sábado, 1 de fevereiro de 2020

3 Direitos que toda pessoa com deficiência precisa saber nos concursos públicos



por Thiago Helton Miranda Ribeiro*

Ingressar em uma carreira pública é o sonho de milhões de brasileiros e não deixa de ser uma ótima opção quando o assunto é a busca por inclusão profissional por aqueles que se encontram em desvantagem no mercado de trabalho formal.

Contudo, em matéria de direitos das pessoas com deficiência muita gente desconhece alguns direitos que podem contribuir para transformar esse sonho em uma realidade.

No exercício da advocacia tenho me deparado com diversas questões que envolvem essa temática, razão pela qual resolvi elencar 3 direitos essenciais que todo candidato com deficiência precisa conhecer antes de prestar um concurso público. Tomem nota!

1. DIREITO DE ATENDIMENTO ESPECIAL CONFORME A NECESSIDADE DE CADA DEFICIÊNCIA

Existem determinadas deficiências que o candidato necessitará de atendimento especial para que possa realizar as etapas do concurso público em igualdade de oportunidades com os demais.

Por exemplo: a realização de uma prova discursiva em meio digital para um candidato tetraplégico; uma prova em braile ou com fonte ampliada para candidatos com deficiência visual; tempo adicional para um candidato com deficiência motora nas mãos que comprometa o manuseio do caderno de provas, em meio a todo universo de deficiências e eventuais necessidades; sala individual para um candidato com autismo; intérprete de líbras para um candidato surdo entre outras situações.

Uma boa dica é levar o edital até o médico, destacar o que está sendo exigido para o gozo desse atendimento e pedir para que faça constar expressamente no laudo, que será usado para se inscrever no certame, a descrição da necessidade desse atendimento especial e/ou do tempo adicional, inclusive esclarecendo as justificativas para tanto.

2. DIREITO DE DISPUTAR A VAGA NA LISTA DE AMPLA CONCORRÊNCIA E NA LISTA ESPECIAL PARA PcD

Regra geral, ao contrário do que muita gente pensa por aí, em qualquer concurso público que haja reserva de vagas para PcD, o candidato inscrito como pessoa com deficiência concorre em duas listas: uma lista especial formada apenas pelos aprovados com deficiência e a lista geral, de ampla concorrência, formada por todos os aprovados.

Logo, não há que se falar em um concurso segregado, pois a pessoa nessa qualidade concorre por todas as vagas, com a mera prerrogativa de ser nomeado pela reserva de vagas para PcD, caso fique melhor colocado na lista especial do que na lista geral.

Lembrando que um direito não retira o outro. Caso um candidato com deficiência venha a ser aprovado em primeiro lugar geral e nomeado pela lista de ampla concorrência, a próxima nomeação relativa à reserva de vagas pela lista especial deverá recair sobre o próximo candidato com deficiência aprovado nessa qualidade.

Outro exemplo interessante seria o caso de um candidato inscrito para concorrer na reserva de vagas e que eventualmente não tenha a sua deficiência reconhecida pela banca em etapa admissional.

Sem prejuízo do direito de questionar a decisão da banca, esse candidato não será eliminado do certame, apenas voltará para a lista de ampla de concorrência do concurso público, podendo ser nomeado novamente nessa condição se estiver bem, classificado para tanto.

3. DIREITO DE SER AVALIADO QUANTO À COMPATIBILIDADE DA DEFICIÊNCIA E ATRIBUIÇÕES DO CARGO DURANTE O ESTÁGIO PROBATÓRIO

Uma vez aprovado em concurso público e nomeado para o cargo, o candidato com deficiência não pode ser eliminado em fase de exames médicos ou admissionais sob alegação de que sua deficiência seria incompatível com as atribuições do cargo.

A eliminação do candidato com deficiência de forma precoce, ainda nos exames ou na perícia admissional, pode caracterizar violação aos direitos e garantias das pessoas com deficiência, sendo certo que são várias as decisões judiciais no sentido de que o momento correto para se avaliar a compatibilidade entre a deficiência e as atribuições do cargo é durante o estágio probatório.

Esse entendimento encontra respaldo na inteligência do art.  34 § 3º da Lei 13.146/2015 (LBI), que veda a discriminação da pessoa com deficiência em exames admissionais, bem como a exigência de aptidão plena.

O QUE FAZER QUANDO QUALQUER UM DESSES DIREITOS FOR VIOLADO?

Diante da negativa ou violação de qualquer um desses direitos o candidato poderá interpor recurso administrativo, dentro do prazo previsto no edital do concurso público, sem prejuízo da propositura das medidas judiciais cabíveis para reverter a situação.

ATENÇÃO: Caso a violação de direitos aconteça em razão de alguma norma prevista no próprio edital ou até mesmo pela omissão em relação a garantia de algum direito, em regra, o candidato interessado terá o prazo de 120 contados da publicação desse edital para impugná-lo pela via do Mandado de Segurança.

Lembrando sempre da importância de se contratar uma advocacia especializada para demandar em defesa dos direitos das pessoas com deficiência em concursos públicos, uma vez que as situações que envolvem essa temática exigem qualidade técnica no domínio da vasta legislação pertinente, além da expertise dos profissionais para demonstrar o raciocínio jurídico constitucional que sustenta a dignidade das pessoas com deficiência nos concursos públicos.

Thiago Helton Miranda Ribeiro*
Advogado. Especialista em Direito Constitucional pela LFG/UNIDERP. Esp. em Direito de Família e Sucessões pela EBRADI/UNA. Bacharel em Direito pela PUC MINAS. Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB/MG. Membro da Comissão Nacional de Direitos das Pessoas com Deficiência no Conselho Federal da OAB. Colunista Jurídico no Blog da Aurum e no Portal R7. Sócio-fundador do escritório Helton & Deus Advogados.

Estudante com deficiência física se forma em Psicologia e destaca apoio da UFSM

Foto: Arquivo pessoal
Foto horizontal colorida mostra a formanda com beca e toga, do peito para cima, em uma área ao lado do espaço multiuso, ao fundo o prédio da reitoria
Thays contou com apoio institucional durante toda a graduação

Desde a infância, o sonho de Thays Ribeiro Lauz era estudar. Aos cinco anos, em uma escola em Santana do Livramento (RS), se despedia feliz da mãe no primeiro dia de aula. Thays, que teve paralisia cerebral devido a um atraso no seu nascimento, lembra que foi uma época tranquila, com muitos amigos, colegas e professores que a queriam bem. “Sempre me trataram com muito respeito, me amaram incondicionalmente. Lembro que me chamavam de ‘meu bebê’, porque eles adoravam me carregar de cadeira, sempre tentando me auxiliar”, recorda.

A partir do ensino fundamental, o sonho de Thays amadureceu: queria ser psicóloga. Em um passeio ao Descubra UFSM, em seu terceiro ano do ensino médio, decidiu onde realizaria o desejo de se formar na área. A santanense conquistou uma vaga na Universidade em 2014 e começou a concretizar seu sonho no ano seguinte. “Sempre fui aquela pessoa que os amigos procuram para conversar, que sempre entende, que é bem comunicativa. Então, eu sempre me vi na profissão. Hoje, não optaria por outra coisa”, ressalta.

Mas para realizar sua meta de ser psicóloga, foi preciso muita dedicação, força de vontade e também um apoio fundamental prestado pela UFSM. Desde o primeiro ano da faculdade, Thays morou com a mãe, Márcia Ribeiro, na Casa do Estudante (CEU II), no campus de Santa Maria. É a mãe que a auxilia em todas as atividades diárias, já que a deficiência se caracteriza por danos a partes do cérebro que controlam os movimentos musculares. Ela consegue escrever, mas tem dificuldades para outros movimentos. Para se locomover, utiliza uma cadeira de rodas elétrica.

Após cinco anos de graduação, Thays se formou em Psicologia na noite desta sexta-feira (24), em solenidade no Auditório Wilson Aita, no Centro de Tecnologia (CT). Foram anos de muito acolhimento, apoio e cuidado, ressalta constantemente a cadeirante. Além de conquistar a amizade de colegas, atingiu também o coração de seus professores. “Vou sentir falta disso”, diz, destacando, orgulhosa, que concluiu o curso no tempo certo, sem atrasar nenhuma cadeira.

Foto: Arquivo pessoal
Colação de grau ocorreu na sexta-feira (24)

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi realizado a campo, com entrevistas a 300 estudantes pelo campus. Denominado “Relações entre os cinco fatores da personalidade com qualidade de vida e expectativa de padrão de vida em universitários”, o trabalho é voltado para a psicologia econômica. Agora, o objetivo é seguir na área defendida no TCC, realizar intercâmbio e morar fora do Brasil, onde as questões de acessibilidade são mais trabalhadas.

Porém, apesar de ter em mente mais um sonho a ser concretizado, conta que sentirá bastante falta da UFSM, desde o espaço físico – o bosque que tanto adora -, a Casa do Estudante, as pessoas. “Com certeza vou sentir falta disso, e da minha turma também”, destaca a recém-formada psicóloga, para quem a paralisia nunca foi um empecilho. Ela diz que sempre se enxergou como uma pessoa normal, e sua família também. “Não sou acostumada a ser tratada como uma deficiente. Eu tenho uma tia que sempre diz que na vida tudo tem um jeito, a única coisa que não tem jeito é a morte. E sempre fomos dando um jeito”, afirma.

Thays teve assistência da UFSM durante todo o curso

Desde seu ingresso na UFSM, Thays foi acompanhada pelo Núcleo de Acessibilidade, tendo inúmeras demandas atendidas, conforme relata a técnica em assuntos educacionais Fabiane Vanessa Breitenbach. Considerando as dificuldades de mobilidade, foi adaptado um quarto na CEU II para a aluna, e a mãe foi autorizada a residir com ela no local.

Thays contou com transporte interno em dias de chuva – o serviço de transporte da UFSM a atendeu durante os quatro anos da graduação – e externo em atividades curriculares. Como nem todos os veículos da frota são acessíveis, a Universidade garantiu a locomoção da estudante em várias atividades práticas do curso em espaços externos ao campus sede.

“Eles me ajudaram muito. Eu ligava, no mínimo, uma vez por mês para falar alguma coisa”, reconhece Thays, ressaltando todo o apoio oferecido pelo Núcleo, pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) e pela Pró-Reitoria de Infraestrutura (Proinfra), que providenciavam suporte a ela sempre que necessário.

Além disso, Thays teve à disposição atendimento educacional especializado, atendimento psicológico e com terapeuta ocupacional, oferecidos pelo Núcleo de Acessibilidade e pelo Núcleo de Apoio à Aprendizagem, que fazem parte da Coordenadoria de Ações Educacionais (Caed) da UFSM, juntamente com o Núcleo de Ações Afirmativas Sociais, Étnico Raciais e Indígenas.

Texto: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista da Agência de Notícias

Fonte: www.ufsm.br

Ela fotografa amputadas para aumentar autoestima e propor debate

Imagem: Cacá Dominiquini
Com o projeto InspirAção, a fotógrafa Cacá Dominiquini pretende ajudar a construir uma sociedade mais empática e acessível - Cacá Dominiquini
Com o projeto InspirAção, a fotógrafa Cacá Dominiquini pretende ajudar a construir uma sociedade mais empática e acessível

Marcelo Testoni - Colaboração para Universa

"Aprendi que a beleza vai além de ter uma perna, um braço, ou uma mão." A declaração é da estudante Maria Eduarda Mota, de 15 anos. Quando tinha apenas 3, ela precisou amputar os dedos da mão direita, a mão esquerda, os dedos do pé esquerdo e o pé esquerdo acima do tornozelo por causa de uma infecção bacteriana que se espalhou, levou a uma trombose e à necrose dos membros.

Recentemente, Duda passou a compreender com mais tranquilidade e aceitação sua deficiência. Muito disso deve-se a sessões de fotos para o projeto InspirAção.

O projeto é uma iniciativa de Cacá Dominiquini, moradora de Campinas, no interior paulista. Fotógrafa profissional e professora de artes e fotografia, Cacá tem no portfólio trabalhos para exposições de arte, imprensa e eventos direcionados a causas sociais, como o Teleton. Em 2017, ela criou o InspirAção de forma voluntária como forma de levantar a autoestima de mulheres amputadas e propor à sociedade de forma geral mais empatia e soluções em inclusão e acessibilidade.

                       Imagem: Cacá Dominiquini
                           Duda, de 15 anos, passou a aceitar-se melhor depois da sessão de fotos - Cacá Dominiquini
           Duda, de 15 anos, passou a aceitar-se melhor depois da sessão de fotos

"Sempre quis tocar, em paralelo ao meu serviço, um projeto autoral em que pudesse criar fotos do meu jeito, sem corresponder a expectativas de clientes. Foi então que um dia, tomando café da manhã, me perguntei: por que não fotografar pessoas com deficiência, como mulheres amputadas? Nunca havia visto ninguém fazer algo assim aqui no Brasil", conta ela.

Imagem: Cacá Dominiquini
Foto do projeto InspirAção - Cacá Dominiquini
Foto do projeto InspirAção

Depois de maturar a ideia, criar o nome e as redes sociais do projeto, Cacá divulgou sua proposta e material como fotógrafa em todos os grupos destinados a pessoas amputadas que encontrou no Facebook. Para conquistar a confiança das interessadas, esclareceu individualmente que não haveria custo nenhum pela realização dos ensaios. A única condição é que as fotografadas concedessem o uso das imagens para Cacá poder alavancar a divulgação do projeto.

Duda é a participante mais nova do InspirAção, que conta hoje com 40 mulheres. "Pensei que a Duda tiraria as fotos e ponto final, como se faz em uma agência, mas estava enganada", diz Juliana Burani Mota, sua mãe. "Além de grandes amizades, esse projeto ajudou minha pequena, que ama dançar e praticar atividades físicas, a se amar e a acreditar mais em si."

Repercussão e interesse internacional

Com a adesão de mulheres de origens, idades e profissões diferentes, Cacá criou um grupo de WhatsApp para reuni-las e para que interajam, se autofortaleçam e troquem informações. Fazem parte dele atletas, médicas, donas de casa, motoristas, estudantes, secretárias, mães, filhas e avós que, em comum, compartilham histórias de dificuldades, preconceitos, mas também de aprendizados, conquistas e superação.

Imagem: Cacá Dominiquini
Até hoje, 40 mulheres já participaram de sessões de fotos no projeto voluntário de Cacá - Cacá Dominiquini
Até hoje, 40 mulheres já participaram de sessões de fotos no projeto voluntário de Cacá

"Pouco depois de estabelecermos contato, agendamos pelo grupo os primeiros ensaios fotográficos, que, desde então, não pararam mais de serem produzidos. Quando dá tempo, consigo fotografar várias mulheres num mesmo dia e depois separadamente", explica Cacá.

Com a repercussão das primeiras fotos divulgadas na internet e entre amigas e conhecidas, a procura de mulheres amputadas aumentou. Assim, ele ganhou visibilidade na TV, em exposições, palestras e feiras. As participantes são moradoras de Campinas e de municípios vizinhos, como São Paulo e Mogi Guaçu. Mas mulheres de várias outras localidades e até de outros países, como China, Uruguai e Polônia, demonstraram interesse em serem fotografadas também.

Convite para ser modelo

                   Imagem: Cacá Dominiquini
                      Rosana Ribeiro: convite para ser modelo - Cacá Dominiquini
                   Rosana Ribeiro: convite para ser modelo

A motorista particular Rosana Ribeiro, uma das primeiras a ser fotografada, recorda a reação das pessoas quando a reconheciam na rua. "Depois que as fotos começaram a ser divulgadas, chegava nos lugares e as pessoas me abordavam e pediam para tirar selfie, porque me reconheciam", diz a mulher, que teve que amputar a perna direita depois de um acidente de moto. "Sai do anonimato e conheci muita gente que, inclusive, passou a me visitar em casa, convidar para almoçar e até me chamar para ser modelo em eventos."

O principal motivo para que as fotos façam tanto sucesso, segundo a autora, é que elas revelam força e determinação, em vez de sofrimento e incapacidade. Cacá tem o cuidado de que todas as locações dos ensaios atendam necessidades individuais: elas devem ser acessíveis para quem tem ou não próteses, usa ou não muletas, locomove-se de cadeira de rodas ou ainda deseja usar salto alto.

Fotos devem virar livro

Da criação do projeto até hoje, Cacá já fez mais de 20 ensaios fotográficos, que ela espera em breve reunir em um livro. Para isso, está atrás de patrocínio para fotografar mulheres amputadas também no exterior.

"Participo de palestras e mesas redondas em feiras e instituições de ensino e discuto que, na prática, são poucos que falam dessas questões", afirma a fotógrafa. "Dou como exemplo a falta de incentivo das empresas, já que muitas só contratam pessoas com deficiência por causa da lei. São muitas histórias e lições que aprendo com essas mulheres."

A veterinária Roberta Congentino, que perdeu as pernas em um atropelamento aos 15, também teve seu ensaio produzido. "Sou formada em medicina veterinária porque sempre lutei pelo que quis e mostrei que tinha capacidade. Do contrário, por ter perdido as duas pernas, se tivesse dado ouvido aos outros era para eu ter ficado sentada e parada a vida inteira", diz.

                 Imagem: Cacá Dominiquini
                    A veterinária Roberta, uma das fotografadas - Cacá Dominiquini
                 A veterinária Roberta, uma das fotografadas

Para ela e Rosana, que são mães, o projeto de Cacá contribui não apenas para mostrar às mulheres amputadas e às pessoas em geral que elas podem ser desejadas, capazes e completas como mulheres, mas também às novas gerações o que é preciso ser compreendido desde cedo: "A importância de se amar e saber que é possível ir mais além do que se imagina", diz Roberta.

Bicicleta criada que permite passear com cadeirantes vira sucesso na internet - Veja o vídeo.

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Por: A Soma de Todos Afetos

A bicicleta adapta originalmente foi criada para que Bill conseguisse levar a sua esposa com Alzheimer, Glad, para passear ao ar livre. Mas o que foi feito por amor, acabou se tornando um enorme sucesso, pois agora permite que várias pessoas com mobilidade reduzida, principalmente cadeirantes, possam ter companhia e meios para aproveitar a vida.



A bicicleta que parece bastante com um triciclo foi criada e projetada especialmente para passeios ou rotas que permitem a transferência de pessoas com mobilidade reduzida. Dessa forma e como a imagem mostra, a bicicleta exige que uma pessoa pedale enquanto a outra é levada na frente numa cadeira totalmente confortável.

A cadeira pode levar uma pessoa com dificuldades motoras porque ela não requer pedal. Sem dúvida, é uma invenção incrível que permite que pessoas que antes não podiam sair com normalmente ou que tinha grandes dificuldades de locomoção, apreciem o ar livre novamente.

Para saber mais como ela funciona, veja o vídeo abaixo que mostra o amor profundo responsável pela criação dessa maravilhosa invenção.


Em homenagem a jogador com câncer, Seleção masculina de goalball raspa o cabelo

Foto: CBDV
Foto: CBDV

A Seleção Brasileira masculina de goalball raspou a cabeça em homenagem a um colega de equipe que está com câncer. O time está reunido no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, para a primeira fase de treinamento da temporada 2020, que se encerra na próxima quarta-feira, 5. A Seleção feminina também está em treinamento na capital paulista.

Dênis Henrique de Oliveira, 30 anos, nasceu com a Doença de Stargardt, que provocou a perda parcial da visão. Ele já integrava a Seleção Brasileira de goalball há um ano, quando recebeu o diagnóstico com linfoma de Hodgkin (um câncer do sangue com origem no sistema linfático).

“Ele me procurou com uma dor na cervical. Eu achei estranho e já fizemos os exames no mesmo dia. Foi tudo rápido e organizado. Como o médico era novo na equipe da Seleção, eu e a psicóloga lemos a notícia com ele. Foi difícil porque é como se ele fosse da família”, relatou Rafael Loscki, fisioterapeuta da Seleção de goalball.

O jogador natural de Suzano, interior de São Paulo, recebeu a notícia durante a última fase de treinamento da Seleção em dezembro de 2019. Dênis já iniciou o tratamento com quimioterapia para combater o linfoma. “Na hora que soubemos foi um baque, mas temos que passar força para ele, sabemos que é um momento delicado na vida dele, mas nós somos uma equipe unida e estamos juntos para o que der e vier”, comentou Romário Marques.

Rafael foi quem raspou o cabelo dos sete jogadores na tarde desta sexta-feira, 31. “Os meninos abraçam as coisas muito rápido. O Romário propôs o movimento e eu trouxe a maquininha. Fico feliz em poder ajudar de alguma forma”, disse o fisioterapeuta.

O medalhista paralímpico e bicampeão mundial, Romário, foi o primeiro a ficar careca. Na terça-feira, 28, um dia antes de vir para fase de treinamento, ele já havia adotado o novo visual.

O Brasil já possui vaga pelo goalball nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. As equipes brasileiras carimbaram seus passaportes para o Japão em junho de 2018, no Mundial da modalidade em Malmo, na Suécia. Nesta competição, o time masculino foi campeão e o feminino conquistou o bronze.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Policiais e moradores de Suzano participam de mutirão em São Paulo de doação de sangue à criança com doença rara

Crianças de 2 anos, é portadora de doença que deixa a pele sensível, descolando e causando ferimentos em pequenos impactos.

Por Natan Lira, G1 Mogi das Cruzes e Suzano

Grupo de Suzano foi a São Paulo para doar sangue à bebê de Minas Gerais.  — Foto: Paula Real/Arquivo Pessoal
Grupo de Suzano foi a São Paulo para doar sangue à bebê de Minas Gerais. — Foto: Paula Real/Arquivo Pessoal

Vinte e cinco pessoas entre policiais militares e moradores de Suzano participaram de um mutirão de doação de sangue a uma bebê de 2 anos de Minas Gerais, que está internada para tratamento em um hospital particular da capital paulista. A ação foi nesta terça-feira (28).

Segundo informações da PM, a criança é portadora de epidermólise bolhosa (EB) distrofica recessiva, doença genética rara caracterizada por grande sensibilidade da pele, devido à falta de adesão entre as células da epiderme, em que qualquer traumatismo pode levar à formação de bolhas e ao descolamento da pele.

A ação foi mobilizada por Paula Real dos Santos, cabo da Polícia Militar, que atualmente mora em Suzano, mas é da cidade de Várzea da Paula, na região norte do estado de Minas Gerais, onde a bebê nasceu.

Ela diz que acompanha pelo perfil dedicado à pequena nas redes sociais o andamento do tratamento dela.

"Em junho do ano passado, ela passou por um transplante de medula óssea, que melhorou muito a condição de vida dela, mas agora começou uma rejeição. Ela foi trazida para tratamento aqui em São Paulo. A mãe fez uma publicação nas redes sociais dizendo que precisava de sangue e eu senti que era a minha hora de ajudar", conta.

A publicação foi na semana passada. Depois de a cabo comentar sobre o assunto no 32º Batalhão de Suzano, alguns policiais se mobilizaram a ajudar também. Ela entrou em contato com o hospital em que a bebê está e alinhou a doação. "São quase três horas de viagem até lá, e estávamos em 25 pessoas. A empresa do transporte municipal de Suzano nos cedeu um ônibus para fazer o transporte", conta.

Segundo a cabo, cada um doou uma bolsa de sangue, com capacidade para, em média, 400 ml. Ela não sabe ao certo quanto a criança está usando atualmente, mas espera que o volume ajuda a repor o estoque de sangue na unidade.

O G1 entrou em contato com a mãe da criança, mas ela não conseguiu atender à reportagem.

Fonte: g1.globo.com

Universitário com paralisia cerebral lança livro nesta quinta em Campo Grande para tratar de superação e desafios na carreira - Veja o vídeo.

Geraldo Júnior Duarte faz jornalismo e decidiu escrever o livro para falar sobre as dificuldades e superações que lida desde criança.

Por G1 MS e TV Morena

Jovem com paralisia lança livro em MS  — Foto: TV Morena/Reprodução
Jovem com paralisia lança livro em MS — Foto: TV Morena/Reprodução

O acadêmico de jornalismo e agora escritor, Geraldo Júnior Duarte, lança na noite desta quinta-feira (30) o livro “Caminho para a Faculdade”, que relata os desafios do autor em fazer uma graduação e também a inclusão na carreira de jornalista.

Clique AQUI para ver o vídeo.

A estudante é natural de Bela Vista, região sudoeste do estado e tem paralisia cerebral causada pela falta de oxigênio durante o nascimento. Ele é acadêmico do 5° semestre do curso de jornalismo em Campo Grande, e decidiu escrever o livro para falar sobre as dificuldades que enfrenta desde criança, e da importância em não se deixar abater pelas limitações.

“O livro fala sobre caminhos, e nele detalho de maneira geral o processo de uma pessoa com uma limitação na universidade, e no início da carreira profissional”, explicou.

Geraldo iniciou os estudos em uma escola convencional de Bela Vista, e depois mudou-se para a capital. Além de se dedicar a escrita, Geraldo também faz estágio na universidade. O término da graduação será em 2020, onde outra etapa vai começar: a aceitação no mercado de trabalho.

“Estamos engatinhando sobre a aceitação no mercado de trabalho. As pessoas precisam saber que o intelecto e a eficiência não são dependentes exclusivamente de alguma limitação física”, conclui.

Serviço

Endereço: Avenida Mato Grosso, 4840 – Cotolengo
Horário: 19 horas
Entrada: 2 kg de alimentos

             O jovem de 27 teve uma paralisia cerebral causada pela falta de oxigênio durante o nascimento e lançará o livro neste mês  — Foto: Geraldo Duarte Júnior/Arquivo pessoal
O jovem de 27 teve uma paralisia cerebral causada pela falta de oxigênio durante o nascimento e lançará o livro neste mês — Foto: Geraldo Duarte Júnior/Arquivo pessoal

Fonte: g1.globo.com




'Vou ter mais noção do mundo', celebra enfermeira após receber aparelho auditivo em Macapá

Elziane Pinheiro, de 42 anos, foi uma das 20 pacientes agraciadas gratuitamente com equipamento do SUS nesta quinta-feira (30).

Por Victor Vidigal, G1 AP — Macapá

Momento em que Elziane Pinheiro recebeu aparelho auditivo — Foto: Victor Vidigal/G1
Momento em que Elziane Pinheiro recebeu aparelho auditivo — Foto: Victor Vidigal/G1

Há três anos, a enfermeira Elziane Pinheiro, de 42 anos, começou a perceber a perda de audição. Com isso, passou a não ouvir conversas importantes e a ter dificuldades no trabalho e na socialização. Além disso, teve que lidar com a falta de compreensão das pessoas sobre a deficiência.

Depois de muito adiar, nesta quinta-feira (30) ela foi uma das agraciadas com um aparelho auditivo fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e distribuído gratuitamente em Macapá pelo Centro de Reabilitação do Amapá (Creap). Para ela, será o fim dos incômodos e a oportunidade de perceber mais o mundo em volta.

"Eu nem tenho ideia do quanto de coisas que eu não consigo escutar. Pessoas falam comigo e para não pedir para repetir finjo que entendi. Tem outras que não compreendem, acham que estou mentindo sobre a minha deficiência. Tudo isso gera um incômodo. Quando usar o aparelho acho que vou ter mais noção do mundo a minha volta e, consequentemente, mais qualidade de vida", afirmou Elziane.

Gerente da Clínica de Saúde Auditiva do Creap, Thaís Basto — Foto: Victor Vidigal/G1
Gerente da Clínica de Saúde Auditiva do Creap, Thaís Basto — Foto: Victor Vidigal/G1

Ao todo, 40 aparelhos foram entregues à 20 pacientes do Creap. O modelo do equipamento é o preferido pela portabilidade e a estética que facilita a prática de esporte, explicou a gerente da Clínica de Saúde Auditiva do Creap, Thaís Basto.

"Todos os aparelhos entregues são de tecnologia bem avançada, intracanais, o que deixa o paciente mais feliz pois é mais cômodo de colocar e tirar, não chama muita atenção e não atrapalha a prática de esportes, por exemplo", disse a fonoaudióloga.

A expectativa do Creap é ultrapassar a marca de 2019, quando ocorreu a entrega de 700 aparelhos auditivos, e alcançar a marca de 900 doações durante 2020. De acordo com Thaís, cerca de 320 pacientes estão na fila de espera para receber o equipamento, que custa cerca de R$ 4 mil.

Modelo de aparelho auditivo entregue aos pacientes — Foto: Victor Vidigal/G1
Modelo de aparelho auditivo entregue aos pacientes — Foto: Victor Vidigal/G1

A alegria também estava estampada no rosto da dona de casa Ana Rita Figueiredo, de 66 anos. Ao voltar a ter a experiência de ouvir tudo, ela espera acabar com a dificuldade em conversar com as pessoas.

"É maravilhoso poder ouvir. Agora está bem melhor, estou conseguindo escutar as pessoas em volta que era a minha maior dificuldade. Sempre acontecia de pessoas que estavam do meu lado me chamarem e e não escutar. Agora está bem melhor", definiu Ana.

Dona de casa Ana Rita Figueiredo — Foto: Victor Vidigal/G1
Dona de casa Ana Rita Figueiredo — Foto: Victor Vidigal/G1

Fonte: g1.globo.com

MPF ingressa ação para que IFTM em Ituiutaba garanta intérprete de libras a deficientes auditivos

Segundo o órgão federal, unidade de ensino deve fornecer o serviço, ainda que de forma individualizada. Instituto se posicionou na ação. G1 procurou IFTM.

Por G1 Triângulo e Alto Paranaíba

MPF quer que IFTM de Ituiutaba contrate, imediatamente, três intérpretes de libras — Foto: Reprodução/Facebook IFTM Ituiutaba
MPF quer que IFTM de Ituiutaba contrate, imediatamente, três intérpretes de libras — Foto: Reprodução/Facebook IFTM Ituiutaba

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma Ação Civil Pública (ACP) contra o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM), campus de Ituiutaba. O procurador da República Wesley Miranda Alves assina o ofício.

A informação foi publicada pelo órgão nesta quarta-feira (29). A ACP solicita ao judiciário que a instituição de ensino cumpra a legislação que obriga fornecimento de tradutor e intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) para alunos com deficiência auditiva.

O MPF pede, ainda, que a instituição forneça o serviço sempre que necessário e se o aluno solicitar, inclusive com atendimento individualizado. Casos recentes de estudantes prejudicados pela falta do profissional motivaram a ação (veja abaixo).

O G1 entrou em contato com o Instituto para posicionamento e aguarda retorno.

Casos

De acordo com o órgão, em fevereiro de 2019, o MPF instaurou inquérito depois de receber duas representações: a primeira, da mãe de um aluno que noticiava a ausência dos profissionais para acompanhamento de alunos surdos no curso técnico de Eletrotécnica integrado ao ensino médio.

Em seguida, outro aluno, do mesmo curso, também informou que não contava com o intérprete, pois a única servidora lotada na instituição estava afastada de licença médica, por tempo indeterminado.

O que alegou o IFTM

Segundo o MPF, ao ser questionado, o IFTM confirmou que a intérprete de Libras estava afastada por motivos de saúde, inviabilizando o atendimento dos alunos. Em seguida, informou que tinha realizado consulta ao Ministério da Educação (MEC) para a contratação dos profissionais, mas que aguardava a disponibilidade de orçamento.

Em agosto, ao ser novamente cobrada, a IFTM limitou-se a informar que a contratação dos profissionais dependia de autorização da União e que um procedimento administrativo tinha sido instaurado no MEC para a contratação dos profissionais.

Procurador

Para o procurador Wesley Miranda Alves, entraves burocráticos não resolvidos pela instituição de ensino estão prejudicando os alunos com deficiência auditiva, que têm o processo de aprendizagem prejudicado por ausência dos profissionais especializados.

“É sua responsabilidade, nesta condição, oferecer os meios necessários e adequados para que as pessoas com deficiência possam exercer o seu direito à educação. No presente caso, incumbe-lhe disponibilizar acesso a tradutor intérprete de Libras para intermediação do processo ensino-aprendizagem e demais atividades educacionais pertinentes”, argumentou.

Insuficiente

Ao analisar a documentação encaminhada pela instituição, o MPF identificou ser necessária a contratação de três profissionais habilitados em Libras, só para o campus de Ituiutaba, pois, "como ocorrido em 2019, o afastamento da única profissional que trabalha no campus levou a suspensão do atendimento aos estudantes, causado um prejuízo incalculável".

Ainda de acordo com a documentação, pelo número de alunos no campus Ituiutaba, seriam necessários três profissionais para que o atendimento não fosse interrompido. Em setembro, o MPF enviou uma recomendação ao IFTM para que, em até 20 dias, cumprisse integralmente a legislação e que fosse contratado intérprete para atendimento individualizado dos estudantes.

Entretanto, conforme informações encaminhadas pela instituição de ensino em 20 de janeiro, até o momento os intérpretes de Libras não tinham sido contratados, "trazendo prejuízos aos alunos do Campus de IFTM em Ituiutaba, que não puderam ter aproveitamento normal no ano letivo de 2019".

Pedidos

Por isso, o MPF pediu, liminarmente, que o IFTM disponibilize, imediatamente, três interpretes, mesmo que temporariamente e em caráter emergencial, para atender à demanda dos alunos com deficiência auditiva em Ituiutaba, até que seja efetivada a regular contratação dentro dos parâmetros legais.

Depois da contratação emergencial, o MPF solicitou que, em 15 dias, se adote as providências cabíveis para a regular contratação dos profissionais especializados necessários para suprir as necessidades especiais dos alunos com deficiência na unidade.

Fonte: g1.globo.com

Prefeitura revalida cartão de ônibus para pessoas com deficiência em Juiz de Fora

Processo garante gratuidade no transporte público. Ação deve ocorrer até março.

Por G1 Zona da Mata

Prefeitura realiza revalidação de cartão de ônibus em Juiz de Fora — Foto: Prefeitura de Juiz de Fora/Divulgação
Prefeitura realiza revalidação de cartão de ônibus em Juiz de Fora — Foto: Prefeitura de Juiz de Fora/Divulgação

A Prefeitura de Juiz de Fora realiza a revalidação do cartão de ônibus para pessoas com deficiência que não passam na roleta. A ação deve ocorrer até o mês março e o processo de renovação garante gratuidade no transporte público.

Para revalidar ou adquirir o benefício pela primeira vez, basta comparecer à Avenida Itamar Franco, 608, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h, com cópias e originais dos seguintes documentos:
  • Carteira de identidade

  • Comprovantes de residência e renda atualizados

  • Formulário do laudo médico atualizado

De acordo com o Executivo, os atuais cartões continuam válidos durante o processo de revalidação, e o usuário deve acompanhar o calendário anexado nos ônibus.

Fonte: g1.globo.com

App ajuda pessoas com deficiência visual em tarefas do dia a dia

O aplicativo 'Be My Eyes' conecta cegos a voluntários por meio de chamadas de vídeo para ajudá-los em tarefas simples

App ajuda cegos em atividas simples do dia a dia. Seja voluntário!
App ajuda cegos em atividas simples do dia a dia. Seja voluntário!

JULYANA OLIVEIRA | FOTOS DIVULGAÇÃO

Quais aplicativos não podem faltar no seu smartphone? Provavelmente integram a lista o whatsapp, o instagram e o e-mail. Para as mamães e papais de plantão, os jogos da criançada com certeza também fazem parte do pacote. Resumidamente: entretenimento, redes sociais e apps de trocas de mensagens estão presentes no celular de quase todo mundo.

No entanto, uma novidade promete entrar para a sua lista. Disponível para IOS e Android, este aplicativo vai muito além das ofertas de diversão e comunicação instantânea e pode fazer toda a diferença na vida de alguém. É o 'Be My Eyes', serviço gratuito que conecta pessoas com deficiência visual a voluntários que podem auxiliá-los em tarefas simples do dia a dia como, por exemplo, ler o resultado de um exame de diabetes ou, simplesmente, escolher a melhor roupa para um compromisso.


Para fazer parte da rede, basta fazer o download do aplicativo e se cadastrar gratuitamente. A ajuda é realizada por meio de chamada de vídeo, um vídeo explicativo exibido no app ensina o passo a passo. De acordo com os dados da plataforma, existem mais de 3 milhões de voluntários participantes e quase 190 mil cegos cadastrados. Ou seja, caso você não possa atender a ligação no momento da chamada, não precisa se preocupar, vários outros usuários também recebem o chamado.


O app surgiu em 2015, após o artesão de móveis dinamarquês Hans Jørgen Wiberg descobrir que um amigo com deficiência visual fazia ligações de vídeo para a família quando precisava de alguma ajuda específica. Inspirado na ideia, Wiberg criou o 'Be My Eyes' e após 24 horas do lançamento já haviam mais de 10 mil pessoas cadastradas. Atualmente, o aplicativo está disponível em 180 idiomas e os voluntários podem oferecer ajudar em até duas línguas diferentes.

Pessoa com deficiência poderá ganhar prioridade na restituição do Imposto de Renda

Marcos Oliveira/Agência Senado
Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) realiza reunião com 9 itens. Entre eles, Emendas de Plenário ao PLC 130/2011, que iguala salários de homens e mulheres.  À mesa: senador Paulo Rocha (PT-PA); presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS); senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ).   Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Projeto será analisado na Comissão de Direitos Humanos

Da Redação

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) analisa um projeto que concede preferência para pessoas com deficiência na restituição do Imposto de Renda. O Projeto de Lei (PL) 6.569/2019, do ex-senador Vital do Rêgo, aguarda designação de relator na comissão.

A proposta altera a lei que trata de tributos federais (Lei 9.250, de 1995) para que as pessoas com deficiência e os idosos, nessa ordem, tenham prioridade na liberação da restituição de Imposto de Renda.

O ex-senador Vital Rêgo destacou que o poder público federal tem obrigação constitucional de cuidar da saúde, da assistência pública e da proteção das pessoas com deficiência. Para ele, as garantias devem se expressar por intermédio de políticas públicas consistentes que assegurem condições especiais para a inserção social dessas pessoas, e com isso reduzir ou eliminar as barreiras decorrentes da deficiência.

“Uma das maneiras mais fáceis de suprir a desigualdade que aflige os portadores de deficiência é a de lhes proporcionar alguma vantagem temporal no recebimento da devolução do Imposto de Renda”, declarou.

A proposta inicial (PLS 571/2011) foi aprovada no Senado em 2013. Na Câmara dos Deputados, recebeu emenda na Comissão de Finanças e Tributação para garantir prioridade às pessoas com deficiência mesmo em relação a idosos, que já têm preferência garantida pelo Estatuto do Idoso (Lei 10.741, de 2003).

Caso seja aprovado na CDH, o projeto seguirá para análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e para votação no Plenário.

Educação inclusiva – o que determina a legislação brasileira

Senadora Mara sorrindo sentada em sua cadeira de frente a um mural com a fotografia de uma menina com Síndrome de Down.

Ao longo desta semana, estão acontecendo reuniões da Comissão de Revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Especial 2020, no âmbito do Conselho Nacional de Educação.

Com o objetivo de orientar o grupo sobre o que deve ser feito para garantir uma educação inclusiva de qualidade a todos os brasileiros, oficiei o colegiado ressaltando a importância de essa revisão estar alinhada ao que determina a legislação brasileira, em especial a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada pelo Brasil desde 2008. A Convenção e seu Protocolo Facultativo possuem status de emenda constitucional. Ou seja, seu cumprimento não é opcional, mas sim um compromisso que deve ser seguido à risca pelo Estado.

Encaminhei também ao Conselho o Comentário Geral nº 4, de 2016, emitido pelo Comitê da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, do qual sou membro eleita, que estabelece aos Estados Partes signatários da Convenção orientações de como proceder para a efetivação do direito à uma educação inclusiva expresso no art. 24 do Tratado Internacional.

A inclusão na rede pública e privada não pode, sob qualquer alegação, não acontecer nem ser dificultada. NENHUMA escola pode alegar ônus desproporcional ou indevido para evitar a obrigação de realizar adaptações necessárias.

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), a Lei Federal de Acessibilidade (Lei 10.098/2000) e o Decreto 7611/2011 devem ser seguidos pelo Conselho Nacional de Educação, com vistas a garantir todas as condições de acesso, permanência, participação e aprendizagem a todas as crianças, adolescentes e jovens, desde a educação infantil, passando pela educação básica, ensino técnico e superior, chegando aos mais elevados níveis de escolarização e de ensino.

Garantir o direito à educação a todos é nossa bandeira, nossa meta e nossa visão de Brasil realmente desenvolvido. Não se cresce subtraindo de alguém o direito de frequentar a escola. A escola que deve ser feita por todos e para todos.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Quatro homens invadem casa de cadeirantes e roubam dinheiro, na Paraíba - Veja o vídeo

Suspeitos estavam armados e encapuzados e levaram o dinheiro que seria usado para compra de remédios.

Por G1 PB

Homens invadem casa, em zona rural de Montadas, e levam dinheiro de cadeirantes — Foto: Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
Homens invadem casa, em zona rural de Montadas, e levam dinheiro de cadeirantes — Foto: Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Uma casa foi invadida por quatro homens, armados e encapuzados, na Zona Rural de Montadas, na Paraíba, no último fim de semana. No local moram três idosas, mãe e filhas, todas cadeirantes.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Segundo informações das vítimas, os bandidos arrombaram a porta e anunciaram o assalto. Após serem rendidas, os homens levaram o dinheiro que seria usado para a compra de remédios. "Eles só queriam o dinheiro mesmo, eu tinha para comprar meu remédio (…) aí eu disse onde estava, ele pegou, rasgou até a caixa do remédio para tirar de dentro", afirmou uma delas.

Esta é a quarta vez que a casa é invadida por assaltantes nos últimos anos. Até o momento nenhum dos suspeitos foi preso.

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Quatro homens invadem casa de cadeirantes e roubam dinheiro, na Paraíba

Fonte: g1.globo.com

Calendário 'Iti Malia' traz fotos de crianças com Down para espalhar amor e ajudar a quebrar preconceitos

Crianças foram fotografadas vestidas de professora, jornalista, mecânica e outras profissões. Ideia é mostrar que pessoas com a síndrome podem ocupar qualquer espaço.

Por Jesana de Jesus, G1 Tocantins

                          Calendário Ili Malia: "Essa lindeza sabe arrancar sorrisos como ninguém. Olha só o sorrisão do paciente" — Foto: Divulgação/Public
Calendário Ili Malia: "Essa lindeza sabe arrancar sorrisos como ninguém. Olha só o sorrisão do paciente" — Foto: Divulgação/Public

Uma associação que representa crianças com Down teve a ideia de fazer um calendário diferente, fofinho, fazendo todo sentido àquela famosa expressão "Iti Malia". A iniciativa contou com o apoio de uma agência de publicidade, que fez a arte e fotografou as crianças vestidas de professora, jornalista, construtor civil, dentista, corretor de imóveis e outras profissões. A ideia é mostrar que elas podem ocupar qualquer espaço.

A ideia é também vender os calendários para arrecadar dinheiro e ajudar na manutenção da Associação de Pais e Amigos da Pessoa com Trissomia do 21 do Estado do Tocantins, criada no ano passado na capital. A síndrome é uma doença que causa atrasos de desenvolvimento e intelectuais.

Cada foto é mais linda que a outra. As imagens transmitem alegria, emoção e podem espalhar ainda mais amor. Nas páginas dos calendários, sempre há uma frase enaltecendo a beleza e a capacidade das crianças.

                        Calendário Iti Malia: Comunicativa, Yasmin Carvalho, de 9 anos, se vestiu de jornalista — Foto: Divulgação/Public
Calendário Iti Malia: Comunicativa, Yasmin Carvalho, de 9 anos, se vestiu de jornalista — Foto: Divulgação/Public

"A lindeza dessa jornalista merece a primeira página do jornal". Essa é a frase que aparece ao lado da foto da pequena Yasmin Carvalho de 9 anos. Comunicativa, ela espalha alegria e durante o ensaio aproveitou para praticar um pouquinho da profissão e brincar de entrevistar os colegas.

"Esse ensaio foi maravilhoso. Como mãe de criança com Down, às vezes fico insegura. Fazem 9 anos e às vezes ainda preciso cair a ficha de que ela é especial. É tanto apoio bom, que a criança se sente igual. Através desses eventos e iniciativas, a gente percebe que eles são capazes. Ela já está independente, conversa com todo mundo, tem uma deficiência na fala, mas não tenho preocupação a respeito da convivência dela", disse a mãe Maria José de Carvalho, jornalista pioneira no Tocantins.

Para ela, a iniciativa pode ajudar a quebrar preconceitos. "Isso é muito gratificante, às vezes sentimos que ainda existe preconceito, mas quando temos oportunidade, mostramos que eles são capazes e sentimos mais segurança. A vontade é de cada vez mais incentivar, não existe essa de ficar dentro de casa porque tem Síndrome de Down".

                         Calendário Iti Malia: "Pensando em comprar ou alugar? É essa fofura que você deve chamar" — Foto: Divulgação/Public
Calendário Iti Malia: "Pensando em comprar ou alugar? É essa fofura que você deve chamar" — Foto: Divulgação/Public

Esse é o terceiro ano que a associação faz os calendários. A ideia surgiu através de uma mulher, que tem filho com Down e tomou conhecimento de uma iniciativa parecida realizada em Goiânia.

A conselheira da associação Adriana Tiemi tomou frente para colocar a ideia em prática. Nos dois primeiros anos, as mães se juntaram, conseguiram patrocínio, investiram o próprio dinheiro e fizeram o projeto acontecer. Esse ano, uma agência de publicidade topou fazer toda a produção do calendário.

No dia das fotos, a empresa preparou um dia de brincadeiras, com piscina de bolinha, pula-pula e balões no estúdio, além de lanche e muita animação para a criançada.

                         Calendário Iti Malia: "Esse craque vestiu a camisa e já é um fenômeno da nossa seleção" — Foto: Divulgação/Public
Calendário Iti Malia: "Esse craque vestiu a camisa e já é um fenômeno da nossa seleção" — Foto: Divulgação/Public

O calendário pode ajudar a expandir a associação. "Através da associação, a gente quer trazer melhorias, principalmente para as famílias que não têm condições. A gente quer trazer convênios com profissionais, com terapeutas, fisioterapeutas, nutricionistas, profissionais que possam ofertar algum tipo de desconto para quem é associado, porque a gente que tem um filho com síndrome de Down sabe o tanto que é caro cada terapia que eles precisam, cada consulta médica".

Adriana sabe bem o quanto isso é importante. Ela tem uma filha de 5 anos com Down. Giovana também participou do ensaio, se vestiu de dentista para espalhar fofura.

A mãe, que é apaixonada pela menina, sonha com um mundo em que há verdadeira inclusão.

"A gente quer tentar esclarecer mais para a população o que é a Síndrome de Down, quais são as principais dificuldades, quais são os direitos que essa pessoa tem. A gente quer mostrar que é uma pessoa que pode ser totalmente incluída sem nenhum preconceito. Eu não falo de uma inclusão de fachada", concluiu

                    Calendário Iti Malia: "A carinha de quem sabe que um sorrisinho é o melhor temperinho" — Foto: Divulgação/Public
Calendário Iti Malia: "A carinha de quem sabe que um sorrisinho é o melhor temperinho" — Foto: Divulgação/Public

                      Calendário Iti Malia: "Com uma carinha dessas, aposto que vai querer um orçamento para a casa toda" — Foto: Divulgação/Public
Calendário Iti Malia: "Com uma carinha dessas, aposto que vai querer um orçamento para a casa toda" — Foto: Divulgação/Public

                            Calendário Iti Malia: "Atenção para a bombeira mais fofa que você irá ver esse mês" — Foto: Divulgação/Public
Calendário Iti Malia: "Atenção para a bombeira mais fofa que você irá ver esse mês" — Foto: Divulgação/Public

                       Calendário Iti Malia: "Essa sementinha já está pronta para germinar e encantar" — Foto: Divulgação/Public
Calendário Iti Malia: "Essa sementinha já está pronta para germinar e encantar" — Foto: Divulgação/Public

                       Calendário Iti Malia: "A carinha de quem já pinta o sete" — Foto: Divulgação/Public
Calendário Iti Malia: "A carinha de quem já pinta o sete" — Foto: Divulgação/Public

                        Calendário Iti Malia: "Nosso pequeno construtor já está pronto para qualquer serviço" — Foto: Divulgação/Public
Calendário Iti Malia: "Nosso pequeno construtor já está pronto para qualquer serviço" — Foto: Divulgação/Public

                             Calendário Iti Malia: "Cada look é um show de fofura com essa iti malia" — Foto: Divulgação/Public
Calendário Iti Malia: "Cada look é um show de fofura com essa iti malia" — Foto: Divulgação/Public

                              Calendário Iti Malia: "Aprender nunca foi tão fácil com essa professora que dá aula de simpatia" — Foto: Divulgação/Public
Calendário Iti Malia: "Aprender nunca foi tão fácil com essa professora que dá aula de simpatia" — Foto: Divulgação/Public

                       Calendário Iti Malia: "Esse sorrisinho vai deixar seu coração quentinho" — Foto: Divulgação/Public
Calendário Iti Malia: "Esse sorrisinho vai deixar seu coração quentinho" — Foto: Divulgação/Public

                          A ideia é mostrar que crianças com Down podem ocupar qualquer espaço — Foto: Divulgação/Public
A ideia é mostrar que crianças com Down podem ocupar qualquer espaço — Foto: Divulgação/Public

                  Calendário com crianças com Down pode quebrar preconceito — Foto: Divulgação/Public
Calendário com crianças com Down pode quebrar preconceito — Foto: Divulgação/Public