sábado, 23 de novembro de 2019

Criança pede aparelho auditivo em cartinha para o Papai Noel dos Correios e cita dificuldade para estudar em Cuiabá

Eduardo de França Gonçalves tem deficiência auditiva e escreveu o pedido que foi enviado para os Correios. Cartinhas podem ser retiradas pela internet ainda neste mês ou até o dia 13 de dezembro nas agências.

Por G1 MT

Eduardo de França Gonçalves pediu de presente em Cartinha do Papai Noel dos Correios um aparelho auditivo para estudar melhor em MT — Foto: Clemair Gonçalves/Arquivo pessoal
Eduardo de França Gonçalves pediu de presente em Cartinha do Papai Noel dos Correios um aparelho auditivo para estudar melhor em MT — Foto: Clemair Gonçalves/Arquivo pessoal

Como presente de Natal, um garoto de 11 anos pediu um aparelho auditivo para o Papai Noel, em Cuiabá. Eduardo de França Gonçalves tem deficiência auditiva e escreveu o pedido em uma cartinha que foi enviada para a agência dos Correios.

As cartinhas podem ser adotadas pela internet ainda neste mês ou até o dia 13 de dezembro em uma das agências no estado. A campanha para adotar as cartas do Papai Noel dos Correios pela internet começou no dia 11 em Mato Grosso.

Eduardo tem problemas com audição desde que nasceu. Segundo ele, como escreveu na cartinha, a família não tem condições de comprar um aparelho moderno. O presente que ele deseja é para facilitar os estudos na escola.

Ele estuda na Escola Municipal de Educação Básica Professora Joana Dark da Silva no Bairro Real Parque, na capital.

Cartinha escrita para a campanha do Papai Noel do Correios em MT  — Foto: Arquivo pessoal
Cartinha escrita para a campanha do Papai Noel do Correios em MT — Foto: Arquivo pessoal

Segundo a avó de Eduardo, Clemair Gonçalves, o neto foi diagnosticado com a surdez ainda na infância durante uma consulta de rotina. Para ela, o pedido é especial, pois o menino quer ter mais facilidade na aprendizagem.

Eduardo mora com a avó e é considerado como um filho para Clemair.

Cartinha

Na cartinha, Eduardo contou que em 2018 ele teve muita dificuldade para estudar, pois o aparelho que ele utilizava quebrou. “Eu tive que estudar sem ele [aparelho] e foi muito difícil de entender os sons”, escreveu na cartinha.

Eduardo conseguiu um novo aparelho quase um ano depois, mas, mesmo assim, ele disse que está com dificuldade para se adaptar ao aparelho, já que se trata de uma 'versão antiga'. O aparelho que ele precisa é um modelo FM, segundo ele.

“Minha mãe mora em outro bairro e não tem condições de comprar. Eu gostaria muito de conseguir esse aparelho para que eu possa entender e falar melhor. Papai Noel, olhe com carinho o meu pedido, mas, se não der, pode ser um boné ou um boneco do homem-aranha”, declarou na cartinha.

Clemair disse ao G1 que o neto é uma criança maravilhosa e muito querido.

Ele usa aparelho desde os dois anos de idade. Desde pequeno, já utilizou vários tipos de aparelhos e chegou a ficar dois anos sem o acessório.

Eduardo ainda tem dificuldade em se comunicar devido à deficiência auditiva. No momento, não estuda libras, mas não falta vontade de aprender.

                                       Clemair Gonçalves e o neto Eduardo que pediu em cartinha de Natal um aparelho auditivo para estudar  — Foto: Clemair Gonçalves/Arquivo pessoal
Clemair Gonçalves e o neto Eduardo que pediu em cartinha de Natal um aparelho auditivo para estudar — Foto: Clemair Gonçalves/Arquivo pessoal

Campanha

A campanha Papai Noel dos Correios é uma iniciativa de carteiros que, durante a rotina de trabalho, recebiam cartas escritas por crianças, destinadas ao Papai Noel, porém, sem endereço.

Sensibilizados, resolveram adotar eles mesmos as cartinhas e enviar os presentes. Com o passar do tempo, a ação ganhou proporção e acabou se transformando num projeto corporativo.

A partir de então, as cartas enviadas pelas crianças são lidas e selecionadas e, depois, são disponibilizadas nas unidades da empresa para os voluntários.

Os carteiros não distribuem cartas das crianças diretamente à população, em suas residências. Os interessados precisam buscar as correspondências nas unidades ou se cadastrar no blog da campanha.

Em Mato Grosso, nos últimos dois anos, mais de 50 mil cartas foram entregues ao 'Papai Noel'. Em 2017, o estado recebeu 23.376 cartinhas escritas por crianças e, em 2018, foram recebidas 26.787 cartinhas. No ano passado, foram adotadas 11.167 cartinhas, segundo os Correios.

As cartas são escritas por crianças de famílias de baixa renda e poderão ser escolhidas na internet até o dia 29 de novembro e estão disponíveis apenas para Cuiabá.

Entretanto, nas agências dos Correios as cartinhas podem ser adotadas até o dia 13 de dezembro.

Campanha é realizada há 30 anos em parceria com alunos de escolas públicas e instituições sociais em MT  — Foto: Correios
Campanha é realizada há 30 anos em parceria com alunos de escolas públicas e instituições sociais em MT — Foto: Correios

Fonte: g1.globo.com

Artigo: Estudo indica novo rumo para o tratamento da Síndrome de Down

Pesquisadores americanos avaliam se processo de regulação das proteínas poderia mitigar os sintomas

Roberto Lent*

Os 46 cromossomos humanos ocorrem aos pares, e são identificados principalmente por números. Nos casos de síndrome de Down, em vez de duas unidades, o cromossomo 21 está representado por três. Foto: Reprodução
Os 46 cromossomos humanos ocorrem aos pares, e são identificados principalmente por números. Nos casos de síndrome de Down, em vez de duas unidades, o cromossomo 21 está representado por três. Foto: Reprodução

A síndrome de Down é um dos mais frequentes transtornos cognitivos de causa genética em todo o mundo. Estima-se que nasça uma criança com Down para cada mil nascidos vivos, e a probabilidade de ocorrência dessa condição aumenta com a idade da mãe. Há muito se sabe que as pessoas com Down apresentam um cromossomo a mais: o cromossomo 21. São, portanto, 200 a 300 genes a mais em todas as células, inclusive nos neurônios.

Como os genes se expressam pela síntese de proteínas que vão atuar nas mais diversas funções celulares, a ocorrência de genes triplicados causa uma desregulação geral da quantidade e do funcionamento das proteínas nessas pessoas. Essa é uma das razões que tornam tão difícil desenvolver alternativas terapêuticas para mitigar os sintomas da síndrome de Down. Qual proteína seria responsável por tal sintoma?

No entanto, um novo caminho foi aberto por um grupo de pesquisadores americanos, como acaba de publicar na semana passada a revista "Science". Seguinte: a regulação da síntese e da degradação das proteínas, em todas as células, fica sob controle de um processo molecular chamado "resposta integrada ao estresse". Toda vez que aparece uma anomalia no metabolismo das proteínas - proteínas demais, proteínas de menos, proteínas defeituosas – uma sequência de reações é ativada bloqueando temporariamente a síntese, religando-a depois.

Se fosse possível demonstrar que a resposta integrada ao estresse está alterada em portadores da síndrome de Down, ficaria muito mais simples intervir artificialmente nesse canal de regulação, do que em alguma das numerosas proteínas produzidas pelas centenas de genes do cromossomo a mais dessas pessoas.


*Roberto Lent, professor Emérito da UFRJ e Pesquisador do Instituto D’Or

Ministérios na Indonésia proíbem contratação de grávidas, homossexuais e deficientes físicos

Restrições equivalem a uma "política baseada no ódio", critica Usman Hamid, diretor executivo da Anistia Internacional no país.

Por France Presse

Manifestantes fazem protesto em Jacarta, capital da Indonésia, pelo Dia do Trabalho, em imagem de 1º de maio deste ano. — Foto: Antara Foto/Wahyu Putro/via Reuters
Manifestantes fazem protesto em Jacarta, capital da Indonésia, pelo Dia do Trabalho, em imagem de 1º de maio deste ano. — Foto: Antara Foto/Wahyu Putro/via Reuters

Vários ministérios indonésios estão proibindo a contratação de mulheres grávidas, deficientes físicos ou homossexuais em favor de candidatos considerados "normais", conforme denunciou o Defensor Público da Indonésia, Ninik Rahayu, ao final de uma investigação interna.

A discriminação contra homossexuais e transexuais aumentou consideravelmente nos últimos anos na Indonésia, o arquipélago do sudeste asiático de cerca de 260 milhões de habitantes, a maioria muçulmanos. O sexismo no local de trabalho também prevalece.

Os Ministérios da Defesa e Comércio, bem como a Procuradoria Geral da República (AGO) discriminam candidatos em seus anúncios de emprego.

"O Ministério da Defesa proíbe as mulheres grávidas de se candidatarem a um emprego, enquanto a AGO e o Ministério do Comércio proíbem isso com pessoas trans", afirmou Ninik à AFP. "A AGO até fez uma declaração dolorosa que dizia 'nós só aceitamos pessoas normais'", acrescentou.

"Proibir as pessoas de se candidatarem a um emprego simplesmente porque são transgêneros não é aceitável e é uma violação dos direitos humanos", acrescentou.

O Defensor Público pediu aos ministérios que revogassem suas políticas de contratação, mas, até o momento, apenas o Ministério do Comércio atendeu à solicitação, informou Ninik, acrescentando que seu escritório notou este ano, pela primeira vez, a prática de discriminação.

Na quinta-feira, um porta-voz da AGO disse aos jornalistas que a instituição proibiu a contratação de candidatos homossexuais e transexuais em favor de candidatos ditos "normais".

No site da AGO, um texto afirma que os candidatos a emprego não devem ser daltônicos, nem fisicamente ou mentalmente deficientes. "Não devem ter distúrbios de orientação sexual (transexuais) ou serem gays", afirma ainda a nota.

As restrições equivalem a uma "política baseada no ódio", critica Usman Hamid, diretor executivo da Anistia Internacional na Indonésia.

"A Indonésia deve tentar recrutar os melhores e mais brilhantes candidatos para sua administração pública, sem aplicar restrições arbitrárias e odiosas", acrescentou, pedindo aos respectivos ministérios que se livrem das questionadas regras.

"Isso vai contra a Constituição da Indonésia e suas obrigações sob o direito internacional dos direitos humanos", concluiu.

Fonte: g1.globo.com

Estado e Prefeitura de Santarém retomam convênio que dá acesso à cultura

A entrega das carteiras de gratuidade em eventos públicos de lazer e entretenimento, para moradores de Santarém, no oeste do Pará, ocorreu nesta segunda-feira (18), no Museu João Fona, na sede municipal. A ação é resultado de uma cooperação técnica entre o governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura (Secult) e Prefeitura de Santarém.

Autoridades e beneficiados durante a entrega simbólica no Museu João Fona

Por Ronilma Santos (SRGBA)

No ato simbólico, 15 representantes dos grupos beneficiados - idosos, pessoas com deficiência e aposentados -, participaram da entrega, junto com o secretário Regional de Governo do Oeste do Pará, Henderson Pinto; o prefeito de Santarém, Nélio Aguiar, e o secretário Municipal de Cultura, Luís Alberto Figueira (Pixica).

O convênio que garante gratuidade em divertimentos públicos a grupos específicos estava paralisado desde 2005. “Isso é uma amostra de situações que dependem apenas de vontade política e não envolvem tantos recursos, como é o caso da emissão dessas carteiras de gratuidade, garantindo esse direito ao idoso e à pessoa com deficiência. É um convênio antigo, e com a sensibilidade do governador Helder Barbalho e da secretária de Cultura, Ursula Vidal, além da parceria do município de Santarém, nós conseguimos, em 10 meses, tirar da gaveta um convênio que dará acesso a eventos esportivos e culturais, assegurando direitos à população”, destacou o secretário Regional Henderson Pinto.

Para André Gomes, representante da Associação de Deficientes Físicos em Santarém (Adefis), “essa gratuidade possibilita a gente estar em lugares públicos. Com essa carteira a gente tem essa possibilidade, facilitando nossa entrada nesses eventos. Para nós representa qualidade de vida, sem dúvida”.

O secretário Regional Henderson Pinto (d) e uma das pessoas beneficiadas

Acesso a direitos - O objetivo do documento é disponibilizar gratuitamente a entrada em cinemas, teatros, museus, galerias de arte, casas de espetáculos, ginásios poliesportivos e estádios de futebol, dentro da abrangência do Estado do Pará, de acordo com a Lei nº 6.739/2005, disse o secretário Luís Alberto Figueira.

Para o prefeito Nélio Aguiar, a retomada do convênio é “uma importante ação conjunta do governo do Estado com a prefeitura de Santarém, garantindo esse direito e, ao mesmo tempo, estimulando esses grupos a sair mais de casa, se inserindo na sociedade, tendo acesso a eventos culturais, cinemas, jogos e teatros de forma gratuita, como está na lei”.

O secretário Henderson Pinto (e) destacou o empenho do governo do Estado para a retomada do convênio

A entrega do documento resulta da conclusão da primeira etapa de cadastramento, ocorrida em 09 de agosto de 2019. Serão entregues 430 carteiras aos cadastrados. Os beneficiados devem se dirigir à Secretaria Municipal de Cultura, das 8 às 14 h, para receber o documento. Na próxima etapa do projeto serão abertos novos cadastros.

Novo robô da Toyota ajuda pessoas a recuperar movimento das pernas - Veja o vídeo.

Imagem de: Novo robô da Toyota ajuda pessoas a recuperar movimento das pernas

Nilton Kleina

A fabricante japonesa Toyota apresentou nesta quinta-feira (21) um novo robô que ajuda na reabilitação de pessoas com dificuldades de locomoção. Ele deve ser usado em clínicas e hospitais, mais especificamente no tratamento de quem sofreu derrames ou outros problemas de sáude que causam paralisia dos membros inferiores.

O equipamento se chama Welwalk WW-2000 e não inclui apenas as pernas mecânicas, que funcionam como uma espécie de exoesqueleto. Ele também tem uma esteira, um monitor para uso do profissional da saúde e uma tela para o paciente. Nesse display, além de um relatório com o andamento da sessão, jogos são exibidos para "gamificar" a experiência do exercício e gerar a sensação de recompensa a cada novo passo dado.

O nível de dificuldade da caminhada é ajustada de acordo com o desempenho, e as configurações são modificadas em tempo real caso o ritmo dos passos seja irregular.


O Welwalk WW-2000 é uma evolução de um modelo já à venda desde 2017, o Welwakr 1000. Ele pode ser encomendado por estabelecimentos especializados por 23,5 milhões de yens (o equivalente a R$ 914 mil em conversão direta de moeda), sem levar em conta os custos com manutenção.

Conheça a ‘Galera do Click’, formada por fotógrafos com síndrome de Down e autismo

Foto: Divulgação
galera do click fotógrafos inclusão

Por Gabriel Pietro

É sempre muito bom ver o setor privado apoiando ações sociais e sustentáveis, pois são atores fundamentais para as mudanças que queremos ver.

Atualmente, alguns dos desafios mais urgentes das empresas envolvem questões relacionadas à diversidade e inclusão e o que fazer com a quantidade de materiais gerados e não aproveitados nos inúmeros eventos que as corporações realizam o tempo inteiro.

Na Roche Farma, empresa do setor farmacêutico, inclusão e diversidade vão além de suas fronteiras. A cobertura fotográfica dos eventos da companhia fica sob responsabilidade da Galera do Click, formada por fotógrafos com síndrome de Down e autismo.

Foto: Divulgação
galera do click fotógrafos inclusão

Importância da inclusão e da diversidade

A companhia foi fundada por Sandra Reis, mãe do Felipe Reis, o primeiro fotógrafo da empresa.

“Sentia necessidade de conhecer mais pessoas que estivessem na mesma situação que eu, ao mesmo tempo em que sentia a necessidade do Felipe em encontrar uma tribo com a qual se identificasse e fizesse parte. Todo mundo tem vontade de ser aceito. Eu não queria que meu filho fosse aceito pela sociedade por dó ou pela Lei da Inclusão, mas sim porque gostavam dele”, afirma.

Na busca por essa tribo, Sandra encontrou um grupo de teatro formado por pessoas com a mesma realidade que a sua. Fisioterapeuta plantonista de UTI, Sandra mudou de profissão para que pudesse ter mais tempo de qualidade com o filho.

Foto: Divulgação
galera do click fotógrafos inclusão

Começou a fotografar espetáculos e percebeu que era possível levar o Felipe com ela. E assim ele se tornou seu assistente. As mães do Grupo de Teatro incentivaram e Sandra começou a dar aulas de fotografia para esses jovens.

Ela começou a apresentar a ideia para empresas e, neste período, ganharam cinco câmeras de doação. Foi assim que surgiu, há seis anos, a Galera do Click, que já trabalhou para mais de 30 empresas.

Felipe, atualmente com 27 anos, se orgulha de ter sido o primeiro fotógrafo da empresa. “Eu me sinto mais importante. Ganho experiência, cultura, conheço pessoas, treino e ganho dinheiro”, finaliza o jovem.

Foto: Divulgação
galera do click fotógrafos inclusão

Doação de cenografia dos eventos

O mesmo departamento da Roche percebeu a geração de uma grande quantidade de material, anteriormente descartada, após incontáveis eventos promovidos todos os anos.

Para começar a mudar essa história, toda cenografia dos eventos passou a ser doada para o Grupo Primavera, que transforma o que é coletado em bonecas de pano e doa para ONG’s cadastradas no projeto.

Denise Podolski, responsável pela captação de recursos da ONG, explica que parte das doações de tecidos realizadas pela multinacional são transformadas em bonecas de pano. “As bonecas são produzidas por costureiras que fazem parte de um de nossos projetos sociais, que visa a capacitação delas para o mercado de trabalho. Além de bonecas, fazemos bolsas, aventais e necessaires”, afirma Denise.

Foto: Divulgação
galera do click fotógrafos inclusão

Os objetos produzidos com as sobras de pano são doados para instituições cadastradas pelo projeto e comercializadas em feiras e eventos de outras empresas, com renda 100% revertida para a ONG.

“Atualmente, assistimos mais de 2 mil famílias do Jd. São Marcos, aqui em Campinas. Atitudes como essa da Roche nos faz acreditar que é possível mudar a realidade de tantas crianças e jovens com o apoio de empresas sérias e responsáveis. Se todos pensarem no futuro das nossas crianças, com certeza ele será mais muito feliz”, finaliza.

Outras parcerias

A farmacêutica também apoia a empresa Migraflix, que contrata apenas refugiados para o serviço completo de buffet, e doa as flores dos espaços cenográficos para o Instituto Flor Gentil, para que possam ser doadas para casas que cuidam de idosos.

Para evitar a utilização de papel para tudo, os certificados emitidos em alguns eventos agora são digitais e pesquisas de satisfação e enquetes não são mais respondidas em folhas, mas sim por meio de aplicativos e mensagens de SMS.

Já os crachás são reciclados. Em eventos em que são necessárias inúmeras hospedagens, todo o material de higiene pessoal disponibilizado como cortesia pelos hotéis, pode ser doado para o projeto “Mini Gentilezas”, criado pela ONG Argilando, que arrecada e doa produtos para pessoas em situação de risco, moradores de rua.

Projeto ‘Rodando com Tampinhas’ doa 100ª cadeira de rodas

Em 10 meses, projeto uniu o Rio na coleta de 20 milhões de tampinhas plásticas – 40 toneladas! A venda para reciclagem permite a compra de cadeiras de rodas para pessoas carentes.

Cadeiras de rodas sobre sacos com milhares de tampinhas

Por Rio de Boas Notícias

Nem em seus sonhos mais otimistas, Márcia Dabul, a criadora do Rodando com Tampinhas, ousava imaginar que em menos de um ano o projeto ganharia a proporção que tomou: tem recebido, por semana, de 2,5 a 3 toneladas de tampinhas coletadas uma a uma por milhares de pessoas em todo o Rio. Ou melhor, em todo o Estado do Rio, já que a ideia se espalhou por muitas cidades.

A proposta é simples: juntar tampinhas para vender o plástico a indústrias que fazem a reciclagem e, com o dinheiro, comprar cadeiras de rodas para serem doadas a adultos e crianças que aguardam na fila da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR).

Por aliar o cuidado com o meio ambiente ao desejo de ajudar o próximo – e sem exigir quase nada de quem participa, apenas que guarde tampinhas – o projeto conquistou a cidade.

Voluntários lidam com tampinhas na Igreja São José da Lagoa
Crianças, adultos e idosos participam de todas as etapas do projeto. Foto: Arquivo pessoal

O primeiro aliado foi o Padre Omar, da Igreja São José da Lagoa. Ele permitiu, desde o início, que as tampinhas doadas ficassem na paróquia, como ponto central de coleta. Talvez não tenha imaginado que seriam tantas… “Ficam todas guardadas dentro da igreja. O padre até brinca que vai trocar o nome para São José das Tampinhas”, conta Márcia.

Dezenas de sacos repletos de tampinhas estocados na igreja
Montanha de tampinhas armazenadas no interior da igreja já é rotina. Foto: Arquivo pessoal

Nos primeiros meses, voluntários se reuniam após a missa de domingo, ali mesmo na igreja, para fazer a triagem das tampinhas recolhidas e pesá-las para a venda. Este tempo ficou curto demais: para lidar com tantas tampinhas, os voluntários agora fazem quatro encontros semanais.

Separação por cores

Além de selecionarem as tampinhas plásticas corretas e retirarem materiais inapropriados, como metais, o grupo agora tenta separá-las por cor. Isto porque, no processo de reciclagem, quando se mistura tampinhas coloridas, obtém-se como matéria prima o plástico preto.

“Temos um super parceiro, o Instituto Soul Ambiental, que compra as tampinhas para reciclagem e deposita o valor correspondente em dinheiro diretamente na conta da empresa que vende as cadeiras de rodas. Com o crescimento do projeto, eles ficaram com um estoque enorme de plástico preto. Não estavam mais dando vazão. E, se a empresa não conseguisse vender o que tinha em estoque, teríamos que parar a compra de cadeiras”, explica Márcia.

Voluntários em mutirão separando as tampinhas doadas
Voluntários em mutirão para separar as tampinhas doadas. Foto: Arquivo pessoal

A solução encontrada foi separar as tampinhas por cor, assim o projeto passou a obter plástico branco, vermelho, amarelo e de diversos tons na reciclagem. Na indústria, este plástico tem mais possibilidades de venda por poder virar brinquedos, potes, bancos, mesas e diversos objetos.

Nas redes sociais, os organizadores do projeto começaram a pedir a quem pudesse que já entregasse as tampinhas separadas por cor. E a surpresa foi grande: muita gente aderiu. Mas milhares ainda vêm misturadas e são separadas pelos voluntários nos mutirões.

“O que está acontecendo agora? Fico arrepiada de contar. Muitos idosos levam sacos enormes cheios de tampinhas para casa e retornam com todas separadas por cor. Estou encantada”, diz Márcia.

Onde doar tampinhas

O Rodando com Tampinhas fez dez meses em outubro e atualmente conta com 70 pontos de coleta espalhados por toda a capital, além de várias cidades do interior do Estado (veja a lista completa aqui). São pontos que concentram as doações e depois levam as tampinhas para a Igreja São José da Lagoa, onde um caminhão do Instituto Soul Ambiental as recolhe toda semana para a reciclagem.

Caminhão abastecido com toneladas de tampinhas plásticas
Toda semana toneladas de tampinhas plásticas partem para a reciclagem. Foto: Arquivo pessoal

E as novidades são as mais imprevistas: a fila por uma cadeira de rodas, ao contrário do que se esperava, só aumenta. “Como divulgamos com o Rodando com Tampinhas que a ABBR doava cadeiras de rodas, a procura cresce a cada dia. Muita gente não sabia que não é preciso ser paciente de lá para estar nesta fila”, explica Márcia, lembrando que, no início de outubro, havia 371 adultos e 177 crianças na lista.

Mas a notícia continua sendo boa: apesar de a fila crescer em número, já caiu o tempo de espera. “Quando começamos o projeto, cada pessoa aguardava em torno de dois anos para ganhar uma cadeira de rodas. Hoje em dia, espera-se no máximo quatro meses. A fila é grande, mas está andando”, comemora Márcia.

200 cadeiras de rodas

Ah, e outra ótima notícia: motivados pelo projeto, muitas pessoas decidiram doar, em vez de tampinhas, as próprias cadeiras. Nesta semana, além de o projeto ultrapassar as 100 cadeiras de rodas conquistadas com a reciclagem (foram 105), alcançou a marca de 200 cedidas à ABBR por meio do Rodando com Tampinhas. Isso porque 95 foram obtidas por doações diretas.

De tampinha em tampinha, muitas pessoas com deficiência têm ganhado a liberdade de circular pelas ruas do Rio.

CT Paralímpico recebe finais do Paulista de futebol de 5, goalball e judô

Duelos começam a partir das 8 horas; sábado terá ainda entrega de prêmio aos destaques do ano em cada modalidade

#Acessibilidade: Parazinho está com as costas encostadas na trave, segurando a bola com as duas mãos, antes do arremesso. Ao fundo, a comissão técnica do Sesi observa.

Renan Cacioli Comunicação CBDV

Este sábado será dia de conhecermos os campeões estaduais de judô, futebol de 5 e goalball (masculino, Séries A e B). O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, vai receber os duelos decisivos a partir das 8 horas (de Brasília), com transmissão ao vivo pela rádio da Federação Paulista de Desportos para Cegos (FPDC), afiliada da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).

As primeiras equipes a entrar em quadra serão da Série B do goalball. O Instituto Athlon, de São José dos Campos, enfrenta a Adevig, de Guarulhos. Em seguida, Cadevi, de São Paulo e Ceprevi, de Itapetininga, disputam a outra semifinal. Logo depois, vêm as semifinais da Série A, com Sesi/Suzano x LMC/Santos, a partir das 10h, e Santos x Instituto Athlon/DMCard às 11h.

No período da tarde, acontecerão as partidas decisivas pelo bronze e ouro das duas divisões. Confira a programação:

13h00: Bronze Série B
14h00: Bronze Série A
15h00: Final Série B
16h00: Final Série A

"Para nós, a final do Paulista seria um fechamento do ano com chave de ouro. Pode ser a sexta final consecutiva nossa, mais um motivo de comemoração e fruto de muito trabalho e perseverança", afirma o ala Parazinho, campeão brasileiro com a equipe do Sesi na última edição da Copa Loterias Caixa.

As finais do goalball serão transmitidas ao vivo pela rádio da FPDC e também pela rádio ADV-Vale. Seguem os links:

CLIQUE AQUI  para baixar o aplicativo da rádio FPDC.

CLIQUE AQUI para baixar o aplicativo da rádio ADV-VALE.

CLIQUE AQUI para ouvir a Rádio ADV-Vale no Rádios Net.

Lembrando que as finais da categoria feminina estão marcadas para o dia 30, também no CT Paralímpico.

Futebol de 5 e premiação

Equipes coirmãs, Apadv e Cadevi, farão a decisão da modalidade a partir das 15h30. Será uma revanche da semifinal do último Regional Sul-Sudeste, quando a Apadv levou a melhor e venceu por 2 a 0. Um pouco mais cedo, a partir das 14h, Adevig e INV-SP duelam pelo terceiro lugar.

Essas duas partidas serão transmitidas ao vivo pelo canal do YouTube da FPDC. O link será disponibilizado às 13h30, ou seja, 30 minutos antes da competição.

A partir das 15 horas, terão início também as finais do judô. Lembrando aos participantes que a pesagem oficial começará 20 minutos antes, ou seja, às 14h40, na arena da modalidade.

Para encerrar a programação deste sábado no CT Paralímpico, haverá a entrega do "7º Prêmio São Paulo", a partir das 18h. Os ganhadores no judô, xadrez, futebol de 5 e goalball serão laureados logo após o encerramento das finais. O prêmio é concedido ao atleta de maior destaque do ano indicado pelos diretores das respectivas modalidades.

Fonte: cbdv.org.br

Estado de São Paulo é campeão da maior edição das Paralimpíadas Escolares Loterias Caixa

São Paulo é a campeã das Paralimpíadas Escolares 2019. Foto: Douglas Magno/Exemplus/CPB
São Paulo é a campeã das Paralimpíadas Escolares 2019. Foto: Douglas Magno/Exemplus/CPB

O Estado de São Paulo sagrou-se campeão da 13ª edição das Paralimpíadas Escolares Loterias Caixa. É o maior evento do planeta para atletas com deficiência em idade escolar, e reuniu por três dias mais de 1200 competidores em 12 modalidades nas dependências do Centro de Treinamento Paralímpico, na cidade de São Paulo. O Comitê Paralímpico Brasileiro é o organizador e promotor das Paralimpíadas Escolares.

Todas as unidades da Federação enviaram representantes para o evento, que teve início na terça-feira, 19.

São Paulo venceu com 583 pontos. Santa Catarina terminou em segundo lugar (465,5 pontos), seguido do Distrito Federal (350 pontos). Os paulistas são os mais vitoriosos da competição, com oito títulos no total. Esta é a quinta temporada consecutiva em que triunfam nas Paralimpíadas Escolares. Também haviam sido os melhores em 2006, 2009 e 2011.

O método utilizado pela organização da competição é de somar pontos por cada colocação no ranking, desde o primeiro colocado, com 12 pontos, ao oitavo colocado (um ponto) em cada prova.

Aos 13 anos de idade, o paulista Lucas Arabian participou pela segunda vez das Paralimpíadas Escolares no tênis de mesa. Contribuiu para a vitória do time de São Paulo com dois ouros (no individual e duplas). "Adoro a modalidade. Pretendo, um dia, se Deus quiser, ser da Seleção Brasileira, assim como o Guilherme Costa [campeão do Parapan de Lima], um dos atletas que mais admiro. Recebi um convite para treinar com a Seleção no ano que vem e já até o conheci", disse o atleta, que teve um tumor na médula no primeiro ano de vida.

Miriam Vitória de Campos Chagas, 16, também conquistou duas medalhas para São Paulo. Ela é de Mairinque, tem paralisia cerebral (por falta de oxigenação no cérebro na hora do parto) e é atleta das Escolinhas Paralímpicas, projeto do CPB de iniciação desportiva para jovens com deficiência. Está no nono ano do ensino fundamental e participa das primeiras Paralímpiadas Escolares.

"Fiquei um pouco nervosa na hora da prova, mas me senti muito feliz de ter ganhado. Acho que você tem olhar pra frente, confiar em si mesmo, acreditar em você e lembrar que têm pessoas que acreditam em você também. Pretendo continuar no esporte. Comecei a praticar aqui no Centro de Treinamento e quero seguir no atletismo no resto de toda a minha vida."

O anúncio da campeã foi feita na cerimônia de encerramento nesta noite de sexta-feira, 22, no Pavilhão Oeste do Centro de Exposições do Anhembi, em São Paulo. A Paraíba recebeu o troféu de Confraternização e o "Amigo do Esporte Paralímpico" foi entregue ao assessor estratégico da Caixa.

"Quero parabenizar todos os chefes de delegação, todos os técnicos e principalmente os atletas. As Paralimpíadas Escolares mostraram que a deficiência também é um estímulo, um motivador para superar limites e fazer coisas que achávamos que não eram possíveis", discursou a secretária estadual dos direitos da pessoa com deficiência de São Paulo, Célia Leão.

A cerimônia contou com a presença da primeira-dama do Estado de São Paulo, Bia Dória, a secretária de Estado do Direito das Pessoas com Deficiência, Célia Leão, o Secretário Municipal da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato, o segundo vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Ivaldo Brandão.

Uma das novidades da edição 2019 das Paralimpíadas Escolares foi o advento da disputa para crianças com síndrome de Down. Cinquenta e cinco jovens participaram das provas de atletismo e natação, em uma classe específica para os atletas com este comprometimento.

"Foi muito bom tê-los aqui essa semana! Dividimos um evento de inclusão, de muitas alegrias e de resultados importantes.

Agradeço a todos os chefes de delegação que incluíram atletas com síndrome de Down. Espero que no próximo ano tenhamos mais participantes, que o evento cresça cada vez mais", disse o segundo vice-presidente do CPB, Ivaldo Brandão.

A enfermidade integra a classe dos deficientes intelectuais, cujo programa de provas está concentrado no atletismo e natação. No entanto, a baixa resistência muscular dos Downs os impede de alcançar o alto rendimento desportivo.

Outra novidade de 2019 foi a transmissão ao vivo nas redes sociais do CPB as cerimônias de abertura e encerramento e quatro modalidades: atletismo, natação, vôlei sentado e basquete em cadeira de rodas (formato 3x3). Uma iniciativa inédita que alcançou uma audiência acumuluda superior a 30 mil pessoas.

Além da briga por medalhas, a direção técnica do Comitê Paralímpico Brasileiro selecionou os melhores atletas para integrar o projeto do Camping Escolar Paralímpico 2019, que promove semanas de treinamento intensivo e de alto rendimento para os jovens contemplados.

Talentos do paradesporto brasileiro já passaram pelas Escolares, como os velocistas Alan Fonteles, ouro em Londres 2012, Verônica Hipólito, prata no Rio 2016, e Petrúcio Ferreira, recordista mundial nos 100m (classe T47); o nadador Talisson Glock, prata no Rio 2016; o jogador de goalball Leomon Moreno, prata no Jogos de Londres e bronze no Rio 2016; a mesatenista Bruna Alexandre, bronze no Rio 2016, entre outros.

Classificação geral

1º lugar - São Paulo
2º lugar - Santa Catarina
3º lugar - Distrito Federal
4º lugar - Goiás
5º lugar - Minas Gerais
6º lugar - Paraíba
7º lugar - Pará
8º lugar - Ceará
9º lugar - Espírito Santo
10º lugar - Mato Grosso do Sul
11º lugar - Rio de Janeiro
12º lugar - Rio Grande do Norte
13º lugar - Maranhão
14º lugar - Paraná
15º lugar - RioGrande do Sul
16º lugar - Pernambuco
17º lugar - Bahia
18º lugar - Rondônia
19º lugar - Amazonas
20º lugar - Amapá
21º lugar - Sergipe
22º lugar - Alagoas
23º lugar - Tocantins
24º lugar - Mato Grosso
25º lugar - Acre
26º lugar - Roraima
27º lugar - Piauí

TODOS OS CAMPEÕES
2006 – São Paulo
2007 – Rio de Janeiro
2008 - Não houve
2009 – São Paulo
2010 – Rio de Janeiro
2011 – São Paulo
2012 – Rio de Janeiro
2013 – Rio de Janeiro
2014 – Santa Catarina
2015 – São Paulo
2016 – São Paulo
2017 - São Paulo
2018 - São Paulo
2019 - São Paulo

Patrocínios
As Paralimpíadas Escolares têm patrocínio das Loterias Caixa.

As Paralimpíadas Escolares contam com o apoio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo.

Acessibilidade é fator decisivo para 89% dos consumidores com deficiência

Acessibilidade é fator decisivo para 89% dos consumidores com deficiência

por Ricardo Shimosakai

A parcela da população brasileira com alguma deficiência intelectual, motora, visual ou auditiva passou de 14% em 2000 para 24% em 2010, totalizando 45,6 milhões de pessoas, segundo estimativas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A  Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), em parceria com a Toluna, realizou um estudo sobre os hábitos de compra da população que possui algum tipo de deficiência. Foram analisados os fatores que levam esse público a consumir, os aspectos que mais prezam em suas compras, as principais barreiras que os impedem de ter uma experiência de compra “muito boa” e a presença do varejo digital no cotidiano da população.

Online é realidade

Para esse consumidor, comprar online já é uma realidade: 37% são consumidores que compram mensalmente, e 23% quinzenalmente. O consumo por meio de smartphones (46%) está em um patamar próximo a computadores (50%) e tablets (4%).

“Pelo tamanho que essa parcela da população representa, é importante o varejo entender cada vez mais esse consumidor e buscar soluções para esse público. É preciso investir na experiência de compra, consequentemente em treinamento dos funcionários e, principalmente, na acessibilidade das lojas”, afirma Eduardo Terra, presidente da SBVC.

O estudo revelou que o consumo relacionado a itens básicos é feito com mais frequência: 61% dos entrevistados costumam ir semanalmente a redes de supermercados e 37% afirmam consumir mensalmente em drogarias e farmácias. 29% do público costuma ir mensalmente a shoppings centers em busca de itens ocasionais de compra, e 21% afirmam frequentar eventualmente esse canal.

“Supermercados, drogarias e farmácias são utilizados como canais de reposição de itens básicos, de forma concomitante e às vezes concorrente. A conveniência é um aspecto muito relevante na decisão de compra do público”, afirma Terra.

De modo geral, os consumidores afirmam que a experiência de compra oferecida pelo varejo é bastante positiva: 72% dos frequentadores de supermercados e 73% dos que vão a shopping centers apreciam a experiência — somando as avaliações “muito boa” e “boa”.

Farmácias e Drogarias oferecem a melhor experiência a esse consumidor: 74% sentem que sua jornada de compra nesse tipo de loja é positiva.



Deslocamento

Dificuldade de acesso à loja, corredores estreitos, escadas e degraus, altura das gôndolas e dos caixas são aspectos que atrapalham a experiência de compra, pois dificultam o deslocamento pelo cliente e a finalização bem-sucedida da compra.
“Apesar do consumidor citar a acessibilidade das lojas como ponto negativo, ainda assim, esses consumidores avaliam às lojas de maneira positiva, dando nota 7,5 ao atendimento”, ressalta Terra.
Metodologia

O estudo entrevistou 892 consumidores em todo o país, e teve como objetivo quantificar aspectos relacionados aos hábitos de compra da população com algum tipo de deficiência física, com especial interesse na comparação entre lojas físicas e online.

Dos respondentes, 76% são familiares ou amigos, responsáveis por auxiliar a pessoa com deficiência física em suas compras. Dentre as deficiências pesquisadas, 44% apresentam deficiência nas funções motoras inferiores, 24% têm deficiência visual, 20% possuem deficiência auditiva e 12% apresentam deficiência nas funções motoras superiores.


sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Projeto no AP usa sensores de voz e proximidade para garantir que deficientes visuais façam compras sozinhos

Alunos de Eletricidade Industrial do Senai em Santana desenvolveram ferramenta.

Por Rafaela Bittencourt e Nixon Frank, Rede Amazônica — Macapá

Socióloga Kersia Celimary testando a ferramenta com os fones de ouvido — Foto: Rafaella Bitencourt/ Rede Amazônica
Socióloga Kersia Celimary testando a ferramenta com os fones de ouvido — Foto: Rafaella Bitencourt/ Rede Amazônica

A partir de um problema real levado por uma socióloga com deficiência visual, estudantes e professores do Serviço Nacional da Indústria (Senai) em Santana, a 17 quilômetros de Macapá, desenvolveram uma ferramenta que facilita e dá independência para que portadores de cegueira e baixa visão possam ir ao supermercado sozinhas.

O projeto usa sensores onde identificam o nome do alimento, o preço e a seção onde a pessoa está. No momento em que se aproxima, as informações são fornecidas através de um fone de ouvido, que, em caso de implantação, poderá ser fornecido na entrada do estabelecimento.

A ideia partiu dos desafios diários encarados por Kersia Celimary, socióloga que desde a infância tinha dificuldades em fazer as compras sozinha. Ela mesmo experimentou a ferramenta "supermercado inclusivo" e aprovou a iniciativa.

"Sempre surgiu a necessidade de ter essa autonomia, de ir no supermercado, numa loja, no shopping e poder escolher os meus produtos com autonomia. Esse projeto não serve só para pessoa com deficiência, vai servir para todos que querem utilizar", diz Kersia.

Turma de Eletricidade Industrial desenvolveu projeto em 6 meses — Foto: Rafaela Bittencourt/Rede Amazônica
Turma de Eletricidade Industrial desenvolveu projeto em 6 meses — Foto: Rafaela Bittencourt/Rede Amazônica

Uma das vantagens do projeto, segundo os estudantes, é o baixo custo, podendo ser implantado em supermercados por até R$ 270. Não há data para utilização no mercado, pois eles aguardam o interesse de alguma empresa para a produção da ferramenta.

"A gente entrega esse novo dispositivo para a toda sociedade auxiliando pessoas que tem acessibilidade um pouco reduzida. A gente busca todo esse apoio", comentou o estudante Marcos Roberto dos Santos Araújo, um dos responsáveis pelo protótipo.

A elaboração e finalização do "supermercado inclusivo" durou cerca de 6 meses e foi desenvolvido pela turma de Eletricidade Industrial do Centro de Formação Profissional do Senai, em Santana.

"Trabalhamos a aprendizagem alinhavados com a necessidade da indústria e da pessoa com deficiência. Nesse caso específico, recebemos a demanda da Kersia e trabalhamos as nossas situações de aprendizagem em cima das informações que ela passou e criamos esse sistema tecnológico", detalhou o professor Eraldo Souza, da disciplina de controle e automação de processos industriais.

Supermercados são os principais alvos para uso da ferramenta — Foto: Larissa Emille/Arquivo Pessoal
Supermercados são os principais alvos para uso da ferramenta — Foto: Larissa Emille/Arquivo Pessoal

Fonte: g1.globo.com

Alerj: locadoras de veículos poderão ter que oferecer automóveis adaptados para pessoas com deficiência


Locadoras poderão ter que oferecer carros adaptados para pessoas com deficiência
Locadoras poderão ter que oferecer carros adaptados para pessoas com deficiência Foto: Jorge William

Extra

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) discutiu, nesta quinta-feira, o projeto de lei que obriga locadoras de veículos a disponibilizar carros adaptados a pessoas com deficiência física, impossibilitados de realizar a prática da condução na forma convencional. O projeto recebeu uma emenda e voltará as comissões para ser discutido.

Segundo o texto original do projeto, do deputado Rosenverg Reis (MDB), a adaptação deverá ser referente às funções de embreagem, frenagem, aceleração, câmbio automático. A cada 20 veículos da frota, um deverá ser adaptado. Em caso de descumprimento da norma, será aplicada uma multa de mil UFIR-RJ, o equivalente a R$3.421. Em caso de reincidência, o valor da multa será dobrado e os recursos com as multas serão revertidos para o Fundo Especial de Apoio a Programas de Proteção e Defesa do Consumidor (Feprocon).

O projeto recebeu uma emenda que estabelece que as locadoras tenham 1% dos veículos adaptados. Agora, ele retorna a todas as comissões a que tinha sido designado e depois volta em segunda discussão no plenário.

Para o deputado Rosenverg Reis, a emenda apenas fixa um percentual de veículos adaptados dentro da frota da locadora, e pode ser incorporada ao projeto.

Até existem veículos adaptados, mas a pessoa com deficiência não os encontra com facilidade nas locadoras. O projeto quer justamente evitar esse transtorno, determinando um mínimo de carros adaptados na frota. Assim, a pessoa com alguma limitação física poderá usufruir dos serviços de aluguel de veículos como as demais — afirmou Rosenverg Reis.