sábado, 12 de outubro de 2019

Mãe luta por cirurgia para bebê com doença rara no coração: 'Desesperada'

Menina de 24 dias foi diagnosticada com Tetralogia de Fallot. Recém-nascida está internada em Ceres aguardando por cirurgia em Goiânia.

Por Rodrigo Gonçalves, G1 GO

Évelyn da Silva Costa, de 24 dias, está internada em Ceres e precisa ficar o tempo todo no oxigênio  — Foto: Denise Xavier/Arquivo Pessoal
Évelyn da Silva Costa, de 24 dias, está internada em Ceres e precisa ficar o tempo todo no oxigênio — Foto: Denise Xavier/Arquivo Pessoal

A trabalhadora rural Denise Xavier da Silva Costa, de 27 anos, tem vivido nos últimos dias um drama para salvar a vida da filha. Évelyn da Silva Costa, de 24 dias, foi diagnosticada  com uma doença congênita cardíaca rara chamada Tetralogia de Fallot e, desde a última segunda-feira (11), aguarda, em Ceres, uma transferência para realização da cirurgia em Goiânia.

A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, responsável pela regulação de vagas, informou que segue na busca para atender a solicitação, e "assim que a vaga for encontrada, a paciente será encaminhada". No entanto, não deu prazo para o atendimento.

Segundo a mãe, Évelyn nasceu no dia 16 de setembro deste ano, em Rubiataba, onde a família mora.

“Com dez dias de vida, percebi que ela começava a ficar sem ar, principalmente quando estava mamando. Levei no pediatra, e ele descobriu um barulho estranho no coração”, contou Denise.

Ainda de acordo com ela, um ecocardiograma foi pedido. “Demorou uns quatro dias para o exame ficar pronto e veio o diagnóstico da Tetralogia de Fallot. Imediatamente, formos transferidas para Ceres, só que o hospital aqui não faz essa cirurgia e estamos aguardando desde então a vaga em Goiânia”, afirmou a mãe.

Segundo Denise, a família já tenta uma ordem judicial para conseguir a vaga o quanto antes.

“Todo mundo fala que o caso dela é urgente e tem prioridade por ser recém-nascida. Pode ser que a vaga saia também para Anápolis. O que eu quero é salvar a vida da minha filha. Estou desesperada, minha bebê não pode ir pra casa sem fazer a cirurgia”, relatou a mãe.

No oxigênio o tempo todo, a pequena Évelyn só consegue mamar com o auxílio na respiração.

“Ela não pode nem chorar que já tem a crise respiratória. O caso dela é grave”, completou Denise, que tem outra filha de 6 anos, que está com a avó.

Ecocardiograma apontou a doença rara em menina — Foto: Denise Xavier/Arquivo pessoal
Ecocardiograma apontou a doença rara em menina — Foto: Denise Xavier/Arquivo pessoal

Fonte: g1.globo.com

Mãe de menina com paralisia cria playgrounds inclusivos em Ribeirão Preto: 'Brincar é para todos'

Selma Nalini buscou parcerias na iniciativa privada para desenvolver projeto em áreas públicas. Brinquedos são compartilhados por crianças com e sem deficiência.

Por Pedro Martins - Sob a supervisão de Thaisa Figueiredo

Mãe instala gira-giras, balanços e gangorras adaptados para deficientes em áreas públicas de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Pedro Martins/G1
Mãe instala gira-giras, balanços e gangorras adaptados para deficientes em áreas públicas de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Pedro Martins/G1

Maria Eduarda Nalini, de 12 anos, era uma criança que não brincava. Enquanto o irmão mais novo se divertia, ela só olhava, já que não consegue se movimentar e os brinquedos não comportavam a cadeira de rodas dela. Isso mudou quando a mãe deles teve a ideia de instalar balanços, gira-giras e gangorras adaptadas para deficientes nas praças e parques de Ribeirão Preto (SP).

“A vida dessas crianças é muita terapia e internação. Eu sentia falta da diversão para elas”, diz Selma Nalini, de 35 anos. “Brincar é a principal ocupação de uma criança. É pelo brincar que ela desenvolve habilidades sociais, cognitivas e comunicativas.”

Com autorização da Prefeitura e doações de empresários, Selma revitalizou playgrounds em cinco áreas públicas: Parque Dr. Luis Carlos Raya, Parque Tom Jobim, Über Parque Sul "Roberto Francói", Praça da Bicicleta e Praça Ali Youssef Abou Hamin.

Além de instalar os brinquedos, ela reformou bancos e lixeiras, construiu rampas de acesso, trocou a grama e refez a pavimentação, já que o chão desnivelado dificultava a locomoção de cadeiras de rodas e carrinhos de bebês.

Selma batizou o projeto em homenagem à filha, que nasceu com síndrome de Dandy-Walker. Duda não consegue se movimentar devido à malformação do cérebro, mas, com os equipamentos adaptados, pode ir à praça e brincar com o irmão, João Lucas, de 8 anos, que não tem deficiência.

Com um balanço adaptado, as limitações de Duda não a impedem de brincar com o irmão, em Ribeirão Preto, SP — Foto: Pedro Martins/G1
Com um balanço adaptado, as limitações de Duda não a impedem de brincar com o irmão, em Ribeirão Preto, SP — Foto: Pedro Martins/G1

Cada um senta em um lado do balanço. O mais espaçoso é o dela, que tem grades nas laterais, na frente e atrás para acomodar a cadeira de rodas. A grade de trás, que é revestida com tábuas de madeira, também serve como rampa de acesso quando está destravada.

“A Maria Eduarda não senta, não anda. Ela é bem molinha. Nem o pescoço ela consegue sustentar”, explica a mãe. “Se não fosse esse tipo de equipamento, Duda nunca teria brincado.”

No gira-gira, a menina também pode brincar com os amigos, além do irmão. O equipamento funciona no mesmo estilo do balanço, mas tem mais assentos, que são intercalados: um para crianças sem deficiência e outro para acomodar cadeiras de rodas.

Apesar de não conseguir se movimentar e usar um respirador, Ana Laura Galetti não fica de fora da brincadeira — Foto: Pedro Martins/G1
Apesar de não conseguir se movimentar e usar um respirador, Ana Laura Galetti não fica de fora da brincadeira — Foto: Pedro Martins/G1

Ana Laura Galetti, de 5 anos, é uma das amigas que Duda conheceu na praça. Ela também não consegue se movimentar e precisa usar um respirador devido às complicações de uma paralisia cerebral que ocorreu durante o parto. Mas, com os brinquedos adaptados, as limitações não impedem a menina de se divertir.

“A interação faz toda diferença para elas. Às vezes, quem vê de fora fala 'ah, [elas] não estão entendendo'. Mas, poxa, é a oportunidade de estar no meio de outras crianças”, diz a mãe da Ana Laura, Bruna Galetti, de 32 anos.

Os brinquedos são planejados para acomodar qualquer criança. O pequeno Mateus de Oliveira, que tem síndrome de Down, não fica fora da brincadeira. O equipamento preferido do menino, que tem 4 anos, é um balanço de rede.

O pequeno Mateus de Oliveira se diverte em um balanço de rede adaptado para deficientes em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Pedro Martins/G1
O pequeno Mateus de Oliveira se diverte em um balanço de rede adaptado para deficientes em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Pedro Martins/G1

Acessibilidade e inclusão

Após descobrir que a filha seria deficiente, ainda durante a gravidez, Selma deixou de lado o sonho da carreira jurídica para se dedicar à família. Anos depois, ela quis ir além e encontrou vocação para ajudar outras crianças. “Por essas crianças eu viro tudo: publicitária, advogada, o que você quiser”, brinca.

Em vez de pedir os brinquedos à Prefeitura, Selma decidiu agir por conta própria. Ela entrou em contato com empresários da cidade e pediu doações para revitalizar as praças e comprar os equipamentos, que custam cerca de R$ 20 mil. Alguns precisam ser importados.

“Existe uma lei federal, onde 5% dos equipamentos têm que ser destinados a pessoas com deficiência, mas a gente estava em um momento muito complicado da cidade”, relembra. “Falei 'ah, vamos fazer de outra maneira' e fui atrás da iniciativa privada.”

A lei a qual Selma se refere foi sancionada em 2017 pelo então presidente Michel Temer (MDB).

Crianças com e sem deficiência podem brincar juntas nas áreas públicas de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Simone Meirelles/Divulgação
Crianças com e sem deficiência podem brincar juntas nas áreas públicas de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Simone Meirelles/Divulgação

Selma pediu autorização à Prefeitura para instalar os equipamentos e conseguiu a liberação. Toda criança pode brincar, a qualquer hora do dia. “Com todo investimento que já recebi, podia ter uma Disney para elas. Podia ter muita coisa legal, temática, mas eu não estaria fazendo inclusão”, avalia.

Outro objetivo do projeto, de acordo com Selma, é construir pontes entre as diferenças para amenizar o preconceito contra deficientes. Por isso, ela também compra brinquedos para crianças sem deficiência.

“A gente beneficia a cidade inteira, porque os brinquedos são para todos usarem. É para vir a família inteira.”

Brinquedos adaptados para crianças com e sem deficiência são instalados em parques de Ribeirão Preto, SP — Foto: Pedro Martins/G1
Brinquedos adaptados para crianças com e sem deficiência são instalados em parques de Ribeirão Preto, SP — Foto: Pedro Martins/G1

Educação transformadora

Selma adianta que está trabalhando para revitalizar e instalar brinquedos em mais três praças e parques públicos de Ribeirão Preto. Ela diz que não falta apoio financeiro, mas não tem pressa de ampliar o projeto porque se dedica às áreas que já existem.

“Trabalho cuidando do projeto. Passo diariamente nessas áreas para ver se está tudo certo. Não é fácil lidar com área pública porque tem muito vandalismo. As pessoas não entendem regras em área pública”, reclama. “Não consigo fazer a inclusão se pôr o brinquedo, a criança chegar e ele estiver quebrado.”

Projeto em Ribeirão Preto, SP, oferece diversão a crianças em brinquedos adaptados — Foto: Pedro Martins/G1
Projeto em Ribeirão Preto, SP, oferece diversão a crianças em brinquedos adaptados — Foto: Pedro Martins/G1

Por isso, ela decidiu apostar na educação. Ela leva palhaços às praças para orientar as crianças sobre como preservar os brinquedos e visita escolas, com permissão da Secretaria de Educação, para conscientizar os alunos sobre a importância dos espaços públicos.

“Se a gente quer mudar a sociedade, tem que começar através da educação e pelas crianças. Muito do meu tempo é dedicado a levar às crianças essa questão da cidadania.”

O trabalho que Selma faz no interior de SP chamou atenção do Ministério da Educação, em Brasília (DF), que incluiu uma reportagem sobre o projeto Duda Nalini nos livros de língua portuguesa distribuídos para alunos do sexto ano da rede pública de ensino. A proposta da atividade, segundo Selma, é que os estudantes leiam o texto para aprender sobre acessibilidade e inclusão social.

Selma incentiva que outras pessoas tomem iniciativas para melhorar o ambiente onde vivem.

“Uma cidade melhor não se faz apenas com prefeito, vereador. Uma cidade melhor se faz quando todos constroem e cuidam juntos. Se cada um fizer um pouquinho, nós vamos longe.”

Selma Nalini ao lado dos filhos João Lucas e Duda, em Ribeirão Preto, SP — Foto: Pedro Martins/G1
Selma Nalini ao lado dos filhos João Lucas e Duda, em Ribeirão Preto, SP — Foto: Pedro Martins/G1

Fonte: g1.globo.com

Empreendedor cria dispositivo para cadeirantes praticarem esportes na neve

Após sofrer um acidente e ser afastado do snowboard, Patrick Mayer desenvolveu um "kit" que adapta as cadeiras às superfícies geladas

Por Redação

Patrick Mayer, fundador da Wheelblades (Foto: Divulgação)
Patrick Mayer, fundador da Wheelblades (Foto: Divulgação)

Patrick Mayer praticava snowboard desde os nove anos. Seu sonho era ser um atleta profissional, mas um acidente durante uma competição colocou uma barreira em seu caminho: Mayer perdeu o movimento das pernas e precisou ficar em uma cadeira de rodas.

Decidido a encontrar uma solução para continuar ligado ao esporte, ele fundou a Wheelblades.

A empresa desenvolve e produz equipamentos de mobilidade para pessoas com deficiência.

O preço dos equipamentos começa em R$ 119 (Foto: Divulgação)
O preço dos equipamentos começa em R$ 119 (Foto: Divulgação)

Antes mesmo de pensar em alguma prática esportiva, o empreendedor precisou solucionar um desafio básico. “O maior problema quando você leva uma cadeira de rodas para a neve é que as rodas dianteiras afundam no chão”, explicou ele em entrevista ao site “Insider”.

Por isso, o empreendedor criou pequenos skis que podem ser encaixados às rodas para deslizá-las mais facilmente. O equipamento também dispensa a necessidade de que alguém empurre a cadeira.

A marca criou modelos para facilitar a mobilidade de carrinhos de bebê e com bengalas (Foto: Divulgação)
A marca criou modelos para facilitar a mobilidade de carrinhos de bebê e com bengalas (Foto: Divulgação)

Os produtos oferecidos hoje pela empresa podem ser acoplados a cadeiras de rodas, muletas e até carrinhos de bebê.

Os valores dos kits variam entre US$ 29 (R$ 119) e US$ 230 (R$ 945).

Todos os equipamentos são feitos com aço inoxidável (Foto: Divulgação)
Todos os equipamentos são feitos com aço inoxidável (Foto: Divulgação)

Segundo o site, as peças são resistentes a água e sal e produzidas com aço inoxidável.

'Vencemos dia após dia', diz mãe da primeira criança diagnosticada com Zika Congênita no mundo - Veja o vídeo

Catarina Maria, de três anos, recebeu o diagnóstico de Síndrome da Zika Congênita antes mesmo de nascer. Relação entre o zika vírus e a microcefalia foi descoberta através de pesquisas realizadas em Campina Grande.

Por Iara Alves e Dani Fechine, G1 PB

Catarina Maria é a primeira criança diagnóstica com Zika Congênita no mundo — Foto: Maria da Conceição/ Arquivo pessoal
Catarina Maria é a primeira criança diagnóstica com Zika Congênita no mundo — Foto: Maria da Conceição/ Arquivo pessoal

Brincar e ir à escola são atividades que fazem parte da rotina de muitas crianças, inclusive a de Catarina Maria Alcantara Oliveira Matias, de 3 anos. Mas, antes mesmo de ela nascer, os pais se questionavam se uma vida comum seria possível para a filha. Na menina, foi diagnosticado o primeiro caso confirmado no mundo de Zika Congênita, condição causadora de microcefalia. O diagnóstico veio de Campina Grande, cidade do Agreste da Paraíba, de onde saiu a primeira pesquisa que descobriu a síndrome, realizada pela médica Adriana Melo.

 Clique AQUI para ver o vídeo.

Catarina foi muito esperada. Ela é a primeira filha da fisioterapeuta Maria da Conceição Alcantara Oliveira Matias, de 38 anos, e do professor Mário Matias Maracajá Filho, de 33 anos. A menina também é a primeira neta das duas famílias.

“Minha gravidez foi tranquila. Queríamos muito um filho, era o momento certo. Nos três primeiros meses tive todos os cuidados para não ter nenhum problema, já que é o período que é mais crítico”, contou Maria Conceição.

Mesmo com todos as precauções, Conceição teve uma surpresa na sétima semana de gestação. Manchas vermelhas espalhadas pelo corpo inteiro apontaram para o diagnóstico da Zika, doença causada pela picada no mosquito Aedes aegypti, que foi confirmado após um exame de sangue.

A dois meses do parto, Conceição fez uma consulta de rotina com a médica e pesquisadora Adriana Melo, em Campina Grande. Uma ultrassonografia identificou que a criança tinha danos neurológicos, mas ainda não era possível dizer quais.

“Foi um momento de muito choro. Eu pedia sempre a Deus que me desse uma filha saudável. Eu tinha pacientes crianças e não sabia como as mães aguentavam a rotina de tratamento”, desabafou a fisioterapeuta.

Resultado de imagem para Pesquisadora paraibana foi a primeira que relacionou Zika e microcefalia
Pesquisadora paraibana foi a primeira que relacionou Zika e microcefalia

Após um mês, Conceição recebeu um telefonema de Adriana, que lhe ofereceu fazer parte de uma  pesquisa que estudava a relação entre o vírus da Zika e danos neurológicos como a microcefalia. A mãe de Catarina não pensou duas vezes e passou por uma bateria de exames específicos. Alguns deles foram enviados para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, que confirmaram a presença do vírus no líquido amniótico.

Mesmo sem poder fazer mais nada para evitar o diagnóstico que a filha recebeu, Conceição quis continuar na pesquisa para ajudar outras mães e crianças que passavam pelo mesmo processo. Em São Paulo, durante a realização de novos exames, ela ouviu o que nenhuma mãe gostaria de ouvir.

“Recebi um diagnóstico muito doloroso. Um médico me disse que se Catarina nascesse viva, seria uma criança que ficaria vegetando em cima de uma cama porque os danos neurológicos dela eram muito grandes”, lamentou.

Contradizendo as expectativas negativas, Catarina nasceu em fevereiro de 2016. Com seis meses de vida o desenvolvimento dela já impressionava. A mãe assumiu o compromisso de iniciar o tratamento em casa. Para Adriana Melo, a estimulação motora precoce fez toda a diferença no crescimento da menina.

Catarina começou o tratamento ainda no terceiro dia após nascimento. Graças a isso, ela se desenvolve e mantém uma vida comum como qualquer outra criança da idade dela. A mãe da menina, Conceição, é fisioterapeuta e após o diagnóstico, assumiu o compromisso de estimular o desenvolvimento da filha fazendo fisioterapia em casa.

Catarina durante sessão de fisioterapia no Ipesq, em Campina Grande — Foto: Maria da Conceição/ Arquivo pessoal
Catarina durante sessão de fisioterapia no Ipesq, em Campina Grande — Foto: Maria da Conceição/ Arquivo pessoal

Fonte: g1.globo.com

Professor de Educação Física adapta aulas para alunos com deficiências e autismo

Um show de inclusão no meio escolar!

Professor promove inclusão na educação física por meio do esporte adaptado

Por Jéssica Souza

A primeira vez que o professor de Educação Física Luiz Dias de Siqueira Junior, do Rio de Janeiro, teve contato com o esporte adaptado foi quando um amigo e atleta de taekwondo teve a perna amputada por causa de um acidente.

Como forma de incentivá-lo, procurou o esporte adaptado e há 14 anos aplica esta modalidade nas suas aulas. O resultado disso? Uma lição de inclusão, onde todo mundo participa!

“Quando você inclui um aluno com deficiência numa aula e ele consegue fazer, ele tem uma injeção de autoestima muito grande!”, contou ao Razões.

professor de educação física de pé em frente de um ppilar da qudra de uma escola
“Às vezes temos alunos com uma deficiência grave e temos que correr atrás desse conteúdo e adaptar as aulas para eles. O professor só por falta de vontade que não vai”. Foto: Divulgação/InstitutoPenínsula

Luiz dá aula para alunos do Ensino Fundamental com deficiências físicas e autismo. Ele promove a inclusão desses alunos, enquanto os demais aprendem sobre empatia e a lidarem com as diferenças.

“Eles percebem como cada um é, e ajudam os colegas a fazerem as atividades e os incentiva. Já tive alguns alunos autistas severos, não verbais, que não se comunicam, e a gente tenta deixá-los de maneira livre para entender e compreender essas aulas. Eles participam e gostam muito dos circuitos”, disse.

professor de educação física brincando com os alunos numa aula adaptada
“A empatia é o que mais aprendemos com o esporte adaptado”. Foto: Divulgação/InstitutoPenínsula

Foto: Arquivo Pessoal
professor de educação física brincando com os alunos numa aula adaptada

                    Foto: Arquivo Pessoal
                       professor de educação física brincando com os alunos numa aula adaptada

Foto: Arquivo Pessoal
professor de educação física brincando com os alunos numa aula adaptada

Experiência nos Jogos Paralímpicos

Nos Jogos Paralímpicos que aconteceram no Rio de Janeiro em 2016, o professor teve a oportunidade de trabalhar e aprender com os paratletas.

“Nos Jogos Paralímpicos levamos cadeiras de rodas para o pessoal experimentar. Em um dos dias lá, chegou um menino de dez anos, talvez um pouco menos, cadeirante, para experimentar. Estávamos fazendo uma experimentação de brincadeira, quando a mãe falou: ‘olha, ele não quer brincar, quer jogar de verdade’”.

Foto: Arquivo Pessoal
Professor de Educação Física adapta aulas para alunos com deficiências e autismo 1


professor de educação física nos Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro
“É isso, eles superam nossas expectativas. Ficamos pensando que vai ser uma coisa, que vai ser na brincadeira e eles superam nossas expectativas”. Foto: Arquivo Pessoal

Aprendendo mais sobre educação física inclusiva

Para auxiliar os professores de Educação Física nesse processo de inclusão, o Impulsiona, iniciativa de educação esportiva do Instituto Península, se uniu ao Comitê Paralímpico Brasileiro para criar o curso online Movimento
Paralímpico: fundamentos básicos do esporte.

O conteúdo gratuito ajuda os professores, na teoria e na prática, a ensinar esportes como futebol de 5, goalball, vôlei sentado e outros.

“Segundo a UNESCO, mais de 45 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência. A escola precisa, portanto, ser inclusiva, acessível e promover igualdade entre todos. Mas sabemos que muitas vezes o professor não recebe formação adequada nessa temática, principalmente na Educação Física, que mexe muito com o corpo dos jovens. Como ensinar esportes para um cadeirante ou um cego?”, reflete Vanderson Berbat, diretor do Impulsiona.

Vanderson Berbat, diretor do Impulsiona
“Estudos mostram que o exercício físico, assim como comer e dormir bem, tem grande contribuição para o desenvolvimento cognitivo dos jovens. Então, os alunos com deficiência têm o direito de praticar esportes como qualquer outro aluno”. Foto: Gabriel Nascimento

Pela primeira vez na história, um jogo de goalball terá transmissão ao vivo na TV

Foto: Alê Cabral / CPB
Foto: Alê Cabral / CPB

Neste domingo, 13, às 11h, a final da Copa Loterias Caixa de Goalball será transmitida ao vivo no canal SporTV 3. A partida será a decisão da chave masculina da série A do campeonato. Os finalistas serão conhecidos após as semifinais, marcadas para a tarde deste sábado, 12. A competição nacional ocorre no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

“Este domingo nos reserva momentos de emoção e alegria. O goalball, modalidade mais praticada por deficientes visuais, será transmitido ao vivo para a sociedade brasileira. Pela primeira vez, todos poderão acompanhar os nossos craques que dão tantas alegrias para o nosso país”, anunciou Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Em agosto, as Seleções Brasileiras de goalball participaram dos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019, em que ambas as equipes, feminina e masculina, conquistaram a medalha de ouro.

“Nós, amantes de goalball, estamos muito felizes por este momento. Um acontecimento como esse, a transmissão ao vivo da final de um campeonato nacional, possibilita que as pessoas conheçam o goalball. Essa é a modalidade mais praticada por pessoas com deficiência visual no mundo e faltava esse recurso para divulgar ainda mais esse esporte, porque ainda há muita gente que não conhece”, celebrou Alessandro Tosim, técnico da Seleção Brasileira e comentarista da transmissão.

Vejo isso como uma evolução para a modalidade. Fico muito emocionado por termos conquistado esse feito de ter uma transmissão ao vivo na televisão. Sempre me perguntavam quando ia passar uma partida na televisão e agora posso convidar todos para assistir e prestigiar o nosso trabalho. Vai alcançar um público maior, romper barreiras e mostrar que as pessoas com deficiência têm oportunidades”, comentou Leomon Moreno, bicampeão mundial da modalidade (2014 e 2018), que joga pelo Santos, um dos favoritos ao título brasileiro.

Em 2018, as equipes brasileiras de goalball garantiram a suas vagas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. No Mundial da modalidade, realizado em Malmo, na Suíça, o Brasil carimbou o passaporte para o Japão, pois o time masculino faturou o ouro e, o feminino, o bronze.

A Copa Loterias Caixa de Goalball conta com a participação de 33 equipes divididas entre as Séries A e B. Ao todo, mais de 300 pessoas, sendo 189 atletas, estão envolvidos no torneio deste ano.

A transmissão da final de goalball é uma ação do Selo Brasil Paralímpico - parceria institucional entre o Comitê Paralímpico Brasileiro e o Grupo Globo.

Quatro brasileiros disputam a partir do dia 11 até dia 18, o Mundial de Tiro Esportivo, na Austrália


Começa na noite desta sexta-feira, 11, o Campeonato Mundial Paralímpico de Tiro Esportivo, em Sydney, na Austrália. O evento se estenderá até o dia 18 e contará com a participação de 300 atletas de 58 países. O Brasil será representado por quatro atletas. Esta é a competição mais importante da temporada para a modalidade e vale vaga para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

Ao todo, 53 vagas para Tóquio 2020 estarão em jogo. O melhor atirador em cada disciplina assegura um lugar para seu respectivo país. Caso o atleta já tenha se classificado, o próximo mais bem posicionado da prova assegura a qualificação ao seu país. No Mundial, o Brasil poderá conquistar até três vagas para os Jogos.

Quatro são os representantes do Brasil em Sydney: os paulistas Alexandre Galgani e Carlos Garletti, a fluminense Débora Campos e o gaúcho Geraldo Rosenthal. Os brasileiros buscam uma medalha inédita em Mundiais. Galgani já conquistou uma vaga no início deste ano. Confira aqui o perfil dos atletas que disputam o Mundial.

A performance brasileira em solo australiano sucede a estreia da modalidade nos Jogos Parapan-Americanos, em Lima, no Peru. Nossos atiradores conquistaram dez medalhas: foram duas de ouro, cinco de prata e três de bronze. O grande destaque foi Geraldo Rosenthal, que faturou dois ouros e uma prata. Galgani amealhou uma prata, assim como Garletti e Debora.

Após o Mundial de Sydney, os atletas terão apenas mais uma chance de classificação para os Jogos de Tóquio, em uma etapa da Copa do Mundo da modalidade ainda a ser definida.

No último Mundial, no ano passado, em Cheongju, na Coreia do Sul, o Brasil foi representado por três atletas e o melhor resultado foi o 13º lugar na pistola livre (P4) com Geraldo Rosenthal, que também bateu dois recordes das Américas nesta competição. Já nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, o Brasil teve a maior equipe de tiro esportivo de sua história nos Jogos Paralímpicos. Pela primeira vez, o país contou com três atletas, que se classificaram de forma direta, além de um que foi por convite. O grupo foi composto por Débora Campos e Geraldo Rosenthal, nas provas de pistola, e Alexandre Galgani e Carlos Garletti, nas provas de carabina. A melhor colocação foi o 13º lugar de Débora Campos na pistola de ar 10m feminino.

Confira a programação dos brasileiros no Mundial:

12/10 - P3 Pistola 25m - Geraldo e Debora; R3 Carabina de ar deitado 10m - Garletti;
13/10 - R4 Carabina de ar em pé 10m - Galgani;
14/10 - P5 Pistola de Ar Standard 10m – Geraldo; R7 Carabina 3x40- Garletti; P6 Prova mista (time) Pistola de Ar 10m Geraldo e Debora;
15/10 - R5 Carabina de ar deitado 10m – Galgani; P4- Pistola Livre 50m - Geraldo;
17/10 - P2 Pistola de ar 10m - Debora; R6 Carabina Deitado 50m - Garletti; R9 Carabina 50m - Galgani;
18/10 - P1 Pistola de ar 10m - Geraldo;

Atendidos da Rede Lucy Montoro participam de camping paralímpico em São Paulo

   Imagem: foco da imagem em próteses e raquete de parabadminton

De 13 a 19 de outubro acontece no Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro, em São Paulo, o 1º Camping Paralímpico dos Centros de Reabilitação. A ação é uma realização do Comitê Paralímpico Brasileiro – CPB, e tem o apoio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. A abertura oficial acontecerá na segunda-feira, 14, às 16h30.

Durante esses dias, 28 pessoas com deficiência atendidas pela Rede de Reabilitação Lucy Montoro e pela Associação de Assistência à Criança Deficiente - AACD, passarão por um programa de atividades esportivas paralímpicas em dez modalidades: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, halterofilismo, natação, parabadminton, parataekwondo, tênis de mesa, tiro esportivo e rugby em cadeira de rodas.

O objetivo central da ação apresentar o esporte como uma oportunidade para ter qualidade de vida, além de descobrir possíveis talentos.

SERVIÇO
1º Camping Paralímpico dos Centros de Reabilitação
Abertura oficial: 14 de outubro – 16h30
Data de atividades: de 13 a 19 de outubro
Local: Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 11,5, Vila Guarani, São Paulo/SP

Museu Republicano amplia acessibilidade. Itu culturalmente mais acessível.

Museu Republicano amplia acessibilidade. Itu culturalmente mais acessível.

por Ricardo Shimosakai

Típico programa das férias escolares, a visita ao museu se transformou. A experiência exclusivamente visual de contemplar obras, arquitetura e legendas se tornou obsoleta. Há alguns anos, equipamentos culturais vêm apostando em vivências interativas ou que sensibilizem os outros sentidos do público.
Tornar acessíveis para as pessoas com deficiência os diversos espaços e formas de aprendizado é a tônica desse movimento. O Museu Republicano de Itu, ligado ao Museu Paulista (MP) da USP, integra o rol de instituições que conta com recursos multissensoriais para pessoas com deficiência visual.
Disponíveis desde maio de 2018 para grupos de visitantes agendados, os recursos de acessibilidade estão agora disponíveis em tempo integral para o público. Quem quiser conhecer o Museu Republicano pode fazer uma visita guiada com audiodescrição em português ou inglês, que narra o caminho do visitante, e interagir com réplicas táteis, como objetos tocáveis e versões em alto-relevo das obras expostas e da própria arquitetura do museu.
Pró-Reitoria de Cultura e Extensão (PRCEU) da USP, com apoio da Fundação USP e do Banco Santander, foi responsável por fomentar, entre 2015 e 2018, a implementação dos recursos multissensoriais. O programa envolveu diversas áreas do museu, como informática, comunicação visual, conservação e o serviço educativo, sob coordenação de sua supervisora, a professora Maria Aparecida de Menezes Borrego. A Fundação Dorina Nowill e a Escola de Cegos Santa Luzia de Itu colaboraram com consultoria.


O sobrado que abriga o Museu Republicano, sede da Convenção de Itu de 1873, é uma relíquia da história brasileira. Por isso, os recursos multissensoriais começam já em sua fachada, com réplicas em alto-relevo da entrada, para que o público com deficiência visual possa senti-la. Os azulejos portugueses que decoram o espaço também ganharam réplicas em relevo: a partir da textura, o cérebro pode montar uma imagem.
O espaço do museu celebra e guarda a memória do início do movimento republicano no Brasil e o começo da república. Inaugurado em 1923, seu acervo reúne retratos, objetos pessoais, mobiliário e documentos textuais da segunda metade do século 19 e da primeira metade do século 20.
O patrimônio cultural do espaço vai além do que está evidente. O museu, junto com seu centro de estudos, faz publicações e oferece cursos, oficinas e reuniões cientificas para diferentes públicos. Com a consolidação dos recursos multissensoriais, além de estudantes, acadêmicos, educadores e  visitantes em geral, o museu deseja se tornar mais convidativo para o público com deficiência.
O Museu Republicano de Itu é aberto ao público de terça à domingo, das 10h até às 17h. O espaço fica localizado na Rua Barão de Itaim 67, Centro Histórico de Itu, distante cerca de 100 km da capital. Para mais informações acesse https://www.facebook.com/museurepublicano/


Adolescente autista pede água em empresa de ônibus e é agredido com socos no rosto por motorista em Cuiabá

O motorista autorizou a entrada do menino, mas um outro funcionário teria ficado irritado com a presença do garoto no local e passou a agredi-lo.

Por Leandro Trindade, TV Centro América

                                 Garoto teria sido agredido por funcionário de empresa de transporte. — Foto: Divulgação
          Garoto teria sido agredido por funcionário de empresa de transporte. — Foto: Divulgação

A mãe de um menino diagnosticado com autismo registrou um boletim de ocorrência contra o motorista de uma empresa de ônibus que teria agredido seu filho com socos no rosto em Cuiabá na última terça-feira (1º).

Conforme a mãe relatou à polícia, o filho voltava da escola com um grupo de amigos no ônibus que faz a linha 503, na capital. Ao chegar no ponto final do Bairro Osmar Cabral, o menino pediu ao motorista para beber água em uma sala que é destinada apenas a funcionários da empresa Caribus.

O motorista autorizou a entrada do menino, mas um outro funcionário teria ficado irritado com a presença do garoto no local e passou a agredi-lo.

Uniforme do garoto estava com marcas de sangue. — Foto: Divulgação
Uniforme do garoto estava com marcas de sangue. — Foto: Divulgação

Em nota, a empresa Caribus informou que está apurando a denúncia de agressão. Se comprovado a responsabilidade do motorista, tomará as medidas severas e as punições cabíveis. A empresa disse ainda que repudia qualquer tipo de agressividade e maus tratos aos passageiros do transporte coletivo.

A mãe do menino procurou a polícia após o filho chegar com vários hematomas no rosto e relatar a ela o que havia acontecido.

“Podia ter sido com uma criança, com um idoso, com uma gestante. Dentro de um ônibus existem pessoas de todo jeito e não justifica uma agressão dessas contra meu filho”, afirmou a mãe.

Fonte: g1.globo.com

Organização Mundial da Saúde lança primeiro relatório mundial sobre visão

Crédito da foto: fizkes/Shutterstock.com
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Mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo estão vivendo com deficiência visual por não receberem os cuidados dos quais necessitam para condições como miopia, hipermotropia, glaucoma e catarata, de acordo com o primeiro relatório mundial sobre visão publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O relatório, lançado às vésperas do Dia Mundial da Visão, celebrado em 10 de outubro, constatou que o envelhecimento da população, a mudança de estilo de vida e o acesso limitado à assistência oftalmológica, principalmente em países de baixa e média renda, estão entre os principais fatores do crescente número de pessoas que vivem com deficiência visual.

"As condições oculares e a deficiência visual são generalizadas e, muitas vezes, ainda não são tratadas", afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “As pessoas que precisam de cuidados com os olhos devem poder receber intervenções de qualidade sem sofrer dificuldades financeiras. A inclusão de atendimento oftalmológico nos planos nacionais de saúde e pacotes essenciais de atendimento é uma parte importante da jornada de todos os países em direção à cobertura universal de saúde.”

Tedros acrescentou que “é inaceitável que 65 milhões de pessoas sejam cegas ou tenham visão prejudicada quando sua visão poderia ter sido corrigida com uma operação de catarata, ou que mais de 800 milhões de pessoas lutem com suas atividades diárias porque não têm acesso a óculos".

Globalmente, pelo menos 2,2 bilhões de pessoas têm uma deficiência visual ou cegueira, das quais pelo menos 1 bilhão delas tem uma deficiência visual que poderia ter sido evitada ou que ainda não foi tratada.

Outras conclusões do relatório são:
  • A carga das condições oculares e deficiências visuais não afeta das pessoas da mesma forma: geralmente é muito maior entre pessoas que vivem em áreas rurais, com baixa renda, mulheres, idosos, pessoas com deficiência, minorias étnicas e populações indígenas.

  • Estima-se que a falta de atenção à miopia nas regiões de baixa e média renda seja quatro vezes maior do que nas regiões de alta renda.

  • As regiões de baixa e média renda da África Subsaariana e do Sul da Ásia apresentam taxas de cegueira oito vezes maiores do que em todos os países de alta renda. As taxas de catarata e triquíase tracomatosa são mais altas entre as mulheres, principalmente nos países de baixa e média renda.

  • São necessários US$ 14,3 bilhões para atender às necessidades de 1 bilhão de pessoas que vivem com deficiência visual ou cegueira devido à miopia, hipermetropia e cataratas.

Principais causas da deficiência visual

As condições oculares que podem causar comprometimento da visão e cegueira – como catarata, tracoma e erro de refração – são o foco principal da prevenção nacional e de outras estratégias de tratamento oftalmológico. Mas as condições oculares que normalmente não prejudicam a visão, incluindo xeroftalmia e conjuntivite, não devem ser negligenciadas, pois estão entre os principais motivos para as pessoas procurarem serviços de saúde ocular em todos os países, afirma o relatório.

A combinação de uma população crescente e envelhecida aumentará significativamente o número total de pessoas com problemas oculares e deficiência visual, uma vez que a prevalência aumenta com a idade.

Outros fatores que contribuem para as condições oculares mais comuns são:
  • Miopia: o aumento do tempo gasto em ambientes fechados e de atividades que implicam uma “visão de perto" estão levando a mais pessoas que sofrem de miopia. O aumento do tempo ao ar livre pode reduzir esse risco.

  • Retinopatia diabética: um número crescente de pessoas está vivendo com diabetes, particularmente o tipo 2, que pode afetar a visão se não for detectada e tratada. Quase todas as pessoas com diabetes terão algum tipo de retinopatia durante a vida. Verificações oculares de rotina e um bom controle da diabetes podem proteger a visão das pessoas contra essa condição.

  • Detecção tardia: devido a serviços oftalmológicos frágeis ou integrados de forma inadequada, muitas pessoas não têm acesso a verificações de rotina que podem detectar condições e levar à prestação de cuidados ou tratamento preventivo apropriado.

Acesso aos serviços

É necessária uma integração mais forte dos cuidados com os olhos nos serviços nacionais de saúde, inclusive no nível de atenção primária à saúde, para garantir que as necessidades de cuidados com os olhos de mais pessoas sejam atendidas, inclusive por meio da prevenção, detecção precoce, tratamento e reabilitação, segundo afirma o relatório.

Alarcos Cieza, que chefia o trabalho da OMS em relação à cegueira e à deficiência visual, disse que “milhões de pessoas têm deficiência visual grave e não podem participar plenamente da sociedade porque não conseguem acessar os serviços de reabilitação. Em um mundo construído com a capacidade de ver, os serviços de oftalmologia, incluindo os de reabilitação, devem ser fornecidos mais perto das comunidades para que as pessoas alcancem seu máximo potencial”.

Fonte: www.paho.org

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Metrô deve indenizar família de cadeirante que morreu após cair nos trilhos, decide Justiça do DF - Veja o vídeo.

Ao todo, indenização foi fixada em R$ 150 mil. Cabe recurso da decisão.

Por G1 DF

Cadeirante cai em trilhos do Metrô em Brasília e sofre traumatismo craniano — Foto: Reprodução
Cadeirante cai em trilhos do Metrô em Brasília e sofre traumatismo craniano — Foto: Reprodução

A 6ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal condenou a Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF) a indenizar a mãe e a irmã de um homem de 58 anos que morreu após cair nos trilhos de uma das estações da capital. A vítima era cadeirante.

Ao todo, o valor da indenização foi fixado em R$ 150 mil – R$ 75 mil para cada uma das parentes de Francelino Monteiro da Silva Neto. A empresa também foi condenada a ressarcir o valor de R$ 3.327 que elas gastaram no velório.

A decisão é de 1ª instância e cabe recurso. O processo corre em segredo e as informações foram divulgadas pelo Tribunal de Justiça do DF (TJDFT).

Acionado pelo G1, o Metrô-DF informou que ainda não foi notificado da decisão.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Relembre o caso

Resultado de imagem para Imagens do Metrô mostram o cadeirante antes do acidente
Imagens do Metrô mostram o cadeirante antes do acidente

O caso ocorreu em 15 de março deste ano, na estação de Taguatinga. Francelino caiu após tentar entrar no trem de costas, manobrando a cadeira de rodas.

Ele não conseguiu ingressar no vagão, as portas fecharam e o trem partiu e o arrastou, o que causou a queda nos trilhos. O homem teve traumatismo craniano, deslocamento de ombro e múltiplas lesões internas. Ele morreu 15 dias após o fato, no Hospital de Base do DF.

Imagens obtidas pela reportagem à época mostram que o homem não teve ajuda ao tentar entrar no trem.

Caso na Justiça

Imagens do circuito interno do Metrô gravaram cadeirante entrando na estação Metropolitana, em Taguatinga, no Distrito Federal, minutos antes dele cair nos trilhos  — Foto: Reprodução
Imagens do circuito interno do Metrô gravaram cadeirante entrando na estação Metropolitana, em Taguatinga, no Distrito Federal, minutos antes dele cair nos trilhos — Foto: Reprodução

Na Justiça, as parentes da vítima alegaram que houve má prestação de serviços pelo metrô, já que não haviam funcionários em número suficiente para atender a demanda. Elas alegam que, se Francelino tivesses sido auxiliado, o acidente não teria acontecido.

O Metrô-DF, por sua vez, disse que não houve falha e negou a hipótese de que as portas do trem se fecharam bruscamente. Ainda de acordo com a empresa, o acidente poderia ter sido evitado se a vítima tivesse atenta ao sinal de fechamento das portas.

Ao analisar o caso, a juíza da 6ª Vara de Fazenda Pública do DF entendeu que houve má prestação de serviço pelo metrô.

"Conclui-se pela existência de nexo causal revelado pela conduta omissiva do Metrô-DF em não dar o adequado tratamento e acompanhamento do falecido em momento próprio, o que se tivesse feito evitaria ocorrência do evento danoso morte", diz a decisão.

Fonte: g1.globo.com