sábado, 26 de outubro de 2019

Heitor ainda precisa de R$ 310 mil para iniciar tratamento com Spinraza

Menino de Ibarama tem Atrofia Muscular Espinhal e precisa de dinheiro para comprar quatro doses do medicamento

Por: BRUNA LOVATO

Heitor está com um ano e três meses
Heitor está com um ano e três meses

A comunidade de Candelária está unindo esforços para ajudar o pequeno Heitor de Vargas, de 1 ano e 3 meses. Faltando dinheiro para comprar apenas uma dose de Spinraza, no próximo dia 1º, na Rua Coberta, entre 7 e 18 horas, será realizado um brechó em prol do menino. Morador de Ibarama, Heitor tem Atrofia Muscular Espinhal (AME) – tipo 1, uma doença degenerativa. As medicações – que ele deveria ter começado a tomar com cinco meses – garantem que Heitor tenha uma vida um pouco melhor, mas é necessário dinheiro para comprar quatro doses juntas, o que totaliza R$ 1,5 milhão. A região se mobiliza para ajudar Heitor desde o fim do ano passado.

Uma das organizadoras do evento em Candelária, Gisele Garske, pede para que as pessoas doem roupas, sapatos, utensílios domésticos e até móveis. As peças serão vendidas no dia entre R$ 0,50 e até R$ 50,00. A família precisa de mais R$ 310 mil para chegar ao valor total e comprar as quatro doses do remédio. “No brechó anterior, em janeiro, arrecadamos cerca de R$ 9 mil. Desta vez, queremos algo semelhante ou ainda mais, pois além do custo do medicamento, a família precisa ir até Porto Alegre, no mínimo, duas vezes por semana para consultas”, explicou.

Gisele, que não conhece a família, mas apenas a história de Heitor, diz estar feliz com o retorno da campanha. “Temos recebido várias doações, até uma moça de Cachoeirinha fez uma entrega. Fico muito emocionada. Com a ajuda de todos vamos vencer esta doença maldita”, desabafou.

Como ajudar?

Quem quiser pode entregar as peças até a próxima quinta-feira, 31, na casa de Gisele, que fica na Marechal Deodoro, 326, bem no Centro de Candelária. As doações também podem ser levadas no Feféco Sucatas, na Borges de Medeiros, 1.166. Mais informações pelo telefone ou Whatsapp (51) 9 8062 05607. Ainda é possível doar por uma vakinha online (clique aqui).

Contas para doação

Banco do Brasil – Agência: 0808-7 | Conta: 28.927-2 – CPF: 011.170.360.30 – Heitor de Vargas
Banrisul – Agência: 1054 | Conta: 39.102736.0-2 – CPF: 030.873.390.83 – Heitor de Vargas
Sicredi – Agência: 0403 | Conta:59736-8 – CPF: 030.873.390.83 – Heitor de Vargas

O que é a AME?

A Atrofia Muscular Espinhal é uma doença genética rara que afeta as células nervosas da medula espinhal, responsáveis por transmitir os estímulos elétricos do cérebro até aos músculos, impedindo assim que a pessoa não consiga movimentar os músculos voluntariamente ou tenha dificuldades para isso.

Existem vários tipos de AME. A tipo 1 é uma forma grave que pode ser identificada pouco tempo após o nascimento. Afeta o desenvolvimento normal do bebê, levando a dificuldade para segurar a cabeça ou para ficar sentado de apoio. Além disso, também pode existir dificuldade para respirar ou para engolir.

Assistência Social de Jundiaí recebe micro-ônibus do Ministério da Cidadania

O veículo é adaptado e tem capacidade para até 24 passageiros, podendo até dois serem cadeirantes.

Por Prefeitura de Jundiaí

Veículo é adaptado a pessoas como mobilidade reduzida, como idosos e deficientes físicos — Foto: Prefeitura de Jundiaí/Divulgação
Veículo é adaptado a pessoas como mobilidade reduzida, como idosos e deficientes físicos — Foto: Prefeitura de Jundiaí/Divulgação

A Prefeitura de Jundiaí recebeu do Ministério da Cidadania um micro-ônibus voltado ao uso da Rede de Assistência Social no Município. O veículo integra a iniciativa do MOB-SUAS, Mobilidade no Sistema Único de Assistência Social, e foi entregue pelo ministro em exercício, Lelo Coimbra, sem custos ao Município.

No total, 19 Municípios do Estado receberam os veículos voltados à Rede de Proteção Social Básica em cerimônia, que foi realizada na tarde desta quinta-feira (24) no ginásio do Ibirapuera em São Paulo. O veículo é adaptado e tem capacidade para até 24 passageiros, além do motorista, podendo até dois serem cadeirantes.

Segundo Coimbra, os veículos entregues fortalecem o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e melhoram o atendimento aos mais vulneráveis, proporcionando mobilidade e conforto aos cidadãos e às equipes. “Esta entrega é importante para que possamos assistir os brasileiros que mais precisam de apoio, da presença e do fortalecimento do Estado. É uma forma de dar resposta ao desafio social do país”.

Para a gestora da Unidade de Gestão de Assistência e Desenvolvimento Social (UGADS), Nádia Taffarello Soares, o micro-ônibus foi destinado sem a necessidade de contrapartidas por parte do Município e traz consigo inúmeras possibilidades.

“O público da assistência não ganha só um veículo, mas o acesso a uma série de possibilidades e de participação em diversos eventos e atividades socioculturais. Ganham os deficientes físicos, os idosos e toda a população em vulnerabilidade, além dos servidores da UGADS, que poderão participar coletivamente de cursos e capacitações”.

Fonte: g1.globo.com

Menina com síndrome de Down ganha primeira festinha de aniversário aos 6 anos, em Goiânia - Veja o vídeo.

Celebração foi organizada e doada por voluntários que se sensibilizaram com história da Alice.

Por Thaís Barbosa, TV Anhanguera

Resultado de imagem para Menina com síndrome de Down ganha primeira festinha de aniversário aos 6 anos, em Goiânia
Menina com síndrome de Down ganha primeira festinha de aniversário aos 6 anos, em Goiânia

Com a ajuda de voluntários, Alice Barros Fagundes ganhou a sua primeira festinha de aniversário aos 6 anos, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. O sonho da família era celebrar todas as superações dela, que nasceu com síndrome de Down e uma doença no coração que a deixou mais de 100 dias na UTI.

Clique AQUI para ver o vídeo.

"Nem acredito que conseguimos realizar o sonho da Alice e estamos celebrando esse momento lindo de superação em nossas vidas", comemorou a mãe, Katerine Angélica da Silva Barros, 28 anos.

Quando viu a festa, Alice ficou com o sorriso de orelha a orelha e não conseguia controlar a euforia.

Na hora dos parabéns, com todos ao redor da mesa, ela comandava as palmas e dançava em cima da cadeira.

"É perceptível o quando ela está emocionada. Somos eternamente gratos a todos que contribuíram com esse momento, que doaram seu tempo e, principalmente, o seu trabalho", agradeceu o pai e pintor, Valdeon Fagundes, 35 anos.

Alice Barros Fagundes ganhou festa dos minions aos 6 anos, organizada e doada por voluntários — Foto: Thaís Barbosa/TV Anhanguera
Alice Barros Fagundes ganhou festa dos minions aos 6 anos, organizada e doada por voluntários — Foto: Thaís Barbosa/TV Anhanguera

Juntos por Alice

A Flaviana Soares é decoradora de festas infantis há cinco anos e assistiu a reportagem da TV Anhanguera falando do sonho da Alice em ter uma festa de aniversário com o tema dos Minions.

"Eu sei o quanto é difícil querer dar uma festa de aniversário para um filho e não conseguir. Senti uma vontade muito grande de ajudar essa família a realizar o sonho da Alice", contou.

Flaviana doou toda a decoração da festa com personagens em 3D, painel para o fundo da mesa e um enorme arco de balões.

"Se eu tenho a decoração, o trabalho de ir e montar é pequeno diante da alegria dessa criança. Nem sei explicar o que estou sentindo", disse.

Aniversário da Alice Barros Fagundes, de 6 anos — Foto: Thaís Barbosa/TV Anhanguera
Aniversário da Alice Barros Fagundes, de 6 anos — Foto: Thaís Barbosa/TV Anhanguera

A Larissa Lourenço é voluntária do grupo Hospitalegres. Há cinco anos eles levam amor e solidariedade a hospitais e também ajudam a realizar sonhos impossíveis.

"Uma integrante do nosso grupo viu a reportagem na TV Anhanguera e se sentiu tocada. Nos mobilizamos e conseguimos o pula-pula, doces, refrigerante, salgados", explicou.

A família da Alice disse que ainda recebeu ajuda de pessoas que não conhecem pessoalmente, mas que enviaram dinheiro e viabilizaram a festa.

"Ganhamos as balinhas, as lembrancinhas, salgados. Até a roupa da Alice foi doada. Tudo lindo demais e cheio de carinho", disse a mãe.

Fonte: g1.globo.com

Bebê morre em hospital de Brasília após um mês de espera por cirurgia

Criança de 8 meses tinha Síndrome de Down e cardiopatia congênita. Instituto de Cardiologia, que atestou necessidade de procedimento, diz que não tinha leito disponível.

Por Luiza Garonce, G1 DF

Ana Beatriz Oliveira, de 8 meses, morreu no Hospital Materno Infantil de Brasília após parada cardiorrespiratória — Foto: Arquivo pessoal
Ana Beatriz Oliveira, de 8 meses, morreu no Hospital Materno Infantil de Brasília após parada cardiorrespiratória — Foto: Arquivo pessoal

Uma bebê de 8 meses morreu nesta sexta-feira (25) no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) após sofrer uma parada cardiorrespiratória, por volta das 11h. A família, que vive em Padre Bernardo (GO), esteve na unidade por volta das 15h para liberar o corpo.

Ana Beatriz Oliveira esteve internada na UTI pediátrica do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) por 40 dias e, há um mês, aguardava transferência para o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF), onde deveria fazer um procedimento de correção das válvulas do coração. Nesta quinta-feira (24), a menina foi transferida para a UTI do Hmib (entenda abaixo).

Fachada do Instituto de Cardiologia do DF — Foto: TV Globo/Reprodução
Fachada do Instituto de Cardiologia do DF — Foto: TV Globo/Reprodução

Síndrome de Down

Ana Beatriz nasceu com Síndrome de Down e uma cardiopatia congênita grave chamada Defeito de Septo Atrioventricular Total – que afeta diretamente o bombeamento de sangue para o corpo.

No dia 24 de setembro, a menina passou por exames no Instituto de Cardiologia e o laudo médico apontou "necessidade de cirurgia cardíaca". No entanto, a criança teve que voltar para o Hran por falta de vaga.

O Instituto de Cardiologia informou que dispõe de 10 leitos pediátricos e que "todos estão ocupados com pacientes sem previsão de alta".

A Secretaria de Saúde disse, por meio de nota, que "se solidariza com a família da bebê e se coloca à disposição". Segundo a pasta, quatro crianças aguardavam por leito pós-cirúrgico no ICDF nesta sexta.

Ana Beatriz Oliveira, de 8 meses, morreu no Hospital Materno Infantil de Brasília após parada cardiorrespiratória — Foto: Arquivo pessoal
Ana Beatriz Oliveira, de 8 meses, morreu no Hospital Materno Infantil de Brasília após parada cardiorrespiratória — Foto: Arquivo pessoal

Um mês de espera

Durante um mês de espera, Ana Beatriz teve pneumonia e duas paradas cardíacas. Na quinta (24), ela teve uma insuficiência respiratória e precisou ser entubada, segundo relatório emitido pelo Hran.

Na ocasião, porém, a bebê estava no pronto-socorro – "aguardando vaga em qualquer UTI pediátrica em caráter emergencial", diz o documento. Por volta das 23h, ela conseguiu uma vaga no Hmib.

Natália Oliveira, mãe de Ana Beatriz Oliveira, morta aos 8 meses no Hospital Materno Infantil de Brasília, e Karoline Moreira, voluntária da associação DF Down — Foto: TV Globo/Reprodução
Natália Oliveira, mãe de Ana Beatriz Oliveira, morta aos 8 meses no Hospital Materno Infantil de Brasília, e Karoline Moreira, voluntária da associação DF Down — Foto: TV Globo/Reprodução

A mãe não quis comentar o caso, mas a ativista Karoline Moreira, voluntária da associação DF Down – rede de apoio às pessoas com a síndrome e seus familiares – falou em "descaso do poder público". Ela passou por situação semelhante há cerca de 9 anos, quando o filho nasceu.

"É descaso da Saúde com as pessoas com deficiência. Isso é desumano. Estão com os olhos vendados, cada um nas suas cadeiras. Não estão fazendo nada."

"A gente não pede nada mais que o nosso direito de acesso à saúde."

Karoline Moreira, voluntária da associação DF Down — Foto: TV Globo/Reprodução
Karoline Moreira, voluntária da associação DF Down — Foto: TV Globo/Reprodução

Karoline contou que, quando o filho nasceu, teve que levá-lo a São Paulo para fazer a cirurgia. "Eu cheguei a acumular 33 liminares da Justiça e nada", afirmou.

"Quantos casos mais a gente vai ter que acompanhar? Quantos óbitos mais?"

A Defensoria Pública do DF informou que, atualmente, move quatro ações para acelerar o atendimento de crianças nesta situação. Desde o início do ano, o órgão atendeu 40 casos do tipo.

Casos semelhantes

Outra bebê com Síndrome de Down e cardiopatia congênita aguarda uma vaga no Instituto de Cardiologia do DF. A Bárbara tem 11 meses e, há pelo menos 6 meses, enfrenta internações sequenciais.

Natália Oliveira, mãe de Ana Beatriz Oliveira, morta aos 8 meses no Hospital Materno Infantil de Brasília, e Karoline Moreira, voluntária da associação DF Down — Foto: TV Globo/Reprodução
Natália Oliveira, mãe de Ana Beatriz Oliveira, morta aos 8 meses no Hospital Materno Infantil de Brasília, e Karoline Moreira, voluntária da associação DF Down — Foto: TV Globo/Reprodução

A última foi no dia 7 de outubro, quando os pulmões e o coração ficaram encharcados, segundo a mãe, Paloma Ferreira. Nesta sexta (25), a bebê estava na UTI pediátrica do Hmib com quadro de saúde estável.

De acordo com Paloma, a criança já foi avaliada pelo ICDF e tem condições de passar pela cirurgia necessária, mas precisa esperar a liberação de um leito.

Paloma Ferreira aguarda leito para filha de 11 meses no Instituto de Cardiologia do DF — Foto: TV Globo/Reprodução
Paloma Ferreira aguarda leito para filha de 11 meses no Instituto de Cardiologia do DF — Foto: TV Globo/Reprodução

"Ela passou por avaliação, está perfeita pra fazer a cirurgia, mas corre o risco de pegar infecção no ambiente hospitalar", disse a mãe. "Tenho medo porque, em crianças com cardiopatias, qualquer coisa pode descompensar a saúde."

"Não é porque ela está bem que eu estou tranquila. Estou angustiada, aflita."

Nesta quinta, Aylla Vitória, uma bebê de 3 meses que dividia a UTI pediátrica com a filha de Paloma conseguiu a vaga no Instituto de Cardiologia.

Fonte: g1.globo.com

'Beleza para Todos' ensina automaquiagem a pessoas com deficiência visual - Veja o vídeo.

Conheça o projeto idealizado pela advogada e digital influencer Themis Briand

Por Larissa Gomes e Allyson Pontes, TV Verdes Mares

Resultado de imagem para Beleza para Todos: projeto ensina automaquiagem para pessoas com deficiência visual
Beleza para Todos: projeto ensina automaquiagem para pessoas com deficiência visual (Edição: Cláudio Gomes)

Todo mundo gosta de se sentir e estar bem, né?! Principalmente consigo mesmo. Mas muitas vezes isto não é uma tarefa tão fácil.

Clique AQUI para ver o vídeo.

E foi pensando nisso que a cearense Themis Briand criou o Beleza Para Todos, um projeto que ensina a automaquiagem para pessoas com deficiência visual.

Em conversa com o Se Liga VM, especialmente para o Gshow, a advogada e digital influencer conta como começou um trabalho lindo e inspirador. Confira no vídeo!

A iniciativa teve início em 2016, quando Thaís Frota, uma amiga que tem a doença degenerativa Maurose Congênita de Leber, pediu ajuda para fazer uma boa make.

Themis Briand e Thais Frota durante gravação de tutorial — Foto: Divulgação
Themis Briand e Thais Frota durante gravação de tutorial — Foto: Divulgação

A partir desse pedido, Themis decidiu criar um projeto de beleza inclusiva. Para isso, aprender algumas técnicas foi necessário, como, por exemplo, se maquiar no escuro, para que ela pudesse se colocar totalmente no lugar de uma pessoa com deficiência visual.

Quer saber mais sobre esse projeto capaz de transformar a vida de várias pessoas? Aperte o play e veja o relato emocionante que mostra como a criatividade e o amor têm tornado a beleza acessível para todos.

Themis Briand ministra cursos de automaquiagem para pessoas com deficiência visual — Foto: Divulgação
Themis Briand ministra cursos de automaquiagem para pessoas com deficiência visual — Foto: Divulgação

Você já pode fazer a sua doação e ajudar a escrever um capítulo de superação na vida das crianças da AACD!


Há vinte e dois anos, eu abri os olhos pela primeira vez e vi uma sociedade que ainda não reconhecia todos os seus indivíduos. Eu nasci com uma vontade muito grande de ajudar ao próximo, mas não ia conseguir fazer isso sozinho. Até que um dia, uma senhora de cabelos dourados e risada gostosa me estendeu a mão e disse: “Seja bem-vindo ao Brasil, Teleton. Eu acredito em você!”

Naquele momento, eu descobri o meu nome e a minha missão. Começou ali uma rede de solidariedade que foi ligando várias pessoas do país inteiro. E o povo brasileiro me viu pela primeira vez na tela do SBT graças ao coração gigante de um gigante. Ele também me abraçou, mesmo sem me conhecer direito, e abriu as portas da casa dele para eu morar.

Aí o telefone tocou pela primeira vez. E de novo e de novo. E as suas doações se transformaram na maior prova da nossa amizade. Os nossos vínculos foram se multiplicando até o dia de hoje. Cada vida reabilitada na AACD sempre me faz conhecer outras dez que também precisam do nosso carinho. Todo paciente da AACD é uma lição de vida e, com eles, eu aprendi a maior de todas: o que é o amor de verdade.

Eu nunca mais parei de crescer. Desde 1998, muita coisa já mudou e vai mudar ainda mais. Sou jovem, amigo e idealista, mas também sou determinado e desejo transformar esse mundo em um lugar ainda melhor. Eu continuo acreditando nessa rede de amor, nos pacientes, no trabalho da AACD, em mim e, principalmente, em quem torna tudo isso possível: você!

Número de doações para o Teleton 2019

Juntos, nós somos extraordinários!

#Teleton2019

25 e 26 de outubro

O professor que usa robótica para incluir crianças com autismo em escola na periferia de SP

Edson dá aulas na rede pública há mais de 15 anos, mas diz que foi ali na sala de recursos que ele se realizou profissionalmente. "Professor não pode deixar ninguém para trás".

Imagem: Divulgação/Secretaria Municipal de Educação
Julia, Guilherme e André exibem seus projetos de robótica na sala de recursos com o professor Edson: "Professor não pode deixar ninguém para trás" - Divulgação/Secretaria Municipal de Educação
Julia, Guilherme e André exibem seus projetos de robótica na sala de recursos com o professor Edson: 'Professor não pode deixar ninguém para trás'

Ligia Guimarães - Da BBC News Brasil, em São Paulo

Quando veem girar automaticamente o colorido robô-carrossel, engenhoca que foi idealizada, montada e apresentada na escola pela estudante Julia, 14 anos, os olhos da atendente de telemarketing Marli Monteiro Casemiro, 48, se enchem de lágrimas.

"Depois que o professor Edson entrou nessa escola, minha filha melhorou bastante. Ela se sentiu querida, e isso faz muito bem para o aluno. Saber que você está sendo vista, que alguém está te reconhecendo", diz, emocionada, na sala de recursos multifuncionais da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Brigadeiro Haroldo Veloso, no bairro de Itaquera, na zona leste da capital paulista.

Julia tem epilepsia e dificuldades na aprendizagem, especialmente na escrita. Marli afirma já ter sofrido muitas vezes a dor da filha que, cursando o oitavo ano do ensino fundamental em uma sala regular com adolescentes da mesma idade que ela, muitas vezes se sentiu deixada de lado em atividades das quais gostaria de participar.

"Ela tem 14 anos, já percebe a exclusão. Entende que em muitas coisas ela não está no meio. É triste para mim que sou mãe", lamenta.

"O projeto do professor Edson mostra que eles têm capacidade. Se ensinar, ela aprende", diz a mãe, emocionada. "Mas o que motiva ela é essa sala aqui. Nossa, ela aprendeu muita coisa. A coordenação dela melhorou demais, a interação, aprendeu a se comunicar mais", diz a mãe.

Imagem: Divulgação/Secretaria Municipal de Educação
Guilherme e seu Wall-e, personagem que tenta salvar as flores em um mundo cheio de lixo; na versão de papelão, ele carrega flores emprestadas pela diretora - Divulgação/Secretaria Municipal de Educação
Guilherme e seu Wall-e, personagem que tenta salvar as flores em um mundo cheio de lixo; na versão de papelão, ele carrega flores emprestadas pela diretora

A realidade é diferente quando Julia está na sala de recursos, espaço dedicado a crianças com necessidades especiais, que ela frequenta duas vezes por semana, em horário de contraturno.

A sala, comandada pelo professor de matemática Edson Luiz Plateiro, 53 anos, é equipada com equipamentos, mobiliários e materiais didáticos e pedagógicos para alunos com deficiência, transtornos do desenvolvimento ou superdotação matriculados no ensino regular da rede pública municipal.

"As atividades na sala de recursos são pensadas para atender a deficiência específica de cada pessoa. Normalmente trabalhamos com jogos, quebra-cabeça, oficinas de slime", exemplifica o professor.

Andando pela sala enquanto fala, Edson desvia de um robô de cerca de 30 cm de altura, que desliza pelo chão e mexe os bracinhos comandado pelo controle remoto de Guilherme, 11 anos. "Deixem o Wall-e passar", pede o aluno, animado.

Imagem: Divulgação/Secretaria Municipal de Educação
Wall-e feito de papelão, cola quente e um carrinho quebrado foi ideia de Guilherme, que tem autismo. - Divulgação/Secretaria Municipal de Educação
Wall-e feito de papelão, cola quente e um carrinho quebrado foi ideia de Guilherme, que tem autismo.

"Ficou bonitinho com as florzinhas, não ficou? Pesquisa lá o filme pra você assistir", sugere à reportagem o aluno, que tem autismo e cursa o quinto ano do ensino fundamental, para explicar quem é o Wall-e, robô que ele escolheu fazer.

Montado a partir de um carrinho quebrado de controle remoto e um tutorial na internet que ele mesmo pesquisou, o robô remete ao personagem homônimo da animação da Disney e da Pixar, que vive em um futuro em que o planeta está desabitado e tornou-se um grande depósito de lixo.

O personagem principal do filme, Wall-e (Waste Allocation Load Lifters - Earth, ou Levantador de Carga para Alocação de Lixo - Classe 'Terra', em tradução livre), trabalha duro para organizar todo esse entulho.

O boneco, na versão montada por Gui, tem um coração de papelão pintado de vermelho que se ilumina, além de carregar nas mãos dois arranjos de flores de plástico rosa, emprestadas da sala da diretora da escola. As funções e movimentos do robô são definidas por linguagem de programação C++, de uso geral.

"Quer saber o porquê? Por que no filme o Wall-e acha muitas flores que viviam no planeta e estavam podres. Daí ele não queria que essa flor morresse, então ele fica carregando."

Robótica e programação acessíveis

"Foi o Gui teve a ideia, ele pegou o tutorial na internet. Ajudei com os objetos cortantes, ele não sabia usar régua, tive que ensinar", comemora o orgulhoso professor Edson. "Ele fica super motivado."

Edson dá aulas de matemática na rede pública de ensino há mais de 15 anos, mas diz que foi quando assumiu a gestão da sala de recursos, há três, que encontrou sua realização profissional.

O interesse de Edson pela robótica surgiu em 2017, quando ele descobriu que sua escola receberia da Secretaria Municipal de Educação um kit de iniciação para aulas de programação, o Arduíno, dispositivo mais acessível para estudantes por ser barato, funcional e fácil de programar.

Logo a professora da sala de informática sugeriu um projeto conjunto dos alunos do professor Edson com os estudantes de outras salas.

"Eu me interessava por programação, mas não sabia. Comecei a fuçar, estudar o kit, e descobri que ele era usado como ferramenta para tratar o autismo e quis me aprofundar no assunto, fazendo uma extensão universitária na Universidade Federal do ABC. Lá, tive contato com um software para estudar algoritmo de programação (Robomind) e estudamos formas de usar a robótica no contexto educacional", diz o professor.

Graças aos projetos de robótica e programação, o professor Edison se viu motivado a expandir as barreiras da sala de recursos. Quando a escola recebeu o kit, assumiu também o compromisso de participar do JAM de robótica, encontro que reuniu cerca de 1 mil alunos de diversas escolas para estudar os manuais, reproduzir as experiências e pensar protótipos.

"O momento mais interessante do projeto foi um dia que estávamos todos na sala de recursos, os alunos que têm deficiência e os que não têm deficiência, explorando os kits. Aí chegou uma pessoa pra mim e perguntou, na sala: 'eu não sabia que você atendia tantos alunos na sala de recursos'. Eu falei 'não, meus aqui só tem três'. E ele disse: 'mas quem são?' E eu falei: 'procura!'", lembra Edson, rindo.

"Estavam todos no mesmo processo de construção e conhecimento, cada um no seu projeto. E quem olhava via cada aluno fazendo seu percurso de aprendizagem, mas todos juntos."

Imagem: Divulgação/Secretaria Municipal de Educação
Julia, de 14 anos, e seu carrossel-robô; projeto melhorou leitura, interação com os colegas e autoestima - Divulgação/Secretaria Municipal de Educação
Julia, de 14 anos, e seu carrossel-robô; projeto melhorou leitura, interação com os colegas e autoestima

Evolução e motivação

Outro ponto positivo é que, como os próprios alunos sugerem os projetos em que desejam trabalhar, a motivação no trabalho em sala é evidente.

André, que tem autismo e sonha ser veterinário, quis criar um robô escorpião para alertar as crianças pequenas, que são alvos fáceis e principais vítimas das picadas, sobre os perigos de interagir com a espécie

"Um dia encontramos um panfleto da prefeitura sobre escorpiões. Pensamos que vai voltar o calor, e a cidade estava com esse problema de escorpiões. Lendo o panfleto, vimos que as principais vítimas dos escorpiões são as crianças muito pequenas, porque não são atingida pelas campanhas, e não têm noção de perigo desenvolvida. Pensamos em fazer algo para resolver esse poblema", relembra o professor.

Para fazer o escorpião robô, André e Edson estudaram a anatomia do animal por meio de um software da prefeitura. "A criança tem que arrastar o nome daquela parte do corpo do escorpião para o lugar certo, é bem acessível", ensina.

Depois de ampliar uma imagem do bicho na máquina de xerox, eles usaram cartolina e cola quente para construir a carapaça gigante, que incluiu até um rabo que se move e simula uma picada.

"Eu o ajudei em partes de risco, como usar a tesoura. Ele até levou partes para casa, fez as patas, e fomos colando com cola quente", conta o professor.

Carliene Cunha e Silva Ferreira, 44 anos e mãe de André, conta que a experiência levou o filho a superar a timidez. Ele apresentou o trabalho na mostra cultural da escola para todos os alunos, respondendo a perguntas e tirando dúvidas sobre o projeto, como havia ensaiado também em casa com os pais.

"Isso de ele fazer com os demais colegas fez diferença para ele, os professores têm elogiado bastante. Aqui na escola todo mundo conhece ele depois da mostra cultural."

Imagem: Divulgação/Secretaria Municipal de Educação
Atividades envolveram colagem, motricidade e foco: "O Guilherme adora usar cola quente, acha que dá para resolver tudo com ela", diz professor - Divulgação/Secretaria Municipal de Educação
Atividades envolveram colagem, motricidade e foco: "O Guilherme adora usar cola quente, acha que dá para resolver tudo com ela", diz professor.

Para o professor Edson, a flexibilidade maior da sala de recursos foi um ativo poderoso na tarefa de incluir os alunos.

Nas salas de aulas tradicionais, que são realidade para a maioria dos professores, é mais difícil para o professor se adaptar à necessidade de muitos alunos, opina Edson, que vê o risco de que muitos alunos percam a conexão com o aprendizado ? e não só os que têm necessidades especiais.

"Na sala de aula tradicional, é mais difícil se desprender do currículo para ter uma visão singular. Eu me realizei como professor porque aqui eu tenho uma estrutura voltada para isso, mas na sala é o grande desafio", diz. "O professor se apega muito que tem que dar determinada matéria em determinado período. Colocar a matéria na lousa e o aluno não entender nada, você só está enganando a si mesmo."

"A proposta é recuperar essa conexão do aluno com a sala de aula. Se o aluno tem qualquer tipo de defasagem, vamos tirar essa defasagem, vamos criar uma comunidade de aprendizagem", opina.

Outro diferencial, pondera o professor, foi a formação que ele procurou nos últimos anos, buscando cursos oferecidos na rede pública que o ajudaram a pensar novos caminhos para lidar com desafios antigos de aprendizagem nas escolas, como a inclusão e retenção de alunos.

Nos últimos anos, com o avanço também da legislação, Edson diz que os professores têm se mostrado menos intimidados diante de alunos com deficiência ou algum tipo de necessidade especial, como ele diz que era comum ocorrer há alguns anos.

"Nas universidades os cursos de graduação têm que incluir disciplina inclusiva no seu currículo, e isso está criando uma consciência. Não chega mais ninguém falando aqui na escola falando 'ah, eu não estou preparado, não estudei para dar aula para esses alunos'.

" Para professor, qualquer aluno com dificuldade de acompanhar a turma precisa estar no radar do professor para não se perder pelo caminho e desistir da escola, como fazem milhares de jovens todos os anos.

Em 2017, em razão da falta de engajamento juvenil nas atividades escolares, 1,3 milhão dos jovens de 15 a 17 anos não estavam na escola, o que representa uma perda para o Brasil de cerca de R$ 124 bilhões, segundo estudo do Insper.

"É preciso tirar essa cruz dos ombros, ter o rigor metodológico, mas respeitar a condição da criança. Numa sala de aula você tem muitas pessoas com características diferentes, e você tem que entender essas diferentes características. O professor não pode deixar ninguém para trás", afirma Edson.

Cidade de Itanhaém recebe Caravana da Inclusão

   Imagem: espaço lotado, no palco autoridades e um telão com a frase "Caravana da Inclusão"

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo tem como uma de suas missões levar informações e políticas públicas para todo o interior e litoral paulistas.

Com esse foco, vem realizando a Caravana da Inclusão, evento que visa reunir as regiões interioranas, afim de levar informações sobre os programas da Secretaria nas áreas da saúde, segurança, reabilitação e emprego, além de dados quantitativos estratégicos sobre a região visitada, visando a implantação de mais ações de inclusão nas cidades.

A primeira cidade a receber a Caravana em 2019 foi o município de Ourinhos, na região administrativa de Marília. A equipe da Secretaria apresentou dados e informações que podem auxiliar na criação de políticas públicas estratégicas, aos cerca de 900 presentes.

Agora, na primeira semana de novembro, o foco da Secretaria será o litoral paulista, que recebe o segundo encontro da Caravana da Inclusão. A cidade de Itanhaém será sede do encontro dia 07 de novembro, a partir das 8h30, na sede da Secretaria de Turismo, rua Aécio Menucci, 281 – Centro – Itanhaém.

A Secretária de Estado, Célia Leão, destaca importância de visitar os municípios do Estado e levar conhecimento e políticas públicas à essas cidades. “Vamos andar pelo interior e litoral todo, levando as políticas públicas da Secretaria para cada cidade”, enfatizou.

Outro destaque dos encontros são os programas Moda Inclusiva e Memorial da Inclusão que saem da capital, se instalam na cidade e ficam expostos para que todos conheçam mais sobre o movimento de luta da pessoa com deficiência e sobre o desenho universal no ponto de vista das vestimentas.

O evento conta com o apoio da União dos Vereadores de São Paulo – Uvesp e da Secretaria de Desenvolvimento Regional do Estado.

SERVIÇO
Caravana da Inclusão – Itanhaém
Data: 07 de novembro – quinta-feira
Horário: das 08h30 às 12h30
Local: Sede da Secretaria de Turismo
Endereço: Rua Aécio Menucci, 281 – Centro – Itanhaém – SP
Inscrições: Gratuitas, no local
Informações: (11) 5212-3702

Seminário sobre Proteção Social no Domicílio para Pessoas com Deficiência e Idosas acontece em São Paulo

   Imagem: banner na cor azul com informações sobre Seminário

O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social e da Coordenadoria de Ação Social realiza o “Seminário Fortalecimento da Atuação Preventiva: Cuidados, Renda e Proteção Social no Domicílio para Pessoas com Deficiência e Idosas” dia 30 de outubro, às 13h30, no auditório da Secretaria de Estado da Fazenda.

O objetivo é fortalecer a atuação preventiva da Proteção Social Básica, por meio da integração das seguranças de renda e convívio, bem como discutir alternativas de atenção no domicílio para pessoas com deficiência e idosas impedidas de acessar direitos, serviços e benefícios.

Para realizar a inscrição basta se cadastrar no link https://forms.gle/Ah8kcbSwJKGKcpucA. Após a inscrição você receberá uma mensagem de confirmação: “Sua inscrição foi realizada com sucesso!” .

SERVIÇO
Seminário Fortalecimento da Atuação Preventiva: Cuidados, Renda e Proteção Social no Domicílio para Pessoas com Deficiência e Idosas
Data: 30 de outubro
Horário: 13h30 às 17h30
Local: Auditório da Secretaria da Fazenda
Endereço: Avenida Rangel Pestana, 300 - 17º andar
Inscrições: https://forms.gle/Ah8kcbSwJKGKcpucA

Movimento Web para Todos lança campanha para promover acessibilidade digital

Vídeo-manifesto narra as dificuldades de acesso de pessoas com deficiência à internet e convida a sociedade a acelerar o processo de inclusão digital

Foto de uma mulher sentada em um sofá mexendo em um tablet. Ao seu lado, está um cachorro.

Acessibilidade no mundo digital é lei, é urgente e é benéfica para todos. Com sites e aplicativos mais simples e fáceis de navegar, que carregam mais rápido em qualquer dispositivo, a comunicação passa a ser muito mais eficaz para qualquer perfil de usuário e consumidor, inclusive para aqueles com algum tipo de deficiência. Com esse propósito o Movimento Web para Todos, em parceria com a Publicis, acaba de lançar um vídeo-manifesto que tem como objetivo sensibilizar a sociedade para acelerar o processo de inclusão digital.

O filme faz parte de uma campanha que será composta por várias etapas. Os primeiros materiais fazem uma apresentação geral do problema. As próximas peças serão educativas por meio de dicas de como tornar sites e aplicativos acessíveis. Nesta primeira fase, a campanha contou com a participação de alguns embaixadores do Movimento Web para Todos: Alexandre Ohkawa, Diniz Candido, Maria Margarida de Castro, Nathalia Blagevitch e Gustavo Torniero.

Criado há dois anos, o Movimento Web para Todos fala sobre acessibilidade digital para os mais diversos tipos de público em palestras, debates e treinamentos. “Nosso intuito é promover a cultura de acessibilidade digital em todo o Brasil. Essa campanha certamente fará com que muito mais gente conheça o assunto e a transformação da web aconteça mais rápido”, afirma Simone Freire, idealizadora do WPT.

As primeiras peças da campanha

A primeira etapa conta com dois filmes. O primeiro deles resume, em um minuto, o impacto da falta de acessibilidade digital na vida das pessoas com deficiência.

A segunda peça usa o bom humor para relatar as dificuldades que o público com deficiência enfrenta ao tentar se conectar com o mundo por meio da web. A proposta é reforçar como tarefas simples para a maioria das pessoas podem ser muito complicadas para quem tem algum tipo de deficiência.

No webfilme, um rapaz cego tenta usar um aplicativo de relacionamento e faz comentários curiosos sobre os quais provavelmente as pessoas sem deficiência nem pensam: “Se você acha que encontro às cegas é estranho, é porque não sabe o que eu passo com esses apps”, diz o jovem antes de sugerir que os perfis tenham voz. O protagonista da peça é Gustavo Torniero, jornalista, secretário de juventude da Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB) e embaixador do Movimento Web para Todos.

“Muitos não sabem que há diversas barreiras de acesso em sites e aplicativos, e que elas são fáceis de serem eliminadas. Com essa campanha, esperamos chamar a atenção da sociedade para o problema e contar com o engajamento de todos para corrigi-lo o mais rápido possível. E, assim, tornar a web brasileira num ambiente realmente justo e inclusivo”, comenta Simone.

Para Eduardo Lorenzi, CEO da Publicis, abraçar a causa do Movimento é muito natural. “O Brasil tem 45 milhões de pessoas, ou um quarto da população, com alguma deficiência que dificulta o seu acesso à web. Como empresa de comunicação, que leva mensagens e iniciativas das marcas a todo o povo brasileiro, nós precisávamos contribuir para mudar esse cenário”, comenta. “Enxergamos a inclusão e a inovação como os únicos caminhos possíveis para a indústria da comunicação, e o Web para Todos une esses dois lados”, acrescenta Domênico Massareto, CCO da agência.

Assista aos vídeos nas versões regular e com acessibilidade no canal do YouTube do Movimento Web para Todos.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Avô cria bicicleta adaptada para neta com paralisia que utiliza os dedos do pé para escrever e comer em MS

A menina tem: paralisia cerebral, 'distonia motora' e movimentação involuntária.

Por Flávio Dias, G1 MS — Campo Grande

                         Clóvis e a neta com a bicicleta e adpatada, em Sidrolândia (MS). — Foto: Roseli Bonfim Acunha/Arquivo pessoal
Clóvis e a neta com a bicicleta e adpatada, em Sidrolândia (MS). — Foto: Roseli Bonfim Acunha/Arquivo pessoal

A estudante Emily Bonfim Camargo, de 10 anos, foi diagnosticada aos cinco meses de idade com paralisia cerebral, distonia motora e movimentação involuntário, situações que a impediu de andar e que de início, deixou a família dela muito preocupada.

Hoje, a garota que antes era impossibilitada de sair do lugar sozinha, frequenta uma escola de Sidrolândia, a 67 km de Campo Grande e tem uma vida regrada a brincadeiras e atividades escolares. Ela utiliza os dedos do pé esquerdo para comer, escrever e fazer os deveres de casa.

Quando Emily começou a fase na qual deveria dar os primeiros passos, insatisfeito com a situação da neta, Clóvis Urias do Santos, de 69 anos, decidiu criar uma espécie de skate e logo depois, adaptou uma pequena bicicleta para que a estudante pudesse ter mais mobilidade e não ficasse limitada:

"Eu não podia deixá-la daquele jeito. Precisava tirá-la do chão", se emociona ao falar de Emily e ainda acrescenta:

Ela é uma menina extraordinária! A primeira vez que ela montou nesse skate e depois na bicicleta, ela não parou mais. Ela passeia comigo e vamos até o supermercado juntos", explica o avô.

                      Seo Clóvis criou uma espécie de skate para a neta, de 10 anos. — Foto: Emily Bonfim Camargo/Arquivo pessoal
Seo Clóvis criou uma espécie de skate para a neta, de 10 anos. — Foto: Emily Bonfim Camargo/Arquivo pessoal

Seo Clóvis que trabalha como pedreiro, conta que nunca pesquisou a forma para adaptar skate ou bicicletas para a neta, mas ao criar o primeiro objeto de locomoção e este dar certo, precisou se reinventar para acompanhar o crescimento da garota.

"Ganhei um par de rodas e comecei a montar algo em que ela pudesse andar. No primeiro [skate] ela subiu e começou a passear de um lado para outro. Quando vi que era possível ajudá-la a ter uma vida normal, eu fiquei muito feliz", explica.

A mãe da estudante, Roseli Bonfim Acunha, de 27 anos, se emociona ao falar da filha. Ela explica que por conta da distonia motora, a garota apresenta movimentos involuntários: "Quando descobrimos sobre a situação da Emily eu chorei. Mas ao passar do tempo, recebemos o apoio de toda nossa família e vi que ela poderia ser capaz de ganhar o mundo inteiro", ela ainda relembra do sogro, como uma pessoa especial na vida da filha.

"Ele tem sido um anjo. Pois ajudou a realizar o sonho dela de poder sair do lugar. Ele [Clóvis] é fantástico. Mesmo sem instrução de um profissional, ele se esforçou e conseguiu adaptar objetos para que minha filha pudesse se locomover, eu realmente sou imensamente grata", chora.

Emily resolvendo questão de matemática na escola, em Sidrolândia (MS). — Foto: Lidiane Abreu/Arquivo pessoal
Emily resolvendo questão de matemática na escola, em Sidrolândia (MS). — Foto: Lidiane Abreu/Arquivo pessoal

A professora de Emily, Lidiane Abreu, conta que tem uma filha da idade dela e se comove com a situação da estudante. Ela acrescenta que a menina precisa de um computador adaptado que irá ajudá-la ainda mais no processo de aprendizagem.

"Como ela escreve com o pé e está em fase de crescimento, ela sente muita dor. Esses dias meu coração ficou partido quando ela começou a chorar por conta das dores que sentia", se emociona.

De acordo com a professora, a família de Emily não tem condições financeiras de comprar o computador que custa cerca de R$ 3 mil: "Eu também quero ajudar, mas infelizmente também não posso. O teclado desse computador é preparado para ela que escreve com o pé e a ajudaria demais. Na sala de aula eu tenho mais 30 alunos e com esse recurso, instalaríamos um programa no computador que facilitaria muito a vida dessa grande menina", finaliza.

Fonte: g1.globo.com

Motorista de van agride aluno deficiente em Campinas - veja o Vídeo.

Estudante de 28 anos tem autismo e é deficiente visual; pais denunciaram o motorista à polícia

Da Redação | ACidadeON Campinas

Agressão aconteceu dentro de van (Foto: Divulgação)

O motorista de uma van escolar foi flagrado agredindo um estudante com autismo e deficiente visual na noite desta terça-feira (22), no bairro do Castelo, em Campinas.

Clique AQUI para ver o vídeo.

O aluno, de 28 anos, estuda na escola Tiquira, da rede estadual de ensino. A agressão aconteceu no final da tarde, horário de saída da escola, e foi filmada pela funcionária de uma loja perto da escola. As imagens mostram o homem dando socos no estudante.

A mulher abordou o motorista, que disse que apenas se defendeu. Aos pais do aluno, o profissional afirmou que foi o aluno que o agrediu. O aluno usa o transporte da van há três anos, mas esse motorista seria novo na função.

Os pais só souberam do ato do motorista depois de verem o vídeo das agressões. E foram à polícia para fazer um boletim de ocorrência.

A advogada da empresa de transporte, Francine Fruch, disse à reportagem da EPTV que o motorista pediu para o aluno colocar o cinto de segurança, mas ele teve uma crise de ansiedade e começou a agredir o profissional. O motorista, então, tentou conter o jovem.

O QUE DIZ A ESCOLA

A Escola de Educação Básica Tiquira disse em nota que "de imediato contatou a empresa responsável e o motorista foi afastado até que tudo seja devidamente apurado e esclarecido pelos órgãos competentes."

O QUE DIZ O ESTADO

A Diretoria Regional de Ensino de Campinas informou que possui convênio com o Centro de Desenvolvimento Humano Tiquira para atendimento a alunos com necessidades especiais. Sobre o episódio citado, a instituição já havia notificado a Regional e afastado o motorista imediatamente. "A DE acompanha o caso", disse, em nota.