sábado, 7 de março de 2020

Ministra participa do Fórum de Políticas Públicas para Mulheres com Deficiência

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A ministra Damares Alves marcou presença no Fórum de Políticas Públicas para Mulheres com Deficiência, nesta sexta-feira (06), em Brasília (DF).

O fórum foi uma das ações programadas pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) para o mês de março, em que se comemora o dia internacional da mulher (8 de março). O evento, realizado pela Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNDPD), tratou de temas como violência contra mulher com deficiência, saúde e protagonismo.

Para Damares, o fórum é a grande oportunidade para ouvir o grito das mulheres com deficiência. “Quantas mulheres com deficiência no Brasil estão gritando, quantas não podem gritar por estarem amarradas a uma cama. Dói para nós no ministério receber tantas denúncias de violência contra a mulher com deficiência”, ressaltou.

A titular da SNDPD, Priscilla Gaspar, ressaltou a importância do evento."O fórum foi o momento de manter aberto um diálogo entre a secretaria e a população, de forma a mapear os maiores desafios e anseios das mulheres com deficiência, além de ouvir sugestões e propostas para enfrentá-los", explica.

A reunião contou com especialistas da área e representantes da sociedade civil e do governo, a fim de fortalecer o trabalho conjunto em busca da construção de novas políticas públicas ou para os devidos ajustes nas já existentes.

Doenças raras: RN é o 3º estado do Brasil com maior prevalência de Mucopolissacaridoses, diz especialista

Síndrome é provocada por um erro no metabolismo e compromete articulações, vias respiratórias e funções cognitivas. Secretaria de Saúde contabiliza pelo menos 23 casos no estado.

Por Bruno Vital e Leonardo Erys, G1 RN

Bela tem 4 anos e é portadora de Mucopolissacaridose tipo VI — Foto: Sesap/Reprodução
Bela tem 4 anos e é portadora de Mucopolissacaridose tipo VI — Foto: Sesap/Reprodução

O Rio Grande do Norte tem hoje pelo menos 23 casos de Mucopolissacaridoses (MPS), uma rara doença hereditária causada por erros no metabolismo que compromete ossos, articulações, vias respiratórias, sistema cardiovascular e funções cognitivas. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde Pública do RN (Sesap). Ainda segundo a pasta, é provável que existam mais casos pelo estado que ainda não foram diagnosticados.

É esse o quadro da pequena Kemilly Mabelly, de 4 anos e 11 meses. Ela nasceu em Apodi com um erro genético que provoca má formação de algumas enzimas fundamentais para o funcionamento do organismo. A garota é portadora de Mucopolissacaridose tipo VI (Síndrome de Maroteaux-Lamy) e foi diagnosticada no primeiro ano de vida, o que permitiu um maior controle da doença.

Apesar das limitações causadas pela síndrome, Bela, como é carinhosamente chamada pela mãe, leva uma vida normal. “Ela apresenta alguns problemas cardíacos e tem dificuldades para se locomover, mas vai à escola, participa das atividades e adora brincar com o irmão mais velho. Bela toma um remédio para repor as enzimas toda semana e isso ajuda na imunidade dela”, conta Alcineide Freitas, mãe de Mabelly.

“Hoje eu me dedico 100% a cuidar de Bela, por isso estamos sempre juntinhas. Todos os dias eu aprendo com ela"

Alcineide procurou ajuda médica depois de ter notado que a filha possuía deformidades na coluna e dificuldades para respirar. “Na família já tinha um caso da doença, então eu tinha essa desconfiança porque a imunidade dela era baixa. Quando bebê ela teve pneumonia. Os médicos ficavam curiosos, diziam que ela tinha alguma coisa mas não sabiam o que era. O diagnóstico veio com o geneticista João Neri, após exames que foram enviados ao Rio Grande do Sul, estado que possui um Centro de Referência”.

                          Kemilly Mabelly completará 5 anos neste mês — Foto: Arquivo pessoal/Cedida
               Kemilly Mabelly completará 5 anos neste mês — Foto: Arquivo pessoal/Cedida

“Embora rara, as mucopolissacaridoses são comuns por aqui. O RN tem a terceira maior prevalência da doença do país e a segunda do Nordeste. Perde apenas para Bahia e Rio Grande do Sul. Estamos tentando mobilizar a população primeiro para se reconhecer. E para cobrar apoio, não só nesse conhecimento do quadro, mas para divulgação dessas condições”, destaca o médico João Neri.

De acordo com o Instituto Vidas Raras, referência nacional na promoção do conhecimento sobre doenças raras, o Brasil contabiliza hoje 1.089 casos de mucopolissacaridoses. A patologia foi dividida em sete tipos pela literatura médica.

Tratamento garante qualidade de vida

                       Bela foi diagnosticada com a doença quando tinha 1 ano — Foto: Arquivo pessoal/Cedida
        Bela foi diagnosticada com a doença quando tinha 1 ano — Foto: Arquivo pessoal/Cedida

Para amenizar os efeitos da doença, Bela é medicada semanalmente em uma terapia de reposição enzimática com a substância Naglazyme, fornecida pelo Governo do Estado. Cada ampola do remédio custa R$ 6 mil. O tratamento reduz os riscos de problemas cardíacos e aumenta as defesas do organismo.

“A gente também recebe um benefício porque eu não posso trabalhar, já que preciso cuidar dela. Porém, dá para dizer que ela tem uma rotina normal, como qualquer outra criança. Ela vai completar 5 aninhos agora em março e vai entrar nas aulas de natação. Além disso, vamos sempre ao fisioterapeuta e ao fonoaudiólogo”, diz Alcineide, que também é mãe de um adolescente de 16 anos.

Em fevereiro, o Centro Especializado em Reabilitação (CRI/CRA), que faz parte da Rede de Atenção a Pessoa com Deficiência, promoveu o 5º mutirão de Mucopolissacaridose (MPS) do RN. Vinte pacientes que já recebem tratamento no CRI/CRA foram atendidos em consultas com fisioterapeuta, fonoaudiólogo, enfermeiro, psicólogo e médicos especialistas (neuropediatra, otorrinolaringologista, geneticista, ortopedista e dermatologista). Novos casos da doença rara também são diagnosticados durante os mutirões da Sesap.

Corrente do bem

Ao descobrir a doença, Alcineide Freitas passou a buscar mais informações sobre a patologia que acomete a filha. A mãe se juntou à Associação de Pessoas com Deficiência de Apodi (APDA) e à Associação de Mucopolissacaridoses do RN (AMPS). A partir desse momento, Alcineide conheceu histórias parecidas e trocou experiências com outros familiares de pessoas com algum tipo de deficiência - inclusive MPS.

“Por ser uma doença rara, a gente não tinha muita informação e não sabia direito o que era. Então na associação eu pude ter contato com outras pessoas portadoras da doença, aprender com outras mães e isso foi muito bom para mim e para Bela. O trabalho dessas associações é muito importante. Essa convivência me ajuda a auxiliar outras mães a diagnosticar a doença”, detalha Alcineide Freitas.

A solidariedade e a falta de informação sobre a rara Mucopolissacaridose também mobilizaram Regina Próspero, vice-presidente do instituto paulista Vidas Raras, que mantém diálogo com os pacientes do Rio Grande do Norte. Regina teve dois filhos com mucopolissacaridose, um deles morreu em função do diagnóstico tardio de Mucopolissacaridose tipo VI (a mesma de Bela). Ela decidiu se aprofundar no assunto e ajudar outras pessoas ao fundar a associação em 2001.

“A vida dos pais que têm um filho com uma doença rara é muito triste porque ficamos muito impotentes. Na época, ninguém sabia me explicar nada. Os médicos que nos atendiam tinham boa vontade, mas esbarravam na falta de informação. Nosso intuito é que outros pais tenham menos sofrimentos do que tivemos”, diz Regina. O Instituto Vidas Raras lançou uma campanha que busca implantar o Teste do Pezinho Ampliado em toda a rede pública de saúde, exame que pode identificar doenças raras logo após o nascimento da criança.

Regina Próspero, fundadora do Vidas Raras — Foto: Reprodução
Regina Próspero, fundadora do Vidas Raras — Foto: Reprodução

Fonte: g1.globo.com

Mãe grava reação de filha ao ganhar boneca cadeirante e vídeo viraliza - Veja o vídeo.

Ella Rogers tem apenas 2 anos e anda de cadeira de rodas por causa de uma doença congênita.

Por G1

Ella Rogers e o irmão Zachary. — Foto: Redes sociais/Reprodução
Ella Rogers e o irmão Zachary. — Foto: Redes sociais/Reprodução

Ella Rogers tem dois anos e anda de cadeira de rodas porque nasceu com espinha bífida, uma doença congênita que causa o fechamento incompleto da coluna do bebê e o impede de andar. No caso da menina, a doença a paralisou do meio do peito para baixo.

Recentemente, Ella ganhou de sua mãe uma Barbie em uma cadeira de rodas azul. A reação de surpresa e felicidade da menina foi gravada pela mãe e postada na internet. O vídeo viralizou.


“Ela tem uma cadeira de rodas”, diz a mãe, enquanto a criança segura a boneca, maravilhada. “Ela é igual a você!”

Após o vídeo ganhar o coração dos internautas, a fabricante da boneca enviou vários modelos de Barbie versão cadeirante para menina.

Ella nasceu no dia 3 de agosto e tem um irmão de 5 anos, Zachary. A família é de Ohio, nos Estados Unidos.

Fonte: g1.globo.com


Museu de Cuiabá terá visita guiada em Libras, oficinas e atividades voltadas para deficientes

Um dia será voltado para o aprendizado da língua de sinais e outro será a visitação para as pessoas com deficiência auditiva. O objetivo, segundo o museu, é buscar a inclusão de pessoas surdas em atividades culturais e de lazer.

Por G1 MT

Museu de História Natural Casa Dom Aquino terá programação especial voltada para pessoas com deficiência auditiva — Foto: Lucas Hirooka/Divulgação
Museu de História Natural Casa Dom Aquino terá programação especial voltada para pessoas com deficiência auditiva — Foto: Lucas Hirooka/Divulgação

O Museu de História Natural Casa Dom Aquino, em Cuiabá, terá programação voltada exclusivamente para pessoas com deficiência auditiva, com atividades diferenciadas e visita guiada em Libras, no dia 18 deste mês.

O evento começa às 13h e segue até às 17h.

No dia 17 deste mês, no mesmo horário, o museu também oferecerá oficinas para pessoas que querem entender um pouco mais sobre a linguagem de sinais. Na programação, os alunos devem aprender as principais palavras e expressões para se comunicarem com pessoas surdas.

Entre os principais itens do acervo estão os fósseis da preguiça, dinossauros e animais marinhos — Foto: Museu de História Natual/Divulgação
Entre os principais itens do acervo estão os fósseis da preguiça, dinossauros e animais marinhos — Foto: Museu de História Natual/Divulgação

Os dois dias de programação são gratuitos e não é necessário realizar inscrição para participar, apenas chegar no horário.

O objetivo, segundo o museu, é buscar a inclusão de pessoas surdas em atividades culturais e de lazer.

O Museu Casa Dom Aquino está localizado na Avenida Beira Rio, no Bairro Dom Aquino, em Cuiabá, com horário de funcionamento de quarta-feira a domingo, das 8h às 18h.

Os principais itens do acervo são os fósseis da preguiça e tatu gigante, dinossauros, animais marinhos e peças cerâmicas produzidas por nossos antepassados.

Fonte: g1.globo.com

Cadeirante é morto durante operação da PM na Vila Kennedy

Gilmar dos Santos Gonçalves, que teria cerca de 50 anos, foi atingido na cabeça por uma bala perdida durante confronto entre PMs e criminosos

RIO DE JANEIRO - Ludmila Gomes, do R7* - * Estagiária do R7 sob supervisão de Bruna Oliveira

Reprodução / Record TV Rio
Gilmar

chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu
Gilmar chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu

Um cadeirante morreu vítima de bala perdida durante uma operação da Polícia Militar na comunidade Vila Kennedy, zona oeste do Rio, nesta sexta-feira (6).

Gilmar dos Santos Gonçalves tinha cerca de 50 anos, de acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde.

Baleada na cabeça durante um tiroteio na comunidade, a vítima chegou a ser levada ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, na zona oeste, mas não resistiu aos ferimentos.

Em nota, a SEPM (Secretaria de Estado de Polícia Militar) confirmou que PMs do 14º BPM (Bangu) realizavam um patrulhamento na Vila Kennedy. De acordo com os próprios agentes, o confronto começou depois que os militares foram alvo de disparos.

Procurada pelo R7, a Polícia Civil ainda não se manifestou sobre as investigações do crime.

A Sevit (Secretaria de Estado de Vitimados) informou que irá buscar contato com familiares da vítima para oferecer auxílio social e psicológico, além do encaminhamento para gratuidade de sepultamento.

Vanessa Cristina concorre a prêmio de melhor atleta das Américas em fevereiro

Foto: Daniel Zappe/Exemplus/CPB
Foto: Daniel Zappe/Exemplus/CPB

A paulistana Vanessa Cristina de Souza, 30 anos, está entre os cinco finalistas do prêmio de Atleta do Mês de fevereiro, votação mensal organizada pelo Comitê Paralímpico das Américas.


O público poderá participar da escolha do melhor atleta do mês pelo site oficial da premiação (www.paralympic.org/es/americas-paralympic-committee) até a próxima sexta-feira, 13 de março. 

Em fevereiro, Vanessa Cristina foi campeã da maratona de Sevilha, na Espanha, pela classe T54, para cadeiras de rodas. Completou a prova em 1h40min23, marca 37 segundos superior ao índice estabelecido pelo Departamento Técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) como critério de convocação para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

Os demais indicados ao Atleta do Mês de fevereiro são:

- Gersson Mejía, do Parataekwondo
O atleta, da Guatemala, ganhou o ouro no Aberto da modalidade no México na classe K41 masculino (até 61kg).

- Herbert Aceituno, do Halterofilismo
O salvadorenho foi medalha de bronze na Copa do Mundo da modalidade realizada em Manchester, na Inglaterra, ao levantar 170kg na classe até 59kg. 

- Joe Pleban, do Snowboard
O norte-americano foi o destaque do Mundial da modalidade, no Canadá, ao conquistar duas medalhas de prata na classe snowboard-cross.

- María Antonieta Ortiz, do levantamento de peso
A atleta do Chile levou o ouro na Copa do Mundo da modalidade, em Manchester (ING), ao erguer 116kg pela classe até 79kg feminino. 



Abertas inscrições de alunos com deficiência para Jogos Escolares 2020


Durante todo o mês de março ficam abertas as inscrições de alunos atletas com deficiência física, intelectual ou visual para os Jogos Escolares do Estado de São Paulo. Até 31 de março, às 18h, alunos das Redes Públicas Estadual, Municipal e Particular, além das Escolas Técnicas Estaduais e Federais podem se inscrever em 12 modalidades.

Os Jogos Escolares no âmbito do paradesporto, têm como objetivo promover por meio da prática esportiva, o intercâmbio entre os alunos, além de favorecer a descoberta de novos talentos esportivos que possam ser indicados para participar dos programas "Bolsa Talento Esportivo" e "Centro de Excelência Esportiva". A ideia é que também fomente a prática esportiva por jovens com deficiência nas escolas.

No total são 12 as modalidades para atletas com deficiência: Atletismo (masculino e feminino); Basquete em Cadeira de Rodas 3 X 3 (masculino); Bocha Paralímpica (misto); Futebol de 5 (Cegos) (masculino); Futebol de 7 (masculino); Goalball (masculino e feminino); Judô (masculino e feminino); Natação (masculino e feminino); Parabadminton (misto); Tênis em Cadeira de Rodas (misto); Tênis de Mesa (masculino e feminino); Voleibol Sentado (misto).

As inscrições dos alunos com deficiência física, intelectual ou visual deverão ser realizadas dentro do prazo de 01 a 31 de março de 2020, conforme consta no regulamento: http://bit.ly/RegulamentoJEESP2020

Os jogos também selecionam alunos com deficiência para as Paralimpíadas Escolares.

SERVIÇO

Inscrições para alunos com deficiência nos Jogos Escolares 2019
Prazo: de 01 a 31 de março

sexta-feira, 6 de março de 2020

Projeto define informações mínimas do cadastro de inclusão da pessoa com deficiência

O Projeto de Lei 268/20 altera a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) para definir quais informações devem constar no Cadastro Nacional de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Cadastro-Inclusão), que foi criado pela referida lei em 2015.

Reportagem – Murilo Souza - Edição – Wilson Silveira

Will Shutter/Câmara dos Deputados
Seminário sobre Educação Integral. Dep. Rejane Dias (PT - PI)
Rejane Dias acha importante estabelecer informações mínimas para o cadastro

Segundo o projeto, o cadastro deverá conter, no mínimo, as seguintes informações:

– nome completo, data de nascimento, gênero e filiação;
– número da Carteira de Identidade ou da Certidão de Nascimento;
– cadastro de Pessoa Física – CPF;
– número do Cartão Nacional de Saúde;
– endereço;
– telefone, endereço para contato eletrônico e demais meios para contato;
– nível de escolaridade;
– formação e experiência profissional;
– número da Carteira de Trabalho;
– tipo de deficiência, com descrição da natureza do impedimento, forma de aquisição e limitações ou restrições para participação social em igualdade de condições com as demais pessoas;
– situação socioeconômica;
– outras informações sobre as condições de vida como pessoa com deficiência.

Autora do projeto, a deputada Rejane Dias (PT-PI) observa que a lei vigente não especifica quais as informações devem ser coletadas para embasar a construção de políticas públicas para pessoas com deficiência.

“Julgamos pertinente estabelecer informações mínimas que devem constar do cadastro, a fim de permitir a identificação e caracterização socioeconômica mais precisa da pessoa com deficiência”, afirmou. “Também deixamos claro que os dados coletados podem ser usados para mapeamento das pessoas com deficiência em cada estado ou município, pois são esses entes que têm de atender, diuturnamente, as demandas das pessoas com deficiência”, finalizou.

O projeto, por fim, permite que empresas interessadas na contratação de pessoas com deficiência possam consultar informações relevantes para essa finalidade, devendo ser assegurada a pessoa com deficiência confidencialidade em relação às demais informações.

Tramitação

O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Cadeirante se prepara para ser Miss Estados Unidos

Madeline Delp ficou no Top Dez Miss Carolina do Norte e ganhou o título de Miss Simpatia

Madeline Delp (Foto: Reprodução/Instagram)
Madeline Delp (Foto: Reprodução/Instagram)

REDAÇÃO MARIE CLAIRE - Matéria datada em 11 NOV 2019

Madeline Delp tem o sonho de ser Miss Estados Unidos, o que quase aconteceu no domingo (10). Ela, que defendeu o estado da Carolina Do Norte, já é a primeira cadeirante ao título de miss, mas nas preliminares para defender o estado, acabou ficando no Top Dez e faturou a coroa de Miss Simpatia.

Quando tinha dez anos, sofreu um acidente de carro, ao lado de sua família. Eles, que voltavam de um culto, foram atingidos por um caminhão desgovernado, que bateu no banco em que ela estava sentada.

"Fiquei presa lá dentro", disse em entrevistas às emissores da Carolina do Norte. Ela não se lembra de mais nada sobre o acidente. Segundo os bombeiros na ocasião, ela estava bastante machucada e eles tinham dúvidas se sobreviveria.

Madeline passou três meses internada no Hospital Mission. "Tive muitos ataques de ansiedade e de pânico nos primeiros meses porque não sabia como lidar com isso. Tinha só dez anos e meus sonhos foram tirados de mim. Não era mais a mesma pessoa".

Madeline Delp (Foto: Reprodução/Instagram)
Madeline Delp (Foto: Reprodução/Instagram)

Sem conseguir se adaptar à vida escolar, passou a estudar em casa e, quatro anos depois, se mudou com a mãe para Detroit, passando a frequentar um centro de reabilitação. "Foi aí que eu vi o que podia fazer, em vez de me concentrar no que não podia fazer. Estava deprimida por isso".

Três anos depois, passou a frequentar um curso de teatro e saiu em turnê em uma peça. Até que foi parada por uma menina também cadeirante que disse que seria emocionante se sentir representada em um evento desse porte.

Madeline Delp (Foto: Reprodução/Instagram)
Madeline Delp (Foto: Reprodução/Instagram)

Em sua conta no Instagram, Madeline contou que pretende tentar novamente o Miss Estados Unidos, em 2021.

Twitter passa a banir posts com ofensas relacionadas a idade, deficiência ou doença

No ano passado, rede social começou a apagar discursos de ódio baseados em religião.

Twitter dá exemplos de posts que serão deletados se denunciados, ampliando a política de regras contra conduta de ódio — Foto: Divulgação
Twitter dá exemplos de posts que serão deletados se denunciados, ampliando a política de regras contra conduta de ódio — Foto: Divulgação

Twitter ampliou a filtragem de conteúdos inapropriados. Agora, além dos casos que envolvam religião, que passaram a ser combatidos no ano passado, serão apagados posts com "linguagem desumanizadora" relacionada a idade, deficiência ou doença.

A alteração na política foi anunciada nesta quinta-feira (5). Tuítes com esses conteúdos feitos daqui para frente serão removidos se forem denunciados.

Postagens que já tenham sido feitas e venham a ser denunciadas também serão deletadas, mas isso não resultará na suspensão das contas responsáveis, já que as regras não estavam em vigor quando o conteúdo foi publicado na rede.

Tanto o Twitter como outras redes sociais vêm testando diferentes formas de eliminar conteúdos ofensivos e de ódio enquanto as plataformas permanecem abertas.

Os serviços digitais também enfrentaram acusações de que as restrições podem acabar com algumas opiniões políticas.

Fonte: g1.globo.com

Príncipe William quebra protocolo e tira selfie com fã com síndrome de down na Irlanda

Ele não resistiu ao pedido da jovem

Prícipe William e Jennifer Malone (Foto: reprodução/ instagram)
Príncipe William e Jennifer Malone (Foto: reprodução/ instagram)

REDAÇÃO MARIE CLAIRE

Príncipe William surpreendeu seus admiradores durante uma visita a cidade de Kildare na Irlanda. É que ele não resistiu ao pedido de Jennifer Malone que desejou posar para uma selfie com ela.

Em entrevista para o Irish Mirror ela se limitou a dizer que William é 'Um cara muito legal'.

A jovem que é portadora da sindrome de down e ganhou notoriedade na cidade por tirar fotos com ao lado de celebridades como o ator de Hollywood Hugh Jackman, e o capitão irlandês de rugby Johnny Sexton, durante eventos

William e Kate estão atualmente em sua primeira visita oficial à Irlanda, uma viagem programada para três dias. O casal ainda seguirá para Dublin e Galway.

               Prícipe William e Jennifer Malone (Foto: reprodução/ instagram)
             Príncipe William e Jennifer Malone (Foto: reprodução/ instagram)





Prefeitura de Porto Alegre oferece atividades para pessoas com deficiência na Praia do Lami

'Praia para Todos' reúne atividades de lazer e esportes. Evento é aberto ao público.

Praia do Lami, em Porto Alegre — Foto: Reprodução/TV Globo
Praia do Lami, em Porto Alegre — Foto: Reprodução/TV Globo

Por G1 RS

A Prefeitura de Porto Alegre, em parceria com o Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul (MPT/RS), promove a 5ª edição do Praia para Todos nesta sexta (6) e no sábado (7). O evento, voltado para inclusão de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, acontece no Posto 1, na Praia do Lami, na Capital, das 10h às 16h.

As atividades são gratuitas e abertas ao público. Em caso de chuva, o evento será transferido para a próxima semana, nos dias 13 e 14 de março.

Confira as atividades:
  • Banho Assistido com Cadeiras e Andadores Anfíbios;

  • Brinquedos Adaptados e Inclusivos;

  • Espaço Kids;

  • Circuito de Educação do Trânsito;

  • Atividades de Vela, Stand Up e Canoagem;

  • Espaço Zen;

  • Aulas de Educação Ambiental;

  • Bicicletário;

  • Painel Sensorial Marítimo;

  • Esportes Adaptados;

  • Passeio de Lancha Adaptado.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones 3289-2337 ou 3289-2334.

Fonte: g1.globo.com

Soluções para pessoas com deficiência disputam prêmios no Festival SESI de Robótica

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Descrição da imagem #pracegover: Foto dupla. No lado esquerdo, alunos da equipe Red Rabbit, do SESI Americana, três meninas e dois meninos. Uma das meninas está sentada na cadeira de rodas. No lado direito, a solução criada pelo grupo, uma porta inteligente para banheiro acessível. Crédito: Divulgação.

Estudantes de todo o País participam neste fim de semana do Festival SESI de Robótica, competição que reúne alunos de todo o País, entre 9 e 19 anos, em três modalidades: FIRST LEGO League, FIRST Tech Challenge e F1 nas Escolas. Começa nesta sexta-feira, 6, e vai até domingo, 8, no Pavilhão da Bienal, em São Paulo.

O evento organizado pelo Serviço Social da Indústria é aberto ao público e classifica as melhores equipes para torneios internacionais, como o World Festival, a copa do mundo de robótica que será realizada em abril, em Houston (EUA). Os grupos foram selecionados em torneios regionais realizados desde dezembro do ano passado.

Na modalidade FIRST LEGO League, no desafio ‘City Shaper’, construindo cidades inteligentes e sustentáveis, os estudantes precisam criar soluções para casas, prédios e o bairro de cada um no futuro, para melhorar o transporte e acessibilidade, além de evitar e desastres naturais.

Nessa categoria, quatro projetos voltados às pessoas com deficiência chamam atenção. Cada vez mais, em festivais desse tipo, propostas inovadoras de tecnologia assistiva desenvolvida por crianças e adolescentes estão ganhando espaço.

SESI Gravataí (RS) – Alunos da equipe Kronos desenvolveram o aplicativo ‘Kmobi’, que mapeia calçadas para melhorar o deslocamento de pessoas com e sem deficiência. Criado a partir das experiências de pessoas com deficiência visual, cadeirantes, idosos e até para quem empurra um carrinho de bebê, o app tem a mesma lógica do Waze e mostra os melhores trajetos, avaliando a condição da calçada, desnivelamentos e buracos.

SESI de Americana (SP) – Alunos da equipe a Red Rabbit criaram uma solução para o banheiro acessível da própria escola. A ‘Porta Inteligente’ facilita a entrada no recinto com um cartão magnético que tem sensor RFID, o mesmo utilizado nas cabines de pedágio. O dispositivo ajusta o tempo de abertura e fechamento, além de enviar um alerta ao computador do diretor da unidade sobre o tempo de permanência do aluno no local. O grupo foi inspirado por uma colega com deficiência física severa que está sempre acompanhada de uma cuidadora, mas ainda assim elas enfrentam dificuldades para abri a porta do banheiro.

SESI Caminho de Areia (BA) – Estudantes da equipe Chronos desenvolveram um totem acessível para pontos de ônibus com informações em áudio e em braille. O equipamento é voltado a pessoas com deficiência visual, idosos e pessoas com dificuldade de locomoção. Os alunos tiveram a ideia ao acompanhar a rotina de um colega está perdendo a visão por causa de uma condição genética e começou a ter dificuldades para ir à escola e voltar para casa.

SESI Brusque (SC) – A equipe Tecnorob Evolution criou o ‘Poste Luminoso’, peça com aproximadamente dois metros de altura que tem um botão para quem precisa atravessar a rua. O equipamento aciona uma iluminação especial que alerta os motoristas no local. A ideia é garantir mais segurança, principalmente em vias de grande movimento.

Descrição do vídeo #pracegover: Modelo em materiais descartáveis da porta inteligente para banheiro acessível. Um estudante aproxima um cartão do sensor e a porta abre. Após alguns segundos, uma luz é acesa do lado de fora. Crédito: Divulgação.

O festival tem uma uma área de experimentação livre, com programação para engajar o público em atividades de produção de objetos e sistemas, num exercício de criatividade, exploração livre, tentativa e erro e do aprender fazendo.

No setor ‘Desmonte e Crie’, os visitantes aprendem a abrir brinquedos eletrônicos que não são mais utilizados, conhecer seu funcionamento e reutilizar suas peças na área de livre experimentação para a produção de outros objetos. Para participar dessa atividade, é necessário trazer um brinquedo que seja movido a pilha, que se movimente e que possa ser aberto e desmontado, como carrinhos de controle remoto, robôs, bonecos e ursos de pelúcia com movimento.

Também haverá oficinas desenvolvidas por artistas e especialistas da área de tecnologia do Programa ACESSE, para a construção de conhecimentos e reflexões sobre diversos temas, articulando com a prática pedagógica e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

A programação voltada a professores e educadores está com inscrições abertas na página https://forms.gle/nPuor5Yp8pq5h5Tx7.

Menina cadeirante ganha Barbie em cadeira de rodas e fica encantada - Veja o vídeo.

Emma ao ganhar a Barbie cadeirante - Fotos: reprodução / Facebook.
Emma ao ganhar a Barbie cadeirante - Fotos: reprodução / Facebook.

Por: Só Notícia Boa

O poder da representatividade. É impagável a reação de uma menina cadeirante que ganhou uma boneca Barbie numa cadeira de rodas.

A mãe de Emma Rogers tem 2 anos, de Ohio, nos EUA, gravou um vídeo do momento em que ela recebe o presente. A carinha da menina conquistou as redes sociais e viralizou.

Emma nasceu com espinha bífida – um problema congênito que acontece quando os ossos da coluna não se formam completamente – e ela está paralisada da cintura para baixo.

O vídeo

Quando recebeu a boneca, no Natal, primeiro Emma ficou estática depois o rosto dela se iluminou.

“Quando ela abriu … o rosto dela não tinha preço”, disse a mãe de Ella, Lacey Brown-Rogers, ao InsideEdition.

A mãe disse que quando postou um vídeo de Ella brincando com a boneca no Facebook , ela não esperava receber tanto apoio.

Quando a Mattel, fabricante da boneca, viu a reação fofa da menina, mandou para ela uma variedade de bonecas diferentes.

“Todo mundo se aproximou e quer ouvir nossa história e somos apenas pessoas comuns. É incrível. Eu nunca pensei que fosse tão longe quanto chegou”, concluiu Lacey.

E disse o que representa a inclusão pra ela.

“Ella é como qualquer outra criança. Ela não é verbal, mas se comunica através da linguagem gestual e entende tudo o que você está dizendo… Saber que ela foi incluída com uma Barbie em uma cadeira de rodas é incrível, porque é alguém como ela”, concluiu.

Assista:




Estádios paulistas abraçam a acessibilidade

Arena Corinthians, Allianz Parque, Morumbi e Vila Belmiro apresentam iniciativas para melhorar o atendimento a pessoas com deficiência

Foto parcial de uma arquibancada de estádio, com poltronas dobráveis e espaços com o símbolo de identificação da pessoa com deficiência, em branco e azul, pintados no chão

Os quatro grandes clubes paulistas mobilizam-se cada vez mais em torno da inclusão social, por meio da melhoria da acessibilidade.

Em setembro de 2019, a Arena Corinthians tornou-se o primeiro estádio do País a sinalizar o acesso de pessoas com deficiência intelectual. Também foi inaugurada uma sala antirruído para autistas.

O “Espaço TEA (sigla para Transtorno do Espectro Autista)” conta com uma estrutura que reduz em 90% o barulho vindo das arquibancadas e também disponibiliza atendimento profissional às crianças.

A iniciativa – feita em parceria com o apresentador de TV Marcos Mion, que tem um filho autista – tem como principal objetivo diminuir o desconforto e estabelecer eventos esportivos como opções de lazer para as crianças do espectro.

Os outros três estádios dos clubes grandes do Estado têm se destacado especialmente pela implantação de projetos para auxiliar pessoas com dificuldades de locomoção.

O Allianz Parque, casa do Palmeiras, foi o primeiro do Brasil a ganhar o selo Guiaderodas, que avalia a experiência de pessoas com limitações físicas. A arena passou por avaliações de especialistas em acessibilidade, e funcionários receberam treinamento para atender às demandas especiais dos visitantes.

O Morumbi conta com dois elevadores e 22 banheiros para pessoas com deficiência. Numa ação para aumentar a conscientização sobre a importância da acessibilidade, o São Paulo convidou em outubro do ano passado dez atletas paraolímpicos para atuarem como gandulas durante o jogo contra o Avaí, pelo Brasileirão.

Já o Santos oferece aos cadeirantes um setor exclusivo no nível do gramado da Vila Belmiro, ao lado dos camarotes.

Acessibilidade para todos

Ainda que não haja números precisos sobre a presença dessa população nos estádios do País, há uma legislação que determina que as necessidades mínimas dos torcedores com deficiência sejam atendidas:

1- O clube mandante deve reservar 4% dos lugares a pessoas com deficiência, sendo metade dessa cota destinada a cadeirantes e a outra metade a torcedores com mobilidade reduzida ou deficiência visual.

2- Os assentos para obesos, que também devem ser reservados, precisam ser do tamanho equivalente a duas cadeiras comuns e suportar carga mínima de 250 quilos.

3- Os banheiros acessíveis devem ter entrada independente dos banheiros coletivos. A alternativa é a instalação de um box dentro dos coletivos para uso exclusivo de pessoas com deficiência.

quinta-feira, 5 de março de 2020

OMS alerta que perda de audição pode afetar mais de 900 milhões até 2050

Adolescentes e jovens entre 12 e 35 anos são os mais afetados por alta exposição a ruídos, celulares, ambientes recreativos, shows etc; Organização Mundial da Saúde marca Dia Mundial da Audição neste 3 de março; problema representa prejuízo de US$ 750 bilhões.

ONU News/ Elizabeth Scaffidi

A aplicação da OMS, chamada “hearWHO” em inglês, utiliza uma tecnologia que mede o ruído através de dígitos.

Em todo o mundo, 466 milhões de pessoas sofrem de perda auditiva com marcas de invalidez. Deste total, 34 milhões são crianças.

Mas segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, este quadro pode piorar até 2050, quando mais de 900 milhões de pessoas deverão registrar perda de audição nesse mesmo nível. O alerta foi feito neste 3 de março quando a OMS marca o Dia Mundial da Audição.

Perda Auditiva

A agência destaca dentre os motivos da perda auditiva estão causas genéticas, complicações no nascimento, certas doenças infecciosas, infecções crônicas do ouvido, uso de medicamentos específicos, exposição a ruído excessivo e envelhecimento.

A Organização Mundial da Saúde observa ainda que 60% da perda auditiva infantil ocorre por causas evitáveis. Cerca de 1,1 bilhão de jovens com idades entre 12 e 35 anos correm risco de sofrerem perda de audição devido à exposição a ruídos nos telefones, em ambientes recreativos, em shows etc.

Tema

Este ano, o tema escolhido pela OMS para a data é Audição para a vida - Não deixe que a perda auditiva o limite. A meta é destacar que intervenções oportunas e eficazes podem garantir que as pessoas com perda auditiva possam atingir todo o seu potencial.

A agência enfatiza que para quem enfrenta o problema, intervenções apropriadas e oportunas podem facilitar o acesso à educação, emprego e comunicação. Além disso, a OMS defende que intervenção precoce deve ser disponibilizada através dos sistemas de saúde.

Dados

A perda auditiva incapacitante refere-se à perda auditiva superior a 40 decibéis, dB, no ouvido com a melhor capacidade de audição em adultos e a uma perda auditiva superior a 30 dB no melhor ouvido das crianças. A maioria das pessoas com deficiência auditiva mora em países de baixa e média rendas.

Aproximadamente um terço das pessoas com mais de 65 anos de idade são afetadas pela perda auditiva incapacitante. Dados da OMS indicam que a prevalência do problema nessa faixa etária é maior no sul da Ásia, Ásia-Pacífico e África Subsaariana.

Custos

A agência da ONU estima que a perda auditiva não corrigida representa um custo global anual de US$ 750 bilhões. Isso inclui os custos do setor de saúde, excluindo os gastos com aparelhos auditivos, os custos de suporte educacional, a perda de produtividade e os custos da sociedade.

As estimativas atuais sugerem que existe uma lacuna de 83% na necessidade e uso do aparelho auditivo, ou seja, apenas 17% daqueles que poderiam se beneficiar do uso de um aparelho deste tipo realmente o usam.

Fonte: news.un.org




Com pedido negado pelo INSS, família de menino com doença rara recorre a vaquinha virtual para se manter

Leonardo e Janete com o filho Fábio, que tem síndrome de West e esclerose tuberosa
Leonardo e Janete com o filho Fábio, que tem síndrome de West e esclerose tuberosa Foto: Cléber Júnior / Agência O Globo

Cíntia Cruz

Desde de 2018, Leonardo de Oliveira Sales, de 30 anos, busca uma solução para conseguir sustentar sua família. Pai de Fábio Sá de Oliveira, de 2 anos e 8 meses, diagnosticado aos cinco meses com síndrome de West e esclerose tuberosa, Leonardo, que está desempregado, tenta junto ao INSS o benefício de prestação continuada. A última resposta do instituto, em fevereiro, foi mais uma vez negativa.

Por isso, Leonardo começou a vender salgadinhos com a mulher, Janete Sá, de 24 anos. Ele faz as entregas de bicicleta, mas a renda não é suficiente para o sustento da família, que mora numa quitinete no bairro Rancho Novo, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. O casal também é pai de Davi, de 1 ano.

Uma vaquinha online, promovida pelo Razões Para Acreditar, pretende arrecadar R$ 22,6 mil até o dia 13 deste mês para que Leonardo consiga montar sua salgadaria. Com o valor, ele pretende comprar um freezer, uma fritadeira elétrica e uma moto para fazer as entregas e tirar a habilitação.

Fiz um vídeo e postei na internet. Estava chovendo e eu estava fazendo entrega dos salgadinhos de bicicleta. O pessoal do Razões para Acreditar me procurou para oferecer ajuda. Com esse valor, a gente vai poder armazenar mais salgados, fazer mais entregas e parar de depender das pessoas — conta Leonardo.

Desempregado, Leonardo de Oliveira começou a vender salgadinhos com a esposa, Janete Sá, mas a renda não é suficiente para o sustento da família
Desempregado, Leonardo de Oliveira começou a vender salgadinhos com a esposa, Janete Sá, mas a renda não é suficiente para o sustento da família Foto: Cléber Júnior / Agência O Globo

A venda de salgados ainda não tem sido suficiente para a família porque a quantidade vendida é pequena, já que Leonardo não tem onde armazenar os produtos congelados e só consegue transportar uma pequena quantidade na sua bicicleta. A dificuldade tem sido tanta que ele conta que chegou a passar dificuldades ano passado:

Tem dias que não temos nada em casa. Temos que pedir fiado na barraca ou a algum vizinho.

Leonardo conta que desistiu de procurar emprego, depois de distribuir cerca de 60 currículos e não conseguir nenhuma oportunidade.

Ninguém vai entender se eu precisar sair mais cedo ou faltar num dia que ele tiver alguma crise. Podem entender no primeiro dia, mas depois vão me mandar embora. Em janeiro, ele fez uma ressonância que acusou cistos renais e nódulos no cérebro. Só consegui marcar esse exame na Secretaria de Saúde de Duque de Caxias. Não tinha nem R$ 1. Fui até lá de bicicleta. Pedalei por mais de duas horas só para chegar lá. Custava R$ 3,3 mil no particular — explicou.

Leonardo utiliza a bicicleta para fazer as entregas dos salgadinhos que vende
Leonardo utiliza a bicicleta para fazer as entregas dos salgadinhos que vende Foto: Cléber Júnior / Agência O Globo

Mais um pedido negado

Fábio foi encaminhado para um nefropediatra, e Leonardo também só achou a especialidade em Caxias. Mas, na última terça-feira, não conseguiu ir porque não tinha dinheiro de passagem.

O menino faz tratamento no Hospital Geral de Nova Iguaçu a cada quatro meses, e toda semana tem consulta com neurologista e faz hidroginástica no Centro de Atenção em Saúde Funcional Ramon Pereira de Freitas (CASF), no bairro Jardim da Viga. Além das despesas com passagem, Leonardo gasta, só com Fábio, cerca de oito pacotes de fraldas e quase 50 caixas de leite por mês.

Ele conta com algumas doações que recebe através da página que criou, Todos Pelo Fábio, mas nem sempre são suficientes. Em abril de 2018, ele deu entrada no INSS. O pedido foi negado em agosto do mesmo ano. O pai recorreu em janeiro de 2019. Um ano depois, obteve retorno do INSS, dizendo que havia erro na documentação. Leonardo entregou a papelada que faltava e, em fevereiro, recebeu e-mail do INSS indeferindo o pedido, alegando que a família recebe cerca de R$ 400 mensais.

Na primeira vez, em 2018, a perita disse que Fábio não estava no parâmetro para receber o benefício. Agora, disseram que a gente tem essa renda mensal de R$ 400. Não temos essa renda. Depois disso, perdi o ânimo de entrar com outro recurso.

Como valor arrecadado na vaquinha, Leonardo pretende comprar um freezer, uma fritadeira elétrica e uma moto para fazer as entregas, que hoje são feitas com bicicleta
Como valor arrecadado na vaquinha, Leonardo pretende comprar um freezer, uma fritadeira elétrica e uma moto para fazer as entregas, que hoje são feitas com bicicleta Foto: Cléber Júnior / Agência O Globo

Procurado, o INSS não respondeu à reportagem. O link para a vaquinha virtual da salgadaria de Leonardo é o https://voaa.me/vaquinha-pai-fabio.