sábado, 25 de janeiro de 2020

Projeto oferece aulas gratuitas de vela adaptada para pessoas com deficiência - Vejam os vídeos

O "Vela Para Todos" recebe alunos com qualquer tipo de deficiência. Alguns dos participantes já estão se destacando no cenário internacional

Por Carina Ávila — Brasília, DF

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Vela adaptada no Lago Paranoá

O projeto "Vela Para Todos" oferece aulas gratuitas de vela adaptada para pessoas com deficiência. Os treinos são no Lago Paranoá e alguns dos atletas já se destacam no cenário internacional. Pessoas com qualquer tipo de deficiência são bem-vindas e não há limite de idade.

Clique AQUI para ver os vídeos.

É um projeto que o nome diz tudo: é vela para todos. A gente não segrega deficiência. Atendemos qualquer e todo tipo de deficiência, desde o lesado medular ao síndrome de down, deficiência degenerativa, estamos com um projeto agora com deficientes visuais, então é realmente emocionante — diz Estevão Lopes, coordenador do projeto.

Ele perdeu o movimento das pernas quando foi atingido por uma bala perdida em 2012. Durante o período de reabilitação no Hospital Sarah Kubitschek, conheceu a vela adaptada e se apaixonou.

Fui vítima da violência de Brasília. Aparentemente seria uma história triste, mas a partir daí, falei: "Cara, vamos transformar este limão em uma limonada". Não foi fácil no começo. Falo que a gente passa por um período de luto. Mas tive a felicidade de ter aqui em Brasília o Hospital Sarah Kubitschek, que tem como uma das atividades da reabilitação a "vivência esportiva", onde me apresentaram vários esportes — conta Estevão.

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Conheça um pouco mais da história do Estevão Lopes, que já competiu em mais de 30 países

Estevão já competiu em mais de 30 países e usa toda a experiência para ensinar quem está chegando, como a Iracema Sousa. Ela já tinha 48 anos quando praticou um esporte pela primeira vez na vida, em 2015. Iracema teve poliomielite e raquitismo na infância, que atrofiaram algumas partes do corpo dela. Algumas décadas depois, uma colega de trabalho a convidou para fazer uma aula de vela adaptada.

A vela foi meu primeiro esporte, foi o esporte do coração. O esporte que me acolheu, que me inseriu no mundo e me ajudou a superar várias dificuldades. Em 2015, eu estava com depressão e o projeto me ajudou a ficar bem, a vela mudou minha vida por completo — relembra Iracema.

Hoje, ela tem 52 anos e já participou de competição até fora do país. Em julho, ela representou o Brasil no Campeonato Mundial de Vela Adaptada, em Cádiz, na Espanha, e ficou em nono lugar.

Eu me superei na expectativa, porque o primeiro Mundial não é fácil, a gente não conhece, eu nunca tinha velejado no mar. Foi minha primeira experiência internacional, para mim foi muito, muito, muito inexplicável. Você vai com a certeza de que fará o seu melhor, porém surgem vários obstáculos. Encarei e fiquei entre as dez melhores do mundo — relata.

Iracema Sousa ficou entre as dez melhores do mundo no Campeonato Mundial de Vela Adaptada, na Espanha  — Foto: TV Globo/Reprodução
Iracema Sousa ficou entre as dez melhores do mundo no Campeonato Mundial de Vela Adaptada, na Espanha — Foto: TV Globo/Reprodução

Iracema trabalha no Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV). O "Vela Para Todos" fechou uma parceria com o CEEDV e está com um projeto voltado especificamente para os deficientes visuais.

É emocionante ver a alegria das crianças. É incrível como elas se superam, porque elas sentem melhor o vento, elas têm uma percepção mais apurada, sensibilidade para perceber o vento melhor do que a gente que enxerga, é incrível — pontua Iracema.

Além da atividade física e dos campeonatos, os participantes reforçam que o projeto também cria muitos laços de amizade.

Conheci um monte de gente aqui e nós somos todos muito amigos, então é bem legal. Sempre fica melhor quando tem mais gente, por isso já convidei muitas pessoas — enfatiza Bia Mendes, que tem 12 anos e participa do projeto desde os 7.

Bia Mendes, atleta de vela adaptada — Foto: TV Globo/Reprodução
Bia Mendes, atleta de vela adaptada — Foto: TV Globo/Reprodução

"Vela Para Todos"

Local: Clube Nipo (Setor de Clubes Sul)

Mais informações: https://fbva.esp.br

Telefone: (61) 9 9962-9868

Biblioteca Municipal de Tupã conta com acervo para pessoa com deficiência visual

Interessados podem ler no local ou realizar empréstimos do material.

Por Prefeitura de Tupã

Biblioteca Municipal de Tupã conta com acervo para pessoa com deficiência visual — Foto: Prefeitura de Tupã/Divulgação
Biblioteca Municipal de Tupã conta com acervo para pessoa com deficiência visual — Foto: Prefeitura de Tupã/Divulgação

A Biblioteca Pública Municipal Professor Tobias Rodrigues, em Tupã, conta com um acervo 451 obras destinadas a pessoas com deficiências visuais, sendo composto por livros em Braille e audiolivros. Os interessados podem ler no local ou realizar empréstimos mediante ao cadastro. A biblioteca se situa na avenida Tamoios, 1.685; e atende de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

Atualmente, o acervo em Braille conta com 240 exemplares, que são facilmente encontrados no saguão da biblioteca. Além destes, ainda há 211 obras em e-books/audiolivros, que podem ser encontradas em CDs expostos no final da sala de estudos.

De acordo com o bibliotecário Tarciso Vieira Mendes, as obras do acervo destinado a pessoas com deficiência visual seguem as mesmas regras de empréstimos dos demais exemplares, sendo necessário o cadastro.

“Para se tornar um usuário cadastrado da biblioteca e realizar o empréstimo das obras, basta comparecer ao local munido de documento com foto e comprovante de residência. Para cadastro de menores de 16 anos é exigida a presença do responsável legal. A partir deste cadastro, o usuário receberá uma carteirinha, que permitirá a realização de empréstimos”, informou.

A bibliotecária Valentina Terezinha Machado destacou que cada usuário cadastrado pode levar até três itens (entre livros, audiolivros ou DVDs) em empréstimos que podem durar até sete dias (DVDs podem ser emprestados por até três dias); e pode ser renovado se estiver dentro do prazo e se o material não estiver reservado à outra pessoa. Ela ressalta que os empréstimos devem ser feitos com a apresentação da carteirinha.

“Os livros deste acervo ficam logo na entrada da biblioteca, facilitando o acesso e localização das obras. Este espaço foi criado em 2014, reunindo doações da população e da fundação ‘Dorina Nowil para Cegos’. Atualmente, o acervo é composto por obras de literatura clássica de escritores estrangeiros e nacionais”, disse.

O secretário municipal de Cultura, Duda Gimenez, salientou a importância de oferecer alternativas para o acesso democrático à cultura. Ele também destacou que a inclusão possibilita que pessoas com deficiências tenham oportunidades de contato com a cultura e arte.

“O acesso à cultura e às artes devem ser o mais democrático possível, pois estes elementos são fundamentais para o crescimento e desenvolvimento da sociedade. Este acervo já tem mais de 5 anos e conta com centenas de exemplares que podem ser lidos, estudados e emprestados, fomentando a inclusão de pessoas com deficiência visual no acesso a obras clássicas de literatura”, apontou.

O prefeito Caio Aoqui enfatizou a importância de Tupã contar com um acervo com acessibilidade e convidou a população para conferir as obras da Biblioteca Municipal.

“Sabemos que a inclusão e a cultura é um dos pilares para o progresso da sociedade. A presença de livros destinados a deficientes visuais demonstra que nossa biblioteca apresenta recursos para os diversos públicos da nossa cidade. Convido a população para conhecer e usufruir dos recursos oferecidos pela Biblioteca Pública Municipal”, destacou.

Recursos oferecidos pela biblioteca

A biblioteca conta com acervo de livros infantis; estante com os títulos recomendados e destaques, além dos principais jornais locais e nacionais e revistas. Além do saguão, há também uma sala de leitura no interior da biblioteca.

As instalações ainda oferecem outros recursos para pesquisas, como internet via wi-fi para os usuários realizarem buscas e estudos, e o Acessa Livre, onde há computadores em que os usuários podem usar por até 1 hora, podendo se estender por mais tempo caso não haja fila de espera.

Atualmente a Biblioteca conta com mais de 10 mil usuários cadastrados e um acervo com 32.733 obras, sendo estas: 822 DVDs, 240 livros em Braille, 211 e-books/audiolivros e 31.460 livros. Além de acesso a revistas, jornais e os principais periódicos locais, e nacionais.

A consulta aos itens presentes no acervo pode ser feita via  web ou no botão “Biblioteca” localizado no  site da Prefeitura Municipal de Tupã.

Fonte: g1.globo.com

Casal adota menina com necessidades especiais, deixada em hospital

A menina tinha apenas quatro meses quando foi abandonada pelos pais biológicos

A menina foi abandonada pelos pais biológicos em um hospital
A menina foi acolhida por um casal que já tinha 8 filhos

Grace estava fazendo compras quando soube de uma menina abandonada em um hospital. “Oi, Grace. Uma garotinha foi abandonada. Precisamos colocá-la em um lar adotivo. Você pode buscá-la em uma hora?”, dizia a ligação.

Ela e o marido, Jesse, já eram pais de 8 filhos adotivos, quando receberam aquele telefonema. Os dois apenas se olharam e a resposta não poderia ser outra. Após passar em casa para buscar algumas coisas, o casal já estava no hospital. “Quarenta e cinco minutos depois, a princesinha paquistanesa mais perfeita do mundo foi colocada em nossos braços”, relembrou Grace ao site Love What Matters.

A pequena de apenas 4 meses tinha um nome peculiar, Safe Surrender. Apesar do condado em que vivem se chamar Safe, em português o nome da bebê significa algo como “rendição segura”. E ela ainda precisaria passar por alguns exames em um hospital infantil, antes de ser liberada.

Depois de muitas consultas, os médicos chegaram ao diagnóstico de alguns problemas congênitos. A bebê passou por muitas cirurgias e teve que conviver, por meses, com uma bolsa de colostomia.

“Grace, ela tem necessidades médicas bem extensas. Acha que podem lidar com isso? Podemos movê-la para outra casa”, ofereceu a assistente social. Mas o casal jamais pensou em desistir. “Vimos ela se curar e a começar a confiar em nós. Simplesmente a amamos e ela floresceu”, afirma a mãe. Safe enfrentou sua última cirurgia quando tinha 10 meses.

Após um tempo, o telefone de Grace voltou a tocar: “parabéns! Conseguimos uma data em março para a cerimônia de adoção. Convide quem você quiser e vários assistentes sociais estarão presentes. Eles querem ver esse caso até o fim”, dizia. Em 14 de marco de 2018, o casal adotou oficialmente a filha, frente a um tribunal com mais de 70 convidados – entre familiares, amigos e assistentes sociais.

Havia se passado um ano e dois meses desde que eles começaram a cuidar da pequena Safe. “Olhei e vi uma garotinha cujo nome contou a história do seu nascimento: ‘rendição segura’. Uma garotinha que tinha perdido tanto, mas que esperávamos muito mais”, contou Grace. Foi então que lhe perguntaram qual seria o novo nome da filha e a escolha dos papais não poderia ter sido melhor: Arya Hope (hope significa esperança, em inglês).

A pequena Arya Hope, menina que foi deixada em um hospital
Arya Hope, a menina que foi abandonada no hospital, cresceu e continua linda

Fonte: bebemamae.com

Governo assegura inclusão de alunos surdos nas escolas estaduais

Governo assegura inclusão de alunos surdos nas escolas estaduais Tribuna do Vale

De: Agencia de Noticias

Com o objetivo de integrar ainda mais os deficientes auditivos à sociedade, 26 de setembro foi instituído por lei o Dia Nacional dos Surdos. No Paraná, o Governo do Estado garante a inclusão dos jovens surdos nas instituições de ensino estaduais, fazendo com que esses alunos tenham acesso a um processo de ensino e aprendizagem de qualidade.

Atualmente, 1,9 mil estudantes com deficiência auditiva estão matriculados na rede estadual de ensino paranaense. Eles têm direito à mediação de um profissional tradutor e intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras). A solicitação do profissional que faz esse acompanhamento deve ser feita pela escola ao Núcleo Regional de Educação correspondente.

Maria Eduarda Ramos, estudante do Instituto de Educação do Paraná Erasmo Pilotto, em Curitiba, é um dos alunos que têm a inclusão garantida. A sala onde a menina estuda, composta por estudantes ouvintes, conta com a presença de uma intérprete de Libras.

“Eu não me sinto excluída de nenhuma forma. Sempre estou junto com meus colegas, fazendo trabalhos em grupo. Quando eu iniciei aqui, no sexto ano, eu nunca tinha estudado com alunos ouvintes. Eu vim de uma escola que era apenas para surdos. Eu achei muito legal, tanto é que fiz amizades e ensino os sinais para meus amigos””, conta a estudante.

Na sala de Maria Eduarda quem atua é a intérprete Juliana Serrado, que está no Instituto de Educação há 14 anos. Ela explica que, por ser simultâneo, o processo não envolve apenas a mera tradução da Língua Portuguesa falada para Libras, mas também uma interpretação. “É preciso ainda ter uma base do conteúdo que vai ser passado em sala” para que o estudante surdo não perca nada das aulas.

INCLUSÃO –- Além de garantir a presença do intérprete em sala aos estudantes que dominam a Libras, a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte também coloca à disposição dos alunos com deficiência auditiva as Salas de Recursos Multifuncionais Surdez.

Trata-se do Atendimento Educacional Especializado (AEE), realizado no contraturno, que complementa a escolarização curricular dos estudantes surdos via reforço da aprendizagem da Libras e da Língua Portuguesa. Caso não haja uma sala assim na escola onde o aluno está matriculado, é possível frequentar a da instituição mais próxima.

O Estado mantém também três escolas bilíngues (Libras /– Português), instaladas em Curitiba e Londrina, com aulas voltadas somente a alunos surdos, ministradas em Libras por professores que também são surdos ou ouvintes que dominam a língua de sinais. Além das escolas mantidas pelo Governo, a pasta tem parceria com outras nove instituições do gênero em várias regiões do Paraná.

Prefeitura leva acessibilidade aos surdos e cegos durante o Carnaval

“Samba com as Mãos” para os surdos e audiodescrição para os cegos tornam o carnaval da cidade mais acessível

Resultado de imagem para A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), realiza neste ano a 5ª edição do projeto “Samba com as Mãos”, que disponibiliza vídeos com a tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras) dos 14 sambas-enredos das agremiações que pertencem ao Grupo Especial de São Paulo.  Os cegos contam com audiodescrição dos desfiles, direto do sambódromo, pelas redes sociais da SMPED. Nos anos anteriores, pessoas com deficiência visual de outros Estados e de outros países, acompanharam os desfiles e comentaram nas redes sociais sobre a excelente iniciativa! O objetivo é incluir pessoas com deficiência auditiva e visual na maior festa cultural do país.  O Carnaval será em fevereiro, mas os preparativos do projeto começam bem antes. Na semana de 20 à 25 de Janeiro, a SMPED reúne um grupo de intérpretes de Libras e alguns surdos que farão a interpretação. Serão alguns dias de dedicação e empenho em pesquisas que demandam um esforço maior em sua tradução, já que os sambas-enredos, na maioria das vezes, usam palavras de origem africana e ditos populares, e isso exige do tradutor um trabalho em conjunto com o autor da letra para que nada se perca.     Após essa primeira etapa concluída, faremos a gravação da tradução dos enredos em estúdio, 23 e 24 de janeiro. Os surdos acompanham todo o projeto até sua conclusão.  Na terceira etapa acontece o lançamento dos vídeos em Libras nas quadras de cada escola. Antes da maior festa da cidade de São Paulo acontecer, os links com os vídeos das traduções dos sambas-enredos ficam disponíveis no site e no Canal da Secretaria no YouTube. Nos dias de Carnaval, durante os desfiles os vídeos são disponibilizados em telões no Espaço da Cidade, no Anhembi.  “O Carnaval, essa grande festa que faz parte da cultura brasileira, é um bom momento para aumentar a conscientização e sensibilização das pessoas sobre as questões relativas aos direitos das pessoas com deficiência. A atividade inclusiva é um grande estímulo para a participação deste público nas ações

De Secretaria Especial de Comunicação

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), realiza neste ano a 5ª edição do projeto “Samba com as Mãos”, que disponibiliza vídeos com a tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras) dos 14 sambas enredos das agremiações que pertencem ao Grupo Especial de São Paulo.

Os cegos contam com audiodescrição dos desfiles, direto do sambódromo, pelas redes sociais da SMPED. Nos anos anteriores, pessoas com deficiência visual de outros estados e de outros países acompanharam os desfiles e comentaram nas redes sociais sobre a iniciativa. O objetivo é incluir pessoas com deficiência auditiva e visual na maior festa cultural do país.

O carnaval será em fevereiro, mas os preparativos do projeto começam bem antes. Na semana de 20 a 25 de janeiro, a Prefeitura reúne um grupo de intérpretes de Libras e alguns surdos que farão a interpretação. Serão alguns dias de dedicação e empenho em pesquisas que demandam um esforço maior em sua tradução, já que os sambas-enredos, na maioria das vezes, usam palavras de origem africana e ditos populares, e isso exige do tradutor um trabalho em conjunto com o autor da letra para que nada se perca.

Após essa primeira etapa concluída, será realizada a gravação da tradução dos enredos em estúdio, nos dias 23 e 24 de janeiro. Os surdos acompanham todo o projeto até sua conclusão.

Na terceira etapa acontece o lançamento dos vídeos em Libras nas quadras de cada escola. Antes da maior festa da cidade de São Paulo acontecer, os links com os vídeos das traduções dos sambas-enredos ficam disponíveis no site e no Canal de SMPED no YouTube. Nos dias de Carnaval, durante os desfiles os vídeos são disponibilizados em telões no Espaço da Cidade, no Anhembi.

“O Carnaval, essa grande festa que faz parte da cultura brasileira, é um bom momento para aumentar a conscientização e sensibilização das pessoas sobre as questões relativas aos direitos das pessoas com deficiência. A atividade inclusiva é um grande estímulo para a participação deste público nas ações da cidade. Com o grande resultado obtido nas edições anteriores, queremos ampliar o projeto, e divulgá-lo para que mais pessoas participem e se emocionem”, afirma Cid Torquato, Secretário Municipal da Pessoa com Deficiência.

Para Laila Sankari, que tem deficiência auditiva, o projeto “Samba com as Mãos” mudou seu conceito sobre carnaval. Ela afirma, que antes ia para o desfile ver carros alegóricos e fantasias, mas não entendia o que estava acontecendo. “Eu já participei das quatro edições anteriores e, com a criação do projeto “Samba com as Mãos” pela Prefeitura, minha visão mudou: com a tradução para Libras, tenho a oportunidade de acompanhar o contexto do que está sendo dito. Essa inclusão é emocionante!”, afirma.

De acordo com os dados revistos do IBGE, em 2017, no Brasil há 2 milhões de pessoas com deficiência auditiva e quase 7 milhões de pessoas cegas. Em São Paulo são 350 mil cegos e mais de 120 mil surdos. Além disso, 80% dos surdos no Brasil têm dificuldades de compreender o português.

Aos 13 anos, campeão das Paralímpiadas Escolares treina com a Seleção de tênis de mesa

Foto: Alê Cabral
Foto: Alê Cabral

Parte dos integrantes da Seleção Brasileira de tênis de mesa utilizam o Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, para treinos e preparação para as principais competições da modalidade. Em 2020, há um rosto novo entre os atletas experientes. É o de Lucas Arabian, de 13 anos, que foi convidado pelo técnico Raphael Moreira para treinar junto com a Seleção da modalidade.

O mesa-tenista conheceu o esporte há três anos, à convite de um professor em sua escola. Com apenas um ano de idade, ele teve um tumor na medula, que o deixou paraplégico. Lucas participou das Paralímpiadas Escolares pelo Estado de São Paulo em 2018 e 2019 e, nas duas ocasiões, levou o ouro na equipe masculina e no individual. No fim de 2019, foi campeão no Campeonato Brasileiro adulto de tênis de mesa.

"Eu comecei a dar aula para o Lucas quando eu trabalhava em outra instituição, mas o projeto acabou. Ele foi treinando onde dava e o nível dele ficou um pouco melhor. A gente queria acompanhar ele de perto e o convidamos para treinar junto com a gente no período da manhã", comentou Raphael Moreira.

Lucas estudava de manhã mas sua família se mobilizou e procurou uma nova escola para que ele pudesse estudar no período da tarde e participar dos treinos com a Seleção.

"Ele gosta de treinar e de jogar, o que é muito importante, e aprende muito rápido. Qualquer coisa que a gente ensina, ele consegue replicar quase na mesma hora, sem muita explicação. Tenho certeza que o Lucas tem futuro no tênis de mesa porque ele ganhou o Brasileiro adulto competindo com pessoas que têm de carreira o que ele tem de idade."

Para o jovem atleta, mudar de escola não foi um grande problema. Suas aulas começaram nessa semana e ele afirma já ter feito amizades. O que vale mesmo é a experiência de treinar com a Seleção: "Está sendo muito importante para mim. O treino é muito diferente, mais pesado, e eu sinto que nesse mês já evoluí bastante."

E, apesar da pouca idade, os planos para o futuro já foram feitos. "A experiência de treinar com atletas profissionais que já foram para competições internacionais é uma inspiração muito grande para mim. Eu quero continuar treinando e me manter firme, para que o tênis de mesa seja minha profissão".

Nesta sexta-feira, 24, tem início o Aberto de tênis de mesa do Chile, na capital do país, Santiago. O Brasil será representado por seis brasileiros: Iranildo Espíndola (classe 2), Ecildo Lopes (classe 5), Israel Stroh (classe 7), Luiz Filipe Manara (classe 8), Lucas Carvalho (classe 9) e Carlos Carbinatti (classe 10).

Palestra ‘SurdoCegueira: Uma condição Única’ fala sobre importância do profissional guia-interprete e suas vertentes

Imagem: foto do evento, em cima do palco a gestora de Língua Brasileira de Sinais - Libras, da SEDPcD-SP, Silvia Sabanovaite palestra em Libras

Nesta quinta-feira (23), a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência recebeu, a palestra “SurdoCegueira: Uma condição Única”, realizada pelo Grupo Brasil e Associação Educacional para Múltipla Deficiência (AHIMSA).

O evento, que reuniu cerca de 100 pessoas, abordou a importância do profissional guia-interprete para auxiliar na comunicação de pessoas com surdocegueira. Diferente do interprete de Libras, o guia-interprete domina diversas formas de comunicação utilizadas por essas pessoas.

Para o palestrante Carlos Alberto Junior, surdocego, o guia-interprete foi um canal de libertação a ele, pois por meio do profissional, ele teve a certeza de que é capaz de fazer tudo, só precisava de uma explicação primeiro.

Além disso, os palestrantes debateram sobre as pessoas com deficiência múltipla sensorial e os seus desafios, e ressaltaram a importância de transmitir informações sobre o tema, bem como formar cada vez mais profissionais que atendam essas pessoas.

Surdocegueira

A surdocegueira é uma deficiência singular que apresenta perdas auditivas e visuais em diferentes graus, levando a pessoa surdocega a desenvolver diferentes formas de comunicação para entender e interagir com a sociedade.

Primeiras turmas de 2020 iniciam aulas do Curso de Libras na SEDPcD-SP

   Imagem: foto de alunos em semi círculo sentados durante aula de libras

Nesta semana, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD-SP) deu início ao Curso de Libras módulos básico e intermediário. Cerca de 90 alunos, divididos em quatro turmas, estão participando das aulas.
As aulas, que acontecem na sede da Secretaria, têm como objetivo ampliar a autonomia e inclusão do público com deficiência, bem como possibilitar a comunicação e interação entre pessoas com e sem deficiência auditiva por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

De acordo com dados do último Censo IBGE, no Estado de São Paulo são aproximadamente 9,3 milhões de pessoas com deficiência. Desses, 15% são pessoas com deficiência auditiva, somando mais de 1,8 milhão de cidadãos.

Segundo a aluna iniciante no curso de nível básico, Ana Lucia Sauto Marinaro, 59, advogada aposentada, a importância da Libras foi reconhecida durante o seu dia a dia. “Resolvi fazer o curso porque eu já constatei a necessidade no jurídico e na área médica. Meu filho é médico e em uma ocasião de emergência, atendeu uma paciente surda”, relata.

Já o psicólogo Sandro Souza, 47, aluno do nível intermediário, afirma que pratica o que aprendeu no Curso de Libras com pessoas que se comunicam por meio da Libras em sua rotina. “É uma forma de termos inclusão e uma boa comunicação com essas pessoas. Quero ter outras oportunidades, inclusive de fazer o módulo avançado. Até aqui, eu já aprendi bastante”, diz Souza.

A Libras não é uma linguagem, ela é uma língua completa, com estrutura gramatical própria. Considerada língua oficial do Brasil desde 2002 e, de acordo com a lei que a oficializou, Libras possui o mesmo status que o português.

Caravana da Inclusão reúne cerca de 250 pessoas em Amparo

Imagem: foto da Caravana da Inclusão na cidade de Amparo, no palco Secretária Célia Leão junto com autoridades

Na manhã desta quinta-feira (23), Amparo, interior de São Paulo, reuniu cerca de 250 pessoas, para receber as atividades da Caravana da Inclusão, ação da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo. A iniciativa visa apresentar dados e informações sobre inclusão para as cidades do interior e litoral.

O evento, realizado no Clube Floresta, contou com a presença da Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Célia Leão, o Secretário de Desenvolvimento Econômico de Amparo, Mário Auler, representando o Prefeito, Luiz Jacob, entre outras autoridades da região.

A fim de levar conhecimento e inclusão às cidades, a Secretária de Estado, Célia Leão, destacou a importância de falar sobre os direitos da pessoa com deficiência. "Em nome do Governador João Doria, vamos caminhando e levando políticas públicas a todas as pessoas com deficiência do estado de São Paulo, mostrando os seus direitos para que tenham uma vida mais digna, contem conosco", enfatizou Célia.

Como forma de auxiliar na implantação de mais ações de inclusão, técnicos da Secretaria apresentaram informações sobre seus programas nas áreas de saúde, segurança, reabilitação, emprego e esporte.

Também a fim de servir como parâmetro para a efetivação de estratégias de inclusão, foram apresentados dados quantitativos sobre a região visitada.

Além disso, a Secretária também ofereceu uma parceria com a prefeitura de Amparo, para realizarem em conjunto o Curso de Libras e uma academia adaptada na cidade.

Durante toda a manhã, os programas Moda Inclusiva e Memorial da Inclusão ficaram expostos para que todos conhecessem mais sobre o movimento de luta da pessoa com deficiência e sobre o desenho universal no ponto de vista das vestimentas.

A cidade, que possui 6,19% da sua população com alguma deficiência, foi a primeira receber as ações da Caravana neste ano.

O evento contou também com uma apresentação do músico Maicon Moraes.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

NeoMano: uma luva robótica para pessoas com paralisia nas mãos - Veja o vídeo.

NeoMano | Divulgação
NeoMano

POR BETO LARGMAN

Projeto de financiamento coletivo da empresa coreana Neofect, a NeoMano é uma luva robótica destinada às pessoas que têm algum tipo de paralisia nas mãos. Funcionando com três pilhas AAA, a NeoMano permite ações como segurar um copo d'água, escovar os dentes ou girar uma maçaneta para abrir uma porta.

O sistema é composta por uma luva parcialmente motorizada que cobre o polegar e os dois primeiros dedos da mão afetada. Ela é conectado a uma fonte de alimentação, que por sua vez é fixada a uma faixa ajustável para ser usada no antebraço. Por fim, há uma unidade de controle remoto sem fio via bluetooth – que pode ser mantida na outra mão, colocada em uma superfície como uma mesa ou no próprio braço, em uma outra faixa.


Para segurar um objeto, basta aos usuários pressionarem o botão "apertar" no controle remoto. Isso ativa o motor da luva, que enrola os dois fios que passam ao longo da parte inferior dos dedos da luva. Com a transferência da tensão aos dedos, estes se fecham ao redor do objeto. Quanto mais tempo o botão for pressionado, mais apertada será a pegada. Uma pressão subseqüente no botão "soltar" do controle remoto distensiona os fios, liberando o objeto. A NeoMano, que ganhou o Red Dot Design Award, custa 600 dólares nesta fase de financiamento coletivo. O preço esperado para quando o produto entrar no mercado será na faixa dos 2 mil dólares.

NeoMano | Divulgação
NeoMano

Cadeirante cai durante pré-seleção para rei com deficiência do Carnaval de Teresina

Jovem passava por rampa quando caiu da cadeira de rodas. Associação disse que rampa era inadequada e secretaria municipal responsável pelo evento afirmou que local tem acessibilidade.

Por Suzana Aires, G1 PI

Pré-seleção para Rei e Rainha com deficiência do Carnaval de Teresina — Foto: Foto: Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi)
Pré-seleção para Rei e Rainha com deficiência do Carnaval de Teresina — Foto: Foto: Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi)

João Lucas, de 19 anos, está internado Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Teresina, depois de ter caído da cadeira de rodas enquanto passava por uma rampa no Clube dos Diários, onde o jovem participava da pré-seleção para o Rei com deficiência do Carnaval da capital, nessa quarta-feira (22). De acordo com a Associação dos Cadeirantes do Município de Teresina (Ascamte), o acidente aconteceu porque o local não tinha a devida acessibilidade.

Procurada pelo G1, a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), disse em nota que o Clube dos Diários em todos os equipamentos de acessibilidade, que no momento do acidente prestou o socorro adequado e está acompanhando o caso (confira o comunicado na íntegra abaixo).

Segundo a mãe de João Lucas, Anuzia Brito, devido a falta de luminosidade no local, não foi possível ver a rampa por completo no momento em que eles estavam em locomoção.

“Eu estava descendo com ele na rampa e o local estava escuro, eu pensei que ela fosse lisa até o final, mas tinha um batente, então ele acabou caindo da cadeira de rodas. As pessoas que estavam lá na hora me ajudaram. Eu pensei que tivesse sido só uma queda, mas depois da seleção ele começou a se sentir mal, até vomitou e foi encaminhado para o hospital”, informou.

João Lucas é portador de distrofia muscular e com a queda acabou sofrendo uma fratura no fêmur. Ele está internado em um hospital particular e, segundo a mãe, seu quadro de saúde é estável.

A Ascamte afirmou que o evento foi realizado em um local sem acessibilidade. “Nossa posição é de indignação pelo fato dos organizadores não terem tido o cuidado na hora de verificar o espaço para a realização do evento. Um fato que nos deixa muito triste quando soubemos. A mãe está muito abalada”, contou o presidente de associação, Wilson Gomes.

O evento é organizado pela Prefeitura de Teresina por meio do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade-TE) da Secretaria Municipal de Cidadania, Semcaspi e Conselho Municipal dos Direitos do Idoso (CMDI).

Confira a nota da Semcaspi na íntegra:

Sobre o acidente envolvendo um jovem de 19 anos durante a realização da prévia carnavalesca para escolha dos pré-candidatos a rei e rainha da pessoa idosa e da pessoa com deficiência realizado nessa quarta-feira (22), a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio do Conselho Municipal dos Direitos do Idoso (CMDI), Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE-TE) tem os seguintes esclarecimentos:

O evento foi realizado no Clube dos Diários, um local que tem todos os equipamentos de acessibilidade; a equipe de organização do evento acompanhou desde o primeiro momento o acidente com o jovem, tendo sido prestado o socorro adequado; tanto a mãe do rapaz, quanto o próprio disseram que estava tudo bem, que não tinha ocorrido nada grave, tanto é que ele, após o acidente, ainda participou do desfile da prévia. O CMDI entrou em contato com a mãe do rapaz nesta quinta-feira (23) e ela relatou que após o evento, ele estava bem, que foi para casa, mas que depois não se sentiu bem. Ele foi encaminhado para um hospital particular, onde está sendo acompanhado. Tanto o CMDI quanto o CONADE-TE estão acompanhando a situação e prestando todo o auxílio necessário.

Fonte: g1.globo.com

Veja como solicitar isenção de rodízio municipal de veículos em SP

Os cadastros para isenção têm validade de dois anos. Atualmente, mais de 164 mil veículos são isentos de rodízio.

Por Bom Dia SP — São Paulo

Avenida 23 de maio, no Centro de SP, altura do viaduto Tutóia, cheia de veículos — Foto: Celso Tavares/G1
Avenida 23 de maio, no Centro de SP, altura do viaduto Tutóia, cheia de veículos — Foto: Celso Tavares/G1

A cidade de São Paulo tem cerca de 164 mil veículos isentos do rodízio municipal e quem tem algum tipo de deficiência física que compromete a mobilidade pode fazer a solicitação da isenção via internet, sem precisar ir ao Departamento de Operação do Sistema Viário.

Para fazer o pedido online é preciso acessar o portal de atendimento da SP156, preencher o formulário e anexar os documentos:
  • Cópia do documento de identidade;
  • CNH;
  • Certificado do licenciamento do veículo;
  • Atestado médico.
Quem tem direito à isenção do Rodízio Municipal?

Estão isentos do rodízio municipal os veículos conduzidos ou que transportem pessoas com deficiência, com doença crônica que comprometa a mobilidade ou que estejam em tratamento continuado debilitante de doença grave.
  • Conduzidos por pessoa com deficiência física da qual decorra comprometimento de mobilidade, ou por quem as transporte;
  • Conduzidos por quem transporte pessoa com deficiência mental, intelectual e visual;
  • Conduzidos por pessoa portadora de doença crônica, que comprometa a sua mobilidade, ou por quem a transporte;
  • Conduzidos por pessoa que realiza tratamento médico continuado debilitante de doença grave, ou por quem a transporte;
  • Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.
O cadastro é obrigatório para ter direito à isenção?

O cadastro que evita a emissão de multas por descumprimento de rodízio a quem tem direito ao benefício é facultativo. O munícipe que se enquadre nas regras de isenção, mas não estiver cadastrado, tem a opção de recorrer à autuação junto ao DSV, apresentando a documentação necessária para solicitar o cancelamento.

Por quanto tempo o cadastro é válido?

Os cadastros para isenção de rodízio terão validade de no máximo dois anos. Para o paciente em tratamento médico continuado debilitante de doença grave, a validade será o período informado no atestado, que não pode ser inferior a seis meses nem superior a um ano.

Após os períodos de vigência, os cadastros poderão ser renovados junto ao DSV, reapresentando a documentação necessária. No caso de deficiência permanente, não será necessário enviar novo laudo médico.

Como fazer o cadastro para isenção do Rodízio Municipal?

Pessoa Física

Acesse o Portal SP 156;

Documentação necessária:
  • Cópia simples do documento de identidade oficial com foto, CPF e assinatura do requerente em validade (RG, CNH ou outro oficial);
  • Se o documento de identidade não contiver o número do CPF, juntar a cópia do CPF;
  • Se o requerente for legalmente habilitado, a cópia simples da CNH;
  • Atestado médico original (veja modelo) ou cópia autenticada emitido no período máximo de três meses da data do pedido, com a descrição da deficiência ou doença crônica que comprometa a mobilidade, limitações, ou do tratamento continuado debilitante de doença grave, e também o CID (Código Internacional de Doenças).
  • Para solicitação de renovação, o Laudo Médico não precisa ser apresentado para os casos de deficiência com comprometimento de mobilidade permanente;
  • Cópia simples do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) em validade;
  • Em caso de deficiência intelectual ou de representação legal, anexar cópia simples de documento de identidade oficial com foto, assinatura e CPF do representante legal em validade (RG, CNH ou outro oficial) e do documento que comprove esta representação legal do requerente como procuração, tutela ou curatela;
  • Comprovante da necessidade ou justo motivo caso o veículo não for licenciado na capital ou nos demais municípios integrantes da região Metropolitana de São Paulo, quando não se tratar de tratamento médico continuado de doença grave;                                                      
  • Comprovante de agendamento se a entrega da documentação for presencial.
A solicitação poderá ser feita diretamente na sede do DSV, mediante agendamento obrigatório.
  • Comparecer com o comprovante de agendamento e as cópias dos documentos relacionados na sede do DSV (Rua Sumidouro, 740).
Pessoa Jurídica de Direito Público ou Entidade Assistencial sem fins lucrativos, que abriga temporária ou permanentemente pessoas com deficiência ou em tratamento debilitante de doença grave:


Documentação necessária:
  • Cópia simples do CNPJ;
  • Cópia simples do documento de identidade oficial com foto, CPF e assinatura do representante com poderes de administração;
  • Cópia simples do instrumento comprobatório da representação;
  • Cópia simples do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) em validade;
  • Cópia simples do Contrato Social ou do Estatuto;
  • Fotografia do veículo;
  • Contrato e/ou declaração de prestação de serviço contendo a relação de veículos, se for o caso;
  • Cópia simples do contrato de locação do veículo, se for o caso;
  • Declaração original assinada pelo responsável pelo órgão ou entidade que comprove a utilização do veículo na prestação do serviço;
  • Inscrição no Conselho de Assistência Social, se for o caso;
  • Comprovante de agendamento se a entrega da documentação for presencial.
A solicitação poderá ser feita diretamente na sede do DSV, mediante agendamento obrigatório.
  • Comparecer com o comprovante de agendamento e as cópias dos documentos relacionados na sede do DSV (Rua Sumidouro, 740).
Fonte: g1.globo.com

Consultoria ajuda empresas a incluir pessoas com deficiência

Talento Incluir atua desde 2008 com foco na disseminação de uma cultura empresarial que integra profissionais com deficiência.

Por VAE

Foto: Juliana Matos/ Divulgação
Consultoria ajuda empresas a incluir pessoas com deficiência

Por algum tempo, Carolina Ignarra se sentiu como uma inválida após o acidente de moto que a deixou paraplégica. Sua recuperação veio a partir do retorno ao trabalho. E foi além. Durante seu processo de volta ao mercado, nasceu uma empreendedora. Em 2008, ela fundou a Talento Incluir, uma consultoria que busca mudar a mentalidade das empresas para que deem melhores condições de trabalho a profissionais com deficiência.

A ideia veio da percepção de um anseio dos empresários. Dois anos após o acidente, em 2003, quando voltou a visitar empresas onde orientava exercícios de ginástica laboral para os funcionários, Carolina passou a receber convites para trabalhar nos locais. A educadora física logo viu que eram propostas para cumprir a lei de cotas, que estabelece percentual mínimo de funcionários com deficiência. Rejeitava as oportunidades. Não queria ser admitida somente por ser cadeirante, mas notava que havia necessidade de transformar a cultura das organizações. Era preciso que considerassem o profissional com deficiência de forma mais ampla, não apenas para o simples cumprimento da legislação. Nascia a Talento Incluir. “Entendo que a lei de cotas foi feita para uma parcela da sociedade que foi excluída durante seus processos de vida. Sofrem de uma exclusão estrutural, e a lei faz diferença e se faz necessária. Mas hoje eu trabalho para a lei não existir no futuro”, afirma.

Cumprir a lei de cotas ainda é uma motivação importante que leva os clientes da Talento Incluir a procurar os serviços, mas a partir daí começa um trabalho mais amplo. “Encontrar oportunidade, vaga, candidato a gente faz também. Só que nosso foco é consultoria de inclusão. É insistir para que todos da empresa sejam envolvidos em disseminar a cultura. Contratação de pessoas com deficiência tem de ser consequência”, diz Carolina, que complementa: “Não tem uma receita de bolo. Geralmente a gente faz um treinamento para a área de recursos humanos e um movimento para que se engajem outras diretorias da empresa. Assim, isso se transforma em um programa corporativo e não do RH”.

É a partir da disseminação de uma cultura inclusiva que Carolina quer transformar uma realidade preocupante. Pessoas com deficiência raramente recebem oportunidades em cargos bem remunerados, mesmo que tenham formação profissional condizente com a função. A maior parte das vagas é operacional ou em nível júnior, justamente para cumprimento da Lei de Cotas. Há relatos de profissionais que retiram formações e cargos alcançados do currículo para terem mais chances de se colocar no mercado.

Uma prática que Carolina espera não ser mais corriqueira nas cerca de 300 empresas já atendidas pela Talento Incluir. Nos mais de 10 anos de atuação, foram incluídos mais de 7 mil profissionais com deficiência nas empresas e formado um banco de currículos com 40 mil pessoas com deficiência.

Os planos para o futuro vão além: há a ideia de expandir a partir de forte investimento em inovação, com a tecnologia aliada ao negócio. Uma forma de melhorar o ambiente de trabalho não só para quem tem deficiência. “Quando a gente olha para essa questão da inclusão, a principal barreira é duvidar. A gente precisa de um trabalho intenso, de convencer a organização para flexibilizar o modo de operar e, assim, incluir a pessoa com deficiência. Quando se faz isso, há uma revisão geral das funções e dos cargos que pode acarretar em melhorias para todos os funcionários”, avalia Carolina.

Fonte: g1.globo.com

MPCE vê discriminação a pessoas com deficiência e pede alteração em processo seletivo da Assembleia Legislativa

Edital de seleção de pessoal para atuar no projeto Mundo Azul do Autismo exige “gozar de boa saúde física e mental e não ser portador de deficiência incompatível com o exercício das funções”.

Por G1 CE

Imagem Internet/Ilustrativa
Resultado de imagem para Ministério Público do Ceará (MPCE)

O Ministério Público do Ceará (MPCE) solicitou alteração no processo seletivo de pessoal para o projeto Mundo Azul do Autismo, da Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE), por considerar que as regras discriminam pessoas com deficiência. O edital diz que o candidato deve “gozar de boa saúde física e mental e não ser portador de deficiência incompatível com o exercício das funções”.

Por meio de nota, a Assembleia Legislativa informou que o edital para a formação da equipe que atuará no novo projeto de tratamento de crianças autistas será retificado, conforme o Estatuto da Pessoa com Deficiência, em atendimento à recomendação do MPCE. A Casa Legislativa também informou que prorrogou, até o próximo dia 31, o prazo de inscrições do processo seletivo simplificado para contratação de profissionais na área de saúde.

O processo seletivo simplificado foi aberto pela Comissão Especial de Avaliação da AL para a contratação de profissionais para o exercício de funções comissionadas. O profissionais vão atendimento de crianças e adolescentes com autismo, oferecendo serviços em 12 áreas especializadas como assistência social, educação física, enfermagem, fisioterapia e fonoaudiologia

O que diz a lei

Segundo o MP, foi instaurado um procedimento extrajudicial pela 19ª Promotoria de Justiça de Fortaleza para apurar indícios de violação, no item 7.2.6 do edital, de direitos garantidos às Pessoas com Deficiência pela Lei Brasileira de Inclusão (Estatuto da Pessoa com Deficiência), que determina a não discriminação por sua condição em seleções e contratações, bem como à igualdade de condições para inclusão no mercado de trabalho.

Para a promotora de Justiça Isabel Cristina Mesquita Guerra, em respondência pela 19ª Promotoria, “a referida exigência editalícia fere substancialmente o direito constitucional conferido às pessoas com deficiência de serem integradas ao mercado de trabalho e afronta a norma do artigo 37, VIII, da Constituição Federal, que possui como escopo justamente diminuir a dificuldade de acessibilidade dos candidatos Pessoas com Deficiência aos cargos e empregos públicos, prevendo tratamento especial com vistas ao alcance da isonomia material”, explica.

Fonte: g1.globo.com

Dois projetos incluem a Libras nos currículos escolares

Jane de Araújo/Agência Senado
Comissão de Assuntos Sociais (CAS) realiza reunião com 11 itens. Entre eles o PL 1928/2019, que cria visto temporário de trabalho simplificado para estagiários e intercambistas.  Mesa: senadora Zenaide Maia (Pros-RN); presidente da CAS, senador Romário (Podemos-RJ).  Foto: Jane de Araújo/Agência Senado
Senadores Zenaide Maia e Romário são os autores das propostas

Da Redação

Duas propostas em tramitação no Senado incluem a Língua Brasileira de Sinais (Libras) nos currículos escolares. Um dos projetos, o PL 6.284/2019, determina que o idioma seja a primeira língua de comunicação na escola para estudantes surdos. A outra proposta (PL 5.961/2019) quer incluir conteúdos relativos à Libras para todos os alunos indistintamente, surdos ou não.

O PL 6.284/2019 é de autoria do senador Romário (Podemos-RJ). Ele tramita na Comissão de Direitos Humanos (CDH) e aguarda designação de relator. O projeto deverá passar ainda pela Comissão de Educação (CE).

A proposta altera a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da educação (Lei 9.394/1996) para acrescentar um artigo que obrigue os sistemas de ensino a ofertarem a Libras como língua de comunicação a todos os estudantes surdos.

De acordo com o projeto, regulamentos dos sistemas de ensino definirão as condições de oferta do ensino de Libras e deverão dispor sobre a necessidade de professores bilíngues, tradutores, intérpretes e tecnologias de comunicação em Libras. Além disso, deverão tratar do acesso da comunidade estudantil ouvinte e dos pais de alunos com deficiência auditiva ou responsáveis ao aprendizado de Libras.

Segundo Romário, embora já haja normas que determinem a inclusão da Libras como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores (Decreto 5.626/2005) e a criação de sistemas educacionais inclusivos (Lei 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão), é preciso avançar na efetiva inclusão social das pessoas com deficiência auditiva.

“De nossa parte, isso só será possível quando qualquer cidadão ouvinte também for capaz de se comunicar com as pessoas surdas por meio da Libras”, afirmou Romário em sua justificativa.

O PL 5.961/2019, da senadora Zenaide Maia (Pros-RN), determina que os currículos do ensino fundamental e do ensino médio incluam, para todos os alunos, conteúdos relativos à Libras. A modificação também é feita na LDB e o projeto está mais avançado na tramitação, pois aguarda relatório do senador Nelsinho Trad (PSD-MS) na CE, em que terá sua votação final.

Para a autora, o objetivo é que também os alunos ouvintes desenvolvam competências relacionadas ao respeito à diferença, ao cuidado com o outro e à compreensão da multiplicidade das formas de comunicação.

“Vale acrescentar que a ideia é ainda mais relevante quando se considera a necessidade premente de que as novas gerações aprendam valores de respeito à pluralidade e às diferenças”, justificou Zenaide.