puxada alta e voador peitoral com dorsal, todos eles adaptados para o uso de cadeirantes.

Visando oferecer mais segurança para os usuários da academia, a Secretaria de Mobilidade instalará um guarda corpo no local.

No ano passado foi aberta uma licitação para instalação de academias ao ar livre em oito bairros de Jacareí. Além da academia para deficientes físicos da rodovia Nilo Máximo, já foram entregues as academias dos bairros Villa Branca, Jardim do Vale, Jardim Marcondes e Panorama.

Além disso, as academias dos bairros Pitoresco e Igarapés estão em obras. Todas as academias foram custeadas por emendas parlamentares.

As Academias ao Ar Livre são uma ótima opção para quem quer dar um ‘ponta pé’ inicial na atividade física e sair do sedentarismo, principalmente na terceira idade.

Fonte: g1.globo.com

Jantar sensorial será promovido nesta sexta-feira em Bauru

Ideia do evento foi fazer com que os participantes façam uma reflexão interna: "E se eu tivesse alguma deficiência, como minha vida seria?

Por G1 Bauru e Marília

Jantar sensorial será realizado nesta quinta-feira, em Bauru.  — Foto: Rotaract/Divulgação
Jantar sensorial foi realizado nesta quinta-feira, em Bauru. — Foto: Rotaract/Divulgação

O Jantar Sensorial do Rotaract Club de Bauru é um projeto que visa além de nossa confraternização, a tentativa de proporcionar uma experiência capaz de nos fazer "sentir" e "refletir" sobre as dificuldades que os deficientes enfrentam diariamente. Evento foi realizado nesta sexta-feira (14).

A ideia do evento é fazer com que os participantes façam uma reflexão interna: "E se eu tivesse alguma deficiência, como minha vida seria?", uma experiência de empatia em relação as pessoas que enfrentam algum tipo de limitação.

Durante o jantar são oferecidas dinâmicas para que os participantes "vivenciem" algumas dessas dificuldades. Como é andar, como é comer sem enxergar, as dificuldades da comunicação em libras.

Uma forma de "experimentar" apenas alguns dos obstáculos que fazem parte da rotina dos deficientes físicos ou visuais.

O principal objetivo do projeto é promover uma maior conscientização que leve a ações que possam efetivamente melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência.

Toda a renda arrecadada com o jantar será revertida para os projetos sociais do Rotaract. O jantar será no dia 14 de junho às 20h na Casa do Médico, em Bauru. Mais informações sobre os convites podem ser obtidas através do telefone: (14) 99719-1590

Audiência vai debater cumprimento da cota de contratação de pessoa com deficiência em Manaus

Encontro contará com a presença de, pelo menos, 100 representantes das empresas do Amazonas.

Imagem Internet/Ilustrativa
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Por G1 AM

O cumprimento da legislação que determina uma cota para a contratação de pessoas com deficiência (PCD) no mercado de trabalho será o tema de debates em audiência pública, que será realizada no dia 26 de junho, às 8h30, na sede do Ministério Público do Trabalho da 11ª Região (MPT11), localizado na Av. Mário Ypiranga, 2479 - Flores, em Manaus.

A audiência pública contará com a presença de, pelo menos, 100 representantes das empresas do Amazonas que mais descumprem as exigências da Lei 8.213, de 1991, que fixa a cota mínima de pessoas com deficiência a serem contratadas pelas empresas com 100 ou mais empregados.

O evento contará também com a presença de juízes e servidores da Justiça do Trabalho, procuradores do MPT, advogados e entidades de assistência às pessoas com deficiência.

A Audiência Pública também faz parte das ações do projeto Bartimeu – Empregue uma pessoa com deficiência, da Ejud11, e que tem como proposta incentivar as empresas e órgãos locais a empregarem uma pessoa com deficiência.

Fonte:g1.globo.com - Imagem Internet/Ilustrativa

Em Nova Iorque, Mara Gabrilli participa de reunião da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência


A senadora Mara Gabrilli (PSDB/SP) esteve em Nova Iorque nessa semana (10 a 14/6), onde participou da 12ª Sessão da Conferência dos Estados-Partes da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

O lema do encontro deste ano foi “Garantir a inclusão de pessoas com deficiência em um mundo em mudança por meio da implementação da Convenção da ONU”. Algumas das mesas de debates apresentaram temas como: Tecnologia, digitalização e TICs para o empoderamento e inclusão de pessoas com deficiência”; Inclusão social e o direito ao mais alto padrão atingível de saúde; e Inclusão de pessoas com deficiência na sociedade por meio da participação na vida cultural, recreação, lazer e esportes. Além de acompanhar mesas que debateram diversos temas, Mara palestrou em dois eventos.

A primeira palestra ocorreu no dia 12, durante o “Encontro de Mulheres com Deficiência na Política e na Liderança Pública: Desafios para Beijing+25”. Junto a outras mulheres líderes em diversas parte do mundo, incluindo a vice-presidente da Argentina, Gabriela Michetti, Gabrilli assinou um documento para buscar a plena participação, igual e efetiva, das mulheres em todos os níveis de tomada de decisão no governo de seu país. Beijing +25 é um documento internacional que busca o empoderamento e o combate à violência contra mulheres e meninas.

“Precisamos acabar com todas as formas de discriminação contra mulheres e meninas. Queremos uma política mais ética, inclusiva, igualitária e democrática. Vamos buscar os nossos espaços, nos fortalecer e trabalhar para isso. As mulheres do mundo estão unidas nessa luta!”, discursou, em inglês.

Segundo o Relatório Gender Gap 2018, produzido pelo Fórum Econômico Mundial, o Brasil caiu para a 92ª posição entre 144 países. “Há dois anos, estávamos na 79ª posição. A baixa representação feminina no mercado de trabalho e na política foi o principal responsável por essa queda, apesar do relatório demonstrar avanços em áreas como educação e saúde. O Brasil, infelizmente, está avançando menos que os demais países. E o relatório não mensura as questões da deficiência, que geram mais desigualdades”, afirma Mara. Construído a partir de razões entre os sexos, o objetivo do GGI é classificar os países a partir das diferenças de gênero e não pelo seu nível de desenvolvimento.

A segunda palestra aconteceu no dia 13, no evento “1 bilhão de vozes tornando o invisível visível”, que reuniu pessoas de diferentes países para contar histórias de superação no esporte. O debate foi organizado pela Daniela Bas, diretora de desenvolvimento econômico e social da ONU, que já atua há quase 30 anos dentro do órgão. Mara falou sobre a importância do esporte na sua vida.

“Sempre tive no esporte um ponto de equilíbrio fundamental para meu dia a dia. Antes de sofrer o acidente cheguei a correr uma ultramaratona de 100 km. Já tetraplégica, participei de uma maratona aquática de 24 km. Ainda antes de entrar para a vida pública, fundei o Instituto Mara Gabrilli, para ajudar a promover a autonomia das pessoas com deficiência. Hoje o IMG apoia 26 atletas, mas mais de 100 já estiveram conosco. Recebo uma energia muito grande da força de vontade e da superação que todos sempre tiveram. São campeões nas quadras, nas pistas e nas piscinas, que representam o Brasil em competições nacionais e internacionais.

Mara também prestou uma homenagem aos atletas, pelos quais nutre grande admiração. “Foram os atletas que me imbuíram do desejo de transformar as cidades. Foram os maiores motivadores do trabalho de construção de políticas públicas que faço hoje. O esporte é uma importante ferramenta de inclusão, de construção da paz e do desenvolvimento dos países. Esse lema é fortemente defendido pelas Nações Unidas e merece também o reconhecimento do poder público e de toda a sociedade civil”, completou.

Em 2018 Mara foi eleita para integrar um seleto Comitê da ONU que monitora a Convenção nos 161 países signatários. O Comitê é composto por 18 peritos independentes e tem um mandato de quatro anos. É a primeira vez que um brasileiro integra esse comitê.

Diabetes é doença que lidera ações judiciais para pedido de insumos

São mais de 9 mil pedidos, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes; número de diabéticos está crescendo, sendo 90% dos casos, diabetes tipo 2

SAÚDE - Giovanna Borielo, do R7* - *Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

Freepik
Glicosímetro, aparelho que mede o nível de glicose no sangue
Glicosímetro, aparelho que mede o nível de glicose no sangue

O diabetes mellitus insulino-dependente é a doença que lidera o número de ações judiciais para fornecimento de insumos, com mais de 9 mil pedidos, segundo dados da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) e da SES-SP (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo). Outras variações do diabetes seguem na liderança da lista, com o diabetes mellitus não-especificado em segundo lugar, com cerca de 3.400 ações, e o diabetes mellitus não-insulino-dependente em quarto lugar, com 2.644 ações.

Segundo a SBD, o número de portadores da doença tende a crescer no Brasil, passando de 14,3 milhões de pacientes atuais para 23,3 milhões em 2040. A IDF (Federação Internacional de Diabetes, na sigla em inglês) estima que no ano de 2045 sejam 629 milhões de diabéticos ao redor do globo.

Atualmente, 90% dos casos, tanto no Brasil, quanto no mundo, são de diabetes tipo 2, e os outros 10% são de diabetes tipo 1. Porém, embora os níveis de diabéticos do tipo 2 sejam altos, o número de adesão ao tratamento é baixo, totalizando 23%, de acordo com dados apresentados durante um evento da ADJ Diabetes Brasil realizado na quinta-feira (13), em São Paulo.

Segundo a endocrinologista Denise Franco, diretora da ADJ Diabetes Brasil, a baixa adesão se dá pela falta de aceitação da doença e do tratamento, e também da depressão, que pode vir ou não por tais motivos, o que faz com que os pacientes fiquem menos motivados a se cuidarem.

Outro cenário preocupante, segundo a especialista, é o aumento de diabéticos tipo 2 abaixo de 18 anos. "Esse aumento se dá na população em geral, mas estamos observando isso entre os mais jovens também, e os números acompanham os níveis de obesidade e sedentarismo", afirma.

Já para diabéticos tipo 1, o cenário parece um pouco mais animador, visto que, com os avanços de tratamento, a evolução das bombas de insulina caminham para o desenvolvimento de um pâncreas artificial, no qual os processos são automatizados, com sensor de glicose e ação combinada com a bomba.

"A bomba de insulina é uma ótima opção para quem depende [da substância]. Porém, a recomendação não é para todos, pois depende da indicação, aceitação e controle do paciente", conta a médica.

O aparelho de bomba de insulina já é disponibilizado no mercado brasileiro, mas não há previsão de incorporação do produto na rede pública. "Acabamos de conseguir a incorporação de insulinas análogas, então deve demorar para que o governo também implemente as bombas", finaliza.

Alimentação pode ajudar controle de diabetes. Saiba mais:

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Neste sábado (14) é comemorado o Dia Mundial da Diabetes. Conhecida por ser a doença que impede que as pessoas comam açúcar, poucas pessoas sabem que, além do doce, diversas outras coisas também influenciam no controle da diabetes. Confira, na galeria a seguir, dicas da nutricionista Flavia Regina Machado, do restaurante Organofit, sobre como controlar a doença por meio da alimentação*Com a supervisão de Thiago Calil, do R7Acesse o R7 Play e
assista gratuitamente à programação da Record quando quiser

Neste sábado (14) é comemorado o Dia Mundial da Diabetes. Conhecida por ser a doença que impede que as pessoas comam açúcar, poucas pessoas sabem que, além do doce, diversas outras coisas também influenciam no controle da diabetes. Confira, na galeria a seguir, dicas da nutricionista Flavia Regina Machado, do restaurante Organofit, sobre como controlar a doença por meio da alimentação.

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Para a nutricionista, uma alimentação balanceada e recheada de legumes é essencial para quem lida com a doença. Além disso, para o controle da glicemia, é importantíssimo lembrar-se de se manter alimentado durante o dia e não passar grandes períodos sem ingerir algum tipo de alimento.— No caso dos diabéticos eles devem fracionar a quantidade de alimentos ingeridos por dia em mais vezes, diminuindo assim o intervalo entre as refeições e reduzindo o risco de alterações na glicemia

Para a nutricionista, uma alimentação balanceada e recheada de legumes é essencial para quem lida com a doença. Além disso, para o controle da glicemia, é importantíssimo lembrar-se de se manter alimentado durante o dia e não passar grandes períodos sem ingerir algum tipo de alimento.

— No caso dos diabéticos eles devem fracionar a quantidade de alimentos ingeridos por dia em mais vezes, diminuindo assim o intervalo entre as refeições e reduzindo o risco de alterações na glicemia.

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Além de apostar nos vegetais, os alimentos integrais são perfeitos para unir o controle do peso ao controle da diabetes. Eles são mais ricos em fibras e nutrientes que os feitos com farinha branca 

Além de apostar nos vegetais, os alimentos integrais são perfeitos para unir o controle do peso ao controle da diabetes. Eles são mais ricos em fibras e nutrientes que os feitos com farinha branca.

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Uma opção para saciar a vontade de comer doces é optar pelos pratos feitos com adoçantes. Entretanto, a nutricionista alerta: é preciso ter cuidado. Segundo Flávia, muitos estudos já comprovaram que os adoçantes artificiais podem causar câncer, incômodos gastrointestinais e até problemas neurológicos. Portanto, a melhor saída é optar pela boa e velha fruta. — A dica é a ingestão de frutas com casca quando possível, pois são ricas em fibras e evitam os picos de glicemia. As frutas mais indicadas são: maçã, pêra, limão, laranja, abacaxi, mamão, coco, morango, entre outras

Uma opção para saciar a vontade de comer doces é optar pelos pratos feitos com adoçantes. Entretanto, a nutricionista alerta: é preciso ter cuidado. Segundo Flávia, muitos estudos já comprovaram que os adoçantes artificiais podem causar câncer, incômodos gastrointestinais e até problemas neurológicos. Portanto, a melhor saída é optar pela boa e velha fruta.

— A dica é a ingestão de frutas com casca quando possível, pois são ricas em fibras e evitam os picos de glicemia. As frutas mais indicadas são: maçã, pêra, limão, laranja, abacaxi, mamão, coco, morango, entre outras.

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Apesar dos benefícios das frutas, os sucos naturais não são muito indicados para os diabéticos por conta do alto índice glicêmico, que aumenta ao usar apenas o sumo da fruta.— A dica é evitar sucos e preferir uma porção de fruta pois os sucos concentram maiores quantidades de açúcares e  menos fibras

Apesar dos benefícios das frutas, os sucos naturais não são muito indicados para os diabéticos por conta do alto índice glicêmico, que aumenta ao usar apenas o sumo da fruta.

— A dica é evitar sucos e preferir uma porção de fruta pois os sucos concentram maiores quantidades de açúcares e menos fibras.

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A combinação de uma alimentação balanceada, exercícios físicos diários e o controle da ingestão de gorduras saturadas e colesterol formam, para a nutricionista, a postura perfeita de um diabético 

A combinação de uma alimentação balanceada, exercícios físicos diários e o controle da ingestão de gorduras saturadas e colesterol formam, para a nutricionista, a postura perfeita de um diabético.

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O inchaço dos membros inferiores também se torna um grande dilema na vida dos diabéticos. Para o controle deste sintoma, a esteticista Candida Camelo, do Spazo By Kanmel Estetic, desenvolveu uma drenagem linfática especializada para aqueles que lidam com a doença. De acordo com ela, a grande diferença entre o seu procedimento e o tradicional é a ênfase nos membros inferiores — que são os mais afetados — e o uso de produtos específicos para a diabetes

O inchaço dos membros inferiores também se torna um grande dilema na vida dos diabéticos. Para o controle deste sintoma, a esteticista Candida Camelo, do Spazo By Kanmel Estetic, desenvolveu uma drenagem linfática especializada para aqueles que lidam com a doença. De acordo com ela, a grande diferença entre o seu procedimento e o tradicional é a ênfase nos membros inferiores — que são os mais afetados — e o uso de produtos específicos para a diabetes.

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                               Apesar de ser muito procurada por conta da estética, Candida não esconde que tem recebido muitos clientes em busca do bem-estar. — A procura do corpo em
forma, livre de celulites e medidas extras sempre houve, porem tenho observado
a procura maior pelo bem-estar e em manter a saúde em dia. A drenagem auxilia na melhora da troca desses líquidos,
aumentando a circulação responsável pela oxigenação e nutrição e excreção da
glicose excedente junto com resíduos metabólicos

Apesar de ser muito procurada por conta da estética, Candida não esconde que tem recebido muitos clientes em busca do bem-estar.

— A procura do corpo em forma, livre de celulites e medidas extras sempre houve, porem tenho observado a procura maior pelo bem-estar e em manter a saúde em dia. A drenagem auxilia na melhora da troca desses líquidos, aumentando a circulação responsável pela oxigenação e nutrição e excreção da glicose excedente junto com resíduos metabólicos.




Medalhistas paralímpicos realizam festivais de natação neste sábado, 15


Neste sábado, 15, dois grandes nomes da natação paralímpica brasileira promovem festivais da modalidade em duas cidades. A terceira edição do Troféu Daniel Dias será realizada no CT Paralímpico, em São Paulo. Já Clodoaldo Silva realiza a terceira etapa do Festival Tubarão Paralímpico, em Curitiba, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

O Troféu Daniel Dias bate recorde de participantes, com 23 entidades e 236 atletas, mais que o dobro da edição anterior, realizada em Bauru, São Paulo. O evento terá duas etapas: a primeira às 8h da manhã e a segunda às 15h.

Para o campeão Daniel Dias, ter seu nome em uma competição deste porte é de grande satisfação. “Fiquei muito honrado com a homenagem. É extraordinário acompanhar este crescimento da competição e também ficar na história da natação paulista desta forma". O nadador dono de 24 medalhas em Paralimpíadas estará presente no evento no período da manhã.

Na PUC de Curitiba, acontece a terceira etapa do Festival Tubarão Paralímpico. O evento tem mais de 50 nadadores inscritos. A primeira etapa aconteceu em São Paulo, no Centro de Treinamento Paralímpico, no dia 1º de junho, e contou com a participação de mais de 300 competidores. Na semana passada, a segunda etapa ocorreu em Brasília e mais de 150 nadadores marcaram presença.

O nome da competição é uma homenagem ao atleta Clodoaldo Silva, também conhecido como Tubarão Paralímpico, um dos grandes nomes do paradesporto nacional com 14 medalhas paralímpicas e responsável por acender a pira paralímpica nos Jogos do Rio 2016. O nadador também estará presente no festival para a entrega das medalhas.

As provas serão disputadas nos quatro estilos (crawl, peito, costas e borboleta), nas distâncias de 25 e 50 metros. A quarta e última etapa será no dia 22 de junho em Natal, cidade de nascimento de Clodoaldo.

Desafio CPB / CBAt de atletismo é última chance para obter marcas para Lima 2019

Wagner Carmo / Exemplus / CPB
Wagner Carmo / Exemplus / CPB

Neste domingo, 16, o Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, receberá o Desafio CPB/CBAt de atletismo. A data traz uma tensão especial para os atletas, já que coincide com o dia estabelecido pelo Departamento Técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) como o último para alcançar as marcas mínimas para integrar a delegação que irá aos Jogos Parapan-Americanos de Lima, a partir de 23 de agosto. A lista com a delegação completa para a competição será divulgada no dia 18 de julho.

Ao todo, são esperados 456 atletas - 126 paralímpicos e 330 olímpicos - uma vez que a disputa é uma parceria entre o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) que tem como objetivo difundir e desenvolver a prática conjunta do atletismo e do paratletismo no país.

Dentre os inscritos está Verônica Hipólito, medalhista de prata nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Ela retornou as pistas há dois meses, na classe T37 (para paralisados cerebrais), após uma cirurgia para a retirada de um tumor no cérebro. Ela fará as provas de 100m e salto em distância e buscará os índices para a competição mais importante das Américas.

“Quero muito ir para o Parapan-Americano e me preparei para isso. Voltei para a pista com tiros curtos. Mas tive até que reaprender a correr, a saltar, a lidar com o meu corpo e encontrar felicidade. Tenho os pés no chão, mas sei que, dentro de um período curto, dei o meu melhor e não desisto”. disse a paulista que conquistou o ouro nos 100m no Circuito Loterias Caixa, nos dias 8 e 9 de junho, no CT Paralímpico, com o tempo de 14s44, um segundo e 56 centésimos acima da linha de corte para a competição na capital peruana.

Para Jonas Freire, diretor técnico adjunto do CPB, a competição será de alto nível, já que os atletas virão com força total para fazer marcas. “Será empolgante. Tenho certeza que teremos uma ótima delegação em Lima e traremos muitas medalhas para o Brasil”.

Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro participa de Conferência nas Nações Unidas

Presidente do CPB, Mizael Conrado, discursa na ONU
Presidente do CPB, Mizael Conrado, discursa na ONU

Por CPB

O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Mizael Conrado, participou nesta quinta-feira, 13, da 12ª Conferência de Representantes de Estados da Convenção do Direito das Pessoas com Deficiência, na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. O evento contou com a participação de mandatários de países como Itália, Mônaco, Emirados Árabes Unidos, Antígua e Barbuda, Reino Unido, entre outros. Foi organizado pela divisão de desenvolvimento da inclusão social na ONU.

A senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) e o senador Romário (Podemos-RJ) também representaram o Brasil neste evento durante esta semana nas Nações Unidas em Nova York. Mara é, desde junho de 2018, integrante o Comitê da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Já Romário participou do debate sobre os avanços da legislação brasileira, como a aprovação da Lei Brasileira de Inclusão e também defenderá a importância do esporte para a inclusão.

Mizael Conrado, presidente do CPB desde 31 de março de 2017, participou da mesa que tratou sobre “Inclusão de pessoas com deficiência na sociedade por meio da participação na vida cultural, recreação, lazer e esporte”.

“É uma grande alegria participar deste evento, sobretudo, porque acredito que o esporte é uma das maiores ferramentas de inclusão social para as pessoas com deficiência. Eu sonho com o dia em que as crianças com deficiência tenham a oportunidade de acessar o esporte no tempo certo, que é a fase escolar”, disse em seu discurso, Mizael.

Ele relatou o trabalho desenvolvido no Comitê Paralímpico Brasileiro que alia a inclusão por meio do esporte, ao promover e incentivar a iniciação na prática desportiva nos projetos escolares como o Centro de Formação e as Paralimpíadas Escolares, até o mais alto rendimento, com os atletas que representam o Brasil em Campeonatos Mundiais, Jogos Parapan-Americanos (que neste ano será em Lima, Peru, a partir de 23 de agosto), e Jogos Paralimpicos.

Esta é a segunda vez que Mizael Conrado, ex-atleta de futebol de 5, melhor do mundo na modalidade em 1998, bicampeão paralímpico com a Seleção Brasileira (Atenas 2004 e Pequim 2008), se apresenta à ONU em Nova York. Em julho de 2017, ele participou da 10ª sessão da Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, no qual tratou do resgate da autoestima da pessoa com deficiência por intermédio do esporte. “O esporte é uma das maiores ferramentas de inclusão do indivíduo com deficiência na sociedade”, disse à ocasião.

Crianças em idade escolar terão prioridade de acesso a órteses e próteses, decide CDH

Pedro França/Agência Senado
Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) realiza sabatina de embaixadores indicados para Itália, Santa Sé e países de língua portuguesa.   À bancada, em pronunciamento, senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP).  Foto: Pedro França/Agência Senado
A senadora Mara Gabrilli é autora do Projeto de Lei 1.224/2019, aprovado na Comissão de Direitos Humanos

Da Redação

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou, nesta quinta-feira (13), o Projeto de Lei (PL) 1.224/2019 que garante prioridade às crianças com deficiência em idade escolar, especialmente na primeira infância, no acesso a órteses, próteses e tecnologias assistivas. O projeto agora será analisado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa.

Para a autora do projeto, senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), a medida dará mais "efetividade à legislação educacional". Ela ressalta o dispositivo da Constituição que estabelece como um dos princípios do ensino a igualdade de condições para o acesso à escola, e que garante a educação como um direito de todos e dever do Estado e da família. Segundo estatística citada por ela, em 2014 havia cerca de 140 mil crianças e jovens fora da escola devido a alguma deficiência.

“Concedida essa prioridade, mais crianças terão acesso mais célere a próteses, órteses e outras tecnologias assistivas, e não mais se afastarão das escolas", afirmou no texto do projeto.

A relatora, Mailza Gomes (PP-AC), observou que ainda hoje milhares de crianças estão alijadas da educação em razão da falta de acessibilidade, que provoca sua evasão escolar.

“A oferta de educação deve ser geral e sem restrições, de modo que todos aqueles em idade escolar possam dela se beneficiar. Quando a escola somente é apta a atender aos estudantes sem deficiência, cria barreiras efetivas à inclusão escolar dos estudantes com deficiência”, alertou em seu parecer.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Teste da bochechinha: novo exame identifica mais de 280 doenças raras

Novo teste de triagem neonatal que "supera" o teste do pezinho já está sendo oferecido em maternidades brasileiras. Mas será que é mesmo importante?

Por Sabrina Ongaratto

Teste da bochechinha: é preciso fazer? (Foto: Pexels)
Teste da bochechinha: é preciso fazer? (Foto: Pexels)

Nos primeiros meses de vida, Lucca, agora com 1 ano e 3 meses, não crescia e nem engordava. Preocupada, a mãe, Julianne Guerreiro, passou por diversos médicos e uma bateria de exames para descobrir a causa. Mas o diagnóstico só chegou quando ela submeteu o filho ao teste da bochechinha. Resultado: Lucca tem Glicogenose Tipo 3 — uma doença que altera o metabolismo.

Hoje, ela conseguiu reverter o quadro do filho e controlar o problema pela alimentação. “Caso eu não o tratasse corretamente, ele poderia ter uma hipoglicemia, convulsão e até um estado de coma. Eu poderia perder o meu filho”, disse.
ENTENDA O TESTE DA BOCHECHINHA
No caso de Lucca, o teste da bochechinha foi fundamental para identificar e tratar a doença. O exame é novo — passou a ser disponibilizado em maio deste ano — e segundo o laboratório Mendelics, especializado em análise genômica, ele foi criado com o objetivo de complementar o teste do pezinho, ampliando a quantidade de doenças identificadas.
Enquanto o do pezinho — obrigatório e oferecido pela rede pública — é capaz de detectar 6 tipos de doenças, o da bochechinha chega a 287 doenças graves e silenciosas, como Glicogenose e Hemofilia. “Algumas dessas doenças podem ter consequências sérias, como a paralisia de membros e no pior dos casos, a morte. Quanto mais cedo puderem ser identificadas, maiores as chances de uma vida saudável”, afirmou o CEO da Mendelics, David Schlesinger. Segundo ele, o novo teste utiliza um algoritmo de inteligência artificial para acelerar e facilitar as análises, que em média, levam 20 dias para ser entregues. O exame está disponível apenas na rede privada e o valor é "salgado", podendo custar de R$ 800 a cerca de R$ 1.200. 
NOVO TESTE: É MESMO NECESSÁRIO?
Segundo a geneticista e pediatra Patricia Salmona, do departamento de Genética da Sociedade de Pediatia de São Paulo (SP-SP), todas as doenças detectáveis pelo novo teste são raras e as principais ainda são as do teste do pezinho. "Uma das diferenças é a forma de coleta. Nesse novo teste, você não vai precisar de amostra de DNA do sangue, mas sim de algumas células da mucosa da bochecha, coletada através da saliva bucal — isto é, menos invasivo. Ele pode ser feito a partir do nascimento e não tem idade máxima para coleta", explica.
Para a geneticista, apesar de bastante amplo, o novo teste não pode ser visto como um substituto para o teste do pezinho. "Primeiro, por causa do custo. Depois, por causa da baixa incidência de doenças raras, que é 4%. Então, em termos de saúde pública, ainda não seria uma opção", afirma. A especialista ainda orienta que os pais não optem pelo teste sem antes conversar com um especialista que aixilie nessa tomada de decisão. "Ele é importante quando há necessidade, como em caso de suspeita de alguma doença. Além disso, é interessante que tenha indicação e seja acompanhado por um pediatra. Afinal, a interpretação de um exame que será entregue diretamente para família pode ter consequências e gerar preocupações desnecessárias", alertou.
Patricia também lembra que o teste da bochecinha se trata de um exame de triagem, então, os resultados não “determinam” um diagnóstico final. "É necessário mais dados para finalizar o diagnóstico. Quando a criança nasce saudável e não apresenta nenhum sintoma, o teste do pezinho continua sendo suficiente", finaliza.