sábado, 3 de agosto de 2019

Equipe potiguar festeja título do Regional Nordeste de Goalball - Veja o vídeo.

Com show de Geovana Moura, Adevirn derrota IERC em decisão 100% potiguar em Recife

Por GloboEsporte.com — Natal

Adevirn, Regional Nordeste, Goalball — Foto: Divulgação/CBDV
Adevirn, Regional Nordeste, Goalball — Foto: Divulgação/CBDV

A Associação dos Deficientes Visuais do Rio Grande do Norte comemora o título do Regional Nordeste de Goalball, encerrado no último domingo, em Recife. Em uma decisão com direito a clássico potiguar, a Adevirn derrotou o Instituto de Educação e Reabilitação de Cegos do RN por 8 a 3.

Geovana Moura marcou todos os oito gols da Adevirn na final e terminou a competição com 36 ao todo.

- Representa muito. É uma premiação bem vista. Quantas meninas não queriam estar não só com o ouro, no pódio, mas também na artilharia? Agora é treinar bem mais para conseguir subir para a Série A - festejou Geovana.


No torneio masculino, as duas instituições do RN decidiram a medalha de bronze e o IERC levou a melhor sobre a Adevirn: 11 a 5.

"Guerreiras": Histórias inéditas de cinco atletas paralímpicas vira livro em Uberlândia

Com presença das personagens uberlandenses, obra será lançada nesta sexta-feira na cidade

Por Lucas Papel — Uberlândia, MG

Foto: Cíntia Sousa

A história de cinco mulheres de Uberlândia ganhou as páginas de um livro. Da primeira uberlandense a participar de uma Paralimpíada à atleta que usa a força dos braços para superar a restrição de movimentos na perna, a obra "Guerreiras" conta relatos inéditos de Amanda Sousa, do halterofilismo, Daniele Martins, da bocha, Gisele Ferreira, do goalball, Joana Silva, do atletismo, e Laila Suzigan, da natação. Mulheres estas que descobriram o sentido da vida ao enfrentarem a deficiência com o auxílio do esporte.

O livro, que retrata o amor pelo paradesporto das cinco para-atletas da cidade, foi escrito pela jornalista Cíntia Sousa e será lançado nesta sexta-feira, às 19h, na Oficina Cultural, na rua Tiradentes, 24, no Bairro Fundinho, em Uberlândia. A entrada no evento, que contará com a presença das personagens, é gratuita e o preço de venda do livro será de R$ 50.

Guerreiras: livro será lançado nesta sexta-feira, em Uberlândia — Foto: Cíntia Sousa
Guerreiras: livro será lançado nesta sexta-feira, em Uberlândia — Foto: Cíntia Sousa

– O desafio foi selecionar apenas cinco personagens para o livro, já que Uberlândia possui um vasto número de para-atletas que são desconhecidas da nossa sociedade e que possuem histórias incríveis. Com o livro aprendi a ver a deficiência não com o olhar de pena, pois estas mulheres me mostraram a força da mulher e que deficiência não deve ser uma desculpa para não lutarmos pelos nossos sonhos – disse a autora.

Amanda Sousa pratica halterofilismo na categoria até 73 kg e conta que a força dos braços a fez esquecer a restrição dos movimentos da perna. Daniele Martins, da bocha, se dedica ao esporte universitário após uma carreira consolidada e vitoriosa.

Amanda Sousa foi convocada para o Parapan de Lima, no fim de agosto — Foto: Cíntia Sousa
Amanda Sousa foi convocada para o Parapan de Lima, no fim de agosto — Foto: Cíntia Sousa

Gisele Ferreira, do goalball, relata que as conquistas no esporte criado exclusivamente para deficientes visuais permitiram o nascimento de uma nova Gisele. Joana Silva, por outro lado, descobriu a deficiência visual aos 40 anos de idade. Mas apesar do começo tardio no paradesporto, colheu resultados rapidamente no atletismo. É a primeira mulher uberlandense a participar de uma Paralimpíada.

Laila Suzigan, diagnosticada com paralisia cerebral aos nove anos, é uma promessa do paradesporto. Laila, ao lado de Amanda, disputa o Parapan-Americano de Lima, no Peru, no fim do mês de agosto.

"Guerreiras: histórias de mulheres para-atletas nunca antes contadas" é resultado de uma pesquisa realizada durante o mestrado profissional do Programa de Pós-Graduação em Tecnologias, Comunicação e Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia, sob a orientação do professor Rafael Venancio.

Gisele Ferreira se redescobriu no goalball — Foto: Cíntia Sousa
Gisele Ferreira se redescobriu no goalball — Foto: Cíntia Sousa

Aos 5 anos, baiano com condição genética rara faz sucesso em fotos nas redes e viaja para Europa em semana de moda infantil - veja o vídeo

Samuel Purificação tem piebaldismo, condição genética que afeta produção de melanina na pele. Morador do Nordeste de Amaralina, em Salvador, ele embarcará para Espanha e Inglaterra.

Por Juliana Cavalcante, Itana Alencar e Bruno Brasil, TV Bahia e G1 BA

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Modelo: garoto de cinco anos vai viajar pelo mundo para posar pra revista

Vencer os olhares de preconceito pode parecer coisa de gente grande, mas é algo que o pequeno Samuel Purificação, de 5 anos, já tira de letra. Ele tem piebaldismo, uma condição genética que afeta a produção de melanina na pele.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Menino negro da comunidade do Nordeste de Amaralina, em Salvador, Samuel tornou o fator que o faz único em uma oportunidade para mostrar seu talento como modelo em revistas e passarelas. Alegre e um pouco tímido, o pequeno tem feito sucesso com fotos nas redes sociais e em revistas internacionais, como a americana Lv Magazine Kids, e a inglesa Tangereene Magazine.

Parecida com o vitiligo, o piebaldismo é uma condição rara e hereditária, que tem como característica principal uma mancha triangular na testa. Diferente do vitiligo, que é instável e pode aparecer em qualquer pessoa, por fatos que variam desde alimentação ao estresse, o piebaldismo está presente desde o nascimento.

No caso de Samuel, ele herdou o piebaldismo da família materna. A mãe dele, Nivianei Purificação, que também apresenta a condição, conta que evita pensar nas dificuldades e que tenta passar essa forma de ver a vida para o pequeno.

O baiano Samuel Purificação tem 5 anos e uma condição genética rara — Foto: Izabela Medina/Divulgação
O baiano Samuel Purificação tem 5 anos e uma condição genética rara — Foto: Izabela Medina/Divulgação

"A negatividade existe, mas eu vi que eu era muito mais do que isso. Eu queria viver e ser feliz e foi isso que eu fiz, fui buscar minha felicidade. Independente da cor da minha pele, porque outras pessoas que não têm o piebaldismo, até mesmo por serem negras, sofrem racismo. Então eu tinha que viver. Estou aqui hoje com meu filho e minha família"

Nivianei conta que tenta incutir essa positividade no filho.

"Eu sempre tento passar para ele o que eu vivi positivamente. O negativo vai acontecer sempre, em qualquer lugar. Tanto com Samuel, que tem o piebaldismo, quanto com outras crianças que tiverem qualquer outra deficiência. Eu sempre digo a ele que ele é especial e sempre vai ser especial".

Samuel começou a trabalhar depois que um tio dele, que mora no Canadá e trabalha em uma revista, fez uma matéria com uma prima deles, que também tem piebaldismo.

"Depois dessa matéria, viram fotos de Samuel e pediram a ele para fazer divulgação de um material sobre piebaldismo, e assim foi. A gente fez a divulgação, e daí estourou. A gente não sabia que ia ser tão repentino, graças a Deus está dando certo, e eu estou super feliz por isso. Ele curtiu muito, e ele disse que ele adora fazer pose, que quer fazer até o resto dos dias dele", conta Nivianei.

O baiano Samuel Purificação tem 5 anos e uma condição genética rara — Foto: Izabela Medina/Divulgação
O baiano Samuel Purificação tem 5 anos e uma condição genética rara — Foto: Izabela Medina/Divulgação

As fotos de Samuel ficaram tão boas, que o tio resolveu mostrar em uma agência de modelos.e os frutos já começaram a brotar: na próxima semana, Samuel viaja com a avó para a Europa.

A família, claro, está babando pela realização do menino.

"A gente está curtindo muito tudo isso. Já está tudo preparado para ele viajar, e a gente está na maior expectativa para ver, daí para frente, o que vai acontecer. Todo mundo no bairro já está sabendo, todo mundo aplaude e apoia Samuel com todo o fervor", disse a mãe.

Primeiro Samuel vai para São Paulo, e depois pega outro voo até Barcelona, na Espanha, onde vai para uma agência de modelos. Depois ele segue para Londres, na Inglaterra, onde vai desfilar na semana de moda infantil.

A avó Estelita Santos, companheira de viagem de Samuel nesta jornada, é só elogios para o neto. "Para mim, é um prazer estar acompanhando meu pequenininho. Ele é minha vida, meu tesouro. É tudo para mim", se derreteu.

O baiano Samuel Purificação tem 5 anos e uma condição genética rara — Foto: Izabela Medina/Divulgação
O baiano Samuel Purificação tem 5 anos e uma condição genética rara — Foto: Izabela Medina/Divulgação

Estelita lembra que, no começo, ficou apreensiva com a exposição, mas foi convencida pelo talento do pequeno.

"Eu fiquei meio receosa, mas agora não, porque ele leva tudo na esportiva. Ele é ótimo. Ele é muito educado. Aqui [em casa] que ele faz uma baguncinha, mas quando está viajando é uma pessoa bem centrada. Meu coração está batendo acelerado, mas estou muito feliz, muito satisfeita. Desde quando começaram os olhares para ele, sempre tive muito orgulho e sempre acreditei que ele ia avançar.

"Sempre falei para ela [mãe de Samuel] e para o meu filho, que é o pai dele, que podia deixar ele ir. Eu desejo tudo de bom, porque eu tenho certeza que ele vai crescer muito mais. Eu tenho certeza".

Samuel tem a mesma condição genética da mãe, Nivianei Purificação — Foto: Arquivo pessoal
Samuel tem a mesma condição genética da mãe, Nivianei Purificação — Foto: Arquivo pessoal

Fonte: g1.globo.com

Sogra cadeirante ganha ingressos para show de Sandy e Junior no Rio e escolhe levar a nora

Silvia Salvitti, de 62 anos, escolheu a nora, Marcelli Machado para levá-la ao show
Silvia Salvitti, de 62 anos, escolheu a nora, Marcelli Machado para levá-la ao show Foto: Luana Santiago

Luana Santiago

Dentre tantas opções para ir ao show de Sandy e Junior no Rio, Silvia Salvitti, de 62 anos, escolheu a nora, Marcelli Machado, para ser sua companhia. As duas saíram às 10h da manhã de Araruama, Região dos Lagos, e vão passar a noite na capital após o show. 

— Minha filha até comentou que queria vir comigo, mas eu já tinha escolhido minha nora pra fazer companhia — conta Silvia, que ganhou um par de ingressos para a pista Premium em uma promoção. Apesar da cadeira de rodas, em nenhum momento ela teve medo de fazer a viagem ao lado de Marceli: — Isso não me impede de nada. Além do mais, estão me tratando muito bem. A acessibilidade para pessoas com deficiência do show está ótima.

Marceli, sua nora, também aprova o tratamento da produção com as pessoas com necessidades especiais, acrescentando ainda que é comum ela e a sogra fazerem atividades juntas:

— Ela é como uma mãe para mim. Melhor e única sogra que eu tive.

O marido está as acompanhando de casa. No sábado, ele virá ao segundo show de Sandy e Junior no Rio, com os outros dois irmãos:

— Ninguém acredita que somos nora e sogra. Todo mundo acha muito estranho porque geralmente sogras e noras não se gostam. Ela me deu o ingresso que ganhou porque, na família, sou a que mais ama Sandy e Junior.

Quem foi Helen Keller, ativista por direitos de pessoas com deficiência

Surdo-cega, ela superou barreiras para conquistar um bacharelado e se tornou escritora e filósofa

A norte-americana Helen Keller  (Foto: Divulgação)
A NORTE-AMERICANA HELEN KELLER (FOTO: DIVULGAÇÃO)

POR MARÍLIA MARASCIULO

A norte-americana Helen Keller é provavelmente a pessoa surdo-cega mais famosa da história. Nascida no estado do Alabama em 27 de junho de 1880, ela superou barreiras para conquistar um bacharelado e se tornou escritora, filósofa, conferencista e ativista pelos direitos de minorias e pessoas com deficiência. Sua história virou inclusive roteiro de filme, O Milagre de Anne Sullivan, de 1962, que deu às atrizes principais e coadjuvantes um Oscar e recebeu outras três indicações. Conheça a vida e trajetória de Keller:

Infância e doença
Helen Keller era filha de Kate Adams Keller e de Arthur Keller, que foi capitão do Exército dos Estados Confederados da América. Aos 19 meses, ficou cega e surda por causa de uma doença que hoje acredita-se ter sido escarlatina ou meningite. Mas ela conseguia se comunicar com a filha da cozinheira da família usando sinais e, aos sete anos, tinha mais de 60 sinais que usava para falar com a família.

O encontro com Anne Sullivan
Inspirada por um relato do escritor Charles Dickens sobre a educação de uma mulher surda, a mãe de Keller arranjou uma consulta para ela com um médico em Baltimore, a muito quilômetros de distância, em busca de aconselhamento. Ele encaminhou a família a Alexander Graham Bell (ele mesmo, o inventor do telefone), que os aconselhou a buscar a Perkins Institute for the Blind, em Boston. Lá, o diretor da escola solicitou a uma ex-aluna, Anne Sullivan, que também era cega, que se tornasse instrutora de Keller. Em seis meses, Keller aprendeu 625 palavras. Foi o início de uma relação de 49 anos, com Sullivan ensinando e acompanhando Keller.

Helen Keller (à esquerda) ao lado da professora Anne Sulivan (Foto: Divulgação)
HELEN KELLER (À ESQUERDA) AO LADO DA PROFESSORA ANNE SULLIVAN (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Educação
Aos 16 anos, Keller desenvolveu suas ferramentas de comunicação e conseguiu se formar no Radcliffe College em 1904. Ao longo de sua vida, publicou 14 livros. Ela também viajou o mundo dando palestras que inspiraram pessoas cegas e surdas.

A amizade com Mark Twain
Quando Keller tinha 14 anos, ela conheceu o escritor Mark Twain, e ambos cultivaram uma amizade até a morte do autor norte-americano, 16 anos depois. Foi ele, aliás, que apelidou Sullivan de “milagrosa” pelo trabalho que fez com Keller.


Cena do filme "O Milagre de Anne Sullivan" (Foto: Divulgação)
CENA DO FILME "O MILAGRE DE ANNE SULLIVAN" (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Ativismo político
Keller era extremamente politizada. Além de ser membro do Partido Socialista, ela fundou a Associação de Liberdades Civis Americana, que apoiava, entre outras causas, o direito ao voto feminino e do uso de anticoncepcionais — no início do século 20, eram causas bastante ousadas. Ela também apoiava os trabalhadores, defendendo um sindicalismo revolucionário.

Indicação ao Nobel
Após uma viagem ao Oriente Médio no qual se encontrou com líderes locais para defender os direitos de pessoas com deficiências, Keller garantiu uma promessa do ministro da Educação do Egito para a criação de escolas secundárias voltadas para cegos. Em Israel, uma escola foi batizada em sua homenagem. Por sua atuação, foi nomeada ao Nobel da Paz em 1953. Ela morreu 15 anos depois, no dia primeiro de junho de 1968, aos 87 anos.

Violinista que perdeu braço em acidente emociona jurados de programa - Veja o vídeo.

Foto: Reprodução/YouTube
Violinista que perdeu os braços em acidente emociona jurados de programa

Por Redação RPA

A jovem japonesa Manani Ito toca violino desde criança, mas um trágico acidente em 2004 quase encerrou sua carreira musical antes mesmo dela começar.

A estudante de enfermagem, então com 20 anos, perdeu o braço direito após o carro que estava se chocar contra uma pedra. Compreensivelmente arrasada pelo trauma, Manani passou um ano inteiro se escondendo do mundo e imaginando o que seria do seu futuro.

Sua mãe desejava que ela um dia voltasse a tocar violino, e que quando isso acontecesse, ela teria novamente um grande objetivo no qual focar, deixando seu estado de catarse para trás.

Ao término de um ano vivendo reclusa dentro de casa, Manami decidiu reconstruir a vida que tinha antes. Ela voltou para a faculdade e concluiu o curso de enfermagem. Em seguida, competiu nos Jogos Paralímpicos de Pequim (2008) como nadadora.

Foto: Reprodução/YouTube
Violinista que perdeu os braços em acidente emociona jurados de programa

Quando um braço protético leve e uma prótese especial foi lançada na China, ela adquiriu uma peça e voltou a fazer aquilo que mais amava: tocar violino.

                    Foto: Reprodução/YouTube
                       Violinista que perdeu os braços em acidente emociona jurados de programa

Quinze anos após perder tudo, Manami foi convidada para participar da competição de talentos “The World’s Best”, apresentado por James Corden.

Chamada ao palco como a “Violinista Milagrosa”, a jovem talvez tenha se assustado com o público absolutamente silencioso, apreensivo com o que viria a seguir.

Foto: Reprodução/YouTube
Violinista que perdeu os braços em acidente emociona jurados de programa
Violinista que perdeu um dos braços em acidente emociona jurados de programa.

Foto: Reprodução/YouTube
Violinista que perdeu os braços em acidente emociona jurados de programa

E então ela começou a tocar, emocionando a todos que estavam ali. Enquanto alguns vão às lágrimas, Manani abre um sorriso contagiante. Muito lindo!

“Eu acredito que não há nada mais forte do que o espírito humano”, disse a jurada Faith Hill. “Quando decidimos que podemos fazer algo, não há limites, e você provou isso esta noite.”

Foto: Reprodução/YouTube
Violinista que perdeu os braços em acidente emociona jurados de programa

“Você não apenas é super talentosa, mas sua perspectiva e visão de mundo são algo que o mundo definitivamente precisa”, disse Drew Barrymore.

Foto: Reprodução/YouTube
Violinista que perdeu os braços em acidente emociona jurados de programa

RuPaul concordou com Faith e Drew, dizendo à violinista que sua performance “me deixou orgulhoso de testemunhar sua graça e sua maneira de superar as adversidades. Esta é uma lição que todo ser humano vivo precisa aprender”.

Confira a performance de Manani abaixo:


Ator com Síndrome de Down inspira e estrela filme de Hollywood

                      Imagem: Reprodução
                         O ator Zack Gottsagen - Reprodução
                     O ator Zack Gottsagen

Reuters - Rollo Ross Los Angeles (EUA)

O novo filme The Peanut Butter Falcon, aclamado pela crítica, fez um caminho diferente para Hollywood e transformou em estrela o ator Zack Gottsagen, que possui Síndrome de Down.

No papel principal, Gottsagen interpreta um jovem que escapa de uma instituição para correr atrás do sonho de se tornar um lutador profissional. Em suas viagens, ele faz amizade com um trapaceiro vivido pelo astro Shia LaBeouf.

A atriz Dakota Johnson co-estrela o filme no papel de uma enfermeira enviada para encontrar o personagem de Gottsagen.

O filme é um dos poucos de Hollywood a apresentar um ator com Síndrome de Down em um papel principal.

Na estreia do longa no tapete vermelho, os co-diretores e roteiristas Tyler Nilson e Michael Schwartz disseram que conheceram Gottsagen quando estavam fazendo trabalho voluntário em um acampamento para pessoas com deficiência, e que Gottsagen havia dito que queria se tornar uma estrela de cinema.

O filme encantou a crítica, atingindo 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes, que reúne resenhas de críticas na internet. A data de lançamento do longa nos Estados Unidos está marcada para o dia 9 de agosto.

Com cortes, saúde mental do Rio tem falta de remédios e profissionais.

Imagem: Reprodução
Manifestação de pacientes nesta semana por melhores condições em unidades da rede pública de saúde mental no Rio - Reprodução
Manifestação de pacientes nesta semana por melhores condições em unidades da rede pública de saúde mental no Rio

Igor Mello Do UOL, no Rio

Atingidos em cheio por cortes de verbas da prefeitura e falta de repasses federais, os pacientes da rede pública municipal de saúde mental do Rio convivem com falta de medicamentos, equipes de profissionais desfalcadas e estrutura cada vez mais precária nas unidades. Desde que assumiu, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) cortou quase 30% dos recursos para atenção psicossocial na cidade.

Os problemas no tratamento especializado para pacientes com transtornos mentais voltou aos holofotes por conta de uma tragédia: no último domingo (28), o morador de rua Plácido Correa de Moura, aparentemente em surto, esfaqueou três pessoas na Lagoa Rodrigo de Freitas. zona sul da cidade. Duas delas morreram: o engenheiro eletricista João Feliz de Carvalho Napoli e o professor Marcelo Henrique Correa Cisneiros Reis.

Um cruzamento de dados feito pelo UOL com base em informações do Rio Transparente, portal de dados públicos da prefeitura, mostra que, desde que assumiu, Crivella reduziu as verbas para a atenção psicossocial em 28,5%. Foram gastos R$ 56,5 milhões na área em 2016, último ano da gestão Eduardo Paes, enquanto em 2018 os repasses caíram para R$ 40,4 milhões. E a trajetória de cortes continua: até o fim de julho, a prefeitura só gastou R$ 20,4 milhões.

A SMS (Secretaria Municipal de Saúde) afirma que "nenhum serviço tem funcionado com equipe inferior à equipe mínima prevista em portaria. Conforme consta no atual Plano Plurianual (PPA 2018-2021), há planejamento para mais CAPS [Centro de Atenção Psicossocial] na cidade e de conversão de CAPS existentes em CAPS III (24 horas), com ampliação das equipes".

Além dos cortes promovidos pelo município, o problema é agravado pelo governo federal. Dados da Coordenação Estadual de Saúde obtidos pelo deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), presidente Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Mental e da Luta Antimanicomial na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), mostram que o Ministério da Saúde vem deixando de ajudar no custeio de 15 unidades de saúde mental na capital habilitadas pela própria pasta para receber recursos federais. Em todo o estado, o quadro chega a 30 unidades --todas elas deveriam receber mais de R$ 8 milhões por ano.

Para Serafini, a situação vem expulsando os pacientes que deveriam ser tratados nas unidades.

"O Rio tem um problema grave porque, ao mesmo tempo que a prefeitura corta verbas, o Ministério da Saúde muda sua atuação, deixando a rede com ainda menos recursos. Faltam medicamentos, comida e profissionais nas unidades. Isso piora o tratamento e joga o usuário para a rua sem atendimento", critica.

Procurado, o Ministério da Saúde não se manifestou sobre a falta de repasses.

A defensora pública Gislaine Kepe, do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos da Defensoria Pública do Rio, diz que a rede do Rio passa hoje por um momento crítico.

"Ela está sendo desmoronada, para dizer a verdade. Não tem investimento, os poucos recursos estão sendo colocados nas comunidades terapêuticas, que fogem ao perfil do SUS. Pessoas com transtorno mental têm pouco acesso aos Caps, porque muitos não têm as equipes completas. As instalações com infiltrações, mofo. E muitas não têm sequer telefone, papel ou impressora", destaca.

No caso especificamente da população em situação de rua, a prefeitura mantém equipes do programa Consultório na Rua para prestar atendimento psicossocial. Porém, hoje a cidade tem apenas sete equipes, divididas por região. A região da Lagoa, onde Plácido morava, não é atendida por nenhuma delas.

A SMS argumenta que "são sete equipes credenciadas junto ao Ministério da Saúde especificamente como Consultório na Rua, mas independentemente deste credenciamento, todas as equipes da Estratégia Saúde da Família estão aptas para o atendimento das pessoas em situação de rua nos respectivos territórios".

Falta de remédios e profissionais

Parentes de usuários da rede de saúde mental ouvidos pelo UOL relatam que os cortes e mudanças na gestão de unidades, com a troca de OSs (Organizações Sociais) têm prejudicado os tratamentos. É o caso de Rosimary da Silva Cordeiro Gonçalves, que depende do Caps Pequeno Hans, em Sulacap (zona oeste), para o atendimento de sua filha de dez anos. A menina é acompanhada há quatro anos na unidade para tratar um quadro de autismo, transtorno global de desenvolvimento e déficit de atenção.

Segundo Rosimary, que integra uma associação de familiares e usuários da rede de saúde mental, o quadro dramático nas unidades tem gerado prejuízos no atendimento dos pacientes e regressão nos quadros clínicos.

"Eles estão tirando os profissionais e não estão repondo. Está faltando medicação em vários Caps, tem alguns que estão caindo aos pedaços. No Pequeno Hans, tem uma árvore caindo em cima da estrutura, já fizemos um monte de reclamações na ouvidoria. Só vão fazer alguma coisa quando acontecer uma desgraça", denuncia.

O UOL obteve uma lista de medicamentos em falta no Caps Eliza Santa Roza, na Taquara (zona oeste). Os estoques estão vazios para remédios importantes: o Levozine 25 mg, usado para tratar pacientes psicóticos e para aliviar ansiedade, delírio e confusão; Diazepam de 5 mg e 10 mg, usado em tratamento de transtornos de ansiedade; Carbolitium 300 mg , usado no tratamento de episódios maníacos nos transtornos bipolares; e o Haldol 5 mg , receitado para quadros de delírios, alucinações e confusão.

Uma parente de paciente, que pediu para não ser identificada por temer represálias, diz que a falta de remédios é tão frequente que as famílias desenvolveram estratégias para não interromper os tratamentos.

"As famílias têm que fazer como se fosse um banco de remédios. E uma família que tem o remédio dá para quem não tem. Independentemente do transtorno psiquiátrico, o paciente não pode interromper a medicação porque pode entrar em surto", conta.

A SMS admite apenas que estão em falta o Diazepam 5 mg e o Carbolitium 300 mg. De acordo com a pasta, os medicamentos estão em processo de compra. No caso dos demais, a secretaria diz que "eventuais faltas desses medicamentos nas unidades são casos pontuais e a reposição é feita assim que solicitada pelo farmacêutico da unidade".

Definidos os semifinalistas do Regional Sul-Sudeste de futebol de 5

Duelos pelas vagas na decisão de domingo serão clássicos estaduais entre paulistas e gaúchos

#Acessibilidade: o goleiro Léo e o ala Jhon Hernandez se abraçam após gol do colombiano em vitória da APADV-SP

Por Comunicação CBDV

O Regional Sul-Sudeste de futebol de 5 chega à fase semifinal com ares de Torneio Rio Grande do Sul-São Paulo. Duas equipes de cada estado vão se cruzar em clássicos que definirão os finalistas do próximo domingo, em confronto marcado para começar às 10h30, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

Neste sábado, as semifinais serão disputadas no período da tarde. A partir das 14h (de Brasília), a AGAFUC-RS, atual campeã regional e nacional, tenta fazer valer seu favoritismo diante da ACERGS-RS, terceira colocada da última edição. Às 15h30, a APADV-SP, vice em 2018 e dona da melhor campanha geral neste ano, encara a CADEVI-SP.

Os confrontos das quartas de final que definiram os semifinalistas, nesta sexta, começaram emocionantes e com direito a uma decisão nas penalidades. Após o empate sem gols no tempo normal, MAESTRO-PR e CADEVI-SP desperdiçaram as duas primeiras cobranças cada. Na terceira leva, o goleiro Daniel pegou mais uma, e coube ao camisa 10 do time paulista, Itamar, marcar o gol da classificação.

"Nossa equipe conseguiu neutralizar as principais jogadas deles, que têm uma equipe muito qualificada, com atleta campeão mundial. E nas penalidades, contamos com as maravilhosas defesas do nosso goleiro. Depois, foi fazer o meu ali para matar o jogo", afirmou Itamar.

Favoritos se impõem

AGAFUC e APADV, finalistas no ano passado, não deram chance para zebras e passaram com tranquilidade por seus adversários. Os gaúchos contaram com três gols do craque Ricardinho para fazer 6 a 0 no INV-SP. Já os paulistas, liderados pelo brasileiro Gledson e pelo colombiano Jhon Hernandez, bateram a ASDEFIPEL-RS: 4 a 0.

No outro jogo das quartas, a ACERGS viu Leonardo brilhar novamente e marcar duas vezes no triunfo por 3 a 0 sobre o CEIBC-RJ. Principal atleta do conjunto gaúcho, o camisa 10 já soma cinco ao todo na lista de artilheiros.

Quer conferir tabela, classificação e artilharia? Clica AQUI.

Fonte: cbdv.org.br

CT Paralímpico recebe 2ª etapa nacional de Esgrima em cadeira de rodas

Foto: Daniel Zappe/CPB/MPIX
Foto: Daniel Zappe/CPB/MPIX

Começou nesta sexta-feira, 2, a segunda etapa do Circuito Nacional de Esgrima em cadeira de rodas no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. Ao todo, 30 atletas estão inscritos de cinco estados (Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo). O evento se encerra neste domingo, 4.

As primeiras provas em disputa são: florete feminino A e B, florete masculino A, espada masculino B, sabre feminino A e B, sabre masculino B. Os resultados desta competição somam pontos para o ranking nacional.

O evento é organizado pela Confederação Brasileira de Esgrima (CBE) e tem o apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Em novembro, acontecerá o Campeonato Brasileiro, também no CT Paralímpico.

COMUNICADO - Jogos Escolares do Estado de São Paulo - Paralimpíadas Escolares 2019

   Imagem: atletas em pista de atletismo, correm com cadeiras de rodas 

Com a proximidade do início das seletivas das Paralimpíadas Escolares, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência informa que em função do número restrito de leitos disponíveis no residencial do CTPB (Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro), serão disponibilizadas hospedagem para os alunos que vierem do interior, não sendo possível a hospedagem de atletas da capital e entorno.

Essa medida se fez necessária para garantir a participação de todo o Estado. Reforçamos que todos os inscritos terão a alimentação fornecida.



Primeiro cinema totalmente acessível. Curitiba inova na sétima arte - Veja o vídeo

Primeiro cinema totalmente acessível. Curitiba inova na sétima arte.
por Ricardo Shimosakai

Quando você entra numa sala de cinema, já parou para pensar quantas pessoas queriam ter a mesma sensação? Alguns não conseguem desfrutar já que sofrem com alguma condição que os impede de ver ou de ouvir o que passa na telona. Isso tem mudado e, pouco a pouco, os cinemas têm se adaptado, seguindo a instrução normativa da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Em Curitiba, uma ideia inovadora transformou a experiência de deficientes visuais e auditivos, que agora podem ter acesso ao filme escolhido como todo mundo.

O interesse partiu dos proprietários do cinema do Shopping Jardim das Américas, que procuravam colocar um equipamento que atendesse não só às necessidades, mas que não tivesse falhas. “Sentimos a necessidade de trazer uma estrutura que permitisse que qualquer pessoa assistisse aos filmes, da forma que mais agradasse. Por isso tornamos o cinema acessível e sempre estamos pensando em como melhorar”, destacou o diretor geral da Rede Cineplus, Milton Alexandre Durski.

Pensando na acessibilidade, a sala TSX, a mais nova do cinema da rede, foi totalmente equipada com um aparelho feito por uma empresa curitibana. Por lá, quem tem deficiência visual ou auditiva consegue sim ter a experiência de estar numa sala de cinema como todo mundo e aproveitar um bom filme.

Segundo os representantes do cinema, essa é a primeira sala do Brasil com todos os equipamentos de acessibilidade. E o que traz à equipe do cinema é a alegria proporcionada pela experiência que é proporcionada. “Nos dá muito orgulho saber que já proporcionamos momentos únicos de diversão e cultura a pessoas que foram ao cinema pela primeira vez. O que nós esperamos é revê-los mais vezes‘, disse a sócia do Cineplus, Marina Pastre.

Além da tecnologia, o cinema também contratou pessoas que conseguem conversar com os deficientes e que entendem o que eles precisam, um deles intérprete e o outro com deficiência auditiva. “Eles mudaram minha vida, porque antes eu ficava mais longe das pessoas e agora eu tenho acesso a todo mundo. Isso sem contar o salário”, brincou Adão Rodrigues Xavier, que é o funcionário com problemas auditivos.

Segundo o homem, que tem 62 anos, poder conversar com as pessoas mais jovens que têm a mesma condição que ele é um presente. “O contato com as pessoas me faz muito bem”, destacou Adão, que assistiu pela primeira vez com o equipamento, adorou a experiência. “Mas exige atenção da gente, principalmente para quem não está tão acostumado com libras”, explicou.


Como funciona

O acesso à tecnologia é individual e, portanto, deve ser solicitado pelo cliente logo na bilheteria, no momento da compra do ingresso. Para clientes com deficiência visual, o equipamento vem com um fone de ouvido que narra tanto a fala quanto as expressões e cenários em tempo real, junto com um aparelho que regula o volume.

A mesma tecnologia foi empregada para os clientes com deficiência auditiva, mas aí a estrutura é ainda maior: o cinema fornece uma pequena tela, que é encaixada ao porta-copos da poltrona. Neste equipamento aparece uma pessoa fazendo os sinais de libras e a legenda, isso tudo sem interferir na exibição aos demais espectadores.

Aprovado ou não?

Thami Nascimento, de 36 anos, é mãe de duas meninas com deficiência auditiva. Por já conhecer muito das necessidades de suas filhas, a mulher resolveu ir junto para experimentar. Ao testar o equipamento usado pelo cinema do Jardim das Américas, Thami se emocionou. “Achei sensacional, o equipamento me surpreendeu. A interpretação foi bem feita, com uma pessoa fazendo, o que já é um diferencial bem grande, diante de outros aplicativos que não dão uma tradução fiel. Como mãe foi emocionante”.

Uma das filhas da mulher, Caroline Hinteregger, de 10 anos, também acompanhou a exibição do filme e aprovou o equipamento. Um pouco tímida, a menina só confirmou que gostou. “No caso da minha filha, que usa tecnologia e consegue ouvir um pouco, foi ainda melhor, porque tem o apoio da legenda e da tradução de libras. Isso sem contar a questão de ter um cabo flexível para a tela, porque ajuda bastante ao assistir. Está bem próximo do que seria o ideal, isso é um grande avanço e uma vitória para a comunidade surda”, comentou Thami.

Coisa nossa!

A novidade do Cineplus só foi possível a partir de uma parceria com a empresa de equipamentos de tradução simultânea Riole. Hoje fixada em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, a empresa surgiu há quase 40 anos, no Bacacheri. Pensando em soluções para os mais diferentes públicos, a Riole pode ser vista como um exemplo de inovação tecnológica.

A diretora da empresa, Cristiane Moro, contou à Tribuna que a empresa começou a produzir o equipamento usado no cinema depois que percebeu que havia necessidade. “O próprio mercado nos procurou, pois havia uma lei, mas não existia equipamento para isso. Nós mesmos projetamos, fizemos todas as pesquisas necessárias, e desenvolvemos esse equipamento, que é brasileiro e totalmente feito por nós”.


Segundo Cristiane, o Brasil é o primeiro país a ter linguagem de sinais no cinema, se tornando exemplo para outros países. “Nos Estados Unidos, por exemplo, ainda usam somente legenda ou audiodescrição, mas logo logo vão começar a se espelhar no que é feito por aqui”.

No momento da criação do equipamento, a principal preocupação da empresa era com a facilidade não só de uso, mas também de acesso. Isso porque já existia um equipamento, feito por uma grande empresa internacional, que não é bem visto pelos deficientes pelo modo de utilização e também pela forma que a tradução é feita. “A gente acabou fazendo dois equipamentos separados, um para o deficiente visual e outro para os deficientes auditivos, porque as necessidades são diferentes”, comentou Cristiane.

Para facilitar, o equipamento da Riole não tem botões. “Optamos por um aparelho que fosse o mais fácil possível, com menos botão, para entrar na sala e já estar captando o sinal, para que o deficiente não perca tempo e não precise ter muito conhecimento do equipamento para usá-lo”.

Além disso, a própria empresa desenvolveu uma tecnologia de transmissão dos dados para que, de alguma forma, tirasse a preocupação das distribuidoras, como a Disney, com relação ao conteúdo. “Somos a única empresa no mundo a fabricar um sistema com transmissão em infravermelho de áudio e vídeo, com sincronização automática da audiodescrição do filme, legendagem descritiva e em libras. Foi tudo criado para evitar que esse sinal se perdesse no caminho”, explicou Cristiane.

Em Curitiba, além do Cineplus, os cinemas do Espaço Itaú também já receberam a tecnologia. Mas o mais legal é ver o quanto uma empresa curitibana cresceu. “No Brasil, já colocamos o equipamento em muitas regiões: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, Bahia, Brasília, enfim, muitos estados já usam o que foi feito aqui”.

Produzindo vários tipos de equipamentos de transmissão de áudio sem fio, a Riole não faz só produtos para o cinema. “No Paraná, quase todas as multinacionais usam nossos equipamentos de alguma forma, seja tradução simultânea, com transmissão de áudio para visitas. Mas também estamos desenvolvendo uma forma de tornar adaptado o plenário, em Brasília, e também já estamos montando produtos para exportação, já que muita gente de fora passou a querer o que é feito aqui”.

Cristiane avalia que, para uma empresa totalmente familiar, que foi criada por seu pai, Eloir Moro, e hoje é mantida por ela e seus dois irmãos, as conquistas são um avanço. “Isso tudo, na verdade, faz parte de um sonho que a gente sempre teve, pois sempre soubemos que tínhamos um equipamento de qualidade. É muito gratificante ver o quanto o trabalho do meu pai e agora o nosso tem surtido efeito. No caso da exportação, faz três anos que estamos buscando mercados internacionais, já exportamos, e agora vamos fazer isso com mais força”.


sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Bebê com doença rara tem pele extremamente frágil, que se enche de bolhas

"Nunca pude dar um abraço apertado na minha filha", diz a mãe de Maria Júlia, que nasceu com Epidermólise Bolhosa Distrofica Recessiva, uma doença rara que causa bolhas na pele extremamente frágil. Conheça a história dessa pequena guerreira, que passou por transplante de medula.

Por Aline Dini

Maria Júlia  (Foto: Reprodução Instagram)
Maria Júlia (Foto: Reprodução Instagram)

Quando engravidou pela segunda vez, a economista Junia Cristina Fernandes, 39 anos, Belo Horizonte (MG), preocupava-se com a possibilidade de o bebê nascer com autismo, mesmo transtorno que seu primogênito, Pedro, 7 anos, tem. As semanas passaram e os exames de pré-natal mostravam que a saúde de sua bebê - sim, era uma menina -, ia muito bem, obrigada. O que causava um pouco de estranhamento na mãe era o fato de a criança mexer bastante: "Ela se mexia bem mais que o Pedro, mas achei apenas que ela fosse naturalmente mais agitada", contou a Junia, em entrevista à CRESCER.

A agitação, porém, tinha uma causa, que só foi descoberta no nascimento. Para a surpresa de Junia e de toda a equipe médica, a pequena Maria Júlia nasceu sem 80% da pele na perna direita. O pé esquerdo, os dedos das mãos e o céu da boca também apresentavam o mesmo problema. Assim, o primeiro sentimento que Junia teve ao olhar para a filha foi de desespero. Iniciava ali uma reviravolta na vida de Junia, que, desde então, dedica-se exclusivamente aos filhos.

Como não havia pele no céu na boca da bebê, Maria Julia foi alimentada por sonda nos primeiros dias de vida. Junia também não podia carregar a bebê, pois isso poderia agravar o atrito em seu corpo tão delicado, que, desde o primeiro dia de vida, é praticamente todo coberto por curativos, necessários para evitar o contato com possíveis micro-organismos e impedir que a menina consiga coçar as feridas.

Maria Julia nasceu com a doença rara que causa bolhas pelo corpo (Foto: Reprodução Instagram)
Maria Júlia nasceu com a doença rara que causa bolhas pelo corpo (Foto: Reprodução Instagram)

Os médicos tentavam descobrir o que Maria Júlia tinha. A suspeita do pré-diagnóstico, ainda muito impreciso, foi de aplasia cutânea, uma doença rara que caracteriza-se pela formação incompleta da pele. No terceiro dia após o nascimento, Maria Júlia foi encaminhada ao hospital de referência da Universidade de Minas Gerais, onde ficou internada durante 30 dias no isolamento. "Antes disso, porém, cheguei a ouvir dos médicos que minha filha não teria muitas chances de sobreviver nem mesmo ao terceiro dia de vida", relembra a mãe. Mas Junia decidiu que não se conformaria tão facilmente com a situação. Ela faria tudo o que estivesse ao alcance para que a filha sobrevivesse. Mais que isso: ela queria que a filha tivesse a melhor qualidade de vida possível.

Maria Júlia ainda bebezinha (Foto: Reprodução Instagram)
Maria Júlia ainda bebezinha (Foto: Reprodução Instagram)

"Eu nunca pude dar um abraço apertado na minha filha"

Quase tudo na vida de Maju, atualmente com 1 ano e 7 meses, é diferente da vida das outras crianças, especialmente porque é preciso muito cuidado para que seu corpo não sofra ainda mais. Atritos, por exemplo, podem piorar a dor e a coceira na pele. A hora do banho, que é preparado em temperatura adequada e com produtos específicos para a pele dela, é um momento a mais de dor. Após o banho, Maju é coberta por pomadas e hidratante, que ajudam na recuperação da pele. A troca dos curativos é também um momento em que a distração precisa entrar em cena para tirar o foco da dor.

Distrações são fundamentais para tirar o foco de Maria Júlia da dor, especialmente na hora do banho e da troca dos curativos (Foto: Reprodução Instagram)
Distrações são fundamentais para tirar o foco de Maria Júlia da dor, especialmente na hora do banho e da troca dos curativos (Foto: Reprodução Instagram)

Na casa de Junia, em Minas Gerais, há uma estrutura de home care para os cuidados com a filha, além de cuidadoras que a auxiliam. "Eu nunca consegui dar banho em minha filha. Sempre passo muito mal. É muito doloroso para mim", diz a mãe. Junia também precisou abrir mão da amamentação, pois nos primeiros dias de vida da filha, ela não tinha pele na boca. E como se sabe, os primeiros dias são fundamentais para a amamentação. A pele dessa região só se formou aos 2 meses de vida, quando Junia não tinha mais leite. "Mas graças a Deus Maju sempre foi boa de garfo. Isso a ajuda muito a se manter saudável", conta a mãe.

Junia e Maria Júlia (Foto: Reprodução Instagram)
Junia e Maria Júlia (Foto: Reprodução Instagram)

Os dias e noites de Maju são longos e especialmente quando ela dorme não pode ficar na mesma posição por muito tempo. Também não pode se coçar, nem dormir em cima dos braços. Por isso, a necessidade das cuidadoras, que se revezam com Junia para vigiar a menina. "Até os 8 meses de vida ela precisou usar morfina líquida para suportar as dores. Já eu, nunca pude dar um abraço apertado nela, rolar no chão com ela. Esses dias eu dei o primeiro beijinho mais forte nela. O manuseio com Maju é todo diferente. É como mexer numa asa de borboleta. Não é fácil, mas é preciso resistir e persistir", desabafa.

Maria Júlia (Foto: Reprodução Instagram)
Maria Júlia (Foto: Reprodução Instagram)

Luta em busca das melhores opções de tratamento no Brasil e no mundo

Desde que Maria Júlia nasceu, sua mãe corre atrás, literalmente, dos melhores especialistas do mundo para que saibam do caso da filha. Ela já foi um congresso de medicina em Modena, na Itália, com a "cara e a coragem" atrás de um médico referência no assunto. O Dr. Michelle de Luca, conhecido por realizar o transplante de pele que salvou a vida de um menino de 7 anos, disse que teria apenas alguns minutos para conversar com ela antes de voltar ao laboratório onde trabalha. Mas ao ouvir a história de Maju se interessou pelo caso. "Ele ficou surpreso com todo o meu esforço e conversamos muito. Depois ele chamou toda sua equipe para ver as fotos e vídeos da Maju e ficou impressionado com o quanto ela está bem cuidada. Elogiou muito a forma como estamos tratando das lesões e usando os curativos corretos, Disse que estamos no caminho certo, e o que eu mais queria ouvir: “Aguente mais um tempo mãe, muito em breve a cura vai estar disponível”", contou Junia.

A doença faz com que bolhas surjam pelo corpo da pequena Maria Júlia (Foto: Reprodução Instagram)
A doença faz com que bolhas surjam pelo corpo da pequena Maria Júlia (Foto: Reprodução Instagram)

A mineira também buscou profissionais em Minesota, nos Estados Unidos, que estão mais avançados no tratamento para a "EB": "Após muitas conversas por telefone com o hospital de lá, estava tudo certo para viajarmos. Passaporte em mãos, faltava só o visto para que fossemos aos Estados Unidos fazer os exames que avaliariam a viabilidade do transplante de medula óssea", diz a mãe. O visto, porém, foi negado, e Junia ficou bastante abalada. Mas não desistiu. Conversou com autoridades para explicar a situação e, dias depois o visto foi aprovado. Quando estava prestes a viajar com a filha para tentar o transplante, a melhor notícia chegou: havia a possibilidade de fazê-lo num hospital referência em São Paulo.

                    Dr. Michelle de Lucca realizou o primeiro transplante de pele do mundo. Junia foi atrás dele na Itália, sem ao menos saber se conseguiria falar com o especialista. E deu certo! (Foto: Reprodução Instagram)
Dr. Michelle de Lucca realizou o primeiro transplante de pele do mundo. Junia foi atrás dele na Itália, sem ao menos saber se conseguiria falar com o especialista. E deu certo! (Foto: Reprodução Instagram)

A notícia tão esperada e o peso de lidar com a culpa materna

Após diversos exames, Maria Júlia passou pelo transplante de medula no dia 27 de junho, o que é motivo de grande comemoração não só para a mãe, como para todos os que acompanham a história da pequena e torcem por ela. Além dos médicos e familiares, mais de 150 mil pessoas seguem Maju no Instagram, em perfil criado e administrado pela mãe. Desde que soube que o transplante era uma possibilidade, Junia lutou para que esse dia chegasse. Maria Júlia é a primeira bebê brasileira a fazer o transplante de medula óssea. Enquanto comemora de alegria Junia também seca as lágrima de saudades do filho. A mãe está a mais de mil quilômetros de casa com Maju, o filho mais velho, Pedro, fica com as cuidadoras.

Junia, porém, reconhece e aceita que não pode ser mulher-maravilha e simplesmente não tem como dar atenção integral aos dois ao mesmo tempo. "A maioria dos meus dias são cheios de força. Acordo e levanto da cama como uma leoa. Enfrento tudo e não desanimo nem por um minuto. Quem tem dois filhos especiais e os cria sozinha [o pai foi embora, mas Junia não quer falar sobre o assunto] não tem opção", conta ela, com a voz já embargada de saudades do filho, que é monitorado por ela, via celular. "Apesar de estar em São Paulo com a Maju, meu coração também está em Minas Gerais com Pedro", desabafa. A culpa que ela sente é em dobro, afinal, são dois filhos com duas patologias tão diferentes e difíceis. "Meu filho mais velho ainda não fala e a minha bebê luta para conseguir ficar em pé. Em meio a tudo isso, convivendo com a culpa diária por ter que priorizar um em detrimento ao outro, eu esqueci de mim. Não tenho mais vida. Não tenho rotina, não sei o que é viajar de férias ou ao menos dormir uma única noite sem ter medo do que será o futuro deles. Ainda assim, me refaço todas as manhãs para enfrentar o que tiver pela frente", diz.

         Maria Júlia está respondendo bem ao transplante (Foto: Reprodução Instagram)
Maria Júlia está respondendo bem ao transplante (Foto: Reprodução Instagram)

Força, aliás, é o que não falta também á pequena Maju: as preparações do transplante incluíram cinco sessões de quimioterapia e uma de radioterapia para "matar" a medula existente e "zerar" a imunidade da menina, fazendo com que a medula implantada responda bem. A mãe conta que ainda não tem como ter certeza do que acontecerá daqui para frente, mas está otimista. No próximo mês será realizada a biópsia para saber sobre a melhora da pele. "Por enquanto, tudo o que posso dizer é que meu coração está tranquilo. Fizemos tudo o que poderia ser feito para dar mais qualidade de vida à minha filha. E esse foi o meu objetivo desde o dia em que ela nasceu", diz. Maju segue linda, corajosa e muito animada no hospital, esperando pela alta e por voltar para casa e se unir ao irmão novamente.

Maria Júlia e o irmão mais velho Pedro (Foto: Reprodução Instagram)
Maria Júlia e o irmão mais velho Pedro (Foto: Reprodução Instagram)

Aniversário de 1 aninho da Maria Júlia (Foto: Reprodução Instagram)
Aniversário de 1 aninho da Maria Júlia (Foto: Reprodução Instagram)