sábado, 21 de março de 2020

Dia Internacional da Síndrome de Down 2020

A Down Syndrome International anunciou o tema para o Dia Internacional da Síndrome de Down 2020:

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NÓS DECIDIMOS – Garantindo que todas as pessoas com síndrome de Down possam participar plenamente da tomada de decisões sobre assuntos relacionados ou que afetem suas vidas.

A campanha procurará transmitir:

– O princípio “Nós decidimos”, que expressa que as pessoas com síndrome de Down sabem o que é melhor para elas e que devem ser valorizadas como colaboradoras integrais e essenciais para todas as comunidades do mundo;

– Que a participação é um princípio central dos direitos humanos, permitindo que os indivíduos desempenhem um papel significativo no desenvolvimento de todas as sociedades democráticas, bem como de suas comunidades;

– Que a participação efetiva e significativa das pessoas com deficiência, por meio de suas organizações representativas, é fundamental para a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), reiterada em setembro de 2018 pelo Comentário Geral nº 7 da Comissão da CDPD e

– Que atualmente não existe consulta e envolvimento de pessoas com síndrome de Down por meio de suas organizações representativas no desenvolvimento e implementação de políticas e programas em todo o mundo, que devem ser abordados.

Solicitamos que você incorpore o tema “Nós Decidimos” em todas as suas atividades do DISD.

A campanha deverá capacitar as pessoas com síndrome de Down, os que as apoiam e suas organizações representativas, a advogar por sua participação efetiva e significativa.

Entre em contato com as principais partes interessadas, incluindo profissionais de educação, saúde e assistência social, empregadores, comunidade e órgãos públicos, o movimento de pessoas com deficiência, a mídia e a comunidade em geral para disseminar esta mensagem e trazer mudanças.

Elabore materiais com recursos acessíveis, explicando os principais elementos da campanha e mostrando como capacitar pessoas com síndrome de Down, aqueles que as apóiam e organizações representativas e como alcançar os principais interessados.

Ações da DSi:

– Vídeo global do Dia Internacional – Solicitaremos às organizações nacionais de defesa dos direitos das pessoas com síndrome de Down que trabalhem com uma ou mais pessoas com síndrome de Down e façam um curta-metragem baseado no tema “Nós decidimos”. A DSi publicará os vídeos nacionais no canal da DSi no YouTube https://www.youtube.com/user/DSiWDSD;
– Conferência do Dia Internacional da Síndrome de Down na sede das Nações Unidas em Nova York – https://www.worlddownsyndromeday2.org/event/wdsd-new-york-2020;
– Evento com autodefensores do Dia Internacional da Síndrome de Down nas Nações Unidas em Genebra – https://www.worlddownsyndromeday2.org/event/wdsd-geneva-2020;
Use as seguintes hashtags nas mídias sociais #DISD #NósDecidimos
Suas atividades do 21/3:
Teremos o maior prazer em compartilhar suas atividades do DISD no site e nas páginas de mídia social – você pode enviar sua atividade aqui – https://www.worlddownsyndromeday2.org/event/world-events-2020
Esperamos ansiosamente celebrar o maior e melhor Dia Mundial da Síndrome de Down com você em 21 de março de 2020.
Down Syndrome International


Confira dicas de higienização para pessoas com deficiência - Veja o vídeo.

É necessária a limpeza dos equipamentos de uso pessoal das pessoas com deficiência, como cadeira de rodas, muletas e andadores

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O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) divulgou um vídeo com orientações de higiene para as pessoas com deficiência, em meio aos cuidados que devem ser tomados durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
A titular da pasta, ministra Damares Alves, demonstrou preocupação com essa parcela da população. “As pessoas com deficiência também estão em risco, usam as mãos para se comunicar, ou se locomover, além de usarem próteses e precisam ficar atentos à higienização”, destacou a ministra.

No vídeo, a secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Priscilla Gaspar, esclarece que é necessária a limpeza dos equipamentos de uso pessoal das pessoas com deficiência. “As pessoas que utilizam cadeira de roda colocam a mão no aro, então é importante que se faça a higienização”, explicou. Um aspecto importante são as pessoas que utilizam órtese ou prótese, além de muletas ou andadores, e bengalas, para as pessoas cegas. "É muito importante fazer essa limpeza também para que não tenham contato com nenhum tipo de vírus”, disse Priscilla.

Outra preocupação da secretária são as pessoas surdas que utilizam as mãos para se comunicar. “Essas pessoas se comunicam em libras e tocam no rosto. Há a necessidade de limpar a mão para não haver nenhum tipo de contaminação", apontou.

Fonte: www.gov.br

Como proteger as pessoas com deficiência do coronavírus

Além de tomar os cuidados básicos com higiene, é preciso ficar atento a sintomas específicos e também que não são habituais daquela pessoa


Não é novidade para ninguém que estamos todos preocupados com a pandemia de Covid-19, coronavírus. Mas, mães e tutores de pessoas com deficiência (PCD) ou doenças raras estão, sem dúvida, muito alarmadas. Além da escassez de informações específicas, essas pessoas fazem parte do grupo de risco devido às suas condições especiais de saúde e maior fragilidade no sistema imunológico e nos pulmões.

Por isso, além de tomar os cuidados básicos com higiene, é preciso ficar atento a sintomas específicos e também que não são habituais daquela pessoa. Por exemplo: choro excessivo, sonolência exagerada, frio sem motivo. Adultos que não falam e crianças que ainda não conseguem se expressar merecem atenção especial porque não conseguem avisar sobre dor, febre ou qualquer outra sensação estranha.

Outros cuidados

Na medida do possível, é recomendado evitar sair de casa com a PCD. Restringir visitas de amigos e família, não compartilhar talhares e copos também ajudam a diminuir os riscos de contágio do covid-19. Pessoas que precisem sair para trabalhar devem fazer uso de álcool em gel antes de adentrar a casa e até de pegar na maçaneta. Infectologistas alertam que cuidadores e familiares devem redobrar a atenção com relação à limpeza das próprias mãos e roupas antes de ficar próximo de pessoas com deficiência.

É muito importante manter as medicações, não alterar horários ou dosagens sem prescrição médica, para evitar que o quadro geral de saúde da PCD se altere em um momento tão complicado da saúde nacional. Em caso de dúvidas, o melhor é conversar com os médicos e profissionais de saúde antes de tomar qualquer decisão.

Além disso, evitar ao máximo se deslocar para prontos-socorros que, neste momento, são locais de alto risco para contaminações. Autoridades da saúde orientam que se procure hospitais apenas em situações de emergência, no caso de febre ou qualquer outra complicação do quadro de saúde.

Fontes: https://mundoadaptado.com.br/ - revistareacao.com.br

ONU lançou alerta mundial sobre as pessoas com deficiência e o coronavírus

Para enfrentar a pandemia é crucial que as informações sobre como prevenir e conter a doença sejam acessíveis a todos


Descrição da imagem #pracegover: Idosa em uma cadeira de rodas está de costas para a câmera na área externa de um edifício, ao lado de um jardim, tomando sol. Crédito: blog Vencer Limites.

De Secretaria Especial de Comunicação

Na última terça-feira (17), a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou um alerta mundial sobre o COVID-19, o novo coronavírus. O anúncio foi feito pela relatora especial sobre direitos das pessoas com deficiência, Catalina Devandas, em Genebra, chamando atenção das autoridades sobre as pessoas com deficiência.

A relatora da ONU chamou a atenção de governantes em todo o globo sobre a maior responsabilidade com essa população por causa da discriminação estrutural que enfrentam, enfatizou que é fundamental estabelecer protocolos para emergências de saúde pública para garantir que pessoas com deficiência não sejam discriminadas no acesso à saúde, “incluindo medidas que salvam vidas”.

“Para enfrentar a pandemia, é crucial que as informações sobre como prevenir e conter o coronavírus sejam acessíveis a todos”, disse a especialista.

“As campanhas de informação pública e as informações fornecidas pelas autoridades nacionais de saúde devem estar disponíveis em língua de sinais, formas, meios e formatos acessíveis, incluindo tecnologia digital, legendas, serviços de retransmissão, mensagens de texto, leitura fácil e linguagem simples. ”

O texto vem ao encontro do que a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), da Prefeitura de São Paulo, vem trabalhando para obter na cidade. “Pessoa com deficiência também está no grupo de risco”, declara Cid Torquato, secretário da pasta.

Todas as orientações do Ministério da Saúde, e de outros órgãos não mencionaram até agora os cuidados com as pessoas com deficiência e seus cuidadores. Para ajudar a população, a SMPED tem divulgado informações em suas redes sociais sobre prevenção e cuidados e está atenta ao tema.

Segundo censo do IBGE, com dados revistos em 2017, temos no Brasil cerca de 16 milhões de pessoas com deficiência. Mas, acreditamos que cerca de 10% da população, segundo a própria ONU, seja pessoa com deficiência. Na cidade de São Paulo são 1 milhão de pessoas.

A pessoa com deficiência é um seguimento da população sujeito a maior risco, sobretudo, em razão das fragilidades físicas, notadamente aquelas que resultam em insuficiência e/ou dificuldade respiratória.

Pessoas com condições genéticas ou neurológicas que tomam remédios específicos têm restrições respiratórias ou dificuldades profundas de comunicação, precisam ser monitoradas com atenção redobrada.

Essa recomendação é voltada principalmente para quem tem sequelas graves provocadas por paralisia cerebral, síndrome de Down, Transtorno do Espectro Autista (TEA), Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), Atrofia Muscular Espinhal (AME), Esclerose Múltipla (EM), distrofias musculares e outras semelhantes.



Dia da Síndrome de Down: "A professora disse que eu não podia ser filha da minha mãe"

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CRISTINNA MARIA DA SILVA EM DEPOIMENTO A KAMILLE VIOLA

Nascida no interior, a administradora Cristinna Maria da Silva, 29 anos, teve uma vida simples ao lado dos pais, o aposentado José Ribeiro e a dona de casa Izabel Rodrigues. Sua infância era igual a de tantas outras crianças da cidade. Um dia, um tio lhe contou que sua mãe tinha Síndrome de Down, mas não sabia o que aquilo significava e não deu bola. Quando começou a estudar o assunto na escola, ouviu da professora que era impossível uma mulher com essa síndrome engravidar. Ficou com medo de ser adotada, mas o médico da família confirmou que ela havia nascido de sua mãe. Quando teve o primeiro filho, o assunto voltou à tona porque tinha receio de deixar o neném com a mãe. Hoje, seus dois garotos adoram ficar na casa da avó, que acaba de ganhar mais uma netinha: Maria Izabel, assim batizada em homenagem a ela

“Minha mãe nasceu na roça, por parteira, em Morrinhos, Goiás, caçula de 19 irmãos. Foi Durante a gravidez, minha avó estava passando por um período bem difícil. Tinha perdido dois filhos em questão de dois anos: um de seis anos e outro com sete. Até que começou a se sentir mal. Achou que era a menopausa, porque já tinha uns 56 anos, e o meu avô já tinha mais de 70. Mas, na verdade, ela estava era grávida da minha mãe.

O parto não teve nenhum problema. Mas, conforme ela foi se desenvolvendo, viram que era um pouquinho diferente. Só que achavam que era manha de menina mimada, nascida em um momento tão complicado emocionalmente. Até os 13 anos, dormia com os meus avós. Conforme foi crescendo, ganhou outro rótulo: de que não era certa da cabeça. Mas ninguém nunca pensou que ela tinha síndrome ou alguma coisa do tipo.

Quando ficou mocinha, ela queria namorar. Meus tios não queriam deixar porque diziam que ela não era certa da cabeça. Mas a minha avó bateu o pé e falou que ia namorar, sim, como todo mundo. Teve uns três ou quatro namorados, sendo o último o meu pai. Eles são primos distantes, moravam na mesma região, na roça. Todo mundo era criado ali, próximo. Ela estava com 25 anos quando começaram a namorar.

Depois, quiseram casar. Outra vez meus tios foram contra. Meu avô já tinha morrido, mas minha avó bateu o pé de novo: ‘Depois que eu morrer, ninguém vai cuidar dela, então ela vai casar, sim’. Seis meses depois do início do namoro, eles foram então viver juntos. No começo, foram morar com a minha avó. Só que ela também não era uma pessoa fácil e não deu muito certo com o meu pai. Aí eles ganharam uma casinha da prefeitura e foram morar sozinhos. É onde vivem até hoje.

Eles já tinham quase nove anos de casados, e a minha mãe queria ter filho. Uma tia diz que, toda vez que minha mãe ia lá, achava que estava grávida. Mas nunca estava. Resolveram levá-la então para Uberlândia, em Minas Gerais, que, trinta anos atrás, era o lugar mais próximo com recurso para fazer algum tipo de tratamento. Depois não sei quantos exames, o médico falou que ela nunca iria engravidar. Disseram para o meu tio que ela tinha mongolismo, que era como se chamava a Síndrome de Down na época. E que quem tinha isso não podia ter filho. Uns seis meses depois disso, minha mãe estava grávida, de forma natural. Ela estava com 35 e me teve com 36.

Quando nasci, meus pais já tinham ido para a parte urbana da cidade. Meu pai trabalhava fora, na prefeitura, e minha mãe ficava em casa para cuidar de mim. Meus tios achavam que ela não ia ter condições de cuidar de mim. Então uma tia, que já tinha filhos, ficou na nossa casa durante meu primeiro mês de vida, até minha mãe aprender o que precisava.

Ela sempre foi uma leoa. Fazia (quase) tudo. Me levava e buscava na escola, me dava comida, banho, eu estava sempre arrumada. Tive uma infância simples. Mas nunca foi uma vida triste, porque sempre fui a bonequinha de luxo da família, tinha tudo o que queria.

Não tinha fartura, mas nunca nos faltou nada. A gente tem uma família muito grande e unida, que sempre ajudou. Minhas tias que moravam em fazenda viviam trazendo algo para nós: frango, leite, queijo, essas coisas. A minha madrinha, esposa do irmão do meu pai, que morava quase do lado a nossa casa, tinha uma hortinha no quintal, colhia uma couve, algo assim, levava para a gente.

Quando eu era pequena, lembro de uma vez o meu tio falar que ela tinha Síndrome de Down, mas não sabia o que era isso e não dei muita importância. Minha infância era igual à de todo mundo, afinal.

Foi assim até a sétima série, quando comecei a estudar síndromes, cromossomos, essas coisas. Lembro bem do dia em que a professora falou sobre a Síndrome de Down e eu comentei: ‘Minha mãe tem essa síndrome’. Ela disse que eu estava enganada porque, se fosse verdade, ela não poderia ter filho, seria estéril. Achando que era adotada, procurei um dos meus tios. ‘Sua professora é que não sabe de nada’, disse ele. E, na verdade, eu já tinha mesmo visto fotos dela grávida. Mas fiquei com a pulga atrás da orelha.

Na época, eu não tinha internet. Lembro que fui ler um livro que tinha essa questão da síndrome e a expectativa de vida das pessoas era de 36 anos, e a minha mãe tinha me tido com 36. Fui então tirar a dúvida com o médico da cidade. Ele garantiu que eu era filha biológica da minha mãe e explicou: ‘É muito raro mesmo pessoas com essa síndrome engravidarem, mas pode acontecer’. Eu era a prova viva disso.

Quando tive meu primeiro filho, Marcos, aos 19 anos, no entanto, percebi que tinha deixado a síndrome para lá até certo ponto. Não sei se porque é o primeiro filho, mas comecei a reparar que ela não tinha tanta firmeza nas mãozinhas e tinha medo que deixasse ele cair. Não deixei minha mãe dar banho nele até os seis meses. Também não permiti que minha sogra fizesse isso para ela não ficar chateada.

Quando o Pedro, meu segundo filho, nasceu, o primeiro banho fora do hospital foi na casa dela. Arrependida de ter desconfiado da capacidade da mulher que havia me criado sozinha, pedi que ela desse o banho. Hoje, Marcos está com quase 11 anos e Pedro, com 7 – e tenho agora uma menina que nasceu dia 18 deste mês. Quando estou trabalhando, na parte da manhã os garotos ficam com ela. São loucos por essa avó.

As pessoas diziam que eu não ia estudar, que casaria grávida... Assim, a vida inteira quis provar que a minha mãe e o meu pai davam conta de mim. Namorei cedo, mas não casei grávida. Demorei mais um ano pra querer engravidar, achei que estava pronta — hoje em dia, acho que fui mãe nova, mas não me atrapalhou em nada. Fiquei um tempo por conta dos meus meninos, mas depois larguei o emprego que tinha, que era estável, para poder fazer faculdade. Em fevereiro do ano passado, aconteceu a minha colação de grau em Administração.

Hoje, minha mãe está com 66 anos e meu pai, com 79. A vida deles é muito simples. Não ganho muito, mas também não deixo faltar nada pra eles. Tentei aposentá-la por invalidez, mas a justiça alegou que aposentadoria do meu pai, de um salário mínimo, é mais do que suficiente pros dois.

Acho que o que minha mãe mais me ensinou foi sobre o amor. Falo muito sobre isso com os meninos. A questão do desapego também. Minha mãe adora dar presente. Sou muito criticada, porque nisso sou igual a ela: adoro receber visita, agradar às pessoas, me doar para o outro. Exatamente do jeito que aprendi em casa.”

Fonte: revistamarieclaire.globo.com - Imagem Internet/Ilustrativa

Por que idosos estão entre os grupos mais vulneráveis ao coronavírus? Saiba quais são os riscos

Sistema imunológico deficiente, fragilidade de pulmões e mucosas e idas mais frequentes a hospitais estão entre as explicações. Especialista dá dicas de como os mais velhos podem evitar o contágio; veja recomendações a familiares e cuidadores.

Por Daniel Médici, G1

Homem usando máscara protetora contra o Covid-19 em San Fiorano, na Lombardia, segura um buquê de flores. A região, no norte da Itália, é a mais afetada pelo novo coronavírus no país.  — Foto: Marzio Toniolo/via Reuters
Homem usando máscara protetora contra o Covid-19 em San Fiorano, na Lombardia, segura um buquê de flores. A região, no norte da Itália, é a mais afetada pelo novo coronavírus no país. — Foto: Marzio Toniolo/via Reuters

Os idosos costumam ser mais vulneráveis a doenças infectocontagiosas – e a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, não é exceção. Relatórios da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde colocam os mais velhos entre os mais suscetíveis e entre aqueles afetados pelos maiores índices de letalidade quando atingidos pelo novo coronavírus.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Segundo o médico infectologista Caio Rosenthal, uma série de fatores colabora para que esse grupo seja mais afetado que a população em geral. Veja, abaixo, alguns deles:
  • sistema imunológico dos idosos costuma ser deficiente por causa da idade

  • Mesmo as vacinas tomadas na juventude já não são tão eficazes, portanto há menos anticorpos no organismo

  • Os pulmões e mucosas tornam-se mais frágeis e vulneráveis a doenças virais

  • idoso costuma engasgar e aspirar mais, inclusive levando mais a mão à boca, aumentando o risco de contágio

  • Ele também vai a hospitais com mais frequência, ficando mais exposto a micro-organismos

Veja os cuidados específicos que os mais velhos devem tomar:
  • Estar com as vacinas em dia

  • Controlar possíveis casos de diabetes e de outras enfermidades (como doenças cardíacas, por exemplo)

  • Manter-se fisicamente ativo

  • Reduzir, apenas quando possível, as idas a hospitais, para evitar contágio

As outras recomendações, diz o médico, são as mesmas destinadas a outras faixas da população: lavar bem as mãos, afastar-se de pessoas com suspeita de infecção e tentar não levar uma vida sedentária – além de não fumar.

O infectologista alerta que cuidadores e familiares que costumam ficar perto de idosos devem redobrar a atenção com relação à limpeza das próprias mãos e roupas antes de entrar em contato com os mais velhos.

Entenda os riscos para idosos

deterioração do sistema imunológico pela idade é chamada de imunossenescência, como explicou em entrevista à BBC em fevereiro o infectologista Kleber Luz, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O corpo pode não apenas reagir de forma insuficiente – sendo incapaz de combater a doença provocada pelo vírus – como também oferecer uma resposta exagerada, o que prejudica o organismo.

Segundo a BBC, o novo coronavírus chega a ser quase sete vezes mais letal entre quem tem mais de 80 anos.

Rosenthal aponta que a idade deixa os pulmões e mucosas mais frágeis e vulneráveis a doenças virais. O metabolismo também não é mais tão eficiente, o que leva a uma tendência à desnutrição.

“E o idoso também costuma engasgar e aspirar mais facilmente. Faz parte do declínio físico e das funções cognitivas, é normal."

Em entrevista ao G1, o o infectologista Caio Rosenthal explica que os idosos frequentam mais hospitais – isso os deixa mais expostos a agentes infecciosos que circulam nesses ambientes, como o coronavírus.

Cuidados que idosos devem tomar

"Uma recomendação é estar com as vacinas em dia", diz o Rosenthal. Não porque a vacina previna a Covid-19, mas pra se preservar, no caso de contrair a doença: "Não é interessante desenvolver uma gripe ou uma pneumonia enquanto se combate o coronavírus".

Rosenthal recomenda ainda que o idoso evite ficar parado e se movimente, no limite de suas capacidades.

“A tendência, se ele for infectado, é acumular secreção. Estando parado, ele acaba não a expelindo, e isso pode formar um caldo que facilita a proliferação de bactérias."

O ideal é que a pessoa também esteja com diabetes e doenças do coração controladas. E diminua, quando possível, as idas a hospitais, para evitar o contágio.


                                             Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1
                        Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

Como lavar as mãos Veja o vídeo acima
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Como lavar as mãos do jeito certo com água e sabão

Fonte: g1.globo.com

Ônibus de Teresina vão circular com janelas abertas e frota reduzida em 30% - Veja o vídeo

O órgão decretou que será estendida a validade dos cartões de estacionamento dos idosos e deficientes, que venceriam neste mês para o dia 30 de abril.

Por G1 PI

Terminal de integração do sistema de transporte público de Teresina — Foto: Lorena Linhares/G1 PI
Terminal de integração do sistema de transporte público de Teresina — Foto: Lorena Linhares/G1 PI

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) de Teresina determinou medidas de prevenção para evitar o contágio do coronavírus. A partir desta terça-feira (17), os ônibus irão circular com as janelas abertas, até mesmo os que possuem ar condicionado. E a superintendência informou que a limpeza será intensificada nos veículos, estações e terminais de integração.

Clique AQUI para ver o vídeo

A frota de ônibus será reduzida em 30% a partir desta quarta-feira (18) durante sete dias, sendo a redução de apenas 20% nos horários de pico. A Strans considerou a diminuição do fluxo de passageiros após a suspensão das aulas das instituições de ensino.

Equipes fazem limpeza em ônibus do transporte público de Teresina durante surto de coronavírus — Foto: Divulgação/Strans
Equipes fazem limpeza em ônibus do transporte público de Teresina durante surto de coronavírus — Foto: Divulgação/Strans

De acordo com a Strans, foi enviado um ofício aos consórcios da capital determinando a intensificação da limpeza diária e aos fiscais dos terminais de integração o reforço da higienização de todos os espaços.

Além disso, o órgão decretou que será estendida a validade dos cartões de estacionamento dos idosos e deficientes que venceriam neste mês para o dia 30 de abril. A medida é para que as pessoas não precisem se deslocar até a Strans para fazer a renovação dos cartões.

Metrô

A Companhia Metropolitana de Transporte Público (CMTP) informou que o presidente do órgão, Paulo Martins, teve uma reunião com o governador Wellington Dias (PT-PI) e que, em breve deve divulgar as medidas de prevenção.

Plano de contingência

A Prefeitura lançou ainda um plano de ação com outras medidas de prevenção. A FMS suspendeu parcialmente as visitas nos hospitais municipais, como medida para evitar a disseminação do coronavírus. Só será permitida a visita de uma pessoa por paciente, e em dias alternados. As atividades coletivas dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) também devem ser suspensas.

Nesta terça-feira (17), o prefeito Firmino Filho (PSDB-PI) adotou medidas para impedir a propagação do novo coronavírus em Teresina. Entre as providências estão: a suspensão das aulas na rede municipal por 15 dias, proibição de eventos em ruas, avenidas, parques e praças e a interrupção de consultas e cirurgias eletivas.

Prevenção, contágio e sintomas

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Coronavírus: como lavar as mãos da forma ideal?

Lavar as mãos de forma correta, uso de álcool em gel, máscaras, evitar contato pessoal e aglomerações de pessoas são algumas das orientações para evitar o contágio da doença.

É importante também ficar atendo quanto às formas de transmissão do vírus e os sintomas. O infográfico abaixo ilustra algumas dessas situações:

Coronavírus: infográfico mostra principais formas de transmissão e sintomas da doença — Foto: Infografia/G1

Coronavírus: infográfico mostra principais formas de transmissão e sintomas da doença — Foto: Infografia/G1

Fonte: g1.globo.com

Down: Priscila superou desafios e conquistou diploma universitário

No dia Internacional da Síndrome de Down, estudante formada no curso de fotografia é um exemplo de inclusão

Karla Dunder, do R7

PorthoSul/Divulgação
Priscila Chwal Uranga conquista diploma universitário
Priscila Chwal Uranga conquista diploma universitário

Priscila Chwal Uranga tem 28 anos e é a primeira estudante com Down do Rio Grande do Sul a conquistar um diploma universitário. A jovem se formou em fotografia e diz que seu maior sonho é fazer uma exposição com suas fotos. Priscila é um exemplo de inclusão neste Dia Internacional da Síndrome de Down.

Tímida, ela costuma dizer que não olha para trás. "Eu sonho com o meu futuro, planejo arrumar um emprego e montar a minha exposição", conta. A jovem ama viajar e fotografar paisagens, em especial o pôr do sol.

Como boa parte das pessoas com Síndrome de Down, Priscila enfrentou muitos desafios até conquistar seu diploma. Com a apoio da mãe, Amelia Chwal, a luta para conseguir estudar começou no Jardim de Infância.

Priscila Chwal Uranga/Arquivo Pessoal
Uma das fotos de Priscila durante o curso
Uma das fotos de Priscila durante o curso

"As escolas não costumam negar a matrícula de imediato, mas sempre me orientavam a buscar outro tipo de escola, uma especializada", conta Amelia. "Muitas diziam para aguardar um pouco, para ela ter mais maturidade e acabei perdendo tempo."

Apesas das desculpas vazias e da resistência, Amelia conseguiu matricular a filha primeiro em uma escola de educação infantil pequena e depois em um colégio maior. "Minha filha sempre estudou no ensino regular e no ensino fundamental tivemos o apoio de um psicopedagoga."

Para fazer as provas do vestibular, Priscila teve, apenas, um tempo maior para fazer a redação. "Quando ela entrou em design de interiores foi uma vitória!", lembra a mãe.

No curso de design de interiores, Priscila descobriu a paixão pela fotografia. Decidiu mudar de faculdade e conseguiu ser formar. "A Priscila é uma menina batalhadora, que gosta de estudar e está sempre atrás dos livros, sempre lendo." A dedicação rendeu o diploma universitário no Centro Universitário FADERGS.

Priscila faz parte de um grupo pequeno de alunos Down no Ensino Superior. Por não especificar a síndrome, o MEC (Ministério da Educação) não tem um número preciso de estudantes com a Síndrome de Down.

Priscila Chwal Uranga/Arquivo Pessoal
Pôr do Sol: paisagem favorita da fotógrafa Priscila
Pôr do Sol: paisagem favorita da fotógrafa Priscila

A Sinopse Estatística da Educação Superior 2018, do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) informa que o país tem 2.755 “estudantes com deficiência intelectual” em um universo superior a 8 milhões de alunos, o que representa 0,034% do total.

Um levantamento do Movimento Down, atualizado constantemente, indica que 77 pessoas com Síndrome de Down estão ou passaram em algum curso superior no país. Os dados são organizados por meio de relatos de associações, pais e documentos de jornais. De acordo com esses números, Priscila é a primeira a conquistar o diploma de fotógrafa no Rio Grande do Sul.

Movimento Down

Criado em 2012, o Movimento Down reúne conteúdos e iniciativas que colaboram para o desenvolvimento de potencialidades das pessoas com a síndrome e contribuem para a inserção delas em todos os espaços da sociedade, auxiliando famílias, profissionais e público em geral a combater preconceitos e buscar condições efetivas de inclusão.



Avaliação de política para pessoa com deficiência é aprovada em comissão

Geraldo Magela/Agência Senado
Comissão de Assuntos Sociais (CAS) realiza audiência pública interativa para tratar sobre os efeitos do vírus Zika no cérebro de adultos infectados e demência em pessoas com até 60 anos.  Em pronunciamento, à bancada, senadora Soraya Thronicke (PSL-MS).  Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
A senadora Soraya Thronicke é relatora

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (11) a avaliação da política pública de reconhecimento das pessoas com deficiência para acesso a direitos previstos na Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.156, de  2015). A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) foi a relatora.

A avaliação debate as políticas públicas voltadas para pessoas com deficiência, além da coleta de dados no Censo 2020 sobre pessoas com espectro autista, questões orçamentárias e dados do Poder Executivo.

O relatório aprovado sugere ao Executivo a criação de um grupo de trabalho para a definição de instrumento que permita a avaliação médica, psicológica e social (avaliação biopsicossocial) da pessoa com deficiência. A CAS fará audiências com representantes do governo e da sociedade civil para acompanhar o trabalho.  

— A apreciação deve ser construída de forma coletiva e realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar — disse Soraya.

A comissão também deve acompanhar o cumprimento da Lei nº 13.861, de 2019, que determinou ao IBGE a inclusão de dados sobre autismo no Censo 2020.

O presidente da CAS, senador Romário (Podemos-RJ), disse que, além de fazer novas leis voltadas às pessoas com deficiência, é preciso fazer cumprir as que já existem.

— Nós podemos realmente melhorar a qualidade de vida dessas pessoas e fazer com que as leis que já existem passem a ser praticadas — afirmou.

Já o senador Rogério Carvalho (PT-SE), que aos 10 anos de idade foi diagnosticado com visão monocular, sugeriu a ampliação dos debates sobre deficiência para incluir, por exemplo, as pessoas com visão em um só olho.

— A minha sugestão é que sejam incluídas nas discussões pessoas que tenham outros tipos de deficiência, independentemente da questão funcional, como os monoculares, para que que pudessem agregar mais conteúdo e ampliar a discussão sobre a política para os deficientes aqui na Casa.