sábado, 18 de abril de 2020

Que tal aproveitar esta quarentena para estudar e aprender algo novo?

O Portal da Deficiência Visual está disponibilizando acesso gratuito para cursos, pra que seu material fique conhecido pelo público neste período, onde muito buscam algo útil para preencher seu tempo.


Está liberado o acesso aos cursos gratuitamente por 7 dias, para que você possa entrar e dar uma olhada no material, além de participar do grupo de apoio no WhatsApp e no Telegram, junto com os outros alunos e professores dos cursos.

Mas, pra adiantar a conversa, estamos disponibilizando abaixo alguns links para você acessar algumas aulas diretamente, sem ter que fazer sua inscrição.

Antes de irmos aos links das aulas, informamos que o curso gratuito sobre a utilização dos ambientes virtuais de aprendizagem com recursos de acessibilidade para deficientes visuais ficará aberto até o final de abril. Por isso, se você perdeu o prazo de inscrição, aproveite para começar o seu curso o quanto antes, pois no final de abril, o suporte aos alunos será encerrado.

Para fazer sua inscrição, envie um e-mail para o endereço curso-ava+subscribe@googlegroups.com e depois responda ao e-mail de confirmação que será enviado automaticamente pelo sistema.

Agora sim, vamos aos links das aulas:

Apresentação do curso lógica de programação para deficientes visuais, ministrado pelo Fabiano Ferreira:

Observação: Este curso é fundamental para todos os deficientes visuais que pretendem estudar ou trabalhar com informática.



Primeira aula do curso lógica de programação para deficientes visuais, ministrado pelo Fabiano Ferreira:



Primeira aula do curso de violão para deficientes visuais, ministrado pelo Brian Missao:



Segunda aula do curso de violão para deficientes visuais, ensinando a como escolher e comprar o seu primeiro violão:



Vídeo da Ana Cláudia Souto, contando sobre o curso de fotografia e filmagem, e falando sobre como ela fez para chegar a 22 mil inscritos no seu canal do youtube, filmando e editando seus vídeos sozinha!
Observação: o link acima é de um vídeo no Youtube que precisa ser aberto pelo navegador do Windows.



Primeira aula do curso gratuito sobre ambientes virtuais de aprendizagem, ministrada pelo Prof. Wagner Maia, ensinando a instalar e configurar o leitor de telas NVDA:



Primeira aula do curso de inglês básico, ministrado por Camila Gandini, ensinando as regras de pronúncia do inglês:



Vídeo da Fisioterapeuta Sabrina Casado sobre a postura do deficiente visual, que faz parte dos cursos de atividades da vida diária e orientação e mobilidade online:



Para fazer sua inscrição gratuita, é necessário criar uma conta de acesso em nosso ambiente virtual de aprendizagem e depois entrar no curso desejado para digitar a senha abaixo no campo auto inscrição:
Link do ambiente virtual de aprendizagem: www.deficienciavisual.com.br

Chave de acesso para digitar no campo auto inscrição: 7 dias
Observação 1: O campo auto inscrição só aparece para quem estiver logado no sistema.
Observação 2: As matrículas ficarão ativas somente até o próximo domingo, dia 19 de abril.
Observação 3: Caso você ainda não saiba mexer com ambientes virtuais de aprendizagem, faça primeiro o curso gratuito, pois no final, terá acesso a mais 7 dias dos outros cursos.

Realização: Portal da Deficiência Visual
Rede Internacional de Apoio à Inclusão dos Deficientes Visuais
Orgulho de Ensinar o que Vivemos, na prática!

Pesquisa revela que Educação inclusiva promove autonomia de crianças e jovens com deficiência intelectual


Uma pesquisa realizada pelo CEPI — Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação do Instituto Jô Clemente – antiga APAE de São Paulo, revela que crianças e adolescentes que frequentam as salas de aula comuns apresentam ganhos consideráveis em aspectos como identidade, autonomia, comunicação, linguagem, expressão, relacionamento interpessoal e aprendizagem.

“Esses alunos demonstram e expressam seus desejos e maior interesse pelas atividades propostas, mostrando-se questionadores em alguns momentos das aulas. Em relação à independência, eles são capazes de se locomover pelas dependências das escolas, dirigindo-se ao banheiro, bebedouro, refeitório, servindo-se e alimentando-se adequadamente nos horários de recreio. No que diz respeito à comunicação e expressão, a maioria consegue transmitir suas ideias e se fazer entender por meio de gestos ou imagens, mesmo quando ainda não há comunicação oral”, conta Roseli Olher, supervisora do Atendimento Educacional Especializado (AEE) do Instituto Jô Clemente.

A pesquisa contemplou ainda a análise do desenvolvimento de crianças e adolescentes matriculados em escolas especiais. “Nesses casos, o desenvolvimento não é o mesmo, infelizmente. Foram identificados poucos avanços quanto à autonomia, aprendizagem e comportamento social. Os alunos permaneceram com atitudes infantilizadas, comportamentos inadequados, dificuldades para enfrentar e resolver conflitos, vocabulário restrito e fora de contexto quando solicitados para exporem suas ideias e se fazerem entender perante os colegas e adultos, demonstrando pouco interesse e iniciativa frente às propostas apresentadas. Em relação à autonomia e independência, ainda necessitavam de um profissional para acompanhá-los pelas dependências da escola”, comenta Roseli.

Com o cenário apresentado no estudo, o Instituto Jô Clemente está reforçando seu posicionamento a favor da inclusão de alunos com deficiência na escola comum, junto aos demais estudantes sem deficiência. Em novembro de 2019, representantes da Organização participaram de audiência pública no Congresso Nacional para defender a educação inclusiva e se manifestar contra a proposta do Governo Federal de alterar a Política Nacional de Educação Especial e criar centros de referência para a educação de crianças e adolescentes com algum tipo de deficiência.

Para Roseli, a proposta representa um retrocesso, uma vez que a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) garante o acesso de todas as pessoas com deficiência à educação regular comum. “Essa alteração pode ampliar a exclusão, a segregação. É importante que crianças e adolescentes com deficiência sejam incluídos na sociedade e tudo começa na infância, na idade escolar. Para quem tem algum atraso no desenvolvimento neuropsicomotor ou uma deficiência intelectual, essa importância é ainda maior, porque sabemos que a socialização é fundamental no desenvolvimento, na aprendizagem e na conquista de autonomia”, diz. “O que esse estudo que apresentamos mostra é que a educação inclusiva traz ganhos para os alunos com e sem deficiência. Quando falamos em deficiência intelectual, que é o foco de atuação do Instituto Jô Clemente, esses ganhos são relevantes porque são nesses casos que ainda encontramos as maiores barreiras sociais”, completa.

Aceitar a Baixa Visão é o primeiro passo para a independência



Artigo escrito por : Mylena Rodrigues

A baixa visão, assim como a cegueira, é uma condição de uma pessoa, assim é também uma deficiência. Ainda hoje é uma deficiência pouco falada e investigada, já que para a maioria das pessoa, ou se enxerga ou não se enxerga, existindo uma dificuldade enorme em saber como lidar com alguém que tenha baixa visão. Para além disso, ainda existem as questões ligadas ao preconceito, pois a baixa visão muitas vezes passa despercebida, não é uma deficiência aparente, gerando uma desconfiança das pessoas que convivem com quem a tem.

Nesse texto quero colocar algumas características da baixa visão, não para tentar criar uma bula ou colocar regras, mas simplesmente para tentar mostrar o quanto a baixa visão é um universo diversificado, e o quanto é importante a aceitação da deficiência para que as pessoas se tornem mais independentes.

Talvez você ao finalizar a leitura desse texto, até se lembre de alguém que tenha baixa visão e não sabe que tem, por falta de informação ou por negar a acreditar que de certa forma não enxerga bem e tem algumas limitações.

                                         
                                    Mylena Rodrigues

Hoje as doenças que podem levar a essa condição são várias, entre elas temos catarata, glaucoma, retinose pigmentar, degeneração macular, retinopatia diabética, entre outras, que podem ser congênita, ou seja, desenvolvida ainda na gestação ou adquirida, quando a pessoa desenvolve com os anos. Por isso a importância de se cuidar da saúde ocular, visto que algumas dessas doenças são silenciosas e podem se desenvolverem rápido.

A questão principal é que uma pessoa com baixa visão não é cega, sendo assim, como ela vê? Essa é uma pergunta frequente, pois se não é cega, ela ainda tem resíduo visual. Esse resíduo visual nada mais é que uma pouca visão. Ela pode ver luz, escuridão, alguns obstáculos, alguns objetos, fazer leituras sem usar o sistema braille, não usar bengala pra se locomover e precisar apesar de recursos como textos ampliados, lupas variadas e óculos com lentes especiais.

Quando digo que é complexo identificar a deficiência e a forma como lidar com ela, me refiro principalmente a baixa visão desenvolvida em crianças, pois essas ainda não tem noção de quais os melhores recursos usarem ou os pais demoram a perceber que seus filhos têm alguma limitação visual, fazendo com que o desenvolvimento deles se torne um pouco tardio.

A maioria das possibilidades para uma criança com baixa visão que não foi diagnosticada logo cedo, só vai aparecer no período escolar, sendo que os profissionais da educação é que vão então perceber tais necessidades, pois aqui a criança vai apresentar dificuldades como leitura no quadro, leituras em livros e textos, dificuldades em lugares claros ou escuros, problemas em visualizar imagens e fotografias, ao brincar pode não ver obstáculos e ao mesmo tempo, vão conseguir se locomover sem grandes dificuldades, deixando assim uma sensação de dúvida quanto a sua deficiência visual.

Desse modo, se torna ideal que exista um trabalho conjunto entre país, médicos e professores, buscando junto a criança as melhores formas para que ela consiga se desenvolver em um ritmo ideal a ela.

Quando a baixa visão é adquirida na vida adulta, as adaptações são variadas. Aqui o adulto muitas vezes percebe que sua visão não é mais a mesma, podendo assim procurar ajuda quando começa a notar uma mudança. Porém, a aceitação é que pode ser demorada. Acredito que muitos vão buscar a cura antes de buscar os recursos e isso pode travar a sua vida de uma maneira geral.

Buscando os recursos para uma melhor adaptação, a pessoa passa a se sentir mais confiante e confortável para realizar atividades do seu dia a dia que já realizava antes, como trabalhar, cuidar de casa e dos filhos, sair, viajar.

O que não pode acontecer em uma fase onde se descobre a baixa visão, é negar que ela exista, fazendo com que pessoas que conviva com você desconheça suas limitações. Falo isso, pois algumas dificuldades vão aparecer. Pode ser que a pessoa com baixa visão seja vista caminhando sozinha, fazendo compras, mesmo que pra isso tenha algumas dificuldades não tão aparentes, mas em situações especificas, essas dificuldades podem aumentar em uma proporção enorme.

Em um jantar de família por exemplo, a pessoa com baixa visão pode não enxergar pratos e copos transparentes e isso se tornar um problema grande, já que acidentes podem acontecer.

O que quero deixar claro aqui é que a melhor forma de lidar com a baixa visão e as complexidades que giram em torno dela é buscando maneiras adequadas a cada pessoa para que se torne mais tranquila e fácil a sua adaptação e sua rotina diária.

Sou pessoa com baixa visão e convido você leitor a acompanhar as possibilidades, adaptações e discussões que apresento em minhas redes sociais, palestras e cursos. Assim como convido você a sugerir assuntos para que possamos juntos debater.

“Faz um mês que não beijo meu filho e a galera achando que é férias”, diz profissional da saúde

"Deixo meu filho e minha mãe, que são do grupo de risco, e saio de casa para fazer plantões de 12h, às vezes, de 18h, enquanto tem muita gente fazendo churrasco em casa com toda a família. Eu não quero aplausos, não quero ser chamada de guerreira ou heroína, eu só queria respeito.", disse a fisioterapeuta Priscilla Gaspar.

                    Faz um mês que não beijo meu filho e a galera achando que é férias ...
                 Imagem: Priscilla e o pequeno João Pedro, 5 anos (Foto: Arquivo pessoal)

Por DESTAQUES PSICOLOGIAS DO BRASIL

Priscilla Gaspar Spetanieri é uma profissional da saúde que teve sua rotina transformada após a intensificação da pandemia de coronavírus pelo país. Mãe do menino João Pedro, de 5 anos, que tem paralisia, ela trabalha como fisioterapeuta em um hospital Público da cidade de São Paulo. Em entrevista para a Revista Crescer, ela relatou as dificuldades que vêm enfrentando e fez um honesto desabafo: “Faz um mês que eu não beijo meu filho, faz um mês que eu não troco a fralda dele, não dou banho, não dou comida, não faço dormir. Troquei de quarto, só olho de longe e ele passa o dia me chamando”, desabafa.

A fisioterapeuta, que se separou há pouco mais de um ano, contou ainda que precisa deixar o filho sob os cuidados da mãe dela, que também integra o grupo de risco da Covid-19. “Minha mãe tem 63 anos. Parei de ter contato com ela também. Só de longe. Cogitei – e ainda cogito – a ideia de mudar de casa, mas queria ficar ‘perto’ deles”, explica.

                   
O menino é dependente para tudo e, agora, é a avó que está cuidando dele (Foto: Arquivo pessoal)

Através das suas redes sociais, Priscilla fala sobre como a pandemia alterou sua rotina e faz um apelo às pessoas. “Deixo meu filho e minha mãe, que são do grupo de risco, e saio de casa para fazer plantões de 12h, às vezes, de 18h, porque estou nessa maldita linha de frente, enquanto tem muita gente fazendo churrasco em casa com toda a família, tem gente saindo para correr na rua, tem gente indo com a família para passear no mercado, tem gente fazendo baile funk, tem muita gente achando q é férias. Eu não quero aplausos, não quero ser chamada de guerreira ou heroína, eu só queria respeito. Vi o hospital em que eu trabalho se transformar em referência em Covid-19. Estou vendo os EPIs (equipamentos de proteção individual) acabando, estou vendo colegas contaminados e a galera está achando que é férias! Estou indignada, irritada e sem qualquer esperança nessa tal chamada humanidade”, escreveu.

Priscilla também falou sobre sua rotina de cuidados com o filho João Pedro, que tem diagnóstico de paralisia cerebral porque teve uma parada cardíaca ao nascer. “Trabalho todos os dias de manhã, entro às 5h45 para sair às 12h para acompanhá-lo nas terapias. Eu o buscava na escola e íamos para uma clínica próxima de casa onde ele faz 14 terapias na semana!”, explica. “Isso já era rotina. Me separei há 1 ano e 4 meses e, desde então, moro com a minha mãe”. Segundo a mãe, João Pedro é dependente para tudo.

                        
João Pedro sorri bastante, mas, segundo a mãe, tem ficado irritado e sente falta da mãe (Foto: Arquivo pessoal)

“Desde que começou a pandemia, me distanciei. Só o vejo de longe. Minha mãe está fazendo tudo. Tenho medo de estar longe e eles adoecerem e precisarem de mim. Eles não saem para nada. Sou eu que faço supermercado, farmácia, tudo o que precisa ser feito na rua”, explica.

A fisioterapeuta ainda explicou na entrevista que o que a levou a fazer o post de desabafo nas redes sociais foi sair de um plantão de 12 horas, em um sábado, e ver um grande movimento de pessoas na rua. “Me assustei. Cheguei na minha casa e não tinha onde estacionar o carro. As pessoas estavam fazendo festa na rua, bebendo e comemorando. Fiquei bastante irritada! Tudo bem, esse é meu trabalho, fiz um juramento, nunca reclamei. Muito pelo contrário: amo o que eu faço, mesmo passando por tudo com o João quando ele nasceu. Foram 91 dias de internação, muitas intercorrências, uma cirurgia cardíaca… Voltei a trabalhar por amor. Mas a pressão psicológica está demais. As pessoas não têm noção do que está acontecendo e não respeitam!”, diz.

Destaques Psicologias do Brasil, com informações de Revista Crescer.



Paciente com deficiência supera coronavírus após internação de 21 dias em Campinas - Veja o vídeo.

André Araújo, de 44 anos, é do grupo de risco e passou 18 dias entubado na UTI. Ele é de Hortolândia e sofre de epilepsia de difícil controle. Equipe médica comemorou a alta.

Por EPTV 1

Paciente com deficiência supera coronavírus após internação de 21 ...
Portador de deficiência passou 21 dias internado com Covid-19 e voltou para casa

Clique AQUI para ver o vídeo.

Um paciente com deficiência recebeu alta médica em um hospital particular de Campinas (SP) após passar 21 dias internado para se recuperar do novo coronavírus. André Araújo, de 44 anos, morador de Hortolândia (SP), ficou 18 dias entubado, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Recebeu aplausos na sua saída do hospital, na última quarta-feira (15). Nesta sexta (17), a irmã contou sobre a vitória.

"Cada dia era uma batalha que o André vencia. [...] Eu fui buscá-lo e quando vi o André, eu não aguentei. A gente tinha vontade de abraçar, beijar, mas por conta de tudo isso a gente está tomando todo esse cuidado com ele", conta Simone Araújo, irmã do paciente.

André possui grande deficiência imunológica, ele teve falta de oxigenação no cérebro quando nasceu, o que resultou em uma epilepsia de difícil controle.

O homem nunca havia ficado separado de seus familiares até a necessidade de ser internado e não poder receber visitas.

André Araújo é o primeiro paciente com deficiência da região a receber alta médica após apresentar sintomas de coronavírus — Foto: Reprodução/EPTV1
André Araújo é o primeiro paciente com deficiência da região a receber alta médica após apresentar sintomas de coronavírus — Foto: Reprodução/EPTV1

Simone e sua mãe também apresentaram sintomas de coronavírus, e por isso tiveram que cumprir isolamento e se recuperaram. Segundo a irmã, André está com a família e ainda precisa de cuidados

"A gente tem que ter essa esperança de que a gente não pode desistir, tem que ter fé e o melhor acontece pra gente", afirma Simone.

André Araújo é o primeiro paciente com deficiência da região de Campinas a receber alta médica após apresentar sintomas de Covid-19, segundo apuração da EPTV, afiliada da TV Globo.

Campinas tem, até a tarde desta sexta, 163 casos confirmados e sete mortes. Ainda aguardam resultados de exames 1.082 pessoas.

                                                  Dicas de prevenção contra o coronavírus  — Foto: Arte/G1
                         Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

Fonte: g1.globo.com

CPB interrompe escolinha de esportes paralímpicos em 2020

Medida é tomada por conta de pandemia de coronavírus

© Ale Cabral/CPB/Direitos Reservado
11.03.20 - Aula da Bocha da Escola Paralímpica de Esportes no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro. Foto: Ale Cabral/CPB.

Por Agência Brasil - Edição: Fábio Lisboa

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) anunciou nesta sexta (17) que o projeto Escolinha de Esportes Paralímpicos será interrompido no restante do ano de 2020 por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

“Considerando a pandemia do coronavírus e suas nefastas consequências, muitas das quais ainda desconhecidas; levando em conta a impossibilidade de qualquer prognóstico com relação à volta da normalidade; acreditando também que, eventos com aglomeração de pessoas, sobretudo de integrantes de grupos de risco, como é o caso de uma parte importante dos alunos das escolinhas, dificilmente terão sua realização autorizada até o final do corrente ano; considerando ainda nosso dever de abroquelar a integridade dos nossos alunos, suspendemos as atividades das nossas escolas até o início do ano letivo de 2021”, declarou o presidente do CPB, Mizael Conrado.

Segundo o dirigente, o projeto teve início em 2018 “com a missão de incluir as crianças com deficiência por meio da iniciação esportiva”. Ele também afirma que “o esporte é uma das mais eficazes ferramentas para inclusão do indivíduo com deficiência na sociedade, por sua capacidade de entregar resiliência, promover o resgate da autoestima, além de mudar a percepção da sociedade sobre as limitações e potencialidades da pessoa com deficiência”.

Atualmente, o projeto atende mais de 600 crianças e adolescentes com deficiência dos 8 aos 17 anos de idade. A maior parte dos alunos está matriculada na rede pública de ensino do Estado de São Paulo, da capital e de municípios circunvizinhos. No projeto eles praticam nove modalidades no Centro de Treinamento Paralímpico, localizado em São Paulo.

Mas, o presidente do CPB garante que este não é um ponto final no projeto: “O projeto Escolinhas de Esportes paralímpicos não acabou e não acabará. Apenas não será realizado no ano de 2020 pela impossibilidade dos alunos em comparecerem às aulas”.

Bebê que nasceu com deficiência no braço faz sucesso no Instagram

Imagem: Reprodução / Instagram
Sean, de 11 meses, nasceu com uma deficiência congênita - Reprodução / Instagram
Sean, de 11 meses, nasceu com uma deficiência congênita

De Universa

O bebê canadense Sean Heilimo, de apenas 11 meses, tem feito sucesso no Instagram. Ele nasceu sem o antebraço e a mão esquerdos devido a uma condição chamada síndrome da banda amniótica, que prejudicou seu desenvolvimento no útero materno.

Desde seu nascimento, em abril do ano passado, a mãe do menino, Brianna, mantém um diário virtual do desenvolvimento do filho. "É uma página no Instagram sobre a vida familiar e uma visão de como é ser mãe de um bebê com uma deficiência nos membros. Sean precisa superar diariamente desafios que as outras crianças não têm, como engatinhar e comer", explicou ao Metro.

"Mas ele é uma criança muito feliz, vive uma vida normal. Tem seus próprios jeitos e truques para usar o o lado esquerdo como outra mão", explica.

Ela e o marido descobriram o problema de formação durante uma ultrassonografia de rotina, na 20ª semana. No início, ela não lidou bem com situação. "Comecei a entrar em pânico porque achei que ele não seria capaz de viver uma vida normal". Mas depois do nascimento, a sensação passou.

"Ele é nosso pequeno milagre, que nos enche de alegria", completou.

'Piada' de humoristas afeta tratamento de autista, diz mãe

Servidora pública revela que o filho, citado em stand-up comedy como 'baterista de fralda', teve depressão pelo ocorrido. Dupla é investigada

Arquivo Pessoal
João Henrique e a mãe, Adeline, cobram respeito às pessoas com deficiência
João Henrique e a mãe, Adeline, cobram respeito às pessoas com deficiência

Cesar Sacheto, do R7

A menção feita por dois humoristas a uma banda de rock formada por adolescentes autistas, durante uma apresentação de stand-up comedy, chocou parte da opinião pública e abalou a comunidade das pessoas com deficiência em várias regiões do Brasil e até no exterior. A conduta da dupla de comediantes já é investigada pela Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo, que também encaminhou o caso para a Polícia Civil paulista.

O conteúdo das piadas utilizadas pelos comediantes Abner Henrique e Dihh Lopes atingiu em cheio o brasiliense João Henrique Faro Lopes, de 19 anos, que à época era baterista do grupo Timeout e foi citado durante o show gravado em Campo Grande (MS), em agosto de 2019. "É muito difícil não rir de uma banda que o baterista está de fralda", disse Abner Henrique, enquanto o outro comediante imitava movimentos de pessoas com deficiências motoras e neurológicas chamados de estereotipias.

A servidora pública Adeline Cecília Castilho Dias, mãe do músico, revelou que a mágoa e a indignação por ter sido alvo das brincadeiras para uma plateia de 500 pessoas - amplificada pelo compartilhamento do vídeo, que alcançou cerca de 1,7 milhão de visualizações no YouTube e já retirado da plataforma digital -, conforme disseram os comediantes em uma nota postada em suas redes sociais, causaram sérios danos ao desenvolvimento do filho, que cursa Letras em uma faculdade do Distrito Federal e é fluente em inglês.

"A gente tentou esconder, mas não tem jeito. Ele está sempre na internet. Viu o vídeo, ficou muito indignado. Ficou nervoso e começou a descontrolar toda a vida aqui dentro [da casa da família]. Não quer mais fazer os trabalhos da faculdade, não quer mais tocar ou estudar inglês. Não quer fazer mais nada. Fica com aquela repetição na cabeça", contou a servidora pública.

Diante do comportamento do filho, Adeline incentivou João Henrique a gravar um vídeo para contar o impacto que a piada havia causado em sua vida. Seria uma forma de externar o sentimento de angústia que o consumia e fazer um desabafo público, Porém, a postagem precisou ser repetida várias vezes até que pudesse ser publicada.

"Trago esse recado porque, aparentemente, acham que é engraçado fazer piadas com as comunidades ditas inferiores. Resolvi destacar que, no meio dessa comédia deles, fui citado como o menino que toca de fralda. Realmente, acho que eles deveriam pegar o controle remoto e apertar o botão de voltar. Só voltando no passado, entendendo algumas coisas, eles vão ver o quanto trabalhei, me sacrifiquei. O quanto tive que dar duro para chegar onde estou hoje. Acho humilhante o fato de os meus outros amigos serem humilhados daquela forma, porque são pessoas gentis e carinhosas. Ninguém merece ser destradado da forma que fizeram no dito show", declarou João Henrique.

Reprodução/Instagram @timeoutrockband
Integrantes da Timeout, banda que tocava pop rock nacional e internacional
Integrantes da Timeout, banda que tocava pop rock nacional e internacional

A servidora lamentou a influência negativa que a exibição da dupla de comediantes causou e a falta de respeito com as famílias de autistas. "Só quem tem essa situação sabe a dificuldade que é chegar com a criança na adolescência e [no estágio] adulto com esse tipo de provações. Eles travam por qualquer coisa diferente do contexto. Entram em depressão. É um retrocesso [em relação ao] que a gente conseguiu até agora. O vídeo foi uma forma que encontrei dele desabafar o que estava sentindo. Estava muito nervoso. Indignado", completou.

Síndrome rara

Adeline explicou que o filho é portador da Síndrome de Beckwith-Wiedemann, uma condição rara, classificada pelo crescimento excessivo e que provoca muitas deformações no corpo. João Henrique nasceu sem o abdôme e sofre por problemas no funcionamento de alguns órgãos.

O diagnóstico do autismo ocorreu somente quando o garoto estava com 10 anos, após o avanço do tratamento da síndrome principal. A partir de então, os médicos e familiares passaram a notar traços no comportamento da criança que caracterizavam a TEA (Transtorno do Expecto Autista).

A mãe revelou que o adolescente já passou por 13 cirurgias desde o nascimento. Mas, apesar das restrições, diz que João se esforça para ter uma vida produtiva e com liberdade. Nesse contexto, a música e a banda, formada inicialmente como uma alternativa de tratamento comportamental, têm papel importante.

"Ele não escuta, usa óculos, quase não enxerga do olho esquerdo. Mas toca bateria muito bem e fala inglês como se morasse lá. Ele tem capacidade. O vocalista decora textos inteiros de um filme. Cada um tem uma habilidade. O que eles [humoristas] fazem é 'humor negro' e que vão continuar com isso. A luta dos pais é por respeito. É muito difícil chegar com eles onde chegaram", disse.

Música como tratamento

A ideia de formar uma banda com outros adolescentes autistas surgiu em 2017, quando o psiquiatra responsável pelo tratamento de João Henrique indicou o caso a um psicólogo. Por sua vez, o profissional de saúde, que já atendia outros três meninos portadores do TEA, decidiu testar a música como forma de terapia.

"Foi onde surgiu o nome da banda. Ele era o baterista, o Ivan cantava, o João Gabriel também cantava e o Matheus tocava teclado. A guitarra e o baixo eram [tocadas pelos] psicólogos". Em 2018, entraram novos componentes: João Daniel (vocal), Thiago (guitarra) e Marcelo (baixo).

Adeline lembrou que os garotos começaram a se apresentar no consultório. duranta as sessões. Depois, tocaram em um barzinho, em Guará (DF). Foi quando a banda ganhou força.

"Eles gostaram muito e começaram a tocar. Foram em vários colégios. Tocaram por dois anos seguidos em um festival de motos, em Brasília. Em agosto de 2019, abriram o show do Capital Inicial em um evento", recordou.

Porém, logo após as apresentações, os psicólogos entenderam que o projeto deveria ser mantido e a Timeout seguiu seu curso. Mas sem João Henrique, que pretendia iniciar uma carreira como músico, assim como outros componentes do grupo. Então, os pais se mobilizaram e nasceu uma nova banda: a Good Time.

Arquivo Pessoal
João Daniel (à esq.), João Henrique, Marcelo e Daniel formam a Good Time
João Daniel (à esq.), João Henrique, Marcelo e Daniel formam a Good Time

Segundo a mãe de João Henrique, os jovens já tinham várias exibições marcadas em diversos pontos do país, mas a pandemia do novo coronavírus interrompeu os planos dos garotos. Apenas temporariamente.

"É um projeto muito lindo que, pela música, tira os meninos do anonimato. O ultimo evento foi em fevereiro, em Natal. Nós iríamos tocar em Goiânia. Em abril, iríamos tocar na Avenida Paulista. Mas foi tudo adiado por causa do coronavírus. Agora, estamos todos isolados", concluiu Adeline.



Escola de Esportes Paralímpicos do CPB retornará em 2021


A Escolinha de Esportes Paralímpicos é um projeto que teve início em 2018 com a missão de incluir as crianças com deficiência por meio da iniciação esportiva. Temos a plena convicção de que o esporte é uma das mais eficazes ferramentas para inclusão do indivíduo com deficiência na sociedade, por sua capacidade de entregar resiliência, promover o resgate da autoestima, além de mudar a percepção da sociedade sobre as limitações e potencialidades da pessoa com deficiência.

O projeto cresceu substantivamente e, atualmente, contempla mais de 600 crianças, além de formar e aprimorar uma equipe técnica que hoje é referência para todo o território nacional. Acreditamos que, além da inclusão, nossas escolas de esportes vão consolidar a sustentação do desenvolvimento do desporto paralímpico nacional para os próximos ciclos.

O projeto contempla crianças e adolescentes com deficiência dos 8 aos 17 anos, majoritariamente aqueles matriculados na rede pública de ensino do Estado de São Paulo, da capital e de municípios circunvizinhos, em nove modalidades, realizado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

Considerando a pandemia do coronavírus e suas nefastas consequências, muitas das quais ainda desconhecidas; levando em conta a impossibilidade de qualquer prognóstico com relação à volta da normalidade; acreditando também que, eventos com aglomeração de pessoas, sobretudo de integrantes de grupos de risco, como é o caso de uma parte importante dos alunos das escolinhas, dificilmente terão sua realização autorizada até o final do corrente ano; considerando ainda nosso dever de abroquelar a integridade dos nossos alunos, suspendemos as atividades das nossas escolas até o início do ano letivo de 2021.

É com imensa tristeza que adotamos esta medida difícil, porém necessária. Por fim, reafirmamos: o projeto Escolinhas de Esportes paralímpicos não acabou e não acabará. Apenas não será realizado no ano de 2020 pela impossibilidade dos alunos em comparecerem às aulas.

Mizael Conrado
Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Família na BA faz vaquinha virtual por cirurgia para adolescente com doença rara que compromete a visão - Veja o vídeo.

Poliana Kamile mora em Feira de Santana e gosta de desenhar e fazer pinturas. Doença não tem cura e em alguns casos pode causar a perda da visão.

Por TV Subaé

Família na BA faz vaquinha virtual por cirurgia para adolescente ...
Jovem que sofre com ceracotone faz vaquinha virtual para conseguir cirurgia nos olhos

Clique AQUI para ver o vídeo.

A família de uma adolescente de 16 anos, paciente com ceratocone, fez uma vaquinha virtual para conseguir dinheiro e fazer uma cirurgia nos olhos. Poliana Kamile mora em Feira de Santana e gosta de desenhar e fazer pinturas.

O ceratocone é uma doença genética que afeta a estrutura da córnea e compromete a visão. Ela costuma se manifestar entre os 10 e 25 anos e atinge cerca de 150 mil pessoas, por ano, no Brasil.

Poliana descobriu o ceratocone há três anos. A doença não tem cura e em alguns casos pode causar a perda da visão.

Como a doença está avançada, a adolescente precisa fazer um transplante de córnea, o problema é que todo esse procedimento particular custa cerca de R$ 30 mil e a família não tem condições de pagar. Para tentar arcar com esses custos, eles estão fazendo uma vaquinha on-line e, no momento, precisam muito de qualquer tipo de ajuda.

Fonte: g1.globo.com

Boschilia promove rifa de camisas autografadas para ajudar em tratamento de menina com AME

Meia coleta assinaturas de colegas do Inter e de Césc Fábregas para auxiliar a pequena Marina, portadora da rara doença chamada Atrofia Muscular Espinhal

Por GloboEsporte.com — Porto Alegre

           Boschilia rifa camisa autografada por Fábregas — Foto: Reprodução
         Boschilia rifa camisa autografada por Fábregas — Foto: Reprodução

O meia Gabriel Boschilia, do Inter, se junta à corrente para ajudar no tratamento da Marina, menina de um ano e 10 meses diagnosticada com atrofia muscular espinhal (AME), doença crônica rara que gera incapacidade de movimentos. O atleta doou duas camisetas autografadas para serem rifadas, com toda a renda destinada na luta contra a doença.


Boshilia disponibilizou uma camisa do Monaco autografada por Césc Fábregas e uma outra camisa do Inter, assinada por todos os seus companheiros do elenco. A iniciativa partiu de sua esposa, Bruna, que conheceu a história da Marina através de uma amiga. Outros atletas e famosos também já entraram na campanha por doações para o tratamento.

São 150 números à disposição para cada camiseta no valor de R$ 30. Clique aqui para acessar a rifa da camisa de Fábregas. E aqui para acessar a rifa da camisa do Inter.

A Bruna me contou a história da Marina, que ela ficou sabendo, e claro que a gente se sensibiliza, fica procurando meios de ajudar. A gente ajudou com contribuição, mas queríamos fazer algo mais. Aí pensei logo no Fábregas, que é um amigo que tenho no futebol e um cara de alcance muito grande. Mas também tivemos a ideia de pegar a camisa do Inter, achamos que o torcedor ia se engajar, ia querer comprar a rifa pra ganhar essa camisa. Tomara que venda todos os números rápido e mais gente possa ajudar - diz o meia, via assessoria de imprensa.

Os pais da Marina têm até junho para arrecadar um total de R$ 12 milhões para a compra do medicamento Zolgensma, disponível nos Estados Unidos. A medicação tem que ser tomada até os dois anos de idade. Até o momento, a campanha já recebeu mais de R$ 6 milhões.

Há um site que conta toda a história e a luta de Marina e de sua família. E também mostra toda a campanha e maneiras para doar e auxiliar a causa.

                Boschilia doa camisa do Inter autografada — Foto: Reprodução
             Boschilia doa camisa do Inter autografada — Foto: Reprodução



Isolamento social muda rotina de moradores autistas na região de Sorocaba - Veja o vídeo.

Abril é considerado o mês da conscientização do autismo. A Apae de Jundiaí (SP) está fechada desde o dia 23 de março.

Por TV TEM

Isolamento social muda rotina de moradores autistas na região de ...
Sem apoio das Apaes, famílias estão levando para dentro de casa rotina de atividades — Foto: Reprodução/TV TEM

Abril é considerado o mês da conscientização do autismo e, durante o período de isolamento social, ficar em casa tem sido um grande desafio para os autistas da região de Sorocaba (SP).

Os autistas têm uma sensibilidade maior para mudanças na rotina e, com as terapias presenciais suspensas, o tratamento mais frequente é o tempo com a família.

Samuel Gomes Ginzes, de seis anos, foi diagnosticado com autismo aos três anos de idade. Antes do isolamento social, a rotina se baseava em ir para a escola e para a terapia, mas agora os pais precisam organizar o tempo juntos.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Isolamento social muda rotina de moradores autistas na região de ...
Com Apaes fechadas, autistas enfrentam desafios durante o isolamento social

"Temos procurado fazer as atividades com ele em casa e é um desafio. Fazemos algumas atividades dirigidas pelos terapeutas, outras de forma espontânea. Temos procurado nos reinventar a cada dia", afirma José Reginaldo Ginez, pai de Samuel .

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Jundiaí (SP) está fechada desde o dia 23 de março, onde mais de 120 autistas fazem terapia e atividades.

Por isso, o contato através do telefone e pelo site da Apae se tornou uma ferramenta de apoio e orientação para os pais.

Ingrid Rocha é mãe do Rodrigo, que tem 25 anos e tem feito exercícios que estimulam os sentidos e coordenação. Para passar por essa fase, a terapeuta mandou uma cronograma de atividades.

"No começo foi difícil por causa da mudança de rotina. Depois de alguns dias a terapeuta ocupacional mandou uma tabela para organizar a rotina e depois disso ele ficou muito mais tranquilo", afirma a mãe do rapaz.

Segundo a terapeuta Ana Carolina Porcari, a melhor dica para os pais é criar uma programação para seus filhos. "Uma vez estipulado um cronograma de atividades, facilitará muito", explica.

Fonte: g1.globo.com

Uergs lança vídeo em libras para orientar comunidade surda sobre o coronavírus

Gravação foi feita para auxiliar na prevenção de pessoas com deficiência auditiva que não têm acesso a este tipo de conteúdo. Produção envolveu professores e técnicos de diversos cursos e campi.

Por G1 RS

Vídeo em libras foi criado por profissionais da Uergs para ajudar nas orientações sobre o coronavírus — Foto: UERGS/Reprodução
Vídeo em libras foi criado por profissionais da Uergs para ajudar nas orientações sobre o coronavírus — Foto: UERGS/Reprodução

A Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) desenvolveu um vídeo em libras (língua brasileira de sinais) para orientar a comunidade surda sobre métodos de prevenção ao contágio do coronavírus. O conteúdo foi lançado nesta terça-feira (14) e está disponível de modo online neste link.

O material foi elaborado pelo professor Alexandro Cagliari, com o apoio de sua filha e intérprete, Laura, e da estudante de engenharia de bioprocessos e biotecnologia Viven Lopes, que é surda. O educador tomou a iniciativa após perceber uma carência na quantidade de conteúdo destinado exclusivamente a pessoas com alguma deficiência auditiva.

“Fiquei surpreso, embora tenhamos muitos surdos em nossa universidade e na sociedade em geral. Garantir acesso à informação a todos é fundamental em momentos críticos como o que estamos passando”, diz Cagliari.

A produção do vídeo envolveu outros professores e técnicos da unidade de Santa Cruz do Sul, um estudante do curso de engenharia de computação da unidade em Guaíba e a equipe da assessoria de comunicação da universidade. O objetivo era criar algo destinado ao formato em libras e não adaptado de outro conteúdo pré-existente.

"Não queríamos apenas um vídeo com um ouvinte apresentando com tradução simultânea. O foco foi a comunidade surda. Um vídeo feito por surdos e para surdos", ressalta o professor.

O sucesso da iniciativa deve dar origem a outros conteúdos. Viven e Laura fazem parte de um projeto de extensão, em Santa Cruz do Sul, com o objetivo de criar um glossário em libras para o ensino de biotecnologia. A ideia surgiu diante da dificuldade da intérprete para traduzir termos científicos.

Fonte: g1.globo.com

Abril Marrom alerta para prevenção e causa da cegueira

Campanha tem por objetivo reduzir a incidência dos problemas da visão

© Arquivo/Agência Brasil
Olho

Por Ludmilla Souza - Repórter da Agência Brasil - Edição: Aline Leal

Fundamental na rotina, a visão faz toda a diferença no dia a dia de quem conta com esse sentido. Por esse motivo, foi criado o Abril Marrom, mês de alerta para divulgação da importância dos cuidados com os olhos.

No mês de abril também é comemorado o Dia Nacional do Braile (8), sistema tátil de escrita usado por pessoas cegas ou de baixa visão. A data marca o nascimento de José Álvares de Azevedo (1834), professor que cego, foi responsável por trazer, em 1850, o alfabeto Braille ao Brasil.

Segundo o IBGE, mais de 6 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência visual. O médico oftalmologista Carlos Yamane explica que a cegueira pode ser reversível ou irreversível, portanto, muitos casos podem ser prevenidos ou tratados. As causas de cegueira reversível são: catarata, ceratocone e deslocamento de retina, mas desde que tratado com urgência.

Algumas não reversíveis são: glaucoma, degeneração macular avançada ou retinopatia diabética. “Cuidar da saúde como um todo, principalmente àqueles diabéticos, visitar regularmente o oftalmologista e cuidar bem dos olhos, evitando também uso de óculos não certificados são algumas medidas preventivas”, detalha Yamane.

O especialista alerta que os cuidados com os olhos devem iniciar desde a infância e em todas as fases da vida. É necessário monitorar sempre a saúde dos olhos, de acordo com o estilo de vida do indivíduo e profissão que atua na sua rotina. “Muitas das doenças oculares são silenciosas, não apresentando sintomas nas fases iniciais, portanto, o diagnóstico precoce previne a perda da visão. Recomendo a visita ao oftalmologista no mínimo uma vez ao ano”, completa Carlos Yamane.

Prevenção da cegueira em tempos de covid-19

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), dentre as condições oculares comuns que podem comprometer a visão (incluindo cegueira) estão a Doença Macular Relacionada à Idade (DMRI), catarata, opacidade da córnea, retinopatia diabética, glaucoma, erros de refração e tracoma.

Em relação ao glaucoma, o relatório mais recente da OMS mostra que este ano serão 76 milhões de pessoas (entre 40 e 80 anos) com a doença. O número é bastante expressivo e reforça a necessidade de não descuidar, mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus.

Para contribuir com a conscientização, a Sociedade Brasileira de Glaucoma elaborou um material informativo com as principais orientações para portadores de glaucoma em tempos de covid-19:

1. Lavar bem as mãos antes de aplicar o(s) colírio(s);

2. Evitar sair de casa para comprar seus colírios ou qualquer medicação. Dê preferência ao serviço de entrega em domicílio das farmácias para não se expor desnecessariamente;

3. Seguir os horários estabelecidos pelo seu médico oftalmologista para aplicação das medicações;

4. A pressão intraocular (PIO) não costuma apresentar variações significativas em um curto espaço de tempo em pacientes em uso regular dos colírios. Sendo assim, não existe necessidade de pronto atendimento somente para medir a pressão ocular. Fique em casa;

5. Até o momento, não existem evidências de que os colírios utilizados para o tratamento do glaucoma possam influenciar na infecção pelo novo coronavírus;

6. Lembrando que tudo é muito novo, também não existem evidências até o momento de que as medicações utilizadas para o tratamento da infecção pelo coronavírus possam influenciar na evolução do glaucoma;

7. Manter o uso regular de todos os colírios que compõe o seu tratamento;

8. Cuidar bem da sua saúde em geral. O bom controle do diabetes, da pressão arterial, entre outros, é essencial neste momento.

Se surgir alguma dúvida sobre sintomas ou até mesmo sobre o seu próprio tratamento, consulte o seu médico oftalmologista. Para garantir o suporte aos pacientes em isolamento, o Conselho Federal de Medicina aperfeiçoou a eficiência dos serviços médicos prestados e, excepcionalmente nesse período de pandemia de covid-19, os especialistas podem realizar o atendimento à distância.