sábado, 6 de julho de 2019

Criação do Programa Cidade Amiga do Idoso é aprovada em comissão

Foto de Mara sorrindo enquanto recebe carinho no rosto de duas senhorinhas

A Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR) aprovou nesta quarta-feira (3) o Projeto de Lei (PL) 402/2019,  que cria o Programa Cidade Amiga do Idoso. A intenção é incentivar os municípios a adotar medidas para o envelhecimento saudável e que aumentem a qualidade de vida dessa população. O texto segue para a análise do Plenário.

O texto, do ex-deputado Ricardo Tripoli, estabelece que a adesão dos municípios ao programa é voluntária. Para participar, o município precisa ter Conselho Municipal do Idoso em funcionamento e apresentar um plano de ação que contemple iniciativas pautadas pelo Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741, de 2003), em áreas como transporte, moradia, participação social, inclusão social, emprego, comunicação e serviços de saúde.

Os municípios que aderirem ao programa terão prioridade no recebimento dos recursos do Fundo Nacional de Apoio ao Desenvolvimento Urbano. Aqueles que conseguirem implantar ações que melhorem transporte, moradia e outros aspectos na vida dos idosos receberão o título de Cidade Amiga do Idoso.

Segundo a relatora, senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), o projeto é inspirado no Guia Cidade Amiga do Idoso, da Organização Mundial da Saúde (OMS). O guia apontou as características urbanas amigáveis aos idosos, com base em um levantamento realizado em 33 cidades do mundo. Para ela, o projeto é um passo importante na implementação do Estatuto do Idoso.

O parecer aprovado pela comissão traz alterações feitas pela relatora. Uma delas define como objetivo do programa a promoção do envelhecimento ativo e não apenas saudável. Outra emenda acrescentou a acessibilidade entre os aspectos considerados no plano de ação a ser adotado pelo município. A terceira emenda prevê a regulamentação posterior para disciplinar os procedimentos a serem observados na outorga do título.

Requerimentos

Na mesma reunião, a comissão aprovou requerimento para diligência externa em Santo Amaro do Maranhão. A intenção é fazer uma audiência sobre o PLS 465/2018 que altera os limites do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Também foram aprovados requerimentos para audiências sobre as políticas públicas da pesca e sobre a pauta nacional do transporte escolar.

Fontes: Agência Senado - maragabrilli.com.br

Novas perspectivas de tratamento disponíveis para doenças raras: Anvisa regulamenta pesquisas com novas tecnologias

Arte com o dizeres "AmaraCiência NOvas Perspectivas de Tratamento para Doenças Raras". Ao lado vários comprimidos coloridos

Na publicação desta semana do AmaraCiência, convidamos a Drª Greyce Lousana, presidente Executiva da Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica (SBPPC), para falar sobre doenças raras e a Resolução da Anvisa 260/2018, que regulamenta ensaios clínicos.

Você sabia que, a cada 100 mil pessoas no Brasil, 65 possuem doenças raras?

Essas doenças, geralmente, são progressivas, incapacitantes e possuem sinais e sintomas que variam consideravelmente dependendo tanto da doença quanto do indivíduo, o que as torna um grande desafio para os governos do mundo todo. Estima-se que 13 milhões de pessoas possuam doenças raras no Brasil. Você já deve ter ouvido falar sobre a hemofilia e a doença de Crohn. Essas e muitas outras, além de não possuírem cura, são doenças que contam com poucas ou nenhuma opção de tratamento.

Uma forma de ter acesso a tratamentos que ainda estão em fase de pesquisa, mas que, futuramente, podem se tornar terapias inovadoras para esse público, é participar de estudos clínicos que envolvam novas tecnologias, como os produtos de terapia celular avançada.

Em 2018 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) publicou uma Resolução específica para regulamentar os ensaios clínicos com esses produtos, tendo sido considerada um marco regulatório para a área: a RDC nº 260/2018.

Mas qual a importância dessa Resolução para os portadores de doenças raras?

Os produtos de terapia avançada, que englobam produtos de terapia celular avançada, de engenharia tecidual e de terapia gênica, são obtidos a partir de células e tecidos humanos, que são modificados em laboratórios, aperfeiçoados e, por fim, utilizados para tratamento de doenças. Em ensaios clínicos, esses produtos são rigorosamente testados em indivíduos que possuem a doença, para que se possa avaliar se são seguros e eficazes, tornando-se, assim, uma nova perspectiva para os portadores de doenças raras.

Essa Resolução se preocupa em esclarecer qual deve ser a estrutura de um centro de ensaios clínicos que pretenda conduzir estudos nessa área, quais as responsabilidades dos patrocinadores e dos pesquisadores dos estudos e ainda define todos os itens que devem compor um projeto de pesquisa, assim como sua respectiva condução, tendo como objetivo principal garantir a segurança das pessoas que participam desse projetos.

O objetivo de se desenvolver e estudar os produtos de terapia avançada é poder fornecer aos pacientes terapias seguras, com qualidade e que sejam eficazes principalmente na melhoria da qualidade de vida. Espera-se que, com a publicação dessa RDC – que deve ser utilizada em conjunto com a RDC nº 214/2018, que trata das Boas Práticas em Células Humanas – indústrias e institutos de pesquisa se sintam estimulados para o desenvolvimento de pesquisas com seres humanos nessa área e mais pessoas sejam beneficiadas pelas descobertas e novas terapias que potencialmente surgirão a partir desses estudos.

O importante é não acreditar em tudo o que se ouve, mas pedir sempre orientações para os profissionais da saúde e para os médicos responsáveis pelo seu tratamento ou dos seus familiares. Para garantir que o produto de terapia celular é seguro, temos antes que fazer pesquisas que seguem padrões rigorosos.

O importante é se informar!

Fonte: Greyce Lousana – Presidente Executiva da Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica (SBPPC) e Diretora executiva da Empresa “Invitare Pesquisa Clínica, Auditoria e Consultoria”.

Quatro anos de Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência

Foto em preto e branco de Mara sorrindo
Senadora Mara Gabrilli

Falar da Lei Brasileira de Inclusão é um passeio curioso pela minha história como militante das pessoas com deficiência. É também me enveredar por trechos da minha trajetória que ajudaram a compor uma parte importante da Mara que sou hoje.

Lembro-me quando, pela primeira vez, tive contato com o texto que instituía o afamado Estatuto da Pessoa com Deficiência. O ano era 2005 e eu havia sido nomeada a primeira secretária da pessoa com deficiência do Brasil – cargo criado pelo então prefeito José Serra. Na ocasião, devido a pontos de vista divergentes, passei a lutar, junto a outras pessoas com deficiência, para que tal texto não prosperasse.

Embora fosse um assunto ainda distante da minha realidade como secretária municipal, eu esperava somar minha força a de outros militantes da causa. Isso porque na época havia uma falta de consenso muito latente da sociedade civil organizada, que ansiava um aprimoramento do texto. Recordo-me, inclusive, de um compromisso em Brasília, onde tive a oportunidade de participar de uma sessão plenária com alguns colegas que lá estavam para lutar contra a aprovação do PL. Ali, deixei registrada minha opinião contrária ao Estatuto.

Em agosto de 2006, representando a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, tive a oportunidade de participar da 1ª Conferência Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, realizada na sede geral da ONU, em Nova York. Na ocasião, 192 países discutiram direitos em várias frentes. Na educação, brigamos muito pela educação inclusiva, principalmente para mudar a ideia de alguns países que defendiam a utilização de salas exclusivas para as pessoas com deficiência.

Também avançamos em temas mais polêmicos, como a sexualidade das pessoas com deficiência. Lembro-me que dos países da América do Sul, somente três consideravam a sexualidade um direito da pessoa com deficiência. O Brasil foi um deles. Na ocasião, nosso país teve um grande protagonismo na definição de deficiência. Hoje, muito satisfeita, vejo que o conceito adotado por nós na ONU, baseado na avaliação biopsicossocial e não na saúde, finalmente será implementado pela LBI. Países como a China, por exemplo, defendiam que a responsabilidade deveria ser da área médica.

Dois anos depois, em 2008, o Brasil finalmente ratificou a Convenção e muitos grupos passaram a alegar que a redação do Estatuto não estava em sinergia com as diretrizes estabelecidas pela ONU. Entre incongruências e infinitas discordâncias, o projeto foi engavetado. E eu sequer imaginava que anos depois aquele mesmo texto cairia em minhas mãos. E desta vez como um grande propósito de trabalho e de vida.

Este momento aconteceu em meu primeiro mandato como deputada Federal, quando passei a reforçar um grupo de trabalho cuja função era a de justamente aprimorar o texto do Estatuto da Pessoa com Deficiência e deixa-lo em sintonia com a Convenção Internacional.

A ideia de relatar o texto surgiu durante o processo de trabalho na sede da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência República, com representantes da sociedade civil, acadêmicos e membros dos Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público.

A proximidade quase diária com aquele texto e toda a sua dimensão, me trouxeram uma grande noção de responsabilidade e dever que eu não podia abrir mão de cumprir naquele momento. Com muita convicção e humildade, eu me sentia a mais preparada para aquela função. Eu sabia que em nenhum momento deixaria de ouvir as vozes e os sinais que um dia também haviam sido meus. Vozes e sinais que me pediam uma legislação mais arejada, moderna e de fato inclusiva, um instrumento legal a operacionalizar os direitos conquistados e afirmados na Convenção.

Mas aceitar essa relatoria foi além do meu compromisso como parlamentar e militante. Exigiu-me coragem para encarar a improbabilidade da aceitação. Minha equipe e eu nos preparamos para enfrentar um trabalho abissal com uma única certeza: a de que nenhum cidadão deixaria de ser escutado.

Assim, passamos a realizar um árduo trabalho de consultas e audiências públicas por todo o Brasil, com a participação ativa da sociedade civil em toda a construção. A meu pedido, o texto foi aberto para a consulta pública através do portal e-Democracia. Pela primeira vez um canal da Câmara promoveu a discussão de um projeto voltado para esta temática e de forma totalmente acessível.

Para isso, adaptamos uma plataforma para que todos os cidadãos com deficiência visual pudessem ter acesso ao conteúdo de maneira autônoma, com a possibilidade de sugerir modificações e fazer alterações diretas à redação do texto.

Trabalhamos também para que as 90 páginas do projeto fossem convertidas em vídeo com a tradução em Libras. De maneira inédita, o material foi disponibilizado pela TV Câmara para que as pessoas com deficiência auditiva alfabetizadas na Língua Brasileira de Sinais pudessem ter acesso ao conteúdo na íntegra do projeto.

Todas estas ferramentas não anularam a participação ativa da sociedade, que compareceu em massa a diversos encontros regionais promovidos por deputados de diversos Estados e partidos, seguindo as orientações de um material de apoio preparado por minha equipe e disponibilizado para download a todo e qualquer cidadão. Uma espécie de “kit audiência pública”.

Em cada um desses encontros, todos abertos ao livre debate, não se levantavam bandeiras, tampouco partidos. O que interessava ali era ouvir as demandas vindas da população de áreas e deficiências diversas.

Como relatora, tive o privilégio de promover muitas dessas audiências e ouvir de perto as necessidades e os anseios de pessoas que por muito tempo não foram ouvidas e colocadas à margem de qualquer discussão de políticas públicas. Um processo enriquecedor de cidadania.

Podemos dizer que a democracia nunca foi tão escancarada e plenamente exercida. Foram mais de mil sugestões vindas de todo o Brasil. Todas as propostas do PL, a começar por seu próprio nome, LEI BRASILEIRA DE INCLUSÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA, emana de mãos, mentes e corações que trabalharam juntos na construção de um texto. Feito por todos e para todos. Simplesmente, “nada sobre nós, sem nós”.

Contudo, a LBI não é uma conquista só das pessoas com deficiência. Cada linha de sua redação representa os anseios da sociedade em geral e um trabalho de uma parte significativa do parlamento brasileiro, que deixou de lado bandeiras para arregaçar as mangas e trabalhar por uma causa muito maior.

Causa, aliás, apresentada há mais de uma década pelo sempre aguerrido senador Paulo Paim, autor do Estatuto, e recentemente abraçada pelo senador Romário, que relatou o projeto no Senado e teve a sensibilidade para comandar o processo da maneira mais célere possível. Uma parceria incrível, provando que o ser humano é muito melhor quando soma.

Por esse e outros tantos momentos memoráveis dessa trajetória, não me canso de dizer que sou um exemplo prático de que sozinho não se faz nada. E a construção da Lei Brasileira de Inclusão concretiza esse sentimento da maneira mais bela possível: dignificando a vida do outro.

Após muito trabalho, de trocas e esforços compartilhados, de idas e vindas, chegamos ao nosso esperado: uma legislação que representa nossa grandiosa luta. Votamos o melhor possível diante das circunstâncias politicas e econômicas no momento, sabendo que a nossa missão ainda não acabou. Temos uma nova jornada a percorrer, a começar pelo entendimento desta Lei tão rica.

Hoje carrego no peito a sensação de um dever cumprido, sabendo que ainda há muito a ser alcançado. Em nome de toda a minha equipe e as pessoas com deficiência no Brasil, agradeço por fazer parte dessa história que ainda não acabou.

Senadora Mara Gabrilli
Relatora da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência na Câmara dos Deputados

De volta ao Brasil sem transplante nos EUA, pais querem que filho com doença rara tenha 'vida quase normal' - Veja o vídeo

Davi Miguel passou 4 anos em Miami, mas foi considerado inapto para cirurgia no intestino. Aos 5 anos, ele recebe nutrição pelas veias porque organismo é impedido de fazer a absorção.

Por G1 Ribeirão Preto e Franca

Resultado de imagem para Menino de 5 anos com doença rara no intestino volta para Franca, SP
Menino de 5 anos com doença rara no intestino volta para Franca, SP

Quatro anos após deixar o Brasil para tentar um transplante de intestino nos EUA, o menino Davi Miguel Gama, de 5 anos, está de volta a Franca (SP). No retorno ao país, a família ficou dois meses em São Paulo (SP), onde a criança foi internada no Hospital Municipal Menino Jesus para exames e adaptação do equipamento que garante a alimentação parenteral.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Na terça-feira (25), Davi Miguel foi recebido com festa por amigos e familiares na casa de onde saiu ainda bebê, no bairro City Petrópolis. Agora, mesmo sem passar pela cirurgia, os pais só pensam em proporcionar ao filho uma vida o “mais próximo do normal”.

“Ele poder ir para a escola, que até hoje não foi, poder passear porque não conhece nada. Tem as limitações, mas o objetivo nosso sempre foi lutar para ter ele do lado da gente e da família com uma vida quase que normal”, diz Jesimar Gama.

Davi Miguel no colo da mãe, Dinea Gama, em Franca, SP — Foto: José Augusto Júnior/EPTV
Davi Miguel no colo da mãe, Dinea Gama, em Franca, SP — Foto: José Augusto Júnior/EPTV

Luta pela sobrevivência

Logo após o nascimento, Davi Miguel foi diagnosticado com a doença da inclusão das microvilosidades intestinais, conhecida como "diarreia intratável". Rara, ela impede a absorção dos nutrientes pelo organismo. A única forma de nutrir o menino é pelo sistema venoso por meio da alimentação parenteral.

Em 2014, a família descobriu que o menino poderia ter uma chance de cura se fosse submetido a um transplante de intestino, mas em um hospital em Miami, nos EUA. Os pais mobilizaram uma campanha para arrecadar o dinheiro necessário ao mesmo tempo em que moveram uma ação para obrigar a União a bancar a cirurgia.

A decisão que obrigou o governo a arcar com os custos do tratamento ocorreu quase um ano após o início do processo. A Justiça Federal também determinou que 70% de R$ 1,5 milhão arrecadado pela família fossem revertidos para pagar as despesas da cirurgia em Miami.

Davi Miguel foi transferido em UTI móvel para hospital em SP — Foto: Márcio Meireles/EPTV
Davi Miguel foi transferido em UTI móvel para hospital em SP — Foto: Márcio Meireles/EPTV

Em 2015, Davi Miguel foi aceito pelo Jackson Memorial Hospital, nos EUA, único centro médico no mundo habilitado para o procedimento em crianças com o perfil dele. Porém, uma avaliação dos especialistas em Miami apontou que o menino não estava apto ao transplante.

Os pais afirmam que Davi Miguel retirado da lista dois meses após a chegada. No entanto, em novembro de 2018, o Jackson Memorial Hospital informou ao G1 que a criança não chegou a integrar a lista nacional.

No hospital, os médicos avaliaram que o quadro clínico de Davi  não atendia às exigências para o procedimento.

David Miguel, de 7 meses, precisa de transplante para tratar doença rara — Foto: Dinea Gama/Arquivo Pessoal
David Miguel, de 7 meses, precisa de transplante para tratar doença rara — Foto: Dinea Gama/Arquivo Pessoal

Em 2018, em razão da perda dos acessos venosos do menino e da falta de perspectiva quanto à recuperação deles, a família e a União manifestaram interesse no retorno e no prosseguimento do tratamento no Brasil, o que ficou  acordado em dezembro de 2018 na Justiça Federal.

“Mesmo que ele não esteja curado, a gente crê no milagre e acredita que ele é o verdadeiro milagre. Se a gente tivesse desistido dele, hoje ele não estaria aqui, se a gente não tivesse lutado para levar ele para fora do Brasil, talvez hoje ele não estaria aqui conosco.”

Adaptação para viver em casa

A família retornou ao Brasil no dia 12 de abril e seguiu direto para o Hospital Municipal Menino Jesus, parceiro do Hospital Sírio Libanês em São Paulo. Por dois meses ele foi acompanhado por uma equipe multidisciplinar do Centro de Reabilitação Intestinal e Transplantes (CRIT).

Ele foi submetido a troca do cateter venoso central, por onde recebe a nutrição na veia. Neste período, os pais foram treinados para conseguirem cuidar de Davi Miguel em casa.

De volta a Franca, SP, Davi Miguel agradece a todos que fizeram orações por ele — Foto: José Augusto Júnior/EPTV
De volta a Franca, SP, Davi Miguel agradece a todos que fizeram orações por ele — Foto: José Augusto Júnior/EPTV

Em nota, o hospital informou que “Davi Miguel pode voltar para Franca mantendo o tratamento com nutrição parenteral total no período noturno, podendo desfrutar de uma qualidade de vida melhor, com benefícios também em seu desenvolvimento”.

“Ele recebe essa nutrição por 15 horas e ele fica nove horas livre. Nesse período livre, ele pode passear, ir ao supermercado. A gente quer muito levar ele ao shopping para conhecer”, diz a mãe.

A Justiça Federal determinou que todo o acompanhamento de Davi Miguel no Brasil seja feito pelo Serviço Único de Saúde (SUS). Ele continuará sendo acompanhado pela equipe do hospital em São Paulo.

“A gente está muito feliz pelo tratamento, pelo aprendizado aqui no Brasil. A gente aprendeu muita coisa aqui, porque aqui a gente teve acompanhamento médico, com os médicos e enfermeiras que nos treinaram para, graças a Deus, ele ter a oportunidade de ficar em casa”, afirma a mãe.

Dinea diz ainda diz que o que a mantém firme ao lado do marido é a própria energia do filho.

“Ele tem nos ensinado a cada dia. Ele passa por vários procedimentos e a gente do lado vê o quanto ele é forte. Ele está sempre feliz, alto-astral, sempre brincando, bem extrovertido, fez muita amizade fora do Brasil, foi muito amado, e é isso que nos dá força para seguir nossa vida.”

Davi Miguel recebe nutrientes pelas veias porque doença o impede de se alimentar normalmente Franca, SP — Foto: José Augusto Júnior/EPTV
Davi Miguel recebe nutrientes pelas veias porque doença o impede de se alimentar normalmente Franca, SP — Foto: José Augusto Júnior/EPTV

DOENÇA RARA DE DAVI MIGUEL







Fonte: g1.globo.com

Criança com paralisia cerebral emociona ao cantar música e vídeo viraliza na internet - Veja o vídeo

A voz do menino vai te emocionar 

ELOISA RIBEIRO , FILHA DE TEREZINHA RIBEIRO

Menino com deficiência emociona ao cantar música do Dj Alok (Foto:Reprodução / Vídeo Bronca Pesada)

Paulinho, que mora em Ariquemenses, Rondônia, nasceu com paralisia cerebral, cego e autista. Mas mesmo com tantas limitações não deixou de fazer aquilo que tanto gosta, que é cantar.

O menino é aluno da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), onde toda a comunidade se une para prevenir e tratar a deficiência, vem emocionando os internautas por causa de um vídeo divulgado pela TV do Povo. Nele, Paulinho aparece cantando a música “Hear me now” do DJ Alok.

O vídeo fez tanto sucesso, e teve tantos compartilhamentos, que chegou aos ouvidos do Dj. Alok compartilhou a gravação contando que se emocionou com a habilidade e voz do menino.

Em entrevista para o programa da cidade Bronca da Pesada, Paulinho não esconde seu amor pela música. Os avós da criança e a professora da APAE contam que o menino desenvolveu a audição e possui um dom que é considerado raro. Ele tem o Ouvido absoluto e quando escuta uma canção consegue identificar o nome da nota musical.


Criança tem paralisia cerebral após engasgar com pedaço de maçã e mãe faz pedido emocionante - Veja o vídeo.

Depois de passar 45 dias internado ee sem respirara por 30 minutos, Nathanael precisa arrecadar 150 mil reais para  fazer o tratamento que não existe no Brasil. 

POR IZABEL GIMENEZ, FILHA DE LAURA E DÉCIO

Nathanael não consegue andar, comer, falar ou enxergar (foto: Arquivo pessoal)

Há 1 ano, a vida de Rosiane Silva, mãe de Nathanael, 2 anos, Júlio César, 7 anos, e Natalia, 8 anos, mudou drasticamente. Ela trabalhava como auxiliar de limpeza em uma escola na Chácara do Solar II — em Santana de Parnaíba, interior de São Paulo, onde mora — e precisou sair do emprego para cuidar integralmente do filho caçula. Com 1 ano e 10 meses, Nathanael se engasgou com um pedaço de maçã. A fruta foi parar no pulmão do menino, que ficou sem oxigênio por 30 minutos. Entre a vida e a morte, Nathanael entrou em coma e precisou ser monitorado por diversos aparelhos para se manter vivo.

“Eu tinha acabado de chegar do serviço. Minha filha mais velha foi comer uma maçã e ele pediu um pedaço. Quando engoliu, já começou a passar mal. Eu corri para o hospital, ele precisou ser entubado e ficou 20 dias assim. Depois, ficou mais 25 dias internado, foram quase 50 dias dentro do hospital. Quando tudo terminou, os médicos me avisaram que eu teria um novo Natanel em casa e que iria depender para sempre de mim”, relembra a mãe em entrevista à Pais&Filhos.

Rosiane é mãe de três filhos (foto: Arquivo pessoal)

Rosiane precisa estar 24 horas por dia ao lado do menino, que demanda cuidados especiais. Alimentado por uma sonda, Nathanael não consegue enxergar, andar ou falar. “Meu filho depende de mim para tudo, além disso, durante o dia ele tem muitas convulsões. Já aconteceu de ter vinte em apenas um dia. Eu preciso ficar ao lado dele, dar apoio, tentar acalmar”, explica. Como não consegue mais trabalhar, a mãe vive apenas com doações, já que a única renda da família vem através do Bolsa Família, com um auxílio de 212 reais mensais. “O aluguel vem do governo. É um auxílio, mas para alimentar as crianças e compras as fraldas, eu dependo da ajuda de amigos e pessoas que se sensibilizam, o meu dinheiro só não dá. Nós estamos esperando ser aceitos no Benefício Assistencial de Prestação Continuada (BPC), eu me cadastrei em outubro do ano passado mas até então não tive resposta”, diz.

Rosiane também afirma que sofre muito com a mobilidade e a questão da acessibilidade em Santana de Parnaíba. “É sempre muito difícil conseguir sair com ele. São poucos motoristas que me ajudam a subir com a criança. A cadeira que eu preciso custa 3 mil reais, mas não tenho esse dinheiro. Eu uso um carrinho de bebê por que ele é muito grandão, pesa uns 14kg, eu não consigo ficar carregando”, conta. “A gente tem que ser forte e saber viver com isso. Se eu não tivesse Deus, já estaria caída faz tempo. É muito difícil, mas ele me dá sabedoria para conseguir lidar com tudo isso. Eu só não aceito ver ele desse jeito. Ele estudava na época, pedia comida e agora só vejo ele em cima da cama”, conta a mãe, emocionada.

Para as crianças da casa, o acidente do irmão foi um baque. “Eles estavam acostumados a brincar juntos, não entendem porque isso aconteceu e choram muito”. Além disso, o pai de Nathanael não é presente e se afastou da família quando o garoto tinha apenas 10 meses. “Ele não ajuda, sumiu e me deixou sozinha”, afirma. Os parentes dele não procuraram e não mantêm contato com Rosiane.

Antes do acidente, Nathanael conseguia fazer tudo (foto: Arquivo pessoal)

Uma das principais fontes de ajuda da família é Micheli Senhorine, mãe de Pedro Antônio e dona de um estabelecimento perto da casa da família. Quando ela se mudou para o bairro, Nathanael já não andava e nem falava. Ela se sensibilizou com a história e decidiu ajudar. Micheli foi atrás do tratamento que o garoto precisa e falou com a Pais&Filhos para poder contar a história do menino. “Ele é como um cristal, tão delicado”, conta a amiga, emocionada ao pensar no garoto. “Ele sorriu pela primeira vez na semana passada. O Nathanael não fazia isso desde o acidente. Eu acho que ele está sentindo a nossa união e ganhando esperança. Ele precisa desse tratamento, que já acontece fora do país e realmente ajuda as crianças”.

Micheli entende a importância de compartilhar a história também para alertar outras mães. “A gente precisa tomar cuidado com a alimentação sólida até os 4 anos. Eu não sei de onde ela tira forças. É muito difícil ver a situação dela e o pai da criança abandonou tudo, não procura e não quer saber”, afirma.


O tratamento

A família tem a ajuda da empresa Conexão Saúde para poder ajudar a entender a burocracia do tratamento. Nathanael precisa viajar para a Tailândia, onde existe um tratamento que visa melhorar a qualidade de vida através de transplantes de células-tronco. Segundo a família, o custo total do procedimento é de 150 mil reais. “É muito caro, mas se juntar forças e cada um der um pouco não vai fazer falta. Em um país tão grande como o Brasil, é um absurdo a gente precisar ir para fora para conseguir resolver esse problema. Mas vamos conseguir, nossa prioridade é ele”, afirma Micheli.

Para conseguir arrecadar todo o dinheiro, Rosiane recebe a ajuda de alguns amigos que fazem algumas ações beneficentes. Além disso, foi feita uma vaquinha virtual contando a história do garoto. Para doar, qualquer quantia, basta clicar aqui.

Caso na Nova Zelândia

Um caso parecido com o de Nathanael aconteceu em maio de 2016, na Nova Zelândia. A história era de Neihana, de 1 ano e 10 meses, que ficou paraplégico após comer um pedaço de maçã na creche. O caso só foi divulgado pela médica Sarah Alexander da ONG Global Child Forum neste ano, como um alerta aos pais. “Dar alimentos como um pedaço de maçã crua, pipoca, uva, entre outros, para crianças pequenas que podem engasgar facilmente, como a creche fez, não é recomendado”, contou a médica.

O menino ficou sem respirar e teve uma parada cardíaca. Com o acidente, Neihana sofreu paralisia cerebral e precisou ficar internado por 2 meses e, como sequela, acabou ficando paraplégico, incapaz de engolir e falar.

Neihana continua fazendo acompanhamento médico porque desde o acidente tem sofrido com uma série de infecções no pulmão.

Participe da consulta pública para tratamento no SUS de doença ocular que é a principal causa de cegueira entre pessoas com idade economicamente ativa

A Conitec analisa incluir no SUS o tratamento com aflibercepte para edema macular diabético reconhecendo benefícios para os pacientes, porém apresenta parecer desfavorável motivado pelo impacto financeiro.

           


A contribuição da sociedade civil pode incentivar a Conitec e o fabricante a estabelecerem parcerias favoráveis para que os pacientes tenham acesso a este medicamento que é aplicado por meio de uma injeção intraocular evitando a cegueira da retinopatia diabética.

É de fundamental importância a participação de pacientes diabéticos, familiares, médicos e profissionais da equipe multiprofissional. Para participar basta preencher o formulário eletrônico até o dia 18 de julho de 2019.

Pacientes e familiares pode contribuir no link:  http://4et.us/K5Rt

Médicos e profissionais da saúde pode contribuir no link: http://4et.us/EvP7

Confira texto completo da Conitec:

CONITEC analisa tratamento para Edema Macular Diabético

Doença ocular é a principal causa de cegueira entre pessoas com idade economicamente ativa

Até o dia 18 de julho, a população pode participar da Consulta Pública sobre a incorporação do aflibercepte para o tratamento de edema macular diabético (EDM). O tema esteve em pauta na última reunião da CONITEC, em que se discutiu se este medicamento pode ser incluído no SUS como alternativa para impedir a evolução da doença.

O aflibercepte é aplicado por meio de uma injeção intraocular, para bloquear a proliferação dos vasos sanguíneos da retina, que levam ao agravamento da EDM.

Os estudos analisados pela Comissão mostraram que há benefícios no uso desta alternativa. Mas é importante destacar que as análises do Plenário consideram, além das evidências em relação aos benefícios e à segurança para os pacientes, os impactos orçamentários que a incorporação de uma tecnologia em saúde pode trazer para o SUS. No caso desse medicamento, o preço proposto pela indústria acarretaria em um elevado custo ao sistema. E, por este motivo, a recomendação inicial da Comissão foi desfavorável à incorporação. Leia aqui o relatório.

As contribuições enviadas durante a consulta pública podem confirmar ou modificar essa análise. Informações técnicas e científicas e relatos de experiência sobre o uso dessa tecnologia – ou de outras alternativas para esse tratamento – podem auxiliar na elaboração do relatório final. Para participar, basta preencher os formulários eletrônicos disponíveis no site, pelo link Consultas Públicas.

EDEMA MACULAR DIABÉTICO

O edema macular diabético (EDM) é uma das complicações do diabetes. O principal fator de risco para seu desenvolvimento é o descontrole dos níveis de glicemia no sangue e a duração da doença. As estatísticas reunidas no relatório para análise da tecnologia mostram que a EDM é mais comum em pacientes diagnosticados com diabetes há mais de 10 anos.

A principal causa do edema são as alterações estruturais nos vasos da retina causadas pela elevação dos níveis de açúcar no sangue. Esse processo pode danificar os vasos sanguíneos e aumentar o extravasamento de fluidos na retina. Assim, substâncias como líquidos, proteínas e outras moléculas passam de dentro dos vasos sanguíneos e se acumulam próximos da retina e da mácula, formando o EDM.

Em estágios iniciais da doença, os pacientes geralmente não apresentam sinais ou sintomas. Com o passar do tempo, a visão pode ficar borrada e distorcida e, se não diagnosticada e tratada corretamente, pode evoluir para cegueira irreversível. Por isso, pessoas com diabetes precisam ter cuidado redobrado com a saúde ocular, e procurar um especialista periodicamente ou caso apresentem qualquer alteração da visão.

Cristian Ribera e Aline Rocha colocam o Brasil entre os cinco melhores de Para Ski Cross Country do mundo

Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB
Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB

Com a virada da temporada de inverno, o Comitê Paralímpico Internacional (IPC) atualizou o ranking mundial de Para Ski Cross Country e a boa notícia é brasileira: Cristian Ribera ocupa o 4º lugar na lista e Aline Rocha, o 5º. Essas posições colocam os atletas brasileiros entre a elite do paradesporto de inverno.

Estar no top 5 do IPC não apenas é uma conquista histórica para o Brasil, como também comprova o rápido desenvolvimento do paradesporto nacional. Isso porque faz apenas cinco anos que a CBDN – Confederação Brasileira de Desportos na Neve, em conjunto com o CPB – Comitê Paralímpico Brasileiro, começou a gerir o esporte paralímpico de neve.

Este é só mais um episódio incrível da história esportiva de Cristian Ribera e Aline Rocha. Ambos os atletas possuem participação em Jogos Paralímpicos de Inverno (PyeongChang 2018) e são donos de resultados expressivos para o Brasil.

Ribera, com apenas 16 anos, conquistou duas medalhas (uma prata e um bronze) da Copa do Mundo de Para Ski Cross Country de Vuokatti, em dezembro de 2018. Esses resultados lhe garantiram 14.62 pontos na lista IPC e o feito da 4ª colocação no ranking internacional. Vale ressaltar que, considerando apenas atletas menores de 18 anos, Ribera é o melhor do mundo atualmente.

Aline Rocha não fica para trás: a atleta conquistou um bronze inédito na mesma Copa de Vuokatti. Atualmente, com seus 78.04 pontos na lista IPC, ela é a quinta melhor atleta do mundo na sua categoria (sitting).

Brasileiro Nonato, do futebol de 5, concorre a Atletas do Mês do Comitê Paralímpico Internacional

Nonato marca de pênalti o primeiro gol do Brasil no Campeonato das Américas (Crédito: Alê Cabral/CPB)
Nonato marca de pênalti o primeiro gol do Brasil no Campeonato das Américas (Crédito: Alê Cabral/CPB)

O Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) revelou nesta sexta-feira, 5, a lista dos finalistas ao prêmio de Atleta do Mês de junho. As indicações foram feitas pelos Comitês Paralímpicos Nacionais e Federações Internacionais. Entre os concorrentes está o brasileiro Nonato, destaque da Seleção Brasileira de futebol de 5 (para cegos).

O atleta de 32 anos ajudou o Brasil a erguer a taça do Campeonato das Américas de Fut 5, disputado em São Paulo. Nonato foi o maior destaque brasileiro na competição, com nove gols em seis jogos. Os dois gols do Brasil na decisão com a Argentina, inclusive, foram dele.

Nonato compete com Nur Syahidah Alim, arqueira de Cingapura, que se tornou a primeira atleta de seu país a faturar um título internacional da modalidade. O alemão Johannes Floors também está na disputa após quebrar dois recordes mundiais. Além dele, o espanhol Antoni Ponce, campeão geral da World Series de Natação, e Mohamed Sameh Eid Saleh, do Egito, mesa-tenista que ganhou seu oitavo campeonato africano, também foram pré-selecionados.

O público pode votar no seu atleta favorito ao prêmio até o dia 12 de julho em www.paralympic.org.

*Com informações do Comitê Paralímpico Internacional (IPC)

Brasil fatura sete medalhas no IBSA Judo Qualyfier, nos Estados Unidos

Cleber Mendes/MPIX/CPB
Cleber Mendes/MPIX/CPB

Os judocas brasileiros faturaram sete medalhas no IBSA Judo Qualyfier, que acontece na Indiana, nos Estados Unidos, sendo cinco de bronze e duas de prata. A competição começou na quarta, 3, e se encerra nesta sexta-feira, 5, com a disputa por equipes. Ao todo 12 atletas representam o Brasil nesta competição.

A atual medalhista mundial na categoria até 70kg, Alana Maldonado, faturou a medalha de prata. A outra medalha prateada veio com Rebeca de Souza, na categoria acima de 70kg. Já os medalhistas paralímpicos Lúcia Teixeira (até 57kg) e Antônio Tenório (até 100kg) ficaram com a medalha de bronze. Maria Núbia Lins, Arthur da Silva e Meg Rodrigues também conquistaram o bronze.

Neste sábado, 6, nove atletas da equipe brasileira embarcam para o Japão para treinamentos.

Brasil disputará Mundial de futebol de 7 na Espanha em busca de título inédito

Foto: Cezar Loureiro/MPIX/CPB
Foto: Cezar Loureiro/MPIX/CPB

O Campeonato Mundial de futebol de 7 começa neste sábado, 6, em Sevilha, na Espanha. A estreia do Brasil será na segunda-feira, 8, contra o Japão. A competição segue até a sexta-feira, 19, e a Seleção Brasileira tentará conquistar o título mundial inédito para a modalidade, que é praticada por jogadores com paralisia cerebral.

A equipe nacional realizou seis fases de treinamento para este campeonato, das quais cinco foram no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. O time chegou à capital paulista na quinta-feira, 27, para a última etapa de preparação e todos os treinos foram montados com ênfase nos pontos fracos da equipe, em especial a finalização e conversão de gols.

“As expectativas são as melhores possíveis. Treinamos muito, então estamos preparados e, se tudo correr bem, retornaremos ao Brasil com esse título inédito. Sabemos que não será fácil e no futebol tudo pode acontecer” comentou o atleta Ubirajara Magalhães, que participou da conquista do ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015 e do bronze no Mundial da Inglaterra no mesmo ano.

O Mundial de 2019 conta com a participação de 16 países, que estão divididos em quatro chaves na primeira fase: grupo A: Brasil, Japão, Inglaterra e Alemanha; grupo B: Estados Unidos, Irlanda, Irã e Finlândia; grupo C: Ucrânia, Espanha, Argentina e Austrália; grupo D: Rússia, Tailândia, Canadá e Holanda. O Brasil conquistou a vaga na competição graças ao título de campeão da Copa América 2018.

No próximo mês, o Brasil buscará o título de campeão dos Jogos Parapan-Americanos, em Lima, no Peru, de 23 de agosto a 1º de setembro.

Confira a lista de convocados:

Cesar Augusto Batista de Aguiar
Evandro de Oliveira G. de Souza
Hebert Honório Lemes Oviedo
Heitor Luiz Ramires Camposano
Jan Francisco Brito Costa
Jeferson Aparecido M. Cardoso
Jefferson Wesley da S. Delmonde
João Batista Araújo
João Victor Batista Cortês
Leonardo Giovani Morais
Lucas Henrique da Silva
Moacir Fernando da Silva Matos
Ubirajara da Silva Magalhães
Wesley Gabriel dos S. Ferreira


Circuito Loterias Caixa será o último desafio dos nadadores antes do Parapan de Lima e do Mundial

Ale Cabral/CPB
Ale Cabral/CPB

No próximo fim de semana, 13 e 14 de julho, os nadadores encaram a última competição antes dos principais desafios do ano, a 2ª etapa nacional do Circuito Brasil Loterias Caixa de natação. O evento reunirá 273 nadadores de 18 estados e do Distrito Federal, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

Esta é a última disputa antes dos Jogos Parapan-Americanos de Lima, de 23 de agosto a 1º de setembro, e do Campeonato Mundial de natação, em Londres, mesma piscina que recebeu os Jogos Paralímpicos de Londres 2012, de 9 a 15 de setembro. Os 26 nadadores convocados para o Mundial marcarão presença no CT. Confira aqui os convocados para o Mundial de natação 2019 - a convocação oficial para o Parapan de Lima será divulgada no dia 16 de julho.

“Os atletas convocados para o Mundial e os que fizeram o índice A do Parapan virão fortes porque estão no período de finalização da preparação para as principais competições do ano”, disse Leonardo Tomasello, técnico-chefe da modalidade no Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

A 1ª etapa nacional do Circuito Brasil Loterias Caixa aconteceu em maio, também no CT Paralímpico, e reuniu 236 atletas de 14 estados e do Distrito Federal. Para disputar as etapas nacionais do Circuito, os atletas precisam ter os índices mínimos estabelecidos pelo Departamento Técnico do CPB. No primeiro semestre, os nadadores puderam buscar estas marcas nas quatro fases regionais: São Paulo, no CT Paralímpico, em fevereiro; Norte-Nordeste, em João Pessoa (PB), em março; Centro-Leste, em Uberlândia (MG), e Rio-Sul, em Curitiba (PR), em abril.

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir a segunda etapa nacional do Circuito Brasil Loterias Caixa de natação não precisam de credenciamento prévio. Bastará dirigirem-se à sala de imprensa do CT Paralímpico para identificação.

O Circuito
O Circuito Brasil Loterias Caixa é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e patrocinado pelas Loterias Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, halterofilismo e natação. Composto por quatro fases regionais e duas nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidade para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país. Em 2019, as disputas das fases nacionais serão separadas por uma modalidade em cada fim de semana - haverá ainda um Campeonato Brasileiro de cada esporte.

Patrocínios
A natação tem patrocínio das Loterias Caixa.

Serviço
Data: 13 e 14 de julho
Cidade: São Paulo (SP)
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo - Rodovia dos Imigrantes, km 11,5 (ao lado do São Paulo Expo).

Programação*
Circuito Brasil Loterias Caixa de Natação
Sábado (13/7) - 9h às 12h e 15h às 18h
Domingo (14/7) - 9h às 12h
*Programação sujeita a alterações

Tetraplégicos conseguem mexer os braços com nova técnica

Tetraplégicos conseguem mexer os braços com nova técnica
Médico segura um bisturi na Universidade Chiba, do Japão, na periferia de Tóquio, em 15 de julho de 2015 - AFP/Arquivos

AFP

Treze pessoas tetraplégicas conseguiram voltar a usar os braços para realizar algumas ações, graças a uma técnica de transferência de nervos, que pode se somar às transferências de tendões já utilizadas com o mesmo objetivo – revela um estudo divulgado nesta sexta-feira (5).

“Estes resultados sugerem que as transferências de nervos podem levar às mesmas melhoras funcionais que as transferências de tendões tradicionais, com incisões menores e períodos mais curtos de imobilização após a cirurgia”, afirmam os autores desse estudo australiano, publicado na revista “The Lancet”.

Participaram deste estudo 16 jovens adultos, com uma média de idade de 27 anos. Menos de 18 meses antes, todos haviam sofrido uma lesão da medula espinhal (a maioria em acidente de trânsito, ou devido a uma lesão na prática de esporte), que os havia deixado paralíticos.

A operação consistiu em extrair nervos ligados a músculos ainda funcionais situados acima do nível da lesão e ligá-los aos nervos dos músculos paralisados abaixo da lesão, com o objetivo de “reanimar” estes últimos.

Os pesquisadores buscavam restaurar a extensão do cotovelo dos pacientes e sua capacidade para fazer um movimento de pinça com a mão para conseguir agarrar objetos.

Em dez dos pacientes, além da transferência de nervos, também se transferiram tendões.

Dois anos depois e após intensas atividades de reeducação, 13 pacientes eram capazes de estender seus braços, abrir e fechar as mãos e manipular objetos para comer, ou para escovar os dentes.

Do total de 59 transferências de nervos realizadas, quatro não deram resultado. Os pesquisadores destacam que são necessárias novas pesquisas com um número maior de pacientes, para determinar o tipo de pessoa, nas quais esta pode ser a melhor técnica.

Não foi possível continuar o acompanhamento de outros dois pacientes após a operação, e o último faleceu por motivos não relacionados com a cirurgia.

“A técnica da transferência de nervos é conhecida há tempos, mas nunca tinha sido empregada antes para lesões da medula espinhal”, disse à AFP Natasha van Zyl, cirurgiã em Melbourne e principal autora do estudo.

“A mensagem para todos os pacientes do mundo que sofrem uma lesão da medula espinhal e a todos os profissionais que tratam deles é: é possível restaurar as funções da mão e do cotovelo”, garantiu.

Matrícula de pessoas com deficiência no ensino superior cresce 70% em Minas

Com a visão prejudicada por um glaucoma, Lityza enxerga com apoio de monóculo
Com a visão prejudicada por um glaucoma, Lityza enxerga com apoio de monóculo

Marília Mesquita - msmesquita@hojeemdia.com.br

O ensino superior está cada vez mais inclusivo. Faculdades com infraestrutura acessível ajudam a explicar o crescimento de quase 70% nas matrículas de pessoas com limitações físicas e intelectuais em Minas, de 2012 a 2017, conforme o último censo do Ministério da Educação (MEC). O índice é ainda maior se comparado à média nacional, de 41%, no mesmo período.

Piso tátil, rampas, elevadores, computadores adaptados e tutores são diferenciais. Além disso, destaca-se a perseverança dos universitários para conquistar o tão sonhado diploma. Que o diga Lityza Maia, de 29 anos. Por conta de um glaucoma, ela tem baixa visão no olho direito e já não enxerga com o esquerdo. Há risco de a jovem ficar totalmente cega.

Mesmo assim, a limitação não a impede de avançar no curso de psicologia nas Faculdades Promove, em Belo Horizonte. No próximo semestre, ela encara o quarto período da graduação.

Como sempre gostou de estudar, para chegar ao ensino superior Lityza criou técnicas para fazer leituras com monóculo e lupa. Na sala de aula, a estudante precisa escrever com agilidade para não perder o conteúdo.

“Sei das dificuldades que a deficiência me traz, mas me locomovo bem, estudo e posso trabalhar. Quando necessário, vou aprender o Braille (sistema de escrita em relevo) e utilizar outras ferramentas, mas continuarei com a minha independência”, afirma Lityza Maia.

Assistência

As faculdades desempenham papel importante na assistência aos alunos com necessidades especiais. Coordenador psicopedagógico das Faculdades Kennedy e Promove, na unidade Prado, em BH, Cláudio Vieira de Lima explica que o Plano de Desenvolvimento Individual (PDI), elaborado pelo Núcleo de Orientação Psicopedagógica (NOP), auxilia a pessoa com deficiência a explorar o potencial que tem. No ano passado, quatro estudantes com deficiências estavam na instituição. Em 2019, são 12.

O gestor explica ser possível oferecer mais comodidade a esse público. No caso de quem tem baixa visão, o processo de ensino envolve materiais com letras grandes e papel reciclado, evitando o contraste do branco, que prejudica a leitura.

Já os hiperativos, que perdem a concentração facilmente com o barulho, fazem as provas em uma sala em separado. Os alunos com dislexia (dificuldade para aprender a ler e escrever) acessam um programa no computador que permite a eles compreender a leitura sem embaralhar as letras.

“Os professores também são capacitados em palestras e treinamentos para melhor atender a essas pessoas”, diz Cláudio Vieira.

Inclusão ensino superior

Desafios no cotidiano

Desafios encontrados no dia a dia são os principais empecilhos para que pessoas com deficiências desempenhem as mais diversas atividades, como entrar para a faculdade, observam especialistas.

“Ônibus com apenas uma vaga para cadeirante, a falta de capacitação de professores e a falta de empatia de colegas acompanham esse aluno desde o ensino fundamental”, frisa a psicóloga Denise Martins Ferreira, membro do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência.

Para ela, houve muitas conquistas por meio de leis e políticas públicas. Por outro lado, a especialista, que também faz parte da Comissão da Pessoa com Deficiência da OAB-MG, diz que a sociedade ainda não tem a cultura da inclusão.

Stephanie Severino, de 30 anos, sentiu na pele essa dificuldade. Com mais de 50% da audição comprometida nos dois ouvidos, ela não encontrou um curso de libras na cidade onde mora, na região Central do Estado, quando viu a necessidade de aprender a língua de sinais. “Pode me ajudar bastante, por isso quero fazer”.

Atualmente, ela está matriculada no 6º período de nutrição nas Faculdades Promove, na capital. Durante o percurso, pensou em desistir várias vezes. “Mesmo com aparelho, é muito difícil escutar. Mas com o apoio que recebi, quando completei a metade do curso, resolvi que iria me formar. Esse é meu sonho”, diz.

Integração

Nas Faculdades Promove e Kennedy, os estudantes se deparam com atividades de inclusão. “Trouxemos um coral com pessoas cegas para o fechamento de um projeto. A proposta foi mostrar que a diferença não anula competências individuais”, explica o coordenador psicope-dagógico da unidade Prado da instituição, Cláudio Vieira de Lima.

Mercado de trabalho

Em vigor desde 1991, a Lei nº 8.213 garante cotas de vagas de emprego para pessoas com deficiência. Com a regulamentação, empresas com cem ou mais funcionários são obrigadas a preencher de 2% a 5% dos cargos.

Cynthia Prata, vice-presidente da Associação da Síndrome de Asperger – transtorno que afeta a capacidade de se socializar –, avalia que, além de um salário, o curso superior garante uma profissão a esse público. “Antes, as vagas oferecidas eram de subordinados. Com a graduação, eles podem desenvolver talentos e serem médicos, professores e exercer qualquer outra função”, ressalta.

É o que busca Lityza Maia. Apaixonada por crianças, após a formatura ela quer atuar na área de psicologia infantil. Já Stephanie Severino deseja trabalhar em uma cozinha industrial, na manipulação de alimentos.