sábado, 24 de agosto de 2019

Amigas se desdobram para fã de Sandy e Junior com síndrome de down conhecer a dupla em São Paulo

Da esquerda para direita: Fernanda, Jéssica e Mel. Estela sorrindo no meio das amigas.
Da esquerda para direita: Fernanda, Jéssica e Mel. Estela sorrindo no meio das amigas. Foto: Arquivo Pessoal

Matheus Freitas

Nos posts para conseguir uma vaga no concorrido camarim de Sandy e Junior é comum nos depararmos com histórias diversas de fãs demonstrando seu amor pela dupla. Mas Bel Casanovas fez diferente: queria presentear a amiga Estela de Almeida, de 42 anos, que tem síndrome de down, para realizar o sonho de conhecer os cantores. Fez um grande esquema, ao lado de outras colegas de trabalho, para conseguir o feito. E cumpriu a missão.

— Assim que soube do show, a Jéssica (outra amiga) propôs de levarmos a Estela porque todas sabemos o quanto ela os ama. À partir disso, começamos a mobilizar essa ideia, pedindo autorização da mãe, nos dividimos durante a madrugada na tarefa de comprarmos os ingressos. Foram horas na fila que valeram muito à pena — diz Bel Canovas, que é psicóloga: — Estela tem tem síndrome de down e deficiência intelectual também. Ela é alfabetizada, mas tem dificuldade com sua fala. Apesar disso, ela tem autonomia pra maioira das atividades, mas em alguns momentos precisa de apoio.

                Bel Casanova e Estela posando para uma selfie
             Bel Casanova e Estela posando para uma selfie Foto: Arquivo Pessoal

Estela ainda era uma criança na primeira vez em que foi a um show dos filhos de Xororó, e não guardou muitas memórias da apresentação, já que na épca não conseguiu ficar no local do evento por muito tempo por conta do barulho do show. Desde então, passou a colecionar CDs, revistas da época, viu a novela "Estrela guia"... E agora descoriu, no dia do seu aniversário, que vai conhecer Sandy e Junior no camarim.

— Estávamos num bingo beneficente do Instituto em que todas nós trabalhamos. Estela ajudou no evento, então esperamos até o final para contar. Ela ficou muito eufórica e todos ao seu redor comemoram junto. Professores, a diretoria e amigos do IADHEC se emocionaram com essa vitória e realização de um sonho antigo — relembra Bel, aos risos



Além de celebrar, Estela, que é aluna e trabalha como auxiliar de sala no IADHEC, uma escola de educação especial em São Paulo, já contou para todo mundo que que vai criar forças para ficar até o final do show.

— As expectativas para o show são as melhores. Todas nós crescemos ouvindo Sandy e Junior, é algo que compartilhamos da nossa história e estamos felizes de realizarmos entre amigas. A Estela torna tudo isso ainda mais especial.

A turnê “Nossa História”

Depois de São Paulo, Sandy e Junior levam a turnê para Curitiba. O show acontece na Pedreira Paulo Leminski no dia 31 de agosto e os ingressos já estão esgotados.

Quem ainda não garantiu um ingresso, e quer assistir a dupla, tem como opção apenas os shows de Manaus, no dia 13 de setembro e do Rio de Janeiro, no dia 9 de novembro. Quem vai estar em Nova Iorque ou Lisboa na primeira semana de outubro também pode comprar um ingresso para os shows internacionais da turnê. Todas as outras datas estão esgotadas.

Com delegação de 400 pessoas, brasileiros fazem a festa na cerimônia de abertura do Parapan

Comandado pelo porta-bandeira Leomon Moreno, deficiente visual e jogador de goalball, Brasil inicia a caminhada para manter-se no topo do esporte paralímpico das Américas

Por GloboEsporte.com — Lima

Foto: Ale Cabral/CPB
Com delegação de 400 pessoas, brasileiros fazem a festa na cerimônia de abertura do Parapan

Começa oficialmente a luta do Brasil para manter-se no topo do esporte paralímpico das Américas. Na noite desta sexta, o Estádio Nacional de Lima recebeu a cerimônia de abertura do Parapan com muita festa, emoção e representatividade da causa paralímpica. Hegemônico na competição desde a Rio 2007, o Brasil desfilou com cerca de 400 pessoas, dentre atletas, staff e integrantes das comissões técnicas. Alguns nomes conhecidos como os velocistas Petrúcio Ferreira e Verônica Hipólito não participaram do evento, já que competem no fim de semana. Caso diferente foi o de Daniel Dias, que era um dos mais animados.

A honra de carregar a bandeira brasileira foi dada a Leomon Moreno, deficiente visual e considerado o melhor jogador de goalball do mundo. Ao todo, o Brasil levou para Lima uma delegação recorde de 513 pessoas, entre as quais 337 desportistas. O Parapan é o evento mais importante antes dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

A nadadora Susana Schnarndorf se diverte durante a cerimônia de abertura Parapan  — Foto: Ale Cabral/CPB
A nadadora Susana Schnarndorf se diverte durante a cerimônia de abertura Parapan — Foto: Ale Cabral/CPB

Daniel Dias durante o desfile da delegação brasileira — Foto: Ale Cabral/CPB
Daniel Dias durante o desfile da delegação brasileira — Foto: Ale Cabral/CPB

Cena da passagem da delegação brasileira — Foto: Washington Alves/EXEMPLUS/CPB
Cena da passagem da delegação brasileira — Foto: Washington Alves/EXEMPLUS/CPB

Quase 2h de shows no gramado

A cerimônia começou pontualmente às 21h com a bandeira peruana sendo hasteada no mastro do Estádio Nacional de Lima. Minutos depois, deu-se início o espetáculo no gramado com artistas representando a biodiversidade do Peru, país coberto por boa parte da Floresta Amazônica. Na sequência, as delegações entraram uma a uma com a Argentina abrindo os trabalhos.

O Brasil foi o quinto país a entrar. Conduzidos pelo porta-bandeira Leomon Moreno, os brasileiros fizeram a festa no Estádio Nacional. Cumprindo o protocolo padrão de cerimônias de abertura de eventos multiesportivos, o anfitrião Peru foi o último país a desfilar, tendo Angelica Espinoza, do taekwondo, como porta-bandeira.

Após os desfiles, as luzes foram apagadas até a entrada de novos artistas. A representação da vez foi a simbiose entre os povos com duas crianças deficientes atuando como destaques. Os dois superaram diversos obstáculos, mostrando a força do atleta paralímpico.

Artistas fazem representação da biodiversidade do Peru — Foto: Douglas Magno/EXEMPLUS/CPB
Artistas fazem representação da biodiversidade do Peru — Foto: Douglas Magno/EXEMPLUS/CPB

A performance seguinte foi realizada para passar uma mensagem de esperança. Neste momento, artistas se apresentaram com adereços luminosos. Depois disso, dois artistas escalaram um paredão juntos para representar a cooperação e a amizade.

Terminadas as apresentações artísticas, o presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Lima, Carlos Neuhaus, fez um discurso, passando posteriormente a palavra para Julio César Ávila Sarria, presidente do Comitê Paralímpico das Américas.

Panorâmica do Estádio Nacional de Lima durante a cerimônia de abertura — Foto: Washington Alves/EXEMPLUS/CPB
Panorâmica do Estádio Nacional de Lima durante a cerimônia de abertura — Foto: Washington Alves/EXEMPLUS/CPB

Faltava a cereja do bolo. Por volta das 22h55, o ex-atleta peruano Pompilo Falconi entrou no estádio com a tocha. A segunda pessoa a desfilar foi a ex-mesa-tenista Teresa Chiappo, que passou a tocha para o ex-nadador Jose Gonzales Mugaburu. Em seguida, Jimmy Eulert, outro ex-nadador, encerrou o tour, acendendo a pira. Está aberta a sexta edição dos Jogos Parapan-Americanos.

Chamado na Europa de CR7 do goalball, Leomon Moreno vibra por ser porta-bandeira em Lima: "Mais que surreal"

Bicampeão mundial, ouro em Toronto 2015 e duas vezes medalhista paralímpico, brasiliense quase desistiu da modalidade em 2011. Após se reerguer, recebeu proposta do Sporting pelas redes sociais e foi apresentado pelo clube português como "Cristiano Ronaldo do goalball"

Foto: Pedro Maia
Chamado na Europa de CR7 do goalball, Leomon Moreno vibra por ser  porta-bandeira em Lima:

Por Pedro Maia e Bruna Campos — Lima, Peru

Nas mãos de Leomon Moreno, a bola de borracha com 1,25 kg é sinônimo de dor de cabeça para os adversários. O barulho dos sinos está ali para auxiliar quem tem o papel de defender numa quadra de goalball, mas quando o oponente pela classe B1 é o ala de 26 anos, não existe auxílio que dê jeito. Leomon é considerado o maior talento brasileiro na modalidade, e nessa sexta-feira, vai ter a honra de carregar a bandeira verde-amarela na abertura dos Jogos Parapan-Americanos de Lima, no Peru.

Só que antes de atingir o status de referência paralímpica, o brasiliense viveu dias de incerteza nesse esporte. Superou dificuldades, se firmou na seleção, e através de uma rede social, recebeu até proposta da Europa. Chegou ao Sporting, de Portugal, com uma alcunha pomposa: Cristiano Ronaldo do goalball. Em conversa com o GloboEsporte.com, Leomon falou sobre sua experiência no time de Lisboa, sobre o momento difícil em 2011 e, claro, sobre a honra de carregar a bandeira brasileira na festa de abertura de um Parapan.

Hasteamento da bandeira do Brasil no Parapan de Lima — Foto: Pedro Maia
Hasteamento da bandeira do Brasil no Parapan de Lima — Foto: Pedro Maia

Início no goalball por influência familiar

Deficiente visual, Leomon chegou ao goalball por influência dos irmãos mais velhos, Leandro e Leonardo, também deficientes de visão. O porta-bandeira do Brasil nos Jogos de Lima nasceu com retinose pigmentar, uma doença hereditária que causa degeneração da retina. Aos poucos, foi perdendo a visão e hoje tem apenas a percepção de vultos. Aos 7 anos, por ainda enxergar mais que os irmãos, os acompanhava nos treinos e logo se interessou pela modalidade.

Só começou a praticar, no entanto, após os 14 anos de idade, depois de experimentar esportes como o judô, a natação, o futebol de 5 e o atletismo, modalidade que chegou a lhe render títulos. No fim das contas, pesou a tradição familiar. Com um físico mais preparado para o goalball, mergulhou na modalidade sendo destaque em competições escolares e regionais até a primeira convocação para a seleção brasileira, em 2012, aos 19 anos. Com o irmão Leandro, chegou a competir em nível internacional e ganhar títulos. Só que essa não foi uma estrada fácil. Um ano antes de chegar à seleção, Loemon quase desistiu do goalball.

Leomon (com a bola) com o irmão Leandro, em treino da seleção — Foto: Buda Mendes / CPB
Leomon (com a bola) com o irmão Leandro, em treino da seleção — Foto: Buda Mendes / CPB

Um momento difícil, e em 2011 o goalball quase ficou para trás

Em 2011, Leomon precisou ter persistência para seguir na modalidade. Por falta de apuro técnico e até mesmo maturidade dentro do jogo, acabou amargando alguns cortes da seleção brasileira que o fizeram repensar a carreira na modalidade.

- Eu vinha de três pré-convocações para a seleção, e por três vezes fui cortado. Então no terceiro corte, como eu já tinha passado por outros esportes, eu tive uma conversa comigo mesmo. Falei 'Leomon, se você não conseguir se desenvolver no goalball agora a gente vai mudar de rumo'. Eu tinha a ideia de migrar para outra modalidade e tentar a vida. Mas nesse mesmo ano que eu tive essa conversa interior, consegui me destacar bastante dentro da seleção principal e consegui galgar essa vaga - revelou o ala.

O mau momento foi superado, e em 2012 veio a primeira convocação, para as paralimpíadas de Londres. Desde então, o Brasil se firmou como potência. Leomon se agigantou na modalidade, virou craque, e é o único representante da família na seleção. Formado em massoterapia, hoje ele se dá ao luxo de só exercer a atividade nas horas vagas, já que o goalball é sua fonte de renda, muito por bolsas e patrocínios. Assim como em Lima, em Tóquio 2020 seu objetivo não é nada modesto: a medalha de ouro.

Cristiano Ronaldo do goalball

Tanto prestígio levou o Sporting de Portugal a fazer uma proposta a Leomon de forma inusitada: pelas redes sociais. O contato foi feito por um diretor técnico do time portugûes, que lhe mandou uma mensagem convidando-o para jogar a "Champions League do goalball" pelo time alviverde. O brasileiro aceitou e foi anunciado pelo time de Lisboa como Cristiano Ronaldo do goalball.

- A maior surpresa que eu tive foi um time europeu entrar em contato comigo. Entraram em contato comigo até pelo Facebook, sondando meu interesse em participar de jogos pelo Sporting. Mesmo sem incentivo financeiro e pelo crescimento da modalidade, que eu tenho isso comigo de representar muito bem a nossa modalidade e fazer com que ela cresça ainda mais, aceitei logo de cara. Isso me trouxe uma injeção a mais de dedicação dentro do esporte pra conseguir expandir cada vez mais a modalidade - disse.

Hoje Leomon é integrante do time do Santos, mas tem liberdade para disputar jogos europeus pelo Sporting, campeão da Superliga Europeia de goalball em 2018 e 2019. Em 2018, a campanha do título teve participação decisiva do brasiliense, que marcou 23 gols no torneio. Na campanha desse ano, foi novamente peça-chave ao lado do também brasileiro Romário Marques.


Leomon conversa com o GloboEsporte.com na Vila dos Atletas — Foto: Pedro Maia
Leomon conversa com o GloboEsporte.com na Vila dos Atletas — Foto: Pedro Maia

Leomon tem currículo de peso. É bicampeão do Mundial da modalidade (em 2014 na Finlândia e em 2018 na Suécia); foi ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015; bronze nos Jogos Paralímpicos Rio 2016; prata nos Jogos Paralímpicos Londres 2012; e eleito o melhor atleta paralímpico brasileiro em 2014. Não por acaso, se firmou como ícone da modalidade. Em seu repertório, não faltam criatividade, agressividade e intensidade nos treinos.

- Sempre tento levar a minha individualidade para o lado coletivo. Para no coletivo tudo funcionar bem e a gente conseguir as nossas vitórias. Trabalho todos os dias, antes de dormir fico imaginando, pensando em alguma coisa diferente pra fazer dentro de quadra. Algo diferente também de comunicação dentro de quadra que a gente possa fazer. No goalball tem muito disso: tentar enganar o adversário pra sair de um ponto que ele não esteja preparado e defender a bola. Tento sempre desenvolver isso cada vez mais - avaliou o jogador.

A honra de carregar a bandeira do Brasil na abertura de Lima 2019

Leomon fala com orgulho sobre a responsabilidade de carregar a bandeira do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos Parapan-Americanos de Lima. Para ele, esse é um fato que vai ajudar a projetar a modalidade ainda mais.

- Agradeci muito ao Mizael (presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro) não só por mim, mas pela modalidade do goalball, porque o goalball é pouco conhecido dentro do esporte paralímpico. O goalball ter essa representatividade dentro do comitê pra mim é uma honra, tenho muito o que agradecer ao CPB e à toda estrutura proporcionada pra gente aqui em Lima. Foi tudo emocionante, e vai ser no próprio ato de carregar a bandeira. Pra mim é mais que surreal - disse Leomon.

Goalball brasileiro já em Tóquio 2020

No goalball, tanto a seleção brasileira masculina quanto a feminina já estão classificadas para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. Entre os homens, a vaga veio por meio da medalha de ouro no Mundial de Malmö, na Suécia, em 2018. Assim os jogadores projetam uma boa participação no Parapan de Lima 2019 como um 'recado' a rivais de Tóquio 2020.

A equipe de melhor colocação na capital peruana assegura lugar em Tóquio. Caso o Brasil fique com o ouro, o que já aconteceu há quatro anos, em Toronto 2015, a vaga irá para o medalhista de prata. Nada que faça Leomon Moreno, principal jogador do país na modalidade, pensar em algo diferente do que o lugar mais alto do pódio.

Leomon é homenageado no prêmio Paralímpicos 2016 — Foto: Fernando Maia/Mpix/CPB
Leomon é homenageado no prêmio Paralímpicos 2016 — Foto: Fernando Maia/Mpix/CPB

Entenda o goalball

Ao contrário de outras modalidades paralímpicas, o goalball foi desenvolvido exclusivamente para pessoas com deficiência visual. A quadra tem as mesmas dimensões da de vôlei (9m de largura por 18m de comprimento). As partidas são realizadas em dois tempos de 12 minutos, com 3 minutos de intervalo. Cada equipe conta com três jogadores titulares e três reservas. De cada lado da quadra há um gol com 9m de largura e 1,30m de altura.

Os atletas são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores. O arremesso deve ser rasteiro ou tocar pelo menos uma vez nas áreas obrigatórias. O objetivo é balançar a rede adversária. A bola tem um guizo em seu interior para que os jogadores saibam sua direção.

O goalball é um esporte baseado nas percepções tátil e auditiva, por isso não pode haver barulho no ginásio durante a partida, exceto no momento entre o gol e o reinício do jogo e nas paradas oficiais. A bola tem 76 cm de diâmetro e pesa 1,25 kg. Hoje, o goalball é praticado em 112 países. No Brasil, a modalidade é administrada pela Confederação Brasileira de Desporto de Deficientes Visuais (CBDV).





PL que obriga emissão de documentos em braille é aprovado em Rio Branco

Documento deve seguir para sanção da prefeitura, que vai ter um prazo para se adequar.

Por Alcinete Gadelha, G1 AC — Rio Branco

Resultado de imagem para Professor comemora uso de braille nas contas de luz e água
Professor comemora uso de braille nas contas de luz e água — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A Câmara de Rio Branco (CMRB) aprovou, por unanimidade, na manhã desta quinta-feria (22), o projeto de lei que obriga o fornecimento de contas e carnês impressos, emitidos pela prefeitura em braille.

O projeto é de autoria do vereador Emerson Jarude e já tinha sido apresentado em 2017, rejeitado na época pelos vereadores, foi reapresentado em abril deste ano.

"A intenção é a gente poder dar autonomia e mais acessibilidade às pessoas com deficiência visual. Hoje, infelizmente, a prefeitura ainda não tem a prática de disponibilizar as contas municipais em braille", disse o vereador.

De acordo com o presidente da Associação das pessoas com Deficiência Visual, Célio Roberto, em Rio Branco, cadastradas na entidade, existem cerca de 200 pessoas que vão ser beneficiadas com o projeto de lei.

Jarude explica que o projeto é no sentido de obrigar a prefeitura a disponibilizar contas como IPTU e outras taxas neste formato.

De acordo com o vereador, com a aprovação, a prefeitura vai dispor de um prazo para estabelecer a mudança e as pessoas que tiverem interesse em receber as contas em braille, devem procurar o órgão e fazer a solicitação. As contas devem chegar nesse formato.

"Mais de 5% da população tem algum tipo de deficiência nesse sentido. Pode não ser total, mas são números muito altos e que poderão, a partir de agora, estar amparados pela lei", pontua o vereador.

Célio Roberto comemorou a aprovação do PL e disse que aguarda pela sanção da prefeitura para que consigam ter acesso a estes documentos sozinhos.

"Graças a Deus que foi aprovado. Nós vamos ter nossa independência agora. E não vamos mais precisar de ninguém para ler estes documentos pra gente, com tudo feito em braille. Que bom que estão olhando para a inclusão e acessibilidade", disse Roberto.

Fonte: g1.globo.com

Idoso com Síndrome de Down morre de fome por não receber comida em hospital - Veja o vídeo

YouTube Michael Chang

por Henrique

Guiseppe “Joe” Ulleri era um senhor de 61 anos idade, com síndrome de Down. Ele vivia em um abrigo para pessoas com necessidades especiais e, após sofrer uma queda, teve que ser levado para um hospital em Manchester, na Inglaterra, Lá, ele acabou ficando 20 dias sem receber comida, fazendo com que ele morresse de fome.

Preliminarmente, os médicos acreditaram que o homem poderia retornar para casa após receber alta médica. Porém, exames mais precisos constataram a ocorrência de várias fraturas pelo corpo, fazendo com que ele precisasse ser internado.

Por ter quebrado alguns ossos do pescoço, Joe estava impossibilitado de ingerir alimentos sólidos. Por conta disso, as enfermeiras optaram por não administrar a ele nada por via oral.


Diante disso, uma grande confusão foi instaurada, pelo fato dos profissionais não lidarem adequadamente com a forma correta de alimentá-lo. Isso fez que com ele enfrentasse três dolorosas semanas sem ingerir nenhum tipo de comida.

Este hospital é um centro em excelência tecnológica, mas a forma com foi conduzida a situação de Guiseppe está sendo considerada como desumana e irresponsável.


Ele passou por alguns tratamentos para tentar conseguir engolir novamente e, algum tempo depois, teve um tubo gástrico inserido em seu corpo, na intenção de fornecer alimentos.

Porém, já era tarde demais, e o homem acabou vindo a óbito, pela falta de estoque de energia em seu corpo. A família agora ajuíza processos na intenção de cobrar legalmente do hospital os danos cometidos.



Começou o Parapan! Saiba como acompanhar, aqui no Brasil, o evento

Cerimônia de Abertura nesta sexta (23), às 21h (de Brasília), marca o pontapé oficial dos Jogos

#Acessibilidade: foto mostra a deleção de costas para câmera durante a cerimônia de hasteamento da Bandeira Nacional, em Lima.

Por Comunicação CBDV*

A chama parapan-americana chegará nesta sexta-feira (23) ao Estádio Nacional de Lima, no Peru, para marcar o início oficial da sexta edição dos Jogos. A Cerimônia de Abertura, que começará às 21h (de Brasília), terá transmissão ao vivo do SporTV 2 – única emissora do Brasil que adquiriu os direitos da competição.

A previsão é de que sejam exibidas mais de 80 horas das provas de atletismo e natação, além dos jogos de basquete em cadeira de rodas e rúgbi em cadeira de rodas. Por decisão do Comitê Organizador Local e do Comitê Paralímpico Internacional, apenas cinco modalidades terão transmissão ao vivo para a televisão. Fora as quatro acima mencionados, o parabadminton, de forte tradição local, também será mostrado.

Infelizmente, as modalidades da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV) não serão televisionadas. Porém, os fãs poderão ficar ligados nas redes sociais tanto da CBDV quanto do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). As duas entidades contam com mais de 20 profissionais trabalhando em Lima. Estaremos sempre postando vídeos, fotos, entrevistas e bastidores do evento.

Além disso, diariamente, a partir de sábado (24), haverá uma LIVE nas redes sociais do CPB (e compartilhada no Facebook da CBDV) intitulada #BrasilNoParapan, com duração de até 20 minutos. Direto do Centro de Mídia, faremos boletins informando o que de melhor haverá na programação do Parapan, inclusive com a participação especial de convidados.

Confira dia a dia a agenda de competições dos atletas da CBDV em Lima (horários de Brasília):

DIA 24 - sábado

a partir das 11h00: judô
Anderson Wassian da Silva (até 66 kg)
Thiego Marques da Silva (até 60 kg)
Giulia dos Santos Pereira (até 48 kg)
Karla Ferreira Cardoso (até 52 kg)
Antônio Tenório da Silva (até 100 kg)
Arthur Cavalcante da Silva (até 90 kg)
Julio Cesar Santos da Conceição (acima de 100 kg)

19h30: futebol de 5
COLÔMBIA x BRASIL

DIA 25 - domingo

A partir das 11h00: judô
Harlley Damião Pereira Arruda (até 81 kg)
Luan Simões Pimentel (até 73 kg)
Lúcia da Silva Teixeira Araújo (até 57 kg)
Alana Maldonado (até 70 kg)
Meg Rodrigues Emmerich (acima de 70 kg)
Rebeca Souza Silva (acima de 70 kg)

12h00: goalball feminino
BRASIL x CANADÁ

13h15: goalball masculino
BRASIL x ARGENTINA

17h00: futebol de 5
ARGENTINA x BRASIL

DIA 26 - segunda

14h30: goalball feminino
BRASIL x COSTA RICA

17h00: goalball masculino
BRASIL x MÉXICO

17h00: futebol de 5
BRASIL x MÉXICO

DIA 27 - terça

13h15: goalball masculino
BRASIL x GUATEMALA

14h30: goalball feminino
BRASIL x EUA

DIA 28 - quarta

12h00: goalball masculino
Quartas de final (se passar)

20h45: goalball feminino
BRASIL x PERU

19h30: futebol de 5
BRASIL x COSTA RICA

DIA 29 - quinta

12h30: goalball masculino
Semifinal (se passar)

20h45: goalball feminino
BRASIL x MÉXICO

19h30: futebol de 5
PERU x BRASIL

DIA 30 - sexta

17h00: goalball feminino
Semifinal (se passar)

19h00: futebol de 5
Final (se passar)

DIA 31 - sábado

18h30: goalball feminino
Final (se passar)

19h45: goalball masculino
Final (se passar)

*Com informações do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB)

Fonte: cbdv.org.br

Cerimônia de abertura dá início ao Parapan de Lima 2019; Confira programação de sábado, 24

Leomon Moreno carrega a bandeira brasileira (Crédito: Alê Cabral/CPB)
Leomon Moreno carrega a bandeira brasileira (Crédito: Alê Cabral/CPB)

A cerimônia de abertura dos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019 aconteceu na noite desta sexta-feira, 23, no Estádio Nacional do Peru. Com a maior missão da história do evento, a delegação brasileira desfilou com 513 pessoas, entre as quais 337 desportistas. A celebração que marca o início da competição foi transmitida pela SporTV 2  SKY canal 438.

O conceito criativo da cerimônia foi desenvolvido por Hansel Cereza, o responsável pelo evento de abertura dos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992. "Os atletas paralímpicos me fizeram ser mais solidário e modificaram a minha forma de ver a vida. O principal objetivo é mudar o pensamento das pessoas com um espetáculo que trata todos como iguais", disse Hansel. Ao todo, 500 artistas e voluntários participaram da celebração, que mostrou a história do Peru.

O porta-bandeira à frente da delegação brasileira foi Leomon Moreno, considerado o melhor jogador de goalball do mundo. O brasiliense de 26 anos, que perdeu a visão ainda bebê conta de uma retinose pigmentar, foi ouro na edição dos Jogos de Toronto, em 2015 e liderou a Seleção Brasileira ao bronze nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016 e à prata nos Jogos de Londres 2012. Somam-se ao seu currículo ainda dois títulos mundiais da modalidade: na Finlândia, em 2014, e na Suécia, em 2018.

"Com certeza foi uma imensa emoção passar por esse estádio todo e ter vindo na frente da minha nação. Isso me deixa muito feliz e muito emocionado, as lágrimas vêm aos olhos", disse o atleta.

O Brasil começa neste sábado, 24, com a disputa do tiro esportivo e do judô, às 9h. Ao longo do dia, os atletas de outras oito modalidades entraram em quadra. Veja a programação completa do primeiro dia abaixo:

9h - Tiro Esportivo
Geraldo Von Rosenthal, Sérgio Vida (P4) e Alexandre Galgani e Bruno Stov (R4)

9h - Judô
Anderson Wassian da Silva (até 66 kg)
Thiego Marques da Silva (até 60 kg)
Giulia Dos Santos Pereira (até 48 kg)
Karla Ferreira Cardoso (até 52 kg)
Antonio Tenorio da Silva (até 100 kg)
Arthur Cavalcante da Silva (até 90 kg)
Julio Cesar Santos da Conceição (acima de 100 kg)

9h30 - Futebol de 7
Brasil x Peru

10h - Tênis de mesa

10h - Rúgbi em cadeira de rodas
Brasil x Canadá

12h - Vôlei sentado masculino
Brasil x Costa Rica

14h - Tênis em cadeira de rodas
Rejane Candida x Nicole Maria Dhers
Meirycoll Duval x Johana Martinez

15h - Rúgbi em cadeira de rodas
Brasil x Estados Unidos

15h - Atletismo

17h - Vôlei sentado feminino
Brasil x Canadá

17h30 - Futebol de 5
Brasil x Colômbia

18h30 - Basquete em CR masculino
Brasil x Peru

20h45 - Basquete em CR feminino
Brasil x Peru

21h - Vôlei sentado feminino
Brasil x Estados Unidos

Dia 1: Brasil se vinga da Colômbia no rúgbi em cadeira de rodas; Confira os resultados

Jogadores celebram vitória do rúgbi em cadeira de rodas (Crédito: Saulo Cruz/Exemplus/CPB)
Jogadores celebram vitória do rúgbi em cadeira de rodas (Crédito: Saulo Cruz/Exemplus/CPB)

A cerimônia de abertura do Parapan de Lima ainda nem foi realizada, mas o Brasil já triunfa na canchas peruanas. Três modalidades estão em atividade nesta sexta-feira, 23. A primeira delas foi o tênis de mesa, no ginásio Polideportivo 3, na Videna (Vila Deportiva Nacional).

Todos os brasileiros que entraram em quadra triunfaram.

A começar pelo catarinense Conrado Contessi (classe 1), que bateu o argentino Guillermo Bustamante por 3 a 1. O brasiliense Aloísio Júnior (1) aplicou 3 a 0 no americano Michael Godfrey. A mineira Marliane Santos (2-3) venceu idêntica contra a também americana Pamela Fontaine. Já Carla Maia (2-3), do Distrito Federal, garantiu uma vitória suada contra a argentina Verônica Blanco, por 3 sets a 2. Assim como o cearense Francisco Melo (8) bateu o argentino Pablo Krotsch pelo mesmo placar.

O tênis de mesa do Brasil pode garantir uma grande quantidade de medalhas neste sábado, 24. A modalidade já assegurou 11 atletas nas quartas de final, 12 semifinalistas e um finalista nas disputas, a partir do meio-dia (de Brasília).

No vôlei, o time masculino não encontrou dificuldades para atropelar a seleção do Peru. Em uma hora e um minuto de jogo, a equipe fez 3 a 0 nos anfitriões, com parciais 25/19, 25/18 e 25/18. A seleção volta à quadra às 14h (de Brasília), para a segunda rodada, contra a Costa Rica.

O ponto alto do dia foi o triunfo da seleção brasileira de rúgbi em cadeira de rodas ante à Colômbia. Com 20 tries (pontos) do fluminense Júlio Rocha, nossa equipe fez 48 a 41. O jogo era importante, dado que os cafeteros são rivais diretos na briga pela medalha. O último confronto entre as duas seleções em Parapans ocorreu na decisão do bronze em Toronto 2015, a Colômbia tirou o Brasil do pódio com um doloroso triunfo por 50 a 48.

O desafio deste sábado é um dos mais complicados. Às 14h (de Brasília), a equipe verde e amarela, comandada pela técnica Ana Ramkrapes, encara o Canadá, atual campeão parapan-americano, mas que vem de campanha irregular no Mundial do ano passado, na Austrália, quando terminou na quinta colocação. O Brasil não se classificou para esta competição.

Sem Barreiras – Festival de Acessibilidade e Artistas com Deficiência será promovido pela Prefeitura de São Paulo

Festival que acontece em setembro terá apoio de várias instituições culturais da cidade


A Prefeitura de São Paulo, por meio das Secretarias Municipais de Cultura (SMC) e da Pessoal com Deficiência (SMPED), e apoio das instituições da Paulista Cultural (Casa das Rosas, IMS, Itaú Cultural, Japan House, Masp, Sesc e SESI) e outras instituições da cidade, criou o “Sem Barreiras – Festival de Acessibilidade e Artistas com Deficiência”, que será realizado de 17 a 22 de setembro, em vários pontos da cidade.

“O corredor da Paulista Cultural é o melhor cenário para iniciarmos o Festival Sem Barreiras. A Paulista sempre se antecipou às discussões de sociedade e da cidadania paulistana. A Paulista é lugar de cultura, de arte, de mobilidade, de acessibilidade”, declara Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural.

A ideia de criar um Festival acessível e com artistas com deficiência surgiu da experiência com o Programa Cultura Inclusiva, uma parceria das Secretarias Municipais de Cultura e da Pessoa com Deficiência, que tem como objetivo promover acessibilidade comunicacional em teatros e equipamentos municipais de cultura, oferecendo, além de acessibilidade arquitetônica, recursos de Libras e audiodescrição para munícipes com deficiência. O Cultura Inclusiva mostrou a importância da divulgação de eventos com acessibilidade comunicacional (Libras, audiodescrição e legenda) pela imprensa.

“Hoje os guias das agendas culturais da cidade não divulgam a acessibilidade em suas programações. A inserção dos símbolos na divulgação dos eventos acessíveis facilitará a vida das pessoas com deficiência que buscam por essas informações. Queremos chamar a atenção da imprensa, falando sobre a falta que faz o uso dos símbolos comunicacionais. Sabemos que boa parte das instituições culturais da cidade já trazem programações acessíveis e isso tem que estar claro nos guias e roteiros culturais”, afirma Cid Torquato, Secretário Municipal da Pessoa com Deficiência.

Nessa primeira edição do Festival, teremos mais de 100 atrações: circo, contação de história, dança, debates, exposições, intervenções, música, oficinas, palestras, passeios, performances, poesia, teatro e visitas monitoradas. Além das instituições da Paulista Cultural, contamos com a participação de outras como: APAA, Bike Tour SP, Centro Cultural Banco do Brasil, Cia Teatral Olhos de Dentro, MIS, Museu do Futebol, OSESP, Santa Marcelina Cultura, SP Escola de Teatro e Tom Brasil. Todas elas já fazem espetáculos acessíveis e muitas contam com artistas com deficiência. Também teremos o apoio do Aplauso Brasil.

“A experiência que tivemos na última edição da Virada Cultural, deixou clara a importância da acessibilidade nos eventos, além de sua divulgação. Foram 23 palcos e 71 espetáculos acessíveis com tradução em Libras, e a grande participação de pessoas com deficiência”, declara Alê Youssef, Secretário Municipal de Cultura.

Serviço: “Sem Barreiras – Festival de Acessibilidade e Artistas com Deficiência”
Abertura do Festival: 17 de setembro, terça-feira, às 18h
Lançamento do app Cultura Acessível + espetáculo Nas Vizinhanças de Renata
Local: Itaú Cultural - Av. Paulista, 149 - Bela Vista
Mais informações: (11) 3913-4011

Sobre os Símbolos de Acessibilidade Comunicacional:

Com o sucesso do Cultura Inclusiva, a Prefeitura de São Paulo passa a divulgar os símbolos de audiodescrição, Libras e Closed Caption na programação cultural da cidade. A iniciativa é um estímulo para que outros equipamentos públicos e privados, além de roteiros e guias culturais, também apresentem em seus serviços os símbolos de acessibilidade comunicacional, alcançando o público de pessoas com deficiência auditiva e visual. Todos os símbolos estão disponíveis para download no site da SMPED.


sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Ninja quebra internet ao postar vídeo de apoio a fã com paralisia cerebral: "Amo você, amigão" - Vejam os vídeos

Mensagem de streamer ganha repercussão e jovem recebe doações para ajudá-lo a seguir com o tratamento. Pai comemora: "É a primeira vez que ele anda sem ninguém atrás como apoio"

Por SporTV.com — Rio de Janeiro

Foto: Reprodução
Ninja quebra internet ao postar vídeo de apoio a fã com paralisia cerebral:

O maior streamer de Fortnite do mundo mostrou que pode ajudar e emocionar pessoas com uma simples ação. Tyler "Ninja" fez a internet bombar nesta quinta-feira ao gravar uma mensagem apoiando Finley, um jovem fã que sofre de com paralisia cerebral.

- Oi, Finley. Só queria dizer olá. Espero que esteja se sentindo melhor. Amo você, amigão - disse Ninja.

O vídeo foi publicado pelo pai do menino, o streamer KingoCraigo, nas suas redes sociais. Além da mensagem, Ninja enviou outros produtos e um kit autografado ao garoto. Graças a postagem e a grande repercussão, o menino recebeu doações e ganhou motivação extra para seguir o tratamento.

- O tweet do Ninja o deu uma motivação enorme! É a primeira vez que ele anda sem ninguém atrás como apoio - revela a postagem.