sábado, 9 de maio de 2020

Justiça autoriza paciente a plantar maconha em casa para tratar epilepsia, em Foz do Iguaçu - Veja o vídeo.

Segundo a advogada da paciente, foi a primeira decisão da Justiça no Paraná a autorizar um adulto a plantar cannabis; mulher tinha crises convulsivas antes de usar o óleo a base de canabidiol.

Por RPC Foz do Iguaçu e G1 PR

Justiça autoriza paciente a plantar maconha em casa para tratar ...
Paciente é autorizada a plantar maconha em casa para fins medicinais

A Justiça Federal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, autorizou uma mulher, de 43 anos, a cultivar e manter em casa dez pés de maconha para a extração e produção de óleo de canabidiol para serem usados com fins medicinais.

Clique AQUI para ver o vídeo.

A paciente, que preferiu não se identificar, disse que sofre de epilepsia há 25 anos e os remédios tradicionais pararam de fazer efeito para evitar as crises.

"Eu cheguei a ter cinco crises por dia e nenhuma medicação fez efeito. Até que eu soube da cannabis, comecei a pesquisar e fui atrás", contou a paciente.

Conforme a advogada que representa a paciente, Fabiana Irala, essa é a primeira decisão da Justiça no Paraná que autoriza um adulto a cultivar maconha em casa. As outras quatro decisões semelhantes favoreciam crianças, conforme prevê o Conselho Federal de Medicina (CFM).

"Sem dúvida nenhuma, isso abre um precedente de quebra de preconceito. A partir de agora nós podemos analisar que as pessoas que plantam a cannabis para fins medicinais não são pessoas equiparadas a traficantes de drogas, não são pessoas que estão praticando crimes, são pessoas que estão defendendo o seu direito à saúde", destacou.

Folhas da planta cannabis sativa, conhecida como maconha, que dá origem ao canabidiol — Foto: Unsplash
Folhas da planta cannabis sativa, conhecida como maconha, que dá origem ao canabidiol — Foto: Unsplash

Fins medicinais

Conforme o neurocirurgião Elton Gomes dos Santos, que estuda o uso de canabidiol, diversas pesquisas científicas têm mostrado resultados positivos com o óleo produzido para pacientes com epilepsia e outros problemas de saúde.

“A ação dele nesse caso é dentro do sistema nervoso central. Ele age dando um equilíbrio para o cérebro para evitar que ocorram as crises epiléticas, as crises convulsivas. Por isso, o canabidiol teve uma boa aceitação e uma boa resposta nos pacientes que tinham a refratariedade. Ele estabiliza a membrana do neurônio e, com isso, permite que não ocorram novas crises."

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro e autorizou a comercialização de um fármaco à base de canabidiol no dia 22 de março de 2020.

Entretanto, segundo a paciente, as farmácias ainda não têm o produto. A importação também está liberada, mas o custo do medicamento ainda é alto.

"No ano passado estava custando R$ 1,5 mil, um produto com 10 ml. Para mim, 10 ml não dá, porque eu uso isso por dia”, explicou.

Extrato de Canabidiol industrializado — Foto: TV Globo
Extrato de Canabidiol industrializado — Foto: TV Globo

O caso

Aos 16 anos de idade a paciente teve uma dor de cabeça que revelou um tumor no cérebro. Segundo a mulher, o tumor foi retirado, mas após a cirurgia ela passou a ter epilepsia.

Sem efeitos com a medicação comum para diminuir as crises, a paciente contou que há três anos ganhou de um amigo o óleo a base de canabidiol. Com o uso do produto, ela não teve mais convulsões.

O óleo é feito com azeite e uma substância extraída da maconha. Há versões industrializadas em outros países e caseiras.

Segundo a paciente, ela buscou autorização da Justiça depois de receber instruções de duas farmacêuticas. As profissionais continuarão a acompanhando na produção e extração da substancia ativa.

De acordo com a advogada, o pedido à Justiça ocorreu em novembro de 2019. A decisão foi estabelecida pelo juiz Rony Ferreira, da 2ª Vara Federal de Foz do Iguaçu, na quinta-feira (21).

A determinação proíbe a paciente doar e vender as sementes, plantas e do óleo de cannabis.

Fonte: g1.globo.com

Menina de Canoas comemora 20 meses sem crises de epilepsia após uso medicinal da maconha

Caroline Pereira da Silva, de 10 anos, é portadora da síndrome de Dravet, uma forma rara de epilepsia. Família conseguiu na Justiça uma autorização para cultivar a planta em casa.

Por Mauriane Dorneles, RBS TV

                  Caroline Pereira da Silva, de 10 anos, com uma muda de maconha e um cartaz onde explica como o uso diário do óleo artesanal mudou a sua vida. — Foto: Arquivo pessoal
Caroline Pereira da Silva, de 10 anos, com uma muda de maconha e um cartaz onde explica como o uso diário do óleo artesanal mudou a sua vida. — Foto: Arquivo pessoal

Há um ano e oito meses, Caroline Pereira da Silva, de 10 anos, usa o óleo natural extraído da maconha para controlar crises de epilepsia provocadas pela síndrome de Dravet, uma forma rara da doença. O cultivo da planta é feito no quintal da casa da família desde 2019 e tem autorização judicial.

“Nessa quarentena, com mais tempo, a gente está tendo tempo pra ver os avanços dela. Nos chama muito a atenção que ela está correndo, antes ela não brincava. Deu nome para as bonecas, tira febre, diz que não aguenta mais o coronavírus, que quer sair pra passear. Hoje, ela tem noção de tudo que está acontecendo. Jamais imaginamos isso", conta a mãe Liane Pereira.

Antes do uso do Canabidiol, Carol chegou a ter 50 crises por dia. Para comemorar os 20 meses sem convulsões, Liane postou uma foto da filha nas redes sociais. Na imagem, a pequena moradora de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, segura uma muda de maconha e um cartaz onde explica como o uso diário do óleo artesanal mudou a sua vida.

“Com o óleo artesanal ela não tem mais crises. Teve muitos avanços, ela consegue se alimentar só pela boca. Nós doamos a cadeira de rodas dela porque não usa mais. Consegue caminhar, conseguimos tirar as fraldas também. Hoje em dia ela brinca, conversa, tudo o que não fazia antes.”

Além disso, a quantidade de anticonvulsivos também diminuiu. Antes do uso da maconha eram cinco, agora Carol precisa de apenas um.

De acordo com a mãe, há seis anos, ela chegou a ficar internada no Hospital da Criança Santo Antônio durante seis meses e depois passou por mais sete internações no mesmo ano.

Foi durante essa época que os pais de Carol, Liane, de 51 anos, e o marido José Juarez Gomes da Silva, de 58 anos, conheceram o uso do Canabidiol (CBD) - derivado da Cannabis Sativa, planta também conhecida como maconha - e conseguiram o direito de importar o medicamento.

“Quando a gente estava no hospital, há seis anos atrás, foi quando lançou aquele filme 'Ilegal', que fala sobre a luta de uma família para conseguir o CBD e tratar a filha. A gente viu o filme, logo entrou em contato com o Norberto Fisher, pai da menina.”

Com um processo jurídico, a família conseguiu o direito de importar o CBD, mas a um preço alto. A substância custava de R$ 3 mil por mês.

Liane e é professora aposentada e José é chapeador. Para conseguir custear o valor, a família chegou a fazer rifas, vaquinhas na internet e até mesmo empréstimos bancários.

O uso não cessou completamente as crises de Carol. Conforme Liane, elas eram em menor frequência, mas duravam mais tempo. A família, então, conseguiu que o SUS pagasse a importação. Porém, a burocracia do processo fez com que a menina ficasse meses sem usar a substância.

Carol e a mãe Liane. — Foto: Arquivo pessoal
Carol e a mãe Liane. — Foto: Arquivo pessoal

Plantio medicinal

Em abril de 2017, Liane viu no Fantástico a história de uma família que também obteve na Justiça o direito de plantar maconha medicinal.

“A gente viu a história da Cidinha do Fantástico, que tem a mesma doença da Carol. A família conseguiu autorização da Justiça para cultivar e colher maconha medicinal em casa. Eu vi que ela estaria fazendo uma abertura na Marcha da Maconha em São Paulo, a gente conheceu a Cultive - Associação de Cannabis e Saúde, que ajuda famílias com filhos nessa situação. Fizemos cursos lá de como extrair o óleo essencial da planta. Ao final desses cursos, a gente ganhou clones das plantas para trazer pra casa".

"Nós, com dois pezinhos de cannabis na mão, a gente se arriscou e levou no avião. Pela Carol, a gente disse ‘a gente vai fazer’. Foi bem ilegal, mas nos arriscamos", conta a mãe.

Ainda inexperientes no cultivo da Cannabis em casa, os pais da Carol deixaram a planta no lado externo da casa, fazendo com que surgissem flores. De acordo com os novos amigos de São Paulo, as flores na verdade eram fungos, que fizeram a família perder os pés de maconha.

“A gente precisava dela de novo, dessa vez fomos dirigindo até São Paulo. Fizemos mais de 3 mil km em uma semana".

"A gente fez umas loucuras realmente, mas não dá nenhum pouco pra se arrepender. O resultado está aqui do meu lado, está ouvindo, né? Ela está cantando aqui no quarto do lado, brincando. Agora não para quieta", diz Liane.
Autorização judicial

Após o início do cultivo ainda ilegal, a família entrou com outro pedido judicial, dessa vez de habeas corpus, uma vez que informou e admitiu o crime de cultivar maconha em casa.

Depois de juntar laudos médicos e escolares sobre a melhora do estado de saúde de Carol, em abril de 2019 a família conseguiu o direito de plantar e extrair o óleo medicinal da maconha em casa.

A família foi a primeira no Rio Grande do Sul a conquistar esse direito, e a 34ª no Brasil.

Mesmo com todo o esforço para que Carol tenha uma vida saudável, os pais da menina ainda enfrentam preconceitos de familiares e vizinhos pelo cultivo da maconha em casa.

“Nós escutamos de vizinho ‘a gente sabia q vocês estavam plantando maconha, mas não íamos denunciar vocês'. Tem muito mesmo, a gente nota direitinho. Se a gente faz um post da Carol, se tu tocar no nome da planta, muita gente não vai curtir. O preconceito é desconhecimento, é desconhecer o poder da planta. É aquilo passado de geração à geração, que não presta. Eu sempre falo assim, ‘não espere precisar para apoiar’”, diz Liane

"Não podemos comparar ela a outras crianças, até porque criança nenhuma se compara. Comparamos ao que ela era. Tem muita diferença, hoje é uma criança feliz, saudável”, conta a mãe.

Fonte: g1.globo.com

Cantores de Araras fazem live para ajudar em tratamento de bebê com síndrome rara - Veja o vídeo.

Família de João Bento lançou campanha online para conseguir R$ 174 mil para fazer cirurgias urgentes. Apresentação será neste domingo.

Por G1 São Carlos e Araraquara

Cantores de Araras fazem live para ajudar em tratamento de bebê ...
Menino com síndrome rara precisa de cirurgias e live com artistas busca ajuda em Araras

Cantores de Araras (SP) irão fazer uma live neste domingo (3) para arrecadar doações para o tratamento de um bebê de apenas um mês que nasceu com uma doença rara e precisa realizar uma série de cirurgias.

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João Bento nasceu em 23 de março com uma Síndrome de Apert, uma mutação gênica que acontece em 1 a cada 160 mil nascimentos e que causa desenvolvimento anormal da caixa craniana e em outros órgãos.

“Ela causa o crescimento desordenado dos ossos do crânio e da face, e também má formação nas mãos e nos pés, além de outras desordens que podem se apresentar como cardíaca e gastrointestinal. É uma doença rara, que tem que ter atenção, um cuidado, para que a criança atinja o máximo do seu desenvolvimento”, explicou o médico Paulo Scalli.

Em Araras, pais fazem campanha para arrecadar R$ 174 mil para tratamento de filho com síndrome rara — Foto: Reprodução EPTV
Em Araras, pais fazem campanha para arrecadar R$ 174 mil para tratamento de filho com síndrome rara — Foto: Reprodução EPTV

Os pais então criaram uma campanha online para arrecadar R$ 174 mil, valor necessário para o tratamento, e recebeu o apoio dos cantores que resolveram fazer a live para ajudar a levantar fundos.

O João Bento terá que passar por cirurgias para a correção do crânio, da face e maxilar e para separar os dedos das mãos que nasceram unidos. Os pais optaram por fazer os procedimentos na rede particular com um médico especialista de Campinas por conta da urgência que eles precisam ser feitos.

“Na parte craniana teria que ser do 4º ao 6º mês, mas o quanto antes melhor porque pode haver problemas neurológicos e o SUS tem uma demanda grande e pode ser que demore”, disse o pai Hernandes Oliveira.

A live acontece neste domingo, a partir das 16h. Mais informações podem ser obtidas na página campanha no Instagram. As doações também podem ser feitas pela vaquinha virtual feita pelos pais de João Bento.

Fonte: g1.globo.com

Bailarinas cadeirantes celebram presença no ‘The Wall’: “Oportunidade de mostrar que a dança não tem limite” - Vejam os vídeos.

Carla e Mariana estiveram no quadro do 'Caldeirão' no último sábado, 2/5

Por Gshow — Rio de Janeiro

Carla e Mariana, participantes do 'The Wall' se encontram antes da pandemia da COVID-19 — Foto: Arquivo pessoal
Carla e Mariana, participantes do 'The Wall' se encontram antes da pandemia da COVID-19 — Foto: Arquivo pessoal

Os últimos dias de Carla e Mariana, integrantes do projeto Street Cadeirante, foram intensos. Depois de participarem do ‘The Wall’, no palco do Caldeirão, e faturarem R$ 23 mil, a dupla teve suas redes sociais e telefones inundados de ligações e mensagens de parabéns.

Além de comemorarem o prêmio e a oportunidade de divulgarem o projeto, a dupla também celebra a chance de ser inspiração e motivação para outros cadeirantes.

Clique AQUI para ver os vídeos.

“Foi incrível mostrar para todas as pessoas, com lesão ou não, deficiente ou não, que a dança não tem limite. Você se expressa, consegue se amar. A música toca a minha alma. E o meu movimento não é nada limitado, e sim libertador e muito expressivo”, diz Mariana.

Visivelmente emocionada e empolgada durante a participação no programa, Carla conta a realização pessoal ao ver o Street Cadeirante influenciando positivamente outras pessoas.

“É um projeto que eu amo demais, um sonho tão despretensioso que começou quando pensei a voltar a dançar, para que pudesse ter novamente esse prazer e que também serviu para mostrar para as pessoas que há vida na cadeira de rodas. E há alegria, feminilidade, sensualidade. Foi uma mensagem de poder, de inspiração. Foi muito mágico. Um prêmio que mostra que valeu a pena todo sofrimento e luta que já tivemos com este projeto”, afirma Carla.

Relembre, abaixo, a dupla se apresentando no palco do Caldeirão:

Bailarinas cadeirantes celebram presença no 'The Wall ...
Carla e Mariana fazem apresentação de Street Cadeirante após participarem do 'The Wall'

Juntas pela internet

A dupla conta que planejava assistir ao programa junto, no telão de uma academia, mas que por conta do isolamento causado pela pandemia da COVID-19, a solução foi acompanhar o The Wall em uma conferência de vídeo com o grupo todo.

“Ninguém sabia se a gente tinha ganhado alguma coisa. Estavam na maior expectativa", conta Carla. “Foi muito bom. Divertido e diferente”, completa Mariana.

E a internet também tem servido como uma forma de ajudar mais pessoas. Isso porque as aulas presenciais precisaram ser interrompidas no início da quarentena.

Carla conta que viu algumas pessoas dando aulas pela internet e resolveu testar.

“Deu muito certo. E aí a gente começou a ter aula online. A gente teve a ideia de dar aulas gratuitas virtuais não só para cadeirantes, mas também para admiradores. É só a pessoa se inscrever pelas nossas redes sociais, colocando o nome completo, email, número de telefone para mandarmos o link e baixar um aplicativo para a conferência. As aulas estão sendo aos sábados. Está todo mundo convidado”, explica.

Cuidados especiais durante a quarentena

Carla também fala que está tendo cuidados redobrados durante o período da quarentena. A jornalista está trabalhando de casa e reforçou a atenção com a higiene pessoal e de sua cadeira de rodas.

“Estou em isolamento total. Sou do grupo de risco por ser tetraplégica e ainda tenho asma. Estou fazendo, também, a higienização da cadeira de rodas. A gente toca com a mão o tempo todo”, conta.

Relembre como foi a participação da dupla no The Wall:

Caldeirão do Huck | Carla e Mariana vão ao 'The Wall' em busca de ...
Carla e Mariana vão ao 'The Wall' em busca de recursos para a prática de Street Cadeirante

Saiba como ajudar o projeto, clicando aqui.

Caldeirão do Huck | Carla e Mariana continuam desafio do 'The Wall ...
Carla e Mariana continuam desafio do 'The Wall'

O 'The Wall' foi gravado antes da quarentena e do distanciamento social recomendados pela Organização Mundial de Saúde devido à pandemia do coronavírus, que causa a doença COVID-19. O programa segue todas as orientações dos órgãos de saúde.

Abrigo Moacyr Alves faz campanha em Manaus para manter atividades; doações caíram com pandemia

Como a instituiçao não pode receber visitas, ações de apoios também foram afetadas.

Por G1 AM

Abrigo atende crianças e adolescentes com deficiência — Foto: Divulgação/Abrigo Moacyr Alve
Abrigo atende crianças e adolescentes com deficiência — Foto: Divulgação/Abrigo Moacyr Alve

O Abrigo Moacyr Alves, que atende em Manaus 68 crianças e adolescentes com deficiência, lançou uma campanha com o objetivo de arrecadar doações para conseguir manter as atividades. De acordo com a instituição, doações reduziram reduziram com a pandemia do novo coronavírus.

Como a instituiçao não pode receber visitas em razão das recomendações de isolamento social, as ações de apoios também reduziram, dificultando a realização de suas atividades.

A campanha lançada quer arrecadar alimentos perecíveis e não-perecíveis, materiais de higiene, fraldas geriátricas, luvas descartáveis e de procedimentos, entre outras necessidades específicas do público atendido.

As doações físicas podem ser entregues na sede do Abrigo Moacyr Alves, localizado na Rua Profª Léa Alencar, 1014, Alvorada I (em frente da Maternidade do Alvorada) ou podem ser coletados nos locais indicados pelos doadores. As doações em espécie também podem ser feitas pela conta Bradesco – CNPJ 22.812.325 0001-01, agência: 3734/CC 4780-5.

Sobre o Abrigo Moacyr Alves

Acolher, cuidar e dar apoio a crianças e adolescentes com deficiências físicas e intelectuais, tem sido a principal meta do Abrigo Moacyr Alves.

A instituição sem fins lucrativos exerce um papel de fundamental importância na sociedade, realizando a inclusão social de mais de sessenta e quatro crianças e adolescentes com deficiência, por meio de diversas atividades sociais, culturais e educacionais.

O Abrigo Moacyr Alves faz parte do Núcleo de Amparo Social Tomás de Aquino (NASTA) desde 1996. Seu principal mantenedor é o Governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa Deficiente – SEPED, contando, ainda, com parcerias e colaboração de pessoas físicas, empresas da iniciativa privada e outras instituições da administração pública.

Fonte: g1.globo.com

Cinco pontos-chave para a inclusão de pessoas com deficiência na resposta à COVID-19

As pessoas com deficiência representam cerca de um bilhão ou 15% da população mundial. Aproximadamente 80% delas estão em idade para trabalhar. As pessoas com deficiência, especialmente as mulheres, enfrentam enormes barreiras, que dificultam a igualdade de oportunidades no mundo do trabalho.

Foto: Rick Bajornas/ONU

Adotar medidas de apoio para promover a igualdade, assegurar uma comunicação acessível e inclusiva, proporcionar proteção social adequada, assegurar o direito do trabalho, e mudar a narrativa são medidas recomendadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para incluir as pessoas com deficiência na resposta ao coronavírus.

A crise da COVID-19 é nova para todas, todes e todos. Agora, é necessário que as pessoas possam atuar, interagir e se comunicar de formas diferentes das que estão acostumadas. Contudo, as desigualdades, agravadas pelo impacto da COVID-19 sobre as pessoas com deficiência, não são novas. Na resposta à crise atual, o risco é de que as pessoas com deficiência sejam novamente deixadas para trás. A boa notícia é que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) já sabe o que funciona: justiça social, inclusão efetiva, igualdade de oportunidades e trabalho decente.

A recente publicação da OIT “Pessoas com deficiência na resposta à COVID-19” lista cinco pontos-chave para a inclusão de pessoas com deficiência na resposta à pademia da COVID-19.

Adotar medidas de apoio para promover a igualdade – Políticas de trabalho de casa devem assegurar que as(os) trabalhadoras(es) com deficiência disponham das adequações necessárias em suas casas, tais como as que deveriam existir em seu local de trabalho habitual. Outras medidas de autoisolamento como resposta à COVID-19 devem levar em consideração a situação particular das pessoas com deficiência, incluindo o fato de algumas necessitarem de assistência pessoal.

Assegurar uma comunicação acessível e inclusiva – Toda comunicação relacionada à saúde pública, à educação e ao trabalho sobre a pandemia, incluindo arranjos de trabalho de casa, devem ser acessíveis às pessoas com deficiência, inclusive por meio do uso da linguagem de sinais, legendas e websites com tecnologia específica. A comunicação deve ainda abordar a situação particular das pessoas com deficiência.

Proporcionar proteção social adequada – A proteção social é essencial para que as pessoas com deficiência possam cobrir gastos extras relacionados à deficiência, que podem aumentar devido ao impacto da crise e impactar os seus sistema de apoio. Pessoas com deficiência, especialmente mulheres, fazem parte de um grupo que enfrenta taxas de desemprego mais elevadas. Por isso, agora mais do que nunca, as medidas de proteção social, sensíveis às questões de gênero, devem ser construídas de forma a apoiar as pessoas com deficiência a entrar, permanecer e progredir no trabalho mercado

Assegurar o direito do trabalho agora e sempre – O diálogo social e a participação são fundamentos dos movimentos pelos direitos das pessoas com deficiência e pelos direitos trabalhistas. E em meio à atual pandemia, são mais necessários do que nunca. A multiplicidade de pontos de vista – dos governos, das organizações de trabalhadores e de empregadores e das organizações de pessoas com deficiência – oferecem uma variedade de soluções. Portanto, é indispensável a implementação das Normas Internacionais do Trabalho e de outros instrumentos de direitos humanos, especialmente a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Mudar a narrativa – Para atingir todos os pontos mencionados anteriormente, é fundamental incluir pessoas com deficiência como cocriadoras das respostas à COVID-19, como defensoras e usuárias, e não como vítimas. Todas as crises trazem oportunidades e a oportunidade do momento é promover a inclusão de todos os grupos anteriormente discriminados – incluindo as pessoas com deficiência – como elemento central em todas as respostas à pandemia. Com base na experiência adquirida na área de inclusão de pessoas com deficiência e no fortalecimento de parcerias, é possível construir uma resposta à crise da COVID-19 forma sustentável e inclusiva.

A OIT tem um compromisso de longa data com a promoção da justiça social e do trabalho decente para as pessoas com deficiência. Uma abordagem dupla é necessária para a inclusão da deficiência. De um lado, programas ou iniciativas específicas para a deficiência, com o objetivo de superar desvantagens ou barreiras específicas, enquanto, do outro, a inclusão de pessoas com deficiência nos principais serviços e atividades, como treinamento de habilidades, promoção de emprego, estratégias para a proteção social e a redução da pobreza. Os esforços da OIT para incluir pessoas com deficiência também abrangem todo o espectro de suas atividades, incluindo práticas internas e parcerias com outras agências da ONU, conforme descrito na Estratégia e Plano de Ação para Inclusão da Deficiência da OIT 2014-17 .



Campeã mundial de parataekwondo só pensa em conquistar ouro em Tóquio

Durante a pandemia, Débora Menezes mantém treino diário em casa

foto: © Daniel Zappe/Exemplus/CPB/Direitos reservados)
Débora Menezes, Jogos Parapanamericanos Lima 2019

Por Juliano Justo - Repórter da TV Brasil - Edição: Cláudia Soares Rodrigues

Em uma live promovida pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), na tarde de ontem (07.05), a taekwondista Débora Menezes, da classe K44 (para amputados de braço), falou sobre carreira, entrada no mundo das artes marciais e, é claro, dos Jogos Paralímpicos de Tóquio (Japão). Com uma má-formação congênita no braço direito, a atleta começou a prática esportiva em 2013. "Foi no final da graduação de educação física. Conheci o paradesporto na faculdade. Foram 12 anos de futsal. Participei também do atletismo e do lançamento do dardo", recorda.

Foi justamente no atletismo que começou o aprendizado de superação. "Tive uma frustração muito grande com o cancelamento de uma competição que valeria o índice para os Jogos do Rio (2016). Me preparei por cinco meses para o campeonato. Mas, infelizmente, a competição foi cancelada. A frustração foi grande, pensei até em parar. Fiquei quatro meses sem ir na academia. Mas vi que era aquilo que eu queria. E não podia desistir".

O contato com as artes marciais começou também dentro da faculdade, e não foi no parataekwondo. "Foi no boxe. No último semestre de Educação Física, um professor propôs um trabalho acadêmico sobre lutas para pessoas com deficiência. E eu era a única no nosso grupo".

Na ocasião, o atual técnico da seleção brasileira de parataekwondo, Alan Nascimento, começou a fazer diferença na vida da atleta. "Ele foi meu colega de curso. E sempre me incentivou demais na prática esportiva. Comecei mais como hobbie, não pensava em competir. Até que fui me impondo e colocando para fora o melhor de mim. As coisas não caem do céu. Você deve seguir o seu coração. E aí o professor Alan me ajudou bastante" recorda a medalhista de prata nos Jogos Parapan-americanos de Lima em 2019.

foto: Daniel Zappe/CPB/MPIX/Direitos Reservados
Parataekwondo, Debora Menezes, medalha de prata, no taekwondo, o Pan de Lima, 2019
Debora Menezes na final do taekwondo Parapan de Lima, em 2019, quando conquistou a medalha de prata.

O técnico Alan também guarda recordações desta época. "Não estávamos na mesma sala. Mas tivemos uma matéria de lutas e capoeira na faculdade. Tivemos que apresentar esse trabalho. Eu fiz sobre aikido. Depois, ela começou [a treinar] comigo quando ainda estávamos na Federação Brasileira de Parataekwondo. Eu até convidei a Débora para treinar na minha equipe. E ela ficou lá até 2018. Enxergava nela a gana de vitória. Sabia que algo bom viria pela frente", relata.

Em 2019, Débora conquistou a medalha de ouro no Campeonato Mundial da modalidade, em Antália (Turquia), na categoria acima de 58 quilos da classe K44. “O ouro no mundial foi a minha conquista mais especial até agora, era algo que eu sonhava. O primeiro mundial de parataekwondo foi em 2017, eu fiquei em quinto lugar, treinei muito e fui determinada a trazer o ouro para o Brasil”.

Também no ano passado, a modalidade estreou nos Jogos Parapan-Americanos, em Lima (Peru), e Débora conquistou a medalha de prata.

A atleta já está classificada para os Jogos Paralímpicos de Tóquio, adiados para o período de 24 de agosto a 5 de setembro de 2021. A confirmação veio pelo ranking mundial (ela fechou o período qualificatório em segundo lugar. Os quatro primeiros garantem presença nos Jogos). “Sempre pensei e trabalhei a longo prazo. A minha meta era me classificar para Tóquio pelo ranking. Minha equipe técnica e eu fizemos um trabalho tático para que eu conquistasse os pontos necessários a cada competição para ficar bem posicionada”, contou.

A pandemia do novo coronavírus (covid 19) está sendo mais um desafio para a taekwondista. " O momento é desafiador. Precisamos nos reinventar. Mas o meu trabalho tem o foco no longo prazo. Tento fazer o possível em casa todos os dias, com o acompanhamento à distância da comissão multidisciplinar. Penso todos os dias na medalha dourada que eu quero trazer de Tóquio. Isso me incentiva demais", revela.

Equipe brasileira de taekwodo

Além da Débora Menezes (categoria acima de 58 kg), o Brasil terá outros dois atletas na estreia da modalidade nos Jogos de Tóquio: Silvana Fernandes (categoria até 58 kg) e Nathan Torquato (até 61 kg). A dupla ganhou a medalha de ouro no Pan-Americano de Parataekwondo e se garantiram nos Jogos Paralímpicos. A competição aconteceu em Heredia (Costa Rica) e era o último torneio qualificatório das Américas. Pelas regras, o campeão por categoria de peso na disputa garantia a vaga direta.

O parataekwondo fará sua estreia no programa paralímpico na capital japonesa e apenas atletas da categoria K44 (com comprometimento no membro superior) poderão participar.

Apresentador do Paraná ofende pessoas com deficiência ao vivo: “continua aleijado” - Veja o vídeo.

Reprodução
apresentador-do-paraná-ofende-deficientes

Redação

O apresentador Aldery Ribeiro, do programa “TV em Ação”, de Campo Mourão, na região central do Paraná, pode pagar R$ 200 mil após ofender pessoas com deficiência durante um programa.

Quem ajuizou a ação foi a 3ª Promotoria de Justiça, que determinou a retirada do vídeo do site da emissora -TV Carajás. Além disso, a emissora também se tornou ré na ação.

“A ação pede a condenação dos envolvidos ao pagamento de R$ 200 mil por danos morais coletivos, a serem revertidos ao Fundo Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência”, diz o MP-PR (Ministério Público do Paraná).

APRESENTADOR ALDERY RIBEIRO COMPARA BRIGA EM REDES SOCIAIS COM PARAOLIMPÍADAS

A ofensa aconteceu no dia 30 de abril, quando Aldery Ribeiro comparou briga em redes sociais com a paraolimpíadas.

“Opinião minha, particular, e tenho certeza que muita gente não concorda e critica, e eu respeito. Pra mim, é o seguinte: discutir em rede social é igual participar das paraolimpíadas. Com todo respeito, você pode até ganhar, mas continua deficiente, com pouca visibilidade e não é exaltado e aplaudido como os outros.”

Em seguida, o apresentador de TV repetiu novamente o discurso e chamou pessoas com deficiência física de ‘aleijados’.

“(…) você ganha e continua deficiente, aleijado, e os outros não te aplaudem, não te exaltam e muito menos te dão o valor que você merece.”

Nas redes sociais, o discurso de Aldery Ribeiro gerou muita revolta. Algumas pessoas chegaram a pedir a retirada do apresentador da emissora. Veja abaixo o discurso!

    

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Professor ganha carro em rifa e o devolve para ajudar família que fez sorteio, em Marmeleiro

'Ainda temos anjos na terra, que estão aqui para ajudar', disse família que rifou veículo para pagar exames dos filhos com deficiência física e mental; carro era usado para levar crianças à Apae.

Por Mari Kateivas, G1 PR — Foz do Iguaçu

Professor contou para a família que tinha feito uma promessa de devolver o carro se fosse sorteado, em Marmeleiro — Foto: Airton Rama/Arquivo pessoal
Professor contou para a família que tinha feito uma promessa de devolver o carro se fosse sorteado, em Marmeleiro — Foto: Airton Rama/Arquivo pessoal

O professor de educação física Airton Neri Rama surpreendeu moradores de Marmeleiro, no sudoeste do Paraná, com uma atitude de solidariedade. Ele ganhou um carro com uma rifa, mas devolveu o veículo para ajudar a família quando recebeu o prêmio.

O carro tinha sido rifado pelo casal Claci da Rosa Gomes e Antônio Lessir. A ação foi feita para arrecadar dinheiro para fazer exames médicos dos filhos Renan Gabriel, de 6 anos, e Natan Renan, de 15 anos, que têm deficiência física e mental.

“Eu não tenho palavras para agradecer, foi muito emocionante e a gente não esperava. O carro era dele, mas como uma pessoa humilde e humana ele nos devolveu. Ainda temos anjos na terra, que estão aqui para nos ajudar”, revelou a mãe.

Rama contou para a família, quando foi entregar as chaves, que tinha feito uma promessa de devolver o veículo se fosse sorteado.

"Acho que fiz um ato simples e vejo que esse ato está comovendo muitas pessoas que estão ajudando essa família que tanto necessita", disse o professor.

Segundo a mãe, as vendas das rifas tinham sido prejudicadas em meio à pandemia do novo coronavírus. Mesmo assim, ela disse que não reclamou, pois foi nesse momento que encontrou esperança.

“Foi em meio a uma pandemia, de muitas batalhas e dificuldades, que tivemos essa lição. Temos que ter amor pelo próximo, pois nenhum dinheiro compra felicidade e amor. Sempre que a gente puder ajudar o outro, a gente deve ajudar de bom coração.”

A rifa

Os exames de genética, conforme a mãe, são para tentar diagnosticar o que os filhos têm e dar início ao tratamento adequado para os dois.

Eles aguardam pelos exames desde 2016 pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com o dinheiro da rifa, a família poderia fazer o procedimento o quanto antes, em uma clínica particular.

De acordo com Claci, os exames custam em média R$ 12 mil para os dois filhos. Com a rifa do Voyage, de 1994, foi possível arrecadar R$ 8 mil.

“Era o nosso meio de transporte, para o meu marido trabalhar e levar as crianças para a Apae, mas era mais importante fazer o exame, porque a prioridade são as crianças, então decidimos rifar”, contou a mãe sobre a ideia do sorteio.

A família contou que tentou vender o carro, mas não conseguiu nenhuma oferta com pagamento à vista.

As vendas das rifas começaram em janeiro, nas redes sociais da família e pela cidade, e o sorteio foi feito no dia 30 de abril.

"A gente vê muitas famílias e muitas crianças necessitadas, então quando Deus dá essa oportunidade, da gente fazer alguma coisa a mais, a gente faz”, disse o professor.

Fonte: g1.globo.com


Pessoas com deficiência visual relatam falta de ajuda para andar na rua durante pandemia de coronavírus - Veja o vídeo.

'Dificuldade de encontrar quem nos conduza', disse Agnaldo Lopes, morador de Ibirité, na Grande BH. Infectologista traz recomendações para que o apoio exista, sem que isso aumente o risco de contaminação entre quem guia e quem é guiado.

Por Thaís Leocádio, G1 Minas e MG1 — Belo Horizonte

Pessoas com deficiência visual relatam falta de ajuda para andar ...
Pessoas com deficiência visual relatam falta de ajuda para andar na rua durante pandemia

Para quem depende do toque no outro para se orientar no espaço, as medidas de contenção do coronavírus têm apresentado um problema. “Nós precisamos de pessoas para que nos ajudem a atravessar as ruas. Hoje temos dificuldade de encontrar quem nos conduza para chegar ao outro lado. Desde que foi estabelecido o distanciamento, as pessoas não nos oferecem ajuda”, relatou Agnaldo Magela Vieira Silveira Lopes, de 52 anos, que tem deficiência visual.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Ele mora no bairro Durval de Barros, em Ibirité, na Grande BH, com a esposa Marinalva Sousa Lopes, de 51 anos.

Até o início da pandemia, Agnaldo seguia uma rotina tranquila, indo a bancos e farmácias sozinho. Desde os 3 anos de idade, ele convive com a total falta de visão. O músico e massagista não tem trabalhado, devido ao isolamento, e mantém uma rádio na web para não ficar parado. “A vida sempre normal, com as limitações impostas pela natureza”, disse.

Agnaldo Lopes tem deficiência visual e cuida de uma web rádio. Na foto, ele aparece atrás de um microfone e está mexendo no computador. — Foto: Agnaldo Lopes/Arquivo pessoal
Agnaldo Lopes tem deficiência visual e cuida de uma web rádio. Na foto, ele aparece atrás de um microfone e está mexendo no computador. — Foto: Agnaldo Lopes/Arquivo pessoal

Marinalva, que também tem deficiência visual, é dona de casa e só sai em caso de extrema necessidade, usando máscara. Ela contou que recentemente foi à farmácia e nem mesmo o atendente ofereceu ajuda a ela.

“A gente sofre duas vezes: quando as pessoas se recusam a ajudar e quando elas ficam gritando de longe, achando que estão ajudando. Não atravesso a rua de jeito nenhum, espero até que apareça alguém. Normalmente quem ajuda é PM ou guarda municipal”, relatou Agnaldo Lopes.

O infectologista Carlos Starling explica como agir nessas situações. “É fundamental que ambos estejam usando máscaras e que andem sempre com álcool gel”, disse. Ainda segundo o médico, a pessoa cega deve se manter atrás daquela que a está conduzindo.

“Em vez de dar as mãos, pode segurar na parte posterior do braço ou no ombro, para que os dois não fiquem um de frente para o outro. O toque é fundamental, então, se possível, devem friccionar as mãos com álcool gel antes e depois do contato”, afirmou o médico.

Marinalva Lopes tem deficiência visual. Na foto, ela está séria, de óculos escuros, com duas flores perto do rosto. — Foto: Marinalva Lopes/Arquivo pessoal
Marinalva Lopes tem deficiência visual. Na foto, ela está séria, de óculos escuros, com duas flores perto do rosto. — Foto: Marinalva Lopes/Arquivo pessoal

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) divulgou, em março deste ano, uma cartilha com orientações às pessoas com deficiência sobre o coronavírus. No documento, há a recomendação de que pessoas com deficiência visual limpem os objetos que tocam com frequência, como a bengala longa, com água e sabão ou álcool 70%.

“Já é difícil e com a pandemia ficou ainda mais problemático”, desabafou Marinalva.

Fonte: g1.globo.com

Chefe da ONU: "Pessoas com deficiências estão entre as mais afetadas por esta crise" - Veja o vídeo.

Para marcar o lançamento de um relatório sobre o impacto da pandemia de covid-19 nestas pessoas, António Guterres gravou uma mensagem destacando dificuldades de acesso à educação, assistência médica, oportunidades de trabalho e participação em comunidades; leia o texto na íntegra.

ONU Foto/Mark Garten
Chefe da ONU: "Pessoas com deficiências estão entre as mais ...
Em mensagem vídeo, chefe da ONU destaca conclusões de novo relatório sobre consequências do novo coronavírus

A crise da COVID-19 está a afetar todos os aspectos das nossas sociedades.

Hoje, destaco como a pandemia está a afetar as mil milhões de pessoas com deficiências em todo o mundo.

Mesmo em circunstâncias normais, as pessoas com deficiências têm menos acesso à educação, a assistência médica, a oportunidades de trabalho e à participação nas suas comunidades.

A pandemia está a agravar estas desigualdades e a gerar novas ameaças.

As pessoas com deficiências estão entre as que são mais fortemente afetadas por esta crise, em termos de mortalidade.

Devemos garantir que as pessoas com deficiência tenham direitos iguais no acesso à assistência médica e aos procedimentos que salvam vidas durante a pandemia.

Apelo aos governos que coloquem as pessoas com deficiências no centro das suas respostas à COVID-19 e dos seus planos de recuperação, consultando-as e envolvendo-as.

Ao asseguramos os direitos das pessoas com deficiências, estamos a investir no nosso futuro comum.


Fonte: news.un.org

Resposta à COVID-19 deve incluir pessoas com deficiência, diz relatório da ONU - Veja o vídeo

A pandemia da COVID-19 está intensificando as desigualdades vivenciadas por 1 bilhão de pessoas com deficiência do mundo, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, ao lançar um relatório nesta quarta-feira (6) que pede que a recuperação e a resposta à crise incluam pessoas com deficiência.

Atletas com deficiências jogam basquete no Sudão do Sul em 2012. Foto: UNMISS/Isaac Billy
Atletas com deficiências jogam basquete no Sudão do Sul em 2012. Foto: UNMISS/Isaac Billy

Mesmo em circunstâncias normais, é menos provável que as pessoas com deficiência tenham acesso a oportunidades de educação, saúde e renda ou participem de suas comunidades, de acordo com Guterres.

Elas também são mais propensas a viver na pobreza e a sofrer taxas mais altas de violência, negligência e abuso. “A pandemia está intensificando essas desigualdades – e produzindo novas ameaças”, revelou.

A pandemia da COVID-19 está intensificando as desigualdades vivenciadas por 1 bilhão de pessoas com deficiência do mundo, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, ao lançar um relatório nesta quarta-feira (6) que pede que a recuperação e a resposta à crise incluam pessoas com deficiência.

Mesmo em circunstâncias normais, é menos provável que as pessoas com deficiência tenham acesso a oportunidades de educação, saúde e renda ou participem de suas comunidades, de acordo com Guterres.

Elas também são mais propensas a viver na pobreza e a sofrer taxas mais altas de violência, negligência e abuso. “A pandemia está intensificando essas desigualdades – e produzindo novas ameaças”, revelou.

Guterres disse que as pessoas com deficiência estão entre as mais atingidas. Elas enfrentam a falta de informações acessíveis sobre saúde pública e barreiras significativas para implementar medidas básicas de higiene, assim como falta de acesso a instalações de saúde.

“Se contraem COVID-19, muitas têm mais chances de desenvolver condições graves de saúde, o que pode resultar em morte”, acrescentou.


Taxas de mortalidade domiciliares “surpreendentes”

“A parcela de mortes relacionadas à COVID-19 em casas de repouso – onde as pessoas idosas com deficiência estão sobrerrepresentadas – varia de 19% a impressionantes 72%.”

Além disso, em alguns países, as decisões de racionamento de saúde são baseadas em critérios discriminatórios, como idade ou suposições sobre qualidade ou valor da vida, baseadas na deficiência: algo que não deve ser permitido.

“Temos de garantir a igualdade de direitos das pessoas com deficiência para acessar os procedimentos de assistência médica e de salvamento durante a pandemia”, afirmou.

Maior risco de perda de emprego e violência doméstica

A pandemia da COVID-19 está atingindo pessoas com deficiência de diferentes maneiras.

Guterres disse que aquelas que enfrentavam exclusão do mercado de trabalho antes da crise agora têm mais chances de perder o emprego. Também terão mais dificuldades de retornar ao trabalho.

No entanto, menos de 30% das pessoas com deficiências significativas têm acesso a benefícios. Nos países de baixa renda, o número é de apenas 1%.

Enquanto isso, as pessoas com deficiência – principalmente mulheres e meninas – enfrentam um risco maior de violência doméstica, que aumentou durante a pandemia.

Garantir direitos, promover a inclusão

O chefe da ONU instou os governos a colocar as pessoas com deficiência no centro dos esforços de resposta e recuperação da COVID-19, consultá-las e se envolver com elas.

Essa população também tem uma experiência valiosa a oferecer no que se refere a enfrentar situações de isolamento e arranjos alternativos de trabalho.

“Quando garantimos os direitos das pessoas com deficiência, estamos investindo em nosso futuro comum”, afirmou o chefe da ONU.

Guterres sublinhou a importância dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na criação de sociedades mais inclusivas e acessíveis.

O secretário-geral acrescentou que a ONU está fazendo sua parte através da Estratégia das Nações Unidas para a Inclusão de Pessoas com Deficiência, lançada no ano passado.

Por meio da estratégia, o Sistema das Nações Unidas integrará a inclusão da deficiência em todo o seu trabalho, com o objetivo de obter mudanças transformadoras e duradouras.

De maneira semelhante, na semana passada, o escritório de direitos humanos da ONU emitiu uma nota de orientação estabelecendo as principais ações que os governos e as partes interessadas podem adotar para apoiar as pessoas com deficiência durante a pandemia.

Também detalha práticas promissoras já implementadas por alguns países, como tirar algumas pessoas com deficiência de contextos institucionais para ficar em casa com suas famílias.