sábado, 20 de julho de 2019

A sustentável leveza da Inclusão

A Inclusão pode começar por uma lei e, a partir daí, pode “pegar”.

mulher sentada em cadeira de rodas, sorrindo.

Para “pegar”, monta-se um sistema de fiscalização, reforçado com multas, que têm o condão de despertar reações adversas, como apresentação de sucessivos recursos jurídicos.

A Lei de Cotas (Art. 93 da Lei 8.213/1991) ilustra o acima exposto. Ela estabelece que empresas com 100 empregados e mais contratem pessoas com deficiência e/ou reabilitadas pelo INSS, numa proporção de 2% a 5%, em função do número de trabalhadores.

Após 1991, o que aconteceu com essa lei?

Foi regulamentada em 1999, pelo Decreto 3.298, que estabeleceu a competência da fiscalização e como caracterizar a deficiência. Porém, as multas só foram previstas em 2003, pela Portaria n.º 1.199 – 12 anos após a promulgação da Lei.

Há quantos anos a Lei de Cotas está em vigor?

Considerando 1991, a resposta é 28 anos. Ou 16 anos, considerando 2003.

Podemos afirmar, com segurança, que está em vigor há mais de 15 anos. Quais são seus resultados? A resposta imediata é: segundo a RAIS – Relação Anual de Informações Sociais, em 2016 havia 418.521 pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho.

Proponho considerar a lei de cotas como uma ação afirmativa, que visa combater discriminações pela equiparação de oportunidades e acesso a direitos básicos, principalmente Educação e Trabalho.

No Brasil, a lei de cotas ainda é vista, por muitas empresas, como uma imposição, que onera as empresas, pois se vêm “obrigadas” a empregar pessoas que consideram “incapacitadas”.

O fato é, desde então, pessoas com deficiência estão sendo contratadas, com impactos e resultados percebidos por pesquisas e estudos qualitativos: o ambiente de trabalho, que o paradigma da economia 4.0 recomenda que seja colaborativo e inovador, é estimulado a se reinventar, para conviver com pessoas até então “invisíveis” e cuja diferença – não confundir com desigualdade – propõe novas soluções e mostra que há um nicho de mercado, de tamanho significativo, a ser explorado. Suas demandas específicas muitas vezes coincidem com as da população 60 anos e mais.

Considerar as diferenças contribui para a melhoria das relações; a produtividade tende a aumentar, agregando valor ao negócio e diminuindo o turn over. A sustentabilidade da empresa agradece.

A pessoa com deficiência amplia perspectivas, autoestima e independência. Tem acesso a bens de consumo, lazer, cultura e desenvolve seu potencial. Estatísticas do MEC comprovam o aumento da matrícula, desde 2008, em todos os níveis educacionais – sim, mesmo na Educação Superior e na pós.

Um novo segmento de mercado começa a se constituir, com novos serviços e produtos. Um círculo virtuoso vai se estabelecendo: pessoas até então vistas como “incapazes” passam a contribuir para o desenvolvimento social e a pagar impostos. São cidadãs. São personagens de novelas, estão nos shopping centers, ruas, teatros e cinemas; estimulam o turismo e a indústria da moda, praticam esportes e participam de seminários, graças à audiodescrição, legendas e Libras (língua brasileira de sinais).

Aprendemos que inclusão e acessibilidade se complementam e, melhor ainda, são boas para todos: quem empurra carrinho de bebê, quem tem mais de sessenta anos, grávidas no final da gestação, obesos, pessoas com mobilidade reduzida e aquelas que carregam volumes pesados preferem rampas.

Inclusão é processo. A Lei de Cotas tem-se mostrado eficiente para promover a equiparação de direitos e oportunidades de significativa parcela da população e para alavancar o desenvolvimento social e econômico do Brasil – diria até que é o mais eficiente instrumento em uma sociedade produtiva, como a nossa.

O que começou como remédio amargo tem trazido resultados positivos, para todos. Vale a pena investir na expansão e no aprimoramento de alguns aspectos.

Todos ganhamos!


Equipe amapaense vai disputar Regional Centro-Norte de Goalball, em GO

Competição iniciou na quinta-feira (18). A equipe é praticamente a mesma que conquistou o terceiro lugar na Taça Pará de Goalball, disputada no mês de junho

Por GloboEsporte.com — Macapá

Equipe embarcou para Goiânia no domingo (14)  — Foto: Reprodução/Facebook
Equipe embarcou para Goiânia no domingo (14) — Foto: Reprodução/Facebook

O time amapaense de goalball - modalidade semelhante ao handebol adaptado para pessoas com deficiência visual - embarcou no domingo (14), rumo a Goiânia, onde acontecerá, a partir de quinta-feira (18), o Regional Centro-Norte.

A equipe é praticamente a mesma que conquistou o terceiro lugar na Taça Pará de Goalball, disputada no mês de junho, em Belém. A delegação é formada por seis atletas, sendo que três jogam na quadra e três são reservas, além de dois técnicos.

Equipe amapaense ficou na terceira posição na Taça Pará de Goalball — Foto: Rodrigo Ikegami/Arquivo Pessoal
Equipe amapaense ficou na terceira posição na Taça Pará de Goalball — Foto: Rodrigo Ikegami/Arquivo Pessoal

Goalball

A modalidade é praticada apenas por deficientes visuais. A bola tem, mais ou menos, o tamanho de uma de basquete com guizos no seu interior. O barulho destes sininhos é que orienta os atletas, e apenas quando a bola sai das mãos do arremessador é possível para a defesa determinar qual foi o tipo de lançamento escolhido. Esta percepção, associada ao rápido reflexo do corpo, é fundamental para o bom posicionamento em quadra.

Cadeirantes enfrentam problemas com novos ônibus do transporte público em Passos, MG - Veja o vídeo

Usuários reclamam de problemas em elevadores, falta de espaço e suspensão do serviço de transporte domiciliar na cidade.

Por EPTV 1 — Passos, MG

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Cadeirantes enfrentam problemas com novos ônibus do transporte público em Passos (MG)

Os cadeirantes de Passos (MG) têm enfrentado problemas de acessibilidade nos ônibus da empresa que assumiu o transporte público na última quarta-feira (17) na cidade. Além da falta de espaço e problemas nos elevadores, os deficientes reclamam das mudanças e pedem a volta do transporte domiciliar para cadeirantes, serviço que era oferecido pela empresa anterior.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Entre os problemas, estão um elevador que trava ao subir e o espaço para apenas um cadeirante por vez. Em alguns casos o ônibus é preciso manobrar para que o elevador fique no mesmo nível do asfalto e facilite o embarque.

Uma das exigências da prefeitura para a nova empresa, que assumiu o transporte em caráter emergencial após 13 dias sem transporte público na cidade, era que todos os ônibus tivessem os elevadores para o transporte de pessoas com deficiência física.

De fato, todos os veículos têm esse dispositivo. Mas os cadeirantes que têm algum tipo de necessidade específica precisam de um modelo de transporte diferente.

"Acontece que o transporte coletivo que está circulando agora só transporta uma cadeira de rodas por vez. E a gente está reivindicando o transporte domiciliar ou um transporte que ajude o cadeirante. Antes, o que a gente tinha transportava sete cadeiras de rodas em cada micro-ônibus", conta o aposentado Paulo César da Silva.

Cadeirantes têm reclamado de serviço de ônibus em Passos (MG) — Foto: Cacá Trovó/EPTV
Cadeirantes têm reclamado de serviço de ônibus em Passos (MG) — Foto: Cacá Trovó/EPTV

Segundo a presidente da Associação Reintegrar, que representa os deficientes físicos da cidade, o transporte domiciliar é o modelo que atende os cadeirantes de forma adequada. O serviço existia antes da crise no transporte público da cidade começar.

"Tinha direito do transporte domiciliar, cabiam quatro cadeirantes, e ainda tinha um detalhe, tinha o nosso acompanhante. É lei e tem que ser cumprida por todas as empresas", explica Imaculada Conceição da Silva.

Soluções

A expectativa é que o prefeito envie um projeto de lei para a Câmara de Vereadores para instituir oficialmente o transporte domiciliar. "A gente vai cobrar, inclusive já informações que talvez chegue do executivo para regularizar essa situação. Chegando lá, a gente vai ter a máxima rapidez possível para votar e regularizar isso para os cadeirantes", explicou o vereador Erick Silveira (MDB).

O prefeito de Passos, Carlos Renato Lima Reis (PSD), informou que a nova empresa de transporte público tem elevadores para os cadeirantes e espaço destinado a eles nos 15 veículos da frota. E que a prefeitura tem trabalhado na implantação do transporte exclusivo para os deficientes físicos.

Carlos ressaltou que o cadeirante e o acompanhante são isentos do pagamento da tarifa de transporte coletivo.

Problemas em elevadores geram reclamação de cadeirantes em Passos (MG)  — Foto: Cacá Trovó/EPTV
Problemas em elevadores geram reclamação de cadeirantes em Passos (MG) — Foto: Cacá Trovó/EPTV

Fonte: g1.globo.com

Ponte com estrutura precária dificulta o acesso de idosos e cadeirantes em bairro de Rio Claro - Veja o vídeo.

Prefeitura afirma que enviará equipe para avaliar estrutura, que tem buracos e ferrugens.

Por EPTV1

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Moradores do bairro Nova Rio Claro enfrentam problemas devido ao estado precário de ponte

A estrutura precária de uma ponte, na entrada principal do bairro Nova Rio Claro, em Rio Claro (SP), tem dificultado a passagem de pessoas com problemas de locomoção, além de preocupar os moradores que precisam acessá-la para chegar ao Centro.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Buracos

O cabeleireiro Ademir de Oliveira passa diariamente pelo local e acompanha a dificuldade de idosos e cadeirantes em atravessar o trecho, devido aos buracos no início da ponte.

"Para os idosos e cadeirantes é complicado, porque está quebrado nos dois lados, está complicado para as pessoas passarem", relatou Oliveira.

Ponte de Rio Claro tem partes enferrujadas e buracos.  — Foto: Reprodução/EPTV
Ponte de Rio Claro tem partes enferrujadas e buracos. — Foto: Reprodução/EPTV

Partes enferrujadas

Em outro ponto há partes enferrujadas que estão aumentando gradativamente, segundo a cabeleireira Priscila Ramos.

"Tem que ser trocada todas essas placas, porque até tempo atrás eu utilizava a ponte e vi que estava enferrujada, mas está aumentando muito rápido", explicou Priscila.

Para ela, é necessário uma sinalização melhor, tanto de solo, quanto de iluminação, porque a ponte faz parte do caminho das crianças que vão a escola.

O que diz a prefeitura

A prefeitura informou que há pouco tempo realizou melhorias e a ponte recebeu iluminação pública e pintura.

Disse ainda que também foi feito um reparo nas fissuras e que uma equipe da Secretaria de Obras irá até o bairro para avaliar a estrutura da passarela e da ponte. O prazo não foi informado.

Fonte: g1.globo.com

Associação para deficientes auditivos de Salvador suspende atividades após ser arrombada

Crime ocorreu no bairro do Rio Vermelho, nesta sexta-feira (19). Ainda não há previsão para retorno.

Por G1 BA

Caso ocorreu na madrugada desta sexta-feira (19). Atividades estão suspensas no local.  — Foto: Apada
Caso ocorreu na madrugada desta sexta-feira (19). Atividades estão suspensas no local. — Foto: Apada

A Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos (Apada), que atende cerca de 120 pessoas, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, suspendeu as atividades depois que a unidade foi arrombada na madrugada desta sexta-feira (19).

Conforme Marizandra Dantas, presidente da associação, além de algumas portas que foram danificadas, um sapato que estava em uma rifa beneficente foi levado do local.

"Quebraram o vidro. Levaram uma bateria do alarme e uma caixa com sapato, que estava em uma rifa, para arrecadar fundos para a instituição. Tem algumas portas com vidro quebrados, por isso suspendemos as atividades. É a segunda vez que roubam aqui, isso em menos de um ano", disse.

Ainda segundo a associação, as atividades foram suspensas logo depois que o arrombamento foi descoberto. Ainda não há previsão de quando as atividades vão voltar a funcionar.

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que um representante da instituição registou o crime na Delegacia do Rio Vermelho, onde o caso será investigado.

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que um representante da instituição registou o crime na Delegacia do Rio Vermelho.  — Foto: Apada
Por meio de nota, a Polícia Civil informou que um representante da instituição registou o crime na Delegacia do Rio Vermelho. — Foto: Apada

Fonte: g1.globo.com

Estudante cria pulseira para ajudar pessoas cegas

Jovem desenvolve tecnologia que evita acidentes, aumenta a segurança e dá mais autonomia para pessoas com baixa ou nenhuma visão

Karla Dunder, do R7

José Eduardo Dias/Divulgação
Luan aposta na tecnologia para facilitar a rotina
Luan aposta na tecnologia para facilitar a rotina

Usar a tecnologia para tornar a vida mais simples, essa é a proposta da pesquisa do estudante Luan de Oliveira, de 22 anos, que desenvolveu uma pulseira para pessoas cegas se guiarem com mais segurança.

A novidade é que a pulseira alerta sobre os objetos nas calçadas, que estão acima da cintura do usuário, como os orelhões e as placas, e deve ser usada no pulso oposto ao que comanda a bengala.

“A ideia é que as pessoas cegas tenham mais autonomia ao andar pelas ruas”, explica Oliveira. O estudante do curso de Eletroeletrônica da ETEC (Escola Técnica Estadual) Prof. Armando Bayeux da Silva, em Rio Claro, conta que começou a desenvolver o projeto pensando em fazer algo útil para a sociedade. “O objetivo é evitar acidentes com objetos que estão pelo caminho e não são percebidos pela bengala, como uma janela aberta, por exemplo.”

No início da pesquisa, Oliveira pensou em fazer uma bengala eletrônica, que pudesse alertar por meio de vibração, ao se deparar com esse tipo de objetivo. Após 10 meses de muita pesquisa, o estudante sob a orientação do professor Eduardo Lima, optou pela pulseira.

José Eduardo Dias/Divulgação
Pulseira alerta para obstáculos nas ruas
Pulseira alerta para obstáculos nas ruas

“Tínhamos a intenção de fazer um protótipo em uma impressa 3D, mas diante do alto custo, desistimos”, diz Lima. O jeito foi improvisar. Um relógio antigo serviu de modelo para colocar o circuito.

“Antes de apresentar a pulseira, algumas pessoas cegas testaram e deram um retorno positivo e já patenteamos o nosso produto, agora estamos na fase de conversar com a indústria para viabilizar a produção”, diz Oliveira.

O jovem Luan de Oliveira sonha em cursar engenharia biomédica no Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações) no polo tecnológico de Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais. “Passei no vestibular, mas não consegui nota suficiente para conseguir bolsa e não tenho condições de pagar o curso”, conta. A ideia é tentar novamente no fim do ano a bolsa de estudos.

Oliveira estudou até o quarto ano em escola pública, quando conseguiu uma bolsa no colégio Objetivo, onde concluiu o ensino médio. “Não me sentia preparado para ingressar em uma universidade, precisava trabalhar e optei por fazer um curso técnico”.

“Meu sonho? Fazer um intercâmbio para os Estados Unidos, conhecer o Vale do Silício e me desenvolver ainda mais”.


Israel: retina artificial poderá devolver visão a cegos

Imagem da notícia: Israel: retina artificial poderá devolver visão a cegos

Yael Hanein, diretora do Centro de Nanociência, Nanotecnologia e Nanomedicina da Universidade de Tel Aviv, apresentou recentemente os resultados da investigação que levou a cabo nos últimos 10 anos, com o objetivo de criar uma retina artificial para substituir a ação dos fotorrecetores naturais do olho, quando destruídos por degeneração macular relacionada com a idade (DMI).

Segundo o site Israel Notícias, “os protótipos de visão artificial foram desenvolvidos e testados no nosso laboratório, mas eram muito grandes e volumosos para uso cirúrgico”, afirma a investigadora. “O desafio é desenvolver algo compacto que possa ser inserido precisamente no olho e colocado na retina”.

Para tal, os investigadores deste laboratório utilizam nanotubos de carbono, dentro dos quais são introduzidos os componentes fotossensíveis. Integrados com um polímero biocompatível, estes nanotubos podem criar o campo elétrico de estimulação retiniana necessária.

Saiba mais aqui. Se deseja contactar os investigadores, para obter mais informações, acesse  esta página.

Brasil conquista medalha de bronze no Mundial de Futebol de 7

Foto: Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE)
Foto: Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE)

Nesta sexta-feira, 19, o Brasil venceu a Inglaterra por 4 a 1 na disputa pelo terceiro lugar e conquistou o bronze no Campeonato Mundial de Futebol de 7. A competição teve início no dia 6 de julho, em Sevilha, na Espanha.

Apesar do calor de mais de 40°C, a Seleção Brasileira teve calma e conseguiu impor seu jogo. Aos 10 minutos do primeiro tempo, Ubirajara Magalhães já tinha marcado duas vezes. No segundo tempo o Brasil chegou ao 4 a 0 com gols de Hebert Lemes e Ubirajara, de novo. A Inglaterra descontou no fim, mas já era tarde e o Brasil comemorou o bronze.

O time verde e amarelo estreou com vitória de 5 a 0 sobre o Japão, em seguida, enfrentou a Alemanha e venceu por 7 a 1. A Seleção fechou a primeira fase invicta vencendo a Inglaterra por 1 a 0. Nas quartas de finais, o Brasil venceu o Irã por 2 a 1, em duelo decidido apenas no tempo extra, após empate por 1 a 1 no tempo normal.

Na última terça-feira, 16, aconteceu a semifinal entre Brasil e Ucrânia, time que é o atual campeão paralímpico. Primeira e única derrota para o time brasileiro, que perdeu por 3 a 0.

O Mundial de 2019 contou com a participação de 16 países: Alemanha, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, Holanda, Inglaterra, Irã, Irlanda, Japão, Rússia, Tailândia e Ucrânia. O Brasil conquistou a vaga na competição graças ao título de campeão da Copa América 2018.

Neste sábado, 20, a delegação volta ao Brasil e no dia 17 de agosto se apresenta em São Paulo para o embarque para os Jogos Parapan-Americanos de Lima.

Quatorze convocados para o Parapan de Lima disputarão as Paralimpíadas Universitárias 2019


O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, sediará as Paralimpíadas Universitárias 2019, nos dias 25 e 26. Ao todo, 382 atletas de 21 estados mais o Distrito Federal estão inscritos na competição. Entre os participantes estão 14 convocados para integrar a delegação brasileira nos Jogos Parapan-Americanos de Lima, em agosto.

As Paralimpíadas Universitárias têm como objetivo estimular a participação dos estudantes universitários com deficiência física, visual ou intelectual em atividades esportivas de todas as Instituições de Ensino Superior (IES) do território nacional, para promover a ampla mobilização em torno do esporte.

”As Paralimpídas Universitárias são uma forma de divulgar o esporte e representar a minha instituição. Além de mostrar o nosso trabalho, também é uma boa oportunidade para competir com pessoas diferentes, que muitas vezes não estão no alto rendimento, e isso ajuda como um treino. Outra questão interessante é estar com pessoas que vivem a mesma situação, precisar conciliar estudo e treinos“, contou Vitor Tavares, que cursa o primeiro período de educação física à distância, na UNINTER.

O paranaense representará o Brasil nas disputas do parabadminton, da classe SS6 (para baixa estatura), no Peru. Também estão entre os convocados para o Parapan, que competirão nas Universitárias: as gêmeas paranaenses Beatriz e Débora Borges (classe S14), da natação; a potiguar Thalita Simplício (T11), do atletismo; o paranaense Leonardo Zuffo (SL3), do parabadminton; Millena dos Santos (7), do tênis de mesa.

A cerimônia de abertura das Paralimpíadas Universitárias será na quarta-feira, 24, às 19h, na quadra de futebol de 5 do Centro de Treinamento Paralímpico. Na edição 2019, serão disputas oito modalidades: atletismo, bocha, basquete 3x3, judô, natação, parabadminton, tênis de mesa e tênis em cadeira de rodas.

Esta é a terceira edição da competição. Grandes nomes como a maior medalhista paralímpica feminina brasileira Adria Santos, que coleciona 13 medalhas paralímpicas, também participarão. As Universitárias são uma continuidade das Paralimpíadas Escolares, das quais podem participar atletas de 12 a 17 anos. No entanto, no evento universitário a disputa é por instituição de ensino e não por estado, como ocorre nas Escolares. Em 2018, o Centro Universitário Celso Lisboa-RJ foi o campeão e 292 atletas participaram da competição.

As Paralimpíadas Universitárias são organizadas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), com apoio da Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU), Secretaria de Esporte, Lazer e Inclusão Socail do Governo Federal, Governo do Estado de São Paulo, Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) e da Prefeitura Municipal de São Paulo.

Imprensa
Os profissionais interessados em cobrir as Paralimpíadas Universitárias não precisam de credenciamento prévio. Bastará dirigirem-se à sala de imprensa do Centro de Treinamento Paralímpico para identificação.

Serviço
Data: 25 a 26 de julho
Cidade: São Paulo (SP)
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro - Rodovia dos Imigrantes, Km 11,5 - ao lado do São Paulo Expo

Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência é homenageada em IX Congresso da Sociedade Brasileira de Visão Subnormal

   Imagem: Secretária Célia Leão ao microfone durante evento

A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Célia Leão, foi homenageada hoje pelo trabalho realizado em prol das pessoas com deficiência visual, (19), na abertura do IX Congresso da Sociedade Brasileira de Visão Subnormal que acontece no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro.

O Congresso tem como objetivo apresentar, discutir e trazer novas inovações em todas as áreas de reabilitação visual. Este ano, dentre outros temas, será abordado “A deficiência visual e a prática desportiva: do lazer ao alto rendimento”.

Durante o evento, a Secretária destacou que visa expandir os atendimentos da Rede de Reabilitação Lucy Montoro para pessoas com deficiência visual. A Rede e o Centro de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência (CTIDV), que realizam o processo de habilitação ou reabilitação por meio de trabalho interdisciplinar agregando inovação tecnológica em todos os processos para promoção da qualidade de vida da pessoa com deficiência visual, são ações da Secretaria que viabilizam a independência desse público.

   Imagem: foto da Secretária sendo homenageada, ela segura um buquê de flores

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Youtuber com doença rara desafia limites com aventuras radicais em Brotas: 'provar que sou capaz' - Veja o vídeo.

Jovem de 20 anos tem canal no YouTube para motivar quem tem ataxia a viver normalmente.

Por EPTV2

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Bloqueira que tem doença degenerativa faz esportes radicais em Brotas

Jovem, bonita e simpática, a youtuber Giovanna Moreschi vive se filmando para colocar as imagens na internet. Mas ela não é motivada pela vaidade. Seu objetivo é mostrar que quem tem movimentos limitados por uma doença pode ter uma vida ativa e fazer o que desejar.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Para provar sua teoria, a paulistana de 20 anos fez um tour por Brotas (SP) com direito às mais radicais atividades: rafting, bung jump, trilhas , piscinas naturais, quadriciclo e uma tirolesa de 100 metros. “A limitação vem da nossa cabeça, não do nosso corpo”, definiu.

Giovanna Moreschi faz vídeos que mostram que a doença degenerativa que sofre não a impede de fazer as atividades que ela quer fazer.  — Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV
Giovanna Moreschi faz vídeos que mostram que a doença degenerativa que sofre não a impede de fazer as atividades que ela quer fazer. — Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV

Motivação e desafios

Giovanna tem Ataxia de Friedreich, uma doença degenerativa rara que, aos poucos, tem limitado seus movimentos. Começou a sentir os primeiros sintomas aos 10 anos, nos dedos dos pés, mas o diagnóstico só veio aos 16.

Há três anos fez um canal no YouTube chamado “Trocando Sorrisos” para falar sobre os desafios da doença que tem quase 3 mil inscritos. Nele ela fala sobre motivação e desafios da vida de quem tem ataxia.

“A minha ataxia é especifica, eu tenho Ataxia de Friedreich, mas existem várias taxias, então, tem gente que tá perdido falando: ’não consigo encontrar a minha ataxia’. As pessoas ficam deprimidas, se escondendo do mundo e, ao ver meu vídeo, vendo que tudo é capaz, a pessoa fala: ‘não importa que não tenha nome definido, eu vou atrás’.”

Blogueira Giovanna Moreschi que tem doença degenerativa faz tirolesa em Brotas. — Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV
Blogueira Giovanna Moreschi que tem doença degenerativa faz tirolesa em Brotas. — Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV

As aventuras de Giovana em Brotas tiveram a participação da família do namorado que a apoia e admira.

“Para ela não existe obstáculos e isso é altamente motivador e contagiante, é uma lição de vida”, afirmou Elisabete Pigola, mãe do namorado.

“Eu tenho uma admiração por essa menina que é uma coisa incrível porque a força de vontade e coragem que ela tem é muito grande”, disse o sogro, José Pigola.

Doença de Giovanna Moreschi não a impediu de fazer rafting em Brotas. Blogueira quer motivar outras pessoas.  — Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV
Doença de Giovanna Moreschi não a impediu de fazer rafting em Brotas. Blogueira quer motivar outras pessoas. — Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV

Giovana lembra que não costumava ser tão corajosa, mas a mesma doença que tirou a força dos músculos a deixou mais forte.

“Eu poderia me apoiar em uma desculpa tipo: eu tenho uma limitação não dá para fazer, mas agora eu quero fazer, eu quero provar para mim mesma que sou capaz”, disse a jovem.

As trilhas de Brotas não impediram Giovana, que tem uma doença degenerativa, de curtir as atrações naturais do município.  — Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV
As trilhas de Brotas não impediram Giovana, que tem uma doença degenerativa, de curtir as atrações naturais do município. — Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV

Fonte: g1.globo.com

Em um mês, cadeirante fica preso e quebra o braço com elevadores avariados em ônibus do Rio - veja o vídeo.

Aposentado sofreu acidente cinco dias depois de reclamar do primeiro enguiço.

Por Edivaldo Dondossola, Bom Dia Rio

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Cadeirante fratura o braço em elevador de ônibus

Em menos de um mês, um cadeirante sofreu duas vezes com problemas de conservação dos elevadores dos ônibus do Rio. No segundo incidente, o aposentado André Luiz Azevedo Jesus, de 45 anos, quebrou o braço. As duas situações foram com a mesma viação, a Redentor.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Na primeira, em junho, André Luiz ficou “preso” duas horas em um coletivo da linha 390 (Curicica-Candelária). A plataforma não funcionou, e ele teve de esperar pelo conserto, obrigando os demais passageiros a trocar de carro. “Um constrangimento”, resume.

No dia 10, o acidente mais grave. Ao descer de um ônibus da linha 611 (Camorim-Del Castilho), o elevador despencou. Na queda, a cadeira de rodas quebrou, e André Luiz fraturou o braço esquerdo.

“O elevador desceu de uma vez só por falta de manutenção do ônibus, e acabei me machucando”, contou André Luiz.

                        Plataforma se soltou quando André Luiz descia — Foto: Arquivo pessoal
           Plataforma se soltou quando André Luiz descia — Foto: Arquivo pessoal

Histórico de problemas

Cinco dias antes de quebrar o braço, o aposentado tinha ido à sede da Secretaria Municipal de Transportes, em Jacarepaguá, na Zona Oeste, para reclamar da “prisão” e de outros incidentes.

“Eu tinha esperado seis outros ônibus da linha 390, mas nenhum deles tinha o elevador para cadeira de rodas”, lembrou. Quando embarcou no ônibus da linha 611, o fiscal se certificou de que o elevador estava funcionando. Mas no desembarque, a plataforma quebrou.

Segundo ele, já ocorreram situações em que o motorista perguntou se ele sabia operar o elevador do ônibus. O motorista pediu que André Luiz ensinasse a mexer no equipamento.

“Falei para ele: não sei mexer porque o cadeirante aqui sou eu, né?”, contou André Luiz.

O que dizem as autoridades

A Viação Redentor, empresa que administra as duas linhas de ônibus, disse que reconhece os problemas e que está revendo os métodos de manutenção dos elevadores.

“Apesar de serem testados antes de os ônibus saírem das garagens, é comum que os equipamentos fiquem desregulados com a trepidação excessiva causada pelo desnivelamento das pistas, com buracos e lombadas”, disse.

Diante disso, a empresa disse que está testando um novo equipamento.

A Secretaria Municipal de Transportes informou que os consórcios atuantes no município foram autuados 414 vezes durante a atual gestão por colocar veículos em circulação com mau funcionamento.

Fonte: g1.globo.com

Vídeo mostra cadeirante se rastejando para entrar em ônibus após elevador não funcionar em Divinópolis - veja o vídeo.

Nesta semana, uma mulher foi indenizada após sofrer vários acidentes dentro dos ônibus. O Consórcio TransOeste e a Settrans falaram sobre os casos.

Por MG2

Deficiente físico em Divinópolis — Foto: Reprodução/TV Integração
Deficiente físico em Divinópolis — Foto: Reprodução/TV Integração

Um vídeo feito pela equipe do MG2 nesta quarta-feira (17) em Divinópolis mostra o momento em que o cadeirante Marcos Severino precisa se rastejar para entrar em um ônibus do transporte coletivo após o elevador do veículo não funcionar.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Questionado pela reportagem, o trocador do ônibus afirmou não saber informar há quanto tempo o elevador estava estragado e disse que não poderia carregar Marcos para dentro do ônibus.

“O transporte é um direito dele, mas eu não posso pegar ele com as minhas próprias mãos e subir, né. Por que e aí se [isso] gerar um acidente? Aí eu ‘tô’ assumindo um risco, né”, afirmou o cobrador.

Contudo, após o cadeirante entrar no veículo, o cobrador subiu a cadeira e ajudou Marcos a colocar o cinto de segurança.

De acordo com o coordenador social da Associação de Deficientes do Oeste de Minas (Adefom), Milton Henriques Oliveira, existem cerca de seis mil deficientes cadastrados à associação na região. A maioria utiliza o transporte público que nem sempre atende às necessidades devido à condição das ruas da cidade.

“O que chega mais para a gente é que os elevadores, às vezes, não estão em plena condição de funcionamento. E, embora a gente note que os operadores do sistema e os proprietários da linha de ônibus desejem manter eles em pleno funcionamento, [notamos que] devido às pavimentações das ruas, muito cheias de buracos, acontece muito deles estragarem periodicamente”, revelou.

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Vídeo mostra cadeirante se rastejando para entrar em ônibus após elevador não funcionar

Decisão judicial


A decisão, em segunda instância, foi divulgada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nesta segunda-feira (15). Segundo Isabel, em 2013 ela caiu do ônibus após o elevador travar enquanto a transportava.

“Subi e, de repente, o elevador cai comigo. Deu um baque, a cadeira parou [de funcionar]. A minha sobrinha ficou tentando ligar para os familiares para avisar que a gente tinha sofrido um acidente. O motorista e a cobradora, na época, ficaram preocupadíssimos, porque foi um baque imenso”, revelou.

A professora afirma que a empresa responsável pelo transporte público não prestou socorro ou assistência após o acidente. Então, acionou a Justiça pedindo indenização por danos morais.

O advogado da mulher de 57 anos, Henderson Dias Andrade, disse a equipe do MG1 que de outubro de 2013 a junho de 2014, a vítima sofreu seis quedas dentro do ônibus, além dos danos físicos ela também foi submetida a vários constrangimentos, conforme o advogado.

O outro lado

Em nota, o Consórcio TransOeste, responsável pelo transporte coletivo em Divinópolis, afirmou que no caso da Isabel irá recorrer da decisão e que “é uma das primeiras empresas do Brasil a adquirir 100% de sua frota com elevador” e que “isso melhorou muito as condições das pessoas com deficiência”.

Sobre o flagrante feito pela reportagem e pela manutenção dos elevadores, o consórcio afirmou que as manutenções são feitas diariamente e o piso de pedra ou de terra é um “fator determinante para o adequado uso do dispositivo”.

Já a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Settrans) informou que faz fiscalizações diárias do funcionamento dos elevadores dos ônibus e que, quando for constatado que o equipamento está com problemas, é dado um prazo de duas horas para que o veículo seja concertado ou que o veículo seja substituído.

Ainda segundo a Settrans, caso o problema não seja resolvido, a empresa é multada e que reclamações podem ser feitas através do número (37) 3222-1102.

Fonte: g1.globo.com

TJ determina que Paraná forneça remédio com componente de maconha para criança com autismo

Decisão se baseou em um relatório médico que apontou a melhora do quadro de saúde da paciente após o uso do medicamento.

Por G1 PR

óleo de canabidiol — Foto: Reprodução/RPC
óleo de canabidiol — Foto: Reprodução/RPC

A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) rejeitou um recurso da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e determinou que o Estado do Paraná forneça um medicamento à base de canabidiol, um dos componentes da maconha, para uma criança com autismo.

Segundo o TJ-PR, a decisão se baseou em um relatório médico que atestava a melhora do quadro de saúde da criança após o uso do medicamento no tratamento.

De acordo com o atestado, o medicamento à base de canabidiol deixa a criança mais calma e as crises convulsivas se tornam mais raras.

A decisão apontou que "a recusa ao fornecimento gratuito do medicamento configuraria ato limitador ao direito à saúde e afronta à dignidade da pessoa humana".

Recurso

De acordo com o TJ-PR, a mãe da criança conseguiu a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar o medicamento e entrou na Justiça pedindo para que o Estado fornecesse o remédio, por causa do preço da medicação.

Segundo a decisão do tribunal, a dose mensal do remédio custa cerca de 360 dólares.

Uma decisão de primeira instância, de agosto de 2018, determinou que a Secretaria de Saúde do Paraná deveria fornecer o medicamento para a família ou bancar os custos de importação.

A PGE recorreu da decisão alegando que a substância não faz parte do rol de medicamentos disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O recurso também pedia que o caso fosse remetido para a Justiça Federal.

O colegiado do TJ, no entanto, manteve a decisão de primeira instância. Além de citar a melhora do quadro da paciente, o acórdão destacou que os estados têm "o dever de tornar efetivo o direito à saúde em favor de qualquer pessoa, notadamente as mais carentes”.

O que dizem os citados

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná informou, por meio de nota, que se tratando de uma determinação judicial, o estado não deixará de cumprir, providenciando então a compra e posterior fornecimento do medicamento no caso determinado.

Conforme a nota ainda, a secretaria afirmou que não é o primeiro caso de disponibilização deste medicamento em casos específicos no Paraná, e que o não fornecimento não se dá pelo fato de ser à base de canabidiol, e sim por não ser padronizado na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), e por este motivo não está disponível no SUS.

Fonte: g1.globo.com

UFPB oferece tratamento gratuito a crianças com espectro do autismo em João Pessoa

Tratamento para crianças com autismo acontece no Campus de João Pessoa toda sexta-feira. Projeto de extensão conta com quatro colaboradores e é coordenador por Flavia Rego.

Por G1 PB

Projeto de extensão da Universidade Federal da Paraíba ajuda crianças com autismo — Foto: Divulgação/UFPB
Projeto de extensão da Universidade Federal da Paraíba ajuda crianças com autismo — Foto: Divulgação/UFPB

A UFPB oferece gratuitamente no Campus I, em João Pessoa, tratamento a crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (ETA). O projeto de extensão “Intervenção em linguagem em crianças com síndrome autística” tem ajudado as crianças no processo de comunicação e de interação social.

Para participar do projeto, pais ou responsáveis devem se dirigir à Clínica Escola, no Centro de Ciências da Saúde (CCS), no campus I, em João Pessoa, com RG, CPF, cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) e laudo médico da criança. Mais informações pelo telefone (83) 3216.7926.

As sessões gratuitas são realizadas todas as sextas-feiras pela manhã na Clínica Escola de Fonoaudiologia da UFPB. De acordo com a coordenadora do projeto Flávia Rego, explicou que até a quinta-feira (17), seis crianças de dois a seis anos são atendidas na clínica. Ainda segundo Flávia Rego, o trabalho é intervencionista, a fim de prevenir atraso prolongado no desenvolvimento da fala.

“Trabalhamos com crianças com menor idade cronológica, que estejam no início dessa estimulação e começamos a interferir para que elas desenvolvam a linguagem o mais rápido possível”, comenta.

O projeto conta com quatro voluntários que realizam as sessões de terapia, sob a supervisão da Flávia Rego.

“A gente usa a teoria do brincar, sempre trazendo brinquedos que tenham a ver com o tema que vamos trabalhar com o paciente”, conta a voluntária Alícia Belarmino. O tratamento não tem um tempo definido e as sessões podem continuar até a criança desenvolver uma comunicação efetiva.

Fonte: g1.globo.com

Como uma pequena empresa de Pernambuco inova no tratamento de pacientes com Autismo

A bHave digitaliza informações sobre os pacientes e facilita a tomada de decisão pelos terapeutas

Por Agência Sebrae de Notícias

Em 2016, a equipe bHave conduziu um crowdfunding, que foi o pontapé inicial do projeto como empresa (Foto: Sebrae)
Em 2016, a equipe bHave conduziu um crowdfunding, que foi o pontapé inicial do projeto como empresa (Foto: Sebrae)

Após a observação do processo de trabalho de uma das sócias, Maria Tereza Pedrosa, terapeuta que atua diretamente com intervenção baseada em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), e validação da ideia com outros profissionais da área, Cauê Nascimento e Maria Tereza fizeram os primeiros contatos que levaram à formação da equipe, que ajudaria a construir a startup bHave, criada em meados de 2015, a partir da seguinte premissa: "Se a Terapia ABA é a mais eficaz nos casos de autismo, o que seria possível se houvesse uma solução para digitalizar a carga burocrática?".

Com desse propósito e da vontade de desenvolver uma ferramenta para dar ainda mais qualidade ao tratamento do autismo, sob a Terapia ABA, um grupo inicial se formaria com 10 pessoas de áreas distintas de atuação, entre eles: psicóloga, desenvolvedor, designer de UX, publicitários, gestor e administradora.

Ao acompanhar a rotina de trabalho de Maria Tereza Pedrosa (Terapeuta ABA e sócia fundadora do bHave), os sócios-fundadores perceberam que as equipes terapêuticas das quais Maria Tereza fazia parte dedicavam muitas horas do dia às questões burocráticas, uma vez que era preciso digitalizar todos os dados coletados no papel durante as sessões de atendimento. “O fato das equipes não centralizarem os relatórios em um só lugar, tendo que fazer uso de vários recursos, também nos chamava a atenção. Começamos a conversar com outros terapeutas ABA e analistas do comportamento para compreender as suas reais necessidades e constatamos que esse era um processo comum a todos. Entendemos ser de fundamental importância criar um software consistente que pudesse dar conta do desafio. De fato, as horas gastas com burocracia poderiam ser direcionadas a mais atendimentos, orientação às famílias dos atendidos, formação dos profissionais, entre outros”, explica o co-fundador, Cauê Nascimento.

Com relação ao mercado, o bHave tem por objetivo trazer uma solução inovadora e de impacto para a comunidade de profissionais que trabalha com ABA voltada ao autismo, possibilitando mais atendimentos e dando suporte tecnológico, em que mais de 50% das clínicas especializadas têm filas de espera. “Ao passo que os profissionais têm resultados precisos e em tempo real após cada atendimento realizado, eles conseguem ter mais agilidade na tomada de decisões e, consequentemente, otimizar todo o processo de intervenção de um atendido. Isso impacta diretamente na qualidade de vida de pessoas que estão tendo esse tipo de acompanhamento, bem como de suas famílias”, conta Cauê.

Em 2016, a equipe bHave conduziu um crowdfunding, que foi o pontapé inicial do projeto como empresa. Já em 2018, o bHave foi selecionado no Start-Up Brasil, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC), quando fecharam contrato com o Porto Digital, aceleração na JUMP Brasil, além de poder contar com bolsas de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

“São 4 anos de história. Nesse tempo, pudemos perceber que o bHave amadureceu como startup, mas, sobretudo, como uma empresa de impacto social relevante para essa comunidade. Participamos de vários eventos importantes na área de startups que nos proporcionaram grandes parcerias como, por exemplo, no ano de 2016 na FINIT - Feira de Negócios, Inovação e Tecnologia da América Latina, a convite da 100 Open Startups. Em 2017, foi possível fechar 2 contratos com o Sebrae, a partir do programa Sebraetec. No ano de 2018, fomos uma das poucas empresas pernambucanas a passar no edital do programa nacional de aceleração de startups do Governo Federal, o Start-Up Brasil, estando diretamente ligado ao CNPq. Nesta ocasião, iniciamos processo de aceleração com o Porto Digital na Jump Brasil. Ainda em 2018, fomos contemplados com a certificação do Inovativa Brasil, chegando a etapa final. Nosso produto alvo é diretamente ligado a uma causa muito maior. Hoje o autismo está presente em 1% da população mundial e acompanhar a utilização da nossa ferramenta, podendo mensurar a melhora dos atendidos, sem dúvida nos traz um crescimento pessoal e o incentivo de sempre ousar a buscar o melhor para o nosso projeto”, explica o empresário.

Atualmente, o bHave atende a 7 clínicas especializadas em intervenção baseada em ABA e em breve disponibilizarão acesso à profissionais autônomos e equipes independentes que atendem seus clientes em casa ou nas escolas.

“Estamos trabalhando para realizar o lançamento do bHave durante o III Encontro Brasil & EUA de Autismo, que acontecerá no Recife, entre os dias 15 e 17 de agosto. Será uma oportunidade incrível de apresentar nossa solução a um público especializado na área em que atuamos e propagar a ideia da facilidade que o bHave pode trazer. Estamos em pleno desenvolvimento e a implementação de novas funcionalidades e melhorias têm sido constantes, sempre lançando novas atualizações. Inclusive, atendemos a alguns clientes que aderiram ao acesso antecipado da plataforma e já estão utilizando a solução em versão beta”, afirma Cauê.

O empresário ressalta a importância de se regularizar. “Registramos nosso CNPJ ainda em 2016, o que abriu muitas portas, inclusive com o SEBRAE. Isso nos deu acesso ao Simples Nacional e foi fundamental para construir nosso corpo institucional. Ser uma startup cadastrada como microempresa reforça a necessidade de uma legislação específica para empresas inovadoras, com conceitos e ideias disruptivas. ”