sábado, 4 de janeiro de 2020

Bombeiros usam bote para resgatar cadeirante preso em área inundada por temporal no RJ

Homem foi resgatado na manhã desta sexta-feira (3) e estava preso em casa desde a tarde de quinta (2), quando a chuva intensa atingiu Petrópolis (RJ).

Por Vitor Mattos*, G1 — Petrópolis - * Estagiário sob supervisão de Amaro Mota.

       Homem foi resgatado na manhã desta sexta-feira (3) e estava preso em casa desde a tarde de quinta (2) — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros
Homem foi resgatado na manhã desta sexta-feira (3) e estava preso em casa desde a tarde de quinta (2) — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Um cadeirante de 60 anos foi resgatado na manhã desta sexta-feira (3) pelo Corpo de Bombeiros em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, após ficar preso em casa por conta do temporal que inundou a Rua Rodolfo Bruno, no bairro Corrêas, nesta quinta (2).

De acordo com o comandante do 15º GBM, Gil Kempers, a vítima teve de ser removida da própria residência através de um bote.

Ele foi resgatado e seu estado de saúde é considerado estável. A operação levou em torno de 25 minutos.

O comandante reforçou que em função da previsão de chuvas que podem ser moderadas e fortes nesta sexta, o batalhão está mobilizando maior efetivo e mais viaturas para atender as ocorrências, já que as ações fazem parte do planejamento operacional para desastres naturais.

Cadeirante teve de ser removido da própria residência através de um bote — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros
Cadeirante teve de ser removido da própria residência através de um bote — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Fonte: g1.globo.com

Cachorro com deficiência abandonado duas vezes no mesmo dia aguarda adoção em São Leopoldo - Veja o vídeo.

Animal foi recolhido pela Secretaria de Proteção Animal. Dez famílias demonstraram interesse em adotá-lo. Antigos tutores podem responder por maus-tratos e abandono.

Por G1 RS

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Cão com deficiência abandonado duas vezes no mesmo dia aguarda adoção em São Leopoldo

Um cachorro sem raça definida e com deficiência nas duas patas dianteiras foi abandonado duas vezes, nesta quinta-feira (2), em São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Ele foi recolhido pela Secretaria de Proteção Animal de São Leopoldo (Sempa) e aguarda adoção. 

Clique AQUI e assista ao vídeo.

Segundo Anderson Ribeiro, secretário de Proteção Animal, um homem entregou o cão ao Sempa dizendo tê-lo encontrado na rua em frente ao trabalho. Como o cão estava com coleira e em bom estado de saúde, e há um cachorro com a mesma deficiência conhecido pela comunidade como Berlim, o secretário acreditou na hipótese de que ele estaria perdido da família.

No mesmo instante, decidiu ligar para a dona, que informou que Berlim estava em casa. Logo, aquele seria outro animal.

"Postei no Facebook e fiz um vídeo. Uma mulher de Camboriú identificou o cão e o dono. Buscamos o homem e o veículo, mas não tivemos sucesso. No fim da tarde, encontramos a mulher [do homem que entregou-o ao Sempa], e ela admitiu que o cachorro era deles há dois anos", relata o secretário.

Cachorrinho abandonado está aguardando adoção em São Leopoldo — Foto: Reprodução/Câmera de segurança
Cachorrinho abandonado está aguardando adoção em São Leopoldo — Foto: Reprodução/Câmera de segurança

O cão foi identificado como Tintim. Mesmo assim, receoso com a história contada pela dona, Anderson decidiu registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil. No entanto, ao mesmo tempo, recebeu um vídeo em que uma mulher abandonava o mesmo cão em frente a uma empresa naquele mesmo dia, mais cedo.

Era a própria dona, reconhecida por ele, em registro que, segundo o secretário, contrariava a versão apresentada por ela.

"Ela jogou o cão na frente da empresa do marido e foi embora. Ele pegou o carro da empresa, foi embora e abandonou [o cão] bem em frente à Sempa. Eu o vi e vi o carro. A empresa reconheceu que entregou o carro para ele, que é mecânico. Usou o carro sem autorização", diz Anderson.

Tintim aguarda adoção no canil de São Leopoldo — Foto: Sempa / Divulgação
Tintim aguarda adoção no canil de São Leopoldo — Foto: Sempa / Divulgação

O secretário diz que irá denunciar o casal por abandono de animal à Polícia Civil, ao Ministério Público e à Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

"A ocorrência policial fica limitada ao fato que presenciei, que é o abandono. Mas a história teve um desenrolar muito maior. Então, vou juntar tudo, descrever minuciosamente e entregar à Promotoria de Justiça Criminal do município", afirma. "Também vou entregar no Meio Ambiente, porque abandono de animal, em São Leopoldo, é crime ambiental", acrescenta.

O cão está abrigado no Canil Municipal e aguarda adoção. Segundo Anderson, ele está bem e já teve 10 interessados em adotá-lo.

Foram agendadas entrevistas na segunda-feira (6) para encontrar um novo tutor ao animal. Para o secretário, Tintim não deve voltar à casa dos antigos tutores.

"Eles alegam que a história é mentirosa, que o vídeo é falso e que ele não foi abandonado. Querem o cachorro de volta. Uma pinoia! Não vou devolver", garante.

Fonte: g1.globo.com

Cachoeira para todos em Itacaré. Acessibilidade e natureza em harmonia.

Cachoeira para todos em Itacaré. Acessibilidade e natureza em harmonia.

por Ricardo Shimosakai

Itacaré é um destino turístico localizado no litoral da Bahia, conhecida pela natureza e suas fazendas de cacau. O ecoturismo é atualmente uma das maiores forças da região.

Na natureza geralmente as adaptações, principalmente aquelas que modificam o local, são muito poucas, afinal isso descaracteriza o cenário. Em muitos casos, alterações são proibidas.

Na foto, uma das cachoeiras de Itacaré, com uma acessibilidade naturalmente fácil. Sem deformações rochosas exageradas, para entrar na água fica mais fácil. Tive ajuda dos guias que me colocaram na água. Aliás, guias bem treinados fazem toda a diferença, principalmente num destino de natureza. E uma de nossas especialidades é a capacitação de profissionais para o atendimento à pessoa com deficiência.

Se você ampliar a foto, irá me ver no meio do lago, me segurando em um arame que fica atravessado, para auxiliar as pessoas, principalmente aquelas que não sabem nadar. Como a água é doce, você só sai molhado, ao contrário do mar, onde fica impregnado de sal e areia.

Este é um dos atrativos turísticos acessíveis de Itacaré, porém é necessário um planejamento para considerar um destino como turisticamente acessível. É nessa proposta, que sempre procuramos trabalhar o destino como um todo, onde participam hospedagens, agências, guias de turismo, atrativos e até órgãos públicos. Foi nessa receita que sempre tivemos os melhores resultados.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

'Fui bombardeada com pêsames', diz mãe de gêmeas com Down

A norte-americana Rachael Prescott, mães das gêmeas Charlotte e Annette, 1 ano, disse que durante a gravidez recebeu condolências e até sugestões para abortar as filhas

CRESCER ONLINE

Charlotte e Annette têm 1 ano (Foto: Reprodução/Mirror)
Charlotte e Annette têm 1 ano (Foto: Reprodução/Mirror)

Palpites e sugestões 'não muito bem-vindos' fazem parte da vida de qualquer gestante. No entanto, a mãe de quatro norte-americana Rachael Prescott, 39, de Oregon, disse ter enfrentado uma verdadeira "avalanche de absurdos" durante a gestação das gêmeas Carlotte e Annette, que completaram 1 ano. Isso porque suas duas meninas possuem síndrome de Down.

Em entrevista ao site Mirror, Rachael contou que durante a gravidez, ela e o marido, Cody, 32, receberam a notícia de que suas gêmeas, provavelmente, precisariam de uma cirurgia cardíaca logo após o nascimento devido a uma doença congênita. No entanto, na época, o grave problema, segundo a mãe, parece ter sido "diminuído" pela possibilidade de as meninas nascerem com Down. "Na minha primeira consulta pré-natal, por volta de oito semanas, seis especialistas se revezaram na revisão dos exames e na apresentação dos mesmos resultados. Ficamos sentados, confusos com a preocupação dos médicos ao saberem que nossas garotas poderiam ter a síndrome de Down, quando, sem dúvida, tiveram graves problemas cardíacos. As informações sobre como superar a situação cardíaca foram diminuídas pelo impulso de testes genéticos e possíveis meios de aborto. Eu queria explicar o quão longe estava do desejo de terminar minha gravidez, mas naquele momento eu só conseguia sentar em silêncio", lembra.

                     Rachael com suas gêmeas sapecas (Foto: Reprodução/Mirror)
                  Rachael com suas gêmeas sapecas (Foto: Reprodução/Mirror)

Rachael disse que até o parto, mesmo depois de enfatizar sua empolgação com o pensamento de adicionar dois novos membros à família, os médicos continuaram expressando suas preocupações de que elas pudessem nascer com a síndrome de Down. Seis meses após o nascimento, Charlotte passou por uma cirurgia cardíaca, e, felizmente, Annette nasceu sem nenhum problema. "Enfrentamos doenças cardíacas congênitas e, quando elas nasceram, comemoramos a notícia de um diagnóstico confirmado de síndrome de Down. Os médicos geralmente sugerem que os gêmeos nasçam por cesariana, pois pode ser arriscado, mas nossas orações foram atendidas por um parto natural e dois bebês que não precisaram ser levados às pressas para uma mesa cirúrgica. Ficamos muito agradecidos e aliviados. Os que nos cercavam, no entanto, abordaram o tópico da síndrome de Down com timidez. Acharam que a gente estava de luto, mas rapidamente asseguramos a eles a falta de tristeza em nossos corações com relação a nossos dois belos corações batendo e seus cromossomos extras", disse.

"Depois que as meninas nasceram, mergulhamos entusiasmadamente em todas as coisas da síndrome de Down", completou Rachael. Segundo ela, que também é mãe de Easton, 6, e Hudson, 4, embora Annette e Charlotte sejam menores do que deveriam e se desenvolvam um pouco mais devagar, elas não são diferentes de qualquer outra criança de um ano de muitas maneiras. Ela agora incentiva pais e médicos a deixarem de lado a condição de seus filhos e abraçá-los. "Eles adoram brincar com seus irmãos mais velhos e amam seu cachorro, Max. O amor louco que temos por nossas meninas supera qualquer tensão emocional resultante de suas necessidades médicas. Eu ainda escolheria meus filhos exatamente como eles são", finalizou.

Gêmeas completaram 1 ano (Foto: Reprodução/Mirror)
Gêmeas completaram 1 ano (Foto: Reprodução/Mirror)

Sem dinheiro para saúde, Rio gasta R$ 18,4 milhões no réveillon de Copacabana

Sem dinheiro para saúde, Rio gasta R$ 18,4 milhões no réveillon de Copacabana


A organização de toda a festa do réveillon do Rio vai custar R$ 18,4 milhões.

O valor inclui montagem de palcos da cidade, cachê de artistas e despesas com aluguel de balsas, entre outros gastos não apenas na praia de Copacabana mas também em outros oito pontos onde estão previstos shows de fogos e de artistas.

A estimativa foi feita pelo GLOBO, com base em informações divulgadas pela Riotur e publicações no Diário Oficial do Município.

Do cálculo, ainda ficaram de fora apenas as despesas de rotina da prefeitura para mobilizar a máquina pública — tais como a limpeza das praias e salários de servidores mobilizados para o evento.

Crise na saúde

No início de zembro, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), afirmou não ter como ajudar a prefeitura da capital fluminense, imersa em uma crise financeira.

“Não tenho como emprestar dinheiro. O estado está em recuperação fiscal. A crise da Prefeitura do Rio não pode ser resolvida pelo governo. Aliás, é bom lembrar que temos outros municípios para ajudar. O governo federal pode ajudar mais”, disse Witzel.

Em 13 de dezembro O Ministério da Saúde acertou o repasse de R$ 152 milhões para ajuda emergencial do Governo Federal ao município do Rio de Janeiro.

Ou seja, o contribuinte brasileiro banca a queima de fogos em Copacabana.

Prédios sem placas em braille no DF terão que pagar multa de até R$ 2,5 mil

Lei foi sancionada pelo governador em exercício, Paco Britto, nesta quinta-feira (2). Fixação das placas já era obrigatória, mas não existia punição.

Por Carolina Cruz e Pedro Alves, G1 DF

Placa em braille — Foto: Aline Nascimento/G1
Placa em braille — Foto: Aline Nascimento/G1

O governador em exercício, Paco Britto (Avante), sancionou lei que prevê multa de até R$ 2,5 mil para edificações do Distrito Federal que não tiverem placas informativas em braile, voltadas a deficientes visuais. A regra também vale para pontos de ônibus e estações de metrô.

Publicada no Diário Oficial do DF desta quinta-feira (2), a lei já está em vigor. A fixação das placas em braile já é obrigatória desde 2000, por ordem da lei distrital 2.536.

Porém, até então, não existia sanção para quem descumprisse a norma. Questionado pelo G1, o DF Legal informou que já verificava a existência dessas placas ao fazer vistorias para concessão de habite-se. No entanto, não podia aplicar punições.

Para a presidente da Associação Brasiliense de Deficiente Visuais (ABDV), Denise Braga, a lei representa avanço, mas não é suficiente para garantir a acessibilidade. “Leis temos muitas, mas a fiscalização é pouca”, afirma (veja mais abaixo).

O que diz a regra

As placas devem ser fixadas nos seguintes locais:
  • Edifícios de órgãos ou entidades públicas para indicação dos nomes das diferentes repartições;

  • Edificações verticais para indicação dos andares;

  • Elevadores para indicação dos andares de paradas e dos demais comandos;

  • Pontos de ônibus para localização deles e indicação das linhas por eles servidas;

  • Estações do Metrô-DF para indicação de trajetos, intervalos entre viagens, localização da estação e outras informações necessárias à utilização segura pelo portador de deficiência visual

Segundo a norma, a multa de R$ 2,5 mil deve ser aplicada a instituições privadas que não cumprirem a regra. O valor deve ser dobrado em caso de reincidência e atualizado de acordo com a inflação.

Quando o descumprimento ocorrer por órgão público, a lei prevê a aplicação de “penalidades administrativas”. O texto determina ainda que as placas sejam confeccionadas segundo as regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O projeto que deu origem à lei é de autoria do presidente da Câmara Legislativa do DF, Rafael Prudente (MDB) e foi aprovado pela Casa.

O que diz a ABDV

Segundo a presidente da ABDV, Denise Garcia, “o governo cobra mas é o primeiro a não cumprir essas coisas”. Ela afirma que “todo avanço é bem-vindo”, mas que, além das placas, outras medidas são necessárias para garantir a inclusão dos deficientes visuais.

“Se tenho a placa mas não tenho o piso tátil para me levar até lá, não adianta. É uma parte da inclusão. É a construção de uma sociedade mais inclusiva, mas ainda não é suficiente.”

Fonte: g1.globo.com

Hospitais no Pará abrem inscrições de processo seletivo para diversas áreas

Todas os processos também tem vagas destinadas a Pessoas com Deficiência (PCD) e podem ser feitas através do site.

Por G1 PA — Belém

Hospital Galileu Belém Ananindeua Pará — Foto: Carlos Sodré/ Agência Pará
Hospital Galileu Belém Ananindeua Pará — Foto: Carlos Sodré/ Agência Pará

O Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém está com vaga aberta para Técnico em Segurança do Trabalho. Também foi aberto o processo de seleção para diversas vagas em hospitais públicos do estado do Pará, nas cidades de Ananindeua e Santarém. Todas os processos também tem vagas destinadas a Pessoas com Deficiência (PCD) e podem ser feitas através do site.

Em Belém, para trabalhar no Hospital Público Estadual Galileu (HPEG). No Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, a vaga disponível é para Fisioterapeuta.

No Hospital Regional do Baixo do Amazonas, as vagas são destinadas, exclusivamente, para Pessoas com Deficiência (PCD). As oportunidades são para Agente de Portaria, Auxiliar Administrativo e Técnico de Enfermagem.

Inscrições

Os interessados devem acessar o site da Pró-Saúde e selecionar o menu "Trabalhe Conosco". Em seguida, clicar em "Conheça nossas vagas" e depois selecionar a vaga na qual deseja se cadastrar, no município do hospital e cadastrar seu currículo.

Fonte: g1.globo.com

Apenas 30% dos empregos destinados a pessoas com deficiência estão preenchidos na região - Veja o vídeo.

Das 3.780 vagas em São Carlos, Araraquara e Rio Claro, 1.131 estão ocupadas. Um dos problemas é a falta de qualificação.

Por G1 São Carlos e Araraquara

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Apenas 30% das pessoas com deficiência com direito à cota estão empregadas em São Carlos

Apenas 30% das vagas destinadas à cota para pessoas pessoas com deficiência (PCD) estão preenchidos em São Carlos, Araraquara e Rio Claro (SP), segundo o Ministério do Trabalho. Um dos maiores problemas é a falta de qualificação.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Do total de 3.780 vagas destinadas a PCD nas três cidades, apenas 1.131 estão ocupadas e 2.449 estão disponíveis.

Mercado de trabalho

O coordenador de mídias Renan Faria de Mateus teve um câncer na retina do olho direito e aos 2 anos teve que retirar o globo ocular e a musculatura.

Ele começou a trabalhar aos 15 anos em uma empresa de marketing digital, onde conseguiu estágio, e já foi promovido.

O coordenador de mídias Renan Faria de Mateus conseguiu estágio e foi promovido em empresa de São Carlos — Foto: Reprodução/EPTV
O coordenador de mídias Renan Faria de Mateus conseguiu estágio e foi promovido em empresa de São Carlos — Foto: Reprodução/EPTV

“Entrei na empresa há 1 ano e dois meses como analista de dados e fui promovido para coordenador de mídias. A empresa tem me dado várias oportunidades, completa meu curso de estatística na faculdade”, disse.

Falta de qualificação

Essa realidade ainda é muito difícil de se ver no interior de São Paulo. “Como as empresas da cidade são de alta tecnologia, elas exigem uma certa formação para que as pessoas possam ocupar essas vagas e não encontram, por isso as vagas ficam pendentes”, disse o secretário da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Carlos, José Paulo Gomes.

“A gente tem sim a necessidade de contratação de pessoas com deficiência, mas quando a gente olha para o mercado é muito difícil e isso acontece pela dificuldade de qualificação para as vagas que a gente tem”, destacou a gerente de recursos humanos, Carol Marimoto.

A gerente de recursos humanos, Carol Marimoto — Foto: Reprodução/EPTV
A gerente de recursos humanos, Carol Marimoto — Foto: Reprodução/EPTV

Obstáculos na busca por vaga

O estudante Felipe Martinez Gobato tem Síndrome de Asperger e está em busca de emprego em São Carlos. Ele estuda bastante e se atualiza dos assuntos pela internet.

"Dificuldade de entender, interpretar, algumas dificuldades no relacionamento com pessoas, se apresentar numa multidão muito grande, falar”, explicou.

Por causa da dificuldade em se relacionar, ele enfrenta obstáculos para ter a carteira assinada. “Preconceito desse mal entendimento de como é, dessa falta de filtro de como é tratado essa causa, acaba gerando um certo desconforto tanto para mim, como para quem está contratando. Só precisa da oportunidade”, afirmou.

O estudante Felipe Martinez Gobato tenta vaga em São Carlos — Foto: Reprodução/EPTV
O estudante Felipe Martinez Gobato tenta vaga em São Carlos — Foto: Reprodução/EPTV

Fonte: g1.globo.com

Diabetes: um retrato desse desastre mundial - Veja o vídeo.

Livro mostra como a doença atingiu níveis de epidemia ao redor do planeta

Por Mariza Tavares* - Rio de Janeiro

Amy Moran-Thomas e seu novo livro: "Traveling with sugar: chronicles of a global epidemic” — Foto: Divulgação
Amy Moran-Thomas e seu novo livro: "Traveling with sugar: chronicles of a global epidemic” — Foto: Divulgação

Há dez anos a antropóloga Amy Moran-Thomas, professora do Massachusetts Institute of Technology (MIT), se dedica a pesquisas etnográficas para estudar o diabetes em seu contexto social: dentro das famílias e comunidades. Seu novo livro, "Traveling with sugar: chronicles of a global epidemic” (“Viajando com o açúcar: crônicas de uma epidemia global”), foi publicado mês passado e mostra o quadro desolador de Belize, país pobre da América Central cujos habitantes têm uma dieta alimentar baseada em arroz branco, açúcar branco e farinha branca. Em Belize, viajar com o açúcar é uma expressão utilizada para se referir a quem convive com o problema.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Ali, pacientes que precisam de insulina diariamente sofrem com cortes de energia que os impedem de manter o medicamento na geladeira. Os médicos aconselham que guardem os remédios em mercados próximos que disponham de gerador. “A imagem de garrafas de refrigerante estocadas ao lado de frascos de insulina não sai da minha memória”, diz a pesquisadora.

A Federação Internacional do Diabetes estima que 425 milhões de pessoas tenham a doença, mas esse total deverá chegar a mais de 600 milhões no máximo em duas décadas. De acordo com a entidade, as mortes causadas pelo diabetes superam as por HIV e câncer de mama somadas. Se os sintomas iniciais são fome e sede excessivas, as complicações a longo prazo podem ser devastadoras: acidente vascular cerebral, infarto, falência renal, cegueira, amputação de membros. “Há tanto lucro associado a produtos que levam a essa condição quanto dinheiro sendo ganho nos tratamentos para controlar a doença, de modo que fica difícil imaginar como interromper esse processo”, lamenta Moran-Thomas.

O drama não está circunscrito a nações pobres. Há 30 anos, a China estimava ter 1% de diabéticos. Hoje são 11%, quase o equivalente ao percentual dos Estados Unidos. Em números absolutos, o total é assombroso: 116 milhões de pessoas. O enriquecimento do país foi acompanhado pelo consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas com açúcar. Em Beijing, por exemplo, um quarto dos adultos está obeso. De acordo com reportagem da revista “The Economist”, o sistema de saúde não responde como deveria. Pesquisa realizada em 2013 descobriu que 65% dos diabéticos não sabiam da sua condição. Apenas um terço recebia tratamento, mas metade desse grupo não mantinha os níveis de glicose sob controle.

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Diabetes é uma doença sileciosa; entenda os tipos

Mariza Tavares*
Jornalista, mestre em comunicação pela UFRJ e professora da PUC-RIO, Mariza escreve sobre como buscar uma maturidade prazerosa e cheia de vitalidade.

Blitz de cadeirante. Humor no canal Parafernalha - Veja o vídeo.

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por Ricardo Shimosakai

Canal Parafernalha satiriza uma situação onde a polícia faz uma blitz e para um cadeirante para averiguação. Pedem habilitação e o documento do carro como se a pessoa fosse um motorista e a cadeira de rodas um veículo.

Suspeitando que o rapaz esteja alcoolizado, pedem que ele ande em linha reta para provar que está sóbrio. Como ele não obedeceu às ordens dos policiais, seu “veículo” foi apreendido.


É claro que todos esses absurdos é que fazem a situação ficar engraçada. Nos comentários, parece que algumas pessoas criticaram dizendo ser preconceito. Mas vários cadeirantes comentaram em defesa, dizendo que não há nada de mal no vídeo, afinal não estão rebaixando a moral do cadeirante. Na verdade a situação coloca os policiais como ignorantes.

Mas isso seria um desrespeito à polícia? Na verdade, o humor sempre vai atacar ou ironizar alguma situação. Nesse contexto, algumas pessoas podem se sentir ofendidas ou humilhadas. Mas é preciso da compreensão de todos, e permitir que essas “zoeiras” sejam feitas, afinal se tudo fosse tão educadamente feito, não existiria o humor.

Esta é uma polêmica que surgiu não faz muito tempo, e que agora questionam, qual o limite do humor? Humoristas defendem dizendo que, antigamente era livre e muito engraçado chamar de preto o ator Mussum no seriado Os Trapalhões, e todo mundo achaca graça. Hoje isso já não é mais “politicamente correto”.

Na verdade, tudo depende da situação onde é colocada. De forma descontraída, a própria pessoa com deficiência brinca com sua condição ou de colegas, colocando a deficiência como o ponto central da piada. Quem sabe isso seja até um recado, querendo dizer que a deficiência não é uma tragédia, e que pode ser levada na brincadeira.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

70 anos de Osmar Santos: Esporte Espetacular presta homenagem ao eterno locutor brasileiro - Vejam os vídeos.

Dono de bordões inconfundíveis, Osmar assiste a depoimentos de amigos e personalidades do esporte sobre ele

Por Felipe Ruiz e Renato Peters — São Paulo

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Esporte Espetacular homenageia Osmar Santos - O pai da matéria

“Tiro-lirolá, tiro-liroli”; “ripa na chulipa, pimba na gorduchinha”; “e que gooooool...”.

Esses bordões, que ecoavam pelos estádios e pelas casas de milhões de brasileiros, fazem a nossa memória ir ao encontro de um único nome: Osmar Santos.

Clique AQUI para ver os vídeos.

O eterno locutor brasileiro completou 70 anos em julho. Veja, no vídeo acima, a homenagem preparada pelo Esporte Espetacular, com depoimentos de grandes narradores sobre Osmar Santos.

Confira alguns deles:

"Ele tinha transmissões revolucionárias, um jeito novo de transmitir, uma linguagem muito moderna para a época" – Oscar Ulisses, irmão de Osmar e narrador da Rádio Globo.

"O Osmar Santos foi um gênio da comunicação, um gênio do rádio. Ele veio, chegou, aconteceu e marcou" – Galvão Bueno, narrador da TV Globo.

"Quando eu fui para a Rádio Globo, o Osmar Santos era o cara que eu queria ser" – Cleber Machado, narrador da TV Globo.

                     Oscar Ulisses, narrador da Rádio Globo e irmão de Osmar Santos — Foto: Felipe Ruiz
       Oscar Ulisses, narrador da Rádio Globo e irmão de Osmar Santos — Foto: Felipe Ruiz

Há 25 anos, em 1994, um acidente de carro causou uma fratura de crânio em Osmar. Após duas cirurgias, ele sobreviveu. Mas a lesão no cérebro afetou o que era primordial para o locutor.

Tem essa ironia cruel de perder a fala, essa fala rápida de várias palavras por minuto. Ele perde isso, justamente o grande dom dele. E aí ele consegue se reinventar de uma maneira mágica – comenta Vitor Santos, filho de Osmar.

                          Osmar Santos hoje se dedica à pintura — Foto: Felipe Ruiz
                      Osmar Santos hoje se dedica à pintura — Foto: Felipe Ruiz

Hoje, em vez da velocidade com a voz, Osmar passa o tempo na tranquilidade das mãos. A pintura é um de seus maiores hobbies. Ele, inclusive, já expôs e vendeu várias obras. As palavras monossilábicas e o sorriso fácil, tão notáveis atualmente, carregam toda a história marcada para sempre no rádio e na TV, além de simbolizar um singelo desejo: vida longa ao pai da matéria.

– Sinceramente? O Osmar me ensina mais depois do acidente. Eu tenho agora dois caminhos: ou viver com o que eu tenho, com o que sobrou, ou ficar reclamando o que eu perdi – comenta Oscar Ulisses.

Casagrande faz homenagem a Osmar Santos

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Na Sala do Casa: Casagrande relembra gols narrados por Osmar Santos

Vanessa Cristina é campeã entre os cadeirantes da 95ª Corrida de São Silvestre

Paratleta cadeirante de Santos completou a prova em 44min22s

Por GloboEsporte.com — Santos, SP

Vanessa Cristina confirmou o favoritismo na 95ª Corrida de São Silvestre — Foto: Divulgação/Unimes
Vanessa Cristina confirmou o favoritismo na 95ª Corrida de São Silvestre — Foto: Divulgação/Unimes

A cidade de Santos terminou 2019 com um grande êxito no esporte, alçado pela paratleta santista Vanessa Cristina. Pela terceira vez seguida, a esportista foi campeã da Corrida de São Silvestre, realizada nesta terça-feira, no último dia do ano, em São Paulo. Vanessa foi a mais rápida entre cadeirantes na 95ª edição da prova.

Representante da equipe Fast Wheels/Prefeitura de Santos/Unimes, a paratleta completou o percurso de 15 km da maior prova de corrida de rua do Brasil em 44min22s, batendo seu tempo recorde, que era de 45min52s, alcançado no ano passado.

Estou mega feliz. Fechando este ano com chave de ouro, para começar 2020 muito melhor. A prova é excelente, o tempo estava maravilhoso. O que a gente teve dificuldade foi a subida da Rua Brigadeiro, a mais difícil e a mais dura. Mas, graças a Deus, mantive o tempo e estou muito feliz.

Passada a São Silvestre, Vanessa Cristina fixa a cabeça na disputa da Maratona de Dubai, que será em janeiro e pode lhe trazer a tão desejada e sonhada vaga para os Jogos Paralímpicos de Tóquio.

Pelo que vi, a Maratona de Dubai vai ser rápida. Estou muito confiante que vou conseguir o índice lá para Tóquio. Estou procurando maratonas para poder conseguir. A gente que é cadeirante tem até maio para conseguir. Então, estou nessa briga. Não vou desistir. Mas espero que seja em Dubai –

Este ano, a santista encarou uma sequência de desafios internacionais nas maratonas de Cingapura, de Oita, no Japão, e de Nova York, nos Estados Unidos. Em abril, ela ainda correrá as maratonas de Boston, nos Estados Unidos, e de Londres, na Inglaterra.



No Rio, estudantes dão lição de empatia e inclusão - Veja o vídeo.

Alunos de mecânica de manutenção industrial criam uma cadeira especial para uma colega do curso de logística que tem necessidades especiais.

Por Jornal Nacional

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No Rio, estudantes dão lição de empatia e inclusão

No Rio de Janeiro, um grupo de estudantes deixou uma lição de empatia antes de sair de férias e que serve de inspiração para todos nós e para todos os próximos dias de 2020 que só está começando.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Quantas pessoas passam por você todo dia? E quantas você realmente vê?

Só numa escola, circulam todo dia 1.500 estudantes. E foi num dos corredores que uma professora, de coração e olhos abertos, acabou enxergando o que ninguém ainda tinha visto.

Começava aí uma história de empatia.

Sara Assumpção tem 24 anos e quando não está na faculdade de direito, ela está no curso de logística, numa escola do Senai, na Zona Oeste do Rio.

“Eu tenho artrogripose múltipla congênita. A artrogripose me faz, sim, ter sensibilidade, só que os movimentos são muito reduzidos. Apesar de todas as limitações, eu sempre tive muita vontade de fazer tudo que qualquer outra pessoa faz. Fui ao Rock in Rio já em duas edições, vou à praia, cinema, faço tudo."

Mas na sala de aula ela sentia um incômodo danado.

“Eu sentia dor em determinado momento na perna direita. Essa cadeira, nesse tempo assim, me fazia sentir isso."

Foi aí que o olhar sensível da professora entrou em cena.

“Até então ela estava tentando se adequar ao ambiente. Nós falamos: não, o ambiente vai se adequar a você”, contou Andréa Cristina Vasconcelos, professora de administração e gestão.

Andréa contou a história para alunos de outro curso: o de mecânica de manutenção industrial.

E eles, que nem conheciam a Sara, abriram os olhos para ela. Deixaram de lado o projeto de conclusão de curso que estavam fazendo para inventar um jeito de a Sara estudar sem sentir dor.

Foram muitas e muitas conversas para entender direitinho o que era melhor para ela.

“Ela disse que não tinha que ser inclinado, não tinha que ter travesseiro, não tinha que ter nada, ela escrevia em zero grau, trabalhava em zero grau, tudo para ela era melhor deitada, reto e o computador na frente dela”, explicou Julia Coutinho, aluna de mecânica de manutenção industrial.

Dois meses quebrando a cabeça até que nasceu o Espaço Sara.

“Me trouxe mais autonomia, eu tenho mais independência para fazer minhas atividades”, disse ela.

Sara, que foi para a escola aprender, acabou ensinando tanta coisa.

“A gente tem uma certa prepotência natural de achar ‘eu já sei como lidar, como agir’ e todos os dias eu aprendi com ela também. Eu aprendi como mulher, eu aprendi na questão de ser mais segura”, afirmou a professora Andréa Cristina.

“Se a gente se colocasse mais no lugar do outro, tantos outros projetos dariam certo, tantas coisas estariam acontecendo na vida das pessoas”, conclui Sara.

Passageira com Down a caminho do Nordeste passa mal na imigração em Cumbica e morre em hospital

Mulher de 20 anos tinha síndrome de Down e desembarcou com mãe de voo vindo de Nova York, nos Estados Unidos.

Por Isabela Leite, André Graça e Vivian Reis, TV Globo e G1 SP

Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos — Foto: Sidnei Barros/Prefeitura de Guarulhos
Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos — Foto: Sidnei Barros/Prefeitura de Guarulhos

Uma passageira de 20 anos teve um mal súbito no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na manhã desta quarta-feira (1º), não resistiu e morreu no hospital, segundo a concessionária GRU Airport. Ela tinha síndrome de Down e estava a caminho do nordeste com a mãe.

Inicialmente, a concessionária informou que a mãe da jovem, que a acompanhava na viagem, é que havia morrido. Posteriormente, a GRU Airport enviou uma nota atualizada.

De acordo com a GRU Airport a mulher de 20 anos desembarcou com a mãe de um voo da Delta Airlines vindo de Nova York, nos Estados Unidos. Após a conexão, o destino delas era o nordeste, mas a passageira sentiu-se mal às 8h30, quando passava pela imigração de Cumbica.

Quatro minutos depois, de acordo com a GRU Airport, a equipe médica do Terminal 2 chegou e tentou a reanimação da passageira, sem sucesso. Uma ambulância foi acionada e, às 8h45, a mulher foi encaminhada para o Hospital Geral de Guarulhos.

De acordo com a concessionária que administra o aeroporto, a passageira morreu às 9h25.

A reportagem tentou contato com a companhia Delta Airlines para mais informações sobre a passageira, mas não conseguiu.

As delegacias da Polícia Federal e da Polícia Civil do Aeroporto de Guarulhos não registraram nada sobre o caso, nem o 3º Distrito Policial de Guarulhos, que atende a região de Cumbica.

(CORREÇÃO: ao publicar esta reportagem, o G1 errou ao informar que a mãe da passageira teve um mal súbito em Cumbica e morreu no hospital. As informações eram da concessionária GRU Airport, que posteriormente enviou uma nota atualizada. A informação foi corrigida às 18h58.)

Fonte: g1.globo.com

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Dois meses após receber fígado da mãe, menino com doença rara se recupera em casa em Mogi - Veja o vídeo.

Enzo Jorge Miranda Cordeiro foi diagnosticado com Doença de Wilson. O ano de 2019 foi marcado pela luta, mas no fim a família pode comemorar a vitória.

Por G1 Mogi das Cruzes e Suzano

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Família encerra ano com vitória na luta contra uma doença rara

O ano de 2019 foi marcado por muitas dificuldades, mas termina com gosto de vitória para a família de Enzo Jorge Miranda Cordeiro, de Mogi das Cruzes. Há pouco mais de dois meses, o menino de 9 anos recebeu parte do fígado da mãe para se curar da Doença de Wilson, considerada rara pelos médicos. Mas 2020 promete chegar com mais leveza.

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O menino agora se recupera em casa. Quem olha seu sorriso fácil nem imagina a batalha que ele venceu. O distúrbio provoca uma alteração no metabolismo do cobre. O corpo não elimina a o metal, que se acumula em alguns órgãos, como o fígado, e pode ser vital.

O pai de Enzo diz que até o diagnóstico, o processo foi longo. Como o Enzo não teve nenhum sintoma da doença, tudo foi mais demorado. Depois, de três internações em hospitais diferentes, o menino começou um tratamento com remédio, mas como a doença já estava avançada, só um transplante poderia salvar a vida do filho.

“Foi um processo longo, às vezes doloroso, porque a gente via ele naquela situação e a gente querendo fazer alguma coisa para ajudar e não podia porque dependia dos médicos. Mas acho que foi tudo no tempo correto, no tempo de Deus. Quando a biópsia dele saiu o fígado estava com 80% de necrose. Então, ele praticamente tinha perdido o fígado. A gente acredita que foi Deus que proveu tudo no momento certo, na hora certa”, conta o pai Diego dos Santos Cordeiro.

Enzo, de Mogi, se recupera após ter recebido fígado da mãe. — Foto: Reprodução/TV Diário
Enzo, de Mogi, se recupera após ter recebido fígado da mãe. — Foto: Reprodução/TV Diário

Para a mãe Shirley Miranda Cordeiro, o filho nasceu de novo. “Como eles sabem da gravidade, em uma semana eu fiz todos os exames. Foi o tempo de fazer e agendar. Então foi tudo muito rápido mesmo e aí foi feita a cirurgia no dia 23 de outubro, um mês depois da internação dele e praticamente menos de 15 dias do diagnóstico da doença”, lembra.

Mesmo com a maior batalha da vida desse pequeno herói, a mãe garante que ele está do mesmo jeitinho que sempre foi. “Ele come bem. A tortura dele no hospital era ficar sem comer, dia que tinha que fazer jejum, sabe. Ele continua se alimentando bem, brinca. Quem olha não diz”, diz a mãe.

Para encontrar forças, o que não faltaram foram mensagens de amigos e familiares. Lembranças que o pequeno Enzo faz questão de compartilhar e guardar. O carinho da irmã fiel, parceira de videogame também foi muito importante.

“Eu amo ele muito, mesmo ele me irritando todos os dias. Ele me provoca muito”, brinca Sofia Miranda Cordeiro, de 12 anos.

Para esta família, sem dúvida, 2019 foi marcado por uma luta imensa, mas que fortaleceu ainda mais o laço de amor que existe entre eles.

“A vida do meu filho é um milagre”, diz o pai agora aliviado.

Fonte: g1.globo.com

Casal de cadeirantes improvisa sala de aula na garagem e ajuda a alfabetizar crianças em Ribeirão Preto - Veja o vídeo.

Telefonista Sônia Soranzo, de 60 anos, e aposentado Jeferson Andrade, de 55, ensinam português e matemática de graça. 'Estamos mudando a história com lápis e borracha', dizem.

Por Pedro Martins*, G1 Ribeirão Preto e Franca - *Sob supervisão de Thaisa Figueiredo

Além do português e da matemática, tia Sônia e tio Jeferson ensinam lições de vida em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Pedro Martins/G1
Além do português e da matemática, tia Sônia e tio Jeferson ensinam lições de vida em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Pedro Martins/G1

A telefonista Sônia Soranzo, de 60 anos, e o vendedor aposentado Jeferson Andrade, de 55, enfrentaram muitas dificuldades ao perder o movimento das pernas. Mas a limitação física não impediu o casal de seguir adiante, e serviu de inspiração para a criação de um projeto que ajuda crianças em um momento determinante da vida: a alfabetização.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Apesar de não terem terminado os estudos, Sônia e Jeferson acreditam que só a educação é capaz de transformar o mundo. Por isso, decidiram abrir as portas de casa, no bairro Orestes Lopes de Camargo, em Ribeirão Preto (SP), para meninos e meninas com dificuldade de aprendizagem. É na garagem transformada em sala de aula que eles oferecem aulas de reforço escolar gratuitas.

“A gente levanta a autoestima e mostra que eles são capazes. Começamos pelo básico: ensinamos a ler, escrever e a pensar", diz Sônia. "Tem criança que chegou aqui sem saber ler e escrever, mas hoje está em uma faculdade."

Dedicação

Sônia e Jeferson se conheceram há cerca de 30 anos em um jogo de basquete para cadeirantes. No amor, o casal encontrou a força necessária para superar desafios, que começaram a ser impostos desde cedo.

Ela teve paralisia infantil e, aos 16 anos, precisou trocar as muletas por uma cadeira de rodas devido a uma cirurgia malsucedida na coluna. Com a mesma idade, Jeferson perdeu os movimentos das pernas após uma meningite grave.

As conquistas do casal vieram com suor. Antes de se aposentar, Jeferson vendeu doces no semáforo, enquanto Sônia trabalhava como telefonista. Na folga, eles ainda juntavam latinhas para ter uma renda extra e, pouco a pouco, conseguir levantar as paredes de casa.

Sônia Soranzo e Jeferson Andrade dão aulas de reforço escolar na garagem de casa em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Pedro Martins/G1
Sônia Soranzo e Jeferson Andrade dão aulas de reforço escolar na garagem de casa em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Pedro Martins/G1

Quando terminaram a construção, eles sentiram falta de um compromisso que os mantivessem motivados no dia a dia. Foi quando surgiu a ideia de oferecer as aulas de reforço escolar.

“Um dia, assistindo ao culto, veio na palavra que tinha que investir em educação e cultura. Aí, no outro dia, bateu uma criança na minha porta, pedindo para eu ajudar com reforço escolar, que os pais iam me pagar”, relembra Sônia.

O casal aceitou o pedido, mas dispensou o dinheiro e decidiu chamar outras crianças para participar das aulas. Em pouco tempo, a sala estava cheia. O projeto, batizado de Suave Caminho, atende cerca de 20 crianças com idade entre cinco e 12 anos, divididas entre duas turmas.

Crianças aprendem português e matemática nas aulas da tia Sônia e do tio Jeferson em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Pedro Martins/G1
Crianças aprendem português e matemática nas aulas da tia Sônia e do tio Jeferson em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Pedro Martins/G1

Reforço escolar

Os alunos mais velhos vão à aula de segunda e quarta-feira, enquanto os mais novos frequentam o projeto de terça e quinta-feira. Aos sábados, eles se juntam para aprender a tocar violão com um voluntário da comunidade.

As aulas começam às 17h30 e têm duração de uma hora e meia. Com a tia Sônia e o tio Jeferson, as crianças aprendem a ler, a escrever e a fazer operações matemáticas básicas, como soma, subtração, multiplicação e divisão.

“A gente organiza o alicerce, porque, com um alicerce bem feito, as paredes sobem direito. Agora, se não estiver bem feito, você vai sendo empurrado”, diz Sônia.

Tio Jeferson dedica a vida às aulas de reforço que oferece na garagem de casa em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Pedro Martins/G1
Tio Jeferson dedica a vida às aulas de reforço que oferece na garagem de casa em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Pedro Martins/G1

Tia Sônia e tio Jeferson conhecem as dificuldades de cada criança e procuram tratá-las de maneira individualizada. Quando percebem que um aluno não está se sentindo bem, por exemplo, o casal prefere deixá-lo livre para fazer desenhos ou ler gibi, ao invés de forçá-lo a aprender.

“Estou lidando com gente, não com objetos”, diz Sônia. “Eu abraço, beijo. Se você está contente, ninguém vai dizer 'não fica contente, não'. Agora, se está triste, tem que respeitar também.”

Karina Macedo estuda há 5 anos com tia Sônia e tio Jeferson: 'São meus segundos pais', diz — Foto: Pedro Martins/G1
Karina Macedo estuda há 5 anos com tia Sônia e tio Jeferson: 'São meus segundos pais', diz — Foto: Pedro Martins/G1

Lições de vida

Além do português e da matemática, o casal ensina as crianças a respeitar as diferenças de cada colega para conviverem de maneira harmoniosa. Essas lições não estão nos livros, mas em atividades que fazem parte da rotina dentro da sala de aula, como o compartilhamento do material escolar.

“Cada um tem seu lápis e sua borracha. Mas, antigamente, ficavam em cima da minha mesa e eles compartilhavam”, relembra Sônia. “A essência daqui é o amor. É o ser, e não o ter. Ser amado, ser querido, ser respeitado, ser família.”

Outro aprendizado constante do projeto Suave Caminho é a importância de não desistir dos sonhos, independentemente de qualquer problema. As crianças têm como exemplo a própria história de vida dos professores.

“A maior lição não está na lousa. Está na minha cadeira e na do Jeferson, porque eles veem que o impossível é possível. Basta querer”, afirma Sônia. “A pior deficiência é a preguiça, porque não tem nada que resolva. Não saber não é um problema. Não querer aprender é.”

Na dificuldade, Sônia e Jeferson encontraram inspiração para ajudar o próximo em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Pedro Martins/G1
Na dificuldade, Sônia e Jeferson encontraram inspiração para ajudar o próximo em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Pedro Martins/G1

Amor de pai e mãe

Para oferecer o reforço escolar, o casal diz que tem que se desdobrar. Jeferson, que é aposentado e passa mais tempo dentro de casa, é quem limpa e organiza a sala de aula, enquanto Sônia prepara as aulas e corrige as tarefas dos alunos assim que chega do trabalho.

“Levanto às 4h30, saio às 6h e volto quase 14h. É Deus e nós dois. Não é fácil. Para você colocar essa mesa lá, é um minuto. Para o Jeferson, não. Ele tem que por a mesa no colo e ir com a cadeira. Mas a gente faz. Deus não escolhe capacitados. Ele capacita os escolhidos”, afirma Sônia.

Além das dificuldades provocadas pela deficiência, o casal passa aperto para pagar as contas de água e luz, que aumentaram com as aulas. O esforço, no entanto, vale a pena. Carinhosos, sempre distribuindo abraços e beijos, os dois dizem que os alunos são os filhos que eles não tiveram.

“Luto por eles como lutaria por um filho”, diz Sônia. “Meu sonho é abrir a porta de um consultório e ver uma criança que saiu daqui. A gente está mudando a história com lápis e borracha, não com pote de ouro.”

Sônia Soranzo e Jeferson Andrade improvisaram sala de aula dentro da garagem em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Pedro Martins/G1
Sônia Soranzo e Jeferson Andrade improvisaram sala de aula dentro da garagem em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Pedro Martins/G1

Fonte: g1.globo.com