sábado, 10 de agosto de 2019

Neymar, Falcão e grandes clubes se unem para ajudar criança com paralisia cerebral no interior de SP

Atletas e treinadores doam camisas autografadas para leilão em prol de Enzo, de três anos

Por Danilo Sardinha — São José dos Campos, SP

Foto Danilo Sardinha/GloboEsporte.com
Neymar, Falcão e grandes clubes se unem para ajudar criança com paralisia cerebral no interior de SP

Na ponta de uma mesa, uma camisa da seleção brasileira está exposta com o autógrafo de Neymar. Na outra ponta, há uma da seleção brasileira de futsal com a assinatura do craque Falcão. Ao lado delas, estão camisas autografadas de Corinthians, Flamengo, Palmeiras, Santos e São Paulo. Todas ali, juntas, em prol da mesma causa: ajudar o tratamento do pequeno Enzo Phillipo, de três anos, que tem paralisia cerebral.

Camisas que serão leiloadas em prol de Enzo — Foto: Danilo Sardinha/GloboEsporte.com
Camisas que serão leiloadas em prol de Enzo — Foto: Danilo Sardinha/GloboEsporte.com

As camisas serão leiloadas no próximo dia 19, em São José dos Campos, interior de São Paulo (veja mais informações sobre o leilão no fim da matéria). Elas foram doadas por atletas e treinadores que conheceram a história da criança. Com o dinheiro do leilão, os pais de Enzo pretendem fazer novamente o tratamento TheraSuit (R$ 12 mil), método internacional especializado na reabilitação pediátrica, pagar mais sessões da terapia Medek (cerca de R$ 5 mil), que auxilia no desenvolvimento da criança, além de comprar um estabilizador para ajudá-lo a ficar em pé (R$ 6.918).

– A ideia é arrecadar para esses três procedimentos, que daria quase R$ 30 mil. É bem difícil, mas acredito que não seja impossível a gente conseguir. Estamos pensando nesses tratamentos. E ajudar com os custos que o Enzo já faz de tratamentos – afirmou a mãe de Enzo, Marcela Martins.

Enzo com os pais, Elisson e Marcela — Foto: Danilo Sardinha/GloboEsporte.com
Enzo com os pais, Elisson e Marcela — Foto: Danilo Sardinha/GloboEsporte.com

O tratamento TheraSuit é um programa que avalia os principais déficits do paciente e, por meio de elásticos, simula os nervos para reforçar o desenvolvimento de algumas partes do corpo. A terapia Medek é destinada para crianças com o desenvolvimento comprometido e que precisam reforçar o potencial de regeneração natural. Por meio da gravidade do corpo da própria criança, a terapia impulsiona o aparecimento de funções motoras automáticas que não davam sinais.

Contato com Neymar, Falcão e grandes clubes

A ligação de Enzo com o mundo do futebol tem mais de um ano. Começou com Deyverson, do Palmeiras, que conheceu a história da criança por meio de um tatuador de São José dos Campos, Bruno Lopes, e doou uma camisa ao pequeno. Depois, Marcelinho Carioca e Jailson, goleiro do Palmeiras, também ajudaram.

Jaílson e a esposa foram na casa de Enzo para conhece-lo e doar uma camiseta do Palmeiras — Foto: Divulgação / Arquivo pessoal
Jaílson e a esposa foram na casa de Enzo para conhece-lo e doar uma camiseta do Palmeiras — Foto: Divulgação / Arquivo pessoal

No início deste ano, o volante Casemiro, da seleção brasileira e do Real Madrid, bancou sessões do tratamento TheraSuit para Enzo. Assim como a criança, o jogador também é natural de São José dos Campos e soube da história da criança por meio de amigos em comum.

Família Enzo com uma foto autografada de Casemiro; volante ajudou com o tratamento da criança — Foto: Arquivo pessoal
Família Enzo com uma foto autografada de Casemiro; volante ajudou com o tratamento da criança — Foto: Arquivo pessoal

No ano passado, a família de Enzo conheceu a assessora de Neymar por intermédio do empresário Leonardo Morais, de São José dos Campos. A profissional se sensibilizou com a história e repassou para o atacante do PSG, que enviou uma camisa autografada da seleção brasileira. O mesmo com Falcão, ex-jogador de futsal, que chegou a conhecer Enzo pessoalmente.

O craque Falcão é um dos que integram a campanha em prol de Enzo — Foto: Arquivo pessoal
O craque Falcão é um dos que integram a campanha em prol de Enzo — Foto: Arquivo pessoal

As camisas dos grandes clubes chegaram por intermédio do empresário e ex-dirigente do Santos, Luiz Antônio Ruas Capella. Ele contou a história da criança para os técnicos Cuca, do São Paulo, e Fábio Carille, do Corinthians, para o goleiro Vanderlei, do Santos, e para o atacante Bruno Henrique, do Flamengo. Todos enviaram camisas autografadas das respectivas equipes. O uniforme do Palmeiras foi doado pelo goleiro Jaílson, que já conhece Enzo.

– Todo mundo abraçou a ideia. É muito gratificante. O pessoal entra de cabeça nessas empreitadas beneficentes. Como trabalhei no futebol, conheço jogadores, técnicos. Então, resolvi pedir para juntar com as camisas do Neymar e do Falcão, que já estavam aqui com a Marcela. O objetivo é tentar fazer com o pessoal dos quatro times de São Paulo e do Flamengo que venha aqui e possa arrecadar para ajudar o Enzo. Mas tudo por uma caridade, tudo pelo Enzo – destacou Capella.

Capella (à direita) entrou em contato com atletas e técnicos para conseguir camisas dos grandes clubes — Foto: Danilo Sardinha/GloboEsporte.com
Capella (à direita) entrou em contato com atletas e técnicos para conseguir camisas dos grandes clubes — Foto: Danilo Sardinha/GloboEsporte.com

O caso de Enzo

Enzo tem três anos e nasceu em São José dos Campos, interior de São Paulo. Ele teve paralisia cerebral grau 3 grave nos primeiros dias de vida por causa de uma hipóxia, que é falta de oxigênio no cérebro. De acordo com a família, ele estava internado no hospital por causa de uma bactéria que pegou ainda no centro cirúrgico após o parto. Durante a internação, um tubo de oxigênio que ficava ligado na garganta dobrou e, diante da demora para ser desdobrado, faltou oxigênio no cérebro.
A família de Enzo é formada pelos pais Ellison e Marcela, além de uma filha de 11 anos. Ellison é vigilante e o único assalariado da casa. A renda bruta mensal da família é de R$ 1.300. Como o caso de Enzo requer muitos cuidados que são caros, a família recorre a ajuda de parentes e amigos que colaboram com doações e participam de campanhas.

– A campanha começou há um ano e sete meses. Foi quando precisamos de uma cadeira de rodas, e a gente não tinha. Era R$ 12 mil uma cadeira. Começamos com um bingo, lançamos uma vaquinha solidária. As pessoas começaram a fazer doações. Tudo o que recebíamos, a gente guardava. Em janeiro, quando decidimos comprar cadeira, tinha R$ 15 mil. Foi juntando e deu isso. Compramos a cadeira e demos entrada na fisioterapia intensiva. Foi por essas fisioterapeutas que continuamos essas campanhas para custear essas fisioterapias dele. Estão dando resultado – destacou.

Além dos gastos com fisioterapias, exames e outros tratamentos, há mais gastos. Uma roupa fisioterápica que ele precisou, por exemplo, custava R$ 6 mil. O item foi adquirido por meio de amigos, que se juntaram e compraram a roupa nos Estados Unidos.

Fortalecido por essa corrente solidária, de parentes, amigos, médicos, atletas e treinadores, Enzo tem evoluído e contrariado alguns prognósticos médicos. Em uma rede social, Marcela Martins mostra o dia a dia da criança (clique aqui).

– O Enzo tem uma paralisia cerebral de grau 3 grave. No começo, ele não mexia nada. Mal mexia o olho. Hoje ele tenta sentar, tenta segurar o pescoço. A nossa luta é para que ele sente, que consiga controlar a cabeça dele para poder sentar. Tem dois anos de tratamento, onde hoje ele está conseguindo virar na cama. Está conseguindo tentar levantar. Você coloca ele meio que sentado, ele tenta jogar o tronco. Ele se esforça para tentar fazer essas coisas que os médicos falaram que ele não faria. O que engaja a gente a correr atrás é que, pelo diagnóstico médico, o Enzo ficaria na cama vegetando. Hoje ele tenta fazer bastante coisa – contou Marcela Martins.

Leilão do Enzo

Data: 19 de agosto de 2019 (segunda-feira)
Horário: 19h
Local: Boteco da Gema, no Colinas Shopping, em São José dos Campos-SP
Convite: R$ 60 (inclui comidas de boteco e bebidas não alcoólicas)

Camisa autografada de Neymar para o leilão de Enzo — Foto: Danilo Sardinha/GloboEsporte.com
Camisa autografada de Neymar para o leilão de Enzo — Foto: Danilo Sardinha/GloboEsporte.com

* Os valores mínimos dos lances das camisas ainda não foram definidos. Além das camisas, haverá sorteios no evento.

Vaquinha para Enzo

Clique aqui e confira a vaquinha online para ajudar no tratamento de Enzo.

Universitários surdos e mudos reclamam da falta de intérpretes na UFMT e alegam dificuldades - Veja o vídeo.

UFMT tem 34 estudantes com problemas específicos de audição, sendo 22 com algum tipo de deficiência auditiva e 12 com surdez completa.

Por Ianara Garcia, TV Centro América

Resultado de imagem para Estudantes reclamam da demora na contratação de intérpretes de libras na UFMT
Estudantes reclamam da demora na contratação de intérpretes de libras na UFMT

Os estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, relataram dificuldades para compreender o conteúdo dado em sala de aula devido a falta de intérpretes na universidade. Atualmente a UFMT tem 34 estudantes com problemas específicos de audição, sendo 22 com algum tipo de deficiência auditiva e 12 com surdez completa.

Clique AQUI para ver o vídeo.

A universidade informou que possui 17 intérpretes efetivos, sendo 12 no campus de Cuiabá, três no campus do Araguaia, um em Sinop e outro em Rondonópolis. A UFMT disse ainda que, recentemente, recebeu a autorização do Ministério da Educação para contratar mais quatro profissionais para atender a demanda.

Os universitários com problemas de audição contam com a ajuda de colegas do curso para tentar entender o conteúdo, já que os professores em sala não são especializados para atender a demanda deles.

“Quando não conseguimos comunicar por sinais, usamos o WhatsApp. Às vezes não conseguimos entender direito o conteúdo e acabamos passando a ela [aluna com deficiência auditiva] da forma errada e ela fica com dúvidas. Eu posso levantar a mão e falar a dúvida, mas ela não pode fazer isso”, disse a estudante Ana Paula da Silva Almeida.

Universitários com problemas de audição têm dificuldades para compreender conteúdo e reclamam da falta de intérpretes na UFMT — Foto: TV Centro América
Universitários com problemas de audição têm dificuldades para compreender conteúdo e reclamam da falta de intérpretes na UFMT — Foto: TV Centro América

Uma das estudantes que precisa de um intérprete afirmou que está já reclamou ao coordenador do curso. Depois disso, foi feito um processo na pró-reitoria de assistência estudantil para conseguir o profissional, mas até agora a aluna não teve resposta.

“Consigo entender um pouco do conteúdo, mas não tudo. Tenho muita dificuldade com as matérias”, afirmou em entrevista pelo WhatsApp.

Outra aluna com deficiente auditiva, Gabriela Karoline Rodrigues, ingressou no curso de matemática no início do ano e, segundo ela, até hoje não conseguiu compreender o conteúdo.

“É muito difícil aprender assim. Preciso de detalhes durante as explicações e não tenho. Não consigo tirar proveito das aulas. Já pedi à direção um intérprete, mas eles disseram que tenho que esperar”, lamentou.

Gabriela disse ainda que conta com a ajuda de algumas amigas que conheceu na universidade, mas, como as estudantes não sabe libras, ela tem dificuldades para compreendê-las.

“Fiquei incomunicável aqui. Com uma dificuldade muito grande. Os alunos tentam me ajudar à base de digitação de celular”, ressaltou.

Fonte: g1.globo.com

‘Superpai’ tatua prótese para filha que teve a perna amputada no Rio

Tulio Catelani enfrentou quatro sessões de tatuagem para ficar com a perna semelhante à prótese da filha Valentina

R7 MEU ESTILO - Nayara Fenrnades, do R7

Reprodução
Pai se submete a 25 horas de sessões de tatuagem pela filha
Pai se submete a 25 horas de sessões de tatuagem pela filha

A pequena Valentina Catelani nasceu com uma má formação congênita e, com apenas 1 aninho, teve que amputar a perna direita. Alguns anos depois, os pais da menina descobriram que era possível decorar a prótese. Foi então que o comerciante Tulio Catelani, o pai de Valentina, teve a ideia de passar por 25 horas de tatuagem só para ficar com a perna parecida com a da filha.

"Poderia ter feito antes, mas esperei ela crescer um pouco para que ela entendesse o gesto melhor"

Aos cinco anos, Valentina não poderia ter reagido melhor à atitude do pai: "Ela se amarrou, e falou que queria que eu levasse para os amigos da escola verem. A molecada ficou doida. Foi fantástico!", revela Tulio

Superpai

                             Reprodução
                                  Homem de Ferro foi inspiração
                             Homem de Ferro foi inspiração

Para homenagear a filha, Túlio optou por tatuar o músculo da perna do super-herói Homem de Ferro com o  profissional Jeferson França. "Foram 25 horas de tatuagem dividas em quatro sessões."

Túlio conta que a necessidade da prótese não é uma questão para Valentina: "Ela tira isso de letra. É uma menina super alegre e carismática. Todos a amam. Mas qualquer gesto de carinho é muito importante."


Concursado com deficiência deve ter avaliação individual, aprova CDH

Geraldo Magela/Agência Senado
Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) realiza reunião com 46 itens. Entre eles, o PLS 195/2011, que obriga autoescolas a disponibilizar veículo adaptado para pessoas com deficiência.  Em pronunciamento, à bancada, senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ).   Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
O relator, Arolde de Oliveira, foi favorável à aprovação do projeto, apresentado por Romário

Da Redação

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quinta-feira (8) uma proposta que garante avaliação individual e por equipe multiprofissional aos candidatos a cargos públicos que entram nos concursos com reserva de até 20% das vagas para pessoas com deficiência, doença grave ou incapacitante. A avaliação deve ser feita depois da aprovação e como condição para a posse.

A ideia do projeto (PLS 335/2018) é impedir que candidatos sejam excluídos por critérios supostamente objetivos sem que a real capacidade de trabalho seja testada antes da exclusão.

Ao apresentar a proposta, o senador Romário (Podemos-RJ) destacou que muitas pessoas com deficiência ou com doença grave ou incapacitante sofrem com a presunção de incompatibilidade entre a sua condição e as atribuições dos cargos públicos aos quais concorrem. Para ele, isso é injusto, desproporcional e discriminatório.

O relator, senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ), defendeu a aprovação do projeto, que seguirá para votação final na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).



Aos 20 anos, jogador de parabadminton disputará Mundial e os Jogos Parapan-Americanos

Vitor Tavares em treinamento com a Seleção Brasileira no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alê Cabral/CPB
Vitor Tavares em treinamento com a Seleção Brasileira no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alê Cabral/CPB

O maior evento paralímpico da temporada 2019 será os Jogos Parapan-Americanos de Lima. Nesta edição do Parapan, três modalidades estrearão na competição: parabadminton, parataekwondo e tiro esportivo. Mas, para os jogadores de badminton, antes de Lima 2019, há mais um grande evento, o Campeonato Mundial da modalidade, na Basileia, na Suíça, entre os dias 20 e 25 de agosto.

É neste cenário que Vitor Tavares, de 20 anos, fará seu debute nos dois eventos. “Sei que este é um momento histórico para a modalidade. Então, procuro me manter com os pés no chão e focar no objetivo que é ter um bom desempenho”, disse o atleta, que conheceu o esporte paralímpico há três anos.

“O esporte transformou a minha vida de muitas formas. Quando eu comecei, era só um hobby. Eu não imaginava que teria essa proporção. Logo na minha primeira competição nacional, fui campeão. Hoje, levo o esporte a sério, como uma profissão”, comentou Vitor, que compete pela classe SS6, para pessoas com baixa estatura.

Natural de Curitiba, Paraná, Vitor Tavares tem hipocondroplasia congênita, popularmente conhecida como nanismo. “Desde cedo, no colégio, sofri bullying. Meus pais me ajudavam muito, porque eu ficava para baixo quando as pessoas caçoavam ou falavam mal. Eu nunca vi a minha deficiência como um problema, mas como um atleta, acho ela incrível. Me perguntam se eu gostaria de crescer, se fosse possível, mas eu sempre respondo que não”, relatou Vitor, que tem 1,40m.

Na quarta-feira, 7, a Seleção Brasileira de parabadminton começou a última fase de treinamento antes de encarar as principais competições do ano. Nesta sexta-feira, 16, a equipe viaja para a Suíça. Após o Mundial, embarcarão diretamente para o Peru, onde as disputas da modalidade estão programadas para começarem no dia 29.

Vitor faz parte dos 21% de jovens (até 23 anos) da delegação que representará o Brasil no Parapan. “Foi tudo muito rápido na minha carreira. A minha cabeça está a mil com tudo isso pela frente. Tento focar na quadra e imagino os adversários, eu em ação”, contou o atleta, que concilia os treinos com a faculdade de Educação Física.

O paranaense já tem as metas definidas: “Primeiro, eu quero me classificar para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 e lá vou jogar pela medalha de ouro”. No campeonato Pan-Americano de parabadminton de 2018, Vitor foi campeão nas três categorias: individual, dupla masculina e dupla mista.


Goalball brasileiro faz história e fatura ouro inédito no Mundial de jovens

Meninas batem Austrália na final e encerram participação de forma invicta; rapazes ficam com a prata

#Acessibilidade: delegação brasileira com todos os atletas e integrantes da comissão técnica posa com as medalhas e o troféu de campeãs das meninas.

Por Comunicação CBDV

Guardem estes nomes: Ana Beatriz Bernardo, Danielle Longhini, Emily dos Santos, Letícia da Silva e Mônica Santos. Estas cinco garotas fizeram história na última madrugada ao derrotarem a Austrália por 5 a 0 na final do Mundial IBSA de jovens de goalball, e conquistarem uma inédita medalha de ouro para o Brasil nesta competição.

Em sua terceira participação no evento com as seleções feminina e masculina, o País jamais havia subido ao lugar mais alto do pódio. A festa na Austrália, onde foi disputado o Mundial, ganhou ainda mais brilho com a prata obtida pelos rapazes, que acabaram derrotados pela Tailândia por 5 a 4 no golden goal da prorrogação, após empate em 4 a 4 no tempo regulamentar.

“O grupo conseguiu manter o foco e o equilíbrio ao longo da competição e, na partida final, a equipe apresentou muita maturidade e paciência para conquistar este título para o Brasil. Essa conquista é o reflexo da seriedade do trabalho de base e da fomentação do goalball brasileiro”, comemorou Roger Scherer, técnico da seleção jovem feminina e preparador físico da seleção principal.

A campanha do quinteto feminino foi impecável: sete vitórias em sete confrontos disputados, com 59 gols marcados e 19 sofridos. A atleta Danielle Longhini, da APADV-SP, ainda foi eleita a melhor do torneio.

"Gostaria de agradecer pela torcida de todos no Brasil. Gostei muito de estar participando. A conquista é importante não apenas por representar um ouro inédito, mas porque mostra que o trabalho de base está sendo bem desenvolvido", disse a jogadora de 18 anos.

Na final, a equipe reencontrou as donas da casa, repetindo o duelo que marcara a abertura do campeonato. Diferentemente do 11 a 7 mais disputado do primeiro embate, desta vez as meninas do Brasil sobraram em quadra e construíram um sólido 5 a 0 sem grandes sustos.

Emoção até o fim com os garotos

Vice-campeão em 2017, o Brasil chegou à decisão contra a Tailândia com apenas uma derrota no percurso: justamente para os asiáticos, na fase de classificação, por 7 a 3. Mais consistente, apesar da pouca idade – era a seleção mais jovem do torneio –, a equipe se manteve à frente no placar durante quase todo o jogo, permitindo o empate em quatro gols que levou a final para a prorrogação. Os tailandeses conseguiram o “gol de ouro” e ficaram com o primeiro lugar.

“Foi uma experiência diferente para os meninos por competirem contra adversários que apresentavam uma faixa etária limítrofe dentro da competição, e nossa equipe sendo a mais jovem desse evento. Mas nem por isso eles se omitiram e conseguiram apresentar uma boa performance dentro de quadra. A derrota na final não ofusca em hipótese alguma o grande goalball que foi apresentado”, avaliou Altemir Trapp, técnico da seleção jovem masculina e analista de desempenho da seleção principal.

Confira todos os resultados do Brasil no Mundial:

Feminino

Primeira fase

Brasil 11 x 7 Austrália

Brasil 11 x 1 Tailândia

Brasil 7 x 1 Alemanha

Brasil 7 x 3 Grã-Bretanha

Brasil 10 x 4 Coreia do Sul

Semifinal

Brasil 8 x 3 Coreia do Sul

Final

Brasil 5 x 0 Austrália

Masculino

Primeira fase

Brasil 2 x 0 Polônia

Brasil 3 x 7 Tailândia

Brasil 11 x 1 Austrália

Brasil 6 x 4 Coreia do Sul

Brasil 6 x 4 Suécia

Semifinal

Brasil 6 x 1 Polônia

Final

Brasil 4 x 5 Tailândia

Sobre o torneio

O Mundial de jovens reúne atletas com até 19 anos de idade. Esta edição contou com 12 seleções de oito países. O torneio é realizado a cada dois anos. Na competição anterior, em 2017, em Budaors, na Hungria, o Brasil encerrou sua participação com duas medalhas: prata para os garotos e bronze para as meninas.

Fonte: cbdv.org.br

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Amigos e escola fazem campanha, arrecadam R$ 80 mil e constroem casa acessível para aluno com paralisia cerebral

Andrey Benvindo Porfírio, de 12 anos, é bolsista em um colégio particular de Mogi e despertou a solidariedade dos amigos após ele a mãe caírem da escada com mais de 15 degraus da casa onde moravam. Cadeira de rodas sequer entrava na casa onde ele morava antes.

Por Paula Moreira, G1 Mogi das Cruzes e Suzano

Campanha arrecadou R$ 80 mil para construção de casa acessível — Foto: Matilde Benvindo Porfírio/Arquivo pessoal
Campanha arrecadou R$ 80 mil para construção de casa acessível — Foto: Matilde Benvindo Porfírio/Arquivo pessoal

Vítima de paralisia cerebral após uma parada cardíaca durante o parto, o estudante Andrey Benvindo Porfírio, de Mogi das Cruzes, contou com a ajuda de muita gente para ter conforto e acessibilidade dentro de casa.

Aos 12 anos, Andrey é bolsista de uma escola particular e despertou a solidariedade dos amigos depois que ele e a mãe caíram da escada com mais de 15 degraus da casa onde moravam.

Entre doações, rifas e bingos, foram arrecadados cerca de R$ 80 mil e, em menos de um ano, a família construiu uma nova casa no terreno onde já vivia.

Construção começou em julho de 2018 — Foto: Natan Lira/G1
Construção começou em julho de 2018 — Foto: Natan Lira/G1

“Fizemos feijoada, bingo, vendemos rifa. Foi uma correria, mas deu tudo certo. Os pisos e a mão de obra com os acabamentos foram doações. Muita gente se empenhou no projeto com a gente”, conta Matilde Benvindo Porfírio, mãe de Andrey.

A casa ficou pronta no começo de junho. Com cômodos amplos, banheiros adaptados e sem escadas, agora Andrey consegue se locomover dentro do imóvel com mais liberdade.

Antes,  a construção de apenas três cômodos ficava abaixo do nível da rua, e, por isso, Matilde precisava descer com o filho nos braços.  Com o crescimento dele e o aumento de peso, a rotina ficou mais difícil e um dia o menino e a mãe rolaram escada abaixo.

Casa conta dois banheiros adaptados  — Foto: Matilde Benvindo Porfirio/Arquivo pessoal
Casa conta dois banheiros adaptados — Foto: Matilde Benvindo Porfirio/Arquivo pessoal

“Ele ficou muito feliz quando viu o quarto espaçoso, o banheiro adaptado. Ele olhava para o céu e, do jeitinho dele, pedia a Deus uma casa nova. Não aguentava mais ver a gente descendo essa escada com ele no colo ”.

Quando o menino ainda era bebê, a estrutura supria a necessidade do casal, mas quando ele passou a precisar da cadeira de rodas a rotina ficou mais difícil.

"A gente percebeu que era muito apertado para ele. A gente até brincava que a cadeira de rodas é um carro, porque ela só ficava na garagem, dentro de casa não circulava", conta a mãe.

Para que a nova casa fosse construída, a família se mudou temporariamente para dois quartinhos nos fundos na casa da mãe de Matilde.

Andrey conta com quarto espaçoso — Foto: Matilde Benvindo Porfirio/Arquivo pessoal
Andrey conta com quarto espaçoso — Foto: Matilde Benvindo Porfirio/Arquivo pessoal

Estrutura

A casa nova conta com dois quartos espaçosos, sala, cozinha e dois banheiros adaptados. O cuidado e o carinho no projeto podem ser vistos em cada detalhe. A sacada no quarto do casal, por exemplo, foi projetada com vista para a rua.

"É o lugar preferido do Andrey! Ele fica horas tomando sol, vendo o movimento das pessoas. Os olhinhos dele brilharam quando viu o espaço", conta Matilde.

                         Varanda é o lugar preferido do estudante — Foto: Matilde Benvindo Porfírio/Arquivo Pessoal
Varanda é o lugar preferido do estudante — Foto: Matilde Benvindo Porfírio/Arquivo Pessoal

Para que Andrey não dependa mais das escadas, a estrutura foi construída no nível da rua, em cima dos três cômodos que a família morava.

A antiga casa continua lá e agora serve como quartos para guardar as doações de roupas e sapatos que Matilde recebeu para vender em bazares.

"A gente ganhou muita coisa, então vamos continuar com o brechó", explica Matilde.

Ultrapassando os muros da escola

A diretora do colégio onde Andrey é bolsista conta que a ideia de ampliar a ação social da escola proposta pelos alunos em 2016 assustou. "Em determinado momento achamos que era uma loucura. Se a gente não conseguisse terminar, como ficaria essa família? Mas chegamos até o fim, graças à ajuda de muitas pessoas", lembra Dagmar Waizer Katayam.

Na reta final, a realização de eventos beneficentes e as doações que a família recebeu fizeram a diferença para que a casa fosse entregue dentro do prazo.

"A gente sabia que o valor que tínhamos não era suficiente. Em março acabou totalmente o dinheiro. Ficamos preocupados, porque estava na reta final, então fizemos mais eventos", conta Dagmar.

Há pouco mais de um mês morando na casa nova, Andrey já recebeu a visita dos colegas. "Nós já estivemos lá com as crianças que começaram o projeto. Elas se emocionaram ao ver a casa nova, porque viram como era antes. A cadeira de rodas sequer entrava dentro de casa. É uma coisa que o Andrey merecia", conta Katayam.

Para entrar e sair de casa, Andrey precisava passar pelas escadas — Foto: Natan Lira/G1
Para entrar e sair de casa, Andrey precisava passar pelas escadas — Foto: Natan Lira/G1

“Eu e meu esposo não temos palavras para agradecer. Quando olhamos para a nossa casa, agradecemos a Deus por ter colocado tanta gente boa em nosso caminho, tantos amigos”, agradece Matide.

"Estamos radiantes, feliz demais com eles. Foi um sonho que muita gente sonhou junto e nós atingimos a meta. Só temos a agradecer quem colaborou, amigos, pais de alunos, pessoas que souberam da causa. Muita gente ajudou sem conhecer. Ele é um menino que inspira muito amor e todo esse amor voltou para ele", completa Dagmar.

                  Andrey com os colegas em sala de aula — Foto: Colégio Alma Mater/Arquivo Pessoal
Andrey com os colegas em sala de aula — Foto: Colégio Alma Mater/Arquivo Pessoal

Fonte: g1.globo.com

GDF é condenado a indenizar paciente após médica confundir picada de escorpião com pneumonia

Criança sofreu paralisia cerebral por conta do erro. Indenização foi fixada em R$ 40 mil.

Por Pedro Alves, G1 DF

Escorpião no DF.  — Foto: Tony Winston/Agência Brasília
Escorpião no DF. — Foto: Tony Winston/Agência Brasília

A 8ª Turma Cível de Brasília condenou o Governo do Distrito Federal (GDF) a indenizar uma criança que sofreu paralisia cerebral após erro médico no Hospital Regional de Planaltina (HRPl). A decisão é de segunda instância e cabem recursos aos tribunais superiores.

A indenização foi fixada em R$ 40 mil. Segundo o processo, a médica que atendeu o paciente ignorou o relato da família de que a criança havia sofrido uma picada de escorpião, e o diagnosticou com pneumonia.

Ao G1, a Procuradoria-Geral do DF informou que foi intimada do acórdão e "interpôs recurso de embargos de declaração com o objetivo de questionar o capítulo que tratou dos índices de correção monetária".

Picada de escorpião

O caso ocorreu em outubro de 2014, quando o menino tinha 1 ano e 11 meses de idade. Segundo o processo, a criança foi  picada por um escorpião e os pais a levaram ao hospital com febre, dores no corpo e vômito.

Escorpião  — Foto: Reprodução/TV Subaé
Escorpião — Foto: Reprodução/TV Subaé

Ao chegar na unidade, a família relatou o acontecido à médica de plantão. No entanto, a profissional teria se recusado a receitar o antídoto para a criança, sob a alegação de que não havia encontrado o local da picada.

Mesmo com o relato dos pais, a médica diagnosticou a criança com pneumonia. Só 48 horas após a chegada no hospital, quando o estado de saúde do menino já era gravíssimo, ele foi levado à UTI e recebeu o soro contra picada de escorpião.

Dano cerebral

A criança ficou um mês internada e, após esse período, exames comprovaram a paralisia cerebral. Os pais do menino, então, acionaram a Justiça alegando erro médico.

Em depoimentos, enfermeiras que atuaram no caso confirmaram que, mesmo após questionamentos da equipe e do relato dos pais, a médica se recusou a receitar o antídoto para a criança.

Fachada de anexo do Tribunal de Justiça do Distrito Federal — Foto: Raquel Morais/G1
Fachada de anexo do Tribunal de Justiça do Distrito Federal — Foto: Raquel Morais/G1

O GDF, por sua vez, alegou que a profissional tomou os cuidados médicos adequados e que ela não encontrou a picada. Segundo o Executivo local, não houve erro grave ou grosseiro.

Decisões da Justiça

Segundo a juíza Bruna de Abreu Farber – que julgou o caso em primeira instância – “a profissional da área de saúde não tomou a devida cautela no exame do paciente, e, mesmo incitada por diversos outros profissionais a ministrar o soro antiescorpiônico, deixou de fazê-lo, insistindo em diagnóstico equivocado”.

O GDF recorreu, mas a decisão foi mantida em segundo grau. Para o relator do caso, desembargador Eustáquio de Castro, "a recusa da equipe médica em ministrar o soro no apelado diante das evidências clínicas, do relato familiar, do alto índice de ocorrência de acidentes na região e do alerta da equipe de enfermagem, é despropositada”.

Fonte: g1.globo.com

Centro de Referência em Síndrome de Down no HRAN atende mais de 1,4 mil pacientes

CrisDown é único no Brasil a acolher bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos. Grávidas com diagnóstico da trissomia do cromossomo 21 durante gestação também são atendidas.

Por G1 DF

CrisDown no Hran — Foto: Secretaria de Saúde/ Divulgação
CrisDown no Hran — Foto: Secretaria de Saúde/ Divulgação

O Centro de Referência Interdisciplinar em Síndrome de Down (CrisDown) existe desde 2013 no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em Brasília, e é o único no país a acolher bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos. Mulheres com diagnóstico da trissomia do cromossomo 21 durante a gestação também recebem atendimento gratuito.

No total, o CrisDown presta assistência a 1.442 pacientes. Cerca de 30 profissionais – entre fisioterapeutas, terapeuta ocupacional, nutricionista, fonoaudiólogo, psicólogo, assistente social, geneticista, clínico geral, cardiopediatra, neuropediatra e pediatra – estão envolvidos no trabalho.

Segundo a coordenadora, Carolina Vale, "muitos pacientes que chegaram bebês hoje frequentam escolas regulares e estão inseridos socialmente".

"Nosso olhar é voltado para a possibilidade e não para a limitação."

Exposição sobre pessoas com síndrome de down em Aracaju (SE) — Foto: Assessoria de Imprensa
Exposição sobre pessoas com síndrome de down em Aracaju (SE) — Foto: Assessoria de Imprensa

Demanda

Por ano, o Centro de Referência Interdisciplinar em Síndrome de Down do HRAN recebe, em média, 80 adultos e 151 crianças. São realizados cerca de 300 atendimentos por semana.

Os pacientes são encaminhados pelas unidades básicas de saúde ou maternidades dos hospitais. A ideia é oferecer o serviço para o paciente que mais necessita naquele momento", explica a coordenadora do CrisDown Carolina Vale.

"No dia do acolhimento, os pacientes já saem com consulta marcada em alguma especialidade."

No acolhimento, os pacientes recebem o calendário dos grupos realizados durante o ano. Nos encontros – que são quinzenais e divididos por faixa etária – as famílias trocam informações e esclarecem dúvidas com os profissionais.

De acordo com o clínico geral Karlo Quadros, que trabalha com adolescentes e adultos, por muito tempo o atendimento clínico a pessoas com Down era restrito a crianças. No entanto, aponta o médico, essa visão está ultrapassada.

"Quando a pessoa com Síndrome de Down enfrentava as transições de vida, como adolescência e idade adulta, não tinha um cuidado específico. Aqui, temos esse cuidado para todas as faixas etárias."

Serviço

Informações sobre o CrisDown

Telefone: 2017-1900, ramal 7058

Fonte: g1.globo.com

Fotógrafa constrói álbum sensorial para deficientes visuais no RS - Veja o vídeo.

Pais cegos que foram fotografados com a filha receberam a surpresa. Com páginas 3D, textos em braile e até cheiro, álbum traduz a emoção.

Isabel Ferrari Da RBS TV

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A fotógrafa Márcia Beal, de Porto Alegre, está acostumada a fazer ensaios de casais, bebês, famílias. Mas dois de seus clientes surpreenderam a gaúcha em mais de 11 anos de carreira como mostrou a reportagem da RBS TV neste domingo (26) no Fantástico. Um casal deficiente visual quis ser fotografado junto com seu bebê pelas lentes de Márcia para sentir, literalmente, a emoção dos registros e recebeu uma grande surpresa.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Jorge Vieira, o pai do bebê, nasceu sem visão. A mãe, Carlise Vieira, perdeu a visão há 16 anos em consequência de uma doença na retina. Quando chegaram ao estúdio, Márcia conta que não foi informada de que eles não enxergavam.

Pesquisei vários tipos de materiais que pudessem ser usados pra transformar a fotografia, que é plana, em algo que se pudesse tocar, que o deficiente visual pudesse sentir.”
Márcia Beal, fotógrafa

“Eu não tinha essa informação.Foi surpresa mesmo! Eu tive que conter a minha emoção conforme o ensaio foi acontecendo, principalmente quando eu tirei a foto do bebê com os pais”, lembra Márcia.

Comovida com a situação, Márcia sentiu que deveria entregar algo maior que um álbum aos pais de Natália. Com a ajuda de um artista plástico e um designer construiu um álbum que tentasse traduzir imagens em sensações.

“Pesquisei vários tipos de materiais que pudessem ser usados pra transformar a fotografia, que é plana, em algo que se pudesse tocar, que o deficiente visual pudesse sentir”, conta.

Após nove meses de testes, o trio de profissionais chegou a um resultado extraordinário: um álbum com texturas, textos em braile e até cheirinho de bebê.

“Esse modelo do álbum foi desenhado assim, pra gente colocar a impressão 3D, pra eles sentirem a foto, uma mostra do que foi usado na bebê, da mantinha que eu usei nela. O texto diz que Natália está deitada no cestinho com um fundo bege, coberta com uma manta cor de rosa, abraçada num ursinho de lã, com uma florzinha no cabelo”, descreve a fotógrafa.

Carlise é quem sempre escolhe as roupas da filha. E no dia em que o álbum especial ficou pronto não foi diferente. Ela sente cada coisinha que guarda na gaveta e já sabe o que vai vestir em sua filha para receber o presente. “Na cômoda eu guardo na primeira gaveta um pouco de tudo. Ali tem enfeites de cabelo, tem sapatinhos dela”, revela Carlise.

Márcia Beal desenvolveu um álbum sensorial para deficientes visuais  (Foto: Reprodução/RBSTV)
Márcia Beal desenvolveu um álbum sensorial para deficientes visuais (Foto: Reprodução/RBSTV)

Ela sente as botinhas de Natália e sabe as cores do tecido. “Esse sapatinho é cor de rosa. Essa bota é uma bota marrom que ela ganhou da vovó dela. E essa aqui é uma sandalinha”, supreende Carlise.

Ao receberem o álbum das mãos de Márcia, Jorge e Carlise não conteram a emoção.

“Que interessante! Porque é a primeira vez que a gente vê isso e, com certeza, muitos deficientes visuais gostariam de estar no nosso lugar”, celebra a mãe de Natália folhando o álbum sensorial.

Márcia, nitidamente emocionada, conta como construiu o a surpresa a Jorge e Carlise. “Separei os cenários que a gente escolheu aquele dia. Todas as páginas têm o molde em 3D da foto e a textura e a descrição em braile. Essa é a nossa foto preferida, que são vocês três.”

E, assim, com essa surpresa, a família de Natália, Márcia e seus amigos levaram uma grande lição para a vida: há outras formas de enxergar as coisas, e não obrigatoriamente é preciso usar os olhos.

Fonte: g1.globo.com



Prefeitura de Canhotinho realiza 'Semana Nacional da Pessoa com Deficiência'

Evento tem como tema Sozinhos podemos fazer tão pouco; juntos podemos fazer muito.

Por G1 Caruaru

Semana Nacional da Pessoa com Deficiência  — Foto: Divulgação
Semana Nacional da Pessoa com Deficiência — Foto: Divulgação

A Prefeitura de Canhotinho, no Agreste de Pernambuco, através das Secretarias de Educação e Saúde, e a Escola Padre Antônio Callou de Alencar, realizará a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência. O evento tem como tema ‘‘Sozinhos podemos fazer tão pouco; juntos podemos fazer muito" e acontecerá de 21 a 28 de agosto.

A ação contará com oficinas de Libras Terapia, Braille e Adaptação de Materiais Pedagógicos, com turmas pela manhã, tarde e noite. Também haverá um cinema, no auditório da Escola Edite Porto, com a exibição do filme ‘‘Colegas’’.

As oficinas serão realizadas no Atendimento Educacional Especializado (prédio da antiga Escola Dom Expedito Lopes) ou na Escola Padre Antônio Callou de Alencar.

As vagas serão limitadas e haverá entrega de certificado pela participação no evento, que é gratuito.

Fonte: g1.globo.com