sábado, 28 de dezembro de 2019

Papai Noel acalma menino com autismo que esperou 6 anos para encontrá-lo

O bom "velhinho" interagiu carinhosamente com o menino e ainda lhe deu doces

REDAÇÃO CRESCER

Papai Noel acalma menino com autismo (Foto: Reprodução: Facebook)
Papai Noel acalma menino com autismo (Foto: Reprodução: Facebook)

O menino Baiz Weerts, de 8 anos, sempre quis tirar uma foto com o Papai Noel, mas sempre que chegava ao shopping paralisava e não conseguia entrar. Baiz foi diagnosticado com autismo e segundo sua mãe fala normalmente em casa, mas em ambientes sociais não consegue interagir. No entanto, este ano, foi diferente, ele finalmente conheceu o Papai Noel.

Emocionada, a mãe, Sheila Seelye, decidiu compartilhar no Facebook o tão esperado encontro. Segundo o Today, a irmã de Baiz, Layna, queria muito tirar uma foto com o Papai Noel, então decidiu sair correndo para alcançá-lo.

O irmão queria segui-la, mas ficou paralisado. Por não conseguir acompanhá-la, o menino ficou frustrado e começou a chorar.

Atento à cena, o Papai Noel decidiu se levantar da cadeira e ir até Baiz. O bom "velhinho" interagiu carinhosamente com o menino e ainda lhe deu doces. "Ele sabia exatamente como acalmar Baiz. Ele ficava dizendo: 'Você está bem, amigo. Você vai ficar bem. Ele sabia exatamente o que Baiz precisava naquele momento. Eu nunca o vi tão feliz", disse a mãe ao Today.

Para Seelye, o encontro foi ótimo, principalmente porque o filho passou as últimas semanas no hospital. "O momento foi perfeito", disse ela. "O Papai Noel escolheu a criança certa na hora certa."

Bolsonaro veta projeto que obriga SUS a disponibilizar sangue e remédios

Imagem: Marcelo Casal Jr / ABR
Marcelo Casal Jr / ABR

Do UOL, em São Paulo

O presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente um projeto de lei aprovado no Congresso Nacional que garantia a oferta de sangue, componentes, hemoderivados, medicamentos e demais recursos a pacientes do Sistema Único de Saúde. A decisão foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União.

Ao vetar o projeto, a presidência alegou inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público. Citando os ministérios da Economia e Saúde, a publicação diz a disponibilização "institui obrigação ao Poder Executivo e cria despesa obrigatória ao Poder Público, sem que se tenha indicado a respectiva fonte de custeio".

Além disso, a ausência do "demonstrativo do respectivo impacto orçamentário e financeiro no exercício corrente e nos dois subsequentes", violaria artigos da Constituição, argumentou a Presidência.

O projeto é de autoria do ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e inicialmente previa a disponibilização de tratamento a pacientes portadores de coagulopatias congênitas (hemofilias). Porém, o texto sofreu alterações ao tramitar no Senado e o texto aprovado estendeu a medida para todos os pacientes do SUS.

A decisão ainda pode ser derrubada pelo Congresso.

Fonte: noticias.uol.com.br

Marcas apostam em roupas adaptadas para deficientes

Grifes estão criando coleções focadas nesse público, para autoestima, conforto e autonomia a cadeirantes, amputados e deficientes visuais

por Agência Estado

TABA BENEDICTO/ESTADÃO CONTEÚDO
Desde 2017, a aposentada Selma Ferreira, de 56 anos, não usava legging
Desde 2017, a aposentada Selma Ferreira, de 56 anos, não usava legging

Desde 2017, a aposentada Selma Oliveira Almeida Ferreira, de 56 anos, não usava uma legging. Renata Viana, de 39 anos, tinha o sonho de voltar a sair de jeans. Daniel Silva de Souza, de 30 anos, não queria mais esconder a prótese. Após participarem de uma oficina na Rede de Reabilitação Lucy Montoro, os três, que têm deficiência, reformaram peças que haviam deixado de usar e perceberam que a moda pode ser inclusiva.

Além das adaptações no guarda-roupa feitas pelos próprios pacientes, marcas do ramo têxtil estão criando coleções focadas nesse público, para trazer autoestima, conforto e autonomia para cadeirantes, amputados e pessoas com deficiência visual. "Quando tem um problema de saúde, a gente deixa de querer se arrumar. Eu só usava calças largas para poder usar com a prótese, mas não usava legging desde a amputação", conta Selma, que precisou fazer o procedimento após complicações que teve em uma cirurgia.

TABA BENEDICTO/ESTADÃO CONTEÚDO
Daniel Souza não queria mais esconder a prótese
Daniel Souza não queria mais esconder a prótese

Há 12 anos, a estilista Daniela Auler desenvolveu um projeto de moda inclusiva na Rede Lucy Montoro. "A moda inclusiva é pensada na diversidade dos corpos e é sustentável, porque, em uma calça que seria jogada fora, podemos abrir a lateral e colocar um zíper. Isso facilita na hora de se vestir", exemplifica.

Um zíper que custou R$ 3 permitiu que Renata voltasse a usar calça jeans após oito anos. "Sentia falta, mas dependia de outras pessoas para me ajudar a vestir", diz a aposentada.

As pessoas com deficiência dizem que, além de conforto e autonomia, querem se mostrar como são. "Eu não gosto de esconder a prótese. A oficina não trabalhou só a moda, mas a autoestima. Temos uma impressão de que a deficiência é feia, a gente pensa que não pode se vestir com determinadas roupas, mas não é assim" afirma Souza, que sofreu um acidente de moto em 2014 e teve o braço e a perna do lado direito amputados.

Marcas e coleções focadas nesse público têm surgido com a proposta de peças atemporais e funcionais. Neste mês, a Riachuelo lançou sua primeira linha inclusiva.

Desenhada pelo estilista Alexandre Herchcovitch, a coleção tem bolsos embutidos e velcro ou elástico para fechar as peças. Segundo a marca, a concepção das roupas teve consultoria da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD).

"Não foi fácil fazer essa coleção, porque exige um desenvolvimento grande para ser confortável e fomos na AACD justamente para ver o que estava certo e o que não estava", conta Marcella Kanner, gerente de marketing da Riachuelo. As peças estão disponíveis no site da marca e a meta é, no futuro, oferecer as peças nas lojas físicas e ter coleção para as crianças.

Peças inclusivas

                                           TABA BENEDICTO/ESTADÃO CONTEÚDO
                                      Cleuza Rodrigues, participa de oficina
                                 Cleuza Rodrigues, participa de oficina

Um vestido de noiva adaptado foi o primeiro projeto de Drika Valerio, fundadora da marca Aria Moda Inclusiva. "A gente vende autoestima, conforto, bem-estar, autonomia e praticidade. O que a pessoa levaria 40 minutos para fazer com ajuda, faz em cinco minutos sozinha. Tem pessoas que levam até duas horas e meia para trocar de roupa. Elas acabam ficando em casa, têm depressão baixa autoestima."

A loja é virtual e os preços variam entre R$ 69,99 e R$ 89,99 "Não adianta fazer uma marca inclusiva e não ter um preço acessível", diz Drika.

A empatia por paratletas conduziu a estilista Silvana Louro ao trabalho nesse ramo. Ela é a idealizadora da Equal, que, além de roupas, tem acessórios para pessoas com deficiência.

"A roupa dá identidade e faz uma ponte para a pessoa se comunicar com o mundo. A procura está crescendo, mas é importante ter mais marcas."

Presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel crê que o ramo deve crescer. "Ainda tem um longo caminho, mas vai crescer porque é preciso pensar em todos e pensando no design, na forma para as pessoas ficarem bem."

Psicóloga da Rede Lucy Montoro, Daniele Araújo explica que a roupa promove o resgate da participação e do convívio social. "Sair de casa envolve ter de se vestir. Algumas pessoas evitam beber água para não ter vontade de ir ao banheiro por causa da dificuldade para subir o zíper ou abotoar a calça. O impacto (da moda inclusiva) é maior liberdade para ser aquilo que é, mais alegria e satisfação com a própria vida", destaca.


Quem é a pessoa com deficiência nas festas da família?


A chegada dos últimos dias do ano traz o sumo do espírito natalino com solidariedade, perdão, união e todos os sentimentos mais brandos que não foram lembrados com frequência durante os outros mais de 300 dias. As festas de fim de ano também deveriam ser uma oportunidade para vivenciar a inclusão na prática, ao menos, para familiares de pessoas com deficiência.

Ao gerar um filho com deficiência, é comum que alguns pais e irmãos se fechem em seu núcleo familiar, em decorrência de diversas situações de exclusão que acontecem diariamente. Infelizmente, em algumas das ocasiões o afastamento começa dos próprios familiares, que se recusam a integrar o grupo de apoio daquela criança e fazer não só da vida dela, mas também dos pais, mais digna e confortável.

Incluir a pessoa com deficiência nos jantares, aniversários e festas não deveria ser visto como um favor ou uma opção, mas como um verdadeiro compromisso da parte de todos os integrantes da família. O neto autista, o primo surdo ou o sobrinho cadeirante tem que ser recebido com o mesmo afeto que uma criança sem deficiência. Aquela parente que possui uma deficiência intelectual e não interage da mesma maneira que as outras pessoas, deve ser respeitada em toda a sua singularidade.

A verdade é que não são necessários grandes investimentos para contribuir com o natal de um familiar com deficiência. Colocar uma rampa em casa, aprender o básico sobre Libras, ler sobre as diferenças para saber como receber a pessoa em casa e fazer questão da sua presença e dos seus familiares faz toda a diferença. O mínimo de boa vontade faz com que o PCD sinta-se bem quisto e, de maneira alguma, diferente dos demais.

Natal é época de expressar a solidariedade e o amor pelo próximo. Ano-novo é para respirar fundo, tomar fôlego para o próximo ano, se planejar e agradecer pelas coisas boas e ruins que se passaram. No entanto, de nada adianta tanto ensaio e dedicação para melhorar como ser humano se falta sensibilidade ao olhar para os lados. O cuidado deve começar no próprio quintal.

E, ainda, se não souber como ajudar uma pessoa com deficiência, pergunte para ela ou um familiar mais próximo. Não tenha medo de se aproximar, olhar nos olhos e tratar aquele indivíduo como gente. O ápice do espírito natalino é a vontade de estar pertinho, independente de condições físicas ou intelectuais. O aniversário do indivíduo mais bondoso que esteve na Terra combina com o amor em sua mais pura forma.

10 maiores descobertas médicas de 2019: câncer, Alzheimer e visão

Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

Por: Só Notícia Boa

Tratamentos contra o câncer, contra o Alzheimer, para restaurar os dentes, a visão e a audição do ser humano. Sim, 2019 foi um ano cheio de descobertas médicas.

Apesar de algumas dessas criações estarem em estágios de pesquisa diferentes, cada estudo notável significa um marco no tratamento de problemas mais debilitantes da humanidade.

Veja abaixo o balanço das principais descobertas do ano que termina. Clique nos links para ver os detalhes.

Em vez de atacar as proteínas invasoras típicas associadas à demência, os cientistas conseguiram no início deste mês – pela primeira vez – reverter a demência em ratos com um medicamento que reduz a inflamação.
Até agora, a maioria dos tratamentos contra demência tem como alvo as placas amilóides encontradas em pessoas com doença de Alzheimer. No entanto, experimentos realizados na Universidade da Califórnia, Berkeley, sugerem que o direcionamento da inflamação no cérebro pode impedi-lo.
Se você ainda não tinha motivos para comer brócolis, este estudo publicado em maio diz que o ele contém um ingrediente incrível que pode ser o “calcanhar de Aquiles” do câncer.
O brócolis faz parte da família de vegetais crucíferos, que inclui couve-flor, couve, couve e couve de Bruxelas – e, embora muitas pessoas não gostem do sabor, esses vegetais contêm uma molécula pequena, mas poderosa, que desativa o gene responsável pelo crescimento de tumores cancerígenos, conhecido como WWP1.
Milhões de pessoas cegas poderiam ter sua visão restaurada usando células-tronco retiradas dos olhos de doadores não-vivos, de acordo com uma pesquisa escocesa publicada em março.
Graças ao transplante de tecido pioneiro, oito pacientes com uma condição comum que destrói a visão tiveram a área afetada reparada – e dois pacientes foram capazes de ler novamente depois de uma degeneração macular grave.
Em abril, pesquisadores canadenses desenvolveram um novo tratamento para pacientes com doença de Parkinson com mobilidade reduzida.
Cientistas da Western University, em Ontário, publicaram os resultados de um estudo piloto no qual usaram implantes espinhais para melhorar a função motora em vários pacientes com Parkinson avançado.
Antes do estudo, os pacientes mal conseguiam ficar sozinhos em pé sem cair, ou dependiam inteiramente das cadeiras de rodas para mobilidade. Depois de obter o implante espinhal, no entanto, os pacientes agora são capazes de caminhar sem assistência pela primeira vez em anos.
De acordo com um relatório de maio, as pessoas que apresentam sintomas de ansiedade podem melhorar regulando os microrganismos no intestino com alimentos e suplementos probióticos e não probióticos.
Os sintomas de ansiedade são comuns em pessoas com doenças mentais e uma variedade de distúrbios físicos, especialmente em distúrbios relacionados ao estresse.
As pesquisas indicam que a microbiota intestinal – os trilhões de microrganismos no intestino que desempenham funções importantes no sistema imunológico e no metabolismo, com mediadores inflamatórios, nutrientes e vitaminas essenciais – pode ajudar a regular a função cerebral através de algo chamado “eixo intestinal-cérebro”.
Em agosto, pesquisadores da Johns Hopkins Medicine anunciaram que podem ter encontrado a chave para restaurar a audição em pessoas com surdez irreversível.
Usando ferramentas genéticas em camundongos, pesquisadores da Johns Hopkins Medicine dizem que identificaram um par de proteínas que controlam com precisão quando as células de detecção de som, conhecidas como células ciliadas, nascem no ouvido interno dos mamíferos.
“Os cientistas há muito tempo procuram os sinais moleculares que desencadeiam a formação das células ciliadas que detectam e transmitem som”, diz Angelika Doetzlhofer, professora associada de neurociência da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins. “Essas células ciliadas são um importante participante da perda auditiva, e saber mais sobre como elas se desenvolvem nos ajudará a descobrir maneiras de substituir as células ciliadas danificadas”.
O MDMA agora está sendo reconhecido como uma cura inovadora para trauma emocional. Uma nova clínica na Pensilvânia pode se tornar uma das primeiras instalações legalmente liberadas nos EUA para uso da droga psicoativa no tratamento de traumas emocionais resistentes.
Agora que supostamente abriu suas portas em Wyndmoore, o centro médico de Landing se especializará no uso de vários medicamentos psicoativos para tratar uma variedade de distúrbios de saúde mental.
A clínica tem pressionado para receber a aprovação do FDA para uso de psicoterapia assistida por MDMA em pacientes cujo Transtorno de Estresse Pós-Traumático não pode ser tratado.
A restauração dos dentes pode em breve ser uma coisa do passado, graças a essa inovação de cientistas chineses.
Em setembro, uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Zhejiang desenvolveu um gel que faz o reparo do esmalte.
O esmalte é a substância mineralizada que protege a superfície dos dentes. Embora seja um dos tecidos mais difíceis do corpo, é propenso à degradação ao longo do tempo, principalmente como resultado da exposição consistente a certos ácidos encontrados em alimentos e bebidas. E também sofre com a cárie dentária, uma das doenças crônicas mais prevalentes entre os seres humanos.
O câncer de pâncreas é classificado como uma das formas mais mortais de câncer, com uma taxa de mortalidade de 95% e é resistente a todos os tratamentos atuais.
No entanto, este estudo da Universidade de Tel Aviv, publicado no início deste mês, descobriu que uma molécula pequena tem a capacidade de induzir a autodestruição de células cancerígenas do pâncreas. A pesquisa foi realizada com xenoenxertos – transplantes de câncer de pâncreas humano em camundongos imunocomprometidos.
O tratamento reduziu o número de células cancerígenas em 90% nos tumores desenvolvidos um mês após a administração.
Um estudo publicado em janeiro descobriu que a exposição à luz azul é um tratamento não farmacêutico eficaz para pressão alta, o que reduz simultaneamente o risco de desenvolver doenças cardiovasculares.
Os pesquisadores que fizeram o estudo na Universidade de Surrey e da Heinrich Heine University Duesseldorf descobriram que a exposição à luz azul do corpo inteiro reduziu significativamente a pressão arterial sistólica dos participantes em quase 8 mmHg, em comparação com a luz de controle que não teve impacto.
O mais notável é que a redução da pressão arterial a partir da luz azul é semelhante à observada em ensaios clínicos com medicamentos para baixar a pressão arterial.

5 pontos turísticos com acessibilidade no centro de São Paulo

5 pontos turísticos com acessibilidade no centro de São Paulo

por Ricardo Shimosakai

Ricardo Shimosakai, diretor da Turismo Adaptado e especialista em turismo acessível, se considera um “turista profissional”. Paraplégico, ele elaborou um mapa do centro de São Paulo com lugares que são adaptados para receber pessoas com deficiências físicas ou são cadeirantes.
O assunto voltou a ganhar atenção da sociedade no ano passado, quando a Virada Cultural paulistana reduziu o número de atrações com dispositivos para pessoas nessas condições.
Segundo a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), os recursos são escassos e, por isso, a pasta prefere promover pequenas ações na cidade do que elaborar grandes projetos que demandam custos maiores.
Serviços como o Atende e o Bilhete Único Especial são administrados pela secretaria e considerados uns dos principais pontos positivos da cidade em relação a acessibilidade.
Shimosakai costuma publicar resenhas de cidades que são acessíveis e outras que ainda não conseguem dar conta de pessoas com cadeira de rodasBonito, no Mato Grosso do Sul, é um dos destinos que ele recomenda, por exemplo.
“Os instrutores estão capacitados para atender pessoas com deficiência e oferecem vários aparatos para tornar o passeio possível. Eu preciso de uma almofada para andar em barcos com assentos rígidos, e não tive a necessidade de levar minha própria porque os guias tinham o acessório”, conta.
Já o Rio de Janeiro, principal cartão-postal do Brasil no exterior, é uma decepção. “No Cristo Redentor não se chega à plataforma mais alta de elevador, só de escada rolante, inviável se a pessoa com deficiência estiver sozinha. O transporte público também deixa a desejar”, reclama.
Para Shimosakai, o modelo de acessibilidade mundial é Paris, na França — a metrópole possui banheiros públicos, cabines adaptadas, portas maiores para entradas de cadeirantes, calçadas planas e rampas de acesso.
A seguir, a lista elaborada por ele sobre os lugares do centro de São Paulo adaptados para cadeirantes:


Biblioteca Mário de Andrade

Reaberta em 2011 após uma longa reforma que deixou os paulistanos ansiosos, a Biblioteca Mário de Andrade é dona do segundo maior acervo do país, superado apenas pelo acervo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, que guarda 3,3 milhões de itens. Entre eles, há 330 mil livros no prédio da biblioteca. O restante, composto por jornais e revistas, ocupam o prédio anexo.
Na coleção de jornais e revistas, há uma edição do jornal O Diabo Coxo, que circulou entre 1864 e 1865 e que foi o primeiro jornal feito em São Paulo com imagens. Também há exemplares do jornal O Farol Paulistano (1826-1836), o primeiro jornal produzido em São Paulo, e do Zé Carioca, um jornal mimeografado da Força Expedicionária Brasileira (FEB), feito por brasileiros em Florença, na Itália, na época da Segunda Guerra Mundial.

Há ainda raridades como livros de Jorge Amado publicados em russo, polonês, húngaro e chinês, uma carta do padre Manuel da Nóbrega em que ele relata sua estadia em São Paulo, manuscritos do político e escritor Rui Barbosa e até uma espécie de mapa mundi, o mapa chamado Theatrum Orbis Terrarum, de 1595, desenhado pelo cartógrafo Abraham Ortelius.

Além do acervo, a biblioteca é totalmente adaptada para cadeirantes e possui intérpretes de libras, além de itens em braile e em áudio.


Theatro Municipal

Tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o prédio foi construído em 1911 a partir de projetos dos arquitetos italianos Cláudio e Domiziano Rossi, que tiveram a colaboração do brasileiro Ramos de Azevedo — que dá nome à praça próxima ao teatro. Demorou oito anos para ficar pronto, mas hoje seus traços renascentistas barrocos do século XVII são uma ruptura com os prédios sujos e velhos do centro paulistano.
Mesmo antigo, ainda abriga a maioria das apresentações de São Paulo: em 2017, por exemplo, o teatro recebeu 100 mil espectadores em 140 eventos — de óperas, balés e concertos até encontros políticos e sociais. A última transmissão de posse de prefeitos, em 2016, foi feita em uma cerimônia no Municipal. O teatro, porém, é conhecido nacionalmente por sua importância histórica: foi nos seus corredores e palco que aconteceu a Semana de Arte Moderna de 1922, que reuniu um grupo de artistas que questionava os valores da arte e da cultura do início do século XX.

As constantes reformas pelas quais passou nos últimos anos também levaram em conta a acessibilidade: o teatro oferece como recurso para cegos materiais táteis e olfativos sobre a história do edifício. O acesso para cadeirantes é feito através de uma plataforma localizada no portão esquerdo do teatro.


Praça das Artes

Os R$ 27 milhões utilizados para a última reforma do Teatro Municipal, terminada em 2011, também foram colocados na construção de um espaço artístico alguns metros atrás do edifício histórico: a Praça das Artes, onde hoje funcionam o corpo estável e as escolas de formação, como a Orquestra Experimental de Repertório e as escolas municipais de Bailado e de Música.
Quem passa por ali tem a mesma reação de quem se depara com a beleza do teatro no coração do centro paulistano. Uma das características mais fortes da Praça das Artes é o poder de surpreender as pessoas – não só por ser uma instalação cultural, mas por promover a requalificação urbanística do centro da cidade. Localizada entre a avenida São João, a rua Conselheiro Crispiniano e o Vale do Anhangabaú, o complexo criou um novo diálogo com a vizinhança e com os edifícios históricos que, reformados, irão pouco a pouco se incorporar ao conjunto.

O conjunto arquitetônico oferece um pavimento térreo totalmente livre, de forma que as construções de concreto aparente se organizam em volumes, garantindo um espaço de circulação aberto e livre, qualificado por vazios e passagens.

O elemento central é o grande edifício de concreto pigmentado de mais de 28 mil metros quadrados que recebe a sede da Orquestra do Balé da Cidade, a do Quarteto de Cordas e a das Escolas Municipais de Música e de Dança. Como edifício moderno, já foi pensado com todas as características de acessibilidade.


Galeria do Rock

Centro underground, negro, roqueiro, skatista, fashion e migrante de São Paulo, a Galeria do Rock possui mais de 450 lojas direcionadas para diversos estilos e é conhecida por várias gerações de paulistanos que, em algum momento da vida, frequentaram os andares vazados para o Largo do Paissandu. O grande espaço comercial é ideal para quem quer encontrar raridades em vinil, CD’s antigos, camisetas com imagens de artistas e outros artigos musicais.
Construído em 1963, foi chamado inicialmente de Shopping Center Grandes Galerias, onde funcionavam salões de beleza, lojas de serigrafia e assistências técnicas de aparelhos eletro-eletrônicos. No entanto, a partir do final da década de 70, quando as primeiras lojas de disco começaram a se instalar no local, o público que gostava de rock foi tomando conta até apelidar o prédio como ele é conhecido hoje.

As lojas hoje guardam alguns itens que são raridades em mundos muito específicos, como uma das mil unidades espalhadas no mundo de um shape de skate, camisetas de times de beisebol estadunidense, fantasias e adereços de animes japoneses e um dos lugares mais famosos por caçadores de vinil do país: a Baratos e Afins, com mais de 100 mil títulos.

O edifício, apesar de ser velho e de ter certos problemas estruturais, possui rampas e elevadores de acesso.


Terraço Itália

O Terraço Itália é um dos símbolos de São Paulo e um dos mais famosos – e caros – restaurantes da cidade. Localizado no último andar do Edifício Itália, que já foi o prédio mais alto da América do Sul — hoje, perde para condomínios residenciais de Balneário Camboriú, por exemplo, o estabelecimento vale a pena também pela vista da cidade. A revista Veja diz anualmente que ali está o ponto mais belo para se visualizar São Paulo.

Até 2016 a visita ao Terraço Itália era gratuita nos dias de semana, num horário pré-determinado. Agora, há uma cobrança de R$30, mas que dá direito a um drink do dia na casa. Essa visitação acontece todos os dias, das 15h às 19h. Nos demais horários, é aberto apenas para os clientes do restaurante ou bar. Para Shimosakai, “vale a pena chegar um tempo antes para ver o pôr do sol, e depois aproveitar a vista da cidade iluminada pelas inúmeras lâmpadas, num lugar aconchegante e saboreando uma deliciosa refeição servida a luz de velas”.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Vídeo mostra cadeirante sendo carregado por populares dentro estação de metrô em Teresina - Veja o vídeo.

Companhia Metropolitana de Transporte Público (CMTP) informou que a escada rolante será consertada pela empresa contratada para a manutenção até sexta-feira (27).

Por PITV 1, G1 PI

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Elevador quebrado e escada rolante não funciona na estação de metrô do Centro

Um vídeo gravado nessa semana por uma mulher mostra o momento em que um cadeirante é carregada por populares na estação de metrô no Centro de Teresina. A falta de acessibilidade continua sendo causada pelo não funcionamento do elevador e da escada rolante da estação. A Companhia Metropolitana de Transporte Público (CMTP) informou que a escada rolante será consertada pela empresa contratada para a manutenção.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Dentre as 11 estações de metrô situadas na capital, apenas em cinco delas existem estruturas que possibilitem a locomoção de pessoas com deficiência. Além da falta de acessibilidade, o espaço apresenta uma grande quantidade de sujeira. Conforme os funcionários, a estação não tem uma equipe de limpeza há cerca de pelo menos dois anos.

                                 Cadeirante é levado por populares em estação — Foto: Arquivo Pessoal
                   Cadeirante é levado por populares em estação — Foto: Arquivo Pessoal

A falta de acessibilidade no transporte metroviário de Teresina desrespeita a Lei Federal 10.090, de 19 de dezembro de 2000, que prevê critérios básicos para a promoção da acessibilidade de portadores de deficiência com mobilidade reduzida.

O presidente da Companhia Metropolitana de Transporte Público (CMTP), Paulo Martins, informou que a escada rolante será consertada até nesta sexta-feira (27). “A empresa que está retornando para fazer a manutenção. Ela está garantindo que nos entrega até amanhã a escada rolante, que é a estrutura com a situação mais grave”, afirmou.

Fonte: g1.globo.com

Maestro João Carlos Martins ganha luvas biônicas de Natal e volta a tocar - Veja o vídeo

Foto: reprodução Facebook
Foto: reprodução Facebook

Por: Só Notícia Boa

O maestro e pianista brasileiro João Carlos Martins postou um vídeo no Facebook tocando piano com um par de luvas biônicas, que ganhou de presente neste Natal.

É mais um caso de superação na vida do músico. Em fevereiro ele passou pela 24ª cirurgia, nos nervos do braço esquerdo, para interromper dores crônicas e os médicos disseram que o maestro não poderia mais tocar piano, porque a mobilidade ficaria reduzida.

Só que o presente que João Carlos Martins recebeu neste Natal fez o maestro tocar novamente e está comovendo as redes sociais.

O vídeo, postado neste dia 24, já teve mais de 60 mil visualizações, mais de mil comentários e 10 mil curtidas.

O presente

“Um pequeno presente de Natal do maestro e também estudante de piano, com as “mãos biônicas” do Bira de Sumaré. É só um primeiro passo. Vamos caminhando!!!!”, escreveu João Carlos Martins no Facebook.

O maestro recebeu as luvas biônicas de Ubiratan Bizarro Costa, um designer industrial automotivo e professor de desenho de São Paulo.

“Órteses que projetei para o maestro João Carlos Martins. A arte de João não pode parar”, escreveu Ubiratan no Instagram, ao lado da foto do presente (veja abaixo)

Ele explicou em entrevista ao SóNotíciaBoa como as luvas funcionam:

“São luvas adaptadoras que ajudam a flexionar os dedos. As hastes pretas sobre cada dedo funcionam como molas. Quando o maestro aperta as teclas do piano para baixo, as hastes flexíveis puxam para cima, retornando os dedos novamente para a posição normal”, disse Ubiratan.

“É uma solução simples, ou seja, um design minimalista. Mas para eu chegar nesta solução foram 5 meses de projeto e 4 protótipos diferentes”, explicou.

Superação

João Carlos Martins é conhecido pela história de superação, após vários acidentes e problemas que teve com suas mãos – direita e esquerda – ao longo da carreira de sucesso. O maestro teve que parar de tocar por diversas vezes.

A saga começou após um acidente numa partida de futebol, em 1965, durante um treino da Portuguesa, realizado no Central Park, em Nova Iorque.

Ele foi convidado para integrar o time, mas teve uma queda, que perfurou seu braço direito na altura do cotovelo, atingindo o nervo ulnar, provocando atrofia em três dedos, o que o obrigou a parar de tocar por um ano e fez com que ele tocasse com dificuldades até os 30 anos.

De volta ao Brasil, o músico acabou envolvido com o boxe por 7 anos, empresariando Eder Jofre, bicampeão mundial de boxe.

O maestro voltou aos palcos, com muita dificuldade, e depois de longos períodos de fisioterapia, recebeu criticas positivas, e foi aclamado pelo público.

Mas acabou desenvolvendo distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, conhecido como Dort, o que o fez sair do palco mais de uma vez.


Ele fez várias adaptações para continuar tocando, de 1979 a 1985, gravou dez primeiras gravações da obra de Bach, mesmo com todas as sequelas.

Porém voltou a sentir o membro superior direito. João Carlos fez trabalhos de reprogramação cerebral para movimentar a mão direita e a fala após um assalto em 1995, na cidade de Sófia, na Bulgária.

Em 2001, ele gravou o álbum Só para Mão Esquerda, escrito por Maurice Ravel para Paul Wittgenstein que perdeu o membro direito na Primeira Guerra Mundial.

A intenção era de gravar 8 álbuns apenas para a mão esquerda. Mas com o passar dos anos desenvolveu no membro superior saudável, o esquerdo, uma doença chamada contratura de Dupuytren, provocada pela própria contratura, o espessamento da fáscia palmar.

Fora submetido de novo a um procedimento cirúrgico, que não impediu que perdesse os movimento da mão esquerda, inviabilizando tocar piano.

E ele não desistiu. O maestro continuou na carreira, foi homenageado pela Vai-Vai, escola de Samba de São Paulo vencedora com o enredo ” A música venceu”, regendo a bateria em plena Avenida.

Em 2012 João se submeteu a uma cirurgia para a implantar de dois eletrodos do cérebro, com um estimulador eletrônico no peito, para recuperar os movimentos da mão esquerda, já que estava com a distonia bem avançada, atingindo todo o braço e não abria a mão há 10 anos

Em 2017, o maestro executou o Hino Nacional brasileira durante a abertura dos Jogos Paralímpicos de 2016.

Em agosto de 2017, foi lançado o filme “João, o Maestro”, dirigido por Mauro Lima com os atores. Davi Campolongo, na infância, Rodrigo Pandolfo, na juventude, e Alexandre Nero, na idade adulta.

O maestro com o designer e estudante de piano Ubiratan Bizarro Foto: Facebook
O maestro com o designer Ubiratan Bizarro – Foto: Facebook

Órteses criadas por Bira Fotos: Facebook
Órteses criadas por Bira – Fotos: Facebook

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  O presente - Foto: reprodução / Instagram                                                                                             
O presente – Foto: reprodução / Instagram

Um pequeno presente de Natal do maestro e também estudante de piano, com as “mãos biônicas” do @biradesigner8 de Sumaré. É só um primeiro passo. Vamos caminhando!!!!

Surdo, negro e da periferia, brasileiro faz poesia em Libras

Edinho Poesia - Foto: Vagner Vital/Agência Mural
Edinho Poesia - Foto: Vagner Vital/Agência Mural

Por: Só Notícia Boa

O paulistano Edvaldo Santos, de 33 anos quebra as barreiras do preconceito e da comunicação com sua poesia feita em Libras, a Língua Brasileira de Sinais.

Conhecido como Edinho da Poesia, ele é da Cidade Ademar, na periferia da zona sul de São Paulo, mas vive no bairro do Jabaquara com outros três irmãos ouvintes.

Ele é educador e encontrou na poesia uma forma de se comunicar com o mundo. Um jeito de expressar na arte as vivências como negro e surdo em uma sociedade ainda praticamente analfabeta em Libras.

“A arte me mostrou o caminho. Não falo só sobre mim, mas também dos outros surdos, é o que eu vejo na sociedade. O meu poema ‘Mudinho’ é um exemplo disso, os surdos veem e se identificam. Estou criando a minha arte também para falar da comunidade surda, para que eles vejam, para que eles [ouvintes] entendam”, disse à Agência Mural com apoio do intérprete André Rosa.

No ano passado, Edinho chegou a final do Slam BR, a principal competição de poesia falada do Brasil, com a parceira do compositor James Bantu.

“Eu gosto do slam porque é um espaço periférico, se afasta da poética elitista. Estamos falando sobre temas impactam, relevantes”, afirma.

Edinho afirma que sua presença em espaços culturais se torna um ato político. “Entre ser negro e ser surdo, eu acho que o principal ponto é ser negro, sabe”, diz.

História

Aos 13 anos, ele começou a sair sozinho e conhecer grupos de surdos. “Eu ia em vários rolês nas quebradas, trocava ideia, falávamos sobre as nossas vidas, dificuldades e criávamos estratégias. Nós aconselhamos uns aos outros”, disse.

Ele estudou da pré-escola até os 15 anos em uma escola especializada no ensino de pessoas surdas, por meio de bolsa, no Ibirapuera, a cerca de 12 quilômetros de casa.

As atividades culturais desenvolvidas pela escola em convênio ao MAM (Museu de Arte Moderna) de São Paulo, despertaram o primeiro interesse pela arte.

Ele pediu a uma ex-professora para ajudá-lo a trabalhar no MAM como educador, e a partir disso nunca mais parou de fazer arte.

Itaú Cultural

Edinho se apresenta no terceiro fim de semana de cada mês, no Itaú Cultural, na Avenida Paulista, em São Paulo.

“Estou de férias agora, volto depois do mês de janeiro”, disse Edinho em entrevista ao SóNotíciaBoa.

Nas apresentações ele promove vivências para sensibilizar o público em relação à língua e à cultura surdas.

“Nesses encontros, o poeta e educador apresenta performances que, por meio da poesia, unem a arte à Língua Brasileira de Sinais – Olhares Poéticos em Libras [com interpretação em Libras]”, convida o artista no perfil no Instagram.

Trecho da poesia Mudinho:

“Quando eu era pequeno/ diziam: ‘mudinho, mudinho, mudinho’/
Eu já homem feito e barbado/ e eles: ‘mudinho, mudinho, mudinho/
Me casei, tive filho/ e eles: ‘mudinho, mudinho, mudinho/
Eu envelheci, me cansei, me curvei/ e eles: ‘mudinho, mudinho, mudinho/
Mudinho? Não, meu nome é Edinho, porra”.

Brasil

Segundo dados do último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no Brasil, cerca de 9,8 milhões de pessoas possuem deficiência auditiva.

Desses, 2,6 milhões são surdos e 7,2 milhões apresentam dificuldades para ouvir. Entre os que apresentam dificuldade auditiva severa, 15% já nasceram surdos, como é o caso de Edinho.

De acordo com um estudo feito em conjunto do Instituto Locomotiva e a Semana da Acessibilidade Surda, apenas 7% dos surdos completam o ensino superior; 15% concluem o ensino médio; 46% vão até o fundamental e 32% não possuem grau de instrução.

Edinho Poesia - Foto: Vagner Vital/Agência Mural
Edinho Poesia – Foto: Vagner Vital/Agência Mural


Paratleta campeão inspira irmão caçula em campanha da Vivo - Veja o vídeo.

Paratleta campeão inspira irmão caçula em campanha da Vivo

por Ricardo Shimosakai

Família, quando unida, inspira e faz planos. E, para realizá-los, seus integrantes se ajudam, mesmo quando separados fisicamente. Esse é o espírito de uma campanha da Vivo que retrata a conexão familiar no contexto de uma pessoa com deficiência.

No filme da campanha, é a distância, virtualmente, que vemos o primeiro contato entre o paratleta maratonista Leo Melo e seu irmão menor.

Por sinal, Leo é detentor de uma série de recordes nacionais, entre eles o dos 5.000 metros, que conquistou na Suíça. Tornou-se, assim, grande motivo de orgulho para o irmãozinho.

O garoto nitidamente o admira. Ouve seus conselhos. Vibra com suas conquistas. E faz planos inspirados no paratleta.

Aliás, o nome do filme, “Ídolo”, simboliza bem o tipo de sentimento que o pequeno nutre por Leo. E mostra ainda como uma pessoa com deficiência pode servir de exemplo para sua própria família. E para a sociedade como um todo.
Outros atletas com deficiência, amadores ou profissionais, também fazem parte do vídeo da campanha, desenvolvida pela agência Africa para promover os Planos Família 4.5G da Vivo.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Mãe tatua aparelho auditivo em homenagem ao filho: 'Terão que olhar para mim também'

João Pedro Maretto, de 10 anos, de Jundiaí (SP), tem surdez moderada por conta do nascimento prematuro extremo. Mãe decidiu tatuar o aparelho como forma de homenagear o filho.

Por Marília Moraes*, G1 Sorocaba e Jundiaí - *Colaborou sob supervisão de Ana Paula Yabiku.

Mãe tatua aparelho auditivo em homenagem ao filho em Jundiaí — Foto: Dayane Maretto/Arquivo pessoal
Mãe tatua aparelho auditivo em homenagem ao filho em Jundiaí — Foto: Dayane Maretto/Arquivo pessoal

O "amor de mãe" eternizado por meio de uma tatuagem. A professora Dayane Maretto, de 40 anos, moradora de Jundiaí (SP), decidiu tatuar um aparelho auditivo em cima da orelha como forma de homenagear o filho, que é portador de surdez moderada.

Mãe de João Pedro Maretto, de 10 anos, Dayane diz que tomou a iniciativa de fazer a tatuagem para dar suporte ao menino e ajudar a diminuir sensação de diferença que ele sentia em relação às outras crianças.

"As pessoas ficam olhando para ele de forma estranha. Até apontam o dedo e ele se sente mal por isso. Então, agora terão que olhar para mim também e não focar a curiosidade nele", explica.

Mãe tatua aparelho auditivo em homenagem ao filho em Jundiaí — Foto: Dayane Maretto/Arquivo pessoal
Mãe tatua aparelho auditivo em homenagem ao filho em Jundiaí — Foto: Dayane Maretto/Arquivo pessoal

Dayane conta que, devido ao crescimento de João e por ele estar próximo à puberdade, pode passar por situações difíceis. "Desde o ano passado ele comenta comigo que tanto adultos quanto crianças ficam encarando-no, o que me motivou mais ainda a fazer a tatuagem."

Segundo a professora, a família não é muito fã de tatuagens, mas João aprovou e amou a ideia da mãe. "Ele disse que amou, que estamos iguais e que agora falta fazer na outra orelha", brinca.

"Resolvi fazer para homenagear a pessoa mais importante da minha vida, a razão do meu viver. A inclusão é algo complicado e ainda não é aceita pela maioria da sociedade."

Complicações na gravidez

João nasceu no sexto mês de gestação pesando cerca de 530 gramas — Foto: Dayane Maretto/Arquivo pessoal
João nasceu no sexto mês de gestação pesando cerca de 530 gramas — Foto: Dayane Maretto/Arquivo pessoal

Filho único, João Pedro nasceu prematuro, no sexto mês de gestação, pesando cerca de 530 gramas. "Fui diagnosticada com Síndrome de Hellp e entrei em coma. A cesariana precisou ser feita às pressas, eu nem sabia o sexo do bebê", conta Dayane.

"Tivemos uma vida diferente de outras crianças recém-nascidas. Desde não poder sair de casa até não poder receber visitas. Ele precisava ser alimentado de hora em hora para ganhar peso, até com leite com óleo de oliva. Foi um período difícil e nos revezávamos em casa, não dormíamos", lembra a mãe.

A descoberta da surdez parcial se deu aos oito meses de vida, quando Dayane reparou que o bebê olhava muito para a boca enquanto ela falava. "Levei ao médico e fizemos um exame, o qual acusou a surdez pela prematuridade extrema."

João Pedro sofre de perda auditiva moderada em decorrência do nascimento prematuro — Foto: Dayane Maretto/Arquivo pessoal
João Pedro sofre de perda auditiva moderada em decorrência do nascimento prematuro — Foto: Dayane Maretto/Arquivo pessoal

A rotina de cuidados com João começou cedo, como conta a mãe. Ele faz tratamento desde os cinco meses de idade, como fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia.

"Ele demorou para se sentar, falar e andar, e tem cerca de 30% da coordenação motora comprometida, mas vive normalmente. Ouvi dos médicos que ele poderia até vegetar. Hoje o João é uma criança saudável, apesar das limitações. Muito estímulo, amor e dedicação o ajudaram. Ele tem até um canal no YouTube."

O menino estuda em uma escola de ensino comum e leva uma vida como qualquer outro aluno. Segundo Dayane, a escola sempre o recebeu de braços abertos.

"Escolhi uma escola onde tivesse poucas crianças. Mesmo assim, ainda há possibilidade de sofrer bullying. Há criança maldosas, que tiram sarro, que não querem brincar com ele. Mas têm também crianças boas de coração, que não enxergam a criança especial como diferente e, sim, como 'normal'", completa.

Fonte: g1.globo.com