sábado, 2 de maio de 2020

Menino que nasceu sem a maior parte do cérebro completa um ano

O menino superou as expectativas e conseguiu completar um ano de vida, sua mãe desabafou sobre ele

Menino nasceu sem a maior parte de seu cérebro
O menino que nasceu sem boa parte do cérebro

Os médicos sugeriram que os pais Omobola e Checotah Gordon realizassem um aborto. Mas eles se recusaram. Contudo, o casal precisou se preparar ainda na gestação para a possibilidade de seu filho morrer pouco após o parto.

Assim que nasceu, os médicos confirmaram o que os exames da gestação já apontavam: o pequeno Ozzie tinha má formações no crânio e havia nascido sem boa parte do cérebro. A condição costuma ser fatal na maior parte dos casos. Mas, felizmente, o pequeno Ozzie superou as expectativas e completou um ano de vida em outubro do ano passado. Isto foi possível após o pequeno ter passado por uma cirurgia que corrigiu parte da protuberância que havia na parte de trás da cabeça da criança.

Os pais consideram seu bebê um milagre. A mãe Omobola falou sobre seu pequeno em entrevista ao jornal britânico Daily Mail. “As pessoas sempre nos dizem que nosso filho é um milagre e ele é uma benção para nossa família. Felizmente, as pessoas sempre têm algo positivo para nos dizer. Nós esperamos dar ao nosso filho a melhor vida possível. Nós queremos que ele tenha a vida mais próxima do normal possível. E nós esperamos que ele seja aceito pela sociedade, apesar de não ter boa parte do cérebro. Esperamos que nosso filho seja um exemplo e toque o coração das pessoas, mostrando que milagres podem acontecer e que crianças especiais merecem tanto amor e cuidado quanto outras crianças”, concluiu a mamãe.

Menino e seus pais em encontrinho com o Mickey
O menino com seus pais em encontro com o Mickey

Fonte: bebemamae.com

Após cirurgia pioneira, bebê que nasceu sem "braços" e articulações nos joelhos pode dar os primeiros passos, diz jornal

Para realizar o procedimento, Nicholas ,2, passará seis meses na Flórida (EUA) e precisará fazer fisioterapia

CRESCER ONLINE, DE HOME OFFICE

Nicholas nasceu como uma condição rara em que seus braços não desenvolveram adequadamente (Foto: Reprodução: Gofundme)
Nicholas nasceu como uma condição rara em que seus braços não desenvolveram adequadamente (Foto: Reprodução: Gofundme)

Desde que nasceu, o pequeno Nicholas, 2, de Dallas no Texas (EUA), enfrenta um grande desafio. Como tem uma doença genética rara, ele nasceu sem articulações no joelho e seus braços não se desenvolveram adequadamente, sendo assim suas mãos parecem estar conectadas diretamente ao tronco. Sem as articulações no joelho, Nicholas também não consegue andar. No entanto, essa realidade poderá mudar nos próximos meses. De acordo com o jornal Metro, o menino passará por uma cirurgia pioneira na Flórida, em agosto, que deve permitir que ele consiga andar. Para realizar o procedimento, os pais de Nicholas, Christina e Cristopher Cabal, terão de pagar entre US$ 20 mil (R$ 111 mil) e US$ 30 mil (R$ 167 mil).

UMA VIDA DE ADAPTAÇÕES

Nicholas nasceu em outubro de 2017, com uma condição conhecida como Síndrome da trombocitopenia, que afeta o desenvolvimento dos ossos. A mãe diz que já tinha ouvido falar da doença, mas não imaginava que seu filho teria problemas tão sérios. A síndrome também afeta as células sanguíneas, dessa forma os pacientes correm grande risco de ter hemorragias, sendo necessário fazer regulares transfusões de sangue.

Christina, que tem mais um filho de 3 anos, disse que foi difícil a adaptação de cuidar de um bebê com necessidades tão complexas. Para ajudar Nicholas nos movimentos, ele fez um tratamento médico para aprender a se mexer e se alimentar. A casa também precisou ser adaptada para oferecer segurança para o filho de Christina.

Para se divertir e desenvolver os movimentos, Nicholas brinca com seu tablet. Além disso, depois do tratamento, o menino fez grande progresso e já consegue usar os talheres e até mesmo pegar os objetos. Segundo sua mãe, ele é capaz de viver uma vida feliz como qualquer outra criança de 2 anos, mas ela acredita que seu filho teria uma melhor qualidade de vida, se ele pudesse andar, principalmente à medida que for crescendo.

Os pais estão otimistas com a cirurgia e esperam que seu filho possa dar seus primeiros passos em 2021. Para que esse sonho se concretize, eles passarão seis meses na Flórida (EUA) e Nicholas precisará fazer muita terapia para aprender a andar.

Implante cerebral restaura movimento de homem com paralisia

Veja como funciona o chip pouco maior que um grão de arroz

Cérebro

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini

Ian Burkhart, um estudante de produção de vídeo na Universidade de Ohio foi com um grupo de amigos para o litoral da Carolina do Norte durante o verão de 2010. Em um acidente no mar, bateu em um banco de areia e perdeu os movimentos das pernas, das mãos e quase completamente a sensação de toque.

Após anos se adaptando à sua nova realidade, Burkhart se inscreveu em um programa experimental a fim de implantar um pequeno chip em seu cérebro e usá-lo para ampliar os movimentos dos braços e recriar artificialmente o senso de toque. “Era muito a considerar, mas a paralisia não era algo com que eu estava pronto para viver”, afirmou. Agora, seis anos após o início do estudo, ele não apenas é capaz de sentir, como possui movimento para jogar uma versão adaptada do jogo Guitar Hero.

Reprodução

A interface cérebro-computador (BCI) de Burkhart foi implantada cirurgicamente em 2014 e, mesmo sendo pouco maior que um grão de arroz, monitora os sinais elétricos do seu córtex motor primário. Uma lesão grave na medula, como a do estudante, impede que os sinais elétricos cheguem no cérebro, impedindo os movimentos.

Porém, estudos recentes mostraram que, mesmo em lesões “completas” de medula, alguns fragmentos da fibra espinhal sobrevivem. “Mesmo esse pequeno contingente de fibras pode levar um sinal razoável ao cérebro”, afirmou o neurocientista Patrick Ganzer. Ainda assim, esses sinais são fracos demais para uma pessoa paralisada perceber automaticamente, fazendo com que não sintam nada e não consigam se mexer. E é nesse ponto que o chip entra.

Interface cérebro-computador


O BCI capta os sinais e os envia, através de um cabo, para um computador. Lá, um programa decodifica os sinais correspondente à sensação de toque e ao movimento, que são direcionadas a eletrodos enrolados no braço de Burkhart. Primeiro, o movimento foi restaurado, mas, sem a sensação do toque, era algo que exigia toda a sua atenção. “Era realmente desafiador, especialmente se eu quisesse pegar algo atrás de mim ou em uma bolsa”, contou.

O passo dois foi acrescentar o senso de toque, o que se mostrou mais complicado do que o esperado. Essa sensação é registrada em outra parte do cérebro, o que dificultava a percepção do chip. Após uma série de exames, conseguiram encontrar um sinal fraco criado pelo toque, o que significava que um programa de computador poderia convertê-los em vibração e direcioná-los aos eletrodos do seu braço, fazendo com que soubesse que estava tocando algo.

Reprodução

Apesar do sucesso laboratorial, Ganzer e sua equipe querem melhorar o sistema para uso diário. Os pesquisadores já reduziram os eletrônicos usados para uma caixa, do tamanho de uma fita VHS, que pode ser montada na cadeira de rodas de Burkhart. O sistema de eletrodos foi reduzido a uma luva, e o estudante já foi capaz de controlado através de um tablet em sua casa. “Meu objetivo é colocar isso nas mãos de outras pessoas com paralisia e ver até onde podemos levar a tecnologia. A maior coisa que me motivou foi essa esperança para o futuro”, concluiu Burkhart.





Família pede ajuda para bebê de 10 meses com doença rara em SP: 'várias paradas cardíacas'

Lavínia é de São Vicente e desde três meses apresentou desmaios característicos da síncope rara.

Por G1 Santos

Lavínia junto com os pais no hospital que fica na capital paulista — Foto: Arquivo Pessoal
Lavínia junto com os pais no hospital que fica na capital paulista — Foto: Arquivo Pessoal

Uma família de São Vicente, litoral de São Paulo, pede ajuda para o tratamento da bebê de 10 meses, Lavínia Ribeiro Lopes, que sofre com uma doença rara. A pequena Lavínia precisa de acompanhamento 24 horas por dia em um hospital da capital paulista. "Ela tem desmaios e várias paradas cardíacas" relata o pai Jerônimo Lopes Rodrigues, de 39 anos.

Ao G1, o eletricista industrial que está desempregado há seis meses conta que os sintomas na bebê começaram aos três meses. Ele relata que os médicos acreditavam que o diagnóstico era de convulsão, e uma bateria de exames e tomografias foram feitos na época. Após visitar especialistas, descobriram que ela não tinha nenhum problema neurológico ou cardíaco.

"Demorou muito para conseguir o diagnóstico de síncope neurocardiogênica maligna, descobrimos só no dia dois de abril, porque é um tipo raro", declara o pai. A bebê precisou colocar um marcapasso após ter diversas paradas cardíacas, como explica Jerônimo, e tem acompanhamento 24 horas por dia para monitorar as paradas.

A rotina de Jerônimo e a esposa, a assistente administrativa Lilian Neves Ribeiro Lopes, de 32 anos, mudou com a condição da bebê. O casal fica em um hotel em frente ao hospital, em São Paulo, e reveza a estadia ao lado da bebê. Lilian precisou ficar afastada do trabalho para acompanhar a filha durante o período no hospital.

"Só quem passa sabe. É horrível, não conseguimos dormir ao pensar que nossa filha está assim. Só consigo pensar quando isso vai acabar, quando eu vou levar minha filha para casa", declara emocionado o eletricista industrial.

De acordo com o pai de Lavínia, com a síncope a filha tem desmaios, e fica paralisada durante as crises. Os sintomas começaram em Dezembro do ano passado, e a partir de fevereiro ela teve as primeira paradas cardíacas. A última durou 40 minutos e fez com que ela tivesse um leve sangramento por falta de oxigênio no cérebro. Após os sintomas, a bebê precisou ser entubada e sedada.

Ainda segundo o pai, o plano de saúde não cobre todos os exames, que chegam a R$ 20 mil. Por isso, a família começou a aceitar doações por meio das redes sociais, como forma de continuar o tratamento e a estadia na capital paulista. O contato pode ser feito por meio das redes sociais.

De acordo com o cardiologista Luiz Cláudio Behrmann Martins, o conhecimento a respeito do prognóstico da doença é limitado e não há consenso entre especialistas sobre a melhor opção de tratamento. Para o especialista, o entendimento da existência e a gravidade da síncope neurocargiogênica maligna é primordial para a terapia.

Ainda segundo Luiz Cláudio, a avaliação de pacientes com a condição consiste em uma bateria de exames e, em determinados casos, nenhuma anomalia é encontrada e a origem da condição é desconhecida. No entanto, ele informa que essa síncope é rara e costuma acometer crianças.

                                       Bebê de 10 meses com doença rara é de São Vicente (SP) — Foto: Arquivo Pessoal
       Bebê de 10 meses com doença rara é de São Vicente (SP) — Foto: Arquivo Pessoal

Fonte: g1.globo.com

Coronavírus – ONU elenca cinco pontos-chave para a inclusão de pessoas com deficiência

No comunicado, organização repassa medidas recomendadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Foto parcialmente incolor da mão de uma mulher lendo uma folha com escrita em Braille. A folha e parte da mesa são brancas.

Por Lucas Borba

No último dia 15, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou uma nota com cinco pontos-chave para a inclusão de pessoas com deficiência na resposta ao Coronavírus. O texto repassa medidas recomendadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Segundo a nota, as pessoas com deficiência representam aproximadamente um bilhão de pessoas – cerca de 15% da população mundial -, das quais 80% estão em idade para trabalhar. A maior parte delas, porém, observa o texto, especialmente as mulheres, enfrenta grandes barreiras, que dificultam a igualdade de oportunidades no mundo do trabalho.

Por isso mesmo, assegurar o direito ao trabalho está entre as recomendações elencadas pela ONU. As outras são: adotar medidas de apoio para promover a igualdade, assegurar uma comunicação acessível e inclusiva, proporcionar proteção social adequada e mudar a narrativa.

Adotar medidas de apoio em prol da igualdade, explica a nota, envolve assegurar, via políticas para o trabalho em home office (de casa), a disposição das adequações nos lares dos profissionais com deficiência, assim como as que deveriam existir no seu local de trabalho habitual. “Outras medidas de autoisolamento como resposta ao COvid-19 devem levar em consideração a situação particular das pessoas com deficiência, incluindo o fato de algumas necessitarem de assistência pessoal”, acrescenta o texto.

No que diz respeito à comunicação acessível e inclusiva, a nota especifica que toda comunicação relacionada à saúde pública, à educação e ao trabalho sobre a pandemia, incluindo arranjos de trabalho home office, deve ser acessível às pessoas com deficiência, utilizando recursos como língua de sinais, legendas descritivas (closed caption) e websites com tecnologia específica. “A comunicação deve ainda abordar a situação particular das pessoas com deficiência”, complementa o texto.

Quanto à proteção social adequada, segundo a nota ela é essencial para que as pessoas com deficiência possam cobrir gastos extras relacionados à deficiência, que podem aumentar devido à crise e impactar os seus sistemas de apoio. “Pessoas com deficiência, especialmente mulheres, fazem parte de um grupo que enfrenta taxas de desemprego mais elevadas. Por isso, agora mais do que nunca, as medidas de proteção social, sensíveis às questões de gênero, devem ser construídas de forma a apoiar as pessoas com deficiência a entrar, permanecer e progredir no mercado de trabalho”, afirma o texto.

Sobre assegurar o direito ao trabalho, a nota aponta que o diálogo social e a participação constituem fundamentos dos movimentos pelos direitos das pessoas com deficiência e pelos direitos trabalhistas e, em meio à atual pandemia, são mais necessários do que nunca. “A multiplicidade de pontos de vista – dos governos, das organizações de trabalhadores e de empregadores e das organizações de pessoas com deficiência – oferecem uma variedade de soluções. Portanto, é indispensável a implementação das Normas Internacionais do Trabalho e de outros instrumentos de direitos humanos, especialmente a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência”, pontua o texto.

Por fim, para que todos os pontos mencionados sejam atingidos, a nota esclarece que mudar a narrativa significa incluir, em caráter fundamental, as pessoas com deficiência como cocriadoras das respostas ao Covid-19, como defensoras e usuárias, e não como vítimas. Todas as crises, segundo o comunicado, trazem oportunidades, e a oportunidade do momento é promover a inclusão de todos os grupos anteriormente discriminados – incluindo as pessoas com deficiência – como elemento central em todas as respostas à pandemia. “Com base na experiência adquirida na área de inclusão de pessoas com deficiência e no fortalecimento de parcerias, é possível construir uma resposta à crise do Covid-19 de forma sustentável e inclusiva”, conclui o texto.


Dia do Trabalho – A autonomia e o protagonismo da pessoa com deficiência

Vinte e nove anos depois da promulgação da Lei de Cotas, luta por inclusão profissional segue a passos lentos, mas constantes.

                      Foto de um homem sentado em uma cadeira de rodas. Ele olha para cima e segura a planta de um edifício. Usa um capacete de proteção, óculos e terno.

Por Lucas Borba

O trabalho é um direito atribuído constitucionalmente a todos os cidadãos brasileiros. Mais do que um direito, porém, trabalho é sinônimo de autonomia, protagonismo e autorrealização, além de ser indispensável ao desenvolvimento e à prosperidade social.

Quanto maior o número de pessoas empregadas, maior fica o poder de consumo, de espaço para o lazer, a educação, a saúde e o bem-estar da população. Com o trabalho, todos ganham, inclusive no combate ao preconceito. Afinal, que jeito melhor de revelar potencialidades, desfazer mitos, crescer com as diferenças e promover a equidade de oportunidades do que por meio do trabalho?

No caso de pessoas com deficiência, o Relatório Anual de Informações Sociais (RAIS) 2018, do Ministério da Economia, revelou que 1% das vagas para contratos formais de trabalho são destinadas ao segmento no Brasil, apesar da Lei de Cotas (8.213/91), que em 2020 completa 29 anos de existência, determinar que as empresas com a partir de 100 funcionários destinem de 2% a 5% das suas vagas a profissionais com deficiência, de acordo com o número de colaboradores. Tal realidade impera em um cenário no qual, segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 24 por cento da população brasileira (quase 46 milhões de pessoas) apresentam algum tipo de deficiência.

O falso argumento recorrente de que não se encontram pessoas com deficiência qualificadas também é derrubado pelos números, revelando que empregadores precisam rever a metodologia dos seus processos seletivos. De acordo com o mesmo Censo do IBGE, cerca de 18% da população brasileira com alguma deficiência tem ensino superior completo ou ensino médio completo.

Apesar do ainda baixo número de contratações, o aumento, embora lento, tem sido constante, demonstrando que a Lei de Cotas é certamente a principal ferramenta de apoio à empregabilidade da pessoa com deficiência. Segundo Auditor Fiscal do Trabalho, médico do trabalho e coordenador do projeto de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Dr. José Carlos do Carmo, em 2018 foram preenchidas cerca de 51% das vagas previstas a pessoas com deficiência no país e, dessas, 42% são atribuídas ao Estado de São Paulo.

A atual pandemia do novo Coronavírus também vem demonstrando o quanto as empresas primam pelo cuidado e o bem-estar de seus funcionários, inclusive de profissionais com deficiência. Aliás, antes do Dia do Trabalho em

1º de maio, a data de 28 de abril marca o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, reconhecido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2003. Na prevenção contra o Covid-19, certos quadros requerem cuidados específicos, para além daqueles direcionados a todas as pessoas.

Confira AQUI uma nota com recomendações emitidas pelo Ministério Público do Trabalho a empregadores de profissionais com deficiência, com base nas orientações nacionais e internacionais dos principais órgãos de saúde.

Mattel anuncia lançamento de boneca com “perda auditiva”


A busca por representatividade, principalmente entre as crianças, continua fazendo com que as empresas se mobilizem nesta direção. Desta vez, foi a American Girl, pertencente à fabricante de brinquedos Mattel, que lançou uma boneca com deficiência auditiva. O brinquedo, que já está disponível para compras nos EUA, possui uma versão em miniatura de um aparelho para surdez.

Vale ressaltar que a American Girl lança, todo ano, a chamada Girl of the Year (Garota do Ano), que é o seu principal produto de vendas. Este ano, a escolhida foi Joss Kendrick, nome dado a boneca, que é uma menina que nasceu com perda auditiva e pratica surfe e é líder de torcida.

Além da boneca, que pode ser comprada por 98 dólates (cerca de R$ 398), é possível comprar acessórios, no valor de 30 dólares (R$ 120). O brinquedo acompanha um livro, que conta a história da personagem. Um site também foi lançado para divulgar as vendas da boneca, que conta com vídeos, jogos e capítulos de livros, todos gratuitos.

A empresa também anunciou uma parceria com a Associação Americana de Perda Auditiva, maior organização sem fins lucrativos que representa deficientes auditivos, para a doação de 25 mil dólares, o que equivale a R$ 120,6 mil, além de facilitar doações para a organização em seu site.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Inscrições são abertas para curso gratuito de ensino sobre espectro do autismo em Porto Velho

Podem se inscrever profissionais da rede pública municipal de educação e servidores de instituições parceiras. Estão disponíveis mais de 300 vagas.

Por G1 RO

Curso vai abordar temas relacionados ao Transtorno do Espectro Autista – TEA — Foto: Getty Images
Curso vai abordar temas relacionados ao Transtorno do Espectro Autista – TEA — Foto: Getty Images

As inscrições foram abertas nesta quinta-feira (30) para o preenchimento de vagas remanescentes do programa de Ensino Estruturado sobre o Transtorno do Espectro do Autismo em Porto Velho. Estão disponíveis 341 vagas.

Segundo a prefeitura, podem se inscrever profissionais do quadro efetivo da rede pública municipal de educação da capital e servidores de instituições parceiras: Secretaria Estadual de Educação de Rondônia, Associação de Pais e Amigos do Autista de Rondônia e Associação Pestalozzi de Porto Velho.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 9 de maio e devem ser feitas através do preenchimento de um formulário pela internet e o envio dos documentos exigidos em edital para o e-mail semedtea@gmail.com.

O resultado final do processo seletivo será divulgado no dia 30 de maio. As aulas devem iniciar logo após a confirmação da matrícula.

Fonte: g1.globo.com

Câmara promulga lei que prevê desconto para proprietários com calçadas adaptadas em Juiz de Fora

O projeto intitulado de IPTU Acessibilidade chegou a ser vetado pelo prefeito Antônio Almas (PSDB).

Imagem internet/Ilustrativa

Por Fellype Alberto, G1 Zona da Mata

A Câmara Municipal promulgou nesta quinta-feira (30) a lei que prevê desconto em imposto para proprietários com calçadas adaptadas à acessibilidade em Juiz de Fora. O projeto foi intitulado de IPTU Acessibilidade.

A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal em fevereiro deste ano e vetada pelo prefeito Antônio Almas (PSDB) no mês seguinte. No entanto, os vereadores derrubaram o veto e foi promulgada a Lei 14.028/2020, que prevê o seguinte:

"Será concedido benefício tributário, a título de incentivo, desconto de 10% (dez por cento) no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), aos proprietários de imóveis residenciais e comerciais que adotem medidas de acessibilidade aos deficientes físicos".

Quando vetou a proposta, o prefeito justificou que a matéria apresentou em dissonância com a Lei Orgânica Municipal e que para que pudesse ser válida deveria ser feita uma Lei Complementar, "uma vez que referido projeto estabelece alterações para posturas municipais através de benefícios fiscais".

De acordo com o texto promulgado, a "Lei entra em vigor em 1º de janeiro do ano em que a estimativa da renúncia de receita por ela acarretada tiver sido considerada na Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual". Ou seja, para que funcione efetivamente ainda necessita ser incluída nas outras leis que se referem ao orçamento do município.

O texto da lei prevê que os interessados em obter o benefício devem protocolar o pedido, devidamente justificado e com documentos que comprovam a adaptação, até o dia 30 de junho do ano anterior, que desejarem o desconto tributário.

Segundo a lei, o benefício terá que ser renovado anualmente. Em alguns casos, o desconto pode ser extinto. Confira:

Se o contribuinte não promover a manutenção da calçada
Se o contribuinte não pagar o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana

Fonte: g1.globo.com

Deficientes visuais se 'unem' para fazer live com clássicos e sucessos: 'autoestima e inclusão'

Professor diz que ação estimula a autoestima e a inclusão musical dos alunos. Participantes de projeto se apresentam nas lives por meio de um aplicativo.

Por Mariana Nadaleto, G1 Santos

Paulo Mauá toca com seus alunos em live do Promuvi durante quarentena — Foto: Arquivo Pessoal
Paulo Mauá toca com seus alunos em live do Promuvi durante quarentena — Foto: Arquivo Pessoal

As lives musicais ganharam muito espaço nas redes sociais durante a pandemia do novo coronavírus e estão sendo importantes para entreter quem está em casa na quarentena. O projeto Música Transformando Vidas (Promuvi), formado por adultos com deficiências visuais, entrou nesse time e está apresentando semanalmente sucessos e clássicos.

A ideia das transmissões ao vivo, que são feitas por meio do Instagram, veio da preocupação dos professores com o isolamento dos alunos durante a pandemia. O idealizador e músico santista Paulo Eduardo Mauá conta que, por terem deficiências visuais, eles já acabam sendo isolados da sociedade e, com a quarentena, essa situação poderia piorar.

"Fiquei quebrando a cabeça para pensar em como poderia manter as aulas e motivá-los. Começamos as aulas virtuais e fizemos todos criarem contas em aplicativos de conversas por vídeo. Mas, a distância foi uma barreira até mesmo para os professores, que tiveram que vencer isso. Queremos evitar um isolamento maior e aproveitar para incluí-los digitalmente".

As lives são gravadas na casa do professor e idealizador do projeto Música Transformando Vidas — Foto: Arquivo Pessoal
As lives são gravadas na casa do professor e idealizador do projeto Música Transformando Vidas — Foto: Arquivo Pessoal

O Promuvi é um projeto criado pelo Rotary Santos Oeste com foco em pessoas com deficiências visuais que não sabem nada de música e querem algo novo na vida. No início, como a maioria dos participantes tinha cegueira adquirida, eles não sabiam nem mesmo ler em braille. Por isso, Mauá precisou criar uma nova metodologia para ensiná-los a tocar os instrumentos.

"A musicalização é feita a partir da flauta doce soprano, mas temos aulas de outros tipos de flautas, clarinete, violão, ukulele, teclado, escaleta, canto coral e percussão. Essa é uma forma de incluir os alunos em uma comunidade. Nós temos duas metas, a recuperação da autoestima e a inclusão musical", explica o idealizador do projeto.

Depois das aulas virtuais começarem a funcionar, surgiu a ideia de fazer 'lives' musicais para incluir os deficientes visuais digitalmente e apresentar o desenvolvimento deles para o público. As transmissões acontecem às terças-feiras, às 10h15, no Instagram do Música Transformando Vidas. A cada semana, mais pessoas assistem as lives, incluindo internautas de outros países.

Participantes do projeto aparecem nas lives por meio de um aplicativo de conversar por vídeo — Foto: Arquivo Pessoal
Participantes do projeto aparecem nas lives por meio de um aplicativo de conversar por vídeo — Foto: Arquivo Pessoal

"É fascinante como atinge pessoas do mundo inteiro. O mais importante é que alunos que estavam afastados pelo deslocamento estão participando no ambiente virtual. Nesta semana, estávamos em 21 pessoas tocando e até fiz a live de pijama, inspirado na Ivete Sangalo. Tem sido muito divertido e é bacana por estarmos oferecendo um entretenimento para quem está de quarentena em casa".

Durante as aulas virtuais, os professores ensinam músicas novas e treinam com os alunos. Já nas transmissões ao vivo, são apresentadas canções do repertório do projeto, entre elas, grandes sucessos e clássicos do mundo da música. Inclusive, os próprios internautas podem escolher quais músicas serão tocadas a partir de uma playlist pré-selecionada.

"Temos um repertório de mais de 100 músicas e tocamos de tudo, como Beatles, Beethoven, Gilberto Gil, Queen, entre muitos outros artistas. As lives ajudam os alunos a mostrarem o trabalho deles, é uma motivação e ainda diverte aqueles que nos assistem. Isso é estimulante para o difícil momento que estamos vivendo, confinados em casa", finaliza Paulo Mauá.

Fonte: g1.globo.com

Vídeo mostra homem se passando por deficiente físico para pedir dinheiro no ES - Veja o vídeo

Ação foi flagrada por morador do bairro Jardim da Penha, em Vitória.

Por G1 ES

Vídeo mostra homem se passando por deficiente físico para pedir ...
Homem que se passa por deficiente físico é flagrando andando Vitória

Um homem foi flagrado fingindo ser deficiente físico para pedir esmolas no bairro Jardim da Penha, em Vitória (ES).

Clique AQUI para ver o vídeo.

Nas imagens, gravadas por um morador na janela de casa, o homem aparece sentando no chão próximo a um semáforo, onde ele aborda os motoristas dos carros.

Assim que os carros vão embora e a rua fica vazia, o rapaz se levanta e sai andando normalmente.

De acordo com o advogado Rafael Lima, embora sejam necessárias mais informações para a análise do caso, de forma geral pode-se dizer que o ato de fingir ser deficiente poderia ser considerado crime caso alguém tenha decidido doar o dinheiro em função da condição da pessoa enquanto deficiente.

"Se a deficiência física foi a condição da doação, poderíamos, em tese, configurar o artigo 71 do Código Penal: estelionato. Senão, se houve qualquer outro motivo, não teríamos crime diante dessa situação", explicou.

Fonte: g1.globo.com

Projeto Salvador Acessível ajuda pessoas com deficiência e abrigos de idosos - Veja o vídeo.

Ação pede alimentos não perecíveis e produtos de higiene e limpeza

Foto: Rede Bahia
Projeto Salvador Acessível ajuda pessoas com deficiência e abrigos de idosos
Projeto Salvador Acessível ajuda pessoas com deficiência e abrigos de idosos

O projeto Salvador Acessível lançou a campanha Correndo Pela Vida Dos Outros, que visa ajudar pessoas com deficiência (física e mental) e abrigos de idosos de comunidades carentes, em Salvador, com alimentos não perecíveis e produtos de higiene e limpeza.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Para contribuir com a ação, que também faz parte da campanha #UmaRedePorTodos, entregue os donativos na Avenida Ipiranga, 175, Cond Vila das Palmeiras, Vila Canária, agendando previamente por telefone (71 98865-0511 / 71 99251-8894), para evitar aglomerações.



Inspiração: mulher deficiente faz pinturas incríveis com o pé

Fatemeh Hammami Nasrabadi, iraniana de 31 anos, tem 85% do corpo paralisado, mas isso não a impediu de realizar o sonho de ser artista

LIFESTYLE Do R7

Foto: Reprodução/Instagram
Uma mulher do Irã tem inspirado milhares de internautas por seu poder imenso de superação. Fatemeh Hammami Nasrabadi, de 31 anos, teve 85% do corpo paralisado devido a complicações no nascimento, mas isso não a impediu de realizar seu grande sonho: ser uma artista
Uma mulher do Irã tem inspirado milhares de internautas por seu poder imenso de superação. Fatemeh Hammami Nasrabadi, de 31 anos, teve 85% do corpo paralisado devido a complicações no nascimento, mas isso não a impediu de realizar seu grande sonho: ser uma artista.

             Foto: Reprodução/Instagram
               Fatemeh começou a mostrar seu talento para a arte ainda no ensino médio, quando ganhou a ajuda de dois professores para se aperfeiçoar. Hoje, ela usa um dos pés para pintar, principalmente, retratos
Fatemeh começou a mostrar seu talento para a arte ainda no ensino médio, quando ganhou a ajuda de dois professores para se aperfeiçoar. Hoje, ela usa um dos pés para pintar, principalmente, retratos.

Foto: Reprodução/Instagram
A iraniana também é apaixonada por futebol, e é no esporte que encontra as maiores inspirações para pintar. Ela já retratou jogadores como o argentino Lionel Messi, que é seu grande ídolo, e Cristiano Ronaldo
A iraniana também é apaixonada por futebol, e é no esporte que encontra as maiores inspirações para pintar. Ela já retratou jogadores como o argentino Lionel Messi, que é seu grande ídolo, e Cristiano Ronaldo.

Foto: Reprodução/Instagram
Mas não são apenas rostos que fazem a arte de Fatemeh. A artista também ilustra maravilhosamente bem animais e paisagens
Mas não são apenas rostos que fazem a arte de Fatemeh. A artista também ilustra maravilhosamente bem animais e paisagens.

                            Foto: Reprodução/Instagram
                                Hoje, ela usa as redes sociais, principalmente o Instagram, para divulgar seu trabalho e compartilhar dicas e técnicas de pintura
Hoje, ela usa as redes sociais, principalmente o Instagram, para divulgar seu trabalho e compartilhar dicas e técnicas de pintura.

Foto: Reprodução/Instagram
O trabalho da artista já rendeu a ela mais de 100 mil seguidores na plataforma
O trabalho da artista já rendeu a ela mais de 100 mil seguidores na plataforma.

Foto: Reprodução/Instagram
“Eu me interesso por pintura e desenho desde criança e me esforcei muito para chegar aqui! Sou feliz e muito grata por meus esforços terem valido a pena, e agora estou feliz por não decepcionar”, disse ela ao Bored Panda
“Eu me interesso por pintura e desenho desde criança e me esforcei muito para chegar aqui! Sou feliz e muito grata por meus esforços terem valido a pena, e agora estou feliz por não decepcionar”, disse ela ao Bored Panda.

                Foto: Reprodução/Instagram
                   Além de pintar, Fatemeh também é escritora e já tem três livros publicados no Irã
Além de pintar, Fatemeh também é escritora e já tem três livros publicados no Irã.

Foto: Reprodução/Instagram
A artista é a prova de que, com dedicação e perseverança, somos capazes de realizar quase todos os nossos sonhos
A artista é a prova de que, com dedicação e perseverança, somos capazes de realizar quase todos os nossos sonhos.

Foto: Reprodução/Instagram
Veja também: Pesquisa revela com qual idade as pessoas se acham 'velhas'

Ministério vai mapear e auxiliar instituições que prestam auxílio às pessoas com deficiência



O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) começou a cadastrar instituições que prestam auxílio às pessoas com deficiência para ajudá-los a enfrentar o período de pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

O cadastramento será feito pela própria instituição interessada, por meio de um questionário desenvolvido pela Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNDPD), com o objetivo de garantir apoio em diversas frentes, como educação, saúde e assistência social.

De acordo com a SNDPD, o levantamento é necessário para se ter um mapeamento da situação dessas entidades. Através dele, o MMFDH poderá identificar, perceber e minorar os problemas decorrentes da pandemia para essa parcela da população.

“Queremos conhecer vocês, entender seus problemas, saber das instituições e, assim, buscar a ajuda necessária. Não só nesse período, mas também no futuro”, enfatizou a titular da SNDPD, Priscilla Gaspar.


Falta de acessibilidade dificulta ingresso de surdos no ensino superior

Brasil tem aproximadamente 10 milhões de surdos


Abril é o mês em que comemoram-se o Dia Nacional da Educação de Surdos (23/04) e o Dia Nacional da Libras — Língua Brasileira de Sinais (24/04), a língua oficial dos surdos no Brasil. As datas relembram a importância de dar atenção às dificuldades e barreiras enfrentadas por essas pessoas. De acordo com dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são quase 10 milhões de surdos no país — o equivalente a 5% da população.

Há poucos dados e pesquisas sobre o número exato de surdos que estudam e chegam ao mercado de trabalho. Segundo a coordenadora do Serviço de Inclusão e Atendimento aos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais (SIANEE) do Centro Universitário Internacional Uninter, Leomar Marchesini, o número é baixo devido à falta de comunicação para alunos surdos, que usam uma língua diferente dos demais alunos. ‘‘Nem todas as instituições de nível superior colocam intérpretes de Libras em suas aulas, o que é fundamental para os surdos’’.

Para Leomar, a grande dificuldade na inclusão de surdos no mercado de trabalho também é a comunicação. O fato de usarem uma língua de sinais, diferente da língua usada por colegas e chefes, cria uma barreira que afeta seu desempenho. Segundo ela, muitas vezes, os surdos sequer compreendem claramente as expectativas de seus chefes em relação ao seu trabalho. ‘‘A surdez é uma deficiência invisível, o que faz com que muitas pessoas achem os surdos iguais a todos os demais, sem necessidades de apoio e métodos diferenciados no trabalho e nas instituições de ensino. Entretanto, a inclusão de surdos é a que representa o maior desafio, pois existem grandes diversidades culturais e de percepção do mundo, que precisam ser conhecidas, respeitadas e valorizadas. Cursos de Libras nas empresas e de português para surdos são essenciais’’, explica.

Para alcançar a graduação, por exemplo, eles enfrentam as condições das universidades, muitas vezes desprovidas de núcleos de inclusão efetivos com a atuação de pessoas especializadas. De acordo com Leomar, uma instituição precisa estar preparada e disponibilizar tradutores, intérpretes de Libras competentes e qualificados, em todas as aulas e disciplinas do curso. “A Uninter é um bom exemplo. Nós fazemos todos os ajustes necessários, em todos os sentidos, capacitamos os professores, respeitamos os direitos dos surdos desde o vestibular com Libras e a correção de seus textos sob critérios diferenciados, compatíveis a uma segunda língua em aprendizagem, que para eles é a portuguesa’’, complementa.

Tiago Alves Carneiro Junior é um exemplo de superação dessas barreiras. No início de 2020, ele concluiu sua graduação em Direito na Uninter e foi o primeiro surdo a conquistar o feito. ‘‘Agradeço àqueles que me deram a oportunidade de realizar os meus sonhos e os sonhos de tantos outros que, muitas vezes, pensaram que não conseguiriam, mas que, graças ao SIANEE, estão estudando, buscando um desenvolvimento intelectual e profissional apesar de suas dificuldades’’, relembra.

O próximo desafio de Junior é o mercado de trabalho. ‘‘O Direito nos oferece um leque de possibilidades de atuação. Eu penso em me especializar, seguir carreira jurídica para ser um juiz, quem sabe um ministro do Supremo Tribunal Federal, mesmo sabendo que isso não é fácil’’, diz confiante.

Ciclista brasileiro é desclassificado de Parapan por violar doping

Foto: Bruno de Lima/CPB
Foto: Bruno de Lima/CPB

O Comitê Paralímpico Internacional (IPC) anunciou nesta quinta-feira, 30, a desclassificação do ciclista brasileiro Soelito Gohr, da classe C5, dos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019 por violação das normas antidoping.

O atleta apresentou um resultado positivo para uma substância proibida pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês). O exame de urina, realizado no dia 26 de agosto do ano passado, acusou a presença de metabólito de SARM LGD-4033, considerado um anabolizante.

Agora, o IPC deverá informar a desclassificação para a Associação Internacional de Ciclismo, que será o órgão responsável para determinar a pena ao ciclista. A decisão poderá excluir também qualquer medalha, ponto ou premiação obtida pelo atleta no período.

O IPC informou ainda que continua comprometido com as disputas iguais e livres de dopagens de quaisquer níveis. O Comitê, juntamente com as federações internacionais e os comitês paralímpicos nacionais (NPCs), estabeleceu o Código Antidoping do próprio IPC para prevenir o doping no esporte paralímpico. Estas normas estão em conformidade com os mesmos princípios da Wada.

Campeonato Mundial de Atletismo é adiado para 2022

Foto: Daniel Zappe/Exemplus/CPB
Foto: Daniel Zappe/Exemplus/CPB

Previsto para acontecer entre os dias 17 e 26 de setembro de 2021, o Campeonato Mundial de Atletismo foi adiado para o ano seguinte. Agora, será realizado entre os dias 26 de agosto e 4 de setembro de 2022, também na cidade de Kobe, no Japão.

A decisão foi anunciada nesta quinta-feira, dia 30, pelo Comitê Organizador da competição, após acordo com o Comitê Paralímpico Internacional (IPC) e Associação Mundial de Atletas Paralímpicos (WPA).

A justificava do adiamento foi para as provas não conflitarem com os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, que foram remarcados para acontecer entre 24 de agosto e 5 de setembro de 2021 devido à pandemia da COVID-19.

Esta será a décima edição do Campeonato Mundial de Atletismo, que tem previsto a participação de 1.300 atletas de 100 países em provas que acontecerão no Universiade Memorial Stadium.

"O Mundial de Kobe 2022 será a primeira grande competição no esporte paralímpico depois das Paralimpíadas em Tóquio e continuará seu legado no Japão. Estamos seguros que as novas datas darão aos atletas o tempo necessário para se prepararem para o evento que elevará o nível de disputa para os futuros Mundiais", afirmou Haozhe Gao, diretor da Associação Mundial de Atletas Paralímpicos.

Novo canal em SP acolhe dúvidas voltadas às pessoas com deficiência

Parceria entre instituições do Estado possibilita o contato de pacientes por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp


Do Portal do Governo

Desde o dia 3 de abril, o Instituto de Medicina Física e Reabilitação (IMREA) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) e o Instituto de Reabilitação Lucy Montoro contam com um canal de comunicação direto para pessoas com deficiência em todo Estado. O novo meio foi criado para acolher dúvidas em relação à deficiência e às questões de saúde em geral.

O contato deve ser realizado por meio do WhatsApp, pelo número (11) 99311-1920, informando os seguintes dados para início do atendimento: nome completo, data de nascimento, CPF, endereço residencial (com o CEP), telefone para retorno e e-mail (opcional). Em seguida, o paciente receberá uma chave de segurança como resposta.

Por fim, o cidadão receberá uma ligação telefônica por profissionais de saúde especializados da Rede Lucy Montoro. O atendimento acontece em dias úteis, das 8h às 15h.

No entanto, a Rede reforça que o novo canal não se trata de um atendimento para urgência/emergência nem para casos suspeitos da COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus. Para situações como essa, a orientação é continuar contando com os Serviços de Pronto Socorro de cada região e com o telefone 192.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Acessibilidade é o foco da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência na pandemia - Veja o vídeo.

Banco de Imagens/Internet
Acessibilidade é o foco da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência na pandemia

Durante live realizada nesta quarta-feira (22) com a ministra, Damares Alves, a secretária nacional dos direitos da pessoa com deficiência, Priscilla Gaspar, falou que garantir a acessibilidade tem sido um dos maiores desafios do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) na crise provocada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Assista ao vídeo:

       
O foco da SNDPD no período é garantir o acesso a informação às mais de 45 milhões de pessoas com deficiência no Brasil. Por isso, preparou várias cartilhas, inclusive em formato HTML, para que os diversos grupos de pessoas com deficiência esteja munido do conhecimento mínimo necessário para a prevenção ao coronavírus. material informativo sobre os cuidados que devem ser tomados pelas pessoas com deficiência e doenças raras durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

"A comunicação é algo primordial para nossa existência. Vemos que os canais abertos, por exemplo, não garantem acessibilidade, mas a informação precisa chegar a todos. São cartilhas diferentes umas das outras, que contêm orientações para cada grupo de pessoa com deficiência, pois elas têm necessidades específicas e diferentes tipos de proteção", explicou Priscilla. Conheça a cartilha - Perguntas e respostas voltadas para as pessoas com doenças raras a respeito do novo coronavírus (Covid-19)

Na ocasião, a secretária comentou a participação da equipe em reunião da Organização das Nações Unidas (ONU), na qual líderes e gestores de países sul-americanos trocaram experiências, boas práticas e soluções para o enfrentamento à pandemia.

A SNDPD apresentou as cartilhas, que serão utilizadas como modelo para outras nações. "Estamos muito orgulhosos. Esse material tem ajudado muitas pessoas", comemorou. Saiba mais sobre a cartilha acessível Direitos Humanos dos brasileiros no exterior no contexto da Covid-19

De acordo com a gestora, outra publicação como essas, voltada para crianças com deficiência, já está sendo elaborada em parceria com outros ministérios e com o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE), em articulação com conselhos estaduais e municipais.

Ela aproveitou para destacar a importância dos conselhos na articulação de políticas públicas e de instituições da sociedade civil que cuidam de pessoas com deficiência. "Infelizmente, são pouquíssimos os conselhos de pessoas com deficiência existentes. Eles são muito importantes para levantamento de dados, proteção e elaboração de políticas públicas efetivas". Conheça a cartilha com as recomendações a profissionais que atendem pessoas com deficiência e raros.

Para o cadastro de instituições, a Pasta criou um formulário, com o objetivo de garantir apoio em diversas frentes, como educação, saúde e assistência social.

Inovações

Durante a conversa, Damares Alves destacou duas inovações promovidas pela atual gestão, uma delas ainda na fase de planejamento.

"No ano passado, criamos a Coordenação Nacional dos Raros, que vem acolhendo essas pessoas com muitas ações e projetos. A novidade é alcançar os albinos: vamos lançar ainda este ano um programa para atender pessoas com albinismo", afirmou.

Até o final de 2020, será marcada data para a realização de um seminário junto com outras secretarias do MMFDH, a fim de articular e discutir políticas públicas para os albinos. "Estamos nos esforçando para proteger todos os brasileiros que precisam de nós", finalizou Priscilla.

Denúncias

A ministra aproveitou a oportunidade para relembrar dos canais de denúncia, disponíveis para qualquer pessoa que souber de alguém ou estiver passando por situações de agressão, ameaça ou violência.

A Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (ONDH) oferece os serviços do Disque 100 e do Ligue 180 24 horas por dia, gratuitamente e com garantia de anonimato. "Não tenha medo, nos chame, estamos aqui e temos lugar para te proteger", enfatizou.

Como forma de ampliar a oferta, foi lançado recentemente o aplicativo Direitos Humanos Brasil, que está sendo aperfeiçoado para contar com a opção de denúncia via vídeo chamada.

"Esse será um marco para as pessoas surdas, que poderão denunciar em Libras. Com trabalho e dedicação vamos garantindo, cada vez mais, a igualdade de direitos. Queremos que todos se sintam fortalecidos para denunciar quando esses direitos forem violados", disse a secretária Priscilla.

Para finalizar, foi dado o alerta para que as pessoas com deficiência não parem de fazer acompanhamento médico ou tratamentos de saúde por conta da pandemia. A orientação é sempre buscar informações oficiais e seguir o que diz o Ministério da Saúde.

A próxima live está marcada para esta quinta-feira (23), às 21h, com a secretária nacional de promoção da igualdade racial, Sandra Terena, no Facebook do MMFDH. Acompanhe!

Fonte: www.gov.br