sábado, 13 de julho de 2019

Mulher adota bebê com doença rara e pede ajuda para custear tratamento: 'ele sofre muito'

Lucilene é mãe biológica de três filhos adultos e decidiu adotar irmãos gêmeos. Sem tratamento gratuito em Gurupi, ela se mudou para Palmas, onde filho recebe cuidados pediátricos no HGP.

Por G1 Tocantins

Bebê sofre de doença renal rara — Foto: Arquivo Pessoal
Bebê sofre de doença renal rara — Foto: Arquivo Pessoal

A autônoma Lucilene Souza, 49 anos, mudou completamente de vida ao resolver adotar irmãos gêmeos. Mãe biológica de três adultos, a moradora de Gurupi precisou se mudar para Palmas por causa do tratamento de um dos filhos, que sofre uma doença renal rara. Sem condições de arcar com as despesas, ela pede doações.

As crianças, adotadas ainda recém-nascidas, têm dois anos e dois meses. Lucilene conta que não sabia da doença de um dos filhos e que sintomas apareceram aos quatro meses.

"Casei muito nova e tive os filhos muito cedo. Queria um bebê e adotei os dois porque não queria separar os irmãos. A mãe biológica disse que eu teria mais cuidado com eles", lembra.

Lucilene explica que o filho foi diagnosticado com síndrome nefrótica: doença rara que afeta os rins e dificulta a passagem de líquido. Quem tem a doença pode ficar dias sem urinar. Em maio deste ano o garoto precisou se separar do irmão por conta do tratamento, que não é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em Gurupi. Agora, no Hospital Geral de Palmas, o garoto recebe cuidados pediátricos.

A mãe conta que por causa da dificuldade para urinar, o filho fica inchado. "Ele sofre muito. Sofrimento total. Ele precisa de uma alimentação especial, fralda especial, porque é alérgico e está cheio de coceira. Precisa de muita coisa. Isso é para o resto da vida", conta.

Desde quando o bebê começou a frequentar hospitais, os parentes arrecadam dinheiro para comprar alguns medicamentos e alimentação balanceada. A mãe, que tem uma horta e vende o que produz, não conseguia, sozinha, custear o tratamento. Entre as campanhas há uma 'vakinha online'.

"O tratamento é para o resto da vida. Se ele viver 20, 30, 40 anos. Eu preciso de ajuda para esse tratamento", explica a mãe.

Lucilene disse que o outro filho não tem problemas de saúde, mas ficará passando por avaliação, já que os sintomas podem aparecer com o passar dos anos.

Fonte: g1.globo.com

Série paralímpica: um caso de sucesso da paralisia cerebral às medalhas na bocha

Série do Globo Esporte mostra exemplos de vida em Juiz de Fora. José Barbosa fala da trajetória do filho, Eduardo, na bocha paralímpica

Por GloboEsporte.com — Juiz de Fora, MG

Eduardo Batista atleta bocha paralímpica Juiz de Fora — Foto: Reprodução/TV Integração
Eduardo Batista atleta bocha paralímpica Juiz de Fora — Foto: Reprodução/TV Integração

A reportagem desta quinta-feira da Série Paralímpica do Globo Esporte mostra um caso de sucesso do esporte promovendo a inclusão na sociedade. Eduardo Batista tem paralisia cerebral e tomou gosto pela bocha em 2013. De lá para cá, coleciona troféus e medalhas, sempre mostrando a competitividade que caracteriza os campeões.

Clique AQUI ver o vídeo. 

– É muito bom jogar, eu adoro jogar. Só não gosto de perder, gosto de ganhar – diz Eduardo.

O pai, José Barbosa, conta que o esporte contribuiu muito para a socialização de Eduardo, uma vez que ele se mostrou mais disposto a interagir em casa e na rua.

– Ele passou a sorrir, ser uma pessoa mais alegre. Você convidava: "Eduardo, vamos à cidade?". Ele não ia, "ah, pai, sou cadeirante, todo mundo vai ficar me olhando". Hoje ele vai – diz o pai, José Barbosa.

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Eduardo Batista mostra competitividade na bocha paralímpica

A última reportagem da série será exibida no Globo Esporte desta sexta-feira. Será a vez de cair na água com uma atleta da natação.

Projeto promove três sessões de cinema adaptadas para crianças com autismo, neste sábado

Projeto Sessão Azul promove exibições de cinema adaptadas a crianças com distúrbios sensoriais.
Projeto Sessão Azul promove exibições de cinema adaptadas a crianças com distúrbios sensoriais. Foto: Divulgação

Extra

Neste sábado (13), três shoppings do Rio vão realizar sessões de cinema adaptadas a crianças com Transtorno do Espectro do Autismo e suas famílias. A ação é promovida pelo projeto Sessão Azul. Serão exibidos os filmes “Homem-Aranha: Longe de Casa”, no Carioca Shopping (Vila da Penha), e “Toy Story 4”, no Top Shopping (Nova Iguaçu) e no Via Parque (Barra da Tijuca). As sessões começam às 11h e toda a família paga meia-entrada. Os ingressos podem ser comprados pelo site do projeto (clique aqui)

Durante toda a exibição do filme, o cinema fica com som mais baixo, luz levemente acesa e toda a plateia poderá andar, falar e cantar à vontade. As sessões contam ainda com apoio de profissionais voluntários. A Sessão Azul acontece ao longo do ano em cinemas de várias cidades com apoio de ONGs, clínicas especializadas e associações de pais ligadas ao autismo.

Segundo a organização, a Sessão Azul tem como objetivo promover sessões de cinema adaptadas para crianças com distúrbios sensoriais, além de dar continuidade ao trabalho terapêutico realizado com os pequenos e aumentar o engajamento dos pais no processo de tratamento. Para maior interação com os responsáveis, os filmes exibidos na Sessão Azul são escolhidos pelo próprio público através de enquetes.

Jovem com autismo severo recebe 'aplausos silenciosos' de colegas durante formatura - Veja o vídeo.

Jovem com autismo severo recebeu 'ovação silenciosa'
Jovem com autismo severo recebeu 'ovação silenciosa' Foto: YouTube / Reprodução

Extra

Jovens que concluíam o ensino médio na Carmel High School, no condado de Putnam, em Nova York, EUA, fizeram uma "homenagem silenciosa" no momento em que subiu ao palco um formando com alta sensibilidade a ruídos devido a uma forma severa de autismo. A cena, registrada em vídeo, alcançou cerca de 300 mil visualizações no YouTube desde o último dia 4.

Jack Higgins, acompanhado de seus dois irmãos e um ajudante, foi buscar seu diploma com os dedos nos ouvidos, já esperando o costumeiro som de aplausos em ocasições como essa. Mas ele foi recebido com aplausos "silenciosos", em forma de respeito. Os presentes na cerimônia inclusive ficaram de pé.


Depois de oito anos no programa da escola para alunos com desafios cognitivos, de aprendizagem ou de comportamento, ele estava pronto para se formar em 20 de junho.

Os pais dele, segundo a rede americana "CNN", estavam preocupados com o que poderia ocorrer se nada fosse pensado sobre as dificuldades de Jack, então conversaram com uma professora da unidade sobre o assunto. O problema foi levado ao diretor Lou Riolo, que teve a ideia da "ovação silenciosa" para o rapaz.

"Eles superaram as expectativas", disse Riolo. "Ficaram de pé depois que Jack recebeu seu diploma. Eles não foram pré-planejados e ninguém lhes disse para agir assim. Eles se sentiram compelidos a mostrar seu apoio dessa maneira", acrescentou, chamando a atitude de "incrível gesto de compaixão".

Humilhação no INSS: 'Tinha tudo para um acidente', diz professor que se arrastou em escada - Veja o vídeo

Deficiente, Jorge Crim Valente subiu sentado de um andar para outro para realizar perícia

Elenilce Bottari

Jorge Crim: 'Não poderia imaginar que um lugar destinado à realização de perícia de pessoas com deficiência funcionaria no segundo andar e que não teria elevador' Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo
Jorge Crim: 'Não poderia imaginar que um lugar destinado à realização de perícia de pessoas com deficiência funcionaria no segundo andar e que não teria elevador' Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo

RIO - O professor Jorge Crim Valente aprendeu desde cedo a lidar com a paralisia infantil que contraiu aos 3 anos. Ainda assim, na manhã de quarta-feira, foi surpreendido pelo descaso. Mestre em Química, Jorge Crim tem 60 anos e quarenta anos de magistério e, desde janeiro, tenta dar entrada na aposentadoria por invalidez. Morador de Santa Cruz, ele só conseguiu agendamento na agência do INSS na Avenida Marechal Floriano, no Centro, distante cerca de 70 quilômetros de sua casa. Quando chegou lá, uma faixa amarela indicava que o único elevador do prédio estava quebrado e que teria de subir de escadas:

— Naquela vez eu pensei, que azar. Vi três senhoras sendo carregadas para fazer o exame, mas eu hoje peso mais de cem quilos — explicou.

                   O professor Jorge Crim, de 62 anos, que é cadeirante, passou pela humilhação de precisar subir sentado a escada da agência do INSS da Av. Marechal Floriano, no Centro do Rio. O elevador do prédio não estava funcionando. Foto: Reprodução Foto: Agência O Globo
O professor Jorge Crim, de 62 anos, que é cadeirante, passou pela humilhação de precisar subir sentado a escada da agência do INSS da Av. Marechal Floriano, no Centro do Rio. O elevador do prédio não estava funcionando. Foto: Reprodução Foto: Agência O Globo

Esperou meses até que, no último dia 10, voltou à mesma agência, em horário e local agendados pelo próprio INSS. Desta vez, foi acompanhado pela mulher Laíse e pelo amigo Maurício Júnior, um homem grande e forte, para o caso de precisar de "uma ajudinha" . De casa até a agência foram três horas de engarrafamentos. Chegando lá , a faixa não estava mais no local, mas o elevador permanecia enguiçado:

— Quando vou a um bar, sempre ligo antes pra saber se o ambiente é plano, mas não poderia imaginar que um lugar destinado à realização de perícia de pessoas com deficiência funcionaria no segundo andar e que não teria elevador — lamentou.

Clique AQUI para ver o vídeo.


Pior do que o defeito do equipamento, foi a postura de servidores. Primeiro, ofereceram a ele um novo agendamento, o que o obrigaria a aguardar novamente por meses pelo direito de se aposentar. Depois, um segurança se ofereceu para levá-lo em uma cadeira, mas, em nenhum momento, os médicos peritos se deram ao trabalho de descer para atendê-lo:

“Eles acharam que era um protesto. Não era. Eu apenas não queria ter que passar por tudo isso de novo. É sacrificante, é indigno”
JORGE CRIM VALENTE
Professor

— Eu peso mais de cem quilos. Tinha tudo para acontecer um acidente ali. A escada tem três lances, curva de 90 graus, onde os degraus ficam estreitos. Então, meu amigo disse "vamos? Eu te ajudo".

Assim que Jorge Crim começou a se arrastar pelos degraus, um funcionário partiu para cima da mulher dele para reclamar que estavam ali para "aparecer", para jogar "um vídeo no Facebook":

— O funcionário começou a reclamar, e houve uma reação do público presente que tomou minhas dores. Uma outra servidora chegou a dizer que eu poderia pegar uma doença porque naquela escada passa muita gente enferma.

A médica que não desceu as escadas para socorrê-lo, reagiu ao que considerou um protesto. Embora agendado para às 10h, Crim foi o último a ser atendido.

— Eles acharam que era um protesto. Não era. Eu apenas não queria ter que passar por tudo isso de novo. É sacrificante, é indigno. Não precisa nem ser especialista para ver meu problema, basta olhar para minhas pernas. Eu não quis provocar tumulto, mas acho que as pessoas reagiram porque existe hoje um enorme descrédito com tudo. Uma insatisfação geral — avaliou o professor.

Em nota divulgada no início da noite, o INSS esclareceu que, diante da dificuldade para a realização da perícia na agência Centro, pela inatividade do equipamento de acessibilidade, foi oferecida ao interessado a alternativa de transferir o exame para outra unidade próxima, mas ele preferiu não alterar o local.

"Ele seria, então, auxiliado no translado para o pavimento acima, mas também recusou e optou por subir as escadas por esforço próprio. O reparo do equipamento foi solicitado e será concluído o mais breve possível.", concluiu a nota.





Prefeitura de SP anuncia reforma de calçadas; Centro e Zona Oeste são prioridades - Veja o vídeo.

Serviço deve começar em agosto e prazo inicial para entrega é final de 2020. Calçadas serão acessíveis para deficientes visuais e cadeirantes.

Por José Carlos Moraes e Patrícia Falcoski, SP2

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Prefeitura publica lista de bairros que fazem parte do plano emergencial de calçadas

A Prefeitura de São Paulo publicou nesta quinta-feira (11) no Diário Oficial a lista dos lugares que compõem o plano emergencial de calçadas.

Clique AQUI para ver o vídeo.

A área que será reformada soma 1,2 milhão de m² de calçadas, distribuídas entre as 32 subprefeituras, e vai demandar um investimento de R$ 400 milhões. A expectativa é de que o serviço seja iniciado em agosto e termine no final de 2020.

“As calçadas em pior estado, onde existe o maior número de pedestres circulando e onde não têm acessibilidade são as que receberão investimento primeiro”, disse Fernando Chucre, secretário de desenvolvimento urbano.

A região da Sé vai receber o maior número de calçadas novas, seguida das regiões de Pinheiros, Mooca, Vila Mariana e Lapa.

As calçadas serão de concreto e terão faixas táteis para deficientes visuais e rampas de acesso para cadeirantes.

A prefeitura explica que o decreto também permite a reforma de calçadas particulares, como aquelas situadas entre estabelecimentos públicos e perto de pontos de ônibus, mas a manutenção deverá ser feita pelo proprietário do imóvel.

Pela primeira vez, velejadores cegos participam da Semana da Vela em Ilhabela

Além da competição, atletas farão vivência com moradores de São Sebastião e da Ilha

Por GloboEsporte.com — Ilhabela, SP

                 Dupla de velejadores cegos disputará pela primeira vez Semana da Vela  — Foto: Divulgação
        Dupla de velejadores cegos disputará pela primeira vez Semana da Vela — Foto: Divulgação

Uma dupla de deficientes visuais está entre as novidades da 46ª Semana da Vela, que acontece em Ilhabela, entre os dias 13 e 20 deste mês. A dupla terá o acompanhamento do projeto brasileiro Sailing Sense.

A equipe vai utilizar o barco Fast 23, específico para as regatas ao longo da competição na disputa da classe RGS (classe comum, sem distinção para deficientes). O time do projeto Sailing terá a bordo quatro tripulantes. Entre eles, dois deficientes visuais: Marina Castelani e Eduardo Francisco da Silva.

A dupla de velejadores cegos ficará com as funções de comando do barco. Já os responsáveis pelo projeto, Miguel Olio e Iris Poffo, vão para dar suporte aos dois nas regatas. Os deficientes conduzem as embarcações, e são responsáveis tanto pelo leme, dando direção ao veleiro, quanto pelos cabos e velas. As atividades, inéditas na Ilha, já ocorreram em várias cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Velejadores cegos terão auxílio de responsáveis pelo projeto  — Foto: Divulgação
Velejadores cegos terão auxílio de responsáveis pelo projeto — Foto: Divulgação

Aos 51 anos, e com cegueira total, Marina será a skipper (espécie de comandante) do barco denominado "Mixuruca" e conta quais são os desafios enfrentados no mar.

- As dificuldades, é claro, são grandes. Nós velejamos pelo som e pela percepção. Temos um outro tipo de visão. Mas com ajuda e apoio da nossa dupla, a gente consegue. Isso torna a velejada mais fácil. Eu não tenho medo. O barco à vela é muito seguro, por isso queremos mostrar para outros deficientes que podemos chegar lá. Podemos fazer muitas coisas. Eu velejo, faço curso de computação avançada e quero fazer direito ano que vem. A vela me trouxe isso - ressaltou a atleta.

Com cegueira total, Marina Castelani será a comandante da prova — Foto: Divulgação
Com cegueira total, Marina Castelani será a comandante da prova — Foto: Divulgação

O projeto Sailing Sense, em atividade desde 2007, tem o objetivo de ensinar a vela para pessoas que não teriam acesso à prática da modalidade, incluindo as deficiências como surdocegueira, múltiplas sensoriais, autismo, surdez, cegueira e síndrome de Down.

Além da disputa da Semana, entre os dias 12 e 15, a equipe fará a vivência com os moradores de São Sebastião e Ilhabela para conhecer as embarcações das cidades.


Empresa teria fraudado mais de 140 concessões de benefícios fiscais a pessoas com suposta deficiência em MG - Veja o vídeo

Operação 'Levanta-te' foi realizada na manhã desta quinta-feira (11). Empresária está foragida.

Por G1 Centro-Oeste de Minas e MG1

Operação foi realizada nesta manhã — Foto: MPMG/Divulgação
Operação foi realizada nesta manhã — Foto: MPMG/Divulgação

A empresa de Bom Despacho investigada pelo Ministério Público de Minas Gerais na Operação “Levanta-te”, desencadeada na manhã desta quinta-feira (11), teria fraudado 146 pedidos de concessão de benefícios fiscais a pessoas com suposta deficiência em todo o Estado de Minas Gerais.

Clique AQUI para ver o vídeo.

A operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão, e um mandado de prisão nesta quinta. A responsável pela empresa, uma mulher de 33 anos, é considerada foragida por ela não ter se apresentado perante o mandado de prisão, segundo o MPMG informou à família.

Ao todo, a empresária intermediou, desde o final de 2017, mais de 140 pedidos de isenção fiscal para compra de veículos novos nas regiões da Zona da Mata, Sul de Minas, Oeste e Triângulo, Norte e Central do Estado.

Segundo o promotor Hugo Barros, a fraude foi constatada depois um pedido feito pela empresa em 2018 junto à Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) em Uberaba.

“As investigações começaram e foi descoberto que essa mesma empresa havia feito mais de uma centena de pedidos. Foram 146 pedidos nos mais variados municípios de Minas Gerais, nas mais variadas regiões. Ao se analisar os pedidos, foi descoberto que vários deles foram feitos com assinaturas e carimbos médicos falsos, atestando uma deficiência fraudulenta. Só em Bom Despacho, foram mais de 50 pedidos feitos. Praticamente 96% dos pedidos foram deferidos por conta de supostas deficiências físicas e uma enormidade de pedidos inclusive para parentes da dona da empresa”, afirmou o promotor.

Ainda de acordo com o promotor, existe a suspeita do envolvimento de médicos no esquema fraudulento. “Descobrimos assinaturas de médicos que não condizem com as assinaturas reais. Mas há indícios de que podem existir o envolvimento de profissionais de saúde em alguns dos pedidos”, relatou.

A responsável pela empresa é investigada pelos crimes de estelionato, falsidade, sonegação fiscal e organização criminosa. O promotor informou ainda que os beneficiados pela fraude responderão por estelionato, falsidade e sonegação fiscal.

A Receita Estadual estima que a fraude tenha gerado um prejuízo de R$ 2 milhões aos cofres públicos.

Operação
A ação foi realizada pela coordenadoria regional do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet), do MPMG, pela SEF e a Polícia Civil.

O MPMG revelou que levantamentos realizados pela superintendência da SEF de Uberaba apontaram indícios de uma associação criminosa em Bom Despacho que intermediava pedidos administrativos de isenção fiscal.

Segundo o MPMG, a empresa envolvida utilizava laudos médicos e dados pessoais falsos para obter descontos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) na compra de veículos novos, teoricamente, destinados a pessoas com deficiência ou em condições especiais de saúde.

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Operação 'Levanta-te' é realizada em Bom Despacho

A empresa teria apresentado a diversas repartições fazendárias do estado mais de 100 pedidos de isenção. O MPMG informou que alguns destes pedidos beneficiariam diretamente parentes da empresária responsável pelo negócio e que nenhum deles têm indício de doença incapacitante que justificasse o favor legal.

O MPMG informou que, nos casos apurados, foram constatadas inconsistências nas assinaturas e carimbos utilizados nos laudos médicos que instruíram os pedidos de isenção de imposto.

Ainda segundo o MPMG, o esquema teria atuação e "clientes" espalhados em todo o Estado de Minas Gerais. Participam da operação três promotores de justiça, um delegado, seis agentes da Polícia Civil e seis servidores da Receita Estadual.

Fonte: g1.globo.com

PB teve 7ª maior taxa de violações contra pessoas com deficiência em 2018, aponta Disque 100 - Veja o vídeo.

Taxa é referente ao número de violações a cada 100 mil habitantes nessas condições, no estado.

Por G1 PB

Mais de 300 denúncias de violações contra pessoas com deficiência, na Paraíba, foram registradas pelo Disque 100 — Foto: TV Paraíba/Reprodução
Mais de 300 denúncias de violações contra pessoas com deficiência, na Paraíba, foram registradas pelo Disque 100 — Foto: TV Paraíba/Reprodução

A Paraíba registrou, em 2018, a 7ª maior taxa de violações contra pessoas com deficiência do país, a cada 100 mil habitantes nessas condições no estado. Os dados são do Disque 100, o "Disque Direitos Humanos", divulgados pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Em 2018, foram registradas 303 denúncias, o que representa a 9º maior proporção do país - sendo 28,98 casos a cada 100 mil habitantes portadores de deficiência na Paraíba, conforme o Ministério. O Distrito Federal ocupa a primeira posição, com uma taxa de 38,48. Os números foram divulgados no dia 24 de junho.

As violações mais denunciadas ao Disque 100, no estado, foram negligência e violência psicológica; seguidas por abuso financeiro e econômico ou violência patrimonial; e violência física.

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Violação de Direitos; PB é o 7º estado em denúncias feitas por pessoas com deficiência

Em relação ao perfil das vítimas, os dados apontam que a maioria era do sexo feminino, sendo 175 mulheres. Além disso, foram contabilizadas mais denúncias relacionadas a pessoas na faixa etária dos 36 aos 40 anos, de raça parda e às portadoras de deficiência mental.

Para Margarida da Mota, diretora da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais, em Campina Grande, ainda é preciso discutir os direitos dos portadores de deficiência.

“O que se observa é que há um grande desconhecimento do direito que essas pessoas têm do exercício pleno da cidadania, embora a ignorância da lei não iniba a criminalização dos gestos das pessoas que desconhecem ou que afrontam esses direitos”, disse.

Fonte: g1.globo.com

Bolsonaro sinaliza veto a pergunta sobre autismo no Censo 2020 - Vejam os vídeos.

Presidente divulgou vídeo no qual a presidente do IBGE defende que eventuais questionamentos sobre autistas sejam incluídos na PNAD

ECONOMIA por Agência Estado

Adriano Machado/Reuters
Bolsonaro tem até o dia 26 para vetar ou não o texto
Bolsonaro tem até o dia 26 para vetar ou não o texto

O presidente Jair Bolsonaro sinalizou que deve vetar o projeto de lei que obriga a inclusão de informações sobre pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista) no Censo 2020, pesquisa que registra características e condições de vida da população brasileira.

Pelo Twitter, Bolsonaro compartilhou um vídeo da presidente do IBGE, Susana Cordeiro Guerra, no qual ela defende que eventuais questionamentos sobre autistas devem ser incluídos na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), e não no Censo.

"Como explica a presidente do IBGE, o Censo carece de critérios específicos em relação ao autismo, inviabilizando levantamento adequado, mas existe proposta mais precisa, técnica e que trará resultados 2 anos antes, agilizando o desenvolvimento de políticas públicas eficientes", escreveu Bolsonaro ao compartilhar o vídeo.

Clique AQUI para ver os vídeos.

Segundo um integrante do governo, a argumentação exposta por Susana deve ser utilizada como justificativa técnica para o veto presidencial. Oficialmente, Bolsonaro tem até o dia 26 para vetar ou não o texto.

No vídeo, Susana diz que "o Censo não é a pesquisa adequada para se levantar o número de autistas no Brasil". "Essa condição merece um levantamento específico, com treinamento direcionado a apuração desses dados. O IBGE não quer que números superficiais sejam divulgados que poderiam atrapalhar as políticas públicas para esse grupo", afirma a presidente do IBGE.

Ela defende que a PNAD é a pesquisa de maior detalhamento do IBGE. "Os resultados seriam divulgados dois anos antes dos resultados do Censo. Outra vantagem é que essa pesquisa seria feita com uma maior periodicidade do que o Censo, que é feito de dez em dez anos. Por último, essa pesquisa teria adesão aos padrões enormes internacionais de levantamento desses condições" declarou Susana.




Cirurgia contra Parkinson passa a ser realizada pelo SUS

Hospital PUC-Campinas realizou o deep brain simulation por meio do SUS pela primeira vez nesta quinta-feira

Da Redação | ACidadeON

A equipe responsável pelo procedimento que passa a ser oferecido pelo SUS em Campinas (Foto: Divulgação) 

O Hospital PUC-Campinas realizou nesta quinta-feira (1º) a primeira cirurgia de estimulação cerebral profunda (conhecida como DBS (deep brain stimulation) em Campinas pelo convênio do Sistema Único de Saúde (SUS).

O procedimento é um dos tratamentos mais eficientes para distúrbios do movimento, Parkinson e Distonia, entre outros. A cirurgia foi coordenada pelos médicos neurocirurgiões Carlos Melro, Juliana Zuiani e o residente em neurocirurgia Mateus Deltreggia.

A equipe já realiza o procedimento por meio de convênios privados e atendimento particular com um custo por volta de R$ 100 mil, e agora passa a realizar também pelo SUS.

A cirurgia que durou cerca de quatro horas, com a paciente acordada, foi realizada em uma mulher de 55 anos, que tem o diagnóstico de distonia primária. O procedimento devolverá a funcionalidade à paciente, chegando a sua normalidade. "Andar sem ajuda de andador, controle dos sintomas motores, independência e redução dos medicamentos, são alguns dos resultados da cirurgia", explica Melro.

Segundo o neurocirurgião o implante foi feito hoje e daqui duas semanas a paciente volta para ligar os eletrodos. "O bem-estar e a qualidade de vida da paciente são o mais importante oferecidos pela cirurgia."

A partir de agora, a cirurgia faz parte da assistência do Hospital PUC-Campinas e conta com o apoio da diretoria e da equipe multiprofissional. As demandas são encaminhadas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: www.acidadeon.com

"Metaleiros" dão lição ao mundo e levantam jovem em cadeira de rodas para ver concerto

“O rapaz pediu e não nos custou nada”, conta um dos espetadores que ajudou a erguer Álex para que o jovem com mobilidade reduzida pudesse ter uma visão privilegiada do espetáculo.

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Um jovem em cadeira de rodas a ser levantado pela multidão para ver melhor um concerto. O momento aconteceu durante o fim de semana no festival Resurrection Fest, na Galiza, e está a correr mundo.

O jornal “La Voz de Galicia” chama-lhe uma “lição de humanidade” por parte do público do festival de heavy-metal, mas para um dos intervenientes foi algo normal.


“O rapaz pediu e não nos custou nada”, conta Pedro Serrallet, um dos espetadores que ajudou a levantar Álex para que o jovem com mobilidade reduzida pudesse ter uma visão privilegiada do concerto.



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As imagens foram registadas para a posteridade e partilhadas nas redes sociais.
O momento em que todas as barreiras foram transpostas, num exemplo de união, mereceu uma onda de elogios por parte de várias bandas e fãs de todo o mundo.

O Resurrection Fest realizou-se na localidade de Viveiro, na Galiza, e juntou bandas como Spliknot, Slayer, Godjira ou Arch Enemy.

Pernambucana nada 2ª nacional do Circuito Loterias Caixa para últimos ajustes antes do Mundial e Parapan

Alê Cabral/CPB
Alê Cabral/CPB

Os nadadores usarão a 2ª etapa nacional do Circuito Brasil Loterias Caixa de natação para avaliar treinos e fazer últimos ajustes antes dos Jogos Parapan-Americanos de Lima e do Campeonato Mundial, que será em setembro, em Londres. O evento reunirá 273 nadadores de 18 estados e do Distrito Federal, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, neste fim de semana, 13 e 14.

A equipe que representará o Brasil na piscina olímpica de Londres, no Mundial de setembro, foi convocada no início de julho, com 26 atletas, dos quais, 25 nadarão no CT Paralímpico neste final de semana. A convocação da equipe que disputará o Parapan de Lima ocorrerá somente na próxima terça-feira, 16.

No entanto, desde a segunda-feira, 8, a equipe que disputará o Mundial, em Londres, está reunida no CT para treinamentos e avaliações. Esta etapa nacional do Circuito Loterias Caixa é a última disputa antes dos dois principais eventos da temporada para a modalidade. "O Circuito Loterias Caixa deste final de semana servirá para avaliarmos como foi o bloco de força, que compõe a parte final da preparação para o Mundial. Tivemos semanas intensas, e nesta semana treinamos de forma mais leve por conta da competição", disse a nadadora pernambucana Carol Santiago, que debutará em Mundiais.

A recifense nasceu com Síndrome de Morning Glory, alteração congênita na retina que reduz seu campo de visão. Ela começou no paradesporto apenas no ano passado e estreou na Seleção Brasileira de natação paralímpica no Open Loterias Caixa, em abril, também no CT Paralímpico, e na ocasião bateu duas vezes o recorde mundial dos 100m peito da classe SB12 (baixa visão).

A 1ª etapa nacional do Circuito Brasil Loterias Caixa aconteceu em maio, também no CT Paralímpico, e reuniu 236 atletas de 14 estados e do Distrito Federal. Para disputar as etapas nacionais do Circuito, os atletas precisam ter os índices mínimos estabelecidos pelo Departamento Técnico do CPB. No primeiro semestre, os nadadores puderam buscar estas marcas nas quatro fases regionais: São Paulo, no CT Paralímpico, em fevereiro; Norte-Nordeste, em João Pessoa (PB), em março; Centro-Leste, em Uberlândia (MG), e Rio-Sul, em Curitiba (PR), em abril.

Já a terceira fase nacional receberá a denominação de Campeonato Brasileiro e está programado para ocorrer nos dias 26 e 27 de outubro, também no CT, e reunirá os melhores nadadores do ano.

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir a segunda etapa nacional do Circuito Brasil Loterias Caixa de natação não precisam de credenciamento prévio. Bastará dirigirem-se à sala de imprensa do CT Paralímpico para identificação.

O Circuito
O Circuito Brasil Loterias Caixa é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e patrocinado pelas Loterias Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, halterofilismo e natação. Composto por quatro fases regionais e duas nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidade para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país. Em 2019, as disputas das fases nacionais serão separadas por uma modalidade em cada fim de semana - haverá ainda um Campeonato Brasileiro de cada esporte.

Patrocínios
A natação tem patrocínio das Loterias Caixa.

Serviço
Data: 13 e 14 de julho
Cidade: São Paulo (SP)
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo - Rodovia dos Imigrantes, km 11,5 (ao lado do São Paulo Expo).

Programação*
Circuito Brasil Loterias Caixa de Natação
Sábado (13/7) - 9h às 12h e 15h às 18h
Domingo (14/7) - 9h às 12h
*Programação sujeita a alterações

Seleção feminina de vôlei faz última fase de treinos antes da convocação para o Parapan

Foto: Marcelo Regua/MPIX/CPB
Foto: Marcelo Regua/MPIX/CPB

A Seleção feminina de vôlei sentado está no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, para a quarta fase de treinamentos, última antes da convocação para os Jogos Parapan-Americanos de Lima, que acontecerão a partir do dia 23 de agosto, no Peru. A equipe chegou na segunda-feira, 8, e ficará até este domingo, 14.

A convocação oficial da delegação brasileira sairá na próxima terça-feira, 16, mas a comissão técnica trabalha com o atual grupo para melhorar táticas de defesa. Após a divulgação da equipe nacional que irá para o maior evento das Américas, a Seleção feminina voltará ao CT para mais uma fase de treinos, de 11 a 17 de agosto.

"Como está é a penúltima fase, o grupo que irá pra Lima está quase definido e as meninas já estão bem entrosadas, por já terem feito outras três etapas juntas. O conjunto é importante nesta reta final da preparação", contou José Antônio Guedes, técnico da Seleção feminina de vôlei sentado.

As três fases anteriores também aconteceram no CT Paralímpico, nos meses de março, abril e no fim de maio.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Série paralímpica: GE mostra lutador que desenvolve habilidades no jiu-jitsu

Série do Globo Esporte mostra exemplos de vida em Juiz de Fora. Lutador Henrique Surerus é o primeiro entrevistado

Por GloboEsporte.com — Juiz de Fora, MG

Henrique Surerus luta jiu-jítsu em Juiz de Fora — Foto: Reprodução/TV Integração
Henrique Surerus luta jiu-jítsu em Juiz de Fora — Foto: Reprodução/TV Integração

O Globo Esporte exibe a partir desta terça-feira uma série de reportagens com atletas paralímpicos de Juiz de Fora que são exemplo de vida. Eles mostram que diferentes deficiências não são limitadoras para a prática de esportes. Na primeira reportagem, Henrique Surerus conta como começou sua história no jiu-jitsu.

Clique AQUI e veja o vídeo.

Alguém que tem algum tipo de paralisia, o esporte vai trazendo de volta os movimentos. Tantas pessoas com deficiência ficam dentro de casa sem poder fazer nada, às vezes ocupando a mente com outra coisa... O esporte traz muito desenvolvimento para a gente – disse.

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Lutador Henrique Surerus desenvolve habilidades no jiu-jitsu

O convite partiu do técnico Flávio Salles, que acredita na oportunidade para todos.

A gente ensina todo dia e ao mesmo tempo aprende com eles. São histórias de vida, eles têm que ser respeitados. São pessoas diferentes, mas com a mesma vontade de superação – afirmou.

São quatro reportagens exibidas até sexta-feira. Nesta quarta, será a vez de uma corredora que é deficiente visual.

Youtuber com de síndrome de Down realiza palestra e bate-papo em Limeira

Evento com Daniel Miranda ocorre na sexta-feira (12), às 19h, na Câmara Municipal, onde há também exposição fotográfica. Entrada é gratuita.

Daniel Miranda tem síndrome de Down e criou o canal no Youtube em fevereiro de 2017  — Foto: Jade Castilho/G1/Arquivo
Daniel Miranda tem síndrome de Down e criou o canal no Youtube em fevereiro de 2017 — Foto: Jade Castilho/G1/Arquivo

O youtuber Daniel Miranda realiza a palestra "Autonomia X Preconceito" na Câmara Municipal de Limeira (SP) às 19h de sexta-feira (12). O palestrante também fará uma roda de debates sobre a vida de pessoas com síndrome de Down, que também é tema de uma mostra de fotos.

Miranda é idealizador e apresentador do Canal Down News, que foi criado para combater o preconceito quanto à síndrome de Down e já se apresentou em um congresso mundial na Escócia.

Exposição de fotos

A exposição “Down no Esporte” fica aberta à visitação até 19 de julho e reúne fotos de pessoas com síndrome de Down em atividades esportivas como futebol, natação, ginástica rítmica, corrida, lançamento de peso e bocha.

Segundo a organização, o objetivo é mostrar a força e determinação dos aletas. A Câmara Municipal de Limeira fica na rua Pedro Zaccaria, 70, Jardim Nova Itália.

Comportamentos alimentares atípicos na infância podem ser sinais de autismo, diz estudo

Pesquisadora americana descobriu que comportamentos alimentares atípicos estavam presentes em 70% das crianças com autismo

Por Crescer online

Alimentação atípica pode ser sinal de autismo (Foto: Pexels)
Alimentação atípica pode ser sinal de autismo (Foto: Pexels)

Ta aí algo que os pais costumam conhecer bem em seus filhos: hábitos alimentares. Algumas crianças comem todo e qualquer alimento. Já outras, são seletivas e a hora da refeição é uma verdadeira batalha. No entanto, um novo estudo da Penn State College of Medicine, nos Estados Unidos, afirma que a forma como as crianças se comportam diante da comida pode revelar muito sobre elas, inclusive ser um sinal de alerta em relação ao autismo.

Os pesquisadores avaliaram os comportamentos alimentares em entrevistas com pais de mais de 2 mil crianças. Eles investigaram a diferença na frequência de comportamentos alimentares incomuns entre crianças típicas e aquelas com autismo, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e outras desordens. O estudo descobriu, portanto, que comportamentos alimentares atípicos estavam presentes em 70% das crianças com autismo — o que é 15 vezes mais comum do que em crianças neurotípicas.

De acordo com a professora de psiquiatria Susan Mayes, esses comportamentos são frequentes, principalmente, em bebês de 1 ano e incluem: ter uma alimentação muito limitada, ou seja, preferência por pouquíssimos alimentos, hipersensibilidade às texturas ou temperaturas e manter os alimentos na boca, sem engolir. "Se um provedor de cuidados primários ouvir sobre esses comportamentos dos pais, eles devem considerar encaminhar a criança para uma triagem de autismo", alerta a pesquisadora.

RESISTÊNCIA A NOVOS ALIMENTOS

"Uma vez eu tratei uma criança que não comeu nada além de bacon e bebeu apenas chá gelado. Dietas incomuns como estas não sustentam crianças", afirma Keith Williams, diretora do Programa de Alimentação do Penn State Children's Hospital. Para ela, identificar e corrigir esses comportamentos pode ajudar a garantir que as crianças estejam fazendo uma dieta adequada.

No entanto, Keith chama atenção para uma diferença marcante: a maioria das crianças sem necessidades especiais irá lentamente adicionar alimentos às suas dietas durante o desenvolvimento, mas as crianças com transtornos do espectro do autismo, sem intervenção, geralmente permanecerão comedores seletivos. "Nós vemos crianças que continuam a comer comida para bebês ou que não experimentam texturas diferentes. Até vemos crianças que não conseguem fazer a transição da mamadeira", pontua.

Susam complementa, explicando que como as crianças com autismo têm hipersensibilidades sensoriais e não gostam de mudanças, elas podem não querer experimentar novos alimentos e serão sensíveis a certas texturas. Frequentemente comem apenas alimentos de determinada marca, cor ou forma.

Para Susan, quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais rápidamente a criança pode começar o tratamento com um analista do comportamento. Estudos anteriores mostraram que a análise comportamental aplicada é mais eficaz se implementada durante os anos pré-escolares, já que são utilizadas uma série de intervenções, incluindo recompensas, para fazer mudanças positivas no comportamento e ensinar habilidades necessárias. "Este estudo forneceu mais evidências de que esses comportamentos alimentares incomuns são a regra e não a exceção para crianças com autismo", finaliza Keith.