sábado, 28 de setembro de 2019

Mulher dá solução com alvejante para 'curar' autismo de filhos

Laurel e Jeremy
Laurel e Jeremy Foto: Reprodução/Fox News

por: Fernando Moreira

Uma moradora de Lenaxa (Kansas, EUA) está provocando revolta nos EUA após revelar ter dado uma solução contendo alvejante de roupa, clorinato de sódio e ácido cítrico para "curar" o autismo de dois filhos, de 27 e 28 anos.

A fórmula é conhecida como "Solução Mineral Milagrosa", que, acreditam os defensores, é capaz de curar várias doenças, como Aids, câncer, hepatite e autismo. A solução teria sido introduzida por líderes da cientologia 20 anos atrás.

Laurel Austin contou que tratou os filhos Jeremy e Joshua por um ano, a partir de junho de 2018, com a "solução milagrosa". Ela comentou que um médico apoiou a medida e garantiu que a terapia fez a condição de um dos filhos melhorou consideravelmente.

"Se eu estivesse envenenando os meus filhos, a saúde deles não deveria piorar em vez de melhorar?", defendeu-se a americana. "É torturante (o autismo), e Jeremy merece um alívio", acrescentou ela à Fox News.

O ex-marido de Laurel, entretanto, decidiu recorrer a autoridades, denunciando o "tratamento" como "abuso". Jeremy e Joshua foram submetidos a exames, mas os resultados não apresentaram nenhum traço tóxico. O Departamento de Proteção de Adultos informou que não há o que fazer no caso.

"Eu temo pela saúde e pela segurança deles", comentou Brad.

Laurel e Brad tiveram quatro filhos, todos eles com autismo. A americana não revelou se os outros dois também receberam tratamento com a "solução milagrosa".



Empregabilidade de surdos: são necessárias mudanças dos dois lados

A legislação estabelece que toda empresa com 100 ou mais funcionários tenha de 2% a 5% de trabalhadores com deficiência

Surdo (Foto: KatarzynaBialasiewicz//Getty Images)
EMPREGABILIDADE DE SURDOS: SÃO NECESSÁRIAS MUDANÇAS DOS DOIS LADOS (FOTO: KATARZYNABIALASIEWICZ//GETTY IMAGES)

Acontratação de pessoas com deficiência auditiva e surdez exige mudanças tanto de empregadores quanto de empregados. É comum haver problemas na comunicação, tanto por parte de funcionário com deficiência auditiva ou surdez como de colegas e chefias. A empregabilidade foi um dos temas tratados nesta quinta-feira (26/09), Dia Nacional do Surdo, durante o Fórum de Políticas Públicas para Pessoas Surdas e com Deficiência Auditiva, realizado na sede do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Para a coordenadora do programa de empregabilidade da Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação (Derdic), instituição vinculada à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Gisela Leite Nunes, para haver inclusão, é necessário uma mudança dos dois lados.

A legislação estabelece que toda empresa com 100 ou mais funcionários tenha de 2% a 5% de trabalhadores com deficiência.

Gisela citou como exemplo o caso de uma jovem admitida no setor jurídico de uma empresa, por meio da Derdic, que quase foi demitida por não entender quando suas chefes tentavam lhe informar que estavam descontentes com seus resultados. "A gestora disse: 'Gisela, não quero mais'. Eu pedi mais 15 dias, porque estava apostando no potencial dela. Aí, a menina, no final, foi a única contratada e as gestoras deram o depoimento de como ela mudou e de como foi importante ter investido nela."

A coordenadora da Derdic disse que também há casos em que os obstáculos na comunicação têm relação com a maneira como a pessoa surda ou com deficiência auditiva foi criada. Ela usou o exemplo de uma jovem que tinha dificuldades no relacionamento interpessoal, devido ao isolamento criado pela mãe.

Depois de um treinamento na Derdic, a jovem apresentou melhora. "Ela [a mãe] nunca conversou com a menina, porque não sabia como, não sabia o que falar. E a gente foi trabalhando isso. Na sensibilização com os gestores, a gente orientou sobre a importância de eles tentarem se comunicar. Com os meninos, a gente disse: 'Escreve no caderno, diz que você não entendeu. Mostra que você não entendeu'. A menina, hoje, é a melhor das lojas. Ela se maquia, conversa com o gestor, ela fala com todo mundo".

A coordenadora disse que, para a construção de um ambiente organizacional de inclusão e equidade, deve haver um engajamento de todos os colegas, além da chefia e do setor de recursos humanos. Gisela disse que observou que muitas das pessoas surdas ou com audição reduzida não se sentem no direito de reclamar seus direitos e dizer que não estão confortáveis com determinadas situações. Por isso, sentimentos de inferioridade e de exclusão e falta de autoestima são comuns entre elas.

"Trabalhar o autoconhecimento e mostrar o potencial é fundamental. Não existe uma regra única. Então, deve haver respeito à diferença, ao modo como o outro pensa e pode agregar", disse.

Sarau em escola pública orienta crianças sobre convivência e respeito a pessoas com deficiência

Ideia da escola Rondônia é mostrar que objetivos podem ser alcançados mesmo com limitações.

Por Victor Vidigal, G1 AP — Macapá

Aluno assiste apresentação de dança durante Sarau Inclusivo na escola Rondônia — Foto: Victor Vidigal/G1
Aluno assiste apresentação de dança durante Sarau Inclusivo na escola Rondônia — Foto: Victor Vidigal/G1

Misturando a arte da poesia, com histórias e exemplos de vida, a Escola Municipal Rondônia no bairro Jesus de Nazaré, Zona Central de Macapá, realizou nesta sexta-feira (27) a 1ª edição do Sarau Inclusivo.

O evento foi alusivo ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro. A ideia foi ensinar as crianças sobre a inclusão da pessoa com deficiência e mostrar que objetivos podem ser alcançados mesmo com limitações físicas ou motoras.

"Nós queremos que nossos alunos saibam que apesar de determinada limitação, não existe barreira. Eles são capazes de chegar onde quiserem", definiu Eliquilândia Brito, diretora da escola.

Alunos aprenderam sobre inclusão da pessoa com deficiência — Foto: Victor Vidigal/G1
Alunos aprenderam sobre inclusão da pessoa com deficiência — Foto: Victor Vidigal/G1

Atualmente, a escola atende 10 alunos especiais com deficiências como surdez, física, intelectual e autismo. Marilene Vilhena, professora do Atendimento Educacional Especializado, conta como surgiu a ideia do sarau.

"A escola Azevedo Costa fez um sarau e nós levamos os alunos daqui para se apresentarem lá. Diante disso, surgiu a ideia de fazer um sarau próprio para os nossos alunos. Resolvemos mostrar às nossas crianças e professores a potencialidade que nossos alunos têm", destacou.

Entre as potencialidades estão desenho, dança e facilidade de memorização. Além da apresentação desses trabalhos, os alunos assistiram recital de poesia e palestras de professores surdos.

Professor mestre Claudiovil Júnior palestra a estudantes da escola Rondônia — Foto: Victor Vidigal/G1
Professor mestre Claudiovil Júnior palestra a estudantes da escola Rondônia — Foto: Victor Vidigal/G1

Também houve a participação do educador Claudiovil Júnior, de 35 anos, professor mestre da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e docente do Centro de Ensino Especial Raimundo Nonato. Nascido com deficiência física neuromotora, Júnior contou aos alunos o que passou para ser reconhecido como professor e deixou conselhos.

"Todos nós temos potenciais. Sempre é importante acreditar em nós mesmos e ir em frente, porque desafios sempre irão existir, mas estamos aqui para quebrar as barreiras. Nós temos a oportunidade de ser autor e protagonista de nossa própria história", orientou o professor.

De acordo com a coordenação, são cerca de 410 alunos que estudam na escola Rondônia, do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. A programação do Sarau Inclusivo encerrou às 17h.

Escola Municipal Rondônia fica no bairro Jesus de Nazaré — Foto: Victor Vidigal/G1
Escola Municipal Rondônia fica no bairro Jesus de Nazaré — Foto: Victor Vidigal/G1

Fonte: g1.globo.com

Exemplo de superação : Goalball do Brasil está no topo mundial

Times masculino e feminino estão confirmados  para Tóquio 2020. Foto; Confederação Brasileira de Paradesporto
Times masculino e feminino estão confirmados para Tóquio 2020. Foto; Confederação Brasileira de Paradesporto

Por Rivelino Teixeira

Inventado em 1946, o jogo consiste em arremessar a bola com as mãos no gol do adversário. O goalball brasileiro é um dos mais fortes do mundo, e as duas seleções, feminina e masculina conquistaram recentemente duas medalhas de ouro nos Jogos Parapan-Americanos, ambas contra os Estados Unidos.

Entre as mulheres, o foco, agora, será buscar em Tóquio a primeira medalha paralímpica da história para o goalball feminino do Brasil.

Homens são tri

No masculino, foi o terceiro ouro parapan-americano consecutivo. Além do primeiro lugar em Toronto, há quatro anos, também havia conquistado os Jogos de Guadalajara 2011.

O Brasil está no topo do goalball no mundo. Tem o melhor jogador do mundo, Leomon Moreno, jogador de 26 anos também é bicampeão mundial com a Seleção Brasileira da modalidade.

Treinador é destaque

O treinador da seleção é Alessandro Tosim, e está entre os grandes nomes do goalball mundial.

Alessandro Tosim, professor do curso de Educação Física tem o título indicado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro como o melhor técnico de esporte coletivo do ano. É a terceira vez que o professor recebe esta premiação.

O que é o goalball

Ao contrário de outras modalidades paralímpicas, o goalball foi desenvolvido exclusivamente para pessoas com deficiência visual.

A quadra tem as mesmas dimensões das de vôlei (9m de largura por 18m de comprimento). As partidas são realizadas em dois tempos de 12 minutos, com 3 minutos de intervalo.

Cada equipe conta com três jogadores titulares e três reservas. De cada lado da quadra, há um gol com 9m de largura e 1,30m de altura. Os atletas são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores. O arremesso deve ser rasteiro ou tocar pelo menos uma vez nas áreas obrigatórias. O objetivo é balançar a rede adversária.

A bola tem um guizo em seu interior para que os jogadores saibam sua direção. O goalball é um esporte baseado nas percepções tátil e auditiva, por isso não pode haver barulho no ginásio durante a partida, exceto no momento entre o gol e o reinício do jogo e nas paradas oficiais.

A bola tem 76 cm de diâmetro e pesa 1,25 kg.

Creche expulsa bebê porque aparência dela pode “assustar as crianças”

A mãe tenta a todo custo conseguir a cirurgia. Enquanto não dá certo, os médicos aconselharam a menina a passar mais tempo com crianças


ATAIDE DE ALMEIDA JR. - ataide.almeida@metropoles.com

Uma menina de 2 anos foi expulsa de uma creche porque, segundo os proprietários, a aparência dela pode “assustar as crianças”. O caso ocorreu em Bashkortostan, Rússia, com a pequena Sofya Zakharova, que nasceu com uma deformidade no crânio e precisa de cirurgia para corrigir o problema.

Segundo a imprensa local, a mãe, Svetlana Gizatullina, tenta a todo custo conseguir a cirurgia. Enquanto não dá certo, os médicos aconselharam a menina a passar mais tempo com crianças da mesma idade e, por isso, ela foi matriculada em uma creche.

Sofya Zakharova foi expulsa de uma creche por conta da sua aparência

A menina nasceu com uma deformação no cranio

A mãe tenta uma cirurgia para a filha

“Disseram para mim: ‘Primeiro, você arrume a operação para que ela possa frequentar a escola como uma criança normal'”, contou a mãe ao Daily Mail. Após a denúncia, as autoridades do governo russo abriram uma investigação para saber o motivo pelo qual a creche expulsou a criança e por que a menina ainda não foi operada. Svetlana não informou qual problema ocasionou a deformação do crânio da filha.

Prefeitura entrega novas cadeiras de rodas motorizadas


Responsável: (Imprensa)

A Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste trouxe mais autonomia, liberdade de locomoção e independência a sete cidadãos barbarenses. Contabilizando um investimento de R$ 76,8 mil, foram entregues nesta quinta-feira (26) sete novas cadeiras de rodas motorizadas. O ato realizado no Centro Social Urbano integra, desde 2013, um pacote de 56 cadeiras de rodas entregues pela Administração Municipal do prefeito Denis Andia. Duas cadeiras adaptadas estão sendo confeccionadas e ainda serão entregues.

Os beneficiados com os equipamentos realizaram o pedido por meio de protocolo, passando por avaliação socioeconômica. Receberam as cadeiras Daniele Fernanda de Mello Schiavolin, Manoel Augusto da Costa, Maria José da Conceição, Maria José Gonçalves de Almeida, José Roberto Candido da Costa, Sirlei Simão dos Reis e Adriana Cristina Bueno Calixto.

Acessibilidade

Desde 2013, a Prefeitura executa o Programa de Implantação de Acessibilidade. Os novos prédios e áreas públicas construídos, além das principais ruas e avenidas da cidade, já contam com os conceitos de acessibilidade. Já os prédios antigos e áreas passaram ou passam por reformas e adequações.

Ainda dentro do Programa, todos os ônibus da Nova Via/Sertran tem plataformas de acesso, os veículos da Saúde têm equipamentos para atendimento às pessoas com deficiência e o transporte escolar tem novos veículos adaptados, entre outras ações.




Maratona de goalball tem torneios em Floripa, São José dos Campos e Tóquio

Estaduais de Santa Catarina e São Paulo, além de evento-teste na sede da próxima Paralimpíada agitam o fim de semana

#Acessibilidade: Parazinho está ajoelhado, com as duas mãos no chão da quadra, preparando o impulso para se dirigir até a bola, que está bem à frente do jogador. Ao fundo da imagem, a rede do gol.

Por Comunicação CBDV - São Paulo/SP

Os amantes do goalball já esfregam as mãos pelo que vem por aí a partir deste fim de semana. Competições regionais, nacionais e internacionais movimentam a modalidade durante os próximos 20 dias. Vai ter bola azul quicando em Florianópolis, São José dos Campos, São Paulo e até em Tóquio, no Japão! E é exatamente do outro lado do mundo que se ouvirão os primeiros "Quiet, please! Play!" ("Silêncio, por favor! Joguem!", na tradução do inglês) desse período.

As palavras que a arbitragem diz para se iniciar ou reiniciar o jogo começam às 23h30 (de Brasília) desta sexta-feira (27), com a seleção brasileira feminina fazendo sua estreia no 2019 Japan Para Goalball Championship diante das donas da casa.

O torneio servirá como evento-teste para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. Participarão, além do Brasil, os Estados Unidos, e as seleções A e B do Japão. As meninas comandadas pelo técnico Dailton Nascimento voltam à quadra às 5h15 deste sábado para reencontrar as americanas, derrotadas na final do Parapan de Lima, em agosto. Depois, às 22h30, será a vez do duelo com o time B japonês.

Sábado também será dia dos estaduais catarinense e paulista. Em Florianópolis, vai acontecer a terceira etapa do Catarinense de Goalball, com a participação de seis equipes na chave masculina e quatro na feminina. As finais estão marcadas para domingo, a partir das 9h20.

Em São José dos Campos, ocorre a terceira etapa do Paulista de Goalball – Série A. Quatro dos seis atletas campeões parapan-americanos em Lima estarão presentes: Leomon Moreno, Romário e Alex Labrador defendem o Santos FC, e Parazinho, o Sesi/Suzano.

Lembrando que, a partir do dia 9 de outubro, terá início a Copa Loterias Caixa – Séries A e B – de Goalball, com todos os principais times do país em ação no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

Confira a programação do fim de semana:

2019 Japan Para Goalball Championship – Tóquio/JPN

Sexta – 27/09
23h30: BRASIL x Japão A

Sábado – 28/09
01h00: EUA x Japão B
03h45: Japão A x Japão B
05h15: BRASIL x EUA
21h00: EUA x Japão A
22h30: BRASIL x Japão B

3ª Etapa do Paulista de Goalball – Série A

Sábado – 28/09
08h30: APADV x Instituto Athlon
09h30 Sesi A/Suzano x São José Goalball
10h30: Sesi B/Suzano x LMC/Santos
11h30: Santos FC x SFITC/Franca
13h00: Sesi A/Suzano x APADV
14h00: Instituto Athlon x SFITC/Franca
15h00: São José Goalball x LMC/Santos
16h00 Santos FC x APADV
17h00: Instituto Athlon x Sesi B/ Suzano

3ª Etapa do Catarinense de Goalball

Sábado – 28/09
08h00: ACERGS x AFADEV - masculino B
08h50: APESBLU x APADAVIX - masculino A
09h40: ADEVLASC x AJIDEV - feminino
10h30: ACERGS x APESBLU - feminino
11h20: IRM x APADAVIX - masculino A
12h10: ACESA x AFADEV - masculino B
13h00: ADEVLASC x APESBLU - feminino
13h50: AJIDEV x ACERGS - feminino
14h40: IRM x APESBLU - masculino A
15h30: ACESA x ACERGS - nasculino B
16h20: ADEVLASC x ACERGS - feminino
17h10: APESBLU x AJIDEV - feminino
18h00: semifinal 1 - masculino
18h50: semifinal 2 – masculino

Domingo – 29/09
08h30: disputa do bronze - masculino
09h20: final - feminino
10h10: final – masculino

Fonte: cbdv.org.br


Jerusa Geber abre Brasileiro Loterias Caixa de Atletismo com recorde mundial nos 100m T11

Largada dos 100m T11 feminino com Jerusa Geber e Lorena Spoladore (Crédito: Alê Cabral/CPB)
Largada dos 100m T11 feminino com Jerusa Geber e Lorena Spoladore (Crédito: Alê Cabral/CPB)

Jerusa Geber quebrou o recorde mundial dos 100m T11 (para cegos totais) na manhã desta sexta-feira, 27, na abertura do Campeonato Brasileiro Loterias Caixa de Atletismo, no CT Paralímpico, em São Paulo. A acreana foi o principal destaque da primeira sessão do evento, que contou com quatro atletas classificados ao Mundial da modalidade. A competição acontecerá em Dubai, nos Emirados Árabes, em novembro. O Brasil já tem 20 atletas garantidos. Mais de 600 competidores seguem na disputa do evento nacional até domingo, 29.


Após as medalhas de ouro nos 100m e 200m no Parapan de Lima 2019, no mês passado, Jerusa estabeleceu-se agora como a atleta mais veloz da história de sua classe, ao cumprir os 100m em 11s85 - seis centésimos melhor do que a marca da britânica Libby Clegg (11s91) nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016. O recorde a credencia ainda a integrar o time brasileiro no Mundial de Dubai, principal evento do ano.

"Agradeço a todo mundo do meu time, que me acompanha o tempo inteiro. A gente treinou bastante exatamente para isso. É um sonho ter esse recorde mundial e ser a primeira cega do Brasil a correr os 100m na casa de 11 segundos. Isso me deixa muitíssimo feliz", disse a atleta de 37 anos, que nasceu totalmente cega.

Os 100m T11 feminino ainda contaram com outra atleta com índice A para o Mundial. A paranaense Lorena Spoladore ficou com a segunda posição, com o tempo de 12s02 - cinco centésimos abaixo da marca classificatória estabelecida pelo Departamento Técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro. "Muito feliz, pois hoje senti que pude dar o meu melhor e correr minhas melhores marcas", disse, emocionada, a atleta de 23 anos.

Deficientes visuais também conseguiram resultados expressivos no masculino. Na classe T12 (para atletas baixa visão), o paraibano Joeferson Marinho e o sul-matogrossense Fabrício Júnior fizeram dobradinha na ponta dos 100m e também garantiram-se no Mundial. A diferença entre eles foi mínima: 10s76 para Joeferson e 10s77 para Fabrício. Ambos abaixo dos 10s81 necessários para assegurar a vaga.

"A prova foi muito agradável. Gostei bastante do tempo e me senti muito bem nesta corrida. Só tenho a agradecer ao trabalho que estamos fazendo. Vamos trabalhar agora ainda mais para chegar ao Mundial e conseguir o topo do pódio", afirmou Joeferson, 20.

"Estou bastante contente. Houve uma pequena falha na corrida, mas consegui compensar com uma boa frequência durante a prova. Usei o que mais me beneficia e consegui chegar o mais próximo possível. Vamos agora para o Mundial de Dubai", comemorou Fabrício, 21, campeão da prova no Parapan de Lima 2019.

No campo, destaque para Beth Rodrigues. A atleta da classe F52 garantiu o ouro no arremesso de peso também com novo recorde mundial. Ela registrou 7,80m e melhorou sua própria marca (7,22m), que havia sido registrada em 10 de agosto, também no CT Paralímpico.

As competições seguem na tarde desta sexta-feira, a partir das 14h.

Os melhores atletas do país disputam o Brasileiro de Atletismo. Eles são classificados para o campeonato por meio do ranking nacional. Os pontos do ranking são obtidos em competições qualificadas. No primeiro semestre, os competidores puderam buscar estas marcas nas quatro fases regionais: São Paulo, no CT Paralímpico, em fevereiro; Norte-Nordeste, em João Pessoa (PB), em março; Centro-Leste, em Uberlândia (MG), e Rio-Sul, em Curitiba (PR), em abril. Outras oportunidades foram as duas etapas nacionais do Circuito, ambas realizadas no CT Paralímpico. A primeira ocorreu em junho, já a segunda, em agosto.

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir o Campeonato Brasileiro Loterias Caixa de Atletismo não precisam de credenciamento prévio. Bastará dirigirem-se à sala de imprensa do CT Paralímpico para identificação.

Patrocínios
O paratletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.

Time São Paulo
As atletas Jerusa Geber e Lorena Spoladore são integrantes do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 62 atletas e quatro atletas-guia, de nove modalidades.

Serviço
Data: 27 e 29 de setembro
Cidade: São Paulo (SP)
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo - Rodovia dos Imigrantes, km 11,5 (ao lado do São Paulo Expo).

Programação*
Campeonato Brasileiro Loterias Caixa de Atletismo
Sexta-feira (27/9) – 8h às 12h e 14h às 18h
Sábado (28/9) - 8h às 12h e 14h às 18h
Domingo (29/9) - 8h às 12h
*Programação sujeita a alterações

CT Paralímpico sediará etapa da América da BISFed de bocha com 10 países participantes


O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, receberá entre os dias 29 de setembro e 6 de outubro a etapa das Américas da BISFed 2019. A competição contará com a participação de 63 competidores de 10 países e valerá vaga para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. O campeão de cada classe garantirá uma vaga para seu país na competição mais importante do ciclo.

Em agosto, a bocha foi representada por 10 competidores nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019, que conquistaram sete medalhas, sendo três ouros, três pratas e um bronze. Estarão presentes nesta etapa da BISFed nove atletas que participaram do Parapan.

A Seleção Brasileira de bocha chegou ao CT Paralímpico no domingo, 22, para a sexta fase de treinamento desta temporada.

Os países que serão representados na etapa da América das BISFed são: Argentina, Bermudas, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, México, Peru, África do Sul e Estados Unidos.

Confira a lista dos atletas convocados para a Seleção Brasileira:
Eliseu dos Santos, ADFP – PR
Ercileide Laurinda da Silva, ADEFU – MG
Evani Soares da Silva Calado, APT – SP
Evelyn Vieira de Oliveira, SESI – SP
Guilherme Germano Moraes, ADMC – SP
José Carlos Chagas de Oliveira, ADEFU - MG
Lucas Ferreira de Araújo, Rio de Janeiro Bocha - RJ
Maciel Sousa Santos, ADMC – SP
Marcelo dos Santos, APP – PR
Mateus Rodrigues de Carvalho, CDDU - MG
Natali Mello de Faria, APBS – SP

Domino’s processada por site inacessível. Cegos não conseguem fazer pedidos online.

Domino’s processada por site inacessível. Cegos não conseguem fazer pedidos online.

por Ricardo Shimosakai

Você já parou para pensar como é ser deficiente visual e se deparar com sites que não seguem o padrão internacional de acessibilidade? A Domino’s está enfrentando um processo nos EUA por não possuir uma plataforma que dê o suporte necessário para deficientes visuais realizarem o seu pedido online.
A Domino’s, uma das maiores pizzarias dos Estados Unidos, está enfrentando há, aproximadamente, 3 anos um processo sendo acusada de não possuir uma plataforma em seu site onde deficientes visuais possam realizar pedidos online. O processo foi aberto por um deficiente visual que sofre de cegueira.
Os Estados Unidos possui uma lei, Americans with Disabilities Act (ADA), que foi criada nos anos 90 e estipula uma serie medidas, minimas, para que clientes com deficiências possuam condições igualitárias de atendimento em relação ao restante da população e estas possuem abrangência para sites e aplicativos que tenham algum negócio no território dos Estados Unidos.
É nessa lei que Guillermo Robles encontra base para processar a empresa que já teve o caso julgado por um tribunal federal onde a decisão se mostrou favorável ao autor do processo. A Domino’s diante da situação recorreu e fez o envio de um documento à Suprema Corte dos EUA, solicitando uma nova e criteriosa avaliação sobre a posição anterior:

“Empresas e organizações sem fins lucrativos não tem interesse em discriminar potenciais clientes ou outros indivíduos que por ventura possuem deficiências, mas estes casos miram alvos em uma situação impossível.” afirma a rede de pizzarias.

“A não ser que a Corte interfira agora, réus terão que refazer seus sites para atender o Título III [do Americans with Disabilities Act] sem qualquer orientação sobre o que acessibilidade no ambiente online significa para indivíduos cobertos pela ADA”. Diz um dos trecho do documento que possui 35 páginas.

A Suprema Corte deve, oficialmente, responder ao documento recebido no próximo dia 14. Se a decisão ainda for favorável ao Guillermo a empresa terá que, no mínimo, refazer e repensar em um site e plataforma que sejam acessíveis para deficientes.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Segunda chance: Portador de doença rara vira craque na bocha paralímpica - veja o vídeo.

Thulio Toledo é o quarto personagem da série Segunda Chance, do Link Vanguarda

Por Arthur Costa — Jacareí, SP

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Segunda Chance: Portador de doença rara vira craque na bocha paralímpica

Já pensou ter algo que só cinco pessoas no MUNDO têm? Uma camisa autografada de um ídolo? Uma medalha? Um prêmio? Pois é. Quando o Thulio descobriu o nome da doença que tinha desde que nasceu, soube que só ele e mais quatro pessoas no planeta tinham o mesmo diagnóstico: a distrofia de Ullrich.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Thulio Toledo, jogador de bocha paralímpica — Foto: Wilson Araújo/TV Vanguarda
Thulio Toledo, jogador de bocha paralímpica — Foto: Wilson Araújo/TV Vanguarda

Só que o Thulio tinha outra coisa bem rara: uma família diferente, que nunca o tratou como tal. O jovem fez tudo o que qualquer pessoa faria. Estudou, se formou. É designer, e dos bons.

Ele é santista fanático. Fã da geração Diego e Robinho. Se não pôde jogar futebol, encontrou um esporte em que se tornou craque: a bocha paralímpica.

Convido vocês a assistirem o episódio do Thulio pra ouvir o que ele e o que o pai dele tem pra falar!

Segunda chance

Durante essa semana, no Link Vanguarda (começa 12h, na TV Vanguarda, afiliada da Globo no Vale do Paraíba), te convido a escutar o que eles têm pra falar. São cinco personagens com deficiências e histórias diferentes, mas um ponto em comum: todos tiveram no esporte uma espécie de segunda chance pra viver melhor.

A série Segunda Chance teve produção de Pedro Elias e Leonardo Medeiros. Henrique Pedreiras, Wilson Araújo e Peterson Grecco foram os responsáveis pelas belas imagens que irão à tela. Eduardo Oikawa fez a edição das imagens.

Mãe denuncia que filha de 10 anos teve atendimento recusado em clínica por ser cadeirante: 'Descaso' - veja o vídeo.

Dona de casa disse que foi informada por recepcionista que local não tinha rampa ou elevador de acesso e, por isso, teria de marcar consulta em outra clínica. Revoltada, ela registrou caso na polícia, em Goiânia.

Por Sílvio Túlio e John Wiliam, G1 GO

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Mãe denuncia que uma clínica de Goiânia negou atendimento a criança cadeirante

Uma dona de casa denuncia que a uma clínica particular recusou atendimento para a filha dela, de 10 anos, somente pelo fato da criança ser cadeirante. O caso aconteceu em Goiânia. Segundo Rosane Ferreira da Silva Fernandes, ao chegar ao local para a consulta marcada, no Setor Marista, foi informada que o procedimento não poderia ser feito. Ela registrou uma ocorrência na polícia.

Clique AQUI para ver o vídeo.

“A recepcionista falou: ‘Nós não atendemos cadeirante’. Eu falei como assim não atende cadeirante? [Ela disse] ‘nós não temos elevador e nem rampa de acesso, a senhora tem que marcar em outro lugar’”, disse.

A TV Anhanguera tentou contato com a Clínica Infância, mas foi informada que ninguém iria falar sobre o assunto. O advogado da clínica, também contatado, não atendeu às ligações.

A menina, Beatriz Ferreira Fernandes, é cadeirante desde os 2 anos, quando teve um tumor na medula. A consulta, que segundo a mãe foi recusada, era com um gastroenterologista. A situação deixou a dona de casa revoltada.

"Senti uma discriminação como eu nunca senti em lugar nenhum. O que mais me entristeceu é porque minha filha presenciou tudo. Ela viu que foi hostilizada, ela sentiu isso, desprezo, descaso, pouco caso”, avalia.

Mãe denuncia que filha de 10 anos teve atendimento recusado em clínica por ser cadeirante — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Mãe denuncia que filha de 10 anos teve atendimento recusado em clínica por ser cadeirante — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Lei garante atendimento

Na ocorrência, Rosana destacou que o atendimento foi negado por "três atendentes" da clínica e que, "em momento algum", os mesmos propuseram qualquer tipo de solução para o problema.

Uma lei de 2015 considera crime de discriminação toda forma de distinção, restrição ou exclusão ao deficiente e que é assegurado a ele o acesso aos serviços de saúde públicos ou privados. Casos descumprimento podem acarretar multa e uma pena de até 3 anos de prisão aos responsáveis.

Segundo Diego Castilho Magalhães, presidente da Comissão de Direitos da Pessoa com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Goiás (OAB-GO), os órgãos devem se adequar para realizar este atendimento e não o contrário. Casos como o de Beatriz seriam resolvidos facilmente, por exemplo, com um consultório no térreo.

"A sociedade deve se adequar às questões relacionadas às pessoas com deficiência, oferendo acessibilidade, com grau de segurança, autonomia e independência. O local que não é acessível é um local deficiente", destaca.

Fonte: g1.globo.com

Rock in Rio terá comandos de voz para deficientes visuais com aplicativo de startup de Curitiba

Aplicativo Veever vai auxiliar cegos com audiodescrições de palcos e outros estruturas do evento, que começa nesta sexta-feira (27); grupo de deficientes testou a tecnologia na Cidade do Rock.

Por Ederson Hising, G1 PR — Curitiba

                   Pra cego ver: Foto mostra grupo de 13 pessoas que participou do teste do aplicativo Veever em palco do Rock in Rio na noite de terça-feira (24). Ao fundo, uma roda gigante e pessoas que trabalhavam na montagem do evento. — Foto: Veever/Divulgação
Pra cego ver: Foto mostra grupo de 13 pessoas que participou do teste do aplicativo Veever em palco do Rock in Rio na noite de terça-feira (24). Ao fundo, uma roda gigante e pessoas que trabalhavam na montagem do evento. — Foto: Veever/Divulgação

Um aplicativo desenvolvido por uma startup de Curitiba vai possibilitar maior acessibilidade para deficientes visuais no Rock In Rio 2019, que começa nesta sexta-feira (27). Cegos e pessoas com visão comprometida poderão ter acesso a informações sobre a Cidade do Rock transmitidas por comando de voz.

Cerca de 60 dispositivos bluetooth foram instalados no local para que, ao acessar o aplicativo Veever e apontar o celular em determinadas direções, os deficientes visuais recebam audiodescrições sobre tamanho, formas e cores de palcos e outras áreas do festival.

Um grupo de deficientes visuais do projeto Ver com as Mãos, de Curitiba, visitou a Cidade do Rock na terça-feira (24) para testar o aplicativo. "Achei bem bacana porque tem descrição dos locais. É muito bom para se localizar", afirma Laura Kaiser, de 18 anos, que participou do teste.

Ela conta que nasceu com um glaucoma congênito. Gradativamente, a jovem foi perdendo a visão. "Começou a ficar bem ruim aos 16 anos. Hoje, enxergo bem pouquinho. Faço as coisas normalmente, mas se fosse uma pessoa cega", explica.

Laura afirma que nunca tinha visto uma tecnologia que auxiliasse pessoas com deficiência visual como o Veever. "O aplicativo ainda está em desenvolvimento, mas vai ajudar bastante. Principalmente em locais de grande movimentação", diz.

De onde surgiu a ideia

Um convite para fazer um trabalho voluntário no Instituto Paranaense de Cegos, em Curitiba, permitiu que um dos sócios da startup, João Pedro Novochadlo, conhecesse a dificuldade dos deficientes, como saber qual linha de ônibus estava passando no ponto.

"Não tenho ninguém cego na família e, até então, não tinha amigos com essa deficiência. A ideia era garantir a autonomia a essas pessoas. A gente não resolve, mas minimiza", afirma Novochadlo.

Em 2016, durante uma maratona de programação organizada pela prefeitura a proposta ganhou corpo. "Tivemos um hiato com a troca de gestão no município e com a saída de algumas pessoas do projeto, mas no começo do ano passado revivemos a ideia", conta.

Curiosamente, o aplicativo ainda não foi validado no transporte público. "O Rock in Rio vai ser nosso primeiro grande teste", afirma. "Já testamos em escolas, museus, sempre com pessoas cegas. Não adianta pensar como um cego, mas sim pensar com um cego", explica.

Pra cego ver: Foto mostra um celular com o aplicativo Veever em funcionamento. O aparelho está em cima de embalagens como se fossem caixas. — Foto: Veever/Divulgação
Pra cego ver: Foto mostra um celular com o aplicativo Veever em funcionamento. O aparelho está em cima de embalagens como se fossem caixas. — Foto: Veever/Divulgação

Como o aplicativo foi parar no Rock in Rio

De acordo com o sócio, a startup estava trabalhando "de forma mais tímida" no aplicativo. O projeto, segundo ele, conta com uma empresa como investidora na parte técnica e outra para auxiliar na parte da audiodescrição.

Porém, um contato acelerou o processo. Mesmo sem saber do que se tratava exatamente, Novochadlo foi até o Rio de Janeiro (RJ) para encontrar um interessado na ideia.

"Acharam a gente de alguma forma na internet, mas foi omisso em relação a quem queria", conta. "Quando a gente chegou lá, descobrimos que era uma demanda do Rock in Rio", afirma.

Fonte: g1.globo.com

Mãe com deficiência auditiva é salva por vizinhos após ser espancada pela filha em Fortaleza

Vítima teve ferimentos na cabeça, na barriga e chegou a ter convulsões durante o atendimento médico.

Por G1 CE

Mulher com deficiência auditiva é socorrida pelo Samu após ser agredida pela filha. — Foto: Rafaela Duarte/ Sistema Verdes Mares
Mulher com deficiência auditiva é socorrida pelo Samu após ser agredida pela filha. — Foto: Rafaela Duarte/ Sistema Verdes Mares

Uma mulher de 50 anos, com deficiência auditiva, foi salva por vizinhos após ser espancada pela filha de 20 anos no Bairro Bela Vista, em Fortaleza, na noite desta quinta-feira (26).

O caso aconteceu em uma residência na Rua 21 de Abril, onde a vítima mora com a suspeita e outros parentes. Durante as agressões, o filho mais novo da mulher, um adolescente de 16 anos, gritou pedindo ajuda e chamou a atenção da vizinhança.

De acordo com testemunhas, uma ambulância do Samu foi acionada e a vítima foi socorrida com ferimentos na cabeça e na barriga. Ela foi levada para o Instituto Doutor José Frota (IJF), no Centro. No trajeto, ela chegou a ter convulsões devido as agressões.

A filha que agrediu a mãe fugiu do local. Segundo testemunhas, a suspeita é ex-presidiária e tem envolvimento com o tráfico de drogas na região.

Folha: g1.globo.com

Down idoso comemora 77 anos contra todas as probabilidades

A previsão para ele é que não chegasse sequer aos dez anos

da redação com SóNotíciaBoa

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Georgie Wildgust – Foto: Adam Hughes/SWNS

Georgie Wildgust é a pessoa mais velha da Grã-Bretanha com síndrome de down e desafia todas as probabilidades.

A previsão para ele é que não chegasse sequer aos dez anos e hoje ele comemora 77 anos de vida.

Georgie acredita que sua longevidade se deve a uma vida social saudável e seu amor pela dança.

Os médicos temiam que ele nunca pudesse viver sua adolescência, mas hoje ele é aposentado em Notthingham e é uma das pessoas mais velhas do mundo com síndrome de Down.

Imagem: down idoso
Georgie Wildgust – Foto: Adam Hughes/SWNS

A festa

George Wildgust comemorou o marco no mês passado, cercado por familiares e amigos na clínica Watcombe Circus, na região de Carrington.

Ele se mudou para a casa especializada em 1993 após a morte de sua mãe e, desde então, vive com outros 12 residentes.

Sua sobrinha Nikki Wright, 44 anos, o visita todas as semanas, e disse:

“Estamos todos muito orgulhosos dele. É surpreendente para ele atingir essa idade. Minha avó foi informada de que ele não viveria mais de dez anos devido à síndrome de Down. Mas eles estavam muito errados.”

Longevidade

As pessoas com síndrome de Down vivem até os 50 anos hoje, mas a expectativa de vida foi muito menor durante a década de 1940.

“Graças aos avanços médicos e ao cuidado e amor das pessoas ao seu redor, a expectativa média de vida das pessoas com síndrome de Down está agora entre 50 e 60 anos, com um pequeno número de pessoas que vivem até setenta anos e muito mais”, disse a porta-voz da Associação da Síndrome de Down.

Já para a sobrinha de Georgie Wildgust, a vida longa se deve a uma infância feliz com os pais, ter sido sempre bem cuidado e amado.

“A mãe dele sempre dizia que ele podia fazer qualquer coisa e é por isso que ele sempre foi muito independente”.

“Minha avó era costureira e meu avô trabalhava em um poço. Eles moravam juntos em Notthingham e as crianças sempre saíam para brincar no meio da praça.”

“Naquela época, os médicos descartavam pessoas com síndrome de Down, uma vez que não eram classificadas como ‘normais’. Alguns até foram enviados para asilos em celas acolchoadas. Foi realmente horrível, mas Georgie sempre teve o apoio familiar e amigos ao seu redor e é por isso que ele se saiu tão bem”.

Profissão

George Wildgust trabalhou como jardineiro e carpinteiro antes de se aposentar e agora passa seus dias na casa de repouso desfrutando de seus hobbies favoritos.

“Ele gosta de sair para jantar, colorir livros e principalmente dançar. E também tem uma namorada, Lorraine, mas acabou de se mudar e acho que sente um pouco a falta dela. Ela vem visitá-lo e eles também conversam no Skype. A equipe aqui percebe a importância dessas amizades e as mantém ativas”.

Professor leva aluna com deficiência nas costas para ela não perder passeio da escola

Desde que a mãe da menina publicou as fotos dela e do professor nas redes sociais, elas foram compartilhadas milhares de vezes.

Por Gabriel Pietro

Foto: Reprodução/Facebook
Professor leva aluna com deficiência nas costas

Um professor de ensino fundamental do Kentucky, nos EUA, tem sido muito elogiado nas redes sociais e na imprensa por não ter deixado uma aluna com deficiência de fora de uma excursão da escola.

A turma da quarta série (com idades entre 10-11 anos) da Tully Elementary School estava se preparando desde a semana passada para visitar o Parque Estadual das Quedas D’água de Ohio – e uma das alunas ficou com o coração partido porque achava que perderia a diversão.

Ryan Neighbor, 10 anos, nasceu com espinha bífida (malformação congênita relativamente comum caracterizada por um fechamento incompleto do tubo neural), e precisa utilizar uma cadeira de rodas para se locomover.

Não seria a primeira vez que a deficiência de Ryan a impede de participar de passeios da escola, logo sua mãe, Shelly King, já começava a preparar a filha para um ‘dia alternativo’ durante a excursão dos colegas.

Professor e amigo para todas as horas

Felizmente, ela não precisou. Ao saber da situação de Ryan, o professor Jim Freeman contatou sua família e se ofereceu para carregá-la nas costas durante toda a viagem.

Fiel à sua palavra, Freeman usou uma mochila especial para transportar a menina de 25 quilos, e Ryan ficou emocionada!

Desde que sua mãe publicou fotos de Freeman e Ryan na viagem, elas foram compartilhadas milhares de vezes.

“Somos muitíssimo abençoados por termos uma escola INTEIRA tão compassiva e empática que NUNCA a faz sentir-se excluída”, escreveu King na página Team Ryan no Facebook, documentando as experiências de sua filha.