sábado, 31 de agosto de 2019

Jovem com paralisia cerebral comemora 18 anos em hospital onde é acompanhada desde o nascimento em Fortaleza

Festa também marca a despedida de Vitória do local, pois agora, maior de idade, será atendida no Hospital Dr. Waldemar de Alcântara.

                 Jovem completou 18 anos em hospital de Fortaleza — Foto: Kid Junior/SVM
              Jovem completou 18 anos em hospital de Fortaleza — Foto: Kid Junior/SVM

Acompanhada desde o primeiro ano de vida no Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), no Bairro Vila União, em Fortaleza, Vitória Pereira comemorou os seus 18 anos em uma festa na própria unidade de saúde. A celebração também marcou a despedida da jovem, que agora vai será atendida no Hospital Dr. Waldemar de Alcântara, no Bairro Messejana.

No local, a decoração, em tons de rosa e lilás, veio acompanhada de um grande bolo na cor rosa e deixou em evidência a relação afetiva entre Vitória Pereira, os funcionários do hospital e demais pacientes do hospital. De acordo com a mãe da jovem, Edna Maria Pereira, 39, o momento foi de gratidão e emoção.

“Só tenho a agradecer por esse período. Se não fosse o tratamento humanizado deles, a minha filha não estaria viva hoje. Aqui, eu fiz uma família. Quando eu preciso, o pessoal [do hospital] sempre está disponível para me ajudar”, desabafa a dona de casa.

O aniversário contou com a presença da equipe médica que participou do tratamento de Vitória, de funcionários do hospital e de familiares da cearense.

A festa aconteceu no espaço Cidade da Criança, um anexo dentro da própria unidade de saúde e que funciona como ambiente lúdico de brincadeiras e descontração para as crianças internadas no Hias. O hospital é referência no a de alta complexidade e tratamento de doenças graves em crianças.

Festa foi montada em hospital e veio acompanhada de um grande bolo na cor rosa. — Foto: Kid Junior/SVM
Festa foi montada em hospital e veio acompanhada de um grande bolo na cor rosa. — Foto: Kid Junior/SVM

Obstáculos e superação

O caminho de Vitória até conseguir tratamento no Hias não foi fácil. “Ela sangrava pelos ouvidos, tinha convulsões. Estava muito doente”, relata sua mãe, Edna Pereira. À época, a pequena tinha cerca de um ano quando chegou ao hospital e foi encaminhada diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Albert Sabin, onde ficou internada por seis meses.

“A equipe médica falou comigo e disse que a minha filha não iria sobreviver. Mesmo assim, eu pedi muito a Deus que ele me deixasse com ela do jeito que fosse. Deus ouviu meu pedido. Quando eu cheguei de volta ao hospital em um dia, ela havia recebido alta da UTI”, conta dona Edna.

Entre internações e altas, Vitória pôde ir para casa, mas ainda precisava de um acompanhamento médico próximo. Ela passou a integrar o quadro de pacientes do Programa de Assistência Domiciliar (PAD) do Hias.

De acordo com Luiz Carlos Rebouças, médico do PAD que ficou responsável por Vitória, ela tinha consultas com pediatra, nutricionista, fisioterapeuta, ortopedista e neurologista em sua residência.

“Visitamos a Vitória muitas vezes. Vimos toda a situação com os cuidados em casa. Se há ajuda, se o pai é presente, se a família tem o cuidado e apoio necessário. Até dei conselhos, algumas vezes”, conta o profissional.

Fonte: g1.globo.com

Tatuador aprende a maquiar esposa, que ficou tetraplégica e amava maquiagem - Veja o vídeo.

O tatuador Jimme França faz questão de maquiar a esposa, que ficou tetraplégica por causa de um tumor no sistema nervoso, todos os dias, do jeito dele, mas sempre com amor!

Por Jéssica Souza

Foto: Arquivo Pessoal 
tatuador maquiando esposa cama hospital

Com palavras cheias de amor, o tatuador Jimme França, 34 anos, começou a nos contar a sua linda história com a sua esposa, Danielly Narew de Lima, 24 anos, de Senador Canedo, Goiás.

“A Dani sempre amou maquiagem!! Ela é daquelas que desenhava bem o olho e passava um batom, sabe? E eu acho que isso faz falta no dia a dia dela, por isso faço questão de maquiá-la todos os dias! É do meu jeito, para você ter ideia, o meu blush é o próprio batom. Mas é feito com muito amor.”

Casados há 8 anos, Jimme e Dani tiveram as filhas Maria Luiza, 5 anos, e Maria Eduarda, 3 anos. Os dois sempre enfrentaram as dificuldades da vida juntos. Infelizmente, há 10 meses, a notícia de um tumor no sistema nervoso da Dani fez a vida deles mudar radicalmente! Ela teve que fazer uma cirurgia de emergência para a retirada do tumor, mas ficou com sequelas.

Desde então, sozinho e com duas filhas pequenas, Jimme tem cuidado da esposa e arcado com os custos do tratamento. Para ajudá-lo, criamos uma vaquinha na VOAA. Clique no botão abaixo e contribua!

Jimme nos explicou também que a Dani necessita urgente de pelo menos duas enfermeiras, já que seus cuidados são especiais e demandam atenção 24h por dia para não por vida dela em risco. Com uma determinação judicial, ele conseguiu uma fisioterapeuta e fonoaudióloga. Era para a esposa receber também um serviço completo de home care, ou seja, com enfermeiras, mas não é bem assim que acontece.

“Estado me mandou uma enfermeira que vem uma vez por mês. Complicado demais pra mim. A responsabilidade dos cuidados da Dani deveria ser do Estado. Desde que ela operou, não consigo trabalhar e nem cuidar das meninas. Estamos vivendo de doações e de ajuda de familiares”, afirmou.

Foto: Arquivo Pessoal 
Tatuador aprende a maquiar esposa, que ficou tetraplégica e amava maquiagem 1

“A Dani entrou no hospital falando e andando para a cirurgia e há 10 meses que não ouço mais a voz dela conversando com as nossas filhas e me chamando. Acredito que o amor cura… por isso doarei minha vida para que ela saia dessa condição logo! Eu amo cuidar das minhas mulheres, do meu jeito ogro de ser, vou dando o que tenho e o que tenho aprendido”, disse Jimme.



Como tudo aconteceu

Em agosto do ano passado, durante um passeio, a Dani começou a se sentir mal. Sentia fraqueza e não conseguia movimentar as mãos e as pernas. O casal procurou um neurologista e foi quando receberam a notícia que abalou a vida deles.

Completaram-se 10 meses que a Dani ficou tetraplégica. Ela respira somente com ajuda de aparelhos e não fala. Depois de muita luta, Jimme conseguiu levar a esposa para casa e, desde então, ele e as filhas têm enfrentados esta situação juntos.

“Eu tento fazer as meninas entenderem que a mamãe é a mesma. Ela ficaram praticamente 10 meses longe da mãe enquanto ela estava no trabalho. Mas a gente percebe que elas sentem essa carência, do colo da mãe.”

                   Foto: Arquivo pessoal
                      selfie homem mulher

Foto: Arquivo pessoal
mulher grávida brincando filha beira lago

Custos do tratamento da esposa

Jimme tem custos altíssimos com o tratamento da Dani, cerca de 4 mil reais mensais com medicamentos, aparelhos, fraldas, alimentação, aluguel, exames, médicos para acompanhar o caso da Dani. Sua outra necessidade é conseguir pagar profissionais, como enfermeiras, para ajudá-lo com os cuidados da esposa no dia a dia.

Foto: Arquivo pessoal
selfie homem mulher cama hospital

“A Dani precisa de cuidados técnicos, e eu não tenho esse conhecimento, a vida dela corre risco, porque eu não sei achar uma veia numa emergência, sabe? Ela precisa de uma atenção especial e por 24h. Ela usa o aparelho respirador que diariamente precisa ser trocado o filtro e reposto a medicação nele, um custo diário de 90 reais só com ele.”

Juntos há 8 anos, o amor deles sempre foi a força do casal. “Nossa vida sempre foi de muita luta e ao temos nenhum bem. Quando a conheci, ela tinha 15 anos e a gente sempre se virou.”

O que ele mais deseja é oferecer à esposa qualidade de vida e tratamentos adequados para a sua recuperação.

Primeira professora com Down da Argentina encanta crianças com seu jeito doce e carinhoso

As crianças e os pais adoram a professora, que diz: "Com as crianças eu sempre me sinto bem".

Por Gabriel Pietro

Foto: Reprodução
Primeira professora com Down da Argentina encanta crianças com seu jeito doce e carinhoso 1

Noelia Garella é uma professora com Down que desafia os preconceitos todos os dias e ensina a seus alunos que não há limitações quando você deseja realizar um sonho.

Ela é a  primeira pessoa com síndrome de Down a trabalhar como professora da rede pública de ensino da Argentina. Desde criança, Noelia sonhava em se tornar uma professora infantil “porque adorava estar cercada por crianças”. Hoje com 33 anos, a professora cuida de 150 crianças em um jardim infantil na cidade de Córdoba.

“Com as crianças eu sempre me sinto bem. Os pais delas me adoram e os outros professores e diretores que eu tenho são divinos diz Noelia”, que é mais do que feliz fazendo o que ama. Ela leciona no Centro Educacional “Capullitos” há sete anos.

Foto: Reprodução
Primeira professora com Down da Argentina encanta crianças de escola

Foto: Reprodução
Primeira professora com Down da Argentina encanta crianças de escola

Professora com Down mais do que capacitada

Para a equipe pedagógica do Capullitos, Noelia “colocou de lado os estereótipos e preconceitos da sociedade para mostrar ao mundo as incríveis capacidades que as pessoas com síndrome de Down têm”.

“Ela teve que superar preconceitos e discriminação para realizar seu sonho… é uma prova de que as pessoas com esse distúrbio podem aprender, estudar, ter um emprego e ser tão responsáveis quanto qualquer um“, afirmou a escola.

Foto: Reprodução
Primeira professora com Down da Argentina encanta crianças de escola

A história da professora com Down tem corrido o mundo! Atualmente, ela é vista como um exemplo de superação e inspiração, especialmente para aqueles que limitam suas vidas pela mesquinhez.

Menina dança hip hop em cima de cadeira de rodas e dá um show! - Veja o vídeo

Lauren tem uma doença nos ossos e, por isso, precisa usar uma cadeira de rodas. Mas isso não a impede de dançar, e como dança! Veja o vídeo dela dançando hip hop: um show!

Por Gabriel Pietro

Foto: Reprodução/Facebook
menina cadeira de rodas dançando hip hop

A pequena Lauren Bush, 10 anos, foi diagnosticada com uma doença rara nos ossos, o que significa que ela precisa usar uma cadeira de rodas. Com tudo o que vem acontecendo na vida dela, ninguém a culparia se o seu ânimo estivesse lá embaixo… Além disso, ela perdeu o pai no final do ano passado.

Mas Lauren é uma menina incrivelmente perseverante, que irradia alegria e positividade todos os dias, em meios a todas essas adversidades. E ela brilha ainda mais quando faz aquilo que mais ama: dançar.

Apesar da osteogênese imperfeita tornar os ossos da menina extremamente frágeis, Lauren escolheu a dança como principal hobby e adora praticá-la aos fins de semana.

menina cadeira de rodas dançando hip hop

Lauren frequenta a Academia de Dança Sra. Jenkins, em Columbia, Carolina do Sul (EUA), há cerca de dois anos. Lá, ela aprendeu que nada pode impedi-la de seguir o ritmo da música – nem mesmo a cadeira de rodas.

Desde que um vídeo seu dançando hip hop viralizou, ela inspirou milhões de pessoas com sua paixão e dedicação ao que faz!

menina cadeira de rodas dançando hip hop

“Lauren tem um espírito de superação e vive e ama a vida ao máximo”

No vídeo, vemos Lauren dançando na cadeira de rodas com tanta energia, se não mais, do que seus colegas. Ela executa cada movimento como se fosse o último. É difícil segurar um sorriso de admiração! Não é de se admirar que a dona da academia de dança, Stephanie Jenkins, seja só elogios para a menina.

“Lauren tem um espírito de superação e vive e ama a vida ao máximo”, disse Stephanie . “Ela passou por várias cirurgias e recuperações de fraturas. E cada vez que retorna, ela trabalha duro para recuperar a forma e o tempo perdido. É uma menina sem igual.”

Cadeira de rodas não é um empecilho para essa menina dançar com perfeição!

Qualquer pessoa que esteja procurando um motivo para sorrir hoje não precisa procurar mais. Confira abaixo o vídeo de Lauren executando seus movimentos do hip hop. Ela arrasa, dá o play!

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Aplicativo mHealth reduz ITU em pacientes com lesão medular

telefone

por Portella - Tradução: Google

Um sistema móvel de saúde (mHealth) pode ser uma ferramenta valiosa para prevenir infecções do trato urinário (ITU) ou reduzir os sintomas depressivos de pacientes com lesão medular, de  acordo com um estudo publicado no Journal of Medical Research. Os pacientes que usaram o sistema mHealth experimentaram cerca de metade das ITUs durante o período do estudo, quando comparadas com antes do início do estudo. O aplicativo não levou a melhorias extremas nos resultados psicossociais quando comparado ao atendimento tradicional.

Os pesquisadores procuraram determinar se o uso do sistema interativo de saúde e reabilitação móvel (iMHere) estaria associado à melhoria da saúde durante um período de nove meses para pacientes com lesão medular. A equipe de pesquisa, liderada por cientistas da Universidade de Pittsburgh, também queria ver se o uso do sistema mHealth melhoraria os resultados psicossociais.

O iMHere consiste em um aplicativo usado pelo paciente e um portal baseado na Web para o clínico. O aplicativo possui módulos para gerenciamento de medicamentos, lembretes de programas urinários e intestinais, rastreamento de cuidados com a pele com recursos de fotos, rastreamento de humor e mensagens para se comunicar com o clínico.

O sistema foi desenvolvido para promover o autogerenciamento de pacientes com deficiência e facilitar a comunicação entre os pacientes e suas equipes médicas, de acordo com os pesquisadores.

Os pacientes foram divididos aleatoriamente no grupo controle – tratamento padrão em um ambulatório de lesão medular da medula espinhal – ou no grupo de intervenção. Os participantes do grupo de intervenção receberam um smartphone Samsung Galaxy S5 com o aplicativo iMHere e receberam atendimento padrão no mesmo ambulatório.

Os 38 participantes tinham pelo menos 18 anos de idade com diagnóstico de lesão medular. Para serem elegíveis, os participantes também tiveram que comparecer a um ambulatório de fisiatria para lesões na medula espinhal e viver em um ambiente comunitário, não em um centro de atendimento, de acordo com os autores.

Os participantes tiveram 30 minutos de treinamento para aprender a usar o aplicativo iMHere. Depois de configurar os módulos, o aplicativo enviou lembretes para eles em conjunto com sua rotina de autogerenciamento. Os pesquisadores pediram aos participantes que respondessem a todos os lembretes quando eles aparecessem no telefone. Se um participante encontrou uma lesão por pressão durante a verificação da pele, o paciente foi instruído a enviar o local e uma foto para o aplicativo. Um fisioterapeuta monitorou os dados dos participantes usando o portal da web e se comunicou com os participantes por meio do aplicativo.

A equipe de pesquisa coletou os resultados de saúde dos participantes nove meses antes do estudo, bem como durante toda a intervenção de nove meses. Os pesquisadores coletaram o número de ITUs, lesões por pressão, visitas ao departamento de emergência e número de hospitalizações.

Para medir os resultados psicossociais, os pesquisadores entrevistaram os participantes por telefone na linha de base e a cada três meses durante nove meses para avaliar a independência, o humor e a qualidade de vida em indivíduos com deficiência. Os pesquisadores usaram uma variedade de questionários para obter as informações necessárias.

Os pacientes que usaram o aplicativo mHealth tiveram uma redução de 0,47 ITUs por pessoa durante a intervenção em comparação com antes da intervenção. O grupo controle não viu essa redução, observaram os autores do estudo.

“Uma explicação para a redução das ITUs, além do uso do módulo de cateterismo, é o aumento da conscientização geral sobre a saúde e o autogerenciamento aprimorado resultante do uso do aplicativo em geral”, escreveram os autores.

Embora no geral, os resultados psicossociais não tenham diferido significativamente entre os grupos, a redução dos sintomas depressivos com base no Inventário de Depressão de Beck II foi o mais próximo da abordagem da significância. Os participantes do grupo de intervenção tiveram uma redução média de 33% ao longo do tempo – o dobro do grupo de controle.

Os pesquisadores já desenvolveram uma segunda versão do aplicativo mHealth com módulos adicionais e um registro pessoal de saúde, acrescentaram.

No futuro, os pesquisadores procurarão avaliar a implementação de recursos adicionais do aplicativo em fluxos de trabalho clínicos, tradução para populações e ambientes de incapacidades maiores e diferentes e interagir com outros sistemas eletrônicos de saúde.

Obtenha as melhores informações sobre saúde digital  diretamente em sua caixa de entrada . Aplicativo mHealth



Mais de 800 reparos já foram feitos em 'oficina' de próteses do Parapan

De acordo com a organização, local está sendo mais utilizado na competição do Peru do que quatro anos atrás, quando foi disputado em Toronto

por Agência Estado

João Prata/Estadão Conteúdo
Oficina do Parapan foi bastante requisitada em Lima
Oficina do Parapan foi bastante requisitada em Lima

O processo é simples. O atleta vai até o local, deixa o braço ou a perna para consertar e volta para buscar mais tarde sem custo nenhum. O serviço funciona das 8 horas às 21 horas e é aberto para todos os participantes dos Jogos Parapan-Americanos em Lima, no Peru. Além de membros mecânicos, a Ottobock, empresa parceira do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês), concerta cadeiras de rodas.

A dois dias do término da competição, os mecânicos e responsáveis pela oficina informaram que já bateram o número de atendimentos de Toronto-2015. O brasileiro Emerson Bolvo, auxiliar chefe do local, disse que foram feitos mais de 800 concertos na capital peruana. No Canadá, os reparos beiraram os 800.

A demanda é maior na atual edição por dois motivos, segundo ele. O primeiro é que há mais atletas em Lima do que no Canadá. O outro é que a região é mais pobre. Por isso é comum que muitos apresentem a prótese danificada antes mesmo de competir. "É uma tradição isso. No Rio-2016 foi assim também. Reencontrei vários atletas que estavam lá. Eles chegam com um problema antigo. Aqui a gente prioriza as próteses e cadeiras de competição, mas também conserta as de uso no dia a dia", disse Bolvo, mestre em ortopedia técnica.

A empresa deslocou 23 funcionários de diferentes países de suas filiais para trabalhar em Lima. Além de brasileiros, há cubanos, norte-americanos, colombianos, entre outros. Eles ficam divididos em três localidades. A oficina principal está na Vila dos Atletas. E há também outros dois pontos em centros esportivos onde acontecem as disputas.

As peças, o material de solda, todas as ferramentas e um forno vieram da Alemanha em dois contêineres, que depois se tornaram a própria oficina. O local é dividido por setores: há o estoque, a sala de conserto com duas mesas enormes, um área para solda e outra com o forno. A Ottobock nasceu logo após a primeira guerra mundial com o objetivo de auxiliar combatentes amputados. Há 31 anos, desde os Jogos de Seul, é parceira do IPC.

Conhecimento de causa

Um dos funcionários que passa o dia na manutenção das pernas e braços mecânicos é o curitibano Rodolfo Bostelman. Ele é supervisor técnico de uma filial na capital paranaense e está trabalhando pela terceira vez em uma competição paralímpica.

Bostelman conhece do assunto por necessidade. O emprego que está hoje ele descobriu somente depois de ter tido parte da perna direita amputada em um acidente de moto. O táxi varou o sinal vermelho e pegou o então fisioterapeuta de frente. "Acordei oito dias depois e já estava amputado", comentou. Depois de se recuperar do trauma, ele comprou uma prótese, mas teve dificuldade na adaptação. A perna mecânica causava ferida em sua perna e dor nas costas.

"Passava dois dias com ela e 20 dias de muleta para recuperar do machucado", disse. Por isso, foi atrás de uma empresa para saber se o problema era com ele ou com o componente. Nesse período acabou sendo contrato pela empresa. "Consegui primeiro o trabalho e depois a prótese", afirmou.

Lá dentro passou a estudar e notou que havia um somatório de erros. Possuía um sistema desregulado para o nível de amputação e montado de maneira incorreta. Ele resolveu o problema dele e começou a ajudar todo mundo. Agora em Lima ele lembrou de um caso de um atleta peruana que sentia as mesmas dores nas costas e não se adaptava à prótese. Quando analisou percebeu que havia uma peça importante quebrada.

Alta demanda

A oficina na Vila dos Atletas teve picos de até cem atendimentos na mesma hora durante o Parapan. Além de uma sala de espera, eles também oferecem cadeiras de rodas reservas para os atletas se locomoverem durante os consertos.

As cadeiras de roda que dão problemas geralmente são do basquete ou do rúgbi por causa do contato. O trabalho mais comum é o de solda. Também pode acontecer de ela estar fora do padrão e precisa ser cortadas. O mais simples é um pneu furado.

A prótese costuma dar problemas nas dobras e também no pé. Houve um caso também que o cadeirante teve o óculos quebrado além da cadeira. Bolvo lembrou que remontou o óculos com os aros das rodas e ficou tudo certo.

Uma perna mecânica de última tecnologia pode custar até R$ 200 mil, mas há também modelos mais acessíveis que saem por R$ 3 mil. Em todos os casos, Rodolfo alerta para os cuidados com a manutenção para evitar quebras.

Mecânicos das equipes

Os times de basquete e rúgbi em cadeira de rodas possuem mecânico em sua comissão técnica. Marcelo Romão está com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) desde 2005 e atualmente acompanha o basquete feminino. Para ele, a demanda na atual edição até que foi leve se comparada com outras competições. "Dessa vez foram somente ajustes como as de regulamentação e pneus murchos por causa do frio".

O trabalho também está mais fácil. "Eu já cheguei a trazer 30 quilos de ferramentas, mas hoje somente o que se usa na cadeira de basquete precisa de no máximo cinco quilos". O time feminino brasileiro perdeu para o Canadá nas semifinais por 61 a 40. A disputa pelo bronze será contra a Argentina neste sábado, às 18h30 (de Brasília).





Branca de Neve emociona ao acolher menino autista na Disney

O pequeno Bordy Berger teve uma crise nervosa durante o passeio nos parques da Disney. Por sorte, ele estava perto de uma verdadeira princesa

Nayara Fernandes, do R7

                           Foto: Reprodução
                               O pequeno Brody Berger estava de férias em Orlando com sua mãe, Laura, quando teve uma crise de choro na Disney, no momento de tirar foto com a Branca de Neve. O menino tem autismo não verbal, e a condição fez com que ele ficasse nervoso no parque de diversões. Por sorte, ele estava perto de uma verdadeira princesa
O pequeno Brody Berger estava de férias em Orlando com sua mãe, Laura, quando teve uma crise de choro na Disney, no momento de tirar foto com a Branca de Neve. O menino tem autismo não verbal, e a condição fez com que ele ficasse nervoso no parque de diversões. Por sorte, ele estava perto de uma verdadeira princesa.

                             Foto: Reprodução
                                  'Ele estava chorando e estava sobrecarregado e apenas tendo dificuldades', escreveu Laura em sua rede social
"Ele estava chorando e estava sobrecarregado e apenas tendo dificuldades", escreveu Laura em sua rede social.

                           Foto: Reprodução
                               Segundo a mãe de Brody, a princesa percebeu que o garoto tinha necessidades especiais e o levou para passear, longe da multidão que o deixava nervoso
Segundo a mãe de Brody, a princesa percebeu que o garoto tinha necessidades especiais e o levou para passear, longe da multidão que o deixava nervoso.

                      Foto: Reprodução
                             â€œEla foi incrível. Ela segurou a mão dele, dançou com ele, levou-o a um banco e sentou-se com ele ”, escreveu ela. “Ela foi acima e além !! Ela levou muito tempo com ele.'
“Ela foi incrível. Ela segurou a mão dele, dançou com ele, levou-o a um banco e sentou-se com ele ”, escreveu ela. “Ela foi acima e além !! Ela levou muito tempo com ele.".

                         Foto: Reprodução
                             Berger conta que enviou uma carta à Disney para expressar seu agradecimento por terem tratado seu filho tão bem 
Berger conta que enviou uma carta à Disney para expressar seu agradecimento por terem tratado seu filho tão bem.

                    Foto: Reprodução
                       O agradecimento da mãe de Brody viralizou, com mais de 100 mil compartilhamentos nas redes sociais
O agradecimento da mãe de Brody viralizou, com mais de 100 mil compartilhamentos nas redes sociais.

Azul: campanha com influenciadores surdos e milhões de traduções

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Ações com influenciadores digitais são práticas cada vez mais comuns e que têm mostrado resultados positivos tanto para as empresas como para as pessoas que divulgam as marcas. Os consumidores quando buscam informações sobre um produto ou serviço que desejam contratar, tendem a dar mais atenção e confiarem em indicações de pessoas que admiram do que às propagandas que as empresas realizam. Outro ponto a ser considerado é que muitas vezes a decisão de compras desses consumidores está relacionada ao fato de se sentirem representados pelas organizações.

Seguindo essa tendência de mercado, a Azul Linhas Aéreas começou dando um grande passo ao tornar o site da companhia acessível com o Hugo, intérprete virtual da Hand Talk que traduz o conteúdo para a Língua Brasileira de Sinais. Assim a comunicação com a comunidade surda se tornou direta e sem barreiras.

Para ficar ainda mais próxima desse público, a Azul aproveitou o Mês dos Surdos, celebrado todos os anos em setembro, para realizar uma campanha de comunicação sensacional. Ela convidou influenciadores surdos para escolher um sinal para a empresa.

Por que escolher um sinal?

Na Libras, ao invés de fonemas e palavras faladas, são usados sinais em todo o tipo de comunicação. Eles são como “nomes” para se referir às pessoas, empresas, objetos, entre outros. E por isso, a companhia quis definir um sinal único para que todos da comunidade surda usassem ao se referir à ela.

Com a hashtag #AzulEmLibras, os canais VisurdoÉ Libras foram os responsáveis pelo engajamento com o público.  Eles gravaram vídeos apresentando a campanha e pedindo para o público enviar suas sugestões de sinal. A galera curtiu muito a proposta e ao final, a Hand Talk validou o sinal escolhido com a Associação Nacional de Aviação de Surdos (ANAS) e hoje a Azul Linhas Aéreas tem seu próprio “nome” em Libras.

A ação teve uma repercussão super positiva e os resultados puderam ser percebidos com números incríveis. Menos de um ano após o início da parceria, a Azul bateu a marca de 13 milhões de traduções e ainda esteve entre os top 5 dos sites mais traduzidos. Isso mostra que influenciadores digitais podem ser grandes aliados à marca e que uma comunicação acessível é benéfica para todos.

Sábado é dia de goalball! Seleções feminina e masculina lutam pelo ouro

Atual campeão dos Jogos Parapan-Americanos nas duas categorias, Brasil reencontra os EUA em Lima

Por Comunicação CBDV

#Acessibilidade: Ana Carolina cai para a direita e intercepta a bola azul durante partida.

Este sábado (31) será de decisões para o goalball brasileiro em Lima, no Peru. Mais uma vez, a seleção dos Estados Unidos cruzará o caminho das equipes masculina e feminina nas finais dos Jogos Parapan-Americanos. Há quatro anos, em Toronto, o ouro ficou com o Brasil nas duas categorias, também em confrontos entre os dois países.

As meninas entrarão primeiro na quadra do Coliseo Miguel Grau, em Callao, região metropolitana da capital metropolitana. A partir das 18h30 (de Brasília), começa a disputa pelo ouro feminino. Em seguida, às 19h45, será a vez dos rapazes.

Os dois confrontos contarão com cobertura em tempo real nas redes sociais da CBDV (Twitter, Facebook e Instagram). Além disso, o site oficial da competição está com sinal aberto para quem quiser assistir aos jogos pela internet. Clique AQUI para acessar o link de transmissões.

O time feminino chega embalado por uma semifinal espetacular disputada contra as canadenses, a sexta-feira. Depois do empate por 3 a 3 no tempo normal, a prorrogação se encaminhava para o fim quando, a seis minutos do término, a ala Ana Carolina Custódio marcou o gol que decretou a vitória brasileira.

Até agora, as meninas treinadas por Dailton Nascimento só perderam um jogo no torneio, justamente para os EUA, por 4 a 2. Já o conjunto masculino chega invicto.

Confira como foram as campanhas das duas seleções em Lima:

Feminino

BRASIL 9 x 3 Canadá

BRASIL 10 x 0 Costa Rica

BRASIL 2 x 4 EUA

BRASIL 10 x 0 Peru

BRASIL 11 x 2 México

BRASIL 4 x 3 Canadá

Masculino

BRASIL 9 x 2 Argentina

BRASIL 13 x 3 México

BRASIL 14 x 4 Guatemala

BRASIL 11 x 1 Peru

BRASIL 11 x 1 Venezuela

Fonte: cbdv.org.br

Restam 60 ouros em Lima, e um deles é contra a Argentina; Confira programação do sábado, 31


Este sábado, 31, marca o oitavo e penúltimo dia de disputas dos Jogos Parapan-Americanos de Lima. O Brasil busca alcançar a marca de 257 medalhas na competição, para, assim, igualar a campanha de quatro anos atrás, em Toronto 2015. Restam em disputa apenas 60 dos 340 ouros em oito modalidades. Uma delas simboliza toda a rivalidade do continente.

Brasil e Argentina fazem a decisão do futebol de sete (para paralisados cerebrais) a partir das 14h (de Brasília). As duas equipes já se enfrentaram na primeira fase da competição e o time nacional triunfou por 2 a 0, com dois gols de César.

O Brasil chega com a incrível marca de 32 gols marcados e apenas três sofridos em cinco jogos. Perdeu apenas um, por 3 a 2, para os Estados Unidos. Os americanos, contudo, caíram diante dos argentinos na fase de abertura por 2 a 0. Os hermanos só perderam para o Brasil no estágio inicial da competição.

Por decisão do Comitê Organizador Local e do IPC (Comitê Paralímpico Internacional, na sigla em inglês), o futebol não terá transmissão ao vivo pela TV.

As finais do goalball também serão neste sábado. Os Estados Unidos serão os rivais do Brasil em ambos os gêneros. As mulheres duelam às 18h30, enquanto os homens vão à quadra em seguida, às 19h45.

A natação é o esporte que mais medalha distribuirá neste penúltimo dia de Parapan, com 22 finais. Serão 25 brasileiros na água da bela piscina da Videna (Vila Deportiva Nacional).

Confira, abaixo, a programação completa dos brasileiros neste sábado, 31:

11h - Taekwondo -
Até 75kg - Bruno da Mota
Acima de 75kg - Alexandre dos Santos
Acima de 58kg - Debora Menezes e Leylianne Samara

11h - Bocha individual
Disputas de medalha BC1, BC2, BC3 e BC4

11h - Badminton
Disputas pelo bronze (9h) - finais (15h)

11h - Natação -

13h - Halterofilismo
Até 80kg - Aílton Andrade
Até 79kg, até 86kg e acima de 86kg - Tayana Medeiros, Márcia Menezes e Elizete Ernestina
Até 88kg e até 97kg - Evânio Rodrigues e Rodrigo Rosa
Até 107kg - Mateus Assis
Acima de 107kg - Christian Porteiro

14h - Futebol de 7
Brasil x Argentina (final)

16h - Bocha - pares e equipes

18h30 - Goalball feminino
Brasil x Estados Unidos (final)

19h - Natação

19h45 - Goalball masculino
Brasil x Estados Unidos (final)

Fonte: www.cpb.org.br

Futebol de 5 dá o 100º ouro ao Brasil nos Jogos Parapan-Americanos e atinge a meta em Lima

Brasileiros celebram gol na final do fut 5 (Crédito: Washington Alves/Exemplus/CPB)
Brasileiros celebram gol na final do fut 5 (Crédito: Washington Alves/Exemplus/CPB)

A Seleção Brasileira de futebol de cinco (para cegos) foi a responsável pela esperada 100ª medalha de ouro da delegação nacional nos Jogos Parapan-Americanos de Lima. No início da noite desta sexta-feira, 30, a equipe venceu a Argentina por 2 a 0, com gols dos baianos Jefinho e Cássio, um em cada tempo de jogo.

Os atletas paralímpicos brasileiros atingem, deste modo, a meta estabelecida pelo Comitê Paralímpico Brasileiro antes da competição: chegar aos 100 ouros nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019. Meta, a propósito, superada minutos após a final do futebol pelo taekwondo e natação.

Faltando dois dias para o fim do evento na capital peruana, o Brasil acumula 103 ouros, 81 pratas e 71 bronzes, de um total 255. Sem chances de ser alcançado pelo segundo colocado, os Estados Unidos, com 54 ouros entre todas as 160.

Halterofilismo, ciclismo, tênis em cadeira de rodas, basquete em cadeira de rodas, natação, além do futebol de cinco foram as modalidades que fizeram o Brasil cumprir com o objetivo em Lima.

“Eu acho que a participação tem sido excepcional. Ainda falta muita medalha, muita coisa para acontecer, acho que teremos muitas surpresas boas por aqui. Então, por isso, a avaliação é a melhor possível e acho que o Brasil está fazendo aquilo que nem a gente imaginava”, vibrou o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Mizael Conrado, bicampeão paralímpico de futebol de cinco (Atenas 2004 e Pequim 2008).

A vitória do futebol é a quarta consecutiva em Parapans do time nacional. Desde o Rio 2007 a Seleção só ganha o ouro. Nesta edição, contudo, o time de Luan, Cássio, Nonato, Jefinho e Ricardinho, teve um início claudicante. Empatou sem gols com Argentina e Colômbia na primeira fase, depois atropelou México, Costa Rica, Peru, para chegar à final.

O jogo contra os argentinos foi truncado, como de costume. Uma jogada individual de Jefinho, faltando sete minutos para o fim do primeiro tempo, abriu o placar. Até Cássio marcar o segundo gol, em um tiro direto de oito metros, após 36 minutos de partida, argentinos e brasileiros tiveram muita dificuldade em exibir um jogo franco, dada a quantidade de faltas e entradas duras de parte a parte.

“Argentina chegou desgastada, porque eles repetiram a escalação em quase todos os jogos. Tiramos proveito disso e conseguimos este ouro”, comentou o técnico Fábio Vasconcelos.

“Dentro de quadra os lances são tão rápidos, a gente procurar sempre fazer a melhor jogada, e deu tudo certo, saiu o gol que deu tranquilidade para o restante da partida”, comentou o autor do primeiro gol, Jeferson Conceição, o Jefinho.

“A Argentina sempre proporciona jogo tenso, eles procuraram bagunçar, a gente teve que manter o equilíbrio para não por tudo a perder nesta partida tão importante para nós”, comentou Ricardinho, o melhor jogador do mundo da modalidade.

Natação

Daniel Dias emocionou o parque aquático da Videna (Vila Deportiva Nacional) com sua última conquista individual nestes Jogos Parapan-Americanos de Lima. Na junção das classe S4/S5 nos 200m livre, ele foi o mais rápido com 2min43s34, 18 segundos à frente do vice-campeão, o Gustavo Martinez.

No pódio, ao receber seu sexto ouro em Lima e cantar o hino nacional, Daniel Dias não conseguiu segurar as lágrimas. “Estou muito feliz, são 33 medalhas, 100% de aproveitamento, quero curtir ao máximo, não vou ter muito tempo, é um feito histórico, espero que demore para alguém demore para alcançar. Mas faço um balanço positivo de tudo o que foi, desde 2007, o quanto amadureci como atleta, o tanto evoluiu, e agradecer a Deus pelo dom que me deu”, disse, prendendo o choro, Daniel Dias, aos jornalistas na zona mista.

Ele chegou ao 33º ouro em Parapans desde que estreou nesta competição, no Rio 2007. Só em Lima foram seis: 50m livre, 100m livre, 50m costas, 50m borboleta, e revezamento 4x100m medley 34 pontos (soma da classificação funcional dos integrantes).

A potiguara Cecília Araújo conquistou na manhã desta sexta-feira, 30, sua quinta medalha neste Parapan de Lima: ouro nos 50m livre da classe S8, com o tempo de 30s68. Ela tocou a parede à frente da mexicana Paola Ruvalcaba e da americana Haven Shepherd.

Na sessão da tarde, seis provas contaram com a presença de dois ou mais brasileiros. Foram quatro dobradinhas e dois pódios triplos. Wendel Belarmino foi o melhor nos 100m borboleta S11, seguido de José Luiz Perdigão. Joana Neves ganhou nos 200m livre (S3/S4/S5), e Esthefany Oliveira pegou o bronze. Gabriel Geraldo ganhou nos 50m livre (S2), e Bruno Becker, bronze. Nos 200m medley da classe S14 (deficiência intelectual), as gêmeas Beatriz e Débora Carneiro foram ouro e prata, respectivamente, seguida da paulista Ana Karolina Soares. As irmãs haviam dividido o pódio no primeiro dia da natação, na segunda-feira, 25, mas com vitória de Débora sobre Beatriz.

Dois irmãos compartilharam do pódio também nesta noite. Os cariocas Douglas e Thomaz Matera foram ouro e prata, respectivamente, nos 100m borboleta no agrupamento das classe S12/S13 (baixa visão).

O pernambucano Phelipe Rodrigues segue sua saga de oito provas e oito pódios. A sétima láurea veio na noite desta sexta-feira, 30, com os 400m livre (S10). A oitava medalha pode vir neste sábado, quando ele se despede de Lima com o revezamento 4x100m livre 34 pontos. O nadador levará na mala de volta para o Brasil os ouros nos 50m livre, 100m livre, 200m medley, 100m borboleta, 400m livre, revezamento 4x100m medley, e o bronze nos 100m costas.

Mais resultados

Os halterofilistas mantiveram a rotina de vitórias brasileiras nesta quinta-feira, 30. A paulista Mariana D’Andrea levantou 122 quilos, a barra mais pesada que já sustentou na carreira, e obteve o ouro na categoria até 67 quilos. Esta marca é novo recorde da competição.

Amanda Sousa conquistou o bronze da categoria até 73 quilos. Luciana Dantas, o Montanha, garantiu a prata entre os atletas até 59 quilos.

O catarinense Ezequiel de Souza garantiu ouro na categoria até 72kg. O vice-campeão, o colombiano Javier Montenegro, superou o brasileiro em seu último levantamento, com 170kg. No entanto, Ezequiel ergueu 171kg em sua última pedida e ficou com o topo do pódio.

O Brasil fechou o segundo dia do halterofilismo no Parapan com quatro medalhas: duas de ouro, uma prata e um bronze.

O ciclista Lauro Chaman ficou com a segunda posição e a medalha de prata no contrarrelógio masculino. Ele concluiu o percurso em 41min18s624, atrás somente do peruano Rimas Hilário (40min19s951). Luis Steffens ficou em 12º, Soelito Gohr foi 13º, Carlos Alberto, 15º, e, por fim, Andre Grizante foi 17º.

O mineiro Eduardo Ramos conquistou a segunda medalha do dia para o ciclismo nacional: bronze no contrarrelógio da classe H1-5, ao concluir o percurso em 31min50s361. Em primeiro, ficou o canadense Matthew Kinnie. A prata foi para Brandon Lyons, dos Estados Unidos.

Já no tênis em cadeira de rodas, Daniel Rodrigues conquistou no final da manhã peruana a única medalha brasileira no tênis em cadeira de rodas em Lima. Ele venceu o americano Casey Ratzlaff por 2 sets a 0, com parciais de 6-2 e 6-3 e ficou com o bronze.

A Seleção Brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas venceu a Argentina por 69 a 44 e conquistou a medalha de bronze. De quebra, o time faturou ainda a vaga para os Jogos de Tóquio, já que os três primeiros em Lima classificavam-se à próxima Paralimpíada.

A Seleção Brasileira feminina de goalball venceu o Canadá por 4 a 3, de maneira dramática, e está na final do Parapan de Lima 2019. O duelo terminou empatado em 3 a 3 no tempo normal e, no golden score, um gol de Carol Duarte selou a classificação. A final será disputada neste sábado, 31, às 18h30, contra os Estados Unidos.

Na estreia do taekwondo no programa dos Jogos Parapan-Americanos, o Brasil obteve três medalhas somente no primeiro dia de lutas. A primeira e a segunda vieram em uma final brasileira na categoria até 58kg feminina, com a vitória de Silvana Mayara sobe Cristhiane por 19 a 10. Logo em seguida, Nathan Torquato disputou o ouro da categoria até 61kg masculino, ao atropelar o dominicano Geraldo Castro por 40 a 13.

Inclusão no Teatro de Bonecos. Floresta dos Mistérios educa e diverte.

Inclusão no Teatro de Bonecos. Floresta dos Mistérios educa e diverte.

por Ricardo Shimosakai

Quando Guta, Rafa e Duda entram na Floresta dos Mistérios, conduzidos pelos misteriosos elementais, eles estão prestes a conhecer não só as forças da natureza, representados pelos mitológicos Saci Pererê, Sereia Iara e Boitatá, mas também a enorme força que existe dentro de cada um deles. Idealizado, escrito e dirigido por Márcio Araújo, o espetáculo infantil Floresta dos Mistérios estreia dia 7 de setembro, sábado, às 16 horas no Teatro Alfa. 
Inclusiva, com áudio-descrição e libras em todas as sessões, a peça utiliza bonecos manipulados que representam as crianças, cada uma com uma deficiência: surdez, Síndrome de Down e paralisia cerebral
“É muito importante dar representatividade a todas as pessoas, sobretudo às minorias, para que o mundo possa conviver em harmonia. Além disso, discutir com o público a questão do desmatamento e do meio ambiente é essencial nesse momento”, afirma Márcio Araújo.

Guta, Rafa e Duda lutarão pela preservação da floresta e de toda vida existente lá dentro frente aos planos da ambiciosa prefeita Marta Lúcia, que pretende construir ali a maior fábrica de celulares do mundo, sempre acompanhada de seu fiel escudeiro, o atrapalhado Romildo. Mas os habitantes da mata não pretendem se entregar tão facilmente. Fica, então, a pergunta: é possível um mundo onde tecnologia e natureza possam conviver?

Nessa defesa em favor da floresta, as crianças contracenam com seres folclóricos como o Saci Pererê, a sereia Iara e o Boitatá, com os quais se identificam e criam laços afetivos em função das necessidades especiais de cada criança. Unidos, eles enfrentam a ganância da prefeita.

Dessa reflexão, de que o mundo é um lugar com espaço para todos, nasceu a ideia e o desejo de Floresta dos Mistérios, um espetáculo acessível e que traz questões como inclusão, preservação da natureza e valorização da cultura popular brasileira em uma enorme aventura musical.

Criados por Márcio Pontes, referência no teatro de animação, os bonecos têm o tamanho real das crianças. As músicas são de Márcio Araújo e Tato Fischer, compostas especialmente para o espetáculo e cantadas ao vivo. O cenário de Nani Brisque e a luz de Wagner Freire ajudam a contar essa história de superação, inclusão e magia.

Com produção e idealização da Humanize Produções e Marujo Produções, o espetáculo amplia a discussão sobre a inclusão social, defesa do meio ambiente e reflete também acerca da tecnologia/desenvolvimento e sustentabilidade. O projeto contempla um site com vídeos de entrevistas, material de apoio pedagógico e curiosidades sobre a peça. Para ter acesso ao conteúdo exclusivo acesse o site do projeto: 
www.florestadosmisterios.com.br. É  apresentado pelo Ministério da Cidadania e Volkswagen Financial Services.

Ficha Técnica

Texto e direção – Márcio Araújo. Elenco – Clayton Bonardi, Daniel Costa, Daniela Schitini, Débora Vivan, Mateus Menezes, Wesley Leal, Lucas Kelvin e Marizilda Rosa. Criação de bonecos– Márcio Pontes. Músicas – Márcio Araújo e Tato Fischer. Arranjos musicais – Gabriel Moreira. Iluminação – Wagner Freire. Cenário – Nani Brisque. Produção Executiva e idealização – Humanize Produções e Marujo Produções

Serviço

Espetáculo infantil – Floresta dos Mistérios
Estreia dia 7 de setembro, sábado, às 16h na Sala B do Teatro Alfa.
Tel. (011) 5693-4000.
Capacidade: 204 lugares.
Temporada: De 7 de setembro a 20 de outubro. Sábados e domingos, às 16h.
Duração: 60 min.
Classificação etária: Livre. Recomendado para crianças a partir de 4 anos.
Ingressos: R$ 40,00 (inteira para adultos) e R$ 20,00 (meia para crianças, estudantes e maiores de 60 anos).

Grupo Alfa: 50% de desconto funcionários devidamente identificados.
Banco Alfa: 20% de desconto para clientes devidamente identificados.
Assinantes do teatro Alfa: 10% de desconto. Venda efetuada com cartões de crédito (Amex, Visa, Credicard e MasterCard ), de segunda a sábado das 11h às 19h; e domingos das 11h às 17h.

Os ingressos poderão ser retirados no próprio teatro no dia do espetáculo. Taxa de serviço de R$ 5,00 por ingresso adquirido para Sala A e R$ 2,00 para Sala B. Call Center Ingresso Rápido: (11) 4003-1212. Desconto de 50% para clientes Porto Seguro e acompanhantes.

Teatro Alfa


Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, tel. (11) 5693-4000.
Ingresso rápido ou pelos telefones: 11 5693-4000 | 0300 789-3377.
Acessibilidade – motora e visual.
Estacionamento: Sala A – Vallet R$ 45,00 e Self Park R$ 31,00. Sala B – Vallet R$ 30,00 e Self Park R$ 20,00.